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Macroeconomia

Ao analisar a economia, é importante atentar-se que a área financeira pode influenciar as demais áreas econômicas. Uma economia aberta sofre alterações que afetam as exportações e importações, tanto pelas alterações no lado real quanto no lado financeiro e, como isso, impacta na demanda agregada e, assim, no crescimento econômico. Para rebater essas mudanças provenientes do mercado externo, o governo conta com alguns mecanismos.

Considerando a situação apresentada, discorra sobre qual a influência que a valorização e a desvalorização da taxa de câmbio impacta nas exportações e importações, o que afeta a taxa real de câmbio e comente, ainda, sobre os dois principais regimes de câmbio.


1 resposta(s)

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Angelo Nogueira

Há mais de um mês

O mercado de câmbio funciona de modo semelhante aos demais mercados, ou seja, está sujeito à lei da demanda e oferta. Neste caso específico, a "mercadoria" é o câmbio, ou a moeda estrangeira. A maioria das transações financeiras do Brasil com o resto do mundo é feita em dólar. Quem demanda moeda estrangeira no Brasil? Os importadores, principalmente, porque precisam pagar as mercadorias compradas lá fora com moeda estrangeira. O governo e as empresas, quando tomam empréstimos no exterior também precisam pagar com moeda externa. E, por fim, as pessoas que viajam para o exterior também demandam moeda estrangeira. Do outro lado, temos os ofertantes de moeda: empresas e investidores externos que trazem moeda estrangeira, geralmente dólares para o Brasil com o intuito de realizar operações financeiras. Os exportadores vendem suas mercadorias para outros países e recebem em moeda estrangeira. No entanto, precisam converter esses recebimentos para Reais, de modo a pagar os salários dos empregados, pagar impostos e outras despesas e custos de produção. Se, por exemplo, o Brasil ganha credibilidade lá fora, mais investidores trazem moeda estrangeira para o Brasil, e com uma maior oferta de dólares no mercado, o preço do dólar tende a cair, com relação ao Real. Isso prejudica os exportadores (receberão menos Reais para cada dólar vendido no exterior) e beneficia os importadores (o efeito é contrário). Se por outro lado, o país entra em crise política ou financeira, os investidores tenderão a fugir do Brasil e, com isso, o preço do dólar sobe. É isso que estamos vendo nos dias atuais. Os investidores estão tirando seus recursos financeiros do Brasil e levando para países mais seguros. Em relação aos regimes cambiais temos: a) câmbio fixo - o governo é quem determina a taxa de câmbio; b) câmbio flutuante livre - o mercado é quem determina a taxa de câmbio pelo livre movimento da oferta e demanda. Hoje no Brasil vigora o regime de câmbio flutuante; c) regime de bandas cambiais - neste caso, o governo fixa um valor máximo e mínimo e o câmbio flutua apenas dentro desse limites. Se o valor ultrapassar, o governo entra no mercado vendendo dólares para fazer o "preço" que é na verdade a taxa de câmbio, cair. E se o valor cair abaixo da banda cambial, o governo entra comprando moeda estrangeira.

O mercado de câmbio funciona de modo semelhante aos demais mercados, ou seja, está sujeito à lei da demanda e oferta. Neste caso específico, a "mercadoria" é o câmbio, ou a moeda estrangeira. A maioria das transações financeiras do Brasil com o resto do mundo é feita em dólar. Quem demanda moeda estrangeira no Brasil? Os importadores, principalmente, porque precisam pagar as mercadorias compradas lá fora com moeda estrangeira. O governo e as empresas, quando tomam empréstimos no exterior também precisam pagar com moeda externa. E, por fim, as pessoas que viajam para o exterior também demandam moeda estrangeira. Do outro lado, temos os ofertantes de moeda: empresas e investidores externos que trazem moeda estrangeira, geralmente dólares para o Brasil com o intuito de realizar operações financeiras. Os exportadores vendem suas mercadorias para outros países e recebem em moeda estrangeira. No entanto, precisam converter esses recebimentos para Reais, de modo a pagar os salários dos empregados, pagar impostos e outras despesas e custos de produção. Se, por exemplo, o Brasil ganha credibilidade lá fora, mais investidores trazem moeda estrangeira para o Brasil, e com uma maior oferta de dólares no mercado, o preço do dólar tende a cair, com relação ao Real. Isso prejudica os exportadores (receberão menos Reais para cada dólar vendido no exterior) e beneficia os importadores (o efeito é contrário). Se por outro lado, o país entra em crise política ou financeira, os investidores tenderão a fugir do Brasil e, com isso, o preço do dólar sobe. É isso que estamos vendo nos dias atuais. Os investidores estão tirando seus recursos financeiros do Brasil e levando para países mais seguros. Em relação aos regimes cambiais temos: a) câmbio fixo - o governo é quem determina a taxa de câmbio; b) câmbio flutuante livre - o mercado é quem determina a taxa de câmbio pelo livre movimento da oferta e demanda. Hoje no Brasil vigora o regime de câmbio flutuante; c) regime de bandas cambiais - neste caso, o governo fixa um valor máximo e mínimo e o câmbio flutua apenas dentro desse limites. Se o valor ultrapassar, o governo entra no mercado vendendo dólares para fazer o "preço" que é na verdade a taxa de câmbio, cair. E se o valor cair abaixo da banda cambial, o governo entra comprando moeda estrangeira.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes