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DJi - Multa (s) - Pena Pecuniária - Pena de Multa

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Ilicitude
Prescrição
Prescrição da Multa
Prestação de
Serviços à
Comunidade
Prestação de
Serviços à
Comunidade ou à
Entidades Públicas
Princípio da
Legalidade
Procedimento da
Ação Cominatória
Procedimento
Disciplinar
Procedimento Judicial
na Execução Penal
Processo de Multas
Administrativas
Trabalhistas
Reabilitação
eqüidade também determina a sua atualização de acordo com os índices
de correção monetária. Quanto ao termo inicial dessa atualização, a
questão é polêmica, tendo só há pouco sido fixada a posição final do
STJ.
Termo inicial para incidência da correção monetária: há sete posições:
a) a partir da data do fato: como se trata de simples atualização do valor,
este deve equivaler ao da data em que foi praticada a infração penal. É a
nossa posição. Atualmente, é a posição pacífica do Superior Tribunal de
Justiça;
b) a partir da citação do condenado devedor para pagamento da multa
(Nesse sentido: RT, 6311326.);
c) a partir do trânsito em julgado da sentença condenatória. Nesse
sentido (RT, 667/284.);
d) não incide mais, pois a correção monetária foi extinta pelo Decreto-lei
n. 2.284/86, que instituiu novo regime econômico (Nesse sentido: RT,
609/342, 6311325 e 640/326; Damásio E. de Jesus, Código Penal
anotado, São Paulo, Saraiva, p. 131; Alberto Silva Franco, Temas de
direito penal: breves anotações sobre a Lei n. 7.209/84, São Paulo,
Saraiva, 1986, p. 180; e Paulo José da Costa Jr., Comentários ao
Código Penal, São Paulo, Saraiva, 1986, v. 1, p. 298.);
e) a partir do trânsito em julgado para ambas as partes (RT, 661/275,
640/325, 634/304 e 629/348.);
f) a partir da sentença condenatória (Agravo em Execução n. 579.11711,
da 10ª Câmara do TACrimSP.); e
g) a partir do 11 º dia subseqüente à citação para pagamento da multa,
nos termos do art. 164 da LEP (Posição inicial do STJ: RE 20.028, 6ª
T., DJU, 3-8-1992, p. 11336.).
Valor irrisório: multa não pode ser extinta por esse fundamento, pois uma
das características da pena é a sua inderrogabilidade, isto é, a certeza de
seu cumprimento.
Conversão da multa em pena de detenção: não existe mais.
Como era: a multa convertia-se em detenção quando o condenado
solvente deixava de pagá-Ia ou frustrava a sua execução. Na conversão,
cada dia-multa correspondia a um dia de detenção. Se a multa era paga,
a qualquer tempo, ficava sem efeito a conversão. Na conversão da multa
em detenção, esta não podia exceder um ano (art. 51, § 1º, do CP).
Alterações promovidas pela Lei n. 9.268, de 1º de abril de 1996: o art.
51 do Código Penal passou a ter a seguinte redação: "Transitada em
julgado a sentença condenatória, a multa será considerada dívida de
valor, aplicando-se-lhe as normas da legislação relativas à dívida ativa da
Fazenda Pública, inclusive no que conceme às causas interruptivas e
suspensivas da prescrição" .
Seus parágrafos foram revogados.
Com o advento da Lei n. 9.268/96 foram introduzidas as seguintes
modificações na legislação penal:
a) Proibição de conversão da multa em detenção: a Lei n. 9.268/96, que
determinou nova redação ao art. 51 do CP e revogou os seus parágrafos,
passou a proibir a conversão da pena de multa em detenção na hipótese
de o condenado solvente deixar de pagá-Ia ou frustrar a sua execução,
Recursos quanto às
Multas Trabalhistas
Regimes de Penas
Privativas de
Liberdade
Reincidência
Remição
Resultado
Saída Temporária na
Pena Privativa de
Liberdade
Sanção Penal
Sanções e
Recompensas
Disciplinares
Sentença Penal
Superveniência de
Doença Mental
Suspensão
Condicional da Pena
Suspensão da
Execução da Multa
Tempo do Crime e
Conflito Aparente de
Normas
Teoria do Crime
Tentativa
Territorialidade da
Lei Penal Brasileira
Tipicidade
Tipo Penal nos
Crimes Culposos
Tipo Penal nos
Crimes Dolosos
Trabalho do
Condenado ou
Internado
operandose, assim, também, a revogação do art. 182 da LEP. Damásio
E. de Jesus lembra: "já havíamos sugerido a extinção da conversão, como
ocorre no Canadá e em outros países. Fundamento: o não pagamento da
multa atuava, muitas vezes, como fato mais grave do que o delito
cometido pelo condenado. Em alguns casos, para o crime a multa era
suficiente; para o inadimplemento, impunha-se a resposta penal de maior
gravidade, qual seja, a pena privativa de liberdade" (Direito penal, cit.,
23. ed., v. 1, p. 544.).
