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QUANDO A PRISÃO TEMPORÁRIA FAZ A VEZ DE PRISÃO PREVENTIVA?


2 resposta(s)

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Estudante

Há mais de um mês

Em tese prisão temporária e a prisão preventiva tem diferenças.

A diferença entre prisão preventiva e prisão temporária é que:

1-   Prisão temporária é estabelecida na lei 7.960 de 1989 e a prisão preventiva no código de processo penal.

2 - A prisão temporária aplica-se exclusivamente na fase de inquérito policial, já a prisão preventiva pode ser aplicada tanto no inquérito quanto na ação penal instaurada. 

3 - A prisão temporária tem o prazo legal de 5 dias (salvo crime hediondo que o prazo é de 30) prorrogáveis por igual período, sendo que, a prisão preventiva não tem prazo.

4 - A prisão temporária não pode ser estabelecida de ofício pelo juiz já a preventiva pode desde que na fase da ação penal.

5 - A prisão temporária tem um rol específico de crimes aplicáveis já a preventiva não tem esse rol.

Porém uma hipótese em que essas duas prisões poderiam ser assemelhadas está no artigo 1º inciso II da lei 7.960 de 1989 e artigo 313, parágrafo único do Código de Processo Penal que dispõem respectivamente: 

 

Art. 1° Caberá prisão temporária:

II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

 

Art. 313.  Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva:           

Parágrafo único.  Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida.    

Nesse caso caberia prisão preventiva como também temporária em virtude da falta de esclarecimento da identidade do acusado. Porém há autores que mencionam essa hipótese como inconstitucional pois, um indivíduo não poderia ser privado de sua liberdade em virtude de uma mera falta de identificação. 

Em tese prisão temporária e a prisão preventiva tem diferenças.

A diferença entre prisão preventiva e prisão temporária é que:

1-   Prisão temporária é estabelecida na lei 7.960 de 1989 e a prisão preventiva no código de processo penal.

2 - A prisão temporária aplica-se exclusivamente na fase de inquérito policial, já a prisão preventiva pode ser aplicada tanto no inquérito quanto na ação penal instaurada. 

3 - A prisão temporária tem o prazo legal de 5 dias (salvo crime hediondo que o prazo é de 30) prorrogáveis por igual período, sendo que, a prisão preventiva não tem prazo.

4 - A prisão temporária não pode ser estabelecida de ofício pelo juiz já a preventiva pode desde que na fase da ação penal.

5 - A prisão temporária tem um rol específico de crimes aplicáveis já a preventiva não tem esse rol.

Porém uma hipótese em que essas duas prisões poderiam ser assemelhadas está no artigo 1º inciso II da lei 7.960 de 1989 e artigo 313, parágrafo único do Código de Processo Penal que dispõem respectivamente: 

 

Art. 1° Caberá prisão temporária:

II - quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade;

 

Art. 313.  Nos termos do art. 312 deste Código, será admitida a decretação da prisão preventiva:           

Parágrafo único.  Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la, devendo o preso ser colocado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida.    

Nesse caso caberia prisão preventiva como também temporária em virtude da falta de esclarecimento da identidade do acusado. Porém há autores que mencionam essa hipótese como inconstitucional pois, um indivíduo não poderia ser privado de sua liberdade em virtude de uma mera falta de identificação. 

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Avraham

Há mais de um mês

A prisão temporária é regulamentada pela Lei 7.960/89. Com prazo de duração de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, ela ocorre durante a fase de investigação do inquérito policial. É utilizada para que a polícia ou o Ministério Público colete provas para, depois, pedir a prisão preventiva do suspeito em questão. Em geral, é decretada para assegurar o sucesso de uma determinada diligência. 
 
Pela Lei 7.960/89, a prisão temporária é cabível: quando for imprescindível para as investigações do inquérito policial; quando o indicado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade; quando houver fundadas razões, de acordo com qualquer prova admitida na legislação penal, de autoria ou participação do indiciado nos crimes de homicídio, sequestro, roubo, estupro, tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro, entre outros.
 
A prisão preventiva, por sua vez, consta no terceiro capítulo do Código de Processo Penal. Sem prazo pré-definido, pode ser decretada em qualquer fase da investigação policial ou da ação penal, quando houver indícios que liguem o suspeito ao delito. Ela em geral é pedida para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica ou a aplicação da lei.
 
A ideia é que, uma vez encontrado indício do crime, a prisão preventiva evite que o réu continue a atuar fora da lei. Também serve para evitar que o mesmo atrapalhe o andamento do processo, por meio de ameaças a testemunhas ou destruição de provas, e impossibilite sua fuga, ao garantir que a pena imposta pela sentença seja cumprida. 
 
A lei brasileira prevê ainda as prisões em flagrante, civil, para execução de pena e para fins de extradição. A prisão em flagrante é aquela que ocorre durante o ato criminoso. A civil acontece quando não há pagamento da pensão alimentícia. 
 
A prisão para execução de pena se aplica a condenados que responderam ao processo em liberdade e é decretada quando se esgotam os recursos cabíveis. Já a prisão para fins de extradição serve para garantir a efetividade do processo extradicional.

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