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como calcular juro e correçao monetaria


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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

Em relação aos juros, estes podem ser moratórios ou compensatórios. Os primeiros visam compensar o credor pelo atraso culposo – a mora – do devedor no cumprimento da sua obrigação. Assim, e a toda evidência, a sua incidência só pode se dar no momento em que se verifica o inadimplemento. Já os compensatórios visam remunerar o credor pelo montante emprestado ao devedor, sendo verdadeiro rendimento ou lucro do capital, de modo que, assim que concedido o crédito, eles já são devidos.

No tocante à correção monetária, consiste ela na atualização do valor da moeda pelas perdas inflacionárias. Não importa ela, tecnicamente, em majoração da quantia devida, mas sim na correção daquilo que foi corroído pela inflação. Por essa razão, sua incidência só pode ocorrer quando o montante for certo.

O entendimento que prevalece no STJ é o de que se aplica, às indenizações por danos morais, a Súmula 54, de modo que os juros se contarão a partir da data do evento lesivo, uma vez que é nesse instante que se verifica a mora do devedor.

Quanto às indenizações por danos materiais, a solução é mais simples, e a questão deve ser examinada sob duas óticas: a das relações contratuais e das relações extracontratuais.  

Nas relações contratuais, os juros correm da citação, e isso porque é neste momento que se tem constituído o devedor em mora, aplicando-se, assim, integralmente o disposto no art. 405 do Código Civil. Quanto à correção monetária, esta se conta a partir da data do efetivo prejuízo, na forma da Súmula 43 do STJ, uma vez que é nesse instante em que se inicia a desvalorização da moeda em relação ao montante devido.              

Já nas relações extracontratuais, os juros moratórios contam-se da data do evento danoso, na forma da Súmula 54 do STJ, porque é nesse momento em que nasce para o credor a pretensão de ver o dano ressarcido e, portanto, é a partir daí que estará o devedor em mora. Do mesmo modo, incidirá a correção monetária a partir da data em que efetivamente ocorreu o dano material, pois é nesse momento em que deve o devedor ressarcir o credor, na forma do art. 398 do Código Civil, de modo a também se aplicar, nesse caso, a Súmula 43 do STJ.

Existem, portanto, diversas formas de calcular e diversos fatores que influenciam no calculo dos juros e da correção monetária. O tipo e o índice a serem utilizados, são exemplos. 

Alguns tribunais, para auxiliarem os operadores do Direito, disponibilizam calculadoras de juro e correção monetária, como é o caso do TJRJ:

http://www4.tjrj.jus.br/correcaoMonetaria/faces/correcaoMonetaria.jsp

Fonte:

http://estadodedireito.com.br/o-termo-inicial-dos-juros-e-da-correcao-monetaria-a-saga-continua/

 

Em relação aos juros, estes podem ser moratórios ou compensatórios. Os primeiros visam compensar o credor pelo atraso culposo – a mora – do devedor no cumprimento da sua obrigação. Assim, e a toda evidência, a sua incidência só pode se dar no momento em que se verifica o inadimplemento. Já os compensatórios visam remunerar o credor pelo montante emprestado ao devedor, sendo verdadeiro rendimento ou lucro do capital, de modo que, assim que concedido o crédito, eles já são devidos.

No tocante à correção monetária, consiste ela na atualização do valor da moeda pelas perdas inflacionárias. Não importa ela, tecnicamente, em majoração da quantia devida, mas sim na correção daquilo que foi corroído pela inflação. Por essa razão, sua incidência só pode ocorrer quando o montante for certo.

O entendimento que prevalece no STJ é o de que se aplica, às indenizações por danos morais, a Súmula 54, de modo que os juros se contarão a partir da data do evento lesivo, uma vez que é nesse instante que se verifica a mora do devedor.

Quanto às indenizações por danos materiais, a solução é mais simples, e a questão deve ser examinada sob duas óticas: a das relações contratuais e das relações extracontratuais.  

Nas relações contratuais, os juros correm da citação, e isso porque é neste momento que se tem constituído o devedor em mora, aplicando-se, assim, integralmente o disposto no art. 405 do Código Civil. Quanto à correção monetária, esta se conta a partir da data do efetivo prejuízo, na forma da Súmula 43 do STJ, uma vez que é nesse instante em que se inicia a desvalorização da moeda em relação ao montante devido.              

Já nas relações extracontratuais, os juros moratórios contam-se da data do evento danoso, na forma da Súmula 54 do STJ, porque é nesse momento em que nasce para o credor a pretensão de ver o dano ressarcido e, portanto, é a partir daí que estará o devedor em mora. Do mesmo modo, incidirá a correção monetária a partir da data em que efetivamente ocorreu o dano material, pois é nesse momento em que deve o devedor ressarcir o credor, na forma do art. 398 do Código Civil, de modo a também se aplicar, nesse caso, a Súmula 43 do STJ.

Existem, portanto, diversas formas de calcular e diversos fatores que influenciam no calculo dos juros e da correção monetária. O tipo e o índice a serem utilizados, são exemplos. 

Alguns tribunais, para auxiliarem os operadores do Direito, disponibilizam calculadoras de juro e correção monetária, como é o caso do TJRJ:

http://www4.tjrj.jus.br/correcaoMonetaria/faces/correcaoMonetaria.jsp

Fonte:

http://estadodedireito.com.br/o-termo-inicial-dos-juros-e-da-correcao-monetaria-a-saga-continua/

 

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Ingrid

Há mais de um mês

Os cálculos são feitos pela tabela da justiça de seu estado.

Data de atualização dos valores: novembro/2006
Indexador utilizado: TJ/RJ (Tabela Tribunal Just RJ)
Juros moratórios simples de 1,00% ao mês - a partir de 14/10/2002
Acréscimo de 0,00% referente a multa. Honorários advocatícios de 0,00%.

Exemplo: 14/10/2002 - 1.600,00 R$.2.241,32

Juros moratórios de 14/10/2002 a 1/11/2006 - (49,0000%) R$.1.098,25

Total (=) R$.3.339,57

Você pode usar este site que é gratuito e tem tudo: www.drcalc.net

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas