Redes e Sistemas de Telecomunicações
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e o comportamento do display.
Arquitetura da Mensagem
Cada mensagem consiste de três elementos básicos:
! Informação de endereçamento: diz ao sistema para qual telefone a
mensagem deverá ser enviada.
! Texto alfanumérico: os caracteres que formam o texto da mensagem.
! Atributos da mensagem: diz ao telefone como deve manusear e mos-
trar a mensagem quando for recebida.
Tipos de mensagem
O serviço de mensagem PCS pode entregar mensagens numéricas de
callback de um telefone e mensagens alfanuméricas enviadas por modem
e computador. Mensagens de até 239 caracteres podem ser enviadas pela
interface ar.
Princípio Operacional
O serviço de mensagem PCS usa um terminal de paging dedicado. Quan-
do a rede recebe uma mensagem PCS, o telefone alvo é localizado e a
mensagem entregue. O telefone notifica o usuário à chegada de mensa-
gem, através de ícone apropriado, ou de um beep ou de ambos. A mensa-
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gem pode então ser mostrada e lida. Se o usuário deixa uma área de ser-
viço de mensagem, a rede armazena as mensagens até o usuário retornar
à área. A rede pode repetidamente tentar entregar a mensagem até que o
telefone esteja apto a recebê-la.
Geração da mensagem:
As seguintes entidades podem ser usadas para a geração de mensagem PCS:
\u2666 Uma rede com os terminais de paging existentes.
\u2666 Unidade de resposta de voz.
\u2666 Operador de despacho de mensagens.
\u2666 Modem dial-up.
\u2666 Gateway de e-mail.
\u2666 Fonte da informação de dados.
\u2666 Sistema voice-mail.
A Figura 2.24 mostra um esquema de serviço PCS de telemensagem no
qual a mensagem é formulada em um computador pessoal (PC) e enviada
para um dado telefone do recipiente da mensagem. A tela do telefone
mostra (o que difere entre os fabricantes) a mensagem.
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Figura 2.24
Entrega da mensagem:
O serviço de mensagem PCS é projetado para operar em diversas situa-
ções:
! Power on \u2013 Se o telefone estiver ligado (power on), a mensagem está
disponível imediatamente.
! Phone engaged \u2013 Se o telefone estiver em uma conversação (enga-
ged), a rede entrega a mensagem para o telefone, usando o mesmo
DTC que está sendo usado pela conversação.
! Power off \u2013 Se o telefone estiver desligado (power off), ou o telefone
estiver fora da área de serviço, o centro de mensagem da rede arma-
zena a mensagem para posterior entrega. Tão logo o telefone seja li-
gado, as mensagens serão entregues. Deste modo, as mensagens não
serão perdidas se o telefone estiver desligado ou fora da área de servi-
ço, ou em área de fraca recepção.
! Voice mail \u2013 Quando o chamador alcança um voice mail de um usuário,
o sistema provê a opção de enviar uma mensagem de callback para o
telefone ou enviar uma mensagem alfanumérica usando um software
especial de flash.
! Roaming \u2013 Se o usuário estiver fazendo roaming em uma área que não
suporte o serviço de mensagem PCS, o centro de mensagem armaze-
nará e entregará a mensagem quando o usuário retornar a uma área
que suporte o serviço.
Relacionamento Hierárquico de Célula
Os sites de célula são conhecidos como macrocélulas em torres que co-
brem áreas até vários quilômetros de diâmetro. Essas macrocélulas são
tipicamente células públicas, servindo a todos os usuários wireless. A tec-
nologia IS\u2013136 DCCH TDMA permite o uso de células muito pequenas
chamadas de microcélulas. As microcélulas provêm serviço customizado
dentro da cobertura das macrocélulas existentes. Microcélulas tipicamente
provêm características WOS (Wireless Office Service) para telefones es-
pecíficos dentro de uma construção privativa ou de um ambiente de um
campus, por exemplo.
