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DJi - Penas Restritivas de Direitos - Penas Alternativas

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- Índice Fundamental do Direito
Legislação - Jurisprudência - Modelos - Questionários - Grades
Penas Alternativas - Penas Restritivas de Direitos - Art. 43 a Art. 48, Penas Restritivas de Direito -
Espécies de Pena - Penas - Código Penal - CP - DL-002.848-1940 - Art. 54 a 57, Penas Restritivas de
Direitos - Cominação das Penas - Penas - Código Penal - CP - DL-002.848-1940 - Art. 147 a Art. 155,
Penas Restritivas de Direito - Execução das Penas em Espécie - Lei de Execução Penal - LEP - L-007.210-
1984 - Prestação Social Alternativa
Penas Alternativas em Geral
 Na sentença, o juiz determina a escolha de uma pena ou outra. Ex.:
prisão ou pagamento de 100 dias multa. (estão dentro das penas
alternativas as Penas Restritivas de Direitos - Lei 7.209/1984).
"Antecedente histórico: O 6º Congresso das Nações Unidas,
reconhecendo a necessidade de buscar alternativas para a pena privativa
de liberdade, cujos altíssimos índices de reincidência (mais de 80%)
recomendavam uma urgente revisão, incumbiu o Instituto da Ásia e do
Extremo Oriente para a Prevenção do Delito e Tratamento do
Delinqüente de estudar a questão. Apresentada a proposta, foi aprovada
no 8º Congresso da ONU, realizado em 14 de dezembro de 1990,
sendo apelidada de Regras de Tóquio, também conhecidas como Regras
Mínimas das Nações Unidas para a Elaboração de Medidas Não
Privativas de Liberdade.
Objetivo fundamental das Regras de Tóquio: promover o emprego de
medidas não privativas de liberdade.
Medidas alternativas: constituem toda e qualquer medida que venha a
impedir a imposição da pena privativa de liberdade, tais como reparação
do dano extintiva da punibilidade, exigência de representação do
ofendido para determinados crimes, transação penal, suspensão
condicional do processo, composição civil caracterizadora da renúncia ao
direito de queixa ou representação etc. Não se trata de penas, mas de
institutos que impedem ou paralisam a persecução penal, não se
confundindo, portanto, com as penas alternativas.
Classificação das medidas alternativas: também se classificam em
consensuais e não consensuais, conforme dependam ou não da
concordância do acusado. Como exemplo das primeiras temos a
suspensão condicional do processo e a composição civil extintiva da
punibilidade; caracterizam a segunda espécie o sursis e o perdão judicial.
Penas Alternativas: constituem toda e qualquer opção sancionatória
oferecida pela legislação penal para evitar a imposição da pena privativa
de liberdade. Ao contrário das medidas alternativas, constituem
verdadeiras penas, as quais impedem a privação da liberdade.
Compreendem a pena de multa e as penas restritivas de direitos.
Penas alternativas consensuais: sua aplicação depende da aquiescência
do agente. Exemplo: pena não privativa de liberdade (multa ou restritiva
de direitos) aplicada na transação penal (Lei n. 9.099/95, art. 76).
Referências
e/ou
Doutrinas
Relacionadas:
Ação Penal
Analogia
Anistia e Indulto
Antijuridicidade
Antijurídico
Aplicação da Pena
Aplicação das
Sanções Disciplinares
Assistência
Assistência à Saúde
Assistência ao
Egresso
Assistência
Educacional
Assistência Jurídica
Assistência Material
Assistência Religiosa
Assistência Social
Autorizações de
Saída nas Penas
Privativas de
Liberdade
Cadeia Pública
Cálculo da Pena
Casa do Albergado
Causas de Extinção
da Punibilidade
Centro de
Observação na
Execução Penal
Cessação da
Periculosidade
Penas alternativas não consensuais: independem do consenso do
imputado. Subdividem-se em:
a) diretas: são aplicadas diretamente pelo juiz, sem passar pela pena de
prisão, como no caso da imposição da pena de multa cominada
abstratamente no tipo penal ou das penas restritivas de direitos do
Código de Trânsito Brasileiro, as quais são previstas diretamente no tipo,
não carecendo de substituição;
b) substitutivas: quando o juiz primeiro fixa a pena privativa de liberdade
e, depois, obedecidos os requisitos legais, a substitui pela pena
alternativa.
