Psiquiatria – Wikipédia  a enciclopédia livre
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condição física e mental do
paciente. Para tal, é realizada uma entrevista psiquiátrica para obter informação e se necessário, outras fontes
são consultadas, como familiares, profissionais de saúde, assistentes sociais, policiais e relatórios judiciais e
escalas de avaliação psiquiátricas. O exame físico é realizado para excluir ou confirmar a existência de doenças
orgânicas como tumores cerebrais, doenças da tireóide, ou identificar sinais de auto-agressividade. O exame
pode ser realizado por outros médicos, especialmente se exame de sangue ou diagnóstico por imagem é
necessário. O exame do estado mental do doente é parte fundamental da consulta e é através dele que se define
o quadro e a capacidade do mesmo em julgar a realidade
O do tratamento requer o consentimento do paciente, embora em muitos países existam leis que permitem o
tratamento compulsório em determinados casos. Como com qualquer outro medicamento, medicamentos
psiquiátricos podem apresentar efeito colateral e necessitar de monitoramento da droga frequente, como por
exemplo, hemograma e litemia (necessária para pacientes em uso de sal de lítio). Eletroconvulsoterapia (ECT
ou terapia de eletrochoque) às vezes pode ser administrada para condições graves que não respondem ao
medicamento. Existe muita controvérsia sobre este tratamento, apesar de evidências de sua eficácia.
Alguns estudos pilotos demonstraram que a Estimulação magnética transcraniana repetitiva pode ser útil para
várias condições psiquiátricas (como depressão nervosa, alucinações auditivas). No entanto, o potencial da
estimulação magnética transcraniana para a diagnóstica e terapia psiquiátrica ainda não foi comprovado, por
falta de estudos clínicos de longo prazo.
Consultas externas ou ambulatório
Pacientes psiquiátricos podem ser seguidos em internamento ou em regime ambulatorial. Neste último, eles vão
às consultas no ambulatório, geralmente marcadas antecipadamente, com duração de 30 a 60 minutos. Nestas
consultas geralmente o psiquiatra entrevista o paciente para atualizar sua avaliação do estado mental, revê a
terapêutica e pode realizar abordagem psicoterápica. A frequência com que o médico marca as consultas varia
de acordo com a severidade e tipo de cada doença.
Internamento Psiquiátrico
Existem duas formas de internamento psiquiátrico, o voluntário e o compulsivo. Os pacientes podem ser
internados voluntariamente quando o quadro clínico o justifique e este seja aceito pelo paciente. O internamento
compulsivo terá lugar sempre que o paciente seja alvo de um mandado e/ou processo de internamento
compulsivo por reunir as condições previstas na Lei de Saúde Mental (Lei nº.36/98 de 24 de Julho - Portugal) .
Os critérios para a internamento compulsivo variam de país para país, mas em geral visam a presença de
transtorno mental que coloque em risco imediato a saúde do próprio de terceiros ou a propriedade.
Quando internados os pacientes são avaliados, monitorados e medicados por uma equipe multidisciplinar, que
inclui enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, médicos e outros profissionais de saúde.
Sistemas diagnósticos dos transtornos psiquiátricos
A CID-10 ou Classificação Internacional de Doenças é publicado pela Organização Mundial de Saúde e
utilizado mundialmente. Nos Estados Unidos, o sistema diagnóstico padrão é o DSM IV ou Diagnostic and
Statistical Manual of Mental Disorders revisado pela American Psychiatric Association (Associação
Americana de Psiquiatria). São sistemas compatíveis na acurácia dos diagnósticos com exceção de certas
categorias, devido a diferenças culturais nos diversos países. A intenção tem sido criar critérios diagnósticos
que são replicáveis e objetivos, embora muitas categorias sejam amplas e muitos sintomas apareçam em
diversos transtornos. Enquanto os sistemas diagnósticos foram criados para melhorar a pesquisa em diagnóstico
e tratamento, a nomenclatura é agora largamente utilizada por clínicos, administradores e companias de seguro
de saúde em vários países.
Notas e referências
1. \u2191
Pietrini, P.. (2003). "Toward a Biochemistry of Mind?". American Journal of Psychiatry 160: 1907-1908/.
