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RESUMO - Direito Processual Penal - Procedimentos  Nulidades e Recursos

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24, § 1º, do CP; recorrendo, de ofício, da sua decisão);
VII – da decisão que julgar quebrada a fiança ou perdido o seu valor;
VIII – da decisão que decretar a prescrição ou julgar, por outro modo, extinta a punibilidade;
IX – da decisão que indeferir o pedido de reconhecimento da prescrição ou de outra causa extintiva da punibilidade;
X – da decisão que conceder ou negar a ordem de habeas corpus;
XIII – da decisão que anular o processo da instrução criminal, no todo ou em parte;
XIV – da decisão que incluir jurado na lista geral ou desta o excluir;
XV – da decisão que denegar a apelação ou a julgar deserta;
XVI – da decisão que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial;
XVII – da decisão que decidir sobre a unificação de penas;
XVIII – da decisão que decidir o incidente de falsidade;
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- prazo para interposição: 5 dias, a contar da intimação da decisão; em relação à decisão que impronuncia o acusado, a interposição de recurso pelo ofendido ou seus sucessores, ainda que não habilitados como assistentes, dar-se-á no prazo de 15 dias, a partir da data do trânsito em julgado da decisão para o MP; por sua vez, é de 20 dias o prazo para interposição do recurso contra a decisão que incluir jurado na lista geral ou desta excluir.
- procedimento: interposição perante o juízo prolator através de petição ou termo ( o cartório criminal junta no processo ( vai para o juízo prolator da decisão (1ª instância) verificar se estão presentes os pressupostos recursais (juízo de admissibilidade pelo juiz “a quo”), estando presentes deverá recebê-lo, caso contrário não ( caso receber, deve abrir vista ao recorrente para oferecer, em 2 dias, suas razões e, em seguida, à parte contrária, por igual prazo, para oferecer contra-razões / caso não receber, contra essa decisão o recorrente pode interpor carta testemunhável ( juízo de retratação (mantêm a decisão ou reforma a decisão) ( mantida a decisão ou reformada parcialmente, ele é remetido ao Tribunal competente para julgamento / caso a decisão for reformada no total, a parte contrária poderá, por simples petição, dela recorrer, desde que cabível a interposição do recurso, não sendo mais lícito ao juiz modificá-la ( juízo de admissibilidade pelo tribunal “ad quem” ( julga o mérito do recurso, dando ou negando provimento ao recurso (juízo de delibação).
- efeitos: devolutivo (devolução do julgamento da matéria ao 2° grau de jurisdição) e regressivo (possibilidade de o próprio juiz reapreciar a decisão recorrida - juízo de retratação).
- APELAÇÃO
- finalidade: levar à 2ª instância o julgamento da matéria decidida pelo juiz de 1° grau, em regra, em sentenças definitivas ou com força de definitivas.
- características:
- é recurso amplo – porque pode devolver ao tribunal o julgamento pleno da matéria objeto da decisão;
- é instrumento residual – interponível somente nos casos em que não houver previsão expressa de cabimento de RESE.
- é recurso preferível – cabível a apelação, não poderá ser interposto RESE contra parte da decisão;
- é plena (recurso dirigi-se contra a decisão em sua totalidade) ou parcial (recurso visa impugnar somente parte da decisão) – tem aplicação o princípio do “tantum devolutum quantum appellatum”, segundo o qual só poderá ser objeto de julgamento pelo tribunal a matéria que lhe foi entregue pelo recurso da parte;
- é principal (quando interposta pelo MP) e subsidiária ou supletiva (quando, esgotado o prazo recursal para o MP, o ofendido, habilitado ou não como assistente, interpuser o recurso);
		- é ordinária ou sumária, de acordo com o procedimento a ser observado em 2ª instância.
		
- hipóteses de cabimento nas decisões do juiz singular (art. 593, CPP):
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I - das sentenças definitivas de condenação ou absolvição proferidas por juiz singular;
II - das decisões definitivas, ou com força de definitivas, proferidas por juiz singular, desde que não cabível o RESE.
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- hipóteses de cabimento nas decisões do tribunal do júri (art. 593, CPP):
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I – quando ocorrer nulidade posterior à pronúncia;
II – quando a sentença do juiz-presidente for contrária à lei expressa ou à decisão dos jurados;
III – quando houver erro ou injustiça no tocante à aplicação da pena ou da medida de segurança;
IV – quando for a decisão dos jurados manifestamente contrária à prova dos autos.
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- prazo para interposição: 5 dias, a contar da intimação da sentença (cientificar réu e defensor); no caso de intimação ficta (60 dias, nas hipóteses de pena inferior a 1 ano, e 90 dias, se a pena for superior a 1 ano); conta-se o prazo da data da audiência ou sessão em que foi proferida a sentença, se a parte esteve presente em tal ato; o prazo para o assistente habilitado recorrer supletivamente é, também, de 5 dias; o ofendido ou sucessor não habilitado terão o prazo de 15 dias, contados da data em que se encerrou o prazo para o MP; nos processos de competência do Juizado Especial Criminal (rito sumaríssimo) é de 10 dias, devendo ser interposta por petição e acompanhada das razões de inconformismo.
- procedimento: interposição - 5 dias ( o cartório criminal junta no processo ( vai para o juízo prolator da decisão (1ª instância) verificar se estão presentes os pressupostos recursais (juízo de admissibilidade pelo juiz “a quo”), estando presentes deverá recebê-lo, caso contrário não ( caso receber, deve abrir vista ao recorrente para oferecer, em 8 dias (3 dias nas contravenções penais), suas razões e, em seguida, à parte contrária, por igual prazo, para oferecer contra-razões / caso não receber, contra essa decisão o recorrente pode interpor RESE) / havendo assistente, manifestar-se-á, em 3 dias, após o MP; no caso de ação penal privada, o MP apresentará suas contra-razões em 3 dias, sempre após o querelante; na hipótese de apelação simultânea, por parte do MP e do réu, será o feito arrazoado pelo primeiro e depois aberto o prazo em dobro para o acusado, que apresentará contra-razões e razões, após o que retornarão os autos ao órgão ministerial, para responder o recurso da parte contrária; é facultada ao apelante a apresentação das razões recursais em 2ª instância, desde que assim requeira na oportunidade da interposição; a lei não proíbe que o MP arrazoe a apelação na superior instância (o promotor deverá obter prévia autorização do Procurador-Geral de Justiça, uma vez que, nesse caso, o oferecimento das razões incumbirá ao chefe da instituição / a apresentação das razões e das contra-razões são facultativas (MP – mostra se inaplicável o preceito, uma vez que não pode desistir do recurso e a ausência de sua intervenção em todos os termos da ação pública constitui nulidade; defesa – em atenção ao princípio da ampla defesa, deve o acusado necessariamente apresentar as razões ou contra-razões; se não apresentar no prazo legal, é intimada a parte para que constitua novo advogado - 10 dias, caso não constituir será nomeado um advogado dativo para fazê-la); o simples atraso na apresentação das razões e das contra-razões constitui mera irregularidade ( remessa dos autos ao tribunal competente para julgamento ( juízo de admissibilidade pelo tribunal “ad quem” ( julga o mérito do recurso, dando ou negando provimento ao recurso (juízo de delibação).
- efeitos: devolutivo (devolução do julgamento da matéria ao 2° grau de jurisdição).