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RESUMO - Direito Processual Penal - Procedimentos  Nulidades e Recursos

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pena, não havendo revogação
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MP NÃO PROPÕE A SUSPENSÃO DO PROCESSO OU O RÉU NÃO ACEITA A SUSPENSÃO PROPOSTA
(
CITAÇÃO POR MANDADO DO RÉU NÃO PRESENTE
(caso o réu não for encontrado, deve remeter ao juízo comum)
(
PROPOSTA DE PENA E COMPOSIÇÃO DOS DANOS SE NESTA ALTURA AINDA NÃO SE CONSEGUIU TRATAR DO ASSUNTO
(
AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO E JULGAMENTO
PALAVRA À DEFESA
(
RECEBIMENTO DA DENÚNCIA
(
OUVIDA DA VÍTIMA
(
TESTEMUNHAS DE ACUSAÇÃO
(
TESTEMUNHAS DE DEFESA
(
INTERROGATÓRIO
(
DEBATES ORAIS
(
SENTENÇA
(
RECURSO
(eventual APELAÇÃO em 10 dias, que poderá ser julgada por 3 juízes de 1ª instância)
PROCEDIMENTO DO TRIBUNAL DO JÚRI
ASPECTOS GERAIS: o Tribunal do Júri é um órgão de 1ª instância (ou 1° grau), da Justiça Comum (Estadual ou Federal); as normas que tratam da instalação do Tribunal do Júri são normas de organização judiciária, e não normas processuais propriamente ditas; é composto de 1 juiz de direito, que é o seu presidente, e de 21 jurados, sorteados entre os alistados; em cada sessão, dentre os 21 jurados, sorteiam-se 7 para formar o conselho de sentença; ao Júri compete o julgamento dos crimes dolosos contra a vida (tentados ou consumados), mas a CF permite que lei ordinária venha a ampliar eventualmente essa competência; no caso de conexão entre estes crimes e outra espécie de crime, prevalece a competência do Júri; as decisões do Júri são soberanas, no sentido de não poderem ser modificadas no mérito, em grau de recurso, por juízes superiores; a estes cabe apenas a anulação, por vício processual, ou, apenas por uma vez, determinar novo julgamento, no caso de decisão manifestamente contrária à prova dos autos.
ORGANIZAÇÃO DO JÚRI: todo ano o juiz-presidente deve elaborar uma lista de 80 a 300 pessoas (nas comarca ou nos termos de menor população) e 300 a 500 pessoas (no DF e nas comarcas com mais de 100.000 habitantes), para servirem como jurados, anotando-se os nomes dos alistados em cartões, depositados numa urna gera; estas pessoas devem ser maiores de 21 anos, os maiores de 70 anos são isentos; a lista deve ser publicada em novembro, seguindo-se nova publicação na segunda quinzena de dezembro (é definitiva); na época apropriada, havendo processo em pauta, são sorteados 21 jurados, tirados os nomes da urna geral, que são convocados para a reunião, mediante edital e intimações pessoais; o sorteio faz-se a portas abertas e um menor de 18 anos tirará da urna geral as cédulas com os nomes dos jurados; os nomes dos 21 sorteados são recolhidos em outra urna menor, chamada urna do sorteio; forma-se, assim, o Tribunal do Júri, com o juiz-presidente e 21 jurados; o serviço do Júri é obrigatório e os jurados, dentro de suas funções, como juízes leigos, têm as mesmas responsabilidades dos juízes de direito; o exercício efetivo de jurado constitui serviço público relevante, estabelece presunção de idoneidade moral, assegura prisão provisória especial em caso de crime comum, bem como preferência, em igualdade de condições, nas concorrências públicas.
