Direito do Trabalho - Resumo completo
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Direito do Trabalho - Resumo completo


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por no máximo 45 dias,para que no máximo 90 horas extras permitam recuperar o prejuízo que se sofreu.
	O empregado é obrigado a cumprir essa hora extra,vai trabalhar mais2 horas recebendo como horas normais,é uma prorrogação unilateral do empregador.Se não me libera das minhas obrigações,atenua,pois vou cobrar horas extras como horas normais. 90 horas é o máximo que se pode autorizar.Mas se parou por 2 dias,16 horas já seria suficiente,a delegacia autoriza tantas horas quantas sejam para recuperar.
Enchente e helicóptero O helicóptero ele podia pensar em responsabilizar o Estado,incluindo os salários que pagou aos empregados,mas ainda assim seria caso de força maior.O estado tem responsabilidade objetiva por atos que pratica.
Paga salário,mas tem as horas extras de remuneração que ele paga como normais,na forma do artigo61,parágrafo 3º.
4ºFactumprincipisparalisação por ato do poder público. No caso do helicóptero quem causou prejuízo foi o traficante,vai que a empresa funciona em uma rua,e o poder publico interdita a rua para uma obra,não chegam à empresa os consumidores e os empregados.É o típico factumprincipis. Imputar ao poder publico a minha paralisação. 
Artigo 486 da CLTÉ o ato de uma autoridade.Numa situação como essa,o estado deveria pagar aos empregados no melhor dos mundos.Seria um caso de suspensão,pois não seria nem o empregador a pagar.Mas o Estado nunca faz isso.
Na pratica ele interdita,e ao empregador resta ação de regresso após pagar os salários.
	O ato de estado para a empresa,paga salário, mas com ação de regresso.Mas no melhor dos mundos,	deveria o empregador pagar o salário desses empregados. A ação de regresso busca a reparação dos danos. 
	Na prática do direito,o empregador acaba pagando, mas tem ação de regresso contra o ente que interditou a rua e paralisou a empresa por aqueles 15 dias.
	Não confundir fartum principis com uma situação parecida.
Exemplo:Vai que uma certa obra,esta em péssimo estado de realização,não são cumpridas normas ambientais de trabalho,vai o empregador e tem a obra embargada.É um caso de culpa do empregador,que não seguiu normas ambientais do trabalho,nesse caso não tem regresso.Não é considerado fartum principius. 
Ex²:Favela,traficantes matam 3 polícias,na noite subseqüente,uns 20 sujeitos organizam uma expedição punitiva,alguns vão com armas particulares pois não são policias e outros com armas da corporação.E eles matam inocentes,esses familiares tem direito de responsabilidade contra o estado?O Estado responde por ato de terceiros nessa qualidade,o TST disse que responde, pois os que foram lá eram policiais,porque policiais foram mortos.Se a preponderância era de 16 para 4 ,preponderavam os policiais.Os agentes públicos respondem pelo que fazem de licito e ilícito. Logo,o Estado responde pelos particulares também.
Interrupção do contrato de trabalho
3 últimos casos:
Lei 8213Lei de benefícios da previdenciáriaSe pegarmos o artigo 3º parágrafo 6º da lei 8213,veremos que essa lei prevê uma situação interruptiva do contrato.
Para a gestão da previdência social,o conselho nacional de previdência social são membros que representam os trabalhadores em atividade.
Para representar os demais trabalhadores na atividade é fundamental que compareça a Brasília para reuniões desse conselho.
O parágrafo 6º do artigo 3º da lei 8213/96 prevê que vai considerar o contrato interrompido nessa situação.
Conselho curador do fundo de garantiaTemos uma lei sobre fundo de garantia sobre o tempo de serviço,a lei 8036/90,esse conselho curador é um conselho que se reúne para dar diretrizes aos recursos que se arrecada,e a lógicaé a mesma,que esta prevista no artigo 3ºparagrafo 7º.
É a mesma coisa,artigo 3º parágrafo 6º da lei 8213,e o artigo 3º,pargrafo 7º segue a mesma lógica.Seja uma ausência para quaisquer desses conselhos são ausências justificadas,situações nas quais a pessoa não trabalha mas aquele dia vai ser objeto de pagamento de trabalho,mas são dois preceitos aplicados a poucos empregados.
3º caso Pouco provável mas vale mencionar.
Num belo dia esse reservista é chamado para manobras militares,efetivas ou até para a guerra.
