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Direito do Trabalho - Resumo completo

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que interessados se inscrevam,concurso publico é uma regra para garantir interesses da sociedade,interesse difuso de acesso aos cargos na administração publica,agora a pessoa que aceitou o trabalho precisa trabalhar,é uma culpa compartilhada.
	Um dos princípios é privilegiar que o trabalho aconteceu,aqui não há uma intermediadora para ser responsável principal e a administração publica teria uma responsabilidade subsidiaria.Nessecaso,o trabalhador cobraria da intermediadora e o município teria culpa subsidiaria.
	O TST teve que enfrentar esse problema,não pode dizer que é nulo e não produz efeito é,deixar alguém que trabalhou sem receber,que é o que acontece no ilícito.Dizer que é proibido é pagar tudo a alguém que não entrou por concurso.
	Aqui não há ilícito penal cometido, vai que o cara é medico, é uma situação que fica pelo caminho, não se pode dizer que não é ilícito; e nem que é proibido, pois rompeu a moralidade com concurso publico, é dar direitos a alguém sem concurso.
	A súmula 363 diz que o trabalhador vai receber pelas horas trabalhadas o valor combinado no contrato. Se ele combinou receber x reais por cada hora, receberá x reais.Agora sem repouso semanal remunerado,nem hora extra,nem 13º,para evitar enriquecimento ilícito, tem que se pagar por trabalho feito tanto quanto por ele foi feito, produz efeitos mínimos necessários, para respaldar o fato de que houve pagamento. Se você paga pela hora trabalhada essa hora foi tempo de serviço e recolhe por ela FGTS. Para o TST a lógica é essa, esse sujeito sem concurso faz jus a receber por hora trabalhada, os outros direitos ele não tem, recebe só por horas trabalhadas quanto ele trabalhou e por cada hora a um recolhimento do fundo de garantia. Outros 8% o empregador deposita em conta vinculada ao fundo de garantia. Ele perde o adicional por hora extra.
	Ele receberá o salário ajustado, mais recolhimento para o fundo, outras verbas não são devidas para ele. O município vai respeitar pelo menos o salário mínimo com essa medida, mas municípios do nordeste do Brasil,descumpriram tudo, fazem contratos sem concurso e pagam menos de 1 salario mínimo.
Exemplo: Municípios do nordeste, que pagavam para professores não concursados menos de um salário mínimo. O TST diz que receberá a hora trabalhada + o valor contratualmente acertado (respeitado o salário mínimo) + recolhimento do fundo de garantia prevista na lei 8036 de 1990 no artigo número 19 A. 
	Improbidade :O cara não é concursado e ganha um salário absurdo, vamos cair no chamado contrato nulo em que temos de fato uma nulidade da clausula desse salário abusivo. Vamos aprender que a CLT no artigo 460,que quando as partes não combinam salário, o juiz fixa, ele reduziria o salário para pagar quanto se paga nesse município a quem faz trabalho igual ou semelhante aquele para rechaçar a improbidade. E o que já pagou, pede de volta, se a verba é paga em excesso, é paga de má fé e recebida de má fé.
Mas não é crime, só se poderia em analogia, que não existe na seara penal.
	Sujeito contratado sem concurso e nem vai trabalhar? Contrato inexistente, não trabalha somente no papel, se não houve trabalho nem animo de trabalho, esse contrato é inexistente. A pessoa é contratada só para receber, mas nem contrato e então enquadra como crime. 
	A improbidade é praticada quando viola princípios da administração publica. A Lei 8429 de 1992 tipifica os três atos de improbidade administrativa. 
	Segundo emprego de policial militar Policia Militar é órgão do Estado(artigo 144 da CF),são leis estaduais que criam os cargos do policial militar e veremos que em muitas leis estaduais,se impõe a vedação de um segundo trabalho,é muito freqüente isso,são os estados que vedam isso,e pode ser que a lei de um estado para outro seja diferente.
