Atuação do Estado
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Atuação do Estado


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Atuação do Estado


Introdução



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Representação do Estado e da sua relação com a economia

Inicialmente, iremos abordar como ocorre a atuação do Estado, partindo do pressuposto da intervenção econômica, a qual é um dos assuntos caros aos interesses sociais, além disso, iremos salientar suas respectivas definições, aplicações e consequências dentro do mundo jurídico.

Dessa forma, temos que, ao partirmos de uma visão econômica, iremos perceber que o desenvolvimento econômico brasileiro se desenvolveu de forma acelerada, fazendo com que acabasse sendo necessário que houvesse a intervenção do Estado no cenário econômico, porém, o mesmo não tinha por atribuição agir de forma arbitral para que as atividades não fossem regidas por um Estado de cunho autoritário.

Essa prática, tornou-se muito comum e legitimada, possuindo seus próprios órgãos para atuar e realizar as intervenções que forem necessárias, sendo estes as Agências Reguladoras, as quais são denominadas de autarquias de regime especial.


Papel da sociedade em detrimento da intervenção estatal na economia

Quando observamos a sociedade, principalmente quando estamos falando da sociedade moderna, iremos perceber e compreender que existe uma reluta em aceitar essa legitimidade que foi criada dentro da intervenção estatal, seja ele no campo social ou econômico. Contudo, dentro dessa sociedade, é possível vermos que, indiretamente, existe uma luta que visa uma intervenção do estado em que o objetivo principal seja manter o equilíbrio das relações.


De qual forma ocorre a atuação do Estado dentro do Domínio Econômico?

A intervenção do Estado dentro da economia é considerada prática, visto que é necessária, pois, é preciso termos em mente que o crescimento de forma descontrolada, como é o caso do Brasil, necessita que haja tal intervenção.

Diante disso, essa intervenção sempre estará sujeita ao princípio da subsidiariedade, ou seja, o Estado só poderá intervir quando esse particular não for capaz de conseguir uma regulação. Logo, temos por compreensão que cada atuação que ocorre, torna-se necessário que exista a verificação da compatibilidade com as determinações que são impostas pela legislação, e se a mesma será razoável de acordo com o quadro econômico correspondente a tal intervenção.


Como ocorre sua legitimação durante a atuação?

Temos que o Estado está legitimado a atuar de forma que venha a intervir dentro do domínio econômico pela Constituição Federal a partir do seu artigo 170, sendo a principal regente da atuação do Estado no domínio econômico.

Eros Grau, em sua obra sobre essa temática, visa demonstrar sua percepção acerca do que ele considera como sendo viável, afirmando que dentro da Constituição de 1988, iremos perceber que ela é dirigente, e seus conjuntos de diretrizes, programas e fins, deverão ser realizados pelo Estado e pela sociedade, conferindo um caráter global de normatividade desse Estado e da sociedade, além de demonstrar que no artigo 170 existe uma previsão de que existe uma nova ordem econômica.


De que maneira a Constituição Federal trata dos princípios da ordem econômica?



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Constituição Federal trata dos princípios econômicos

Ao nos depararmos com o artigo 170, da Constituição Federal, iremos perceber que existem vários princípios que tratam, justamente, da ordem econômica, ou seja, nele, é possível que seja verificado uma previsão de livre iniciativa, da mesma forma que que se faz necessária a manutenção do equilíbrio econômico.

Já quando partirmos para o artigo 173, da Constituição Federal, veremos que existe, explicitamente, que o texto discorrerá sobre a atuação do Estado, ao mesmo tempo que irá legitimar e limitar esse poder de intervenção, em que dentro da intervenção direta teremos uma necessidade de busca pela segurança nacional ou somente quando houver algum tipo de interesse coletivo.

Contudo, no artigo 174, da Constituição Federal, existe o discorrimento sobre a intervenção indireta do Estado no Domínio Econômico, em que afirma que o agente normativo e regulador da atividade econômica, que no caso será o Estado, deverá exercer suas funções de fiscalização, incentivo e planejamento, em que , esse último, é considerado determinante dentro do setor público e indicativo par ao setor privado.

Por fim, temos que a segurança nacional tem em vista todas aquelas atividades que envolvem risco à defesa nacional, assim como à soberania do país e a integridade do estado.