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1-HISTÓRICO DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NO MERCOSUL: 
Na década de 70, o Brasil atravessou um período conhecido por 
“milagre econômico”, em que houve crescimento econômico acelerado e 
ampla industrialização. Por sua vez, a Argentina experimentou um declínio de 
seu modelo agroexportador, o qual reduziu sua importância e alcance 
internacional. Com o surto de crescimento econômico obtido pelo Brasil, 
surgiram novos interesses em relação aos países vizinhos, notadamente a 
busca de novas fontes de energia e aproveitamento da rede hidrográfica de 
forma conjunta, iniciativas que poderiam sustentar o desenvolvimento do país. 
A maior penetração brasileira nos países vizinhos e o “milagre 
econômico”, aliados a visões geopolíticas dos militares brasileiros e argentinos 
(que estavam no poder à época), suscitaram desconfianças da Argentina 
em relação à política externa brasileira. As desconfianças argentinas se 
materializaram na oposição à construção da usina hidrelétrica de Itaipu, 
o que criou um conflito de alcance internacional, deixando em clima de tensão 
as relações bilaterais entre os países durante uma década. 
A superação do conflito ocorreu com a celebração, em 1979, do 
acordo Itaipu-Corpus. A partir daí, ocorreu uma reaproximação entre 
Argentina e Brasil, possibilitando mais tarde a integração econômica entre os 
dois países e, futuramente, a constituição do MERCOSUL. As origens do 
MERCOSUL remontam, portanto, à década de 80, quando houve um relativo 
incremento da cooperação bilateral entre Brasil e Argentina. 
Anteriormente, os dois países possuíam uma relação bilateral de natureza 
conflitiva, marcada por uma disputa pela hegemonia regional. A existência de 
regimes ditatoriais acentuava ainda mais a rivalidade e, ao mesmo tempo, 
contribuía para a ideia de que havia um risco de conflito entre eles.1 
Percebeu-se, todavia, que a integração seria benéfica aos dois 
países, permitindo-lhes obter maior desenvolvimento e crescimento 
econômico. Isso nos permite afirmar que, ao contrário da União Europeia, o 
que motivou a aproximação bilateral entre Brasil e Argentina foi 
fundamentalmente o aspecto econômico-comercial. Entretanto, houve também 
aspectos políticos que aproximaram os dois países. 
Na década de 80, Argentina e Brasil possuíam algumas 
semelhanças políticas e econômicas que os aproximava. Ambos haviam 
mudado o regime político, instaurando a democracia após o fim do regime 
militar, o que os levava a sentir a necessidade de consolidar o processo 
democrático. Ao mesmo tempo, percebiam a importância de criar alianças 
para fortalecer-se nas relações econômicas internacionais, o que seria 
particularmente importante em virtude das negociações comerciais da Rodada 
 
1 OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de 
Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463 
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Uruguai, iniciada em 1986. Os problemas econômicos que Brasil e Argentina 
atravessavam também eram bastante parecidos. A dívida externa dos dois 
países era bastante elevada e ambos os governos adotavam medidas para 
controlar a alta inflação. 
Em 1985, Brasil e Argentina assinaram a Declaração de Iguaçu, 
que estabeleceu as bases da cooperação bilateral econômica entre os dois 
países. No ano seguinte, em 1986, foi assinado entre os ex-presidentes José 
Sarney e Raúl Alfonsin o Tratado de Cooperação Econômica, por meio do 
qual foi estabelecido o PICE (Programa de Integração e Cooperação 
Econômica), que visava a incrementar a cooperação econômica entre os 
dois países. Em 1988, foi assinado, também por esses dois países, o Tratado 
de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, que tinha como objetivo 
estabelecer as bases para uma área de livre comércio entre Brasil e 
Argentina. 
A adesão do Uruguai ao projeto de integração sul-americano foi 
realizada de forma lenta, uma vez que esse país tinha preferência por manter 
seus acordos bilaterais, temendo que a integração pudesse comprometer sua 
incipiente indústria. O Paraguai, por sua vez, só foi incorporado ao processo de 
integração após a deposição do ditador Alfredo Stroessner em 1989, 
representante do último regime ditatorial da região. 2 
Lançadas as bases do MERCOSUL, este bloco regional foi constituído 
por meio do Tratado de Assunção, assinado em 1991 por Brasil, Argentina, 
Paraguai e Uruguai. A celebração do Tratado de Assunção foi motivada 
nitidamente por aspectos econômico-comerciais, já que os 4 (quatro) 
países perceberam que teriam muito maior poder negociador caso atuassem 
em conjunto. Com efeito, as origens do MERCOSUL remontam a um contexto 
global em que se vivia ampla abertura comercial, seja em âmbito multilateral 
ou regional. Em nível multilateral, desenvolvia-se a mais complexa e ambiciosa 
de todas as negociações comerciais: a Rodada Uruguai. Já em nível regional, 
os países latino-americanos, seguindo a ideologia liberal do Consenso de 
Washington, promoviam a abertura comercial. 
Vocês se lembram de quando estudamos sobre a ALADI na aula 
anterior? No âmbito dessa organização internacional, podem ser celebrados 
acordos de alcance regional (entre todos os membros) e acordos de 
alcance parcial (limitado a apenas alguns membros). Pois bem, o 
MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado sob a égide da 
ALADI, denominado mais especificamente de Acordo de Complementação 
Econômica (ACE) nº 18. 
 
2 OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de 
Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463 
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Em 2006, foi assinado o Protocolo de Adesão da Venezuela ao 
MERCOSUL, tendo como objetivo que esse país se torne um membro efetivo do 
bloco regional. No entanto, para que ele pudesse entrar em vigor e a 
Venezuela efetivamente se incorporasse ao MERCOSUL, seria necessário que 
todos os membros do bloco ratificassem esse protocolo. Brasil, 
Argentina e Uruguai o fizeram, restando apenas o Paraguai. 
Em junho de 2012, devido à destituição do Presidente do 
Paraguai, Fernando Lugo, o Protocolo de Ushuaia3 foi invocado para 
suspender o Paraguai da participação no MERCOSUL até que sejam realizadas 
novas eleições presidenciais naquele país. Com a suspensão do Paraguai, 
abriu-se caminho para a adesão da Venezuela, que ocorreu em 31 de 
julho de 2012. Com a realização de novas eleições no Paraguai, foi revogada a 
suspensão do Paraguai. Em 29 de julho de 2014, em reunião de cúpula do 
MERCOSUL, o Paraguai retornou oficialmente ao bloco. 
Em dezembro de 2016, a Venezuela, por não ter cumprido as 
obrigações assumidas por ocasião de sua adesão, foi suspensa do 
MERCOSUL. Pode-se dizer que a Venezuela é um membro efetivo do 
MERCOSUL, mas os seus direitos na condição de Estado-parte estão 
suspensos. 
Hoje, temos as seguintes categorias de membros no MERCOSUL: 
a) membros efetivos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. 
b) membro efetivo suspenso: Venezuela4. 
b) membros associados: Chile, Equador, Peru, Colômbia, Guiana5 e 
Suriname.6 
c) membro em adesão: Bolívia7. 
 
3 Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da ordem democrática em 
um Estado–parte, serão celebradas consultas dos Estados-partes entre si e com o Estado 
afetado. Caso as consultas não tenham resultado, o Estado afetado poderá sofrer sanções, 
que vão desde a suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de integração 
regional até a suspensão dos direitos e obrigações resultantesdesse processo.
4 A Venezuela é um membro efetivo do MERCOSUL, mas seus direitos estão suspensos desde 
dezembro de 2016. 
5 A Guiana tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 12/2013. 
6 O Suriname tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 
13/2013. 
7 Em dezembro de 2012, foi aprovada a Decisão CMC nº 68/2012, que versa sobre a adesão da 
Bolívia ao MERCOSUL. A referida decisão aprovou o texto do Protocolo de Adesão da Bolívia 
ao MERCOSUL, o qual, todavia, precisará ser assinado e ratificado por todos os membros do 
bloco regional para que, só então, entre em vigor. A Bolívia continua sendo, portanto, um 
membro associado, também podendo-se dizer que é um “membro em adesão”. 
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Os membros associados do MERCOSUL participam das reuniões desse 
bloco regional, mas não possuem direito de voto. Esses países já possuem 
acordos comerciais com o MERCOSUL (e.g, MERCOSUL-CAN, MERCOSUL-
Chile), o que demonstra a intenção de ainda maior aproximação comercial no 
futuro. Cabe destacar que os membros associados do MERCOSUL não utilizam 
a Tarifa Externa Comum (TEC), tampouco se vinculam às normas emanadas 
dos órgãos decisórios do bloco. 
O Tratado de Assunção prevê a possibilidade de adesão ao 
MERCOSUL de qualquer Estado integrante da Associação Latino-
Americana de Integração (ALADI). A aprovação da adesão de um Estado 
deverá ser objeto de deliberação unânime dos Estados-partes do MERCOSUL. A 
expectativa atual, inclusive, é a de que, nos próximos anos, o MERCOSUL 
conte com a participação, como membros efetivos, de outros países da 
América do Sul. 
Também é possível que um Estado queira denunciar o Tratado de 
Assunção, ou seja, desvincular-se do MERCOSUL. Quando um Estado tiver 
essa intenção, ele deverá comunicá-la aos demais Estados-partes, de 
maneira expressa e formal, entregando o documento de denúncia ao Ministério 
das Relações Exteriores do Paraguai, que o distribuirá aos demais membros do 
MERCOSUL. Uma vez formalizada a denúncia, o Estado denunciante não estará 
mais vinculado aos direitos e obrigações que lhe correspondam na condição de 
Estado-parte, salvo em relação ao Programa de Liberalização Comercial e 
outros aspectos negociados, os quais irão vigorar por 2 (dois) anos contados 
da data da denúncia. Dessa forma, mesmo saindo do MERCOSUL, o Estado 
ainda irá participar, por mais 2 (dois) anos, da livre circulação de mercadorias 
intrabloco. 
O MERCOSUL possui acordos comerciais celebrados com 
diversos países, dentre os quais citamos MERCOSUL-Índia, MERCOSUL- 
SACU (União Aduaneira Sul-Africana), MERCOSUL-Israel, MERCOSUL- Chile, 
MERCOSUL-Bolívia, MERCOSUL-Cuba e MERCOSUL-México.8 
Nos próximos anos, vislumbra-se que o MERCOSUL celebre um 
acordo preferencial com a União Europeia. Cabe destacar, quanto a esse 
ponto, que, nas negociações comerciais internacionais, o MERCOSUL 
atua sempre em bloco. Assim, não há acordo comercial celebrado 
exclusivamente pelo Brasil ou exclusivamente pela Argentina. Ao contrário, 
somente há acordos celebrados pelo MERCOSUL como um todo. 
Em dezembro de 2012, por meio da Decisão CMC nº 64/2012, os 
países integrantes do MERCOSUL decidiram solicitar a participação do bloco, 
na condição de observador, na Aliança do Pacífico. A Aliança do Pacífico é 
 
8 Embora tenham sido celebrados, ainda não estão em vigor os seguintes acordos: MERCOSUL-
Egito e MERCOSUL-Palestina. O acordo MERCOSUL-SACU entrou em vigor em 1º de abril de 
2016, com a publicação do Decreto nº 8.703/2016. 
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um acordo comercial celebrado por México, Chile, Colômbia e Peru que tem 
atraído os interesses de EUA, Europa e Ásia. 
Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 
 
1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Criado por meio 
do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu 
surgimento, finalidade nitidamente política, relacionada tanto à 
necessidade de consolidar o processo de convergência política 
existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar 
o clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações 
entre os dois vizinhos. 
Comentários: 
De fato, houve alguns aspectos políticos que levaram à aproximação 
bilateral entre Brasil e Argentina. No entanto, a integração regional entre os 
membros do MERCOSUL teve finalidade nitidamente econômico-comercial. Os 
quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) perceberam que, juntos, 
teriam muito maior poder nas negociações comerciais internacionais. Questão 
errada. 
2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- São membros 
plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a 
Venezuela. 
Comentários: 
Todos esses países são, atualmente, membros efetivos do 
MERCOSUL. Questão correta. 
3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Os Estados 
associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, 
Suriname e Guiana. 
Comentários: 
Os membros associados do MERCOSUL são Chile, Bolívia, Equador, 
Peru, Colômbia, Suriname e Guiana. Questão correta. 
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4. (AFRFB – 2009)- O MERCOSUL foi constituído sob a égide da 
Associação Latino-Americana de Integração por meio de acordo de 
complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e 
Paraguai. 
Comentários: 
O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da 
ALADI. Trata-se de um acordo de complementação econômico (ACE nº 18) 
firmado originalmente por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Questão 
correta. 
5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O processo de 
integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação 
do contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos 
instrumentos firmados por ambos os países. 
Comentários: 
De fato, a integração econômica na América do Sul tem suas origens 
na aproximação bilateral entre Brasil e Argentina no início da década de 80, o 
que só foi possível após a superação do contencioso que envolvia os dois 
países acerca da construção da hidrelétrica de Itaipu. Questão correta. 
6. (ACE-1997 - adaptada)- O Tratado de Cooperação Econômica 
(1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil) e Raul 
Alfonsin (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre 
Brasil e Argentina. 
Comentários: 
Em 1986, os presidente Sarney e Alfonsín assinaram o Tratado de 
Cooperação Econômica, por meio do qual foi estabelecido o PICE, que tinha 
como objetivo aprofundar a integração econômica entre Brasil e Argentina. O 
objetivo de criar uma área de livre comércio somente foi estabelecido em 
1988, pelo Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento. Questão 
errada. 
7. (AFRFB – 2009)- Como os membros da ALADI estão formalmente 
proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais, os países do 
MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o 
Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL. 
Comentários: 
Os membros da ALADI não estão proibidos de integrarem outros 
esquemas preferenciais. Ao contrário, a ALADI permite que sejam celebrados, 
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sob sua égide, acordos de alcance regional (que vinculam todos os seus 
membros) e acordos de alcance parcial (que vinculam somente alguns 
membros). 
O MERCOSULé um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito 
da ALADI e seus membros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) são 
também membros da ALADI. Questão errada. 
8. (AFRFB – 2005)- Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos 
comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU (União Aduaneira 
Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e 
Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países. 
Comentários: 
O MERCOSUL possui acordos comerciais com a Índia e com a União 
Aduaneira Sul-Africana (SACU). Atualmente, a maior expectativa é acerca das 
negociações comerciais com a União Europeia. Questão correta. 
9. (AFTN-1996)- O MERCOSUL é um sistema de integração regional 
estabelecido inicialmente pela Associação Latino-Americana de 
Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de 
participantes desta associação, os remanescentes mudaram sua 
denominação para MERCOSUL, na reunião realizada em 1991 em 
Assunção, capital do Paraguai. 
Comentários: 
O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da 
ALADI. No entanto, ele foi uma iniciativa de Brasil, Argentina, Uruguai e 
Paraguai (e não estabelecido pela ALADI!). Outro erro da questão está em 
dizer que o número de integrantes da ALADI se reduziu e os remanescentes 
formaram o MERCOSUL. 
A ALADI é uma coisa e MERCOSUL é outra. A ALADI foi criada em 
1980 pelo Tratado de Montevidéu; o MERCOSUL foi criado em 1991 pelo 
Tratado de Assunção. Questão errada. 
10. (Questão Inédita)- MERCOSUL e União Europeia estabeleceram 
no ano de 2009 uma área de livre comércio de mercadorias. 
Comentários: 
Ainda não foi estabelecida uma área de livre comércio entre 
MERCOSUL e União Europeia. No entanto, os dois blocos regionais já iniciaram 
as negociações de um acordo comercial. Questão errada. 
Diego
Realce
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11. (Questão Inédita)- O MERCOSUL possui acordos comerciais com 
países fora do continente americano, tais como Israel, Índia e a União 
Aduaneira Sul-Africana (SACU). 
Comentários: 
O MERCOSUL possui acordos comerciais com países dentro da ALADI 
e ainda com países de fora do continente americano, tais como Israel, Índia e 
SACU. Questão correta. 
12. (Questão Inédita)- O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial 
celebrado no âmbito da ALADI. 
Comentários: 
De fato, o MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no 
âmbito da ALADI. Questão correta. 
13. (IRB-2010-adaptada)- Após a aprovação, pelo Senado Federal, 
em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao 
MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que 
o processo de incorporação daquele país à União Aduaneira seja 
concluído. 
Comentários: 
Com a suspensão do Paraguai, por ocasião da deposição do 
Presidente Fernando Lugo, a Venezuela completou seu processo de adesão ao 
MERCOSUL. Cabe destacar que, atualmente, a Venezuela está suspensa do 
MERCOSUL. Questão errada. 
14. (TRF-2005)- Na qualidade de membros associados do MERCOSUL, 
Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa Externa Comum (TEC) do 
bloco. 
Comentários: 
A Tarifa Externa Comum (TEC) somente é aplicada pelos membros 
efetivos do MERCOSUL: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Questão errada. 
15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- Diante da 
especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de 
desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o 
Brasil tem preferido negociar, isoladamente com a União Europeia, os 
temas mais sensíveis da agenda bilateral, juntamente com os temas 
relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à 
facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais. 
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Comentários: 
O MERCOSUL somente pode negociar em conjunto, isto é, os 
membros do MERCOSUL não possuem autonomia para negociar acordos 
comerciais individualmente com outros países. Dessa forma, o Brasil não pode 
negociar um acordo com a União Europeia sem a participação dos demais 
membros do MERCOSUL. Questão errada. 
 
2- OBJETIVOS INTEGRACIONISTAS DO MERCOSUL: 
O Tratado de Assunção estabelece, em seu art. 1º, que o objetivo 
do MERCOSUL é constituir, até 31 de dezembro de 1994, um mercado 
comum. Mas o que pressupõe um mercado comum? 
Conforme já estudamos, um mercado comum pressupõe: i) livre 
circulação de bens e serviços; ii) política comercial comum em relação a 
terceiros países e; iii) livre circulação dos fatores de produção. Pois bem, para 
que o MERCOSUL se torne um mercado comum ele deverá, portanto, promover 
tais avanços. Guarde bem isso! Em um mercado comum, assume-se a 
existência das “quatro liberdades” do mercado: livre circulação de bens, 
serviços, pessoas e capitais. 
 Vamos ler juntos o art. 1º do Tratado de Assunção, que é, sem 
dúvida alguma, muito importante: 
Artigo 1º - Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum, 
que deverá estar estabelecido a 31 de dezembro de 1994, e que se 
denominará "Mercado Comum do Sul" (MERCOSUL). 
Este Mercado Comum implica: 
- A livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os 
países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários 
restrições não tarifárias à circulação de mercado de qualquer outra 
medida de efeito equivalente; 
- O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma 
política comercial comum em relação a terceiros Estados ou 
agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros 
econômico-comerciais regionais e internacionais; 
- A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os 
Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, 
monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de 
transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de 
assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados 
Partes; e 
- O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, 
nas áreas pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de 
integração. 
Diego
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Agora vamos analisar esse artigo por etapas! 
A primeira implicação da constituição de um mercado comum é a 
livre circulação de mercadorias entre seus integrantes. Será que isso já 
existe no MERCOSUL? 
Pode-se considerar que há livre circulação de mercadorias em relação 
à parte substancial do comércio entre os membros do MERCOSUL. No entanto, 
ainda existem importantes exceções ao comércio intrabloco, como, por 
exemplo, automóveis e açúcar. Outro exemplo de restrição ao livre fluxo de 
mercadorias é a possibilidade de que os membros do MERCOSUL apliquem 
medidas antidumping e medidas compensatórias uns contra os outros. 
Além disso, no comércio entre Brasil e Argentina, é possível a aplicação de 
medidas de salvaguarda, ao amparo do Mecanismo de Adaptação 
Competitiva (MAC). 
A segunda implicação da constituição de um mercado comum é a 
livre circulação de serviços entre seus integrantes. Isso ainda não existe (e 
está longe de existir!) no âmbito do MERCOSUL. Todavia, os membros do 
MERCOSUL assinaram o Protocolo de Montevidéu, cujo objetivo é promover 
a livre circulação de serviços no interior do bloco. O Protocolo de Montevidéu, 
que entrou em vigor em 2005, prevê um prazo de 10 anos para a liberalização 
do comércio de serviços no MERCOSUL. Em tese, teríamos livre circulação de 
serviços no MERCOSUL no ano de 2015. 
A terceira implicação de um mercado comum é a livre circulação 
dos fatores de produção (capital e mão-de-obra). Esse objetivo ainda não 
foi conquistado, uma vez que se faz necessário a harmonizaçãodas políticas 
trabalhista, previdenciária e de capitais. Cabe destacar, todavia, que no âmbito 
do MERCOSUL, já existem iniciativas nesse sentido, como a Declaração 
Sociolaboral do MERCOSUL, assinada em 1998 pelos quatro membros do 
bloco, que estabelece princípios em matéria trabalhista para o MERCOSUL. 
Também já foi assinado, no âmbito do bloco regional, o Acordo Multilateral 
de Seguridade Social do MERCOSUL. 
A quarta implicação de um mercado comum é o estabelecimento de 
uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é justamente o que materializa uma 
política comercial comum em relação a terceiros países (característica de 
uma união aduaneira!). No MERCOSUL, já existe uma Tarifa Externa Comum 
(TEC). No entanto, ainda existem diversas exceções à TEC, sobre as quais 
estudaremos mais à frente. 
A quinta implicação para a constituição de um mercado comum é a 
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados-
partes. O objetivo dessa coordenação de políticas é justamente promover 
condições adequadas de concorrência entre os membros do bloco regional. 
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A sexta implicação é a harmonização das legislações nas áreas 
pertinentes. Considerando-se que o objetivo do MERCOSUL é tornar-se um 
mercado comum, haverá necessidade de harmonizar as políticas comerciais 
intrabloco e extrabloco e, ainda, as políticas trabalhista, previdenciária e de 
capitais. 
 
