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TEMAS 1 A 5 ANÁLISES PARASITOLÓGICAS WEBAULA PDF

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DESCRIÇÃO
Coleta de amostras e principais métodos e técnicas empregados em parasitologia clínica.
PROPÓSITO
Compreender como é feita a coleta de amostra e as principais técnicas para realização dos
exames parasitológicos é de extrema importância para a qualidade de um exame eficaz que
garanta um resultado seguro, pensando sempre no bem-estar do paciente.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Descrever a coleta de amostras para as análises parasitológicas
MÓDULO 2
Reconhecer os métodos diretos empregados nos exames parasitológicos de fezes
MÓDULO 3
Identificar as técnicas parasitológicas do sangue e os métodos indiretos
INTRODUÇÃO
A parasitologia é o campo da Biologia que estuda as relações entre os parasitas (protozoários,
nematódeos, platelmintos e artrópodes) com outro organismo (hospedeiro), humano ou não.
Os parasitas precisam dessa associação para a retirada de nutrientes e a garantia de seu
crescimento e de sua sobrevivência.
Você sabia que um homem tanto pode viver anos com parasitas e ser assintomático como
apresentar os primeiros sintomas em instantes? Esses organismos podem entrar em contato
com o hospedeiro de diversas formas, entre elas: ingestão de alimentos contaminados; contato
direto; picada de um vetor (como o mosquito) e sangue
De acordo com o tipo de contato, os parasitas podem ser classificados como ativos ou
passivos.
Os parasitas podem ter apenas um hospedeiro (homoxenos) ou vários (heteroxenos). Além
disso, podem existir de forma livre ou parasitária – nesse caso, são classificados como
facultativos .
Uma vez no organismo, eles podem parasitar um hospedeiro:
Externamente (ectoparasitas, como o piolho).
Internamente (endoparasitas, como a Leishmania ).
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Também podem ficar alojados no tecido hematopoiético (os famosos hemoparasitas,
como o Plasmodium ).
Os hospedeiros também recebem classificações: definitivos, intermediários, transportes,
acidentais.
Uma vez no organismo humano, esses parasitas são capazes de gerar uma série de doenças
que podem evoluir para a morte do hospedeiro. Todas as manifestações clínicas causadas por
esses patógenos são estudadas na parasitologia clínica. Dentro dessa área, temos uma gama
de metodologias que podem ser empregadas visando ao diagnóstico e ao tratamento eficaz do
paciente. Dessa forma, é de suma importância conhecer as diferentes técnicas, suas
aplicabilidades, vantagens e desvantagens.
Assim, vamos iniciar nossa jornada estudando as principais técnicas empregadas no
diagnóstico das parasitoses.
ATIVOS
Os parasitas ativos são aqueles que têm a capacidade de romper barreiras, como o
Schistosoma mansoni , parasita causador da esquistossomose, que penetra geralmente
pelos pés de pessoas que andam descalças em regiões contaminadas.
PASSIVOS
Os parasitas passivos são aqueles que invadem o organismo por meio de vetores,
como os do gênero Leishmania , causadores da leishmaniose, que é transmitida pela
picada dos insetos flebotomíneos infectados. Os parasitas passivos também podem
invadir o hospedeiro pela ingestão de alimentos, como a carne de porco contaminada
com larvas de tênia e as hortaliças mal lavadas.
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FACULTATIVOS
Um exemplo de parasita facultativo é o Ascaris lumbricoides .
DEFINITIVOS
Quando abrigam parasitas na fase adulta com reprodução sexuada.
INTERMEDIÁRIOS
Quando os parasitas se alojam no hospedeiro na fase larval ou assexuada.
TRANSPORTES
Hospedeiros que não são essenciais ao ciclo de vida do parasita, que não evolui nesse
organismo, servindo apenas como uma ponte até o hospedeiro definitivo.
ACIDENTAIS
O parasita não infecta aquele organismo, mas por algum motivo causou a parasitose.
MÓDULO 1
 Descrever a coleta de amostras para as análises parasitológicas
COLETA DE AMOSTRAS PARA OS EXAMES
PARASITOLÓGICOS
Provavelmente, você já realizou um exame parasitológico de fezes (EPF) , o famoso exame
de fezes. O EPF tem como objetivo diagnosticar parasitoses intestinais, por meio da pesquisa
de diferentes formas parasitárias eliminadas nas fezes. No entanto, os parasitas não se
encontram somente no intestino e podem viver em outros sítios do organismo. Assim, amostras
de urina, sangue e escarro, além de biópsia, podem ser empregadas para o diagnóstico.
A escolha da técnica se inicia quando surge a suspeita clínica de parasitose. A partir dos
sintomas apresentados, o médico consegue direcionar a melhor técnica, o tipo de amostra a
ser coletado e a busca desses organismos durante a execução do exame.
Para o diagnóstico e o tratamento corretos, são necessárias a detecção e a análise morfológica
dos parasitas. Estes, por sua vez, podem ser encontrados no organismo de diversas formas e
em diferentes estágios de desenvolvimento:
 