A lei 4375/64.Artigo 61Lei sobre serviço militar obrigatório Sujeito é reservista porque lá atrás prestou serviço militar,se um belo dia declaramos guerra ao Uruguai,teríamos a convocação de reservistas,trabalhadores tem o contrato interrompido,porque dado o esforço de guerra,o empregador não fica livre.
É bastante improvável,se o reservista é convocado para cooperações militares,o contrato dele é interrompido,porque não esta trabalhando para seu empregador,mas o empregador continua obrigado a pagar 2/3 e fazer recolhimento ao fundo,mas fora esses 2/3 ainda recebe a gratificação de campanha custeada pelo Governo Federal.
O tema agora é a grande área de conflito que é quando se extingue o contrato de trabalho.
Extinção do contrato de trabalho:
	Os efeitos que dela decorrem,por uma questão de ordem didática vamos tratar de dois efeitos:	se o empregado é indenizado ou não e se o empregado saca o que tem no fundo.Aviso prévio veremos depois,e questão a pagar férias que não usufrui será visto em trabalho II.
Perspectiva histórica: 
	Quando a CLT foi elaborada,não conhecíamos o fundo de garantia por tempo de serviço,porque o FGTS não existia. A lógica da CLT que nasce nos anos 40 é que o empregado celebra contrato de trabalho,e o grande alvo deleé ter um emprego estável,dizia a CLT na sua origem que se o contrato de trabalho completasse 10 anos, o empregado adquiria a estabilidade chamada de estabilidade decimal,se ele chegasse a esse padrão,a partir daí,ele só ia poder ser dispensado se praticasse falta grave,o sistema era rígido até demais.
	Essa falta grave tinha que ser comprovada judicialmente,o empregador tinha que mover uma ação e caberia ao juiz do trabalho a luz das provas produzidas e se fosse esse o caso desfazer o vinculo de emprego.
Eu,empregador para dispensar o empregado por falta grave só movendo uma ação,ou dispensando provas na sentença.
	Agora se não chegasse a 10 anos,bastava indenizar para dispensar .A indenização na época era prevista no artigo 478 da CLT.,
Exemplo:Vai que estou a 6 anos e 7 meses,e o empregador me dispensa sem motivo,me pagava o equivalente a 1 mês da minha remuneração por cada ano que eu trabalhei lá,equivalendo ao ano fração igual ou superior a 6 meses.Sujeito ficou lá 6 anos e 8 meses,recebia o valor de 7 meses na sua remuneração mensal.Ficou lá 3 anos e 1 mês,3 meses. A idéia era enquanto não emplacasse 10 anos,o empregador me dispensava bastando que indenizasse,uma indenização que era de um mês da minha remuneração por cada ano que trabalhei lá,equivalendo a um ano frações iguais ou superiores a 6 meses. Quando emplacava 10 anos virava estável e parame dispensar só com falta grave.
	Eram os extremos ou o amplo poder bastando indenizar ou tinha que ir na justiça comprovar a justa causa.Era o sistema.
Este sistema não deu certo.O que se fazia era dispensar a pessoa antes dos 10 anos,dispensar obstativa.Quem chegava a mais 10 anos era o profissional qualificado,pois é uma mão de obra que não se tem uma fácil reposição e a empresa quer que prossiga. Poucos brasileiros alcançaram a estabilidade decimal.
	Mas operário de chão de fábrica,não chega a 10 anos,vinha no máximo uma dispensa com 6,7, anos e evitava a estabilidade.A PUC raramente dispensava,alguns professores daqui tinham estabilidade decimal então.
	Vem então a lei 5107/66 que vai instituir o fundo de garantia,a lógica que ela vêm instituir é que o fundo de garantia era uma possibilidade,o empregado tinha uma opção a fazer.
	Se fosse não optante,não se vinculava ao fundo ,buscava a estabilidade após 10 anos,mas bastava que o empregador demitisse ele e não teria direito ao fundo,ele seguia vinculado a lógica da CLT. O empregado que fosse optante,ele optava pelo fundo de garantia,cada mês fora a remuneração o valor era depositado no fundo e se um dia perdesse esse contrato sem móvito,ele levantava
Mariane
Mariane fez um comentário
alguem me envia por email quero imprimir
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Paulo Lucas
Paulo Lucas fez um comentário
ótimo...
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maria
maria fez um comentário
Obrigado por disponibilizar o seu material, estou sem material de apoio, está sendo de grande valia, um abraço.
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Daiana
Daiana fez um comentário
perfeito!
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Nicolle
Nicolle fez um comentário
otimo
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