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Por que não é viável para as células do fígado (hepatócitos) realizar simultaneamente a glicólise e a gliconeogênese?

Bioquímica II

Colegio Anchieta


2 resposta(s)

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fernanda bocchi

Há mais de um mês


Quando a concentração de glicose circulante vinda da alimentação diminui, o glicogênio hepático e muscular é degradado (num processo que se chama glicogenólise fazendo com que a glicemia volte a valores normais. Mas, pode ser que este suprimento de glicose não é sempre suficiente; entre as refeições e durante longos jejuns, ou após exercícios vigorosos, o glicogênio é depletado (consumido), situação que também ocorre quando há deficiência do suprimento de glicose pela dieta ou por dificuldade na absorção pelas células. Nessas situações, os organismos necessitam de um método para sintetizar glicose a partir de precursores não-carboidratos. Isso é realizado pela via chamada gliconeogênese, a qual converte piruvato e compostos relacionados de três e quatro carbonos em glicose.
As modificações que ocorrem no metabolismo da glicose durante a mudança do estado alimentado para o estado de jejum são reguladas pelos hormônios glucagon e insulina. A insulina está elevada no estado alimentado, e o glucagon se eleva durante o jejum. A insulina estimula o transporte de glicose para certas células, tais como as dos músculos e tecido adiposo, e também altera a atividade de enzimas chave que regulam o metabolismo, estimulando o armazenamento de combustível.
O glucagon faz o efeito contrário da insulina, estimulando a liberação dos combustíveis armazenados e a conversão de lactato, aminoácidos e glicerol em glicose.
Costuma-se dizer que esta via é a inversão da via glicolítica onde não se tem nem um ATP produzido.

Quando a concentração de glicose circulante vinda da alimentação diminui, o glicogênio hepático e muscular é degradado (num processo que se chama glicogenólise fazendo com que a glicemia volte a valores normais. Mas, pode ser que este suprimento de glicose não é sempre suficiente; entre as refeições e durante longos jejuns, ou após exercícios vigorosos, o glicogênio é depletado (consumido), situação que também ocorre quando há deficiência do suprimento de glicose pela dieta ou por dificuldade na absorção pelas células. Nessas situações, os organismos necessitam de um método para sintetizar glicose a partir de precursores não-carboidratos. Isso é realizado pela via chamada gliconeogênese, a qual converte piruvato e compostos relacionados de três e quatro carbonos em glicose.
As modificações que ocorrem no metabolismo da glicose durante a mudança do estado alimentado para o estado de jejum são reguladas pelos hormônios glucagon e insulina. A insulina está elevada no estado alimentado, e o glucagon se eleva durante o jejum. A insulina estimula o transporte de glicose para certas células, tais como as dos músculos e tecido adiposo, e também altera a atividade de enzimas chave que regulam o metabolismo, estimulando o armazenamento de combustível.
O glucagon faz o efeito contrário da insulina, estimulando a liberação dos combustíveis armazenados e a conversão de lactato, aminoácidos e glicerol em glicose.
Costuma-se dizer que esta via é a inversão da via glicolítica onde não se tem nem um ATP produzido.
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Jéssica Vet Verified user icon

Há mais de um mês

Porque a glicólise é a via de degradação da glicose, e essa via ocorre em situações onde há grande disponibilidade de glicose no sangue, como após uma refeição. Já a gliconeogenese é uma via de síntese de glicose a partir de precursores não glicídicos, essa via é ativada em períodos de jejuns muito prolongados quando o nível de glicose no sangue se encontra baixo e ela tem como objetivo manter esse nível estabilizado para que os tecidos e órgãos que utilizam exclusivamente glicose como fonte de energia, não sejam prejudicados. O fígado não faz a glicólise enquanto faz a gliconeogenese pois suas células não dependem exclusivamente de glicose, podendo utilizar outras moléculas para sua manutenção, portanto o papel do fígado em períodos de jejum prolongado é exportar glicose para a corrente sanguínea. Além disso o a regulação das vias glicolitica e gliconeogenica impede que ambas as vias estejam ativadas ao mesmo tempo, isso evita o ciclo fútil que é o desperdício de energia que ocorreria com a gliconeogenese produzindo ao mesmo tempo em que a glicólise degrada.

Essa pergunta já foi respondida por um dos nossos estudantes