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TONSILAS 
INTRODUÇÃO 
 Faríngea, palatinas e lingual. 
 Órgãos linfoides secundários. 
 Tecido linfoide localizado na cavidade oral e nasofaringe. 
 Ajudam a combater infecções causadas por microrganismos que entram pelo alimento ou pelo ar. 
 Trata-se de órgãos de defesa de extrema importância, uma das primeiras barreiras do organismo contra 
agressões do ambiente. 
 
 
 FARINGE 
Tubo muscular (13 cm), posteriormente a cavidade nasal, oral e a laringe. 
1. Parte nasal da faringe (nasofaringe): 
 Função respiratória. 
 O nariz abre-se para a nasofaringe. 
2. Pare oral da faringe (orofaringe): 
 Função digestória. 
 Estende-se do palato mole até a margem superior da epiglote. 
3. Parte laríngea da faringe (laringofaringe). 
 
TONSILA FARÍNGEA 
 Chamada de adenoide quando aumentada. 
LOCALIZAÇÃO: situada na túnica mucosa do teto e parede posterior da parte nasal da faringe. 
OBS.: A coleção de tecido linfoide na tela submucosa da faringe perto do óstio faríngeo da tuba auditiva é a tonsila 
tubária. 
 TORO TUBÁRIO 
 PALATO 
Forma o teto arqueado/curvo da boca e o assoalho das cavidades nasais. 
PALATO DURO 
 Processos palatinos das maxilas e lâminas horizontais dos ossos palatinos. 
 Tem formato de abóbada (côncavo). 
 Espaço é ocupado principalmente pela língua quando está em repouso. 
PALATO MOLE 
 Terço posterior móvel do palato e fica suspenso na margem posterior do palato duro. 
 Não tem esqueleto ósseo, mas é reforçado pela aponeurose palatina. 
 Na parte posteroinferior o palato mole tem margem livre curva da qual pende um processo cônico, a úvula. 
 
ÚVULA 
Na parte posteroinferior o palato mole tem margem livre curva da qual pende um processo cônico, a úvula. 
Fecha o istmo nasofaríngico. 
 LÍNGUA 
 Órgão móvel que se situa parcialmente na cavidade oral e faringe. 
DORSO DA LÍNGUA E SULCO TERMINAL 
 O dorso da língua é caracterizado por um sulco em forma de V, o sulco terminal. 
 Divide o dorso da língua transversalmente em uma parte pré-sulcal na cavidade própria da boca e uma parte 
pós-sulcal na parte oral da faringe. 
SULCO MEDIANO DA LÍNGUA 
Divide a parte anterior da língua em metades direita e esquerda. 
 FAUCE 
 Passagem da boca para faringe. 
 Na parte lateral, o palato mole é contínuo com a parede da faringe e é unido à língua e à faringe pelos arcos 
palatoglosso e palatofaríngeo, respectivamente. 
 As fauces são o espaço entre a cavidade e a faringe. O limite superior é o palato mole, o inferior é a língua e 
o limite lateral são os pilares das fauces, os arcos palatoglosso e palatofaríngeo. 
ARCO PALATOGLOSSO 
Fecha o istmo das fauces (cavidade própria da boca e a parte oral da faringe). 
ARCO PALATOFARÍNGEO 
Fecha o istmo nasofaríngico, eleva faringe e laringe. 
SEIO TONSILAR 
Fossa (seio) tonsilar limitado pelos arcos palatoglosso e palatofaríngeo e pela língua. 
TONSILAS PALATINAS 
 Massas de tecido linfoide, uma de cada lado da parte oral da faringe. 
LOCALIZAÇÃO: cada tonsila está localizada em uma fossa (seio) tonsilar, limitada pelos arcos palatoglosso e 
palatofaríngeo e pela língua. 
 
TONSILAS LINGUAIS 
A túnica mucosa da parte posterior da língua é espessa e livremente móvel. Não tem papilas linguais, mas os nódulos 
linfoides subjacentes conferem a essa parte da língua uma aparência irregular, em pedra de calçamento. Os nódulos 
linfoides são conhecidos coletivamente como tonsila lingual. 
 
TIMO 
 Órgão linfoide essencial. 
 Glândula plana, cujos lobos têm formato de cantil. 
LOCALIZAÇÃO 
Situado posteriormente ao manúbrio do esterno e que se estende até o mediastino anterior, anteriormente ao 
pericárdio fibroso. 
Localizado no mediastino superior (maior parte) e inferior anterior. 
IRRIGAÇÃO 
A substancial irrigação arterial do timo provém principalmente dos ramos: 
1. Artérias Intercostais Anteriores 
 Ramo das Artérias Torácicas Internas. 
2. Artérias Mediastinais Anteriores 
 Ramo das Artérias Torácicas Internas. 
DRENAGEM VENOSA 
As veias do timo drenam para as veias: 
1. Braquiocefálica Esquerda 
2. Torácica interna 
3. Tireóidea inferior 
VASOS LINFÁTICOS 
Os vasos linfáticos do timo terminam nos linfonodos paraesternais, braquiocefálicos e traqueobronquiais. 
RELAÇÕES NA INFÂNCIA E NO ADULTO 
Na infância ocupa a parte inferior do pescoço e a parte anterior do mediastino superior. Após a puberdade, o timo 
sofre involução gradual e é substituído por gordura em sua maior parte, passando a ocupar apenas parte do 
mediastino superior. 
 
