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Análise Tradicional de Demonstrações Financeiras

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quanto maior este quociente, melhor
	 
	 
A interpretação deste quociente deve ser direcionada para verificar a existência ou não do Capital Circulante Líquido.
Pontos importantes a considerar:
Por ser o quociente que melhor espelha o grau de liquidez da empresa, é também denominado medida de solvência.
O Capital Circulante Líquido ( CCL ) pode ser apurado pela fórmula:
	 
	 
	CCL =
	Ativo Circulante - Passivo Circulante
	 
	 
Quando este quociente for igual a um, indicará que a empresa possui um grau de solvência suficiente que lhe permite cobrir os compromissos de curto prazo.
Quando este quociente for superior a um, indicará a existência de uma folga financeira de curto prazo, que corresponde ao Capital Circulante Líquido. Esta folga financeira possibilita à empresa efetuar transações sem prejudicar a sua liquidez, podendo ser utilizada na aquisição de estoques, em aplicações financeiras de curto prazo, etc.
No numerador da fórmula deste quociente consta o grupo do Ativo Circulante, composto por Disponibilidades, Direitos Realizáveis a Curto Prazo (Contas a Receber de Clientes, Estoques, Impostos a Recuperar, Investimento Temporários a Curto Prazo e Outros Direitos Realizáveis a Curto Prazo) e Despesas do Exercício Seguinte. No denominador da fórmula consta o Passivo Circulante, composto por obrigações que têm prazos de vencimentos variáveis entre 1 a 360 dias. Considerando que as obrigações têm datas certas a serem pagas e que parte do Ativo Circulante não tem data certa para recebimento, além de nem todos os valores serem conversíveis em dinheiro, para melhor avaliar o grau de solvência a curto prazo da empresa é preciso considerar ainda:
Prazos – é preciso conjugar as datas dos vencimentos dos direitos do Ativo Circulante como as datas das obrigações do Passivo Circulante. Pode haver um equilíbrio ou uma disparidade entre essas datas. Se as obrigações tiverem vencimentos anteriores aos direitos, isso poderá representar problemas de liquidez.
Estoques – várias questões podem ser levantadas acerca deste item. Não se pode esquecer, entretanto, de que os estoques somente serão transformados em dinheiro depois que forem vendidos, e as vendas poderão ocorrer em poucos dias ou após longo tempo. Por outro lado, se parte das vendas for efetuada a prazo, não representará ingresso de dinheiro no momento das vendas. Outro aspecto importante é a verificação dos prazos de rotação, para saber quantas vezes os estoques circularam durante o ano.
Os impostos a Recuperar, tendo em vista que não correspondem a importâncias conversíveis em dinheiro, uma vez que a empresa somente poderá compensá-los com obrigações do mesmo gênero, podem até mesmo ser suprimidos do Ativo Circulante para fins de cálculo do quociente.
È preciso conhecer a natureza de cada Investimento Temporário a Curto Prazo, se os valores atuais são compatíveis com os contabilizados, bem como a idoneidade dos estabelecimentos em que foram feitas tais aplicações etc.
Outro grupo de contas que não representa valores conversíveis em dinheiro são as Despesas do Exercício Seguinte, pois correspondem a pagamentos de despesas efetuadas antecipadamente. Esses pagamentos garantem à empresa apenas o direito de obtenção do serviço correspondente, como ocorre com os prêmios de Seguros Pagos Antecipadamente. Eles asseguram à empresa o direito de cobertura do risco correspondente. Por fim, a empresa não poderá contar com os valores contabilizados neste grupo para saldar as suas obrigações. Assim, este grupo também poderá ser excluído do Ativo Circulante para fins de cálculo do Quociente de Liquidez Corrente.
Portanto, considerando os aspectos apresentados, mesmo quando o Quociente de Liquidez Corrente for superior a um, a empresa poderá, em certos momentos, não dispor de dinheiro suficiente para cobrir compromissos imediatos. Neste caso, para levantar empréstimos junto a estabelecimentos bancários, a empresa não encontrará dificuldades, apresentando o quociente superior a um. Entretanto, se a folga financeira for muito pequena ou o quociente for inferior a um, a empresa poderá encontrar dificuldades para cobrir seus compromissos bem como para captar dinheiro no mercado.
Assim, quanto maior for este quociente, maior será a liberdade financeira da empresa para obter recursos; conseqüentemente, melhor será seu grau de liquidez.
Liquidez Seca
Este quociente revela a capacidade financeira líquida da empresa para cumprir os compromissos de curto prazo, isto é, quanto a empresa tem de Ativo Circulante Líquido para cada real do Passivo Circulante.
	 
