Taxas de câmbio
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Taxas de câmbio


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dos 
exportadores) ou deflação nos EUA diminuindo a competitividade dos produtos\u2192 
brasileiros nos EUA.
Se Pd = 10%. Er= 3,20/1,1 = 2,91
Portanto, as X brasileiras para os EUA estariam menos competitivas (com o mesmo 
dólar, pode-se comprar menos em reais). Os exportadores no Brasil estariam 
recebendo menos por cada dólar exportado. 
Tx de inflação = [IPC final -IPC inicial]/ IPC inicial. [Lista 6A (24b)]
Logo, a inflação nacional deveria ser acompanhada por um aumento em En 
(desvalorização) na mesma proporção, para manter a tx de câmbio real inalterada, ou 
seja, o mesmo poder de compra. Consequentemente, os países com taxa de\u2192 
inflação relativamente elevada verão sua moeda se depreciar e os países com taxa de 
inflação relativamente reduzida deverão ver sua moeda se apreciar. [Lista 6B (5b)]
Para Er= 3,00 En =3,30.\u2192
[Lista 6A (24, 25)]
3. Teoria da paridade do poder de compra (PPC)
Na ausência de qualquer obstáculo às transações internacionais (ser comercializável, 
sem custos de transporte ou tarifas alfandegárias), o preço de um bem deve ser o 
mesmo, em qualquer país, uma vez convertido na moeda desse país pela tx de 
câmbio vigente. Ou seja, se eu compro um dado conjunto de bens por R$X no Brasil, 
devo poder comprar esse mesmo conjunto de bens com o equivalente de R$X em 
qualquer moeda. 
Tal teoria afirma que uma unidade de qualquer moeda dada tem que poder 
comprar a mesma quantidade de bens em todos os países. É neste ponto que 
esta teoria se assenta num princípio chamado de lei do preço único: um bem deve 
ser vendido pelo mesmo preço em todas as localidades. Caso isso não ocorresse, 
haveria oportunidades de lucro não exploradas. O processo de tirar vantagem 
das diferenças de preço em diferentes mercados é chamado arbitragem. [Lista 
6B (5a)]
Ex: Se um kg de feijão custa R$ 1,50 no Brasil, e a tx de câmbio é R$ 3/ US$ 1, então o 
preço do feijão nos EUA deve ser, em equilíbrio, US$ 0,50. Se for menor que esse valor, 
digamos, US$ 0,40 por kg (=R$ 1,20), os vendedores brasileiros poderiam lucrar 
comprando feijão nos EUA e revendendo-os no Brasil [Arbitragem]. Com o tempo, 
esta exportação de feijão dos EUA para o Brasil elevaria os preços do produto nos 
EUA e os reduziria no Brasil, conduzindo à PPC (a moeda tem que ter o mesmo 
poder aquisitivo em todos os países). Portanto, no longo prazo, diferenças de preços 
entre países, para os mesmos produtos, não são sustentáveis e, dessa forma, as txs 
de câmbio de LP refletem exclusivamente o diferencial de inflação entre os países.
A tx de câmbio está em desequilíbrio. Para que o preço do kg do feijão fosse o 
mesmo no Brasil e nos EUA, seria necessário que a tx de câmbio-feijão fosse igual a 
R$ 1,50 / US$ 0,40 = R$ 3,75/ US$ 1. Logo, a tx de câmbio de mercado R$ 3/US$ 1 está 
sobrevalorizada. Para atingir o equilíbrio, seria necessário que a moeda nacional se 
desvalorizasse até atingir o patamar de R$ 3,75/ US$ 1.
Os pressupostos para a validade da teoria são variados, muitos deles 
interdependentes: concorrência perfeita; bens homogêneos; sem barreiras de entrada 
ou saída; informação perfeita; mobilidade dos fatores de produção (capital, 
trabalho); tecnologia padrão disponível; flexibilidade dos salários; sem 
rendimentos de escala; não existência de gargalos de oferta. Os limites da teoria são, 
evidentemente, relacionados ao fato de que tais pressupostos, em graus variados, não 
se verificam no mundo real. [Lista 6b (5, 6)]