Ao contrário da União Europeia, o MERCOSUL não 
possui como objetivo estabelecer uma moeda 
comum, tampouco harmonizar políticas 
econômicas. 
Esquematizando: 
 
O MERCOSUL quer se tornar um mercado comum. Será que ele chega 
lá? 
Não sei! Talvez, quem sabe, um dia... 
O fato é que, embora o MERCOSUL deseje se tornar um mercado 
comum, ele é considerado, atualmente, apenas uma união aduaneira 
imperfeita. A imperfeição da união aduaneira reside no fato de que ainda 
existem, no âmbito do bloco, diversas exceções à Tarifa Externa Comum. 
Falaremos sobre isso mais à frente! 
O Tratado de Assunção, a fim de alcançar os objetivos a que se 
propõe estabeleceu os seguintes instrumentos de ação: 
- Programa de Liberalização Comercial: reduções tarifárias 
progressivas, acompanhadas da eliminação de barreiras não-tarifárias, até a 
completa liberalização (tarifa zero e fim das barreiras não-tarifárias). 
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Destaque-se que a implementação de um programa de liberalização 
comercial depende do estabelecimento de regras de origem. Isso é essencial 
para o acordo regional, pois evita que produtos fabricados fora do bloco 
possam se beneficiar da eliminação de barreiras comerciais intrabloco. No 
MERCOSUL já existe um regime de origem, o qual, atualmente, está definido 
pela Decisão CMC nº 01/2004. 
- Coordenação de Políticas Macroeconômicas: a ser realizada de 
forma gradual. 
- Adoção de uma Tarifa Externa Comum: o objetivo é incentivar a 
competitividade externa dos membros do bloco. 
- Adoção de acordos setoriais: o objetivo é otimizar a utilização e 
mobilidade dos fatores de produção. 
Adicionalmente, o Tratado de Assunção estabeleceu: i) uma 
estrutura institucional provisória para o MERCOSUL e; ii) um sistema de 
solução de controvérsias provisório. Ambos foram desenvolvidos em 
momento futuro, conforme estudaremos mais à frente. 
 
É importante compararmos os objetivos e o atual 
estágio de integração do MERCOSUL e da ALADI: 
a) Objetivos: MERCOSUL e ALADI tem como 
objetivo estabelecer um mercado comum. 
b) Estágio de Integração: a ALADI é, 
atualmente, uma zona de preferências tarifárias; o 
MERCOSUL é uma união aduaneira imperfeita. 
 
Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 
 
16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O objetivo 
primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos 
Estados-membros por meio dos seguintes processos: livre circulação 
de bens, serviços e fatores produtivos; estabelecimento de tarifa 
externa comum (TEC); adoção de política comercial comum; 
Diego
Realce
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coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização 
de legislações nas áreas pertinentes. 
Comentários: 
O objetivo do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o que 
implica: i) livre circulação de bens e serviços; ii) existência de política 
comercial comum em relação a terceiros países; iii) livre circulação dos fatores 
de produção; iv) coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e; v) 
harmonização de legislações nas áreas pertinentes. Questão correta. 
17. (Advogado da União / 2008) - O MERCOSUL garante, de forma 
semelhante à União Europeia, uma união econômica, monetária e 
política entre países. 
Comentários: 
O MERCOSUL tem como objetivo final estabelecer um mercado 
comum (e não uma união econômica e monetária!). Questão errada. 
18. (Advogado da União / 2008) - A adoção de uma política comercial 
comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos da criação 
do MERCOSUL. 
Comentários: 
O MERCOSUL, enquanto união aduaneira, adota uma política 
comercial comum em relação a terceiros Estados. Questão correta. 
19. (AFRFB-2009)- O MERCOSUL e a ALADI são esquemas 
preferenciais complementares, na medida em que perseguem distintos 
níveis de integração econômica. 
Comentários: 
O MERCOSUL e a ALADI têm o mesmo objetivo: formar um mercado 
comum. Questão errada. 
20. (AFRFB – 2009- adaptada)- Por possuírem objetivos, alcance e 
instrumentos distintos de integração, não há nenhuma relação 
funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI. 
Comentários: 
Vamos examinar detalhadamente essa questão: 
1) ALADI e MERCOSUL têm objetivos de integração distintos? Não. 
Ambos desejam formar um mercado comum. 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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Diego
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2) ALADI e MERCOSUL têm alcance distinto? Sim. A ALADI engloba 
14 países, representantes das três Américas. O MERCOSUL engloba, 
atualmente, apenas 5 países (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e 
Paraguai) 
3) ALADI e MERCOSUL possuem instrumentos distintos de 
integração? Sim. Os acordos de alcance parcial existem apenas na ALADI. 
4) ALADI e MERCOSUL possuem relação funcional e jurídica? Sim. O 
MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. 
Por tudo o que comentamos, a questão está errada. Os objetivos da 
ALADI e do MERCOSUL são coincidentes e existe sim uma relação jurídica 
entre os dois blocos. 
21. (AFRFB – 2009 - adaptada)- Embora sejam esquemas idênticos 
quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando à 
integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou 
jurídicos o MERCOSUL e a ALADI. 
Comentários: 
Vamos examinar essa questão por partes! 
1) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos 
propósitos? Sim. Ambos almejam instituir um mercado comum. 
2) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos 
instrumentos que utilizam visando à integração econômica? Não. A ALADI 
permite a existência de acordos de alcance parcial, que contam com a 
participação de apenas alguns de seus membros. 
3) Existem vínculos entre o MERCOSUL e a ALADI? Sim. O 
MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI, 
mais especificamente o ACE nº 18. 
Por tudo o que comentamos, a questão está errada. 
22. (AFRF-2003)- O Tratado de Assunção, que criou o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil, Argentina,Paraguai e 
Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma 
união aduaneira a partir de janeiro de 1995. 
Comentários: 
Diego
Realce
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O Tratado de Assunção deixa bem explícito que seu objetivo é a 
criação de um mercado comum até 31 de dezembro de 1994 entre Brasil, 
Argentina, Uruguai e Paraguai. Questão errada. 
23. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas 
macroeconômicas e setoriais entre os Estados-partes – como as de 
comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e alfandegária, entre 
outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência 
entre os Estados-partes. 
Comentários: 
O art. 1º do Tratado de Assunção é muitíssimo importante para sua 
prova! 
Segundo esse dispositivo, o MERCOSUL tem como objetivo a 
formação de um mercado comum, sendo necessário para isso: i) livre 
circulação de bens e serviços; ii) estabelecimento de uma tarifa 
externa comum; iii) livre circulação dos fatores de produção; iv) 
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e; v) 
harmonização de legislações nas áreas pertinentes. 
Por tudo isso, a questão está correta. 
24. (AFTN-1996)- Os instrumentos básicos de ação previstos no 
Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a redução progressiva de 
barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das 
barreiras entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa 
externa comum; acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema 
provisório de solução de controvérsias e coordenação gradual de 
políticas macroeconômicas. 
Comentários: 
O Tratado de Assunção estabelece que o objetivo do MERCOSUL é 
formar um mercado comum, o que pressupõe: i) eliminação de barreiras 
comerciais à circulação de bens e serviços; ii) política comercial comum em 
relação a terceiros países (estabelecimento de uma TEC); iii) livre circulação 
dos fatores de produção (acordos setoriais para o mercado de fatores). 
Adicionalmente, o Tratado de Assunção previu a necessidade de 
coordenação de políticas macroeconômicas e um sistema provisório de 
solução de controvérsias. Questão correta. 
25. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
Diego
Realce
Diego
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Diego
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união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar 
políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e 
mão-de-obra. 
Comentários: 
Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL 
aperfeiçoar-se como união aduaneira (e não o que falta para tornar-se um 
mercado comum!) 
A coordenação de políticas macroeconômicas e a livre circulação de 
capital e mão-de-obra são objetivos de um mercado comum, o que torna a 
questão errada. 
26. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda 
existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a 
incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da 
mesma. 
Comentários: 
Perfeita a assertiva! Para tornar-se uma união aduaneira perfeita, é 
necessário que o MERCOSUL liberalize o comércio de bens (eliminando 
barreiras não-tarifárias ainda existentes), liberalize o comércio de serviços e 
elimine as exceções à Tarifa Externa Comum. Questão correta. 
27. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes 
harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes. 
Comentários: 
Considerando-se que o MERCOSUL objetiva tornar-se um mercado 
comum, há necessidade de se harmonizar as políticas comerciais intrabloco 
e extrabloco, além das políticas trabalhista, previdenciária e de 
capitais. Nessas áreas, existe, portanto, a necessidade de que as legislações 
sejam harmonizadas. Questão correta. 
28. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma 
Diego
Realce
Diego
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vez constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas 
monetária, fiscal e cambial. 
Comentários: 
O MERCOSUL não tem como objetivo adotar uma moeda comum. A 
adoção de uma moeda única é característica de uma união econômica e 
monetária, estágio de integração do qual é exemplo a União Europeia. Questão 
errada. 
29. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e 
fatores produtivos entre os Estados-partes do bloco. 
Comentários: 
Um mercado comum pressupõe a livre circulação de bens, 
serviços e fatores de produção (capital e mão-de-obra). Nesse tipo de 
estágio de integração, vigoram as “quatro liberdades” do mercado. Questão 
correta. 
30. (AFRF-2003)- O regime de livre comércio implantado no âmbito 
do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a partir de 01 de janeiro de 
1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países-
membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de 
automóveis e açúcar. 
Comentários: 
No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação ao 
substancial do comércio. Pode-se verificar, no entanto, que ainda existem 
algumas barreiras comerciais que dificultam o livre fluxo de mercadorias no 
interior do bloco. Com efeito, o comércio de automóveis e açúcar está fora 
das regras de livre comércio. Questão correta. 
31. (AFTN-1998 - adaptada) - Constitui objetivo ou característica do 
MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de produção, exceto 
pessoas. 
Comentários: 
O MERCOSUL tem como objetivo se tornar um mercado comum, o 
que pressupõe a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção e, 
ainda, o estabelecimento de uma política comercial em relação a terceiros 
países. Dentro do objetivo de livre circulação dos fatores de produção, inclui-se 
a livre circulação de pessoas! Questão errada. 
Diego
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Diego
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32. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial 
comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados. 
Comentários: 
O MERCOSUL tem como objetivo o estabelecimento de uma política 
comercial comum em relação a terceiros países, o que se materializa pela 
existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC). Questão correta. 
33. (MDIC-2009/Área Administrativa)- Entre as medidas 
compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), 
não se inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não 
tarifárias à circulação de mercadorias e outras medidas que se fizerem 
necessárias, de modo a permitir a livre circulação de bens, serviços e 
fatores produtivos entre os países participantes. 
Comentários: 
A eliminação dedireitos aduaneiros e restrições não-tarifárias à 
circulação de mercadorias, assim como a liberalização do fluxo de serviços e de 
fatores de produção (capital e mão de obra), estão sim entre os objetivos do 
MERCOSUL. Questão errada. 
34. (AFRF-2002.1) - O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi criado 
em março de 1991 tendo como objetivo final a harmonização das 
políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum. 
Comentários: 
O objetivo final do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o 
que vai muito além da harmonização das políticas comerciais mediante a 
adoção de uma TEC. Para alcançar o mercado comum, é necessário um passo 
adiante, permitindo a livre circulação dos fatores de produção. Questão errada. 
35. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda 
existentes, promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços 
e coordenar políticas macroeconômicas. 
Comentários: 
Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL 
aperfeiçoar-se como área de livre comércio e união aduaneira (e não o que 
Diego
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falta para o MERCOSUL atingir o objetivo de se tornar um mercado comum!) 
Liberalizar fluxos de capital e coordenar políticas macroeconômicas é 
objetivo de um mercado comum. Para tornar-se uma união aduaneira 
completa, o MERCOSUL não precisa implementar tais medidas. Questão 
errada. 
36. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de 
Liberalização Comercial, estabelecer regras de origem e incorporar 
produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. 
Comentários: 
No âmbito do MERCOSUL, já existem regras de origem, as quais 
estão definidas pela Decisão CMC nº 01/2004. Logo, esse não é um 
aperfeiçoamento do qual o bloco carece para se tornar uma união aduaneira 
completa. Questão errada. 
Quanto ao estabelecimento de uma política comercial comum em 
relação a terceiros países, realmente, faz-se necessário que os produtos 
mantidos à margem da Tarifa Externa Comum (TEC) sejam a ela 
incorporados. 
Por fim, embora o substancial do fluxo de comércio intrabloco esteja 
livre de barreiras, ainda há produtos que não circulam livremente no 
MERCOSUL, como, por exemplo, automóveis e açúcar. 
37. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-
MERCOSUL, implementar um regime de compras governamentais e 
introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. 
Comentários: 
Uma união aduaneira pressupõe a livre circulação de bens intrabloco 
e, portanto, não deverá existir um sistema de aplicação de salvaguardas entre 
seus integrantes. Questão errada. 
38. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a 
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os 
Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, 
monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de 
Diego
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transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de 
assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros. 
Comentários: 
Segundo o art. 1º do Tratado de Assunção, o MERCOSUL tem como 
objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais a fim de 
assegurar condições adequadas de concorrência. Questão correta. 
39. (Questão Inédita)- Para que o MERCOSUL atinja o nível de 
integração regional pretendido, deverá haver livre circulação de bens, 
serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da 
eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a 
adoção de uma Tarifa Externa Comum. 
Comentários: 
O mercado comum pressupõe a livre circulação de mercadorias, 
serviços e fatores de produção e, ainda, o estabelecimento de uma 
política comercial comum em relação a terceiros países, a qual se 
materializa na existência de uma TEC. Faz-se necessário, portanto, a 
harmonização das políticas comerciais intra-bloco e extra-bloco e das políticas 
trabalhista, previdenciária e de capitais. Questão correta. 
40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- No presente, o 
MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de 
livre comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os 
Estados-parte e a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC). 
Comentários: 
No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação à 
parcela substancial do comércio e, adicionalmente, aplica-se uma Tarifa 
Externa Comum (TEC) em relação às exportações de terceiros países. Logo, é 
possível dizer que o bloco constitui uma união aduaneira, ainda que imperfeita. 
Questão correta. 
 
3- ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO MERCOSUL: 
O Tratado de Assunção, celebrado em 1991 por Brasil, Argentina, 
Uruguai e Paraguai, criou uma estrutura institucional provisória para o 
MERCOSUL, a vigorar durante o período de transição para o mercado comum. 
Foram criados, então, para conduzir o processo de integração regional, dois 
órgãos: o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo Mercado 
Comum (GMC). 
!∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 
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Em 1994, foi celebrado pelos membros do MERCOSUL o Protocolo 
de Ouro Preto, que aperfeiçoou a estrutura institucional do bloco 
regional e, ainda, conferiu-lhe expressamente personalidade jurídica de 
direito internacional público. Assim, ficou assegurado ao MERCOSUL 
exercer todos os atos internacionais necessários à consecução de seus 
objetivos, em especial contratar, adquirir ou alienar bens móveis e imóveis, 
comparecer em juízo, conservar fundos e fazer transferências. Pode-se 
considerar, portanto, que, a partir desse momento, o MERCOSUL é 
reconhecido como organização internacional intergovernamental. 
 
O Protocolo de Ouro Preto não criou o Conselho 
do Mercado Comum (CMC) e o Grupo Mercado 
Comum (GMC). Esses órgãos foram criados 
pelo Tratado de Assunção. 
Ao estabelecer uma estrutura institucional e conferir personalidade 
jurídica internacional ao MERCOSUL, o Protocolo de Ouro Preto contribuiu para 
o crescimento da confiança no êxito do bloco regional. Embora muitas das 
previsões estabelecidas pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro 
Preto não tenham se concretizado na prática, esses normativos representam 
as bases sobre as quais se assenta a integração regional no MERCOSUL. 
Segundo o Protocolo de Ouro Preto, a estrutura institucional do 
MERCOSUL conta com os seguintes órgãos: i) Conselho do Mercado Comum 
(CMC); ii) Grupo Mercado Comum (GMC); iii) Comissão de Comércio do 
MERCOSUL; iv) Comissão Parlamentar Conjunta; v) Foro Consultivo 
Econômico-Social e; vi) Secretaria Administrativa do MERCOSUL. 
Essa estrutura institucional não foi, todavia, engessada pelos 
membros do MERCOSUL. Segundo o art. 1º, parágrafo único, do Protocolo de 
Ouro Preto, é possível que sejam criados pelo Conselho do Mercado 
Comum (CMC) novos órgãos ou mesmo extintos os já existentes. Com 
efeito,a Comissão Parlamentar Conjunta foi substituída pelo Parlamento do 
MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL passou a ser chamada 
simplesmente de Secretaria do MERCOSUL. 
São três os órgãos decisórios do MERCOSUL, que têm poder para 
emitir normas no âmbito do bloco: o Conselho do Mercado Comum (CMC), 
o Grupo Mercado Comum (GMC) e a Comissão de Comércio do 
MERCOSUL (CCM). Esses três órgãos (assim como os demais órgãos do 
MERCOSUL!) possuem natureza intergovernamental. Isso significa que suas 
decisões não têm eficácia imediata, mas precisam ser internalizadas no 
ordenamento jurídico de todos os membros do bloco para entrar em vigor. 
Cabe destacar que as decisões emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL 
são adotadas mediante consenso. 
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Vamos falar agora sobre os órgãos mais importantes do MERCOSUL: 
 
a) Conselho do Mercado Comum (CMC): 
O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do 
MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do processo de 
integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos 
objetivos do Tratado de Assunção. O CMC é integrado pelos Ministros das 
Relações Exteriores e pelos Ministros da Economia, ou seus equivalentes, dos 
Estados partes. 
As funções do CMC estão relacionadas no art. 8º do Protocolo de 
Ouro Preto: 
Art. 8º - São funções e atribuições do Conselho do Mercado Comum: 
I. Velar pelo cumprimento do Tratado de Assunção, de seus 
Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito; 
II. Formular políticas e promover as ações necessárias à 
conformação do mercado comum; 
III. Exercer a titularidade da personalidade jurídica do 
Mercosul. 
IV. Negociar e firmar acordos em nome do Mercosul com 
terceiros países, grupos de países e organizações 
internacionais. Estas funções podem ser delegadas ao Grupo 
Mercado Comum por mandato expresso, nas condições estipuladas no 
inciso VII do artigo 14; 
V. Manifestar-se sobre as propostas que lhe sejam elevadas pelo 
Grupo Mercado Comum; 
VI. Criar reuniões de ministros e pronunciar-se sobre os acordos que 
lhe sejam remetidos pelas mesmas; 
VII. Criar os órgãos que estime pertinentes, assim como 
modificá-los ou extingui-los; 
VIII. Esclarecer, quando estime necessário, o conteúdo e o alcance de 
suas Decisões; 
IX. Designar o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul. 
X. Adotar Decisões em matéria financeira e orçamentária; 
XI. Homologar o Regimento Interno do Grupo Mercado Comum; 
O Conselho do Mercado Comum irá se reunir tantas vezes quanto 
julgar oportuno. Entretanto, deverá se reunir, pelo menos uma vez por 
semestre, com a participação dos Presidentes dos Estados-partes. Essas são 
as conhecidas Reuniões de Cúpula do MERCOSUL. 
Cabe destacar que, na condição de órgão de cúpula do MERCOSUL, o 
Conselho do Mercado Comum (CMC) exerce a titularidade da personalidade 
jurídica do MERCOSUL e, portanto, possui autoridade para negociar e firmar 
acordos em nome do MERCOSUL com Estados e organizações internacionais. 
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Na promoção de ações direcionadas para alcançar os objetivos de 
integração regional, o CMC manifesta-se mediante Decisões, as quais são 
obrigatórias para os Estados-membros a partir de sua entrada em vigor. 
 