	 
	 
	Ativo Circulante - Estoques
	LS =
	
	 
	Passivo Circulante
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto maior este quociente, melhor
	 
	 
 ou
	 
	 
	 
	Disponível + Aplic. Financeira + Dupl. a Receber Líquida
	LS =
	
	 
	Passivo Circulante
	 
	 
A interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar se o Ativo Circulante Líquido é suficiente para saldar os compromissos de curto prazo.
Pontos importantes a considerar:
O valor do Ativo Circulante Líquido poderá ser apurado de duas maneiras:
subtraindo-se do Ativo Circulante os valores que não representam conversibilidade garantida, como os estoques, os Impostos a Recuperar e as Despesas do Exercício Seguinte;
somando-se às disponibilidades os valores dos Investimentos Temporários a Curto Prazo e as Contas a Receber de Clientes.
Este quociente deve ser analisado em conjunto com o Quociente de Liquidez Corrente. Para se obter conclusões mais precisas além da simples observação da fórmula, os mesmos detalhes apresentados para fins de análise do Quociente de Liquidez Corrente são aplicáveis no presente caso, principalmente com relação aos prazos de vencimentos de direitos e obrigações.
O Quociente de Liquidez Corrente relaciona o Ativo Circulante com o Passivo Circulante; entretanto, é sabido que as obrigações do Passivo Circulante possuem datas certas para serem liquidadas, enquanto os bens e os direitos do Ativo Circulante nem sempre representam conversibilidade garantida. O maior exemplo refere-se aos estoques que estão sujeitos à deterioração, ao obsoletismo etc. por isso, o valor dos estoques deve ser excluído da fórmula para fins de apuração do Quociente de Liquidez Seca. Assim, pode-se colocar em evidência os elementos de conversibilidade garantida do Ativo Circulante com as obrigações líquidas e certas do Passivo Circulante.
Este é um dos quocientes mais utilizados pelas instituições financeiras para o fornecimento de créditos a seus clientes.
Suponhamos, por exemplo, que uma determinada empresa tenha obrigações a pagar, dentro de 10 dias, no valor de R$ 8.000,00, possuindo apenas R$ 3.000,00 disponíveis. Como as Contas a Receber de Clientes somente vencerão após 30 dias, o mesmo ocorrendo com os Investimentos Temporários a Curto Prazo, e sendo o Quociente de Liquidez Seca igual a 1,60, esta empresa poderá se dirigir a qualquer instituição financeira e obterá o empréstimo desejado para pagar em até 60 dias. O Quociente de Liquidez Seca reflete um grau de solvência que permite efetuar tal operação.
Liquidez Imediata
O quociente revela a capacidade de liquidez imediata da empresa para saldar seus compromissos de curto prazo, isto é, quanto a empresa possui de dinheiro em Caixa, nos Bancos e em Aplicações de Liquidez Imediata, para cada real do Passivo Circulante.
	 
	 
	 
	Disponibilidades
	LI =
	
	 
	Passivo Circulante
	 
	 
	
	
	 
	 
	Interpretação: quanto maior este quociente, melhor
	 
	 
A interpretação deste quociente deve ser direcionada a verificar se existe ou não necessidade de recorrer a algum tipo de operação visando obter mais dinheiro para cobrir obrigações vencíveis a curto prazo.
Pontos importantes a considerar:
Quando a empresa possui dinheiro em caixa suficiente para saldar seus compromissos de curto prazo, obviamente estará tranqüila sob o ponto de vista de solvência.
Este