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O Estatuto do congressista começa antes da posse porque a diplomação antecede a posse..
A imunidade formal foi muito abrandada pela EC 35 (imunidade formal qq situação que não se enquadrasse na imunidade material).
Até a EC 35, o parlamentar não poderia ser processado em qq crime salvo se a casa legislativa autorizasse que ele fosse processado. Se ele fosse cassado, aí perdia a imunidade e o foro “privilegiado” no Supremo. Se o cara fosse reeleito, não podia ser processado. A EC 35 inverteu a regra: agora a regra é o sujeito ser processado e apenas excepcionalmente a casa legislativa determinar o sobrestamento do processo. 
DETALHE IMPORTANTE: §4 
§ 4º O pedido de sustação será apreciado pela Casa respectiva no prazo improrrogável de quarenta e cinco dias do seu recebimento pela Mesa Diretora. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, 2001)
SE NÃO FIZER A SUSTACAO EM 45 DIAS a casa não pode fazer mais. Aí a prescrição é suspensa (ver §5º). 
Crimes anteriores à posse não podem ser sustados em nenhuma hipótese, só os inaugurados no curso do mandato por crime ocorrido após a diplomação.
Existe imunidade formal – ao processo - mas agora é muito mais restrita que antes da EC 35. Hoje a imunidade formal do parlamentar federal só existirá por crime após a diplomação; alem disso depende da liberação da casa legislativa, a qual precisa ser feita em 45 dias da comunicação do Supremo. (se não deliberarem em 45 dias pro sustação ou contra, fica a duvida e in dúbio pro reu – provavelmente valerá a sustação. 
IMUNIDADE FORMAL = PROCESSUAL:
Vedação de prisão do parlamentar, salvo em flagrante delito inafiançável;
Possibilidade de sustação do andamento da ação pela Casa Legislativa
Precisa de maioria absoluta para a sustação do processo.
SE um deputado federal ou senador já diplomado é preso em flagrante são necessárias duas comunicações: ao juiz (como todo cidadão) e à casa a que ele pertence. como in dúbio pro reu, se um deles determinar a soltura, vale o mais benéfico.
divergência: Berthier acha que é material a imunidade estipulada no § 6º porque, para qualquer pessoa silenciar sobre fatos sabe também é “falso testemunho” e o parlamentar não.
§ 6º Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 35, de 2001)
Perda de mandato
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º - É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2º - Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3º - Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 4º A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as deliberações finais de que tratam os §§ 2º e 3º.(Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 6, de 1994)
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ESTATUTO DOS CONGRESSISTAS – PERDA DE MANDATO
HIPÓTESES:
ART. 54
Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:
I - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
Se ele celebrar contratos como qualquer pessoa assinaria, é permitido. CEDAE
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades constantes da alínea anterior;
Cargos de confiança: demissíveis ad nutum (sem justificativa)
II - desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis "ad nutum", nas entidades referidas no inciso I, "a";
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, "a";
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.
A ideia é propiciar a independência do congressista.
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior; 
CASA PRECISA VOTAR MAIORIA ABSOLUTA- § 2º 
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar; 
CASA PRECISA VOTAR MAIORIA ABSOLUTA- § 2º 
Jaqueline Roriz - falta de decoro antes da diplomação não foi considerada como tal (fato anterior à diplomação revelada após a posse). Spreciação subjetiva.
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
 CADA LEGISLATURA TEM 4 ANOS; cada ano é uma sessão legislativa; em cada sessão, dois períodos legislativos com intervalo no meio do ano (CF 57)
PERDA CERTA, SEM VOTACAO – COMPORTAMENTO VINCULADO (ao que a norma manda fazer) 
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos; PROVA
Na CF 14 estao os direitos políticos. No art 15 estao as situacaoes de perda e de suspensão embora não se faça a distinção do que é perda, do que é suspensão.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
Brasileiro naturalizado comete atividade nociva e MP pode entrar na Justica Federal em face dele pleiteando que a naturalizacao seja cancelada. Se a JF cancelar, ele não será mais brasileiro e por isso nem vota, quanto mais poder ser deputado ou senador. DOUTRINA: efeito em cascata da perda da condição de brasileiro.
ATENCAO: TAMBÉM SE PERDE A NACIONALIDADE BRASILEIRA QUANDO SE PEDE NACIONALIDADE DE OUTRO PAÍS.
ART 12 § 4º - Será declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos: (Redação dada pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994) 
a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
b) de imposição de naturalização, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condição para permanência em seu território ou para o exercício de direitos civis; (Incluído pela Emenda Constitucional de Revisão nº 3, de 1994)
nota: o Brasil não aceita que o brasileiro pleiteie uma nova nacionalidade: pode ter outra por condição do nascimento (a) e por imposição legal (b)
PERDA DA NACIONALIDADE POR QQ RAZAO (12, 4o) IMPLICA NA PERDA DOS DIREITOS POLITICOS (15, I) e consequentemnte o senador ou o deputado perde o mandato. PROVA
II - incapacidade civil absoluta;
		É CAUSA DE SUSPENSAO DE DIREITOS POLITICOS E A SUSPENSAO IMPLICA PERDA DE MANDATO DE 
		DEPUTADO OU SENADOR.