	Muitas leis estaduais fixam o trabalho de policial militar,é um trabalho que impede um segundo trabalho, é comum a vedação, exigindo exclusividade. Mas policiais militares não ganham tão bem,pelo contrario,os policiais então buscam um segundo trabalho,a jurisprudência diz que o TST dá o contrato como válido,em contratar o policial militar como valido,mas se essa é a uma infração administrativa,a polícia militar deverá aplicar as ações que a lei estadual prever.
	A Súmula 386 do TST diz que se aquele policial militar como pessoa física trabalha com eventualidade, subordinação, onerosidade e personalidade trabalhará como vinculo empregatício, sendo um contrato valido. Agora se isso é contrário, aplicarão se penas pela infração que o empregador fez ao trabalhar em dois trabalhos. Para o professor essa súmula está certíssima. O grande risco desta sumula é começar sendo miliciano e depois querer buscar uma carteira assinada. 
	O TST diz que o segundo emprego se for honesto,é a opção possível e melhor possível para ele,os contratos de trabalho são válidos,pode pesar para a instituição PM que talvez tenha uma punição administrativa a impor e ele vai responder por um ilícito administrativo perante o seu regime militar,mas o contrato de trabalho dele é válido. Às vezes,o empregador contrata e pode nem saber que o sujeito é policial militar,o contrato é valido nem proibido, nem ilícito,agora se a lei estadual fixar que é uma infração administrativa,a PM pode punir o sujeito,não afetará a validade com o empregador que o admitiu.A ligação dele com o empregador não é afetada por isso.
- Alteração no contrato individual de trabalho:
	Não haveria lógica você dar proteção ao trabalhador garantindo direitos mínimos na constituição e na lei,se depois de celebrado o contrato fosse passivo de renuncia.Os direitos presentes na lei,são marcados pela irrenunciabilidade.O empregado não pode aceitar valor menor que o mínimo,férias não remuneradas e etc.Os direitos que a constituição garante são os que formam o conteúdo mínimo do contrato de trabalho.
	O empregado tem direitos mínimos desde antes de assinar o contrato até o final do contrato.Alterar o contrato é criar uma condição nova na relação contratual.A condição tem que ser mais benéfica para que se altere o contrato,mais benéfica ou igual ao anterior.Se uma clausula contratual descartar os direitos do empregado, o contrato será nulo. 
Artigo 468 da CLTUma alteração contratual para ser válida,é porque 2 requisitos foram preenchidos mutuo consentimento(se as partes convergiram para fazer,vão convergir para modificar),mas fora o mutuo consentimento,é fundamental que ela não seja prejudicial para o empregado.Pode ser uma condição igual ou mais benéfica,nunca uma condição menos benéfica. São irrenunciáveis 
	O empregado em geral é a parte economicamente mais fraca,essa postura de aceitar seria muito mais uma coação do que um ânimo de aceitar.Se a relação é desigual,o direito do trabalho deve intervir. Direitos que o empregado tem são irrenunciáveis, irrenunciáveis na celebração e ao longo da execução.Depois de celebrado o contrato,ele não renuncia pelo que já conquistou.É fundamental que a situação nova não seja prejudicial ao empregado,as vantagens contratuais são amparadas pela lógica de condição mais benéfica. O salário não pode ser diminuído, porque uma irrenunciabilidade recebe uma extensão para o que o empregado alcança nas relações contratuais. A situação nova não pode ser prejudicial ao empregado.
	O artigo 468 protege qualquer direito do trabalho mesmo aqueles adquiridos pela via processual e não apenas aqueles direitos protegidos na constituição. O Direito do trabalho leva a negociação aonde ela possa ser conseguida de maneira mais autentica, sendo assim, mais fácil de ser levada no plano coletivo e não individual. 
	Alteração do contrato admite dois requisitos: mutuo consentimento e não poderá surgir ao empregado uma situação que seja menos benéfica do que a anterior. Isso na pratica não é avaliado com tanta facilidade. 
	Mas esse artigo traz uma idéiaprincipológica,temos que ponderar algumas situações.A condição mais benéfica faz com que o empregado não pode renunciar,os que conquistou por previsão legal,contratual não