Diferença entre penas alternativas e medidas alternativas: medidas
alternativas são soluções processuais ou penais para evitar o
encarceramento cautelar provisório ou a prisão imposta por condenação
criminal definitiva (p. ex.: suspensão condicional do processo, ampliação
das hipóteses de cabimento de fiança, facilitação da progressão de
regime, maior acesso ao livramento condicional e ao sursis etc.). Diferem
das penas alternativas porque não constituem penas, mas opções para
evitar a persecução penal e, por conseguinte, a imposição da pena
privativa de liberdade, por sentença judicial.
Alternativas penais: são todas as opções oferecidas pela lei penal a fim de
que se evite a pena privativa de liberdade. Comportam duas espécies:
a) as medidas penais alternativas (transação, suspensão do processo
etc.);
b) as penas alternativas.
Lei n. 9.714/98: antes de seu advento, havia, além da multa, outras cinco
penas alternativas, todas elas restritivas de direitos: prestação de serviços
à comunidade, limitação de fim de semana, proibição do exercício de
cargo ou função, proibição do exercício de profissão e suspensão da
habilitação para dirigir veículo. Com a nova legislação, foram criadas
outras quatro: prestação pecuniária em favor da vítima, perda de bens e
valores, proibição de freqüentar determinados lugares e prestação
pecuniária inominada.
Dessa forma, atualmente o Código Penal contempla, além dajá existente
e conhecida pena pecuniária, outras nove sanções alternativas:
a) prestação de serviços à comunidade;
b) limitação de fim de semana;
c) quatro interdições temporárias de direito: proibição do exercício de
cargo, função pública ou mandato eletivo; proibição do exercício de
profissão ou atividade; suspensão da habilitação para dirigir veículo
(entendemos que esta foi extinta pelo novo Código de Trânsito
Brasileiro); e proibição de freqüentar determinados lugares;
d) prestação pecuniária em favor da vítima;
e) prestação pecuniária inominada;
f) perda de bens e valores.
Natureza do elenco legal das penas alternativas: trata-se de rol taxativo,
não havendo possibilidade de o juiz criar, discricionariamente, novas
sanções substitutivas.
Objetivos da nova lei: dar cumprimento ao disposto no art. 5º, XLVI, da
Constituição Federal, que prevê a pena de prestação social alternativa, e
Circunstâncias
Classificação das
Penas Quanto a Sua
Aplicabilidade
Classificação dos
Crimes
Colônia Agrícola,
Industrial ou Similar
Cominação
Cominação das
Penas
Comunicabilidade e
Incomunicabilidade
de Elementares e
Circunstâncias
Concepção do
Direito Penal
Concurso de Crimes
Concurso de Pessoas
Condenado e
Internado
Conselho da
Comunidade
Conselho Nacional
de Política Criminal e
Penitenciária
Conselho
Penitenciário
Contagem do Prazo
Conversão da Multa
e Revogação
Conversão das Penas
Restritivas de Direitos
Conversões de Penas
Crime Continuado
Culpabilidade
Departamentos
Penitenciários
Detenção
Deveres dos Presos
Direção e Pessoal
dos Estabelecimentos
Penais
Direito (s)
Direito Penal no
Estado Democrático
de Direito
Direito Processual
Penal
atingir as seguintes metas:
a) diminuir a superlotação dos presídios e reduzir os custos do sistema
penitenciário;
b) favorecer a ressocialização do autor do fato, evitando o deletério
ambiente do cárcere e a estigmatização dele decorrente;
c) reduzir a reincidência, uma vez que a pena privativa de liberdade,
dentre todas, é a que detém o maior índice de reincidência;
d) preservar os interesses da vítima.
Modificação na tendência de recrudescimento do sistema penal brasileiro:
com a nova legislação, amplia-se um pouco mais o novo modelo de
jurisdição consensual e alternativa inaugurado em 1995 com a Lei dos
Juizados Especiais Criminais, em oposição ao modelo penal clássico, cuja
eficiência estava fundada na difusão do medo coletivo da sanção penal
(prevenção geral), pela convicção de que, quanto mais severa a
repressão, maior a inibição à prática delituosa. Posteriormente, sobreveio