Resumo completo 3- Batista
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Resumo completo 3- Batista


DisciplinaDireito Constitucional II10.170 materiais129.774 seguidores
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planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta;
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição normativa dos outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com área superior a dois mil e quinhentos hectares.
Na falta de quorum especifico, a regra é a do art 47 (maioria relativa) e isso vale para os decretos legislativos.
 O Decreto Legislativo pode mudar de quorum em relaçao à materia. O DL do art 62 
VER 84, X E 49,IV \u2013 freios e contrapesos
CFRB 136/137 \u2013 decretação de estado de defesa ou de sitio instauram uma legalidade mais restritva par enfrentar uma crise. Quem os decreta é o Presidente, mas o Congresso deve depois autorizar previamente (sítio), aprovar depois (defesa) ou suspender (ambos), tudo por maioria absoluta. 
Prova: quorum para aprovar decreto legislativo depende da materia: em regra é a do 47, mas para algumas materias o quorum é de maioria absoluta.
CFRB 84, VIII \u2013 quem assina tratado é o Presidente de Republica ou quem o represente.. 
Art. 49. É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver definitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
O art 49, I diz que compete ao Congresso resolver definitivamente sobre os tratados MAS NÃO É ASSIM. O Congresso só resolve definitivamente se disser NÃO; quando o Congresso aprovar e expedir o Decreto Legislativo com quorum do 47, ainda assim a decisão passa para o Presidente que pode ratificar ou não, e após ratificar perante os demais signat\u2019rios, ainda precisa fazer o decreto de promulgação que é o que de fato vincula internamente.
Art 5º, § 3º dá uma nova via. Ele não diz que o tratado vira uma EC, mas que equivale a ela. É um Decreto Legislativo que tem o mesmo status de uma Emenda Constitucional (votados duas vezes em cada casa por 3/5). Nesse caso, o Presidente não tem que ratificar (o Presidente não ratifica as ECS!!!!!!).
Então, respeitado o disposto no § 3º, o tratado já vigora logo que aprovado no Congresso.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)   (Atos aprovados na forma deste parágrafo)
O quorum o artigo 5º, § 3º é uma determinação ou uma possibilidade? 
Proteção a infancia, mulhe, idoso, arregimentam votos e alcançar 3/5 é fácil. Mas tratar de direitos humanos em situações em que esteja envolvido o trabalho e o meio ambiente, isso envolve interesses conflitantes e pode não haver quorum para 3/5. Berthier diz que nesse caso pode fazer o rito do decreto legislativo com o rito do art. 47 (passa para o Presidente que ratifica ou não). O STJ e o STF dizem que tratados interncaionais de direitos humanos estarão com status acima.
A CFRB não diz como o tratado deixa de vigorar: é uma lacuna. Tema no STF no momento. Três teses :
Se o presidente tem o poder de ratificar (dar efeitos), também tem o poder de denunciar (retirar efeitos) minimizando o poder do Congresso nesse trâmite, já que as relações internacionais ficam pautadas apenas pelo Executivo
Na CF há um equilibrio de poderes. Nesse contexto, o presidente poderia denunciar mas o ato necessita de referendo do Congresso (aprovação por decreto legislativo). Denuncia sob condição resolutiva.
Presidente precisa pedir autorização do Congresso para denunciar o tratado
No âmbito federal, só existe decreto legislativo BICAMERAL porque é ato do Congresso.
RESOLUÇÕES
As deliberações do Senado (art 52) e da Câmara (art 51) são as resoluções.: ex os regimentos internos da Câmara e do Senado
Os cargos públicos são criados por lei. Isso vale para o Executivo, o Judiciário e o MP (a remuneração tb vem da lei). Mas os cargos públicos do Senado e da Câmara são criados por eles, mas a remuneração nesses casos é fixada por lei e o presidente pode vetar: pesos e contrapesos.
Resolucao em geral tem qorum do 47. Mas tal como os decretos legislativos as resoluções tem quorum especificado pela materia. Acusação da Câmara por crime de responsabilidade é por 2/3. 
os decretos legislativos em âmbito federal se4mpre são bicamerais; resoluções em regra são unicamerais, mas excepcionalmente vai existir resolução bicameral (Lei delegada: art 68 § 2º )
No âmbito de estados e municípios, todas as resoluções e os decretos legislativos são unicamerais. Para saber qual instrumento usar, deve-se pensar no paralelismo. Câmara e Senado criam cargos pode resolucao, então a canara legislativa municipal, estadual ou do DF também devera faze-lo por resolução. Municipios e Estados podem fazer tanto resolucoes quanto decretos legislativos, a depender da materia (simetria com o art. 49, 50 e 51)
12/09
Poder Legislativo como administrador \u2013 promocao de concursos públicos para preenchimento de seus cargos e atos de fiscalizacao
CFRB 58 § 3º 
CFRB Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e temporárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação.
§ 1º - Na constituição das Mesas e de cada Comissão, é assegurada, tanto quanto possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da respectiva Casa.
§ 2º - às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
II - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos inerentes a suas atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.
§ 3º - As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
Pela interpretação literal, os poderes de investigação da CPI são os dos juízes que, no Brasil, não têm poder investigatório. Entao a interpretação não é essa, literal. O juiz coleta provas, busca e apreende documentos, quebra sigilo de dados e telefone para poder julgar. O que o artigo quer dizer é que os mesmos atos que o juiz pratica para coletar provas e poder JULGAR a CPI pode praticar para poder INVESTIGAR (e não para julgar). Quando a CPI acha que o fato merece acusação ela indicia e encaminha para outra instituição que tem o poder de acusar, que é o MP.
A CPI tem esse poder enquanto colegiado, e não seus membros individualmente que nessa condição não se equiparam aos poderes monocráticos de instrução do juiz .
Clausula de reserva jurisdicional \u2013 a CPI enquanto colegiado, por mais que equiparada