b) Grupo Mercado Comum (GMC): 
O Grupo Mercado Comum (GMC) é o órgão executivo do 
MERCOSUL. É composto por 4 (quatro) membros titulares e 4 (quatro) 
membros alternos por país, designados pelos respectivos Governos, dentre os 
quais devem constar necessariamente representantes dos Ministérios das 
Relações Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou equivalentes) e dos 
Bancos Centrais. 
Na condição de órgão executivo do MERCOSUL, incumbe ao GMC 
tomar as medidas necessárias para o cumprimento das decisões 
adotadas pelo Conselho do Mercado Comum. O GMC também possui 
competência para propor projetos de Decisão ao Conselho Mercado Comum 
e, ainda, é responsável pela elaboração de estudos e relatórios que lhe 
forem solicitados. Para elaborar esses estudos e relatórios, o GMC dispõe da 
prerrogativa de criar, modificar ou extinguir subgrupos de trabalho e reuniões 
especializadas. 
As funções do Grupo Mercado Comum estão relacionadas no art. 14 
do Protocolo de Ouro Preto, abaixo transcrito: 
Art. 14 - São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum: 
I. Velar, nos limites de suas competências, pelo cumprimento 
do Tratado de Assunção, de seus Protocolos e dos acordos 
firmados em seu âmbito; 
II. Propor projetos de Decisão ao Conselho do Mercado Comum; 
III. Tomar as medidas necessárias ao cumprimento das 
Decisões adotadas pelo Conselho do Mercado Comum; 
IV. Fixar programas de trabalho que assegurem avanços para o 
estabelecimento do mercado comum; 
V. Criar, modificar ou extinguir órgãos tais como subgrupos de 
trabalho e reuniões especializadas, para o cumprimento de 
seus objetivos; 
VI. Manifestar-se sobre as propostas ou recomendações que lhe forem 
submetidas pelos demais órgãos do Mercosul no âmbito de suas 
competências; 
VII. Negociar, com a participação de representantes de todos os 
Estados Partes, por delegação expressa do Conselho do Mercado 
Comum e dentro dos limites estabelecidos em mandatos específicos 
concedidos para esse fim, acordos em nome do Mercosul com terceiros 
países, grupos de países e organismos internacionais. O Grupo 
Mercado Comum, quando dispuser de mandato para tal fim, procederá 
à assinatura dos mencionados acordos. O Grupo Mercado Comum, 
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quando autorizado pelo Conselho do Mercado Comum, poderá delegar 
os referidos poderes à Comissão de Comércio do Mercosul; 
VIII. Aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada 
pela Secretaria Administrativa do Mercosul; 
IX. Adotar Resoluções em matéria financeira e orçamentária, com base 
nas orientações emanadas do Conselho do Mercado Comum; 
X. Submeter ao Conselho do Mercado Comum seu Regimento Interno; 
XI. Organizar as reuniões do Conselho do Mercado Comum e 
preparar os relatórios e estudos que este lhe solicitar. 
XII. Eleger o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul; 
XIII. Supervisionar as atividades da Secretaria Administrativa do 
Mercosul; 
XIV. Homologar os Regimentos Internos da Comissão de Comércio e 
do Foro Consultivo Econômico-Social; 
 
c) Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM): 
A Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) é responsável por 
velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum 
acordados pelos Estados Partes para o funcionamento da união aduaneira, bem 
como acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as 
políticas comerciais comuns, com o comércio intra-Mercosul e com 
terceiros países. A coordenação da CCM está a cargo dos Ministérios das 
Relações Exteriores. 
Trata-se de um órgão encarregado de assistir o Grupo Mercado 
Comum, possuindo natureza técnica. Para tanto, é responsável por instituir 
comitês técnicos necessários ao cumprimento de suas funções. 
A CCM é, ainda, responsável por considerar e pronunciar-se sobre as 
solicitações apresentadas pelos Estados Partes com respeito à aplicação e ao 
cumprimento da tarifa externa comum e dos demais instrumentos de 
política comercial comum. Além disso, cabe à CCM propor ao Grupo Mercado 
Comum novas normas ou modificações às normas existentes referentes à 
matéria comercial e aduaneira do MERCOSUL. 
 
d) Parlamento do MERCOSUL: 
O aprofundamento da integração regional no âmbito do MERCOSUL 
requer um aperfeiçoamento institucional desse bloco regional, seja no que diz 
respeito à criação de um ambiente de maior previsibilidade e segurançajurídica, seja quanto à necessidade de permitir uma representação dos 
interesses dos cidadãos de cada Estado-parte. A criação do Parlamento do 
MERCOSUL (que substituiu a Comissão Parlamentar Conjunta) é, nesse 
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sentido, uma importante iniciativa para o aperfeiçoamento institucional do 
bloco. 
Vejam só que interessante! A Comissão Parlamentar Conjunta foi 
criada pelo Protocolo de Ouro Preto, que estabeleceu que esse órgão seria 
representativo dos Parlamentos dos Estados Partes do MERCOSUL. Ao 
contrário, o Parlamento do MERCOSUL é, segundo seu Protocolo 
Constitutivo, órgão representativo dos povos dos Estados-partes do 
MERCOSUL. Como se pode perceber, a iniciativa de criação do Parlasul visa a 
dotar o MERCOSUL, em última análise, de uma legitimidade democrática. 
O Parlamento do MERCOSUL é um órgão de natureza 
intergovernamental, cujo objetivo é fortalecer a cooperação 
interparlamentar, a fim de harmonizar as legislações nacionais nas áreas 
pertinentes. Em razão de sua natureza intergovernamental, o Parlamento do 
MERCOSUL não cria leis regionais.9 
São princípios do Parlamento do MERCOSUL: i) o pluralismo; ii) a 
transparência; iii) a cooperação com os demais órgãos do MERCOSUL e com 
os âmbitos regionais de representação cidadã; iv) o respeito aos direitos 
humanos e o repúdio a todas as formas de discriminação; vi) a promoção do 
patrimônio cultural, institucional e de cooperação latino-americana nos 
processos de integração; vii) a promoção do desenvolvimento sustentável 
no MERCOSUL; viii) o trato especial e diferenciado para os países de 
economias menores e para as regiões com menor grau de desenvolvimento; 
ix) a equidade e; x) a solução pacífica das controvérsias. 
Existe a previsão de que, até 2020, serão realizadas eleições 
diretas no Brasil e Uruguai para definir os representantes de cada país no 
Parlasul (o Paraguai e a Argentina já fizeram eleições diretas para o 
Parlamento do MERCOSUL)10. 
Atualmente, a representação de cada País no MERCOSUL está 
dividida da seguinte forma: i) Brasil: 37 parlamentares; ii) Argentina: 43 
parlamentares; iii) Venezuela: 23 parlamentares; iv) Paraguai: 18 
parlamentares e; v) Uruguai: 18 parlamentares. Trata-se de uma 
representação-cidadã atenuada, que não é exatamente proporcional à 
população de cada Estado. 
 
9 Ao contrário do Parlamento do MERCOSUL, o Parlamento Europeu, por ser um órgão 
supranacional, possui competência para criar leis regionais. Entendemos que o 
aprofundamento da integração regional no MERCOSUL demanda a existência de 
órgãos supranacionais que tenham poder para emitir decisões com aplicação imediata 
no âmbito do bloco. 
10 A Argentina realizou eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL em outubro 
de 2015. 
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A princípio, pode parecer estranho que o Brasil tenha uma 
representação inferior à da Argentina. Isso se deve ao fato de que o Brasil 
ainda não realizou eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL. 
Quando o Brasil realizar eleições diretas, passará a contar com 75 
parlamentares em sua representação no Parlamento do MERCOSUL. 
As competências do Parlasul estão relacionadas no art. 4º de seu 
Protocolo Constitutivo: 
Artigo 4- Competências 
O Parlamento terá as seguintes competências: 
1. Velar, no âmbito de sua competência, pela observância das normas 
do MERCOSUL. 
2. Velar pela preservação do regime democrático nos Estados Partes, 
de acordo com as normas do MERCOSUL, e em particular com o 
Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL, 
na República da Bolívia e República do Chile. 
3. Elaborar e publicar anualmente um relatório sobre a situação dos 
direitos humanos nos Estados Partes, levando em conta os princípios e 
as normas do MERCOSUL. 
4. Efetuar pedidos de informações ou opiniões por escrito aos órgãos 
decisórios e consultivos do MERCOSUL estabelecidos no Protocolo de 
Ouro Preto sobre questões vinculadas ao desenvolvimento do processo 
de integração. Os pedidos de informações deverão ser respondidos no 
prazo máximo de 180 dias. 
5. Convidar, por intermédio da Presidência Pro Tempore do CMC, 
representantes dos órgãos do MERCOSUL, para informar e/ou avaliar o 
desenvolvimento do processo de integração, intercambiar opiniões e 
tratar aspectos relacionados com as atividades em curso ou assuntos 
em consideração. 
6. Receber, ao final de cada semestre a Presidência Pro Tempore do 
MERCOSUL, para que apresente um relatório sobre as atividades 
realizadas durante dito período. 
7. Receber, ao início de cada semestre, a Presidência Pro Tempore do 
MERCOSUL, para que apresente o programa de trabalho acordado, 
com os objetivos e prioridades previstos para o semestre. 
8. Realizar reuniões semestrais com o Foro Consultivo Econômico-
Social a fim de intercambiar informações e opiniões sobre o 
desenvolvimento do MERCOSUL. 
9. Organizar reuniões públicas, sobre questões vinculadas ao 
desenvolvimento do processo de integração, com entidades da 
sociedade civil e os setores produtivos. 
10. Receber, examinar e se for o caso encaminhar aos órgãos 
decisórios petições de qualquer particular, sejam pessoas físicas ou 
jurídicas, dos Estados Partes, relacionadas com atos ou omissões dos 
órgãos do MERCOSUL. 
11. Emitir declarações, recomendações e relatórios sobre questões 
vinculadas ao desenvolvimento do processo de integração, por 
iniciativa própria ou por solicitação de outros órgãos do MERCOSUL. 
12. Com o objetivo de acelerar os correspondentes procedimentos 
internos para a entrada em vigor das normas nos Estados Partes, o 
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Parlamento elaborará pareceres sobre todos os projetos de normas do 
MERCOSUL que requeiram aprovação legislativa em um ou vários 
Estados Partes, em um prazo de noventa dias (90) a contar da data da 
consulta. Tais projetos deverão ser encaminhados ao Parlamento pelo 
órgão decisório do MERCOSUL, antes de sua aprovação. 
Se o projeto de norma do MERCOSUL for aprovado pelo órgão 
decisório, de acordo com os termos do parecer do Parlamento, a 
norma deverá ser enviada pelo Poder Executivo nacional ao seu 
respectivo Parlamento, dentro do prazo de quarenta e cinco (45) dias, 
contados a partir da sua aprovação. 
Nos casos em que a norma aprovada não estiver de acordo com o 
parecer do Parlamento, ou se este não tiver se manifestado no prazo 
mencionado no primeiro parágrafo do presente inciso a mesma seguirá 
o trâmite ordinário de incorporação. 
Os Parlamentos nacionais, segundo os procedimentos internos 
correspondentes, deverão adotar as medidas necessárias para a 
instrumentalização ou criação de um procedimento preferencial para a 
consideração das normas do MERCOSUL que tenham sido adotadas de 
acordo com os termos do parecer do Parlamento mencionado no 
parágrafo anterior. 
O prazo máximo de duração do procedimento previsto no parágrafo 
precedente, não excederá cento e oitenta (180) dias corridos, contados 
a partir do ingresso da norma no respectivo Parlamento nacional. 
Se dentro do prazo desse procedimento preferencial o Parlamento do 
Estado Parte não aprovar a norma, esta deverá ser reenviada ao Poder 
Executivo para que a encaminhe à reconsideração do órgão 
correspondente do MERCOSUL. 
13. Propor projetos de normas do MERCOSUL para consideração pelo 
Conselho do Mercado Comum, que deverá informar semestralmente 
sobre seu tratamento. 
14. Elaborar estudos e anteprojetos de normas nacionais, orientados à 
harmonização das legislações nacionais dos Estados Partes, os quais 
serão comunicadosaos Parlamentos nacionais com vistas a sua 
eventual consideração. 
15. Desenvolver ações e trabalhos conjuntos com os Parlamentos 
nacionais, a fim de assegurar o cumprimento dos objetivos do 
MERCOSUL, em particular aqueles relacionados com a atividade 
legislativa. 
16. Manter relações institucionais com os Parlamentos de terceiros 
Estados e outras instituições legislativas. 
17. Celebrar, no âmbito de suas atribuições, com o assessoramento do 
órgão competente do MERCOSUL, convênios de cooperação ou de 
assistência técnica com organismos públicos e privados, de caráter 
nacional ou internacional. 
18. Fomentar o desenvolvimento de instrumentos de democracia 
representativa e participativa no MERCOSUL. 
19. Receber dentro do primeiro semestre de cada ano um relatório 
sobre a execução do orçamento da Secretaria do MERCOSUL do ano 
anterior. 
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20. Elaborar e aprovar seu orçamento e informar sobre sua execução 
ao Conselho do Mercado Comum no primeiro semestre do ano, 
posterior ao exercício. 
21. Aprovar e modificar seu Regimento interno. 
22. Realizar todas as ações pertinentes ao exercício de suas 
competências. 
 
O Parlamento do MERCOSUL é um órgão unicameral, que tem como 
uma de suas funções principais agilizar os procedimentos internos para a 
entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL. Para isso, o 
Parlamento do MERCOSUL elabora Pareceres sobre todas as normas que 
requeiram aprovação legislativa, devendo os projetos ser a ele encaminhados 
antes da aprovação pelo órgão decisório. 
A entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL não é algo 
tão simples. Para que uma norma entre em vigor simultaneamente em todos 
os Estados membros do bloco regional, ela precisa seguir um trâmite previsto 
no Protocolo de Ouro Preto. 
Segundo o art. 40 do Protocolo de Ouro Preto, após aprovada uma 
norma, ela precisa ser internalizada ao ordenamento jurídico de cada 
Estado-membro do MERCOSUL. O procedimento de internalização depende 
do que estabelece o ordenamento jurídico de cada país. No Brasil, por 
exemplo, qualquer acordo internacional (dentre os quais estão as normas dos 
órgãos do MERCOSUL) depende, para ser incorporado ao ordenamento jurídico 
pátrio, de aprovação do Congresso Nacional e da edição de decreto pelo Chefe 
do Executivo. 
Cada país, ao internalizar uma norma em seu ordenamento jurídico 
interno, deverá comunicar à Secretaria do MERCOSUL quanto a esse fato. 
Quando todos os Estados-membros tiverem internalizado a norma, a 
Secretaria do MERCOSUL comunicará o fato a cada um deles. Essa 
comunicação tem como objetivo alertar os Estados-membros do MERCOSUL de 
que a norma entrará em vigor. As normas entrarão em vigor 30 dias após 
a comunicação efetuada pela Secretaria do MERCOSUL. 
Sem qualquer dúvida, esse rito processual para a entrada em vigor 
simultâneo de normas é bastante complexo e prejudica a segurança 
jurídica no âmbito do MERCOSUL. A quantidade de normas emitidas pelos 
órgãos decisórios do bloco regional é considerável, mas muitas delas não 
chegam nunca a entrar em vigor. 
Cabe destacar, todavia, que em uma tentativa de desburocratizar a 
processualística para a entrada em vigor das normas emanadas pelos órgãos 
decisórios do MERCOSUL, tem sido bastante usado pelos países do MERCOSUL 
o argumento de que, quando a norma dispuser sobre assuntos relacionados 
ao funcionamento interno do bloco, esta não precisa ser incorporada aos 
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ordenamentos jurídicos nacionais. Tal argumento encontra amparo jurídico na 
Decisão CMC nº 23/2000, que exige apenas que os Estados-partes entendam 
conjuntamente (por consenso) que o conteúdo da norma trata de assuntos 
relativos à organização e funcionamento interno do MERCOSUL. 
 
e) Foro Consultivo Econômico-Social: 
O Foro Consultivo Econômico Social (FCES) é o órgão de 
representação dos setores econômicos e sociais dos países-membros do 
MERCOSUL. Possui função consultiva, manifestando-se mediante 
Recomendações. No exercício dessa função consultiva, o FCES atua por 
iniciativa própria ou mediante consulta de outros órgãos do MERCOSUL. Por 
meio da atuação da FCES, o MERCOSUL, enquanto organização internacional, 
toma consciência dos anseios e do pensamento do setor privado de cada 
Estado-membro 
 
f) Secretaria do MERCOSUL: 
A Secretaria do MERCOSUL possui sede em Montevidéu e é o órgão 
de apoio operacional e administrativo do MERCOSUL. 
Suas atividades principais são: i) servir como arquivo oficial da 
documentação do MERCOSUL; ii) publicar e comunicar as decisões adotadas no 
âmbito do MERCOSUL; iii) organizar os aspectos logísticos do CMC, GMC e 
CCM; iv) informar regularmente os Estados Partes sobre as medidas 
implementadas por cada país para incorporar em seu ordenamento jurídico as 
normas emanadas dos órgãos do Mercosul e; v) editar o Boletim Oficial do 
MERCOSUL e; vi) registrar as listas nacionais dos árbitros e especialistas, 
conforme dispõe o Protocolo de Olivos. 
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Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 
 
