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Caderno_alvaro-(Aula Batista)

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Sic standibus – teoria da Imprevisão.
PROCEDIMENTO – Art. 614, caput
No lapso temporal entre uma convenção (ou acordo) e outra, muito comum se estabelecer na nova, que os efeitos dela retroagirão, para o período em que estava ocorrendo uma negociação. Dessa forma percebemos que a prática, dista do que prevê o dispositivo. O que ocorre na verdade é uma retroatividade do acordo à data-base (quando o último documento de negociação perdeu sua vigência ) . Assim muito importante perceber a diferença entre a VALIDADE e EFICÁCIA do acordo. Validade está ligada a vigência. A eficácia está ligada a produção de efeitos, podendo inclusive ultrapassar a vigência. O que no caso acima ocorre RETROATIVAMENTE.
Não obstante essas considerações O registro é importante pois a negociação Coletiva, vincula terceiros.
Muito importante ainda sobre acordos e convenções coletivas é que:
Existem cláusulas de natureza contratual que obrigam somente os assinantes, para os signatários. Ex: campanha para diminuir as faltas injustificadas.
Como existem também cláusulas de natureza regulamentar que obrigam todos, filiados ou não. Ex: hora extra de 80%.
Nas convenções coletivas essa distinção fica mais clara, pois é o sindicato dos empregados e dos empregadores que assina.
Já no acordo (empresa com sindicato do empregados), embora essa distinção também exista, não é tão clara.
!!! Não ficou bem clara a diferença sobre o que pode tratar cada cláusula.
Importante ainda notar a regra do art. 617 que obriga a empresa que deseja assinar acordo coletivo a avisar o sindicato dos empregadores. Ex: empresa saudável que visa diminuir os salários
Rio, 09/11/2011
Greve:
Deve ser á ultima hipótese. Negociar é obrigatório
Previsão Constitucional:
Art. 9 (regulamentado pela lei 7783 / 89 regulamentou ), 37 da CF.
Art. 37, VII – exige Lei complementar. Quórum alto.
Mora do legislativo. Mandado de Injunção reconhecido pelo STF de modo que os servidores públicos pudessem fazer greve nos moldes da lei para os empregados privados. Tudo isso temperando tal aplicação com o princípio da continuidade dos serviços públicos (haja visto seu caráter essencial).
Greve vazia – servidores simplesmente não trabalham.
Greve Cheia – servidores públicos protestam.
Para o professor, para que uma greve de servidores públicos seja bem sucedida, ela tem de ser cheia. Inclusive para atrair a atenção da mídia.
Na greve de servidores públicos o maior prejudicado é a própria sociedade.
O professor ressalta que no Brasil a greve é muito mais a paralisação do que a protesto.
Greve é no fundo qualquer mudança, anormalidade no trabalho / na produçao com animo de protesto.
O professor ressalta ainda que a paralisação não deve ser uma regra da greve mas apenas uma das possibilidades. (operação padrão, motoristas que não cobram passagem)
Este não é conceito que a CF de 88 adota. O conceito que a CF adota é que a greve é uma paralisação coletiva…
Percebemos que na verdade o OJ brasileiro restringiu o significado de greve.
Lei 7783, art. 5º - percebemos que o dispositivo não fala em protesto, mas somente em paralisação.
Se analisarmos a realidade em outros países percebemos que o seus OJs não falam exclusivamente em paralisação.
PROVA
Art. 4º dessa lei - o professor defende que esse dispositivo revogou o art. 612 da CLT. Haja visto que a opção a não assinatura do sindicato é a greve. Segundo o professor, a greve de que trata os dois artigos é na verdade é a mesma. Se não houver acordo, greve haverá. Da mesma forma que uma nova assembleia em que for proposto novo acordo, tal greve ali findará.
Essa questão, vale ressaltar, é controvertida. E há quem diga que para assinar acordo ou convenção coletiva o rito a ser seguido é do art. 612 da CLT. E que por outro lado se o assembleia se instalar para decidir sobre greve o rito a ser utilizado deve ser o do art. 5 da lei de greve.
Para o professor, repita-se, trata-se das duas faces de uma mesma moeda.
