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Análise Tradicional de Demonstrações Financeiras

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	TOTAL DO ATIVO
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	TOTAL DO PASSIVO
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
Quanto a demonstração do resultado, o quadro abaixo ilustra a estrutura básica que atende às exigências legais.
	DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO
	EM 31 DE DEZEMBRO DE 20XX
	RECEITA BRUTA OPERACIONAL
	 
	( - ) Vendas Canceladas
	 
	( - ) Abatimentos sobre Vendas
	 
	( - ) Impostos sobre Vendas
	 
	RECEITA LÍQUIDA
	 
	( - ) Custos dos Produtos, Mercadorias ou Serviços Vendidos
	 
	LUCRO BRUTO
	 
	( - ) Despesas com Vendas
	 
	( - ) Despesas Administrativas
	 
	( - ) Despesas Financeiras, líquidas das Receitas
	 
	( - ) Outras Receitas e Despesas Operacionais
	 
	( - ) Resultado de Equivalência Patrimonial
	 
	LUCRO OPERACIONAL
	 
	( + ) Receitas não Operacionais
	 
	( - ) Despesas não Operacionais
	 
	LUCRO ANTES DO IMPOSTO SOBRE RENDA
	 
	( - ) Provisão para Imposto sobre Renda
	 
	( - ) Provisão para Contribuição Social
	 
	( - ) Participações
	 
	LUCRO LÍQUIDO DO EXERCÍCIO
	 
	LUCRO LÍQUIDO POR AÇÃO
	 
A coluna AH refere-se à análise horizontal, que será vista posteriormente.
	PLANILHA PARA PADRONIZAÇÃO DA DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	 
	20X1
	20X2
	20X3
	
	R$
	AV%
	R$
	AV%
	AH%
	R$
	AV%
	AH%
	Receita Operacional Bruta
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Devoluções e Abatimentos
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Impostos sobre Vendas
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Receita Operacional Líquida
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) CPV (excluíndo as Depreciações), CMV, CSP
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Depreciações
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Bruto
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Despesas Comerciais
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Despesas Administrativas
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Despesas de Depreciações (excluido das desp. Adm)
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Provisão para Devedores Duvidosos
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( +/- ) Outras Despesas e Receitas Operacionais
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Operacional I
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( + ) Receitas Financeiras
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Despesas Financeiras
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( +/- ) Variações Monetárias Líquidas
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Operacional II
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( +/- ) Equivalência Patrimonial
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Operacional III
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Líquido antes do Imposto de Renda
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Provisão para IR e CSLL
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	( - ) Participações
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	Lucro Líquido
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	 
	O item de Despesas de Depreciações inclui amortizações e exaustões
	
	
	
	
	
	
	