41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Em dezembro de 
1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi 
estabelecida a estrutura institucional do MERCOSUL e sua 
personalidade jurídica internacional. 
Comentários: 
A estrutura institucional do MERCOSUL foi definida pelo Protocolo de 
Ouro Preto (e não pelo Protocolo de Olivos!). Da mesma forma, foi o Protocolo 
de Ouro Preto que atribuiu personalidade jurídica de direito internacional ao 
MERCOSUL. Questão errada. 
42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O conjunto 
normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, 
Diego
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Diego
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não havendo necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico 
dos Estados-membros. 
Comentários: 
A entrada em vigor de normas do MERCOSUL depende da 
incorporação ao ordenamento jurídico interno de todos os Estados-membros. 
Dessa forma, não se pode dizer que elas têm aplicação direta. Questão errada. 
43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O Parlamento do 
MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político 
superior desse bloco regional. 
Comentários: 
O órgão político de cúpula do MERCOSUL, desde sua criação, é o 
Conselho do Mercado Comum (CMC). Questão errada. 
44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Entre as 
competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o 
orçamento e a prestação de contas anual apresentada por sua 
secretaria administrativa. 
Comentários: 
A aprovação do orçamento e da prestação de contas anual 
apresentada pela Secretaria do MERCOSUL compete ao Grupo do Mercado 
Comum (GMC). Questão errada. 
45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O MERCOSUL 
tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade 
jurídica, apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo 
de Ouro Preto. 
Comentários: 
Somente com a entrada em vigor do Protocolo de Ouro Preto é que 
foi reconhecida a personalidade jurídica de direito internacional do MERCOSUL, 
que a partir de então se tornou uma organização internacional. Questão 
correta. 
46. (ACE-2008)- No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo 
Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro Preto, as negociações 
entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam em 
decisões consensuais, vistoque nesse acordo não se faz uso de 
votações. 
Diego
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Diego
Realce
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Comentários: 
Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado 
Comum, Grupo do Mercado Comum e Comissão de Comércio do MERCOSUL) 
tomam suas decisões mediante consenso. Questão correta. 
47. (TRF – 2005)- O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na 
estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por consenso, tomar 
decisões obrigatórias para os membros do bloco. 
Comentários: 
O órgão máximo da estrutura do MERCOSUL é o Conselho do 
Mercado Comum (CMC). O GMC é o órgão executivo do bloco. Questão errada. 
48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. 
Comentários: 
O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo Mercado Comum (GMC). 
Questão errada. 
49. (ACE-1997- adaptada)- O Conselho do Mercado Comum pode 
firmar acordos com outros países em nome do MERCOSUL. 
Comentários: 
O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão de cúpula do 
MERCOSUL, possuindo competência para exercer a titularidade da pessoa 
jurídica desse bloco regional. Logo, é o CMC quem firma acordos com outros 
países e organizações internacionais em nome do MERCOSUL. Questão correta. 
50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- O Tratado de 
Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos 
que, embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram 
certa previsibilidade e confiança aos negociadores e operadores 
diplomáticos e econômicos da integração sub-regional. 
Comentários: 
De fato, o Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto, ao 
estabelecer as bases jurídicas para a existência do MERCOSUL, permitiram que 
se tivesse maior confiança na integração regional. Questão correta. 
51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)- O Conselho do 
Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por 
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representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das 
Relações Exteriores, Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco 
Central. É coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. 
Comentários: 
O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo do Mercado 
Comum (GMC). Ele é composto de 4 membros titulares e 4 membros alternos 
por país, dentre os quais devem constar, necessariamente, representantes dos 
Ministérios das Relações Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou 
equivalentes) e dos Bancos Centrais. O GMC é coordenado pelos Ministérios 
das Relações Exteriores. Questão errada. 
52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros da 
economia e ministros da justiça dos Estados-partes. 
Comentários: 
O CMC é integrado pelos Ministros das Relações Exteriores e pelos 
Ministros da Economia, ou seus equivalentes, dos Estados partes. Os Ministros 
da Justiça dos Estados-partes não integram o CMC. Questão errada. 
53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Conselho 
Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio 
do MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o 
consenso como critério decisório. 
Comentários: 
Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado Comum, 
Grupo Mercado Comum e Comissão de Comércio do MERCOSUL) tomam 
decisões por consenso. Conforme afirma a questão, os três são órgãos 
intergovernamentais. Questão correta. 
54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Protocolo de 
Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os 
procedimentos para a resolução de controvérsias comerciais entre os 
Estados-parte, a estrutura institucional definitiva do bloco e os 
requisitos para a adesão de novos membros. 
Comentários: 
O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional e conferiu 
personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL. O sistema de 
solução de controvérsias do MERCOSUL foi estabelecido pelo Protocolo de 
Olivos, sobre o qual estudaremos mais à frente. Questão errada. 
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55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Secretaria do 
MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela prestação 
de serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede permanente 
em Montevidéu, Uruguai. 
Comentários: 
De fato, a Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, 
responsável por prestar serviços aos demais órgãos do bloco regional. Sua 
sede permanente é em Montevidéu. Questão correta. 
56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão 
Parlamentar Conjunta é, atualmente, o órgão representativo dos 
parlamentos dos países membros no âmbito do MERCOSUL. 
Comentários: 
A Comissão Parlamentar Conjunta (CPC) foi criada pelo Protocolo de 
Ouro Preto, mas hoje não existe mais. Ela foi substituída pelo Parlamento do 
MERCOSUL, que é o órgão que representa os povos dos Estados-parte do bloco 
regional. Questão errada. 
57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do 
MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental. 
Comentários: 
Todos os órgãos do MERCOSUL possuem natureza 
intergovernamental. Questão correta. 
58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- A Comissão Parlamentar 
Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do 
MERCOSUL, mas manteve o número de competências. 
Comentários: 
Não se pode dizer que a Comissão Parlamentar Conjunta mudou de 
nome. Na verdade, ela foi sucedida pelo Parlamento do MERCOSUL, que 
recebeu um rol muito mais extenso de competências. Questão errada. 
59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão de 
Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela 
aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados 
pelos países membros para o funcionamento da união aduaneira. 
Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados 
com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL 
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e com terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações 
Exteriores. 
Comentários: 
Segundo o art. 16 do Protocolo de Ouro Preto, a Comissão de 
Comércio do MERCOSUL possui competência para velar pela aplicação dos 
instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes 
para o funcionamento da união aduaneira, bem como acompanhar e revisar 
os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, 
com o comércio intra-Mercosul e com terceiros países. A coordenação da 
CCM está a cargo dos Ministérios das Relações Exteriores. Questão correta. 
60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- O Foro 
Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, 
formado por representantes dos setores econômicos e sociais de cada 
país membro. 
Comentários: 
O Foro Consultivo Econômico-Social (FCES) é um órgão de 
natureza consultiva, sendo a representação dos setores econômicos e 
sociais de cada país membro. Questão correta. 
61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- É competência do Grupo 
Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL. 
Comentários: 
A Secretaria doMERCOSUL é o órgão com competência para editar o 
Boletim Oficial do MERCOSUL. Questão errada. 
62. (ACE-2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 
17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do Mercado Comum 
e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do 
MERCOSUL. 
Comentários: 
Pegadinha! O Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo do 
Mercado Comum (GMC) foram criados pelo Tratado de Assunção. Quando 
foi celebrado o Protocolo de Ouro Preto, esses dois órgãos já existiam. Questão 
errada. 
63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Constituem órgãos do 
MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o 
Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão 
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de Comércio do MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de 
Revisão e o Parlamento do MERCOSUL. 
Comentários: 
O Parlamento do MERCOSUL e o Tribunal Permanente de Revisão não 
são órgãos decisórios. O Parlasul tem função consultiva, enquanto o TPR 
exerce função jurisdicional. Questão errada. 
64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- São funções e atribuições 
do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao 
Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da 
personalidade jurídica do MERCOSUL. 
Comentários: 
De fato, o Grupo Mercado Comum (GMC) tem competência para 
propor projetos de decisões ao Conselho do Mercado Comum (CMC). No 
entanto, o exercício da titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL 
compete ao Conselho do Mercado Comum. Questão errada. 
65. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao levar adiante a decisão de constituir 
uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto aprofundou o 
processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos 
estados-parte a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes 
à gestão do déficit fiscal e da busca de estabilidade de preços. 
Comentários: 
O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional do 
MERCOSUL, não estabelecendo qualquer disposição mandatória no sentido de 
que os membros desse bloco devem coordenar suas políticas 
macroeconômicas. Questão errada. 
66. (ACE – 2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto instituiu a 
Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do 
MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de 
criar órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados 
necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. 
Comentários: 
O Protocolo de Ouro Preto criou a Comissão de Comércio do 
MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL. Ao mesmo tempo, 
conferiu competência ao CMC para criar outros órgãos necessários para 
a consecução dos objetivos de integração. Questão correta. 
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Nota
O Protocolo de Ouro Preto:
1-Conferiu personalidade jurídica INTERNACIONAL ao bloco;
2-Instituiu a CCM;
3-Instituiu a SAM;
4-Conferiu competência ao CMC para criar outros órgãos;
5-Definiu a estrutura institucional.
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67. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir a representação 
proporcional ao número de habitantes na Comissão Parlamentar 
Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos 
reclamos de que haveria um “déficit democrático” no MERCOSUL, 
criando as condições para que tal Comissão evolua no sentido de se 
tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento 
Europeu. 
Comentários: 
A Comissão Parlamentar Conjunta, que foi sucedida pelo Parlamento 
do MERCOSUL, não possuía representação proporcional ao número de 
habitantes dos Estados-membros do bloco regional. Ao contrário, a 
Comissão Parlamentar Conjunta era integrada pelo mesmo número de 
representantes de cada Estado-parte. Questão errada. 
68. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir alguns órgãos e especificar 
as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto avançou no desenho 
institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão 
intergovernamental e favorecendo a integração das economias, em 
particular ao prover um eficaz mecanismo de solução de controvérsias 
comerciais. 
Comentários: 
Todos os órgãos criados pelo Protocolo de Ouro Preto possuem 
caráter intergovernamental, o que torna errada a afirmação de que esta 
norma internacional reduziu a dimensão intergovernamental do MERCOSUL. 
Ademais, o Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de 
controvérsias para o MERCOSUL. Questão errada. 
69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Quaisquer controvérsias 
entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou do 
descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e 
dos acordos celebrados no âmbito desse tratado devem ser 
submetidas exclusivamente aos procedimentos de solução 
estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto. 
Comentários: 
O Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de 
controvérsias para o MERCOSUL. O que esse normativo fez foi atribuir 
personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL e, adicionalmente, 
definir sua estrutura institucional. Questão errada. 
70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Ao Conselho do Mercado 
Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política do 
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processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o 
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção, 
devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma vez por bimestre, 
com a participação dos presidentes dos Estados-partes. 
Comentários: 
O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do 
MERCOSUL, a ele cabendo a condução política do processo de integração e a 
tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos do Tratado 
de Assunção. No entanto, o CMC deve se reunir, no mínimo, uma vez por 
semestre, com a participação dos Presidentes dos Estados-partes. 
Questão errada. 
71. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL é o órgão 
responsável por internalizar na estrutura normativa dos Estados-Parte 
as decisões do Conselho do Mercado Comum. 
Comentários: 
A internalização de normas no ordenamento jurídico dos Estados-
membros do MERCOSUL é feita conforme a legislação nacional de cada 
um destes Estados. No Brasil, por exemplo, para que uma norma seja 
internalizada, é necessário a aprovação do Congresso Nacional mediante 
decreto legislativo e posterior ratificação do Presidente da República. Questão 
errada. 
72. (Questão Inédita)- O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão 
de representação dos setores econômicos e sociais, manifestando-se 
mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum. 
Comentários: 
O Foro Consultivo Econômico-Social tem função consultiva, 
manifestando-se mediante Recomendações ao GMC. Questão correta. 
73. (Questão Inédita)- As decisões no âmbito do Conselho do 
Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão tomadas por 
consenso. 
Comentários: 
As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL (CMC, GMC e CCM) 
são tomadas mediante consenso. Questão correta. 
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74. (Questão Inédita)- São órgãos com capacidade decisória,de 
natureza supranacional, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo 
Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. 
Comentários: 
Os órgãos decisórios do MERCOSUL são, conforme afirma a questão, 
o Conselho do Mercado Comum, o Grupo do Mercado Comum e a Comissão de 
Comércio do MERCOSUL. O erro da assertiva está, no entanto, em afirmar que 
estes têm caráter supranacional. Tais órgãos possuem natureza 
intergovernamental. 
75. (Questão Inédita)- O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam 
criados novos órgãos auxiliares no âmbito do MERCOSUL com o 
objetivo de atingir as metas do processo de integração. 
Comentários: 
Quando foi assinado o Protocolo de Ouro Preto foi prevista liberdade 
para que fossem criados novos órgãos auxiliares com o objetivo de 
atingir as metas do processo de integração. A competência para a criação 
desses órgãos é do Conselho do Mercado Comum. Questão correta. 
76. (Questão Inédita) O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à 
transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este personalidade 
jurídica de direito internacional. 
Comentários: 
O Protocolo de Ouro Preto atribuiu explicitamente personalidade 
jurídica de direito internacional ao MERCOSUL. Questão correta. 
77. (Questão Inédita)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão 
superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do 
processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o 
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. 
Comentários: 
De fato, compete ao Conselho do Mercado Comum (CMC) a condução 
política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o 
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. Questão 
correta. 
78. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL não possui 
competência para a criação de normas supranacionais. 
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Comentários: 
O Parlamento do MERCOSUL não possui função legislativa, muito 
menos para criar normas supranacionais. Questão correta. 
79. (Questão Inédita)- A vigência simultânea de normas no 
MERCOSUL depende da sua internalização no ordenamento jurídico 
nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à 
Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor 
simultaneamente nos Estados Partes 30 dias após a data da 
comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do MERCOSUL de 
que todos os Estados já internalizaram as referidas normas. 
Comentários: 
Conforme já comentamos, o processo de internalização das normas 
no âmbito do MERCOSUL possui as seguintes fases: 
1) A norma é criada e, para obter vigência simultânea em todos os 
Estados-membros, deverá ser internalizada por cada um deles. 
2) Assim que um membro internaliza a norma ao seu ordenamento 
jurídico interno, ele comunica à Secretaria do MERCOSUL. 
3) Ao receber a comunicação da internalização por todos os Estados-
membros, a Secretaria do MERCOSUL fará a comunicação do fato a cada um 
deles. A referida norma entrará em vigor nos Estados-parte simultaneamente 
30 dias a partir dessa comunicação ter sido efetuada. 
Por tudo o que comentamos, a questão está correta. 
80. (Procurador BACEN / 2009)- No Protocolo Constitutivo do 
Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o 
princípio de trato especial e diferenciado a países de economias 
menores. 
Comentários: 
Um dos princípios previstos no Protocolo Constitutivo do Parlamento 
do MERCOSUL é o trato especial e diferenciado para os países de 
economias menores e para as regiões com menor grau de desenvolvimento. 
Questão correta. 
 
 
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4- RESULTADOS DO MERCOSUL: 
4.1- Exceções ao Livre-Comércio Intra-MERCOSUL: 
Embora seja possível advogar que há uma livre circulação de 
mercadorias em relação ao substancial do comércio no MERCOSUL, ainda há 
algumas restrições ao comércio intrabloco, dentre as quais citamos: i) 
setor automotivo e açúcar; ii) aplicação de medidas de defesa comercial 
intrabloco; iii) aplicação de medidas de salvaguarda no comércio bilateral 
Brasil-Argentina, com amparo no Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC); 
iv) bens oriundos de zonas francas comerciais, zonas francas industriais, zonas 
de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais; v) restrições à 
livre circulação de serviços e; vi) outras restrições não-tarifárias. 
 
Dizer que há livre circulação de mercadorias é o mesmo 
que dizer que há uma margem de preferência de 100%. 
Atenção para o cálculo da margem de preferência, que 
segue critérios diferentes na OMC e na ALADI: 
a) Na OMC: Se a alíquota do imposto de importação é 
30% e é concedida uma preferência de 10%, esta será 
subtraída do valor total do imposto. Assim: Imposto = 
30%-10%=20% 
b) Na ALADI: Se a alíquota do imposto de importação é 
30% e é concedida uma preferência de 10%, esta 
representará um percentual do valor total do imposto, que 
dele será descontada. Assim: 10% de 30 = 3% / 30% -3% 
= 27%. 
a) No que diz respeito à aplicação de medidas de defesa comercial, 
precisamos enxergá-las sob duas óticas diferentes: i) medidas de defesa 
comercial aplicadas pelos membros do MERCOSUL uns contra os outros e; ii) 
medidas de defesa comercial aplicadas contra terceiros países. 
No comércio intrabloco, é possível que os membros do MERCOSUL 
apliquem direitos antidumping e medidas compensatórias uns contra os outros. 
É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de salvaguarda no comércio 
entre Brasil e Argentina, ao amparo do Mecanismo de Adaptação Competitiva 
(MAC). 
Segundo o art. XXIV do GATT, não podem ser aplicadas medidas de 
defesa comercial no interior de áreas de livre comércio e uniões aduaneiras. No 
entanto, o que se percebe na prática é que é bastante comum que sejam 
aplicadas medidas de defesa comercial entre integrantes de acordos regionais. 
Para boa parte da doutrina, isso seria incompatível com as regras do sistema 
multilateral de comércio. 
Quanto à aplicação de medidas de defesa comercial contra 
terceiros países, cabe destacar que, enquanto união aduaneira, o MERCOSUL 
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deveria utilizar esses instrumentos de forma conjunta. Em outras palavras, 
deveria existir uma medida antidumping ou medida compensatória aplicada 
pelo MERCOSUL (e não aplicadas isoladamente pelo Brasil ou pela Argentina!). 
Isso porque, em uma união aduaneira, deve existir uma política comercial 
comum em relação a terceiros países. 
Todavia, isso ainda está longe de ser uma realidade. Cada país do 
MERCOSUL aplica, individualmente, medidas antidumping e medidas 
compensatórias contra terceiros países. Em relação às medidas de 
salvaguardas, já existe a possibilidade de que estas sejam aplicadas de 
forma unificada pelo MERCOSUL. Tal possibilidade foi instituída pela 
Decisão CMC nº 17/96, intitulada “Regulamento Comum sobre a Aplicação de 
Salvaguardas”, visando à proteção da indústria regional. 11 
b) Quanto ao Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC), este 
consiste na possibilidade de aplicação de medidas de salvaguarda no 
comércio bilateral Brasil-Argentina. Por meio do MAC, a indústria nacional 
(brasileira ou argentina, conforme o caso) pode fazer apresentar uma petição 
ao governo, alegando o aumento substancial das importações, dano 
importante ou ameaça de dano importante e, ainda, nexo de causalidade entre 
o aumento das importações e o dano. 12 
Recebida a petição, o governo produz um relatório e o apresenta à 
Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral. Essa comissão convoca os 
setoresprivados dos dois países para negociações, o que é inédito em termos 
de salvaguardas. Caso não se chegue a um acordo setorial, tem início a 
investigação para a aplicação de medidas de salvaguarda. As salvaguardas 
poderão, ao final da investigação, ser aplicadas na forma de restrições 
quantitativas ou na forma de tarifas aduaneiras. 13 
 
Segundo entendimento da ESAF, o Mecanismo de 
Adaptação Competitiva (MAC) não pode ser 
considerado uma barreira comercial intra-
MERCOSUL. Trata-se de um mecanismo bilateral 
existente entre Brasil e Argentina. 
c) Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do 
MERCOSUL aplicarão a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as mercadorias 
provenientes de zonas francas comerciais, zonas francas industriais, 
zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais. 
É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de salvaguardas caso essas 
 
11 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: 
Aduaneiras, 2007. pp.210-211. 
12 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: 
Aduaneiras, 2007. pp.233-234.
13 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: 
Aduaneiras, 2007. pp.233-234. 
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importações aumentem substancialmente, de forma a causar dano ou ameaça 
de dano para o país importador. 
Cabe destacar que, em regra, as mercadorias fabricadas em zonas 
francas, ao serem vendidas para qualquer outra parte do território nacional, 
sofrem incidência tributária (Ex: celular industrializado na ZFM, ao ser vendido 
para São Paulo, sofre incidência tributária relativamente aos insumos 
importados) Logo, nada mais natural do que as mercadorias produzidas em 
zonas francas também sofram incidência tributária quando vendidas para 
outros países do MERCOSUL. 
d) A livre circulação de serviços é algo extremamente complexo e 
depende de grandes mudanças nas legislações nacionais. Lembre-se de 
que quando falamos em livre circulação de serviços, estamos nos referindo aos 
quatro modos de prestação de serviços previstos no GATS (comércio 
transfronteiriço, consumo no exterior, presença comercial e movimento 
temporário de pessoas físicas). 
Será que um advogado brasileiro consegue exercer sua função sem 
restrições na Argentina? Será que uma escola argentina consegue se instalar 
no Brasil sem quaisquer problemas? Um estudante brasileiro que faz um curso 
de graduação em medicina na Argentina consegue validar seu diploma no 
Brasil? 
Amigos, é um longo caminho... 
De qualquer forma, já foi assinado pelos membros do MERCOSUL o 
Protocolo de Montevidéu, cujo objetivo é promover a liberalização do 
comércio de serviços entre os membros do bloco. O Protocolo de Montevidéu 
entrou em vigor em 2005 e prevê a liberalização do comércio de serviços 
no MERCOSUL dentro de 10 anos a contar dessa data. Até hoje, todavia, 
não se pode dizer que foi implementada no MERCOSUL a livre circulação de 
serviços. 
e) No comércio intrabloco, pode-se afirmar que existem inúmeras 
barreiras não-tarifárias que funcionam como restrições disfarçadas e 
arbitrárias ao comércio internacional. O comércio bilateral Brasil-Argentina é 
um verdadeiro exemplo disso, sendo possível perceber verdadeira “troca de 
gentilezas” entre esses dois países. No ano de 2011, por exemplo, a Argentina, 
por estar acumulando grande déficit em sua balança comercial com o Brasil, 
submeteu um extenso rol de produtos brasileiros ao regime de licenciamento 
não-automático (necessidade de autorização governamental prévia à 
importação). Como “retaliação”, o Brasil impôs licenças de importação sobre 
automóveis, único setor em que a Argentina vinha obtendo superávits em 
relação ao Brasil. 
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É difícil acreditar no futuro do MERCOSUL com tantas restrições 
comerciais. Para refletirmos, pode-se mesmo perguntar se o MERCOSUL já 
constitui, de fato, uma área de livre comércio... 
 
4.2- Exceções à Política Comercial Comum em relação a terceiros 
países: 
Uma união aduaneira pressupõe a existência de uma política 
comercial comum em relação a terceiros países. Dessa forma, não só os 
direitos aduaneiros, mas também as demais regulamentações comerciais, 
devem ser essencialmente os mesmos. Segundo a doutrina dominante, o 
MERCOSUL ainda não chegou a esse estágio, podendo ser considerado apenas 
uma união aduaneira imperfeita. 
Podemos dizer, portanto, que o processo de aprofundamento 
institucional do MERCOSUL rumo à união aduaneira reclama três 
importantes passos: i) maior convergência à Tarifa Externa Comum (fim das 
exceções à TEC); ii) eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC; iii) 
estabelecimento do Código Aduaneiro do MERCOSUL. 
 
4.2.1- Exceções à Tarifa Externa Comum: 
A Tarifa Externa Comum (TEC) é uma tabela que relaciona as 
alíquotas do imposto de importação aplicáveis a cada código de classificação 
fiscal. Essa tabela, como regra geral, vale para todos os membros do 
MERCOSUL. Assim, se o Brasil aplica uma alíquota de 15% sobre guindastes, a 
Argentina, o Uruguai e o Paraguai irão ter que aplicar esse mesmo percentual. 
A existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) materializa a política 
comercial comum em relação a terceiros países e, portanto, é o pressuposto 
básico da existência de uma união aduaneira. 
No MERCOSUL, todavia, alguns produtos são mantidos à margem 
da TEC, isto é, sobre eles não incide a tributação prevista na TEC. As exceções 
à TEC são as seguintes: 
1) Listas de Exceções à TEC: Cada país-membro do MERCOSUL 
pode manter uma Lista de Exceções à TEC. Para esses produtos, cada país 
poderá decidir livremente qual será a alíquota do imposto de importação a ser 
cobrada. Destaque-se que, para esses produtos, o país pode decidir aplicar 
uma alíquota superior ou inferior à da TEC (ele tem ampla discricionariedade 
para isso!) 
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Atualmente, está em vigor a Decisão CMC nº 58/201014, que 
determina que Brasil e Argentina poderão manter 100 códigos na Lista 
de Exceções à TEC até 31/12/2021; o Uruguai poderá manter 225 códigos 
até 31/12/2022; a Venezuela poderá manter 260 códigos até 31/12/2016 e 
160 códigos até 31/12/201715; e o Paraguai poderá manter até 649 códigos até 
31/12/2023. 
Cada país poderá modificar, a cada (6) seis meses, até 20% 
dos códigos tarifários relacionados em sua Lista de Exceções à TEC. Ao 
compor suas Listas, os países deverão valorizar a oferta exportável 
existente no MERCOSUL. 
Imaginem a seguinte situação! O Brasil é um grande produtor de 
têxteis e potencial exportador desses produtos para os países do MERCOSUL. A 
alíquota da TEC sobre têxteis é de 35%, ou seja, esses produtos circulam 
livremente no MERCOSUL, mas, quando originários de terceiros países, têm 
que pagar uma alíquota elevada para entrarem em qualquer dos países do 
bloco. Se a Argentina colocar têxteis em sua Lista de Exceções com uma 
alíquota inferior à prevista na TEC, isso irá prejudicar o Brasil face aos seus 
concorrentes estrangeiros. Daí é que é necessário que os países do 
MERCOSUL, ao elaborar suas Listas de Exceções, valorizem a oferta exportável 
existente no bloco regional. A Argentina, caso decida colocar têxteis como 
exceção à TEC, não deve cobrar uma alíquota inferior àquela anteriormente em 
vigor; caso o faça, estará prejudicando o Brasil, seu parceiro regional. 
2) Por razões de desabastecimento interno: Pode ser que, por 
razões de desabastecimento interno, um país necessite incentivar a entrada de 
produtos em seu território. Mascomo incentivar a entrada de produtos? 
Isso mesmo! Reduzindo o imposto de importação! Logo, por razões 
de desabastecimento interno, um país pode impor uma alíquota do imposto de 
importação inferior à prevista na Tarifa Externa Comum. 
Esse procedimento está atualmente regulamentado pela Resolução 
GMC nº 08/2008, que dispõe que essa redução é aplicável às importações de 
bens que se enquadrem, comprovadamente, nas seguintes situações: 
a) Impossibilidade de abastecimento normal e fluido na região, 
decorrente de desequilíbrios de oferta e de demanda. 
b) Existência de produção regional do bem, mas as características do 
processo produtivo e/ou as quantidades solicitadas não justificam 
economicamente a ampliação da produção. 
 
