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O QUE E O PRINCIPIO DE SAISINE ?

Direito Civil I

UNICALDAS


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DLRV Advogados Verified user icon

Há mais de um mês

O Princípio de Saisine, adotado pelo ordenamento jurídico pátrio através do artigo 1.784 do Código Civil, estabelece que a posse dos bens do "de cujus" se transmite aos herdeiros imediatamente, no momento de sua morte.

"Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários."

Segundo Zeno Veloso apud Gonçalves “a morte, a abertura da sucessão e a transmissão da herança aos herdeiros ocorrem num só momento. Os herdeiros, por essa previsão legal, tornam-se donos da herança ainda que não saibam que o autor da sucessão morreu, ou que a herança lhes foi transmitida. Mas precisam aceitar a herança, bem como repudiá-la, até porque ninguém é herdeiro contra sua vontade”.

O conceito da saisine gera alguns efeitos singularmente sintetizados pela doutrina de Caio Mário da Silva Pereira, a saber:

  • abre-se a herança com a morte do sujeito, e no mesmo instante os herdeiros a adquirem. Verifica-se, portanto, imediata mutação subjetiva;
  • não é o fato de estar próximo que atribui ao herdeiro a posse e propriedade dos bens, mas sim a sucessão - a posse e a propriedade advêm do fato do óbito;
  • o herdeiro passa a ter legitimidade ad causam (envolvendo a faculdade de proteger a herança contra a investida de terceiros);
  • com o falecimento do herdeiro após a abertura da sucessão, transmite-se a posse e propriedade da herança aos seus sucessores, mesmo sem manifesta aceitação;
  • mesmo que os bens não estejam individualizados e discriminados, constitui a herança em si mesma um valor patrimonial, e, como tal, pode ser transmitida inter vivos.

O Princípio de Saisine, adotado pelo ordenamento jurídico pátrio através do artigo 1.784 do Código Civil, estabelece que a posse dos bens do "de cujus" se transmite aos herdeiros imediatamente, no momento de sua morte.

"Art. 1.784. Aberta a sucessão, a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários."

Segundo Zeno Veloso apud Gonçalves “a morte, a abertura da sucessão e a transmissão da herança aos herdeiros ocorrem num só momento. Os herdeiros, por essa previsão legal, tornam-se donos da herança ainda que não saibam que o autor da sucessão morreu, ou que a herança lhes foi transmitida. Mas precisam aceitar a herança, bem como repudiá-la, até porque ninguém é herdeiro contra sua vontade”.

O conceito da saisine gera alguns efeitos singularmente sintetizados pela doutrina de Caio Mário da Silva Pereira, a saber:

  • abre-se a herança com a morte do sujeito, e no mesmo instante os herdeiros a adquirem. Verifica-se, portanto, imediata mutação subjetiva;
  • não é o fato de estar próximo que atribui ao herdeiro a posse e propriedade dos bens, mas sim a sucessão - a posse e a propriedade advêm do fato do óbito;
  • o herdeiro passa a ter legitimidade ad causam (envolvendo a faculdade de proteger a herança contra a investida de terceiros);
  • com o falecimento do herdeiro após a abertura da sucessão, transmite-se a posse e propriedade da herança aos seus sucessores, mesmo sem manifesta aceitação;
  • mesmo que os bens não estejam individualizados e discriminados, constitui a herança em si mesma um valor patrimonial, e, como tal, pode ser transmitida inter vivos.
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Agostinho Tirello

Há mais de um mês

Este princípio diz que os bens do falecido ("de cujus") se transmitem desde logo à seus herdeiros, ou seja, a posse dos bens do falecido é transmitida/dada aos herdeiros legítimos e testamentários, mas não a propriedade, sendo necessária a sucessão para alcançá-la. Esse princípio está previsto no art. 1.784 do Código Civil. 

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos especialistas