Fonte: Shutterstock.com
TROFOZOÍTO
Estágio adulto ou forma ativa dos protozoários.
 
Fonte: Shutterstock.com
CISTO
 
Fonte: Shutterstock.com
OOCISTOS
Apresentam uma parede resistente.
 
Fonte: Shutterstock.com
OVO
 
Fonte: Shutterstock.com
LARVAS OU PROGLOTES DE HELMINTOS
Proglote é uma parte dos segmentos de Taenia que são eliminados nas fezes.
COLETA DE FEZES
De todas as amostras coletadas para os testes parasitológicos, os exames realizados a partir
das fezes são os mais conhecidos e solicitados. A partir dessa amostra, além dos
parasitas (Helmintos ou protozoários) , podemos identificar outros patógenos (Bactérias e
vírus) e a presença de muco, sangue e pus, assim como gordura em excesso e até mesmo
sinais de um processo inflamatório ou de câncer.
As fezes correspondem ao resíduo de alimentos que não foi absorvido pelo organismo após a
passagem pelo trato gastrointestinal (TGI) .
 
Fonte: Shutterstock.com
Qualquer alteração durante a digestão e absorção dos alimentos, lesões nas células que
compõem o trato digestório ou a presença de patógenos podem ser observadas nas fezes.
Assim, esse espécime espelha o TGI e pode ser o responsável por alertar que existe alguma
desordem no organismo.
 
Fonte: Shutterstock.com
A absorção dos alimentos no TGI afeta diretamente a consistência e a tonalidades das fezes. O
aspecto delas é importante no momento de uma avaliação clínica de um paciente e
corresponde à primeira avaliação feita no laboratório.
A queixa de um paciente que relata fezes diarreicas durante longo período pode ser indicativo
da presença de helmintos intestinais. Somente parasitas que apresentam estágio de evolução
na mucosa ou têm contato direto com a mucosa intestinal podem causar diarreias. Nesse
cenário, destacam-se Trichuris trichiura, Ancylostoma duodenale, Strongyloides stercoralis e
Schistosoma mansoni.
No entanto, é importante ressaltar que, mesmo em fezes que apresentem um aspecto firme, é
possível detectar gordura, muco, sangue, ovos e parasitas no estágio mais evoluído.
 
Fonte: Shutterstock.com
COMO É FEITA A COLETA?
FEZES FRESCAS
FEZES CONSERVADAS
O exame é realizado a partir de fezes coletadas em um único dia.
No exame com fezes de única amostra, a possibilidade de encontrar parasitas diminui, pois os
protozoários são encontrados no hospedeiro em diferentes estágios, não sendo liberados todos
os dias (os ovos de helmintos apresentam uma liberação irregular, como acontece com o
gênero Schistosoma ). As chances também diminuem devido às limitações das técnicas
parasitológicas. Entretanto, esse tipo de exame é essencial para a análise quantitativa de ovos
de helminto e para verificar os elementos macroscópicos (cor, consistência, presença de muco
e gordura).
O frasco de coleta para amostras frescas deve ser limpo e seco e ter uma tampa com rosca de
plástico e boca larga. Não é necessário frasco estéril, mas, de preferência, deve-se utilizar um
recipiente fornecido pelo laboratório ou adquirido em locais que comercializam materiais
hospitalares ou farmácias.
O exame é realizado a partir de três ou cinco amostras de fezes coletadas

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