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Cabe fiscalização da omissão inconstitucional em razão da inexistência de atos normativos secundários, como regulamentos ou instruções?


2 resposta(s)

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Gisele Luz

Há mais de um mês

As normas jurídicas em geral possuem o atributo da imperatividade. Elas impõem comandos, que normalmente vêm estabelecidos em normas cogentes, ou seja, que não podem ser obstadas pela vontade das partes. As normas cogentes podem ser proibitivas ou preceptivas, proibindo ou ordenando determinado comportamento, respectivamente. Dessa forma, haverá violação ao preceito constitucional se for praticado um ato que a Constituição vedava ou se houver inércia quanto algum comando constitucional. (BARROSO, 2012).

Todavia, o fenômeno da inconstitucionalidade por omissão é observado especialmente no Poder Legislativo, quando este se omite em elaborar a norma necessária à concretização dos mandamentos constitucionais. A inércia do Legislador, em cumprir a obrigação que lhe foi imposta, tem sido alvo de discussões jurisprudenciais e doutrinárias. (BARROSO, 2012).

Conforme já mencionado, a obrigação de legislar advém de uma norma de eficácia limitada, que necessita de regulamentação para a realização dos direitos nela assegurados. (PAULO; ALEXANDRINO, 2007).

Portanto, pode-se concluir que, especialmente no plano legislativo, a inconstitucionalidade por omissão está relacionada ao descumprimento do dever de regulamentar e conferir aplicabilidade às normas constitucionais de eficácia limitada. (JÚNIOR, 2013).

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão de dois remédios jurídicos, a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão e o Mandado de Injunção, para tentar solucionar o problema das omissões legislativas inconstitucionais. (BARROSO, 2012).

Primeiramente, cumpre mencionar que a omissão a ser impugnada deve ser de cunho normativo, sendo que o termo normativo abrange os atos gerais, abstratos e obrigatórios de Poderes diversos daquele competente para elaborar o direito positivo. (BARROSO, 2012).

Com efeito, além da inércia em editar os atos normativos primários, também será suscetível de controle, a omissão em elaborar os atos normativos secundários, de competência do Poder Executivo (regulamentos, instruções e resoluções) e Poder Judiciário (Regimento Interno). (BARROSO, 2012).

As normas jurídicas em geral possuem o atributo da imperatividade. Elas impõem comandos, que normalmente vêm estabelecidos em normas cogentes, ou seja, que não podem ser obstadas pela vontade das partes. As normas cogentes podem ser proibitivas ou preceptivas, proibindo ou ordenando determinado comportamento, respectivamente. Dessa forma, haverá violação ao preceito constitucional se for praticado um ato que a Constituição vedava ou se houver inércia quanto algum comando constitucional. (BARROSO, 2012).

Todavia, o fenômeno da inconstitucionalidade por omissão é observado especialmente no Poder Legislativo, quando este se omite em elaborar a norma necessária à concretização dos mandamentos constitucionais. A inércia do Legislador, em cumprir a obrigação que lhe foi imposta, tem sido alvo de discussões jurisprudenciais e doutrinárias. (BARROSO, 2012).

Conforme já mencionado, a obrigação de legislar advém de uma norma de eficácia limitada, que necessita de regulamentação para a realização dos direitos nela assegurados. (PAULO; ALEXANDRINO, 2007).

Portanto, pode-se concluir que, especialmente no plano legislativo, a inconstitucionalidade por omissão está relacionada ao descumprimento do dever de regulamentar e conferir aplicabilidade às normas constitucionais de eficácia limitada. (JÚNIOR, 2013).

No Brasil, a Constituição Federal de 1988 trouxe a previsão de dois remédios jurídicos, a Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão e o Mandado de Injunção, para tentar solucionar o problema das omissões legislativas inconstitucionais. (BARROSO, 2012).

Primeiramente, cumpre mencionar que a omissão a ser impugnada deve ser de cunho normativo, sendo que o termo normativo abrange os atos gerais, abstratos e obrigatórios de Poderes diversos daquele competente para elaborar o direito positivo. (BARROSO, 2012).

Com efeito, além da inércia em editar os atos normativos primários, também será suscetível de controle, a omissão em elaborar os atos normativos secundários, de competência do Poder Executivo (regulamentos, instruções e resoluções) e Poder Judiciário (Regimento Interno). (BARROSO, 2012).

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Ludmilla de Melo Silva

Há mais de um mês

Sim, cabe. Normalmente, as ações diretas não comportam controle da constitucionalidade de atos secundários, mas da não edição comporta. Pode haver uma ADO por falta de regulamentação por um ato secundário por uma falta de regulamentação que frustre uma norma constitucional. 


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