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Caso clínico

Apesar de as medidas não medicamentosas terem se mostrado eficazes na redução da pressão arterial, a eficácia é limitada pela perda de adesão em médio e longo prazo, desencadeando, então, a necessidade de implementação do uso contínuo de medicamentos anti-hipertensivos.



​​​​​​​

Baseando-se no caso clínico, responda:​​​​​​​


a

Considerando que a pressão arterial do Sr. Luiz estava sob controle com a medicação, por que o cardiologista interrompeu o uso do enalapril? 

b) Qual a possível causa da tosse no paciente?

c) E qual a justificativa para a implementação da losartana?


4 resposta(s)

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Rosileia Rocha

Há mais de um mês

a) Em razão do efeito colateral do mesmo (tosse) que estava interferindo no sono do paciente.

b) O enalapril inibe a ECA (enzima conversora da angiotensina) que é responsável pela conversão de angiotensina I em angiotensina II, que possui como função a vasoconstrição e o estímulo a secreção de aldosterona, (que culminam por causar elevação pressórica), por isso o efeito anti-hipertensivo do enalapril ao inibir a ECA. Porém a ECA também possuiu outras funções, sendo uma importante a degradação de bradicinina, assim com a ECA bloqueada ocorre um acúmulo de bradicinina que é a causadora da tosse, relato frequente em usuários de inibidores da ECA.

c) Percebe-se que o paciente necessita de dois medicamentos para controle pressórico, pois estava em bom controle com o uso do enalapril e do diurético, sendo assim necessitava da prescrição de outro fármaco após suspensão do enalapril. A losartana é uma boa escolha, pois sua ação se dá no mesmo mecanismo hipertensor que o enalapril também atua: o eixo renina-angiotensina-aldosterona. No entanto a losartana é um bloqueador direto do receptor de angiotensina, não causando portanto o sintoma de tosse que se dá pelo bloqueio da ECA.

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a) Em razão do efeito colateral do mesmo (tosse) que estava interferindo no sono do paciente.

b) O enalapril inibe a ECA (enzima conversora da angiotensina) que é responsável pela conversão de angiotensina I em angiotensina II, que possui como função a vasoconstrição e o estímulo a secreção de aldosterona, (que culminam por causar elevação pressórica), por isso o efeito anti-hipertensivo do enalapril ao inibir a ECA. Porém a ECA também possuiu outras funções, sendo uma importante a degradação de bradicinina, assim com a ECA bloqueada ocorre um acúmulo de bradicinina que é a causadora da tosse, relato frequente em usuários de inibidores da ECA.

c) Percebe-se que o paciente necessita de dois medicamentos para controle pressórico, pois estava em bom controle com o uso do enalapril e do diurético, sendo assim necessitava da prescrição de outro fármaco após suspensão do enalapril. A losartana é uma boa escolha, pois sua ação se dá no mesmo mecanismo hipertensor que o enalapril também atua: o eixo renina-angiotensina-aldosterona. No entanto a losartana é um bloqueador direto do receptor de angiotensina, não causando portanto o sintoma de tosse que se dá pelo bloqueio da ECA.

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