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Quais as causas do enfraquecimento da dicotomia entre o Direito Positivo e Natural?

Direito Positivo e Natural


4 resposta(s) - Contém resposta de Especialista

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Há mais de um mês

Temos como possíveis causas do enfraquecimento da dicotomia o movimento constitucionalista que se consubstanciou na intenção de garantir direitos sociais e respeito às liberdades individuais, esses tidos como direitos naturais, foi uma forma de positivar nos ordenamentos jurídicos estatais os direitos naturais tornando-os instituídos nos textos constitucionais. Além disso, tivemos pós 2ª G.M. assegurados os direitos da dignidade humana contra quaisquer absurdos que embora formais não tivessem valores éticos, fazendo com que o direito positivo também perdeu sua força.

Temos como possíveis causas do enfraquecimento da dicotomia o movimento constitucionalista que se consubstanciou na intenção de garantir direitos sociais e respeito às liberdades individuais, esses tidos como direitos naturais, foi uma forma de positivar nos ordenamentos jurídicos estatais os direitos naturais tornando-os instituídos nos textos constitucionais. Além disso, tivemos pós 2ª G.M. assegurados os direitos da dignidade humana contra quaisquer absurdos que embora formais não tivessem valores éticos, fazendo com que o direito positivo também perdeu sua força.

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Alisson

Há mais de um mês

Diante do atual estágio de nossa sociedade, que a cada dia se torna mais moderna e plural, é impossivel a ultilização de um ou outro direto de forma excludente no ordenamento jurídico. O direito natural, devido seu carater abstrato e principiologico deverá atuar junto ao direito positivo de forma a preencher as "lacunas da lei".

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Há mais de um mês

Temos como possíveis causas do enfraquecimento da dicotomia o movimento constitucionalista que se consubstanciou na intenção de garantir direitos sociais e respeito às liberdades individuais, esses tidos como direitos naturais, foi uma forma de positivar nos ordenamentos jurídicos estatais os direitos naturais tornando-os instituídos nos textos constitucionais. Além disso, tivemos pós 2ª G.M. assegurados os direitos da dignidade humana contra quaisquer absurdos que embora formais não tivessem valores éticos, fazendo com que o direito positivo também perdeu sua força.

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Jus

Há mais de um mês

"Algumas conclusões de Henrique Vaz (2002:205 ss), que nos apontam para um paradoxo.

Assim, diz  ele:

"se  examinar-mos a situação atual, haveremos de  convir que ela nos apresenta um profundo paradoxo. De um lado, vemos que o tema da  definição e  da  garantia  dos chamados "direitos humanos" tornou-­se  um tema de alta  relevância política  nas Declarações solenes, no direito constitucional e  no diálogo entre  as nações.

De  outro, a  crise  das concepções do homem na trilha  do espaço de questionamento aberto pelo advento das ciências humanas e pelo predomínio da ideologia individualista torna dificil para nossa sociedade, altamente politizada no sentido organizacional e técnico (sem falar no ideológico), o reconhecer­-se num motivo antropológico funda­mental ou o referir­-se a uma imagem coerente do homem.

Ora, essa fragmentação da imagem do homem na  pluralidade dos universos culturais nos quais ele  se socializa e se politiza  efetivamente ­ o universo da família, do trabalho, do bem­estar, da realização profissional, da política, da fruição cultural e do lazer torna  problemática  e  dificil a adequação das convicções do indivíduo e  de sua  liberdade  a  idéias e  valores universalmente reconhecidos e  legitimados num sistema de normas e fins aceito pela sociedade. 

Reside aí a raiz provável do paradoxo de  uma  sociedade  obsessivamente  preocupada  em definir e proclamar  uma lista  crescente  de  direitos humanos e  impotente  para  fazer descer do plano de um formalismo abstrato e inoperante esses direitos e levá­-los a uma efetivação concreta nas instituições e práticas sociais.

Na verdade, entre  a  universalidade  do Direito e  as liberdades singulares, a  relação permanece  abstrata  e,  no espaço dessa  abstração, desencadeiam­-se  formas muito reais de violência que acabam por consumar a cisão entre Ética e Direito no mundo contemporâneo:  aquela degradada  em moral do interesse  e  do prazer, esse  exilado na  abstração da lei ou confiscado pela violência ideológica.""

 

Tercio Sampaio Ferraz Junior

Introdução ao Estudo do Direito: Técnica, Decisão, Dominação 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas