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!∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 4 ∀# 23 1-HISTÓRICO DA INTEGRAÇÃO REGIONAL NO MERCOSUL: Na década de 70, o Brasil atravessou um período conhecido por “milagre econômico”, em que houve crescimento econômico acelerado e ampla industrialização. Por sua vez, a Argentina experimentou um declínio de seu modelo agroexportador, o qual reduziu sua importância e alcance internacional. Com o surto de crescimento econômico obtido pelo Brasil, surgiram novos interesses em relação aos países vizinhos, notadamente a busca de novas fontes de energia e aproveitamento da rede hidrográfica de forma conjunta, iniciativas que poderiam sustentar o desenvolvimento do país. A maior penetração brasileira nos países vizinhos e o “milagre econômico”, aliados a visões geopolíticas dos militares brasileiros e argentinos (que estavam no poder à época), suscitaram desconfianças da Argentina em relação à política externa brasileira. As desconfianças argentinas se materializaram na oposição à construção da usina hidrelétrica de Itaipu, o que criou um conflito de alcance internacional, deixando em clima de tensão as relações bilaterais entre os países durante uma década. A superação do conflito ocorreu com a celebração, em 1979, do acordo Itaipu-Corpus. A partir daí, ocorreu uma reaproximação entre Argentina e Brasil, possibilitando mais tarde a integração econômica entre os dois países e, futuramente, a constituição do MERCOSUL. As origens do MERCOSUL remontam, portanto, à década de 80, quando houve um relativo incremento da cooperação bilateral entre Brasil e Argentina. Anteriormente, os dois países possuíam uma relação bilateral de natureza conflitiva, marcada por uma disputa pela hegemonia regional. A existência de regimes ditatoriais acentuava ainda mais a rivalidade e, ao mesmo tempo, contribuía para a ideia de que havia um risco de conflito entre eles.1 Percebeu-se, todavia, que a integração seria benéfica aos dois países, permitindo-lhes obter maior desenvolvimento e crescimento econômico. Isso nos permite afirmar que, ao contrário da União Europeia, o que motivou a aproximação bilateral entre Brasil e Argentina foi fundamentalmente o aspecto econômico-comercial. Entretanto, houve também aspectos políticos que aproximaram os dois países. Na década de 80, Argentina e Brasil possuíam algumas semelhanças políticas e econômicas que os aproximava. Ambos haviam mudado o regime político, instaurando a democracia após o fim do regime militar, o que os levava a sentir a necessidade de consolidar o processo democrático. Ao mesmo tempo, percebiam a importância de criar alianças para fortalecer-se nas relações econômicas internacionais, o que seria particularmente importante em virtude das negociações comerciais da Rodada 1 OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463 !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 5 ∀# 23 Uruguai, iniciada em 1986. Os problemas econômicos que Brasil e Argentina atravessavam também eram bastante parecidos. A dívida externa dos dois países era bastante elevada e ambos os governos adotavam medidas para controlar a alta inflação. Em 1985, Brasil e Argentina assinaram a Declaração de Iguaçu, que estabeleceu as bases da cooperação bilateral econômica entre os dois países. No ano seguinte, em 1986, foi assinado entre os ex-presidentes José Sarney e Raúl Alfonsin o Tratado de Cooperação Econômica, por meio do qual foi estabelecido o PICE (Programa de Integração e Cooperação Econômica), que visava a incrementar a cooperação econômica entre os dois países. Em 1988, foi assinado, também por esses dois países, o Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, que tinha como objetivo estabelecer as bases para uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina. A adesão do Uruguai ao projeto de integração sul-americano foi realizada de forma lenta, uma vez que esse país tinha preferência por manter seus acordos bilaterais, temendo que a integração pudesse comprometer sua incipiente indústria. O Paraguai, por sua vez, só foi incorporado ao processo de integração após a deposição do ditador Alfredo Stroessner em 1989, representante do último regime ditatorial da região. 2 Lançadas as bases do MERCOSUL, este bloco regional foi constituído por meio do Tratado de Assunção, assinado em 1991 por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. A celebração do Tratado de Assunção foi motivada nitidamente por aspectos econômico-comerciais, já que os 4 (quatro) países perceberam que teriam muito maior poder negociador caso atuassem em conjunto. Com efeito, as origens do MERCOSUL remontam a um contexto global em que se vivia ampla abertura comercial, seja em âmbito multilateral ou regional. Em nível multilateral, desenvolvia-se a mais complexa e ambiciosa de todas as negociações comerciais: a Rodada Uruguai. Já em nível regional, os países latino-americanos, seguindo a ideologia liberal do Consenso de Washington, promoviam a abertura comercial. Vocês se lembram de quando estudamos sobre a ALADI na aula anterior? No âmbito dessa organização internacional, podem ser celebrados acordos de alcance regional (entre todos os membros) e acordos de alcance parcial (limitado a apenas alguns membros). Pois bem, o MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado sob a égide da ALADI, denominado mais especificamente de Acordo de Complementação Econômica (ACE) nº 18. 2 OCAMPO, Raúl Granillo. Direito Internacional Público da Integração. Rio de Janeiro: Campus, 2008, pp.461-463 !