	
Comparando os dois quadros que retratam a demonstração do resultado, notamos o desdobramento do custo dos produtos vendidos em duas parcelas, visando à identificação da parcela relativa às depreciações incluídas nos custos.
As depreciações são despesas que não representam saída de dinheiro da empresa. 
Para fins de fluxo de caixa é necessário que o analista conheça o valor relativo às depreciações.
Quanto ao lucro operacional, a planilha de reclassificação define três estágios:
Lucro Operacional I: É o lucro decorrente das operações da empresa, antes de computar o impacto da estrutura de capitais, ou seja, o custo do capital de terceiros ou os rendimentos decorrentes de aplicações financeiras. Evidentemente, não estarão computados o resultado de equivalência patrimonial nem o resultado não operacional. O lucro operacional pode ser chamado de Lajir (Lucro Operacional antes dos juros e impostos). 
Lucro Operacional II: É o lucro operacional I, mais o impacto das dívidas e das aplicações financeiras.
Lucro Operacional III: É o Lucro Operacional II, mais o impacto da equivalência patrimonial, ou seja, a participação percentual nos lucros ou nos prejuízos das empresas, cujos investimentos são avaliados pelo critério da equivalência patrimonial.
OBJETIVOS E MÉTODOS DA ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA
O objetivo básico é a elaboração de informações úteis a diversos interessados que estarão preocupados em:
ler e interpretar a situação dos negócios;
avaliar o desempenho da empresa e de seus gestores;
diagnosticar problemas;
vislumbrar perspectivas e tendências futuras.
Para atender a esses objetivos se faz necessária a preparação dos dados para a análise, eliminando-se as distorções e fazendo-se a reclassificação das demonstrações contábeis quando necessário.
A metodologia tradicional adotada para análise poderia ser assim dividida:
análise vertical e horizontal;
análise por meio de índices econômico-financeiros;
análise das necessidades de capital de giro;
análise de rentabilidade – ROI 
ANÁLISE VERTICAL
A análise vertical das contas das demonstrações contábeis mostra sua composição percentual e a participação de cada conta em relação a um valor adotado como base (100%), ou seja, consiste na determinação da porcentagem de cada conta ou do grupo de contas em relação ao seu conjunto. Esse processo é também conhecido por “Análise por Coeficientes”.
É importante para avaliar a estrutura de composição de itens e sua evolução no tempo.
Essa análise em períodos sucessivos pode fornecer uma base para a projeção de uma demonstração de resultados. Porém, essa projeção apresenta alguma limitações, principalmente porque não leva em conta as mudanças no processo tecnológico e/ou nos custos dos insumos e/ou no preços de venda. Qualquer projeção baseada em dados históricos requer muito cuidado.
ANÁLISE HORIZONTAL
A análise horizontal das contas das demonstrações financeiras mostra as variações que ocorreram nos valores monetários ou em valores relativos (porcentagem ou índices) em determinado período de tempo, ou seja, é a comparação feita entre componentes do conjunto em vários exercícios, por meio de números-índices, objetivando a avaliação ou o desempenho de cada conta ou grupo de contas ao longo dos períodos analisados.
Enfatiza as modificações ou evoluções em cada conta das demonstrações financeiras em relação a uma demonstração básica, geralmente a mais antiga da série, a fim de caracterizar tendências.
A avaliação das modificações das contas poderá ser realizada por meio da comparação com:
variações históricas da própria empresa;
taxas de crescimento da economia;
taxas de crescimento do setor e que pertence a empresa;
taxa de variação da inflação oficial;
variações nas contas idênticas das demonstrações contábeis de concorrente próximos.
ANÁLISE POR MEIO DE ÍNDICES ECONÔMICO-FINANCEIROS
Para que o administrador financeiro possa planejar suas atividades, precisa conhecer os ambientes econômicos, político e social que podem afetar as operações da empresa, seus “pontos fortes” e “pontos fracos”. Os pontos fortes são identificados para que se possam tirar certas vantagens para a empresa, no meio onde atua.
Por outro lado, as fraquezas devem ser analisadas para que ações corretivas sejam tomadas, em tempo hábil, objetivando melhora da performance da empresa.
Um dos principais instrumentos para se avaliarem certos aspectos dos desempenhos passados, presentes e futuros da empresa é a análise de índices econômico-financeiros, calculados basicamente com base nas contas das demonstrações financeiras.
Definição
Índice é a relação entre contas ou grupos de contas das demonstrações financeiras, que visa evidenciar determinado aspecto da situação econômica ou financeira de uma empresa.
Os índices constituem a técnica de análise mais empregada. Muitas vezes, o leigo, ao extraí-los, acredita ter feito análise das demonstrações financeiras. Alguns dos índices que surgiram inicialmente permanecem em uso até hoje, apesar de, com o passar do temo, a técnica de análise ter sofrido aprimoramentos e refinamentos pelos profissionais e pesquisadores das universidades.
Utilização
A análise das demonstrações financeiras de uma empresa pressupõe, de início, definir o “ponto de vista sob o qual está se