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Cobertura hierárquica de célula
A cobertura combinada de macrocélulas e microcélulas é chamada de co-
bertura hierárquica de célula, com as microcélulas criando um segundo
nível de cobertura abaixo do nível existente. Embora as macrocélulas se-
jam normalmente públicas e as microcélulas sejam normalmente privati-
vas, elas podem reverter esses papéis. Por exemplo, uma macrocélula
pública pode também prover os serviços WOS para escritórios dentro da
área de cobertura. Já a microcélula pode prover cobertura pública para
preencher "gaps" de cobertura devido a topografia, ou para melhorar a
cobertura em áreas de alta densidade. A Figura 2.25 mostra um sistema
privativo de microcélula dentro de uma macrocélula pública:
Figura 2.25
Estruturas hierárquicas de células
Em um ambiente PCS, uma área geográfica pode ser coberta por um mix
de macrocélulas e de microcélulas, como também por um mix de sistemas
públicos e privativos. Um telefone PCS deve, como conseqüência, avaliar
Perímetro da microcélula
Perímetro da
macrocélula
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o canal de controle mais apropriado sobre o qual será prestado o serviço,
mesmo se a potência do sinal de uma célula vizinha não seja o mais forte
sinal sendo recebido pelo telefone, mas seja de um nível suficiente ade-
quado para garantir a qualidade do serviço. O PCS usa estruturas hierár-
quicas de células (HCS) identificando células vizinhas como preferenciais,
normais ou não preferenciais.
! Célula preferencial \u2013 tem a mais alta preferência. O telefone faz nova
seleção mesmo se a potência do seu sinal estiver mais baixa que a
célula de serviço. O critério principal aqui é que a célula vizinha prefe-
rencial deve ter potência de sinal suficiente para prover qualidade de
serviço.
! Célula normal \u2013 tem a segunda mais alta preferência. O telefone faz
nova seleção se a potência da célula estiver mais forte que a célula de
serviço (mais o valor de hysteresis) e não há nenhuma célula preferen-
cial elegível disponível.
! Célula não preferencial \u2013 tem a mais baixa preferência. O telefone faz
nova seleção se, e somente se, a potência do sinal da célula de serviço
se tornar insuficiente para prover o serviço e a potência do sinal da cé-
lula vizinha não preferencial for maior que a potência da célula de ser-
viço (mais o valor de hysteresis).
Princípio Operacional
Os HCSs possibilitam que o DCCH identifique e designe células vizinhas
como preferenciais, regulares (normais) ou não preferenciais. Um telefone
PCS usa essas informações hierárquicas para fazer uma nova seleção de
uma célula vizinha em particular sobre outra baseada no mesmo tipo de
relacionamento definido entre a célula que está em uso (célula de serviço)
e a célula vizinha adjacente. Cada designação de célula vizinha orienta
qual o tipo de algoritmo que o telefone deve usar quando ele considera a
célula como candidata a uma resseleção.
Por exemplo, quando uma microcélula de baixa potência está provendo
capacidade em uma área de alta densidade de tráfego que também é ser-
vida por uma macrocélula de alta potência, o HCS permite que o telefone
dê a preferência pela microcélula mais fraca. Sem o ambiente multicama-
da, os telefones teriam dificuldades em capturar as microcélulas, e os sis-
temas celulares iriam requerer parâmetros específicos de configuração.
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A Figura 2.23 mostra a resseleção baseada na designação HCS do tipo de
célula:
Figura 2.26
Sistemas Públicos, Privativos e Residenciais
Os telefones PCS podem se comportar de modo diferente de acordo com o
tipo de sistema que está provendo o serviço para o usuário. Por exemplo,
telefones provendo somente um serviço básico podem não resselecionar
ou migrar para células privadas, tendo como conseqüência, uma melhoria
no tempo de serviço. Similarmente, os telefones provendo serviço em um
sistema residencial podem executar rotinas diferentes de scanning a fim de
encontrar seu próprio sistema (home system).
Princípio Operacional
O PCS usa as estruturas de identidade IS\u2013136 para categorizar cada cé-
lula dentro de três tipos básicos de rede: pública, privativa e residencial.
Essas IS permitem que o telefone possa reagir às células