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Quais foram as principais características do constitucionalismo do estado social?


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Washington

Há mais de um mês

Com efeito, sempre houve a ideia de uma norma jurídica suprema que trouxesse a estruturação do Estado. Trata-se do período denominado constitucionalismo antigo, que tem suas bases longínquas no povo hebreu, com o estabelecimento, mesmo que timidamente, de limitações ao poder político no Estado teocrático.

Por outro lado, o movimento denominado constitucionalismo moderno surge apenas no final do século XVIII, a partir das ideias revolucionárias franco-americanas, com o propósito de limitar o poder estatal absoluto. O seu marco está na criação das Constituições dos Estados Unidos da América de 1787 e da França de 1791. Estas ideias revolucionárias buscaram romper com o arbítrio típico do Estado Absolutista para implantar um novo modelo de Estado, o Estado Liberal, também chamado de Estado Moderno, que possuía Poder limitado pelo estabelecimento da Separação dos Poderes e de um rol de Direitos e garantias Fundamentais mínimos.

A característica marcante do constitucionalismo moderno foi criação de Constituições (normas jurídicas supremas) com o fim de limitar o exercício do poder estatal. Nessa senda, foram concebidas Constituições escritas e rígidas, inspiradas nos ideais do Iluminismo e na proteção das liberdades públicas, marcas centrais do Liberalismo político e econômico vigentes na época, na busca de limites ao exercício do poder do Estado.

Pode-se, portanto, denominar constitucionalismo moderno como o movimento político, jurídico e ideológico que idealizou a estruturação do Estado e a limitação do exercício de seu poder, concretizadas pela elaboração de uma Constituição escrita e rígida destinada a representar sua lei fundamental.

O conteúdo dessas primeiras Constituições escritas e rígidas, de orientação liberal, resumia-se no estabelecimento de normas acerca da organização do Estado, do exercício e da limitação do poder estatal, assegurada pela enumeração de Direitos e Garantias Fundamentais dos indivíduos e pela Separação dos Poderes. Esta fase do constitucionalismo moderno corresponde à consolidação da primeira geração dos direitos fundamentais ligados ao ideal de liberdade (direitos civis e políticos).

Com efeito, sempre houve a ideia de uma norma jurídica suprema que trouxesse a estruturação do Estado. Trata-se do período denominado constitucionalismo antigo, que tem suas bases longínquas no povo hebreu, com o estabelecimento, mesmo que timidamente, de limitações ao poder político no Estado teocrático.

Por outro lado, o movimento denominado constitucionalismo moderno surge apenas no final do século XVIII, a partir das ideias revolucionárias franco-americanas, com o propósito de limitar o poder estatal absoluto. O seu marco está na criação das Constituições dos Estados Unidos da América de 1787 e da França de 1791. Estas ideias revolucionárias buscaram romper com o arbítrio típico do Estado Absolutista para implantar um novo modelo de Estado, o Estado Liberal, também chamado de Estado Moderno, que possuía Poder limitado pelo estabelecimento da Separação dos Poderes e de um rol de Direitos e garantias Fundamentais mínimos.

A característica marcante do constitucionalismo moderno foi criação de Constituições (normas jurídicas supremas) com o fim de limitar o exercício do poder estatal. Nessa senda, foram concebidas Constituições escritas e rígidas, inspiradas nos ideais do Iluminismo e na proteção das liberdades públicas, marcas centrais do Liberalismo político e econômico vigentes na época, na busca de limites ao exercício do poder do Estado.

Pode-se, portanto, denominar constitucionalismo moderno como o movimento político, jurídico e ideológico que idealizou a estruturação do Estado e a limitação do exercício de seu poder, concretizadas pela elaboração de uma Constituição escrita e rígida destinada a representar sua lei fundamental.

O conteúdo dessas primeiras Constituições escritas e rígidas, de orientação liberal, resumia-se no estabelecimento de normas acerca da organização do Estado, do exercício e da limitação do poder estatal, assegurada pela enumeração de Direitos e Garantias Fundamentais dos indivíduos e pela Separação dos Poderes. Esta fase do constitucionalismo moderno corresponde à consolidação da primeira geração dos direitos fundamentais ligados ao ideal de liberdade (direitos civis e políticos).

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Especialistas PD

Há mais de um mês

Claudio Pereira de Souza Neto e Daniel Sarmento, ao analisar o constitucionalismo social, ensinam:

“O constitucionalismo social não renega os elementos positivos do liberalismo – a sua preocupação com os direitos individuais e com a limitação do poder – mas antes pugna por conciliá-los com a busca da justiça social e do bem-estar coletivo. Ele implica a adoção de perspectiva que enriquece o ideário constitucionalista, tornando-o mais inclusivo e sensível às condições concretas de vida do ser humano, no afã de levar as suas promessas de liberdade e de dignidade também para os setores disprivilegiados da sociedade.”

(...)

“No novo cenário, o Estado incorpora funções ligadas à prestação de serviços públicos. No plano teórico, a sua atuação passa a ser justificada também pela necessidade de promoção da igualdade material, por meio de políticas públicas redistributivas e do fornecimento de prestações materiais para as camadas mais pobres da sociedade, em áreas como saúde, educação e previdência social. Naquele contexto, foi flexibilizada a proteção da propriedade privada, que passou a ser condicionada ao cumprimento da sua função social, e relativizada a garantia da autonomia negocial, diante da necessidade de intervenção estatal em favor das partes mais débeis das relações sociais.

A mudança no perfil do Estado refletiu-se também na sua engenharia institucional. A separação de poderes foi flexibilizada, para possibilitar uma atuação mais forte dos poderes públicos na seara social e econômica. A produção de normas cresceu exponencialmente, para dar consta das demandas por regulação em sociedades cada vez mais complexas, deixando de ser monopolizada pelo Legislativo.”

(Direito Constitucional – Teoria, história e métodos de trabalho. 2ª Ed. pg 83-84)

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes