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Direito do Trabalho - Resumo completo

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não havia o artigo 476 A,o empregado tinha o contrato em vigor,fazia o curso para se aperfeiçoar.
	Com o artigo 476-A a lógica do artigo 4º,acaba sendo relativizada,é possível esse encaminhamento d empregado em curso como caso de suspensão,quando não trabalha e não recebe salário,desde que isso tenha sido previsto pelo acordo ou convenção coletiva.
	Se eu empregador,não tenho qualquer convenção coletiva firmada que o empregado pessoalmente concorde,não vou estar trabalhando,mas vou receber salário.Se houver essa convenção coletiva,o empregador pode suspender o contrato,ouseja,nãopaga,mas não trabalha. Esse artigo 476-A foi feito por medida provisória,toda medida provisória que estava em vigor quando entrou em vigor a emenda 32/2001 foi convertida em lei.
	O 476-A é uma típica lógica flexibilizadora.O sindicato de empregados firma uma convenção com sincdicato de empregadores,e nesse instrumento coletivo,esta aberta a possibilidade para suspensão do curso de aperfeiçoamento,desde que haja uma convenção prevendo e o empregado concorde.
Vai estar com o contrato suspenso,não vai receber,não vai trabalhar,mas vai estar se aperfeiçoando profissionalmente.
	O artigo 476-A esta claramente em desuso,na era FHC,havia uma preocupação muito grande com medidas flexibilizadoras,qual empregado que vai concordar com isso?Ficar de 2 a 5 meses sem salário?Vou viver do que?A tendência é que nas poucas vezes que esse artigo foi aplicado,é porque a empresa ia mal das pernas,e tentou ganhar tempo.Já que vou demitir,vamos suspender o contrato para esse curso profissionalizante,o empregado temendo perder o emprego aceitava. Mas esse curso profissionalizante pago por empresa mal das pernas,obviamente não era de qualidade,essa norma fugiu a uma realidade básica,pois não há empregado que concorde com isso.Mas o 476-A prevê uma ajuda compensatória mensal,mas essa ajuda não seria salário,e ao não ser salário poderia ser menor do que um salário mínimo,ou seja,podia ficar com o contrato suspenso sem ganhar nada ou receber do empregador essa verba salarial que podia ser menor do que um salário mínimo.Até que fosseum valor equivalente,seria prejudicial pois não haveria recolhimento para o fundo,no fundo essa norma ainda é vigente,mas a mais de 5,6 anos não é aplicada.
	É uma norma que sociologicamente caiu em desuso,pois o presidente fez em medida provisória,não foi fruto e debates,nasceu nas tecnocracias do poder executivo,e não foi alvo do debate.O empregador que faz isso,é porque tem algo por trás,vai estar se aperfeiçoando sem receber nada em troca.O empregador mal das pernas não paga um curso de aperfeiçoamento.
O curso dado era rasteiro e não aperfeiçoava nada.
Essas normas feitas por medida provisória,é e pouquíssima utilidade,caiu em desuso,mas pode ser que ainda exista.
	O empregador que investe no empregado,não quer dispensar,quer que o profissional melhore sua função antes,faz o curso não trabalha e recebe salário,logo interrupção.O melhor ciclo é quando se investe na formação do empregado,ele passa a ser valorizado.A Petrobras faz muito isso.Ao empregado interessa porque profissionalmente também cresce,deve-se criar na relação de trabalho um ciclo virtuoso.Quando o empregador aperfeiçoa o empregado,ele melhora profissionalmente e se torna mais preparado.Não pode perder o que investiu nele,e o novato não trabalha com a qualidade que ele trabalha.Dessa forma,ele acaba tendo mais estabilidade também.Mas no Brasil, às vezes se faz o contrário,você contrata não aperfeiçoa,e o empregado se torna uma peça dispensável,pois o que ele faz,outro faria igualzinho.
Sumula 269 do TSTEla transita numa área complicada que é a interseção entre direito do trabalho e empresarial.A sumula 269,começa correta,mas a parte final o professor critica. 
	É uma sumula que vem num vazio da lei, é o típico papel da jurisprudência preenchendo o espaço que a lei deixou em branco.