14 A Decisão CMC nº 58/2010 foi modificada pela Decisão CMC nº 26/2015. 
15 A Venezuela está em processo de convergência à TEC e, por isso, tem sido natural que, a 
cada semestre, sejam editadas Decisões do CMC alterando o número de exceções à TEC que 
isso país pode adotar. 
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c) Existência de produção regional do bem, mas o Estado-Parte 
produtor não conta com excedentes exportáveis suficientes para atender às 
necessidades demandadas. 
d) Existência de produção regional de um bem similar, mas o mesmo 
não possui as características exigidas pelo processo produtivo da indústria do 
país solicitante. 
e) Desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima 
para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra 
matéria- prima para insumo similar mediante uma linha de produção 
alternativa. 
Na situação apresentada na letra “b” supra (existência de produção 
regional do bem, mas as características do processo produtivo e/ou as 
quantidades solicitadas não justificam economicamente a ampliação da 
produção), cada Estado-membro do MERCOSUL não poderá, simultaneamente, 
aplicar reduções tarifárias a mais do que 15 códigos tarifários. Nas demais 
situações (letras “a”, “c”, “d” e “e”), cada membro do MERCOSUL poderá 
aplicar, simultaneamente, reduções tarifárias a até 30 códigos tarifários. 
Destaque-se que, quando o desabastecimento configurar-se situação 
de calamidade pública ou risco à saúde pública, a quantidade de 
códigos tarifários poderá extrapolar os números previstos na Resolução 
GMC nº 08/2008. 
A Resolução GMC nº 08/2008 determina, ainda, que a redução seja 
aplicada na forma de cotas tarifárias, isto é, segundo quantidades pré-
estabelecidas. Isso quer dizer que se o Brasil decidir, por exemplo, reduzir a 
alíquota do I.I incidente sobre milho por motivos de desabastecimento interno, 
ele deverá estabelecer uma cota tarifária. Hipoteticamente, o Brasil cobraria a 
alíquota de 2% sobre 1000 toneladas de milho que entrassem em seu território 
naquele ano. O que extrapolasse 1000 toneladas de milho pagaria a alíquota 
da TEC (15%, por exemplo). 
As alíquotas devem ser reduzidas ao limite mínimo de 2%, 
podendo a Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) reduzir para 0% em 
casos excepcionais. O Paraguai, por sua vez, recebe um tratamento mais 
favorável e, para suas solicitações, a alíquota será reduzida a 0%. 
3) Ex-Tarifários de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática 
e Telecomunicações (BIT): Os bens de capital (BK) e os bens de informática 
e telecomunicações (BIT) são, por sua própria natureza, bens de alto valor 
agregado, empregados em atividades produtivas com grande potencial para 
geração de empregos. 
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Nesse sentido, é interessante para um governo estimular a 
importação desse tipo de bens, desde que, é claro, isso não conflite com os 
interesses da indústria nacional. Mas como estimular a importação sem causar 
prejuízos à indústria nacional produtora de BK e BIT? 
Essa é uma excelente questão! O ex-tarifário é um mecanismo 
internacionalmente utilizado, que consiste na redução do imposto de 
importação incidente sobre bens de capital e bens de informática e 
telecomunicações que não tenham produção nacional. 
No âmbito do MERCOSUL, a matéria é regulada pela Decisão CMC nº 
57/2010. O objetivo é criar um “Regime Comum de Importação de Bens de 
Capital não-produzidos no MERCOSUL” e um “Regime Comum para a 
Importação de Bens de Informática e Telecomunicações”. Atualmente, cada 
membro do MERCOSUL desenvolve sua própria política para bens de capital e 
bens de informática e telecomunicações e, portanto, concede individualmente 
ex-tarifários. No entanto, o ideal de uma união aduaneira é que a política 
comercial em relação a terceiros países seja unificada. 
No Brasil, a competência para a concessão de ex-tarifários é da 
CAMEX. Conforme já adiantamos, o ex-tarifário é uma redução do imposto de 
importação concedida para bens de capital e bens de informática e 
telecomunicações. 
O ex-tarifário tem vigência de 2 anos: durante esse período, 
qualquer um que realizar a importação de bem idêntico àquele contemplado 
com ex-tarifário fará jus à redução tarifária. Trata-se, dessa forma, de uma 
redução objetiva16 do imposto de importação. Por meio do ex-tarifário, a 
alíquota de bens de capital e de bens de informática e telecomunicações é 
reduzida para 2% (dois por cento). 
4) Exceções à TEC em razão de suspensão de concessões 
comerciais: A Decisão CMC nº 18/2009 permite que um Estado-parte do 
MERCOSUL eleve a alíquota do imposto de importação a um nível superior ao 
previsto na TEC em duas situações diferentes: 
- quando tiver sido autorizado pelo Órgão de Solução de 
Controvérsias da OMC a suspender concessões comerciais como 
consequência de um procedimento de solução de controvérsias. Ex: o Brasil é 
autorizado pelo OSC a aplicar retaliações comerciais contra os EUA. Em 
consequência, o Brasil eleva a alíquota do I.I incidente sobre as importações 
de diversos produtos quando originários dos EUA. 
 
16 Dizemos que o ex-tarifário é uma redução objetiva porque ele não é concedido em 
razão da pessoa importadora, mas sim ao produto. 
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- quando, em consonância com o disposto no Artigo XXVIII do GATT 
de 1994, exerça a faculdade de retirar concessões substancialmente 
equivalentes que tenham sido negociadas originalmente com um Membro da 
OMC que pretenda modificar ou retirar concessões. Ex: o México havia se 
comprometido a cobrar uma alíquota máxima para o imposto de importação 
sobre automóveis de 20%. No entanto, ele decide renegociar esse limite 
máximo. É possível? Sim, de acordo com o art. XXVIII do GATT é possível a 
renegociação. Nesse caso, o Brasil, por julgar-se afetado, poderá elevar a 
alíquota do I.I sobre produtos têxteis mexicanos para 40%, por exemplo. 
Nas duas situações apresentadas, admite-se que um país eleve a 
alíquota do I.I acima da TEC sem que os produtos tenham que constar na Lista 
de Exceções à TEC. Ou seja, o limite de produtos que o Brasil pode colocar em 
sua Lista de Exceções (atualmente, 100 itens) não é afetado. 
Destaque-se, ainda, que a Decisão CMC nº 18/2009 foi aprovada em 
um contexto em que o Brasil tinha sido recentemente autorizado pelo 
OSC a aplicar retaliações comerciais contra os EUA, em virtude do 
contencioso do algodão. 
5) Perfurações à TEC: Conforme já estudamos, no âmbito da OMC, 
os países assumem compromissos em matéria de direitos aduaneiros, 
definindo limites máximos para o imposto de importação. Imagine, todavia, a 
seguinte situação! 
O Paraguai assumiu o compromisso de cobrar um limite máximo de 
15% sobre a importação de automóveis. Posteriormente, o Paraguai passa afazer parte do MERCOSUL, o qual, por sua vez, passa a adotar uma Tarifa 
Externa Comum (TEC). Ocorre que a Tarifa Externa Comum (TEC) prevê que a 
alíquota do I.I sobre automóveis originários de terceiros será de 35%. Olha o 
problema! O Paraguai pode cobrar no máximo 15% de I.I sobre automóveis... 
Qual a solução? 
Segundo a Decisão CMC nº 17/2009, quando no MERCOSUL é 
aprovada uma norma estabelecendo um nível de Tarifa Externa Comum 
(TEC) superior ao consolidado na OMC, prevalece, para esse Estado Parte, 
a tarifa consolidada. Trata-se do que é conhecido como perfuração à TEC. 
6) Conjuntura Econômica Internacional: A Decisão CMC nº 
27/2015 estabeleceu que os Estados-partes do MERCOSUL poderão colocar 
100 itens tarifários como exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) além 
da Lista de Exceções a que cada um tem direito. Todavia, em relação a 
esses itens tarifários, a alíquota do imposto de importação imposta pelos 
Estados em relação às importações extrazona deverá ser superior à alíquota 
da TEC. 
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Por óbvio, essa elevação da alíquota não poderá superar os limites 
tarifários consolidados por cada Estado no âmbito da OMC. 
Lembremo-nos de que, em relação aos produtos constantes da Lista de 
Exceções de cada país, atualmente regulada pela Decisão CMC nº 58/2010, a 
alíquota poderia ser superior ou inferior à prevista na TEC. 
Essa nova exceção à TEC foi criada com o objetivo de adequar a 
gestão da política tarifária no MERCOSUL à conjuntura econômica 
internacional. Nota-se, nesse novo mecanismo, a presença de fortes ideias 
protecionistas. 
 
4.2.2- Eliminação da Multiplicidade de Cobrança da TEC: 
Imagine que o Uruguai importe um produto originário da Alemanha. 
Quando esse produto entra no Uruguai, incidirá sobre ele o imposto de 
importação previsto na TEC, ok? Pode acontecer, no entanto, que o Uruguai 
exporte esse mesmo produto originário da Alemanha para o Brasil. E agora, o 
que acontece? Bom, como o produto é originário da Alemanha e não do 
MERCOSUL, quando ele entrar no Brasil, sobre ele incidirá novamente o 
imposto de importação previsto na TEC. 
Veja que houve dupla incidência do I.I sobre esse produto-(quando 
ele entrou no Uruguai e quando ele entrou no Brasil). Houve, portanto, dupla 
cobrança da TEC, o que não é o ideal de uma união aduaneira. Para que haja 
a eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC, é necessário que, quando 
esse produto entre no Uruguai, a partir daí ele possa circular livremente no 
bloco, ou seja, passe a ser originário do MERCOSUL. Veja que, quando o 
produto entrou no Brasil, incidiu o I.I porque ele, embora procedente do 
Uruguai, continuava a ser originário da Alemanha.17 
A multiplicidade de cobrança da TEC ocorre quando um produto é 
importado por um membro do MERCOSUL pagando a alíquota do imposto de 
importação prevista na TEC e, depois, esse mesmo produto é exportado para 
um país dentro do bloco com nova incidência tributária. Nessa situação diz-
se que há uma dupla cobrança da TEC. Se esse produto for exportado 
novamente para outro país do bloco, haverá nova incidência tributária e aí já 
falamos em múltipla cobrança da TEC. Para entender como funciona a dupla ou 
múltipla cobrança da TEC, nada melhor do que um exemplo! 
Para que seja possível eliminar a multiplicidade da cobrança da TEC é 
preciso desenvolver um mecanismo de distribuição da renda aduaneira, 
que é o principal entrave para sua aplicação. 
 
17 Somente possuem livre circulação entre os membros do MERCOSUL as mercadorias 
originárias do MERCOSUL, ou seja, as mercadorias que cumpram o regime de origem do 
MERCOSUL. Mais à frente, estudaremos o Regime de Origem do MERCOSUL. 
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“Mas como assim distribuição da renda aduaneira, Ricardo?” 
Imagine que o Uruguai importe geladeiras da China e nessa operação 
haja incidência tributária. Posteriormente, essas geladeiras são exportadas do 
Uruguai para o Brasil. Se não houvesse a dupla cobrança da TEC, o Brasil não 
recolheria nenhum valor do I.I para seus cofres, a menos que a renda 
aduaneira gerada na primeira operação de importação pelo Uruguai fosse 
repartida (o que seria mais justo!) 
A fim de eliminar a dupla cobrança da TEC, foi emitida a Decisão CMC 
nº 10/2010, que fixou 3 (três) etapas para a implementação desse avanço 
institucional. Para que se possa colocar um fim à dupla (ou múltipla) cobrança 
da TEC, é necessário que os bens importados de terceiros países por um 
Estado-parte sejam considerados, a partir daí, originários do 
MERCOSUL. Atualmente, está em vigor a Decisão CMC nº 37/2005, que 
dispõe que receberão tratamento de bens originários do MERCOSUL, 
para fins de circulação intrabloco ou de incorporação em processos produtivos, 
após a importação de terceiros países, os seguintes bens: 
- bens sobre os quais incida uma TEC de 0%; 
- bens que, devido a acordos celebrados pelo MERCOSUL, possuam 
uma margem de preferência de 100% sobre a TEC. 
Nesses dois casos, considera-se que o bem cumpre a política tarifária 
comum do MERCOSUL, fazendo jus ao “Certificado de Cumprimento da 
Política Tarifária Comum” (CCPTM). 
 
4.2.3- Código Aduaneiro do MERCOSUL: 
Por meio da Decisão CMC nº 27/2010, foi aprovado o Código 
Aduaneiro, o qual ainda está pendente de ratificação pelos Estados-partes 
do MERCOSUL. Trata-se de normativo que busca promover a harmonização 
das legislações dos Estados-membros no que diz respeito ao controle do fluxo 
de mercadorias intrabloco e extrabloco. Com efeito, na condição de união 
aduaneira, faz-se necessário que o MERCOSUL seja considerado um território 
aduaneiro único, que aplique barreiras tarifárias e outras regulamentações 
relacionadas ao comércio de forma unificada. Em suma: é indispensável, para 
a conformação desse estágio de integração, que exista uma legislação 
aduaneira comum no MERCOSUL. 
É justamente isso o que se propõe o Código Aduaneiro do 
MERCOSUL. Cabe destacar, por fim, que a eliminação da dupla cobrança da 
TEC também depende da entrada em vigor do Código Aduaneiro do 
MERCOSUL. 
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4.3- Livre Circulação de Fatores de Produção: 
Ainda não se pode afirmar que existe livre circulação de mão-de-obra 
e livre circulação de capital no âmbito do MERCOSUL. 
Para que seja implementada a livre circulação de mão-de-obra, não 
pode haver discriminação entre os trabalhadores nacionais dos Estados-
partes do MERCOSUL, o que não é algo simples. Seguindo o exemplo da União 
Europeia, a livre circulação de pessoas somente seria possível com a criação 
de uma cidadania do MERCOSUL. Embora já exista iniciativa nesse sentido, 
entendemos que se trata de algo bastante incipiente e que é visto com 
reservas pelos Estados-partes. 
Com efeito, a Decisão CMC nº 64/2010 decidiu instituir um “Plano de 
Ação” para a criação do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL. O objetivo é 
avançar no “aprofundamento da dimensão social e cidadã do processo de 
integração” e “consolidar um conjunto de direitos fundamentais e benefícios 
em favor dos nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL. Para isso, buscar-
se-á, nos termos da Decisão CMC nº 64/2010: 
- Implementação de uma política de livre circulação de pessoas na 
região. 
- Igualdade de direitos e liberdades civis, sociais, culturais e 
econômicas para os nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL. 
- Igualdade de condições para acesso ao trabalho, saúde e educação. 
 
4.4- Coordenação de Políticas Macroeconômicas e Setoriais: 
Ainda não se pode afirmar que exista coordenação de políticas 
macroeconômicase setoriais entre os membros do MERCOSUL. No entanto, 
importante iniciativa nesse sentido foi a recente Decisão CMC nº 03/2011, que, 
com vistas a aprofundar a coordenação macroeconômica no MERCOSUL, 
criou as seguintes Comissões, no âmbito do Grupo de Monitoramento 
Macroeconômico: 
- Comissão de Finanças Públicas 
- Comissão Monetária e Financeira 
- Comissão de Balanço de Pagamentos 
- Comissão de Diálogo Macroeconômico 
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- Comissão de Divulgação 
 Sem dúvida, a coordenação macroeconômica entre os membros do 
MERCOSUL é um aperfeiçoamento institucional necessário ao bloco regional, 
destinado a evitar que a condução da política econômica por um Estado-parte 
possa influenciar negativamente na economia de outro. 
 
4.5 – Protocolo de Ushuaia: 
O Protocolo de Ushuaia foi assinado em 1998 pelos Estados-membros 
do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e, ainda, por Chile e 
Bolívia. Trata-se de uma importante declaração de princípios, que reconhece 
que a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial 
para o desenvolvimento dos processos de integração regional entre 
seus signatários. 
Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da 
ordem democrática em um Estado–parte, serão celebradas consultas dos 
Estados-partes entre si e com o Estado afetado. Caso as consultas não tenham 
resultado, o Estado afetado poderá sofrer sanções, que vão desde a 
suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de 
integração regional até a suspensão dos direitos e obrigações 
resultantes desse processo. Tais sanções serão aplicadas mediante 
consenso dos Estados-parte do Protocolo de Ushuaia. 
O Protocolo de Ushuaia representa o que se chama de “cláusula 
democrática”, ou seja, representa o compromisso dos países em adotar a 
democracia como regime de governo. A cláusula democrática foi invocada, no 
ano de 1999, para impedir a ruptura da democracia no Paraguai, que passava, 
à época por enorme crise política. Em 2012, a cláusula democrática foi 
novamente invocada, em razão da destituição do Presidente do Paraguai 
Fernando Lugo. 
 
4.6- Protocolo de Defesa da Concorrência: 
A concentração do poder econômico pode levar a situações em que a 
concorrência se torna insustentável e o mercado fica desequilibrado. Há várias 
práticas que restringem a concorrência, como, por exemplo, a formação de 
cartéis. No âmbito do MERCOSUL, os países celebraram o “Protocolo de 
Defesa da Concorrência”, desejando assegurar o livre acesso ao mercado e, 
ainda, a distribuição equilibrada dos benefícios da integração regional. 
 
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4.7-Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML): 
O comércio entre os países do MERCOSUL tem como referência o 
dólar. Entretanto, como veremos a seguir, admite-se que certas trocas 
comerciais intra-MERCOSUL sejam realizadas em moedas locais, ao 
amparo do SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local). 
Para entendermos melhor como funciona e em que consiste o SML, é 
necessário fazermos uma rápida regressão temporal. 
No ano de 2007, foi publicada a Decisão CMC nº 25/2007, que criou 
formalmente o sistema de pagamentos em moeda local para o comércio 
realizado entre os Estados - Parte do MERCOSUL. Entretanto, a referida 
decisão não foi dotada de auto-aplicabilidade, já que ela mesma 
explicitava que as condições de operação desse sistema, de caráter facultativo, 
seriam definidas mediante convênios bilaterais celebrados voluntariamente 
entre os Bancos Centrais dos respectivos países. 
Em fevereiro de 2008, a Decisão CMC nº 25/2007 foi internalizada 
pelo Brasil, através de decreto presidencial. Logo em seguida, em setembro de 
2008, foi assinado o Convênio do Sistema de Pagamentos em Moeda 
Local entre a Argentina e Brasil, estabelecendo efetivamente a 
possibilidade de que esses dois países utilizassem moedas locais em suas 
transações comerciais. 
Em dezembro de 2014, o Sistema de Pagamentos em Moeda Local 
(SML) também passou a ser utilizado no comércio bilateral entre Brasil e 
Uruguai. Assim, atualmente, o SML pode ser utilizado nas seguintes relações 
comerciais bilaterais: Brasil - Argentina e Brasil – Uruguai. Em abril de 2016, 
foi assinado um convênio entre o Banco Central do Brasil e o Banco Central do 
Paraguai, mas o SML entre os dois países ainda está pendente de 
regulamentação. 
Foram vários os motivos que levaram os países do MERCOSUL a 
estabelecer na Decisão CMC nº 25/2007 a sua intenção em criar um sistema 
de pagamentos em moedas locais, dentre os quais citamos: 
1) Redução de custos financeiros nas transações comerciais entre os 
Estados-parte do MERCOSUL na medida em que não será necessário mais 
celebrar contrato de câmbio. 
2) Estímulo dos mercados financeiros regionais, visando o 
fortalecimento do processo de integração e construção da união aduaneira. 
3) Facilitar as atividades comerciais, em especial das pequenas e 
médias empresas instaladas no MERCOSUL, com vistas ao fomento do 
desenvolvimento sustentável das economias da região. 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 77 ∀# 23 
Por fim, é importante anotarmos que o SML é um sistema 
facultativo e que, apesar de poderem ser utilizadas moedas locais no 
comércio Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai, o que se vê efetivamente é que 
sua participação total no comércio entre estes países ainda é baixa. 
 