2. \u2191 Shorter, E.. A History of Psychiatry: From the Era of the Asylum to the Age of Prozac.. [S.l.]: New York:
John Wiley & Sons, Inc, p.326, ISBN = 978-0-47-124531-5, 1997.
3. \u2191 Campo de Atuação do Psiquiatra * Transtornos Mentais Orgânicos * Estados Confusionais agudos (Atual
Delirium) * Demência (parkinson, Alzheimer e outras) * Dependência Química (Alcoolismo, Cocaína, Crack,
Maconha, etc). * Esquizofrenia, Psicoses esquizofreniformes * Transtorno Esquizoafetivo * Depressao (leve,
moderada e grave) * Transtorno Bipolar do Humor (antiga Psicose Maniaco depressiva) * Transtornos de
[6]
Ansiedade (Pânico, Fobias, TAG=Transtorno de Ansiedade generalizada, Stress, Reação aguda e crônica ao
stress, stress pós-traumático) * TOC=Transtorno Obsessivo Compulsivo, Tiques (vocais e motores) *
Transtornos Dissociativos (Amnésia, Crises Conversivas, Afonia, Paralisia) * Transotornos Somatoformes
(Somatizaçoes) * Transtornos Alimentares (Anorexia, Bulimia, Transtorno de Compulsão Alimentar) *
Depressão e psicose pós parto * Transtornos de personalidade (Borderline, anancástico, histriônico, esquizoide,
etc) * Retardo Mental (antiga oligofrenia), leve moderada e grave Fonte: Kaplna, Compêndio de Psiquiatria, 10a
edição, Classificação Internacional das Doenças, 10a edição. Essen-Moller, E.. (1971). "On classification of
mental disorders.". Acta Psychiatrica Scandinavica 37: 119-126..
4. \u2191 Krebs, M.O.. (2005). "Future contributions on genetics.". World Journal of Biological Psychiatry 6: 49-55.
5. \u2191 Hampel, H.;Teipel, S.J.; Kotter, H.U.; et al.. (1997). "Structural magnetic resonance imaging in diagnosis and
research of Alzheimer's disease.". Nervenarzt 68: 365-378..
6. \u2191 Ridding MC & Rothwell, JC. (2007) "Is there a future for therapeutic use of transcranial magnetic
stimulation?" Nature Reviews Neuroscience 8: 559-567
American Psychiatric Association (2000), Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders. 4ª
edição. Text revision. Washington, DC: American Psychiatric Association; 2000
Ballone GJ, PsiqWeb, internet, disponível em www.psiqweb.med.br
Sadock BJ, Sadock VA, eds. Kaplan & Sadock's Comprehensive Textbook of Psychiatry2000. 7ª
edição. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins; 2000.
World Health Organization (WHO) International Classification of Diseases Online Version, disponível em
http://www.who.int/classifications/icd/en/
Ver também
Antipsiquiatria
Psiquiatria biológica
História da Psiquiatria
Movimento antimanicomial
Neurologia
Neurociência
Neuropsiquiatria
Psicanálise
Psicologia
Psicofarmacologia
Psicopatologia
Psicoterapia
Saúde mental
Instituto de Psiquiatria da UFRJ (IPUB)
Jornal Brasileiro de Psiquiatria
Listas
Personalidades ilustres em psiquiatria
Psiquiatras na ficção
Medicamentos psiquiátricos
Medicamentos psiquiátricos de acordo com a indicação
Ligações externas
Associação Brasileira de Psiquiatria (http://www.abpbrasil.org.br/)
Associação Portuguesa de Internos de Psiquiatria (http://www.apipsiquiatria.pt)
Site Psiquiatria Geral, Prof. e Dr. Paulo Nicolau (http://www.psiquiatriageral.com.br)
PSIQWEB - Portal de Psiquiatria (http://virtualpsy.locaweb.com.br/index2)
Bibliografia
COSTA, Adriana Cajado. Psicanálise e saúde mental: a análise do sujeito psicótico na instituição
psiquiátrica. São Luis/MA: EDUFMA, 2009 [1] (http://www.eufma.ufma.br/)
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