b) Modificações no procedimento de execução da pena de multa: com a
nova redação determinada pela Lei n. 9.268/96 ao art. 51 do CP, que
teve modificado o procedimento relativo à execução da pena de multa,
afastando igualmente a incidência das normas da Lei de Execução Penal
(arts. 164 e s.), surgiram as seguintes indagações: a) a atribuição para
executar a pena de multa continua sendo do Ministério Público ou passa
a ser da Fazenda Pública? b) qual o juízo competente para processá-la, a
Vara das Execuções Criminais ou a Vara da Fazenda Pública? c) o prazo
prescricional continua regido pelas disposições do CP ou passa a ser o
do CTN?
Para responder a tais indagações surgem duas posições:
1ª posição: Damásio E. de Jesus sustenta que, nos termos da lei nova,
"transitada em julgado a sentença condenatória, o valor da pena de multa
deve ser inscrito como dívida ativa em favor da Fazenda Pública. A
execução não se procede mais nos termos dos arts. 164 e s. da Lei de
Execução Penal. Devendo ser promovida pela Fazenda Pública, deixa de
ser atribuição do Ministério Público, passando a ter caráter extrapenal.
Note-se que a multa permanece com sua natureza penal, subsistindo os
efeitos penais da sentença condenatória que a impôs. A execução é que
se procede em termos extrapenais. Em face disso, a obrigação de seu
pagamento não se transmite aos herdeiros do condenado. As causas
suspensivas e interruptivas da prescrição referidas na redação atual do
art. 51 não são as do CP (arts. 116, parágrafo único, e 117, V e VI),
mas sim as da legislação tributária. Legislação tributária referida na
disposição: Lei n. 6.830/80 e CTN. Prazo prescricional: 5 anos (art. 144,
caput, do CTN).
Causas suspensivas: arts. 151 do CTN, e 2º, § 3º, e 40 da Lei n.
6.830/80. Causas interruptivas: art. 174 do CTN" (Direito penal, cit., v.
1, p. 543.).
Em síntese:
a) não existe mais conversão da pena de multa em detenção;
b) a atribuição para a execução da multa passa a ser da Fazenda Pública
(Procuradoria Fiscal), deixando de ser do Ministério Público (a execução
da pena de multa perde seu caráter penal, devendo o seu valor ser
inscrito como dívida ativa do Estado);
c) transitada em julgado a condenação, o juiz da execução criminal
manda intimar o sentenciado para pagamento da multa no prazo de 10
dias. Superado esse prazo, não havendo o pagamento, será extraída uma
certidão circunstanciada, contendo informes sobre a condenação e a
multa, que será remetida à Fazenda Pública;
d) a competência será da Vara da Fazenda Pública e não mais das
execuções criminais;
e) os prazos prescricionais para a execução da multa, bem como as
causas interruptivas e suspensivas da prescrição, passam a ser os
previstos na Lei n. 6.830/80 (Lei de Execução Fiscal) e no Código
Tributário Nacional. A prescrição, portanto, ocorrerá em 5 anos (CTN,
art. 174, caput);
f) o procedimento para a execução será também o previsto na legislação
tributária;
g) a lei nova é mais benéfica do que a legislação anterior e, por isso, tem
efeito retroativo, favorecendo todos aqueles que, em face da conversão,
estejam cumprindo pena detentiva (boletim interno do Curso MPM);
h) foi derrogado o art. 85 da Lei dos Juizados Especiais Criminais na
parte em que permitia a conversão da multa em pena privativa de
liberdade.
2ª posição: é do Ministério Público de São Paulo. Só houve duas
mudanças: a multa não pode mais ser convertida em detenção e as causas
interruptivas e suspensivas da prescrição passaram a ser as da legislação
tributária. No mais, a atribuição continua com o Ministério Público, a
competência permanece com o juiz das execuções criminais,