4.8- Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM): 
Os Estados-partes do MERCOSUL possuem grandes assimetrias 
(diferenças) econômica e sociais. Para se ter uma ideia disso, o Brasil 
representa mais de 2/3 do PIB do MERCOSUL tomado em conjunto. 
A fim de reduzir as assimetrias regionais e, assim, aprofundar a 
integração regional, por meio do incentivo à competitividade e do estímulo à 
coesão social, foi criado pela Decisão CMC nº 45/2004 o Fundo para a 
Convergência Estrutural (FOCEM). 
Mas o que vem a ser o FOCEM? 
O FOCEM é um fundo composto por contribuições não-reembolsáveis 
dos Estados-partes do MERCOSUL, destinado ao financiamento de projetos 
de infraestrutura das economias menores e das regiões menos 
favorecidas do MERCOSUL. Cada Estado contribui na proporção de seu PIB, 
cabendo, portanto, a maior parte das contribuições ao Brasil. 
 
4.9- Criação do Alto Representante Geral do MERCOSUL: 
A Decisão CMC nº 63/2010 criou o Alto Representante Geral do 
MERCOSUL como órgão do Conselho do Mercado Comum (CMC), o qual é 
designado para um mandato de 3 (três) anos, prorrogável por igual período, 
uma única vez. O Alto Representante Geral do MERCOSUL será uma 
personalidade política destacada, nacional de um dos Estados-partes, com 
reconhecida experiência em temas de integração. 
O objetivo central da criação da figura do Alto Representante foi dotar 
o MERCOSUL de maior visibilidade e projeção no plano internacional. No 
exercício de suas funções, ele irá levar em conta o interesse geral do 
MERCOSUL e o aprofundamento do processo de integração. 
O Alto Representante Geral do MERCOSUL será responsável, dentre 
outras tarefas, por: 
- apresentar propostas vinculadas ao processo de integração regional 
ao CMC e ao GMC. 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 78 ∀# 23 
- coordenar os trabalhos relativos ao plano de ação para o Estatuto 
da Cidadania do MERCOSUL. 
- representar o MERCOSUL, por mandato expresso do CMC, perante 
terceiros países, organizações internacionais e fóruns internacionais. 
- atuar na coordenação política, mantendo diálogo com outros órgãos 
do MERCOSUL (Parlasul, Foro Consultivo Econômico-Social)4.10- Resultados econômicos do MERCOSUL: 
O balanço econômico que se pode fazer sobre a integração regional 
no MERCOSUL é bastante positivo. Podemos apontar várias conseqüências da 
criação do MERCOSUL, do ponto de vista econômico: 
1) Aumento da corrente de comércio entre os membros do 
MERCOSUL. 
2) A integração regional entre os países do MERCOSUL provocou 
mudança positiva na eficiência econômica dos agentes. A liberalização do 
comércio intrabloco tem como efeito o aumento da concorrência, fazendo 
com que as empresas desenvolvam novos processos e produtos e, portanto, 
aumentem sua eficiência. 
3) A constituição do MERCOSUL permitiu que as empresas pudessem 
melhor aproveitar as economias de escala. A ampliação do mercado 
consumidor permite que as empresas possam auferir economias de escala. 
 
Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 
 
81. (AFRF-2000)- Considerando que uma importação brasileira 
oriunda de países membro da ALADI - Associação Latino-Americana de 
Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de 
preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa 
Externa Comum de 10%(dez por cento), o imposto resultante 
alcançará o percentual de 7%. 
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Comentários: 
Pelas regras da ALADI, uma margem de preferência de 30% em 
relação a uma alíquota da TEC de 10%, irá resultar em um imposto de 7%: 
- 30% de 10 = 3% 
- Imposto = 10% - 3% = 7% (Questão correta) 
82. (AFRFB – 2005)- De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena 
vigência das instituições democráticas é condição essencial para o 
processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL, 
Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática 
em um dos países pode levar à suspensão de seus direitos e 
obrigações nos processos de integração entre os membros desse 
Protocolo. 
Comentários: 
O Protocolo de Ushuaia foi celebrado com o fito de garantir a 
plena vigência das instituições democráticas nos países do MERCOSUL. 
Caso ocorra a ruptura da democracia em algum dos membros do bloco, este 
poderá ser sancionado com a suspensão dos seus direitos e deveres no 
processo de integração regional. Questão correta. 
83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A cláusula 
democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na 
prática. 
Comentários: 
A cláusula democrática, prevista no Protocolo de Ushuaia, já foi 
invocada para impedir a ruptura do regime democrático no Paraguai, no ano 
de 1999. Em 2012, ela foi novamente invocada, por ocasião da deposição do 
Presidente Fernando Lugo. Questão errada. 
84. (ACE-2002 - adaptada)- No atual contexto internacional, os 
Estados assumem compromissos mútuos de várias maneiras, entre os 
quais a assinatura de acordos e a participação em organizações 
internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo 
brasileiro pode-se relacionar o compromisso de aceitação da 
prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz 
respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de 
Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS). 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 79 ∀# 23 
Será que existe alguma hierarquia entre os acordos celebrados no 
âmbito da OMC e os acordos celebrados no MERCOSUL? 
Não. Não há relação hierárquica entre os acordos celebrados 
no âmbito da OMC e os acordos celebrados no âmbito do MERCOSUL, a 
partir do que está incorreto afirmar-se que o Brasil aceita a prevalência das 
regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz respeito aos temas tratados 
pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao Comércio 
(TRIMS). Logo, a questão está errada. 
85. (AFRF-2000-adaptada)- São ganhos do MERCOSUL a mudança 
positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude de maior 
concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela 
especialização crescente dos agentes econômicos; o maior 
aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação do 
mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre os 
países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos. 
Comentários: 
Ainda não é possível no MERCOSUL a mobilidade dos fatores de 
produção. Questão errada. 
86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A involução do 
comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao 
comércio exterior dos países dessa sub-região. 
Comentários: 
A constituição do MERCOSUL teve como efeito aumentar a corrente 
de comércio intrabloco. Questão errada. 
87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)- No MERCOSUL, a livre 
circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países que 
não são membros plenos. 
Comentários: 
Ainda não livre circulação de pessoas no MERCOSUL, inclusive em 
relação aos membros efetivos (plenos). Questão errada. 
88. (AFRF-2005)- No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime 
para a aplicação de medidas de salvaguarda às importações 
provenientes de países não-membros do bloco. 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 72 ∀# 23 
O MERCOSUL já adotou, por meio da Decisão CMC nº 17/96, um 
“Regulamento Comum para a Aplicação de Salvaguardas”. Questão correta. 
89. (Questão Inédita)- O Mecanismo de Adaptação Competitiva 
(MAC) tem como objetivo proteger setores industriais de qualquer dos 
países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados-
membros estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria 
doméstica. A principal provisão do MAC é permitir que sejam adotadas 
salvaguardas em relação a produtos originários de outro país do bloco. 
Comentários: 
O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) aplica-se somente 
entre Brasil e Argentina. O MAC representa a possibilidade de aplicação de 
salvaguardas no comércio entre esses dois países. Questão errada. 
90. (Questão Inédita)- O Fundo para a Convergência Estrutural 
(FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da competitividade 
das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, 
estimular a coesão social e fortalecer a integração física por 
intermédio de obras de infraestrutura. 
Comentários: 
O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) é um fundo 
criado com o objetivo de apoiar as economias menores do MERCOSUL a 
fim de reduzir as assimetrias entre os países que integram esse bloco 
regional. Questão correta. 
91. (Questão Inédita)- O Sistema de Pagamentos em Moeda Local 
(SML) é um mecanismo em vigor entre os quatro países do MERCOSUL 
por meio do qual a liquidação de transações comerciais poderá ser 
feita com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização 
de dólares. 
Comentários: 
Atualmente, o SML somente está em vigor no comércio bilateral entre 
Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. A intenção é que, no futuro, ele abranja 
também os outros países do MERCOSUL. Logo, a questão está errada ao 
afirmar que ele já está em vigor entre os quatro países do bloco. 
92. (TRF – 2005)- Atualmente, é possível que um membro do 
MERCOSUL aplique uma medida antidumping contra outro membro do 
bloco. 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Nota
Trata-se de acordo BILATERAL.
Entre Brasil e Argentina.
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 8: ∀# 23 
Os membros do MERCOSUL aplicam medidas antidumping uns contra 
os outros, embora essa não seja uma prática cuja legitimidade seja 
reconhecida pela normativada OMC para uniões aduaneiras. Questão correta. 
93. (TRF – 2005)- Ainda não foram definidas regras que tenham por 
objeto a defesa da concorrência no âmbito do MERCOSUL. 
Comentários: 
Os membros do MERCOSUL já celebraram um “Protocolo para a 
Defesa da Concorrência”. Questão errada. 
94. (AFRF-2005)- Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil 
pode modificar, a cada seis meses, até 40% (quarenta por cento) dos 
produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum. 
Comentários: 
Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, cada país pode modificar, a 
cada seis meses, até 20% dos produtos de sua Lista de Exceções à TEC. 
Questão errada. 
95. (AFRFB – 2005)- Atualmente, o Brasil pode manter até 100 (cem) 
itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL como lista de exceção à 
Tarifa Externa Comum. 
Comentários: 
De fato, pela Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode manter até 
100 itens da NCM em sua Lista de Exceções à TEC até 31/12/2021. A 
Argentina também pode manter 100 itens à margem da TEC até 31/12/2021; 
o Uruguai, 225, até 31/12/2022; o Paraguai, 649, até 31/12/2023. Questão 
correta. 
96. (Questão Inédita)- Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os 
Estados-membros do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável 
existente no bloco regional. 
Comentários: 
Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, ao compor suas listas, os 
países do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável existente 
nos blocos regionais. Esse dispositivo visa a evitar que os membros do 
MERCOSUL coloquem uma tarifa de importação inferior à prevista na TEC para 
produtos que possam ser comprados de outros membros do MERCOSUL. 
Questão correta. 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 81 ∀# 23 
97. (Questão Inédita)- Os membros do MERCOSUL podem manter 
exceções à TEC como forma de proteger a indústria nascente. 
Comentários: 
A proteção à indústria nascente não é uma justificativa para que os 
países do MERCOSUL mantenham produtos como exceções à TEC. Questão 
errada. 
98. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a 
harmonização da política comercial em relação a terceiros países. Para 
alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e 
aplicar medidas de defesa comercial em conjunto. 
Comentários: 
De fato, o MERCOSUL, enquanto união aduaneira, tem por objetivo o 
estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros 
países. Nesse sentido, uma união aduaneira ideal pressupõe que os países do 
bloco apliquem medidas de defesa comercial em conjunto e que não 
mantenham exceções à TEC. Questão errada. 
99. (Questão Inédita)- É possível que, por razões de 
desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que, para 
um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma 
alíquota do imposto de importação superior à prevista na TEC. 
Comentários: 
Segundo a Decisão CMC nº 08/2008, é possível que um membro do 
MERCOSUL, por razões de desabastecimento, mantenha um produto à margem 
da TEC. No entanto, sobre esse produto deverá incidir uma alíquota do 
imposto de importação inferior à prevista na TEC. 
Com efeito, seria totalmente ilógico supor que, por razões de 
desabastecimento, um país estabeleça uma alíquota do I.I superior à prevista 
na TEC. Se há um desabastecimento interno, o país quer estimular a entrada 
de produtos, o que faz por meio da redução de alíquotas. Questão errada. 
100. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer 
um “Regime Comum de Importação de bens de capital não produzidos 
no MERCOSUL”. 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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O objetivo do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, é que seja 
estabelecido um regime comum para a importação de bens de capital 
não produzidos no bloco. Questão correta. 
101. (Questão Inédita)- Os Estados-membros do MERCOSUL poderão 
modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas listas 
de exceção à TEC. 
Comentários: 
Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, os Estados-membros do 
MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 (seis) meses, até 20% das NCM’s 
incluídas em suas Listas de Exceções à TEC. Questão correta. 
102. (Questão Inédita)- O objetivo de aperfeiçoamento da União 
Aduaneira implica avançar no que se refere a normas e procedimentos 
que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do 
MERCOSUL dos bens importados no território aduaneiro ampliado e 
estabelecer um mecanismo de distribuição da renda aduaneira e 
eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC. 
Comentários: 
O avanço do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, implica na 
eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC, o que tem como maior 
empecilho a dificuldade de se criar um mecanismo de distribuição da renda 
aduaneira. Questão correta. 
103. (Questão Inédita)- A distribuição da renda aduaneira é o maior 
entrave às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa 
Externa Comum. 
Comentários: 
De fato, o maior empecilho às negociações para a eliminação da 
dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) é a distribuição da renda 
aduaneira. Logo, a questão está correta. 
104. (AFRFB – 2005)- Muito embora o MERCOSUL almeje à 
conformação de um mercado comum, atualmente o bloco se encontra 
no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a 
conclusão dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre-
comércio intrabloco. 
Comentários: 
Diego
Realce
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Segundo a maior parte da doutrina, o MERCOSUL é considerado uma 
união aduaneira imperfeita. Todavia, ao contrário do que afirma a questão, 
para se tornar uma união aduaneira completa ou perfeita, não basta a 
eliminação das exceções ao livre comércio intrabloco. Para corrigir as 
imperfeições da união aduaneira, é necessário colocar um fim às exceções à 
Tarifa Externa Comum. Questão errada. 
 
5- REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL: 
Regras de origem são leis, regulamentos e determinações 
administrativas que definem o país de origem de um produto. Suponha 
que o motor de um automóvel seja fabricado na Alemanha; o câmbio e a 
suspensão, na Itália; as rodas e os pneus, no Brasil. Nesse caso, de qual país o 
automóvel será originário? Difícil, não é mesmo? São justamente as regras de 
origem que irão definir isso! 
É importante termos em mente a diferença entre origem e 
procedência! Imagine, por exemplo, um automóvel inteiramente fabricado na 
França. Esse automóvel é exportado para os EUA e, em seguida, é novamente 
exportado, agora para o Brasil. Nessa situação, dizemos que, ao chegar ao 
Brasil, o automóvel é originário da França e procedente dos EUA. É originário 
da França porque foi naquele país que ele foi fabricado; é procedente 
dos EUA porque ele foi importado deste país. 
Há dois tipos de regras de origem: i) regras de origem não-
preferenciais e; ii) regras de origem preferenciais. 
As regras de origem não-preferenciais têm aplicação geral, 
independentemente de qualquer acordo comercial. Elas são utilizadas para 
determinar a origem de um produto para fins de aplicação de medidas de 
defesa comercial ou outros tipos de barreiras não-tarifárias. 
As regras de origem preferenciais, por sua vez, são utilizadas no 
âmbito de acordos regionais / preferenciais de comércio. Elas definem os 
critérios que devem ser cumpridos por um produto para que este possa auferir 
os benefícios de um acordo comercial. A existência de regras de origem 
preferenciais é fundamental para evitar que produtos fabricados em países que 
não fazem parte do acordo aufiram indevidamenteseus benefícios. 
No âmbito do MERCOSUL, as regras de origem preferenciais estão 
definidas na Decisão CMC nº 01/2004. Nessa norma, estão definidos os 
requisitos que devem ser cumpridos por um produto para que este possa 
auferir os benefícios do comércio intrabloco. Com efeito, para que um produto 
possa circular livre de barreiras entre os países do MERCOSUL, é 
necessário que ele seja originário do MERCOSUL. 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 86 ∀# 23 
Os requisitos de origem podem ser divididos em gerais e 
específicos. 
São considerados originários do MERCOSUL (requisitos genéricos): 
1) Os produtos integralmente obtidos ou integralmente 
produzidos no interior de qualquer dos Estados Partes, quando neles forem 
utilizados exclusivamente materiais originários dos Estados Partes. Um 
guindaste produzido no Brasil exclusivamente com insumos brasileiros será 
considerado originário do MERCOSUL. O trigo colhido em uma plantação da 
Argentina será considerado originário do MERCOSUL. 
2) Os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não 
originários dos Estados partes, quando resultantes de uma transformação 
substancial. Considera-se transformação substancial aquela que confere 
nova individualidade a um produto, o qual passa a ser classificado em uma 
nova posição tarifária, ou seja, os 4 (quatro) primeiros dígitos da 
classificação fiscal são alterados. Quando ocorre essa mudança na posição 
tarifária, dizemos que houve o “salto tarifário”. Se uma empresa argentina 
compra madeira da Itália e transforma essa madeira em uma cadeira, 
percebe-se, nitidamente, que houve o salto tarifário. A madeira classifica-se na 
posição tarifária 4403.20.00; a cadeira na posição 9403.30.00 (vejam como 
os quatro primeiros dígitos da classificação fiscal mudaram!) 
Em 2009, foi introduzida, ainda, uma nova regra a respeito do salto 
tarifário. Segundo a Decisão CMC nº 16/2007, “considera-se que um produto 
cumpre com o requisito de salto tarifário se o valor CIF de todos os materiais 
não-originários do MERCOSUL utilizados em sua produção que não estejam 
classificados em uma posição tarifária diferente à do produto, não excede 10% 
do valor FOB do produto exportado.” 
Redação complicada, não é? 
Calma! Vou explicar! Suponha que, para a construção de um produto 
classificado na NCM 9504.10.10, seja necessário utilizar quatro insumos 
diferentes, classificados, respectivamente, nas seguintes NCM’s: 9504.10.90, 
7202.11.00, 7217.10.10 e 4704.30.00. Se fôssemos seguir à risca a regra do 
salto tarifário (a classificação fiscal do produto final tem que mudar os quatro 
primeiros dígitos em relação aos seus insumos), o produto 9504.10.10 não 
seria originário do MERCOSUL, já que um de seus insumos é classificado na 
mesma posição tarifária (9504.10.90). No entanto, caso este insumo 
classificado na mesma posição seja pouco representativo (seu valor não 
exceder 10% do produto final), considera-se que ocorreu o salto tarifário. 
3) Os produtos em que, apesar de não ter havido o “salto tarifário”, 
contam com 60% de valor agregado regional. Há outra forma de falar isso 
(bem mais complexa, por sinal!) E como as bancas examinadoras adoram 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 87 ∀# 23 
coisas complexas... Dizer que houve 60% de agregação de valor regional é o 
mesmo que dizer que o valor CIF dos insumos não-originários não deve 
superar 40% do valor FOB da mercadoria produzida. 
Em virtude de ser a menor economia do MERCOSUL, o Paraguai 
goza de um tratamento preferencial no que diz respeito ao regime de 
origem. Para esse país, a exigência de agregação de valor regional é de 
apenas 40%. Ou, em outras palavras, para o Paraguai, o valor CIF dos 
insumos não originários não deve superar 60% do valor FOB da mercadoria 
produzida. 
 