FASES: 
- 1ª FASE OU “SUMÁRIO DE CULPA” – dá se o exame de admissibilidade da acusação (“judicium accusationis”) - vai do recebimento da denúncia até à pronúncia e se desenvolve de modo quase igual ao procedimento comum ordinário, as diferenças são apenas: no rito ordinário, após as testemunhas vem o prazo de 24 horas para o requerimento de diligências (art. 499), ao passo que no rito do Júri salta-se diretamente para as alegações (art. 406); no rito ordinário o prazo para alegações é de 3 dias (art. 500), no Júri é de 5 dias (art. 406); divergem as características da sentença de um e de outro rito.
sentenças:
- pronúncia – é dada quando parecer sustentável uma acusação em plenário, por existir prova de fato típico e indícios de que o réu seja o autor (art. 408); ela afirma a admissibilidade ou a viabilidade da acusação; após ela o processo não prossegue enquanto o réu não for intimado (art. 413); pode a pronúncia ser alterada, pelo advento de circunstância que modifique a classificação do delito (art. 416); nela o juiz determinará a prisão do réu (prisão por pronúncia), salvo se não houver motivo que autorize a prisão preventiva ou se couber fiança (art. 408 e §§ c.c. art. 310, § único, do CPP); dela cabe RESE (art. 581); o recurso da acusação ficará sobrestado até que o réu seja intimado da pronúncia (art. 413).
- impronúncia – é dada quando não houver prova do fato típico e indícios de que o réu seja o seu autor; enquanto não extinta a punibilidade, poderá ser instaurado novo processo, havendo provas novas (art. 409, § único).
- absolvição sumária – é dada quando houver certeza da existência de circunstância que exclua o crime (ex.: legítima defesa), ou isente o réu de pena (ex.: inimputabilidade); nesta o juiz deve recorrer de ofício de sua decisão (art. 411).
- desclassificação – é dada quando se concluir que o crime não é doloso contra a vida, mas de espécie diversa, de competência do juiz singular.
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denúncia
(
recebimento
(
citação
(
interrogatório
(
defesa prévia
(
testemunhas
(
alegações finais (5 dias)
(
impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação	 ((			pronúncia
		não há Júri						 há Júri				
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- 2ª FASE: dá se o exame do mérito (“judicium causae”).	
a) PERÍODO DO LIBELO – transitada em julgado a pronúncia, deve o Promotor de Justiça, ou o acusador particular, no caso de queixa, oferecer o libelo crime acusatório, expondo de modo articulado a acusação a ser proferida em plenário e indicando testemunhas, até o máximo de 5 ( havendo mais de um crime, deverá o libelo ser dividido em séries, um para cada crime; se houver mais de um réu, deverá ser elaborado um libelo para cada réu ( o libelo equivale a uma reiteração da acusação, desta vez dentro dos termos da pronúncia; não pode o libelo afastar-se do que foi fixado na pronúncia; qualificadora não reconhecida pela pronúncia não pode ser mencionada no libelo ( em seguida, tem o réu oportunidade para oferecer a contrariedade ao libelo, se quiser, com a indicação de até 5 testemunhas; a contrariedade pode ser feita por negação geral ( na indicação das testemunhas, no libelo e na contrariedade, é útil, conforme o caso, que se declare imprescindível a sua inquirição em plenário; sem essa cautela, a eventual ausência da testemunha não será motivo para adiamento (art. 455) ( podem as partes, nesta fase, requerer diligências, justificações e perícias ( tomadas todas as providências e sanadas eventuais nulidades, será o processo considerado preparado, com a sua inclusão na pauta dos julgamentos.
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libelo
(
contrariedade ao libelo
(
diligência
(
saneamento das nulidades
(
inclusão na pauta do Júri
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b) SESSÃO PLENÁRIA – na reunião do Júri o juiz-presidente confere as 21 cédulas da urna do sorteio e manda que o escrivão faça a chamada; comparecendo menos de 15 jurados, o julgamento é adiado para o dia seguinte; havendo 15 jurados presentes, o juiz-presidente declara instalada a sessão ( são sorteados suplentes para completar o número de 21 jurados para o próximo julgamento em pauta; os faltosos, além de incorrerem nas sanções legais, não participam mais da reunião; até o momento da chamada podem os jurados apresentar escusas fundadas em motivo relevante (art. 443, § 2°) ( depois da chamada e resolvidas as escusas, a urna é novamente conferida e fechada, desta vez apenas com os nome dos jurados que irão funcionar ( feito isso, o juiz anuncia o processo em julgamento e manda que se apregoem as partes e as testemunhas ( o réu é chamado à frente do juiz, que lhe pergunta o nome, a idade e se tem advogado ( se o réu, estando solto, não comparecer, pode ser revogada a sua liberdade provisória, para a efetivação do julgamento, salvo se se tratar de crime afiançável