Marli Araujo
há 7 anos
A Canção do Exílio, que começa com os versos "Minha terra tem palmeiras, onde canta o Sabiá", foi publicado em 1857 no livro “Primeiros Cantos”.
É um dos poemas líricos mais conhecidos do poeta romântico brasileiro Gonçalves Dias:
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Sem dúvida, a “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, é um dos mais emblemáticos poemas da fase inicial do romantismo.
Nele o autor expressa o nacionalismo ufanista por meio da exaltação da natureza.
Composto por cinco estrofes, sendo três quartetos e dois sextetos, o autor escreveu esse poema em julho de 1843, quando estava estudando Direito na Universidade de Coimbra, em Portugal. Assim, com saudades de seu país, sentia-se exilado.
Essa saudade fica bastante evidente na última estrofe, em que o poeta expressa o seu desejo de regressar:
"Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;".
Curioso notar que dois versos da Canção do Exílio são mencionados no Hino Nacional Brasileiro, composto em 1822: “Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida, (no teu seio) mais amores”.
Muitos autores parodiaram ou parafrasearam a “Canção do Exílio”. Têm destaque as versões dos escritores modernistas Murilo Mendes, Oswald de Andrade e Carlos Drummond de Andrade.
A paródia é um gênero literário, geralmente de caráter crítico, humorístico ou irônico. Ela utiliza a intertextualidade com intuito de recriar um novo texto, com base num texto célebre já existente.
Da mesma maneira, a paráfrase é um tipo de intertextualidade que recria a ideia de um texto já existente, no entanto, utilizando outras palavras.
Note que a "Canção do Exílio", de Murilo Mendes, bem como o “Canto de Regresso à Pátria”, de Oswald, tratam-se de paródias. A “Nova Canção do Exílio", de Drummond, e a "Canção do Exílio", de Casimiro de Abreu, por sua vez, são paráfrases.
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RD Resoluções
há 7 anos
CANÇÃO DO EXÍLIO FACILITADA
lá?ah!sabiá…papá…maná…sofá…sinhá…cá?bah!PAES, José Paulo. Meia palavra: cívicas, eróticas e metafísicas. São Paulo: Editora Cultrix, 1973. 58 pNesta paródia toda a imensa canção é resumida e mantém-se a estrutura principal derimas e a ideia central. O “lá? ah!” dá valor à terra que está distante, o Brasil. Depois começa a evidenciar diversos aspectos positivos da terra brasileira: “sabiá, papá, maná, sofá, sinhá”. E, por fim, termina-se mostrando a insatisfação com o lugar onde se está “cá? bah!”.Andre Smaira
há 7 anos
CANÇÃO DO EXÍLIO FACILITADA
lá?ah!sabiá…papá…maná…sofá…sinhá…cá?bah!PAES, José Paulo. Meia palavra: cívicas, eróticas e metafísicas. São Paulo: Editora Cultrix, 1973. 58 pNesta paródia toda a imensa canção é resumida e mantém-se a estrutura principal derimas e a idéia central. O “lá? ah!” dá valor à terra que está distante, o Brasil. Depois começa a evidenciar diversos aspectos positivos da terra brasileira: “sabiá, papá, maná, sofá, sinhá”. E, por fim, termina-se mostrando a insatisfação com o lugar onde se está “cá? bah!”.