Com a Decisão CMC nº 32/2015, foi concedido um 
tratamento preferencial também ao Uruguai e à 
Argentina. Vejamos: 
1) No caso do Uruguai, o valor dos insumos não originários 
não poderá exceder 50% do valor FOB da mercadoria 
produzida até 31/12/2021 e 45% a partir de 1º de janeiro 
de 2022. Em outras palavras, até 31/12/2021, para que 
uma mercadoria se considere originária do Uruguai, basta 
que ela possua 50% de valor agregado regional. A partir 
de 2022, a origem será atribuída para as mercadorias 
uruguaias que possuam 55% de valor agregado 
regional. 
2) No caso da Argentina, a regra geral é que as 
mercadorias serão consideradas originárias caso tenham 
60% de valor agregado regional. No entanto, caso se trate 
de exportações da Argentina para o Uruguai, as 
mercadorias serão consideradas originárias caso tenham 
50% de valor agregado regional (até 2021). A partir de 
2022, a origem será atribuída às mercadorias que possuam 
55% de valor agregado regional. 
Esses são os requisitos de origem genéricos! Já em relação aos 
requisitos específicos, estes não existem para todos os bens. No entanto, 
quando existirem, prevalecerão sobre os requisitos genéricos. Um 
exemplo de requisito específico seria exigir que, para serem originários do 
MERCOSUL, os computadores sofram um número mínimo de operações de 
industrialização (montagem e soldagem de todos os componentes nas placas 
de circuito, montagem das partes elétricas, etc). 
Esquematizando: 
 
 
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Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 
 
105. (AFRF-2003-adaptada)- Para ser considerado originário da 
ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo regional, 
sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, 
para ser considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no 
mínimo, de conteúdo regional. 
Comentários: 
Duas perguntas importantes para resolvermos essa questão: 
1)- Qual o percentual de agregação de valor regional para que 
um produto seja considerado originário da ALADI? Conforme afirma a 
questão, para ser considerado originário da ALADI, há necessidade de 50% de 
valor agregado regional. Para os países de menor desenvolvimento relativo 
– Bolívia, Equador e Paraguai -, o percentual de agregação de valor regional 
exigido é de 40%. 
2)- Qual o percentual de agregação de valor regional para que 
um produto seja considerado originário do MERCOSUL? Conforme afirma 
a questão, para ser considerado originário do MERCOSUL, o percentual de 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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agregação de valor regional é de 60%. Para o Paraguai, esse percentual é de 
40%. 
Logo, a questão está correta. 
106. (AFRF-2002-2-adaptada) - Conforme as regras de origem 
aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando 
exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados 
originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração foram 
utilizados materiais não originários de seus países membros, quando 
resultantes de um processo de transformação substancial realizado em 
seu território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada 
pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do 
MERCOSUL na mesma posição do material cuja função seja 
preponderante. 
Comentários: 
Pegadinha! O “salto tarifário” considera-se ocorrido quando o 
produto final, resultante do processo de industrialização, classifica-se, ao 
contrário do que afirma a questão, em posição tarifária diferente à dos 
seus insumos. Questão errada. 
107. (ACE-1997 - adaptada)- Segundo o Regime de Origem do 
MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que têm60% do valor agregado regionalmente. 
Comentários: 
Perfeita a assertiva! A exigência de conteúdo regional, para que um 
produto seja considerado originário do MERCOSUL, é de 60%. 
108. (ACE- 1997- adaptada)- Segundo o Regime de Origem do 
MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que 
tenham tido algum tipo de transformação ou processamento 
substancial na região. 
Comentários: 
De fato, se um produto sofrer uma transformação substancial 
em um país do MERCOSUL, ele será considerado originário do bloco. 
Cabe lembrar que a transformação substancial fica caracterizada quando o 
produto final passa a classificar-se em posição tarifária diferente dos insumos 
utilizados em sua fabricação (“salto tarifário”). Questão correta. 
109. (ACE – 1997 – adaptada)- Para ser considerado originário do 
MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial do produto. 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
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Diego
Realce
Diego
Realce
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 89 ∀# 23 
Comentários: 
Para fins de atribuição de origem a um produto, não interessa saber 
onde se iniciou o processo de industrialização. Questão errada. 
110. (ACE – 1997)- Um produto originário do MERCOSUL tem direito a 
tarifa zero no comércio entre os integrantes do bloco. 
Comentários: 
No MERCOSUL, circulam livres de barreiras tarifárias os 
produtos originários do bloco. Em outras palavras, os produtos originários 
do MERCOSUL têm direito a tarifa zero (margem de preferência de 100%) no 
comércio intrabloco. Questão correta. 
111. (ACE-1997-adaptada)- No âmbito do MERCOSUL, o controle de 
origem só é necessário se o produto em questão figurar em uma lista 
de exceções à Tarifa Externa Comum. 
Comentários: 
No interior do MERCOSUL, as mercadorias circulam livres de 
barreiras, desde que, é claro, sejam originárias desse bloco regional. Para 
usufruir, então, dos benefícios do MERCOSUL, as importações devem ser 
instruídas com um Certificado de Origem do MERCOSUL. No âmbito desse 
bloco, todas as mercadorias estão sujeitas ao controle de origem. Logo, 
a questão está errada. 
112. (Questão Inédita)- O regime de origem do MERCOSUL considera 
como originários os produtos totalmente obtidos ou totalmente 
produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles 
que possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não 
ultrapassem 50% de conteúdo regional. 
Comentários: 
São considerados originários do MERCOSUL os produtos totalmente 
obtidos ou totalmente produzidos em países integrantes do bloco ou, no caso 
de insumos não originários do bloco, quando o valor CIF destes não 
ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida. Em outras 
palavras, o valor agregado regional da mercadoria deve ser de no mínimo 60% 
para que ela seja originária do bloco. Questão errada. 
113. (Questão Inédita)- São considerados originários do MERCOSUL os 
produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não 
originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de 
transformação que lhes confira uma nova individualidade, 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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caracterizada pelo fato de estarem classificados em uma posição 
tarifária diferente da dos mencionados materiais. 
Comentários: 
Perfeita a assertiva! São considerados originários do MERCOSUL os 
produtos que sofreram, no âmbito do bloco, uma transformação substancial, 
assim considerada aquela que promove o “salto tarifário”. Questão correta. 
114. (Questão Inédita)- No âmbito do regime de origem do 
MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a requisitos 
específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais. 
Comentários: 
Os requisitos específicos de origem, quando existirem, devem 
prevalecer sobre os requisitos gerais. Questão correta. 
115. (Questão Inédita)- Para que as mercadorias originárias se 
beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão ter sido 
expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte 
importador. Para tal fim se considera expedição direta as mercadorias 
transportadas sem passar pelo território de algum país não 
participante do MERCOSUL. 
Comentários: 
O art. 10 da Decisão CMC nº 01/2004 (Regime de Origem do 
MERCOSUL) determina que para que as mercadorias originárias possam se 
beneficiar do tratamento preferencial, estas devem ser expedidas diretamente 
do Estado parte exportador para o Estado parte importador. Questão correta. 
116. (Questão Inédita)- O Paraguai goza de privilégios em relação ao 
regime de origem estabelecido no MERCOSUL, sendo consideradas 
originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimo de 40% 
de conteúdo regional. 
Comentários: 
De fato, o Paraguai goza de benefícios no que diz respeito às 
exigências de conteúdo regional para que um produto seja considerado 
originário do MERCOSUL. São consideradas originárias desse país as 
mercadorias que tenham um mínimo de 40% de conteúdo regional. Questão 
correta. 
117. (Questão Inédita)- Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo 
regional, isto é, se o valor CIF dos insumos importados não ultrapassar 
Diego
Realce
Diego
Realce
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40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do 
MERCOSUL. 
Comentários: 
Dizer que uma mercadoria tem 60% de conteúdo regional é o mesmo 
que dizer que o valor CIF dos insumos originários de terceiros países não 
excede 40% do valor FOB. Esse é um dos requisitos de origem do MERCOSUL. 
Questão correta. 
 
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QUESTÕES COMENTADAS 
1. (AFRFB – 2014) Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto 
afirmar que: 
a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de 
capital, inicialmente por cinco anos, para projetos de investimento aprovados 
pelas Autoridades Nacionais do Mercosul. 
b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de 
medidas específicas de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um 
abastecimento normal e fluido de produtos nos Estados Partes. 
c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção 
regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista 
produção regional de outra matéria-prima para insumo similar mediante uma 
linha de produção alternativa. 
d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do 
Imposto de Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e 
Bens de Informática e de Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, 
peças e componentes, quando não houver produção nacional. 
e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de 
dezembro de 2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no 
MERCOSUL. 
Comentários: 
Letra A: errada. O ex-tarifário é uma redução temporária do imposto 
de importação para bens de capital e bens de informática e telecomunicações 
que não tenham produção nacional. Sua vigência é de 2 anos. 
Letra B: correta. O art. 1º, da Resolução GMC nº 08/2008, dispõe que 
é facultado à CCM a adoção de medidas específicas de caráter tarifário 
tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de produtos nos 
Estados Partes. Essas medidas consistem na redução de alíquotas da TEC e na 
determinação de uma quantidade a ser importada. Em outras palavras, poderá 
ser estabelecida uma cota tarifária com vistas a evitar o desabastecimento 
interno. 
Letra C: correta. Essaera uma assertiva difícil, mas que você tinha 
condições de acertar. Uma das exceções à TEC é a motivada pelo 
desabastecimento interno, que se aplica, dentre outros casos, quando há o 
“desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para 
determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-
prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa”. 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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Letra D: correta. É exatamente essa a definição de ex-tarifário. 
Consiste em redução temporária do imposto de importação para 2%, pelo 
período de 2 anos. É aplicável aos bens de capital (BK) e bens de informática e 
telecomunicações (BIT) que não tenham produção nacional. 
Letra E: correta. Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode 
manter 100 códigos da NCM em sua Lista de Exceções à TEC. Destaque-se 
que deve ser valorizada a oferta exportável no bloco. Exemplo: se a Argentina 
produz um determinado produto, o Brasil não deve colocá-lo na sua Lista de 
exceções com uma alíquota inferior à da TEC. Caso o faça, estará prejudicando 
a Argentina. 
2. (Instituto Rio Branco-2008) Segundo a doutrina da integração 
regional, que se desenvolve com a disseminação e o aprofundamento 
dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união 
aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque: 
a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo 
do Código Aduaneiro do MERCOSUL. 
b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas 
que impede a aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os 
países-membros do bloco regional. 
c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, 
sendo reconhecida apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no 
Protocolo de Ouro Preto. 
d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de 
estabelecimento, como ocorre na União Europeia. 
e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com 
os padrões internacionais de liberalização comercial. 
Comentários: 
Letra A: errada. O Código Aduaneiro do MERCOSUL não diz, em seu 
preâmbulo, que o MERCOSUL é uma união aduaneira imperfeita. 
Letra B: correta. O MERCOSUL é considerado uma união aduaneira 
imperfeita em razão das diversas exceções à política comercial comum em 
relação a terceiros países. O que é marcante, nesse sentido, são as diversas 
exceções à TEC. 
Letra C: errada. O MERCOSUL possui, sim, personalidade jurídica de 
direito internacional. De qualquer forma, não seria a falta dessa personalidade 
que o tornaria uma união aduaneira imperfeita. 
Diego
Realce
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Letra D: errada. De fato, não há livre circulação de trabalhadores no 
MERCOSUL. Mas isso é característica de um mercado comum (e não de uma 
união aduaneira ideal!) 
Letra E: errada. Não interessa se a tarifa externa comum é elevada 
ou não. Uma união aduaneira ideal se caracteriza por uma política comercial 
comum em relação a terceiros países. 
3. (CODESP-2011) O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo 
tratado de Assunção, assinado entre Argentina, Brasil, Uruguai e 
Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é: 
a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, 
através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições 
não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito 
equivalente. 
b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade 
monetária com inflação e déficits públicos controlados. 
c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro 
devem ser convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável. 
d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas 
monetárias dos estados membros. 
e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os 
Estados membros. 
Comentários: 
Letra A: correta. O MERCOSUL ambiciona tornar-se um mercado 
comum, o que implica na livre circulação de mercadorias, serviços e fatores 
de produção. 
Letra B: errada. O MERCOSUL não busca a criação de uma moeda 
única. 
Letra C: errada. A fixação de taxas de câmbio e a criação de um 
espaço econômico em que as moedas sejam conversíveis não são objetivos do 
MERCOSUL. 
Letra D: errada. O MERCOSUL não busca a unificação de políticas 
monetárias. 
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Letra E: errada. No MERCOSUL, busca-se a harmonização de 
legislações nacionais, para que estas não entrem em conflito. Não é objetivo a 
unificação de legislações nacionais. 
4. (CODEVASF-2003) Constitui uma exceção ao livre comércio no 
Mercosul os produtos: 
a) agrícolas; 
b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte; 
c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do 
valor final do produto; 
d) têxteis e vestuários; 
e) procedentes de zonas francas ou áreas afins. 
Comentários: 
Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do MERCOSUL 
aplicarão a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as mercadorias provenientes de 
zonas francas comerciais, zonas francas industriais, zonas de processamento 
de exportações e áreas aduaneiras especiais. Assim, as mercadorias 
provenientes de zonas francas são exceções ao livre comércio intrabloco. A 
resposta é, portanto, a letra E. 
5. (ACE-2012) Considere as seguintes assertivas sobre defesa 
comercial no Mercosul e, em seguida, assinale a opção correta. 
a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa 
comercial. 
b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre 
Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco 
do sistema de resolução de controvérsias do Mercosul. 
c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros 
implementar procedimentos comuns de investigação e adotar um processo 
decisório comum frente a práticas desleais de comércio por terceiros países. 
d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros 
são tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de 
investigação comuns aos países do Mercosul. 
Diego
Realce
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e) As salvaguardas comerciais no comércio intra-bloco representam importante 
instrumento de promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade 
frente às disparidades entre as econômicas dos países membros. 
Comentários: 
Letra A: errada. No âmbito do MERCOSUL, existe um Regulamento 
Comum para a aplicação de salvaguardas comerciais. 
Letra B: correta. Pode ser levada à apreciação do sistema de solução 
de controvérsias do MERCOSUL qualquer litígio de natureza comercial. 
Letra C: errada. Não existe um regulamento comum para a aplicação 
de medidas antidumping e medidas compensatórias, que são as medidas de 
defesa comercial usadas para combater práticas desleais de comércio. 
Letra D: errada. Apenas as matérias relativas às salvaguardas são 
tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de investigação 
comuns aos países do Mercosul. 
Letra E: errada. Somente podem ser aplicadas medidas de 
salvaguardas no comércio bilateral Brasil-Argentina. Nas demais relações 
comerciais intra-MERCOSUL, não podem ser aplicadas salvaguardas. 
6. (Questão Inédita) Assinale a alternativa correta sobre o 
MERCOSUL: 
a) A personalidade jurídica dedireito internacional público do MERCOSUL foi 
reconhecida pelo Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de 
solução de controvérsias para esse bloco regional. 
b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre 
circulação de mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às 
mercadorias relacionadas nas Listas de Exceções à TEC. 
c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos 
por meio de eleições diretas. 
d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo 
celebrar acordos dos quais não faça parte essa organização internacional. 
e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, 
cujas decisões são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução 
política do processo de integração. Para isso, pode criar órgãos auxiliares 
necessários ao aprofundamento da integração regional. 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
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Letra A: errada. O Protocolo de Ouro Preto reconheceu explicitamente 
a personalidade jurídica de direito internacional do MERCOSUL. 
Letra B: errada. Pegadinha! As mercadorias relacionadas em Listas de 
Exceção à TEC circulam livremente entre os países do MERCOSUL. A 
inclusão de mercadorias na Lista de Exceção à TEC é feita por cada país, 
isoladamente, e significa que aquele país escolherá livremente a alíquota do 
imposto de importação cobrada em relação a terceiros países. 
Letra C: errada. Atualmente, os integrantes do Parlasul são 
escolhidos por meio de eleições indiretas. Apenas o Paraguai escolheu seus 
representantes por eleições diretas. 
Letra D: errada. O MERCOSUL possui, sim, vínculo jurídico com a 
ALADI, uma vez que é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito 
daquela organização internacional. 
Letra E: correta. Os órgãos decisórios do MERCOSUL são o Conselho 
do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do 
MERCOSUL. Todos eles têm natureza intergovernamental e tomam 
decisões por consenso. O CMC é o órgão de cúpula do MERCOSUL, 
responsável pela condução política do processo de integração. Ele tem a 
faculdade de criar novos órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da 
integração regional. 
7. (ACE-2012) Em relação às obrigações assumidas pelos Estados 
Partes do Mercosul quanto às barreiras impostas no comércio 
internacional, não é verdade afirmar que: 
a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com 
tarifa não uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais. 
b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, 
a absoluta extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da 
OMC. 
c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova 
científica do risco alegado. 
d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos 
os Membros da OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul. 
e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser 
utilizado meramente para imposição de restrições quantitativas. 
Comentários: 
Diego
Realce
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Letra A: correta. Os membros do MERCOSUL adotam uma Tarifa 
Externa Comum (TEC). Existem, todavia, diversas hipóteses de exceção à 
TEC, que fazem com que o MERCOSUL seja considerado uma união 
aduaneira imperfeita. 
Letra B: errada. O MERCOSUL é um bloco regional cujos integrantes 
concedem entre si mútuas preferências tarifárias, sem estendê-las aos demais 
membros da OMC. Trata-se, portanto, de uma exceção à cláusula da nação 
mais favorecida. 
Letra C: foi considera correta, mas caberia recurso. As medidas 
sanitárias, em regra, somente podem ser impostas quando houver prova 
científica do risco alegado. Todavia, isso não se aplica às medidas sanitárias 
provisórias. 
Letra D: correta. O TBT é um acordo multilateral da OMC e, portanto, 
é obrigatório para todos os membros dessa organização internacional. Como os 
Estados-parte do MERCOSUL são todos membros da OMC, eles estão 
vinculados ao TBT. 
Letra E: correta. As restrições quantitativas são, em regra, proibidas 
pelo art. XI do GATT. Quando são impostas estas restrições, o controle se faz, 
sim, por meio de licenciamento de importação. O que tornou a frase correta foi 
a palavra “meramente”, uma vez que as restrições quantitativas serão usadas 
apenas em situações excepcionais. 
8. (AFRFB/2012-adaptada) Sobre a integração regional nas 
Américas, assinale a opção correta. 
a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi 
criada em 1990 a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), 
com objetivos mais amplos do que a sua predecessora. 
b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite 
exceções, em função do objetivo de formação de um mercado comum 
estabelecido no Tratado de Assunção. 
c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do 
Sul (MERCOSUL), o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, 
correspondendo-lhe a condução política do MERCOSUL e a tomada de decisões 
para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos estabelecidos para a 
constituição definitiva do mercado comum. 
d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo 
que viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas locais 
dos Estados Partes, tendo sido implementado de forma voluntária nas relações 
comerciais Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. 
Diego
Realce
Diego
Realce
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e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de 
uma união aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se 
integrou ao NAFTA. 
Comentários: 
Letra A: errada. A ALADI é que sucedeu a ALALC, tendo sido criada 
em 1980, pelo Tratado de Montevidéu. 
Letra B: errada. Há diversas exceções à Tarifa Externa Comum do 
MERCOSUL. 
Letra C: errada. O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão 
superior do MERCOSUL, responsável pela condução política do processo de 
integração. 
Letra D: correta. De fato, o SML viabiliza a realização de operações 
de comércio exterior nas moedas locais dos Estados-partes do MERCOSUL. 
Atualmente, o SML é utilizado apenas nas relações bilaterais Brasil-Argentina e 
Brasil-Uruguai. 
Letra E: errada. A ALADI tem como objetivo a formação, no longo 
prazo, de um mercado comum. O México, apesar de fazer parte do NAFTA, não 
se retirou da ALADI. 
9. (Questão Inédita)- Assinale a alternativa correta acerca do 
MERCOSUL: 
a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) 
poderá criar novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do 
processo de integração regional. 
b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez 
que, embora tenha promovido uma completa convergência à Tarifa Externa 
Comum (TEC), não conseguiu estabelecer a livre circulação dos fatores 
produtivos. 
c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para 
entrarem em vigor, deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos 
nacionais dos Estados-parte. 
d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza 
intergovernamental, tomam decisões por maioria absoluta dos membros. 
e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL. 
Comentários: 
Diego
Realce
Diego
Realce
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Letra A: correta. De fato, existe a possibilidade de que o CMC crie 
novos órgãos que sejamnecessários ao aprofundamento do processo de 
integração regional. 
Letra B: errada. No MERCOSUL, ainda não houve completa 
convergência à TEC. 
Letra C: errada. Nem todas as normas do MERCOSUL, para entrarem 
em vigor, precisam ser aprovadas pelos Parlamentos Nacionais. Há 
determinadas normas independem de aprovação legislativa para serem 
internalizadas no ordenamento jurídico interno. 
Letra D: errada. As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL são 
adotadas por consenso. 
Letra E: errada. Existem, sim, barreiras ao livre comércio entre os 
membros do MERCOSUL. Como exemplo, citamos as barreiras no comércio de 
açúcar e automóveis. 
 
