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AULA 4 – Maquiavel, a política e o Estado moderno
Ciência Política
Prof. Me. Matheus da Costa Gomes
Maquiavel (1469-1527)
Nicolau Maquiavel é reconhecido como fundador do pensamento e da ciência política moderna.
Maquiavel escreveu sobre o Estado e o governo como realmente são, e não como deveriam ser.
Maquiavel (1469-1527)
As obras de Maquiavel foram comentadas por Hobbes, Rousseau, Hegel, Napoleão, entre outros autores notáveis.
“O Príncipe” foi inserido na lista de livros proibidos (obras pecaminosas) pela Igreja Católica, o Index Librorium Prohibitorium.
Sua forma de pensar fugiu do tradicional moralismo piedoso. Teve um pensamento original, em oposição à cultura dominante (ideais cristãos e da Antiguidade Clássica).
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
As novas ética e moral política
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
O príncipe é aquele que sabe tomar e conservar o poder e que, por isso, jamais se alia aos grandes, pois estes são rivais e querem o poder para si, mas deve aliar-se ao povo, que espera dos governantes a imposição de limites ao desejo de opressão e mando dos grandes.
A política não é a lógica racional da justiça e da ética, mas a LÓGICA DA FORÇA TRANSFORMADORA DO PODER E DA LEI.
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Maquiavel (1469-1527)
Analise o texto político, que apresenta uma visão muito próxima de importa(Unesp 2011) ntes reflexões do filósofo italiano Maquiavel, um dos primeiros a apontar que os domínios da ética e da política são práticas distintas.
“A política arruína o caráter”, disse Otto von Bismarck (1815-1898), o “chanceler de ferro” da Alemanha, para quem mentir era dever do estadista. Os ditadores que agora enojam o mundo ao reprimir ferozmente seus próprios povos nas praças árabes foram colocados e mantidos no poder por nações que se enxergam como faróis da democracia e dos direitos humanos: Estados Unidos, Inglaterra e França. Isso é condenável? Os ditadores eram a única esperança do Ocidente de continuar tendo acesso ao petróleo árabe e de manter um mínimo de informação sobre as organizações terroristas islâmicas. Antes de condenar, reflita sobre a frase do mais extraordinário diplomata americano do século passado, George Kennan, morto aos 101 anos em 2005: “As sociedades não vivem para conduzir sua política externa: seria mais exato dizer que elas conduzem sua política externa para viver”.
(Veja, 02.03.2011. Adaptado.) A associação entre o texto e as ideias de Maquiavel pode ser feita, pois o filósofo:​
considerava a ditadura o modelo mais apropriado de governo, sendo simpático à repressão militar sobre populações civis.
(B) foi um dos teóricos da democracia liberal, demonstrando-se avesso a qualquer tipo de manifestação de autoritarismo por parte dos governantes.
(C) foi um dos teóricos do socialismo científico, respaldando as ideias de Marx e Engels.
(D) foi um pensador escolástico que preconizou a moralidade cristã como base da vida política.
(E) refletiu sobre a política através de aspectos prioritariamente pragmáticos.
UEL-2005 - “A escolha dos ministros por parte de um príncipe não é coisa de pouca importância: os ministros serão bons ou maus, de acordo com a prudência que o príncipe demonstrar. A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência, é dada pelos homens que o cercam. Quando estes são eficientes e fiéis, pode-se sempre considerar o príncipe sábio, pois foi capaz de reconhecer a capacidade e manter fidelidade. Mas quando a situação é oposta, pode-se sempre dele fazer mau juízo, porque seu primeiro erro terá sido cometido ao escolher os assessores”. (MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Trad. de Pietro Nassetti. São Paulo:
Martin Claret, 2004. p. 136.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Maquiavel, é correto afirmar:​
a) As atitudes do príncipe são livres da influência dos ministros que ele escolhe para governar.
b) Basta que o príncipe seja bom e virtuoso para que seu governo obtenha pleno
êxito e seja reconhecido pelo povo.
c) O povo distingue e julga, separadamente, as atitudes do príncipe daquelas de
seus ministros.
d) A escolha dos ministros é irrelevante para garantir um bom governo, desde que o príncipe tenha um projeto político perfeito.
e) Um príncipe e seu governo são avaliados também pela escolha dos ministros.
UEL-2010 - Leia o texto de Maquiavel a seguir:
[Todo príncipe prudente deve] não só remediar o presente, mas prever os casos futuros e preveni-los com toda a perícia, de forma que se lhes possa facilmente levar corretivo, e não deixar que se aproximem os acontecimentos, pois deste modo o remédio não chega a tempo, tendo-se tornado incurável a moléstia. [...] Assim se dá com o Estado: conhecendo-se os males com antecedência, o que não é dado senão aos homens prudentes, rapidamente são curados [...] (MAQUIAVEL, N. O Príncipe: Escritos políticos. São Paulo: Nova cultural, 1991, p.12.)
 
Nas ações de todos os homens, máxime dos príncipes, onde não há tribunal para recorrer, o que importa é o êxito bom ou mau. Procure, pois, um príncipe, vencer e conservar o Estado. Os meios que empregar serão sempre julgados honrosos e louvados por todos, porque o vulgo é levado pelas aparências e pelos resultados dos fatos consumados. (MAQUIAVEL, N. O Príncipe: Escritos políticos. São Paulo: Nova cultural, 1991, p.75.)
 
Com base nos textos e nos conhecimentos sobre o pensamento de Maquiavel acerca da polaridade entre virtú e fortuna na ação política e suas implicações na moralidade pública, considere as afirmativas a seguir:
A virtú refere-se à capacidade do príncipe de agir com astúcia e força em meio à fortuna, isto é, à contingência e ao acaso nas quais a política está imersa, com a finalidade de alcançar êxito em seus objetivos.
II. A fortuna manifesta o destino inexorável dos homens e o caráter imutável de todas as coisas, de modo que a virtú do príncipe consiste em agir consoante a finalidade do Estado ideal: a felicidade dos súditos.
III. A virtú implica a adesão sincera do governante a um conjunto de valores morais elevados, como a piedade cristã e a humildade, para que tenha êxito na sua ação política diante da fortuna.
IV. O exercício da virtú diante da fortuna constitui a lógica da ação política orientada para a conquista e a manutenção do poder e manifesta a autonomia dos fins políticos em relação à moral preestabelecida.
Quais estão corretas?

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