Art. 3 e p.u – serviços não essenciais
Art. 13 – serviços essenciais. Art. 10 – cita quais são os serviços essenciais.
Ex: greve por legítima defesa. Empresa privatizada…. Embora a lei não preveja a greve é legítima.
Rio, 16/11/2011
Diante do art. 4 da lei de greve, o professor entende que o art. 612 estaria recepcionado na parte em que fala em quorum mínimo de aprovação. Haja visto que a lei de greve não trata de uma assembleia diferente do art. 612 da CLT. No fundo, o que o professor quer dizer é o quorum de instalação e aprovação a ser tomado é aquele estabelecido no estatuto do sindicato.
De qualquer forma quem defende que o art. 612 da CLT não foi revogado entende que o quorum para aprovação deve ser estabelecido pelo estatuto. Por outro lado 
Muitos livros falam que o art. 612 coexiste com o art. 4. O primeiro para aprovação de convenção ou acordo coletivo; e o segundo pela declaração ou cessação da greve. Hipótese que professor não considera por considerar que na verdade os art. tratam da mesma situação, da mesma assembleia. E que por conseqüência o art. 612 da CLT estaria revogado.
A norma do art.4 é ainda mais interessante porque permite uma maior facilidade de acesso dos empregados as assembléias quando estas são realizadas de forma pulverizada.
A Leo de greve não só da mais liberdade ao estatuto como também art. 4º, § 2º . Na falta de sindicato é possível que os trabalhadores formem uma COMISSÃO DE NEGOCIAÇÃO. E que dessa forma possam também exercer o direito de greve. A idéia dessa previsão legal é justamente levar a pratica a idéia de que o direito a greve não é um direito do sindicato, mas sim dos trabalhadores. Para além de assinar greve é possível ainda que tal comissão assine acordos e convenções coletivas.
Cabe observar que a formação dessa comissão tem objetivo instrumental, isto é, a viabilização da negociação entre os empregadores e os empregados.
Alguns disseram que este dispositivo é inconstitucional tendo em vista o art. 8, VI da CF.
O professor entende que este dispositivo não pode ser interpretado de modo a considerar que a negociação é algo exclusivo do sindicato, mas sim que este tem o DEVER de negociar. Em não realizando tal dever o professor defende que uma comissão de negociação pudesse der formada para negociar com o empregador diante da inoperância do sindicato.
Importante dizer que na prática essa comissão é pouco corrente.
Greve Comum e Greve em Serviço Essencial:
Art. 3, p.u. da lei de greve (greve comum) x Art. 13 (greve em serviço essencial – o art. 10 diz quais são os serviços considerados essenciais)
Art. 9 - em alguns casos a paralisação total é inviável. Ex: Caldera. A regra geral é que durante a greve não possa contratar ninguém. Por outro lado esse artigo nos mostra uma exceção permitindo ao empregador contrate pessoas para que mantenham por exemplo o maquinário em funcionamento.
 De modo que em casos comuns a contratação de mão de obra pelo empregador é considerado um ato anti-sindical; não se pode contratar com o obejtivo de substituir a Mao de obra dos grevistas.
Art. 11 – em greve em serviço social é necessário manter parte dos serviços em funcionamento.
 E se por ventura isto não é feito – art. 12. Ex: bombeiros e PMs conduzindo ônibus durante greve dos “rodoviários”.
Se nem mesmo o estado suprir a vacância no serviço coletivo cabe ao MP se movimentar.
Atos praticados durante a greve:
Art.6 - na verdade o grande problema é saber quais são os limites desses direitos.
Para se classificar uma greve como abusiva, é necessário que se analise a greve do ponto de vista coletivo.
De modo que podemos ter uma medida abusiva e violenta em greve pacífica e legal e vice-versa.
A participação pacífica, ainda que greve abusiva, não pode permitir medidas sancionatórias do empregador a tal partícipe.
Quanto maior a empresa, maior a facilidade de se reintegrar o partícipe acima.
Rio,21/11/2011
Art. 7º da Lei de Greve (7783) e art. 114, § 1º da CF Possibilidade de a greve ser resolvida por meio de arbitragem.
Arbitragem de ofertas finais - a idéia que cada parte faça a melhor oferta possível,