 
 MEDIASTINO 
SUPERIOR 
Acima do nível do pericárdio. Contém: 
 Traqueia. 
 Esôfago posteriormente. 
 Timo anteriormente. 
 Grandes vasos relacionados ao coração entre o esôfago e o timo. 
INFERIOR 
Anterior: localizado anteriormente ao pericárdio e posteriormente ao corpo do esterno. 
Média: contém o pericárdio e o coração. 
Posterior: situado posteriormente ao pericárdio, contém o esôfago e a aorta torácica. 
 
 
 
BAÇO 
 Revestido por uma cápsula fibrosa. 
 O baço é massa oval, geralmente arroxeada, carnosa, que tem aproximadamente o mesmo tamanho e o 
mesmo formato da mão fechada. 
 Formado pela polpa esplênica na qual encontram-se a “polpa branca”, que contem os glóbulos brancos 
chamados linfócitos e a “polpa vermelha” que contém glóbulos brancos chamados macrófagos. 
FUNÇÃO: participa do sistema de defesa do corpo como local de proliferação de linfócitos (leucócitos) e de vigilância 
e resposta imune. 
 
 Na defesa do organismo filtra os microrganismos estranhos do sangue. 
 Local da maturação de linfócitos B. 
 Atua como reservatório de sangue, armazenando hemácias e plaquetas. 
LOCALIZAÇÃO: na parte superolateral do quadrante abdominal superior esquerdo (QSE) ou hipocôndrio, onde goza 
da proteção da parte inferior da caixa torácica. 
 
RELAÇÕES 
 Anterior: estômago. 
 Posterior: a parte esquerda do diafragma, que o separa da pleura, do pulmão e das costelas. 
 Inferior: a flexura esquerda do colo. 
 Medial: o rim esquerdo. 
MARGENS 
 Margens anterior e superior do baço: são agudas e frequentemente entalhadas. 
 Margem posterior (medial) e a margem inferior: são arredondadas. 
FACE DIAFRAGMÁTICA 
Tem a superfície convexa para se encaixar na concavidade do diafragma e nos corpos curvos das costelas adjacentes. 
FACE VISCERAL 
As concavidades na face visceral são impressões formadas pelas estruturas em contato com o baço. 
CÁPSULA 
Para conciliar essas funções, o baço é uma massa vascular (sinusoidal) de consistência mole, com uma cápsula 
fibroelástica relativamente delicada. 
A fina cápsula é recoberta por uma camada de peritônio visceral, que circunda todo o baço, exceto o hilo esplênico. 
HILO 
Por onde entram e saem os ramos esplênicos da artéria e veia esplênicas. 
LIGAMENTO GASTROESPLÊNICO 
 
Une o baço à curvatura maior do estômago. 
LIGAMENTO ESPLENORRENAL 
 
Une o baço ao rim esquerdo. 
 Esses ligamentos, que contêm vasos esplênicos, estão fixados ao hilo esplênico em sua face medial. 
IRRIGAÇÃO ARTERIAL 
1. Artéria Esplênica 
 Ramo do tronco celíaco 
Entre as camadas do ligamento esplenorrenal, a artéria esplênica divide-se em cinco ou mais ramos que entram no 
hilo esplênico. 
DRENAGEM VENOSA 
Drenagem venosa do baço feita pela: 
1. Veia Esplênica 
 Formada por várias tributárias que emergem do hilo esplênico. 
 Recebe a veia mesentérica inferior e segue posteriormente ao corpo e à cauda do pâncreas na maior 
parte de seu trajeto. 
 A veia esplênica une-se à veia mesentérica superior posteriormente ao colo do pâncreas para formar 
a veia porta. 
VASOS ESPLENOGÁSTRICOS 
 
INERVAÇÃO 
Nervos esplênicos são derivados do plexo celíaco e distribuídos principalmente ao longo de ramos da artéria 
esplênica e têm função vasomotora. 
LINFONODOS 
Vasos linfáticos esplênicos deixam os linfonodos no hilo esplênico  seguem ao longo dos vasos esplênicos até os 
linfonodospancreaticoesplênicos no trajeto para os linfonodos celíacos. 
 Linfonodos pancreaticoesplênicos estão relacionados com a face posterior e a margem superior do pâncreas. 
 
ESPLENOMEGALIA 
 Consiste no aumento do tamanho do baço. 
 Fatores: infecções virais, infecções bacterianas como sífilis ou endocardite ou infecções parasitárias como 
malária. Também pode ser causada por cirrose e outras doenças que afetem o fígado, vários tipos de anemia 
hemolítica, câncer de sangue, como leucemia ou linfoma, distúrbios metabólicos, hipertensão portal ou 
coágulos de sangue nas veias do baço. 
 Pode dar origem a complicações devido à redução do número de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e 
plaquetas na corrente sanguínea que tornam o organismo mais suscetível a infecções, anemias e 
sangramentos. 
 Tem cura e o tratamento depende da causa. 
 Em casos mais graves ou cuja causa não possa ser identificada ou tratada, pode ser necessário remover o 
baço através de cirurgia, no entanto, o risco de desenvolver infecções pode estar aumentado. 
 Na esplenectomia sua função é assumida por outros órgãos, medula óssea.

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