Resumo completo 3- Batista
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Resumo completo 3- Batista


DisciplinaDireito Constitucional II10.168 materiais129.730 seguidores
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lei com 10 artigos e a parte vetada volta. Se o Congresso afastar esse veto, surge nova lei com novo escopo e nova data tratando do mesmo tempo. Risco de conflito intertemporal..
VETO TOTAL totalmente mantido (sem maioria no Congresso) \u2013 fim do processo legislativo e nenhum projeto nasceu . NÃO HÁ LEI
VETO TOTAL TOTALMENTE superado (maioria dos deputados foi contra o veto e depois maioria dos Senado contra o veto presidencial). NASCE LEI
VETO TOTAL PARCIALMENTE superado - NASCE LEI
VETO PARCIAL - a parte não vetada dá origem à lei. Quanto ao restante:
VETO totalmente mantido (sem maioria no Congresso) \u2013 fim do processo legislativo e nenhum projeto adicional nasceu 
VETO PARCIAL TOTALMENTE superado (maioria dos deputados foi contra e depois maioria dos Senados foi contra) . NASCE nova LEI
VETO PARCIAL PARCIALMENTE superado (maioria dos deputados aprovou e depois maioria dos Senados aprovou). NASCE nova LEI
NASCIMENTO DA LEI - sancao expressa, sancao tácita, ou quando o veto é superado.
A lei ordinaria é então um ato complexo duplamente desigual. 
1ª CASA QUER TEXTO X E A 2ª TEXTO Y. 
VETO DO PRESIDENTE PODE NÃO PREVALECER
PROCESSO LEGISLATIVO PARA A ELABORACAO DE LEIS COMPLEMENTARES
Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.
Ou seja, uma LC demanda 41 votos no Senado. A LO tem mais flexibilidade; a LC é mais rígida. Entao são espécies normativas cujo quorum de aprovacao não é o mesmo.
A diferenciação entre as normas formalmente constitucionais x normas constitucionais vem sendo relativizadas e matérias que não eram constitucionais, por se tornarem relevantes a cada momento histórico, vão sendo considerados pela sociedade merecedores de tratamento constitucional. A eleição das clausulas pétreas também é o resultado de um juízo de valor do PCO.
Tudo que não foi tratado na Constituicao passou para a lei infraconstitucional. Ao se verificar o que ficou de fora se viu que havia temas que não deviam ser entregues à lei ordinária que se caracteriza pela sua flexibilidade (o quorum do 47 é baixo e até medida provisória pode fazer LO). Daí surgiram as Leis Complementares, com menor flexibilidade, para temas mais importantes que devem definidos com maior rigidez.
 O art 62 define os temas que não podem ser tratados por medida provisória (na lei delegada tb não pode), e os temas das LCs estão lá, protegidos.
LC é espécie normativa que trata de assunto que não tem espaço na Cosntituicao mas é relevante a ponto de merecer maior estabilidade.
Na doutrina há a seguinte classificação:
materia constitucional pétrea
materia constitucional não pétrea
materia paraconstitucional (para = próxima) => MATERIA DAS LCs
materia infraconstitucional
Se uma LO invadir materia destinada a LC ela é inconstitucional.
E o contrario? e se a LC tratar de tema que não é reservado à LC? Ela não é inconstitucional porque foi aprovada com quorum ainda maior que o da LO. Tem gente que pensa que depois que a LC sai da sua materia, ela estende a partir dali o seu campo irreversivelmente. Isso não faz sentido porque quem diz o que deve ser tratado na LC é a Constituição. 
MELHOR TESE: a LC que avança fora do seu campo é constitucional mas tem apenas forca de lei ordinária, podendo ser revogada por LO, o assunto pode ser tratado por medida provisória etc.
Quando se recepciona uma lei, se recepciona o conteudo e não a sua forma. O CTN era LO mas como tratava de tema que a C previa que devia ser tratado de LC, ele tem forca de lei complementar. 
SÓ TEM UM MOMENTO QUE A FORMA PESA \u2013 fenômeno da desconstitucionalização: existe artigo X da C de um país; nova C é promulgada e não trata do tema do artigo X mas ele combina com a C anterior. O que aconteceria? ele permaneceria vigente mas perderia a força de lei constitucional.
No Brasil, ISSO NÃO ACONTECE. A norma da Constituição anterior NUNCA É RECEPCIONADA, nem que fosse desconstitucionalizada porque o B não aceita esse fenômeno na sua jurisprudência.
As normas sobre o IPVA estavam na C de 1969 e poderiam ter sido desconstitucionalizadas; como isso não aconteceu, ficamos muito tempo sem lei de IPVA.
29/8
Supremo não há hierarquia entre lei complementar e lei ordinária, apenas campos claramente diferentes. No campo da O a lei C tem forca de O; no campo da C, a O é inconstitucional. Decisão COFINS
Ambas estão abaixo da Constituição; há temas que são específicos de lei ordinária e outros de lei complementar. Mas há uma zona cinzenta em que a ordinária tem a forca que lhe é própria e a C a sua força também predominante essa ultima.
CFRB Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder- lhe-á, no de vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que por ele convocado para missões especiais
conselho da republica e conselho 
Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
II - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade, sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
§ 1º - O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo Ministério.
§ 2º - A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República. (lei sem adjetivar é LO)
imaginemos o caso
1º) LC deu função para o VP no Conselho da Republica e também tratou do seu papel monocratico com base no 79, parágrafo único.
2º ) Lei ordinária posterior baseada no 90, S 2º, tratou da mesma questão do VP como membro Conselho da Republica
TESE QUE ADOTA CAMPOS COMPLETAMENTE DISTINTOS: a LC no que tratou do papel monocrático do VP teve papel de LC mesmo, mas quando tratou do VP como membro do CR teve forca de LO porque esse campo era EXCLUSIVO DA LO. Quando veio a LO posterior, ela revogou o que disse a LC sobre isso.
PARA QUEM ADOTA A TESE DE UM CAMPO COMUM: VP como autoridade monocrática, só se pode tratar com LC; para falar do VP como membro do CR, só LO; mas o tema \u201cVP no CR\u201d é zona cinzenta, onde ambas as espécies atuam e prevalece a lei complementar. Havendo LC nessa zona cinzenta, ela prepondera sobre LO. A LO posterior que tratou do VP como membro do CR é inconstitucional porque no campo comum prevalece a LLC. Se não houvesse LC, a LO teria força.
Prova
Procedimento para elaborar LC é igual ao da Lei Ordinária.
PONTES DE MIRANDA disse que como as LCs já são aprovadas nas duas casas com maioria absoluta, não tem sentido submeter as LCs a veto. Não venceu esse tese pq:
o Presidente precisa justificar o seu veto. Ou seja, vetar não é só manifestação de vontade impeditiva; é impeditiva e motivada. 
nem sempre as casas aprovam o mesmo texto, então muitas vezes o voto da segunda casa não vale.
LEIS DELEGADAS
Para editar MP bastar identificar conveniência e oportunidade. Para fazer lei delegada, tem que fazer uma mensagem ao Congresso que delegue essa função legislativa a ele. Mensagem é o instrumento pelo qual o executivo se comunica com o Legislativo. As MPs, o Executivo as edita quando acha que é o momento, mas MP não é lei. 
Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que deverá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.
§ 1º - Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso Nacional, os de