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judiciamente.
Como interveniente, o MP age como zelando pelo cumprimento da lei.
O Tribunal de Contas nao é apenas um órgão auxiliar, pois nesse auxílio que ele dá ao legislativo ele toma decisões (ver art 71 CF). No art 130 da CF está um tema importante: alem do MP da Uniao e seus 4 ramos – MPF federal MPT trabalho MPM militar e MPDFT distrito federal e territórios - há essa atuação do MP junto ao TCU: MTCU (apuração e promocao de providencias necessárias para punições e reparações).
Dentro do próprio TCU há um Ministério Publico especifico – MPTCU – cujos servidores nao são leigados ao MPU mas sim ao TCU (concurso diferente etc). É a LC 75/93 que trata do MPU e a Lei 8443/92 trata do MPTCU.
Cada estado do Brasil tinha que elaborar sua constituição estadual até 5/10/89 (1 ano) compatível com a nova CFRB/88. O estados previram seus próprios MPEs (membros são promotores de justiça); na CF dos estados tambem ha os TCEs. Algumas constituicoes estaduais, como a de Minas Gerais, tentaram fazer com que os TCE nao tivessem MP próprio, mas sim um MPTCE dentro da estrutura do MPE. O STF decidiu que a estrutura da Uniao tem que ser reproduzida nos estados (art 75), ou seja, que cada TCE deve ter seu próprio MPTCE para promover a atuação do seu TCE. Isso marca que o poder legislativo é um poder separado.
DEFENSORIA PÚBLICA
ART 134
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos necessitados, na forma do art. 5º, LXXIV.)
CIDADANIA – muitas vezes se usa tal palavra como sinônimo de nacionalidade, mas essa nao é uma acepção correts. Nacionalidade é a relação do indivíduo com o Estado.
CIDADANIA: exercicio de direitos políticos (art 14)
Há ainda um outro significado que muitas vezes é esquecido: cidadania pode ser 
cidadania civil: reconhecimento do individuo como titular de direitos, inclusive direito ao nome
cidadania politica: votar, se candidatar
cidadania social: dada a condição humana o individuo precisa ter acesso a educação, saude, a justiça ( e aí entra a defensoria)
A maior fragilidade do Brasil é a noção de cidadania social, nao tão consolidada como as duas outras. Muitas vezes para se ter acesso a esses direito é necessário recorrer ao judiciário. a defensoria promove aos necessitados esse acesso.
seguridade social: art 194
Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - eqüidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
Art. 196 e 198 – saude é direito de todos, é um direito incondicionado – masta ser humano e estar vivo. A Previdência nao é para todos, pois tem caráter contributivo (art 201). A assistencia social é prestada a quem dela necessitar (art 203).
Então a seguridade social que compreende saude, previdência e assistencia social, tem funções com conceitos e alcances diferentes. 
A defensoria tem uma clara função de assistência, pois dá orientação jurídica e advoga para quem necessita, realizando cidadania garantindo acesso à Justica.
Para a Uniao, ter defensoria é uma obrigação constitucional, assim como o é para os estados.
A defensoria pode ajuizar ações civis publicas quando o interesse publico que ela estiver defendendo for de pessoas necessitadas, como a ação movida em face da Uniao pelas péssimas condições do Hospital de Bonsucesso. Quando escolas particulares aumentam excessivamente os preços, o espaço é mais do MP para defender a ordem jurídica em geral, protegendo a ordem jurídica nao apenas dos necessitados mas de todos.
Advocacia
art 133
Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Nao é em toda e qualquer ação processual que é imprescindível ter advogado, mas é necessário ter alguém no processo judiacial que conheça a lei, a estrutura do judiciario e seja independente. Nao há hierarquia entre Judiciario, MP e advogado.
A inviolabilidade é um principio, é um juízo de valor que comporta ponderação, NAO É REGRA. Havendo abuso, o advogado pode ser responsabilizado. Manobras inidôneas são passiveis de litigância de ma fé. É a mesma lógica do art 53.
PRINCIPIOS DA ADMINISTRACAO PUBLICA
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
É comum que a pratica da administração publica funcione com ritos que nao são os da lei. Ainda que nao se consiga atuar restritamente dentro da norma, há que se preservar tais princípios. Esses princípios são ainda os que devem nortear a legislação.
21/11 pedro
Princípios que norteiam a administração publica
Princípio da Legalidade
Art. 5, II diz que somos obrigados a fazer o que a lei impõe (tributos) e vedados a fazer o que ela proíbe. De resto, há liberdade.
Art. 37 → volta a mencionar o P. Legalidade. Esta pra adm publica ganha outro contorno: adm so poderá agir com base na previsão da nossa ordem jurídica: só age quando e como a lei estipula. A visão constitucional de legalidade é uma só, mas ao particular é o dito acima enquanto pra adm publica a liberdade não existe: age na forma que a ordem jurídica estipula quando a ordem jurídica permite.
PRINCÍPIO DA LEGALIDADE não ESTÁ A DIZER QUE ELA DEVE AGIR COM BASE NA LEI, MAS DEVE TER RESPALDO EM NORMA EM ALGUMA ESPÉCIE NORMATIVA QUE A NOSSA CONSTITUIÇÃO RECONHECE.
Conecta-se a aula de hj à de processo legislativo.
A legalidade não é, portanto, apenas agir em consonância com a lei.
Art. 59 não esgota as espécies normativas. Ex: súmula vinculante.
Quando aprofundarmos o estudo, veremos que o Art. 59 tem uma numeração importante.
No Brasil, não se pode importar carro usado. É conhecimento de senso comum. Quando a concessionário apresenta um veículo, é zero. Isso está previsto na portaria do Ministério da Fazenda.
Eles importavam carros usados pra comercializar aqui, dizendo que faria pq é um particular alegando que é livre para fazer o que a lei não impede. 
No entanto, essa portaria tem respaldo do Art. 237 da CF.
→ STF decidiu que dentro do poder que o Art. 237 dá ao Minsitério da Fazenda está o poder de regular o comércio exterior.
Portaria não restringe meu direito, salvo se for portaria do ministério da Fazenda sobre comércio exterior.
Princípio da Moralidade Administrativa
SE PERGUNTAR NA PROVA: não é a moral que estudamos anteriormente. É uma moral objetivada: atender a expectativa ética da sociedade. 
Exemplo: prefeito percebe que os servidores terão um atraso no pagamento do 13º. Naquela situação fática de deficiência de caixa, ele paga o seu próprio, o de alguns funcionários e deixou de pagar aos colégios. Pagou a quem ganha mais. Não violou a literalidade da lei. Ele violou a moralidade administrativa: não podendo pagar a todos, paga primeiro a quem recebe menos!
Quando os nossos vereadores queriam gastar dinheiro comprando carros de luxo. Violatbm princípio da moralidade. Quem impugnou aquele gasto dizia que, ainda que não fosse ilegal, não