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
Diego
Realce
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 LISTA DE QUESTÕES Nº 01 
1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Criado por meio 
do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu 
surgimento, finalidade nitidamente política, relacionada tanto à 
necessidade de consolidar o processo de convergência política 
existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar 
o clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações 
entre os dois vizinhos. 
2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- São membros 
plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a 
Venezuela. 
3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Os Estados 
associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador e 
Guiana. 
4. (AFRFB – 2009)- O MERCOSUL foi constituído sob a égide da 
Associação Latino-Americana de Integração por meio de acordo de 
complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e 
Paraguai. 
5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O processo de 
integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação 
do contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos 
instrumentos firmados por ambos os países. 
6. (ACE-1997 - adaptada)- O Tratado de Cooperação Econômica 
(1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil) e Raul 
Alfonsín (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre 
Brasil e Argentina. 
7. (AFRFB – 2009)- Como os membros da ALADI estão formalmente 
proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais, os países do 
MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o 
Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL. 
8. (AFRFB – 2005)- Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos 
comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU (União Aduaneira 
Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e 
Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países. 
9. (AFTN-1996)- O MERCOSUL é um sistema de integração regional 
estabelecido inicialmente pela Associação Latino-Americana de 
Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de 
participantes desta associação, os remanescentes mudaram sua 
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denominação para MERCOSUL, na reunião realizada em 1991 em 
Assunção, capital do Paraguai. 
10. (Questão Inédita)- MERCOSUL e União Europeia estabeleceram 
no ano de 2009 uma área de livre comércio de mercadorias. 
11. (Questão Inédita)- O MERCOSUL possui acordos comerciais com 
países fora do continente americano, tais como Israel, Índia e a União 
Aduaneira Sul-Africana (SACU). 
12. (Questão Inédita)- O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial 
celebrado no âmbito da ALADI. 
13. (IRB-2010-adaptada)- Após a aprovação, pelo Senado Federal, 
em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao 
MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que 
o processo de incorporação daquele país à União Aduaneira seja 
concluído. 
14. (TRF-2005)- Na qualidade de membros associados do 
MERCOSUL, Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa Externa Comum 
(TEC) do bloco. 
15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- Diante da 
especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de 
desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o 
Brasil tem preferido negociar, isoladamente com a União Europeia, os 
temas mais sensíveis da agenda bilateral, juntamente com os temas 
relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à 
facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais. 
16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O objetivo 
primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos 
Estados-membros por meio dos seguintes processos: livre circulação 
de bens, serviços e fatores produtivos; estabelecimento de tarifa 
externa comum (TEC); adoção de política comercial comum; 
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização 
de legislações nas áreas pertinentes. 
17. (Advogado da União / 2008) - O MERCOSUL garante, de forma 
semelhante à União Europeia, uma união econômica, monetária e 
política entre países. 
18. (Advogado da União / 2008) - A adoção de uma política 
comercial comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos da 
criação do MERCOSUL. 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 94 ∀# 23 
19. (AFRFB-2009)- O MERCOSUL e a ALADI são esquemas 
preferenciais complementares, na medida em que perseguem distintos 
níveis de integração econômica. 
20. (AFRFB – 2009- adaptada)- Por possuírem objetivos, alcance e 
instrumentos distintos de integração, não há nenhuma relação 
funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI. 
21. (AFRFB – 2009 - adaptada)- Embora sejam esquemas idênticos 
quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando à 
integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou 
jurídicos o MERCOSUL e a ALADI. 
22. (AFRF-2003)- O Tratado de Assunção, que criou o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e 
Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma 
união aduaneira a partir de janeiro de 1995. 
23. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas 
macroeconômicas e setoriais entre os Estados-partes – como as de 
comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e alfandegária, entre 
outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência 
entre os Estados-partes. 
24. (AFTN-1996)- Os instrumentos básicos de ação previstos no 
Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a redução progressiva de 
barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das 
barreiras entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa 
externa comum; acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema 
provisório de solução de controvérsias e coordenação gradual de 
políticas macroeconômicas. 
25. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar 
políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e 
mão-de-obra. 
26. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda 
existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a 
incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da 
mesma. 
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27. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção,acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes 
harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes. 
28. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma 
vez constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas 
monetária, fiscal e cambial. 
29. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e 
fatores produtivos entre os Estados-partes do bloco. 
30. (AFRF-2003)- O regime de livre comércio implantado no âmbito 
do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a partir de 01 de janeiro de 
1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países-
membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de 
automóveis e açúcar. 
31. (AFTN-1998 - adaptada) - Constitui objetivo ou característica do 
MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de produção, exceto 
pessoas. 
32. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo 
constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do 
bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial 
comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados. 
33. (MDIC-2009/Área Administrativa)- Entre as medidas 
compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), 
não se inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não 
tarifárias à circulação de mercadorias e outras medidas que se fizerem 
necessárias, de modo a permitir a livre circulação de bens, serviços e 
fatores produtivos entre os países participantes. 
34. (AFRF-2002.1) - O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi 
criado em março de 1991 tendo como objetivo final a harmonização 
das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa 
comum. 
35. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda 
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existentes, promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços 
e coordenar políticas macroeconômicas. 
36. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de 
Liberalização Comercial, estabelecer regras de origem e incorporar 
produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. 
37. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado 
Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma 
união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas 
necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra-
MERCOSUL, implementar um regime de compras governamentais e 
introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. 
38. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a 
coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os 
Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, 
monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de 
transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de 
assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros. 
39. (Questão Inédita)- Para que o MERCOSUL atinja o nível de 
integração regional pretendido, deverá haver livre circulação de bens, 
serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da 
eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a 
adoção de uma Tarifa Externa Comum. 
40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- No presente, o 
MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de 
livre comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os 
Estados-parte e a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC). 
41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Em dezembro de 
1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi 
estabelecida a estrutura institucional do MERCOSUL e sua 
personalidade jurídica internacional. 
42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O conjunto 
normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, 
não havendo necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico 
dos Estados-membros. 
43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O Parlamento do 
MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político 
superior desse bloco regional. 
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44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Entre as 
competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o 
orçamento e a prestação de contas anual apresentada por sua 
secretaria administrativa. 
45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O MERCOSUL 
tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade 
jurídica, apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo 
de Ouro Preto. 
46. (ACE-2008)- No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo 
Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro Preto, as negociações 
entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam em 
decisões consensuais, visto que nesse acordo não se faz uso de 
votações. 
47. (TRF – 2005)- O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na 
estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por consenso, tomar 
decisões obrigatórias para os membros do bloco. 
48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. 
49. (ACE-1997- adaptada)- O Conselho do Mercado Comum pode 
firmar acordos com outros países em nome do MERCOSUL. 
50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- O Tratado de 
Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos 
que, embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram 
certa previsibilidade e confiança aos negociadores e operadores 
diplomáticos e econômicos da integração sub-regional. 
51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)- O Conselho do 
Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por 
representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das 
Relações Exteriores, Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco 
Central. É coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. 
52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros da 
economia e ministros da justiça dos Estados-partes. 
53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Conselho 
Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio 
do MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o 
consenso como critério decisório. 
54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Protocolo de 
Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 98 ∀# 23 
procedimentos para a resolução de controvérsias comerciais entre os 
Estados-parte, a estrutura institucional definitiva do bloco e os 
requisitos para a adesão de novos membros. 
55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Secretaria 
do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela 
prestação de serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede 
permanente em Montevidéu, Uruguai. 
56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão 
Parlamentar Conjunta é, atualmente, oórgão representativo dos 
parlamentos dos países membros no âmbito do MERCOSUL. 
57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado 
Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do 
MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental. 
58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- A Comissão Parlamentar 
Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do 
MERCOSUL, mas manteve o número de competências. 
59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão de 
Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela 
aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados 
pelos países membros para o funcionamento da união aduaneira. 
Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados 
com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL 
e com terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações 
Exteriores. 
60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- O Foro 
Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, 
formado por representantes dos setores econômicos e sociais de cada 
país membro. 
61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- É competência do Grupo 
Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL. 
62. (ACE-2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 
17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do Mercado Comum 
e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do 
MERCOSUL. 
63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Constituem órgãos do 
MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o 
Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão 
de Comércio do MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de 
Revisão e o Parlamento do MERCOSUL. 
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64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- São funções e atribuições 
do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao 
Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da 
personalidade jurídica do MERCOSUL. 
65. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao levar adiante a decisão de 
constituir uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto aprofundou 
o processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos 
estados-parte a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes 
à gestão do déficit fiscal e da busca de estabilidade de preços. 
66. (ACE – 2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto instituiu a 
Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do 
MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de 
criar órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados 
necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. 
67. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir a representação 
proporcional ao úmero de habitantes na Comissão Parlamentar 
Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos 
reclamos de que haveria um “déficit democrático” no MERCOSUL, 
criando as condições para que tal Comissão evolua no sentido de se 
tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento 
Europeu. 
68. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir alguns órgãos e 
especificar as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto avançou no 
desenho institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão 
intergovernamental e favorecendo a integração das economias, em 
particular ao prover um eficaz mecanismo de solução de controvérsias 
comerciais. 
69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Quaisquer controvérsias 
entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou do 
descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e 
dos acordos celebrados no âmbito desse tratado devem ser 
submetidas exclusivamente aos procedimentos de solução 
estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto. 
70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Ao Conselho do Mercado 
Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política do 
processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o 
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção, 
devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma vez por bimestre, 
com a participação dos presidentes dos Estados-partes. 
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71. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL é o órgão 
responsável por internalizar na estrutura normativa dos Estados-Parte 
as decisões do Conselho do Mercado Comum. 
72. (Questão Inédita)- O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão 
de representação dos setores econômicos e sociais, manifestando-se 
mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum. 
73. (Questão Inédita)- As decisões no âmbito do Conselho do 
Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão tomadas por 
consenso. 
74. (Questão Inédita)- São órgãos com capacidade decisória, de 
natureza supranacional, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo 
Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. 
75. (Questão Inédita)- O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam 
criados novos órgãos auxiliares no âmbito do MERCOSUL com o 
objetivo de atingir as metas do processo de integração. 
76. (Questão Inédita) O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à 
transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este personalidade 
jurídica de direito internacional. 
77. (Questão Inédita)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão 
superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do 
processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o 
cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. 
78. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL não possui 
competência para a criação de normas supranacionais. 
79. (Questão Inédita)- A vigência simultânea de normas no 
MERCOSUL depende da sua internalização no ordenamento jurídico 
nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à 
Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor 
simultaneamente nos Estados Partes 30 dias após a data da 
comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do MERCOSUL de 
que todos os Estados já internalizaram as referidas normas. 
80. (Procurador BACEN / 2009)- No Protocolo Constitutivo do 
Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o 
princípio de trato especial e diferenciado a países de economias 
menores. 
81. (AFRF-2000)- Considerando que uma importação brasileira 
oriunda de países membro da ALADI - Associação Latino-Americana de 
Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de 
preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa 
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Externa Comum de 10%(dez por cento), o imposto resultante 
alcançará o percentual de 7%. 
82. (AFRFB – 2005)- De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena 
vigência das instituições democráticas é condição essencial para o 
processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL, 
Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática 
em um dos países pode levar à suspensão de seus direitos e 
obrigações nos processos de integração entre os membros desse 
Protocolo. 
83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A cláusula 
democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na 
prática. 
84. (ACE-2002 - adaptada)- No atual contexto internacional, os 
Estados assumem compromissos mútuos de várias maneiras, entre os 
quais a assinatura de acordos e a participação em organizações 
internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo 
brasileiro pode-se relacionar o compromisso de aceitação da 
prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz 
respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de 
Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS).85. (AFRF-2000-adaptada)- São ganhos do MERCOSUL a mudança 
positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude de maior 
concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela 
especialização crescente dos agentes econômicos; o maior 
aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação do 
mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre os 
países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos. 
86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A involução do 
comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao 
comércio exterior dos países dessa sub-região. 
87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)- No MERCOSUL, a 
livre circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países 
que não são membros plenos. 
88. (AFRF-2005)- No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime 
para a aplicação de medidas de salvaguarda às importações 
provenientes de países não-membros do bloco. 
89. (Questão Inédita)- O Mecanismo de Adaptação Competitiva 
(MAC) tem como objetivo proteger setores industriais de qualquer dos 
países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados-
membros estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria 
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doméstica. A principal provisão do MAC é permitir que sejam adotadas 
salvaguardas em relação a produtos originários de outro país do bloco. 
90. (Questão Inédita)- O Fundo para a Convergência Estrutural 
(FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da competitividade 
das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, 
estimular a coesão social e fortalecer a integração física por 
intermédio de obras de infraestrutura. 
91. (Questão Inédita)- O Sistema de Pagamentos em Moeda Local 
(SML) é um mecanismo em vigor entre os quatro países do MERCOSUL 
por meio do qual a liquidação de transações comerciais poderá ser 
feita com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização 
de dólares. 
92. (TRF – 2005)- Atualmente, é possível que um membro do 
MERCOSUL aplique uma medida antidumping contra outro membro do 
bloco. 
93. (TRF – 2005)- Ainda não foram definidas regras que tenham por 
objeto a defesa da concorrência no âmbito do MERCOSUL. 
94. (AFRF-2005)- Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil 
pode modificar, a cada seis meses, até 40% (quarenta por cento) dos 
produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum. 
95. (AFRFB – 2005)- Atualmente, o Brasil pode manter até 100 
(cem) itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL como lista de 
exceção à Tarifa Externa Comum. 
96. (Questão Inédita)- Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os 
Estados-membros do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável 
existente no bloco regional. 
97. (Questão Inédita)- Os membros do MERCOSUL podem manter 
exceções à TEC como forma de proteger a indústria nascente. 
98. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a 
harmonização da política comercial em relação a terceiros países. Para 
alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e 
aplicar medidas de defesa comercial em conjunto. 
99. (Questão Inédita)- É possível que, por razões de 
desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que, para 
um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma 
alíquota do imposto de importação superior à prevista na TEC. 
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100. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer 
um “Regime Comum de Importação de bens de capital não produzidos 
no MERCOSUL”. 
101. (Questão Inédita)- Os Estados-membros do MERCOSUL poderão 
modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas listas 
de exceção à TEC. 
102. (Questão Inédita)- O objetivo de aperfeiçoamento da União 
Aduaneira implica avançar no que se refere a normas e procedimentos 
que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do 
MERCOSUL dos bens importados no território aduaneiro ampliado e 
estabelecer um mecanismo de distribuição da renda aduaneira e 
eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC. 
103. (Questão Inédita)- A distribuição da renda aduaneira é o maior 
entrave às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa 
Externa Comum. 
104. (AFRFB – 2005)- Muito embora o MERCOSUL almeje à 
conformação de um mercado comum, atualmente o bloco se encontra 
no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a 
conclusão dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre-
comércio intrabloco. 
105. (AFRF-2003-adaptada)- Para ser considerado originário da 
ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo regional, 
sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, 
para ser considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no 
mínimo, de conteúdo regional. 
106. (AFRF-2002-2-adaptada) - Conforme as regras de origem 
aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando 
exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados 
originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração foram 
utilizados materiais não originários de seus países membros, quando 
resultantes de um processo de transformação substancial realizado em 
seu território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada 
pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do 
MERCOSUL na mesma posição do material cuja função seja 
preponderante. 
107. (ACE-1997 - adaptada)- Segundo o Regime de Origem do 
MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que têm 
60% do valor agregado regionalmente. 
108. (ACE- 1997- adaptada)- Segundo o Regime de Origem do 
MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que 
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tenham tido algum tipo de transformação ou processamento 
substancial na região. 
109. (ACE – 1997 – adaptada)- Para ser considerado originário do 
MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial do produto. 
110. (ACE – 1997)- Um produto originário do MERCOSUL tem direito a 
tarifa zero no comércio entre os integrantes do bloco. 
111. (ACE-1997-adaptada)- No âmbito do MERCOSUL, o controle de 
origem só é necessário se o produto em questão figurar em uma lista 
de exceções à Tarifa Externa Comum. 
112. (Questão Inédita)- O regime de origem do MERCOSUL considera 
como originários os produtos totalmente obtidos ou totalmente 
produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles 
que possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não 
ultrapassem 50% de conteúdo regional. 
113. (Questão Inédita)- São considerados originários do MERCOSUL 
os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não 
originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de 
transformação que lhes confira uma nova individualidade, 
caracterizada pelo fato de estarem classificados em uma posição 
tarifária diferente da dos mencionados materiais. 
114. (Questão Inédita)- No âmbito do regime de origem do 
MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a requisitos 
específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais. 
115. (Questão Inédita)- Para que as mercadorias originárias se 
beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão ter sido 
expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte 
importador. Para tal fim se considera expedição direta as mercadorias 
transportadas sem passar pelo território de algum país não 
participante do MERCOSUL. 
116. (Questão Inédita)- O Paraguai goza de privilégios em relação ao 
regime de origem estabelecido no MERCOSUL, sendo consideradas 
originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimode 40% 
de conteúdo regional. 
117. (Questão Inédita)- Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo 
regional, isto é, se o valor CIF dos insumos importados não ultrapassar 
40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do 
MERCOSUL. 
 
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LISTA DE QUESTÕES Nº 02 
1. (AFRFB – 2014) Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto 
afirmar que: 
a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de 
capital, inicialmente por cinco anos, para projetos de investimento aprovados 
pelas Autoridades Nacionais do Mercosul. 
b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de 
medidas específicas de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um 
abastecimento normal e fluido de produtos nos Estados Partes. 
c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção 
regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista 
produção regional de outra matéria-prima para insumo similar mediante uma 
linha de produção alternativa. 
d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do 
Imposto de Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e 
Bens de Informática e de Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, 
peças e componentes, quando não houver produção nacional. 
e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de 
dezembro de 2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no 
MERCOSUL. 
2. (Instituto Rio Branco-2008) Segundo a doutrina da integração 
regional, que se desenvolve com a disseminação e o aprofundamento 
dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união 
aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque: 
a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo 
do Código Aduaneiro do MERCOSUL. 
b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas 
que impede a aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os 
países-membros do bloco regional. 
c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, 
sendo reconhecida apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no 
Protocolo de Ouro Preto. 
d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de 
estabelecimento, como ocorre na União Europeia. 
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?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 26 ∀# 23 
e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com 
os padrões internacionais de liberalização comercial. 
3. (CODESP-2011) O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo 
tratado de Assunção, assinado entre Argentina, Brasil, Uruguai e 
Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é: 
a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, 
através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições 
não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito 
equivalente. 
b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade 
monetária com inflação e déficits públicos controlados. 
c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro 
devem ser convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável. 
d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas 
monetárias dos estados membros. 
e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os 
Estados membros. 
4. (CODEVASF-2003) Constitui uma exceção ao livre comércio no 
Mercosul os produtos: 
a) agrícolas; 
b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte; 
c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do 
valor final do produto; 
d) têxteis e vestuários; 
e) procedentes de zonas francas ou áreas afins. 
5. (ACE-2012) Considere as seguintes assertivas sobre defesa 
comercial no Mercosul e, em seguida, assinale a opção correta. 
a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa 
comercial. 
b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre 
Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco 
do sistema de resolução de controvérsias do Mercosul. 
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c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros 
implementar procedimentos comuns de investigação e adotar um processo 
decisório comum frente a práticas desleais de comércio por terceiros países. 
d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros 
são tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de 
investigação comuns aos países do Mercosul. 
e) As salvaguardas comerciais no comércio intra-bloco representam importante 
instrumento de promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade 
frente às disparidades entre as econômicas dos países membros. 
6. (Questão Inédita) Assinale a alternativa correta sobre o 
MERCOSUL: 
a) A personalidade jurídica de direito internacional público do MERCOSUL foi 
reconhecida pelo Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de 
solução de controvérsias para esse bloco regional. 
b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre 
circulação de mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às 
mercadorias relacionadas nas Listas de Exceções à TEC. 
c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos 
por meio de eleições diretas. 
d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo 
celebrar acordos dos quais não faça parte essa organização internacional. 
e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, 
cujas decisões são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução 
política do processo de integração. Para isso, pode criar órgãos auxiliares 
necessários ao aprofundamento da integração regional. 
7. (ACE-2012) Em relação às obrigações assumidas pelos Estados 
Partes do Mercosul quanto às barreiras impostas no comércio 
internacional, não é verdade afirmar que: 
a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com 
tarifa não uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais. 
b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, 
a absoluta extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da 
OMC. 
c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova 
científica do risco alegado. 
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d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos 
os Membros da OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul. 
e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser 
utilizado meramente para imposição de restrições quantitativas. 
8. (AFRFB/2012-adaptada) Sobre a integração regional nas 
Américas, assinale a opção correta. 
a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi 
criada em 1990 a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), 
com objetivos mais amplos do que a sua predecessora. 
b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite 
exceções, em função do objetivo de formação de um mercado comum 
estabelecido no Tratado de Assunção. 
c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do 
Sul (MERCOSUL), o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, 
correspondendo-lhe a condução política do MERCOSUL e a tomada de decisões 
para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazosestabelecidos para a 
constituição definitiva do mercado comum. 
d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo 
que viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas locais 
dos Estados Partes, tendo sido implementado de forma voluntária nas relações 
comerciais Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. 
e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de 
uma união aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se 
integrou ao NAFTA. 
9. (Questão Inédita)- Assinale a alternativa correta acerca do 
MERCOSUL: 
a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) 
poderá criar novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do 
processo de integração regional. 
b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez 
que, embora tenha promovido uma completa convergência à Tarifa Externa 
Comum (TEC), não conseguiu estabelecer a livre circulação dos fatores 
produtivos. 
c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para 
entrarem em vigor, deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos 
nacionais dos Estados-parte. 
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d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza 
intergovernamental, tomam decisões por maioria absoluta dos membros. 
e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL. 
GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01 
1. E 29. C 57. C 85. E 113. C 
2. C 30. C 58. E 86. E 114. C 
3. C 31. E 59. C 87. E 115. C 
4. C 32. C 60. C 88. C 116. C 
5. C 33. E 61. E 89. E 117. C 
6. E 34. E 62. E 90. C 
7. E 35. E 63. E 91. E 
8. C 36. E 64. E 92. C 
9. E 37. E 65. E 93. E 
10. E 38. C 66. C 94. E 
11. C 39. C 67. E 95. C 
12. C 40. C 68. E 96. C 
13. E 41. E 69. E 97. E 
14. E 42. E 70. E 98. E 
15. E 43. E 71. E 99. E 
16. C 44. E 72. C 100. C 
17. E 45. C 73. C 101. C 
18. C 46. C 74. E 102. C 
19. E 47. E 75. C 103. C 
20. E 48. E 76. C 104. E 
21. E 49. C 77. C 105. C 
22. E 50. C 78. C 106. E 
23. C 51. E 79. C 107. C 
24. C 52. E 80. C 108. C 
25. E 53. C 81. C 109. E 
26. C 54. E 82. C 110. C 
27. C 55. C 83. E 111. E 
28. E 56. E 84. E 112. E 
 
GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02 
1. Letra A 5. Letra B 9. Letra A 
2. Letra B 6. Letra E 
3. Letra A 7. Letra B 
4. Letra E 8. Letra D

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