Empregado de cargo de confiança é o de máxima confiança e mínima subordinação.
Exemplo:Sujeito faz um processo seletivo,e celebra contrato com um empregador em Sociedade anônima,e começa sua carreira,é promovido 3 vezes,um belo dia,ocupa cargo de confiança,esta cada vez mais prestigiado,mas após esse histórico,vai que um belo dia, a Assembléia geral se reúne,e ele é eleito diretor da S.A.Integra um dos órgãos societários,é eleito diretor,um administrador daquela S.A,qual o problema?Esse sujeito é pessoa física,e continua trabalhando para a mesma entidade que ele trabalha há anos,mudou o regime de trabalho.Enquanto empregado havia subordinação mínima,só que agora a assembléia geral o colocou como diretor eleito.Esse diretor tem responsabilidade pessoal por atos que pratica. Ele é mais um administrador do que um mero empregado. 
Sumula 269 Começa dizendo que no contrato de trabalho com o empregador suspenso,agora ele esta trabalhando como executivo,recebe o valor chamado pro labore.
No fundo trabalha para o mesmo empregador,mas agora esta realizando uma outra função,não esta mais como empregado,trabalha para o empregador,e recebe o pro labore,que é o valor pago para executivos.Ele esta trabalhando para seu empregador,mas no momento é executivo e recebe pro labore tendo responsabilidade pessoal por atos que venha a praticar,a confiança até aumentou, mas sumiu a subordinação, pois ele foi eleito diretor.Então o contrato está suspenso.Ele como membro da diretoria responde por decisões que toma,é uma relação que não existe mais vinculo de emprego.
Ele não é acionista,é um empregado eleito para ser diretor daquela S.A.Ele é o diretor.O diretor administrativo é subordinado ao empregador.O diretor eleito para ser o diretor de um S.A,ele toma decisões,estabelece diretrizes.Ele recebe agora pro labore, é uma remuneração,como o advogado recebe honorários.O pro labore é uma contraprestação por trabalho,naquela hora não é mais empregado.Se um contrato esta suspenso,não recebe,e não trabalha,logo não há recolhimento pro fundo.
Mas a 8036 entende que para o diretor de um S.A,o pro-labore pode gerar recolhimento ao fundo se o empregador quiser.Sendo empregado é obrigatório,diretor eleito o empregador mantem se quiser.O cenário não mudou,trabalha para a mesma S.A,receberia salário e agora recebe pro-labore.
O direito do trabalho cede espaço para uma questão societária.Ser acionista é buscar ceder dividendos.O diretor teria que recolher como se fosse autônomo.
Súmula 269 O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso, não se computando o tempo de serviço deste período, salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego
	O professor critica o fim da súmula.Para ele,a sumula 269 exagera na primazia da realidade,vai que um certo empregado é eleito diretor pela assembléia geral,mas por mais que eleito,ele na pratica não cumpre nada,por mais que eleito continua subordinado.Aqui é levar primazia da realidade longe de mais,se o sujeito é eleito diretor,ele tem responsabilidade pessoal por atos de gestão que pratica,se causar dano vai ter que reparar se fez algo que outro mandou ,está errado, pois devia ter vontade própria para isso.A responsabilidade por atos próprios é dele.
E se for Maria vai com as outras,responderá por isso.
O sujeito eleito tem responsabilidades próprias,essa subordinação que aconteceu pode existir,mas ele não tinha dever nenhum de cumprir ordem de quem quer que fosse,pois ele como diretor deveria ter suas próprias decisões.
	Em concurso e em exame de ordem, devemos dizer que o empregado eleito,tem contrato suspenso,trabalha como executivo e recebe pro labore,mas se mantida a subordinação o contrato continua em vigor.
Mas essa parte final é criticável,pois ou o sujeito é eleito administrador ou não é.O empregado não assume os riscos perante terceiro,quando é eleito administrador de S.A, ele assumi os riscos. Vai que por mais que eleito,faz tudo que o empregador mande fazer,nesse caso a sumula diz que o vinculo permanece,mas não dá para ser eleito e permanecer vinculado a alguém.
Casos