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 6 ∀# 23 Em 2006, foi assinado o Protocolo de Adesão da Venezuela ao MERCOSUL, tendo como objetivo que esse país se torne um membro efetivo do bloco regional. No entanto, para que ele pudesse entrar em vigor e a Venezuela efetivamente se incorporasse ao MERCOSUL, seria necessário que todos os membros do bloco ratificassem esse protocolo. Brasil, Argentina e Uruguai o fizeram, restando apenas o Paraguai. Em junho de 2012, devido à destituição do Presidente do Paraguai, Fernando Lugo, o Protocolo de Ushuaia3 foi invocado para suspender o Paraguai da participação no MERCOSUL até que sejam realizadas novas eleições presidenciais naquele país. Com a suspensão do Paraguai, abriu-se caminho para a adesão da Venezuela, que ocorreu em 31 de julho de 2012. Com a realização de novas eleições no Paraguai, foi revogada a suspensão do Paraguai. Em 29 de julho de 2014, em reunião de cúpula do MERCOSUL, o Paraguai retornou oficialmente ao bloco. Em dezembro de 2016, a Venezuela, por não ter cumprido as obrigações assumidas por ocasião de sua adesão, foi suspensa do MERCOSUL. Pode-se dizer que a Venezuela é um membro efetivo do MERCOSUL, mas os seus direitos na condição de Estado-parte estão suspensos. Hoje, temos as seguintes categorias de membros no MERCOSUL: a) membros efetivos: Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. b) membro efetivo suspenso: Venezuela4. b) membros associados: Chile, Equador, Peru, Colômbia, Guiana5 e Suriname.6 c) membro em adesão: Bolívia7. 3 Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da ordem democrática em um Estado–parte, serão celebradas consultas dos Estados-partes entre si e com o Estado afetado. Caso as consultas não tenham resultado, o Estado afetado poderá sofrer sanções, que vão desde a suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de integração regional até a suspensão dos direitos e obrigações resultantesdesse processo. 4 A Venezuela é um membro efetivo do MERCOSUL, mas seus direitos estão suspensos desde dezembro de 2016. 5 A Guiana tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 12/2013. 6 O Suriname tornou-se Estado associado do MERCOSUL por meio da Decisão CMC nº 13/2013. 7 Em dezembro de 2012, foi aprovada a Decisão CMC nº 68/2012, que versa sobre a adesão da Bolívia ao MERCOSUL. A referida decisão aprovou o texto do Protocolo de Adesão da Bolívia ao MERCOSUL, o qual, todavia, precisará ser assinado e ratificado por todos os membros do bloco regional para que, só então, entre em vigor. A Bolívia continua sendo, portanto, um membro associado, também podendo-se dizer que é um “membro em adesão”. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 7 ∀# 23 Os membros associados do MERCOSUL participam das reuniões desse bloco regional, mas não possuem direito de voto. Esses países já possuem acordos comerciais com o MERCOSUL (e.g, MERCOSUL-CAN, MERCOSUL- Chile), o que demonstra a intenção de ainda maior aproximação comercial no futuro. Cabe destacar que os membros associados do MERCOSUL não utilizam a Tarifa Externa Comum (TEC), tampouco se vinculam às normas emanadas dos órgãos decisórios do bloco. O Tratado de Assunção prevê a possibilidade de adesão ao MERCOSUL de qualquer Estado integrante da Associação Latino- Americana de Integração (ALADI). A aprovação da adesão de um Estado deverá ser objeto de deliberação unânime dos Estados-partes do MERCOSUL. A expectativa atual, inclusive, é a de que, nos próximos anos, o MERCOSUL conte com a participação, como membros efetivos, de outros países da América do Sul. Também é possível que um Estado queira denunciar o Tratado de Assunção, ou seja, desvincular-se do MERCOSUL. Quando um Estado tiver essa intenção, ele deverá comunicá-la aos demais Estados-partes, de maneira expressa e formal, entregando o documento de denúncia ao Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, que o distribuirá aos demais membros do MERCOSUL. Uma vez formalizada a denúncia, o Estado denunciante não estará mais vinculado aos direitos e obrigações que lhe correspondam na condição de Estado-parte, salvo em relação ao Programa de Liberalização Comercial e outros aspectos negociados, os quais irão vigorar por 2 (dois) anos contados da data da denúncia. Dessa forma, mesmo saindo do MERCOSUL, o Estado ainda irá participar, por mais 2 (dois) anos, da livre circulação de mercadorias intrabloco. O MERCOSUL possui acordos comerciais celebrados com diversos países, dentre os quais citamos MERCOSUL-Índia, MERCOSUL- SACU (União Aduaneira Sul-Africana), MERCOSUL-Israel, MERCOSUL- Chile, MERCOSUL-Bolívia, MERCOSUL-Cuba e MERCOSUL-México.8 Nos próximos anos, vislumbra-se que o MERCOSUL celebre um acordo preferencial com a União Europeia. Cabe destacar, quanto a esse ponto, que, nas negociações comerciais internacionais, o MERCOSUL atua sempre em bloco. Assim, não há acordo comercial celebrado exclusivamente pelo Brasil ou exclusivamente pela Argentina. Ao contrário, somente há acordos celebrados pelo MERCOSUL como um todo. Em dezembro de 2012, por meio da Decisão CMC nº 64/2012, os países integrantes do MERCOSUL decidiram solicitar a participação do bloco, na condição de observador, na Aliança do Pacífico. A Aliança do Pacífico é 8 Embora tenham sido celebrados, ainda não estão em vigor os seguintes acordos: MERCOSUL- Egito e MERCOSUL-Palestina. O acordo MERCOSUL-SACU entrou em vigor em 1º de abril de 2016, com a publicação do Decreto nº 8.703/2016. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 8 ∀# 23 um acordo comercial celebrado por México, Chile, Colômbia e Peru que tem atraído os interesses de EUA, Europa e Ásia. Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Criado por meio do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu surgimento, finalidade nitidamente política, relacionada tanto à necessidade de consolidar o processo de convergência política existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar o clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações entre os dois vizinhos. Comentários: De fato, houve alguns aspectos políticos que levaram à aproximação bilateral entre Brasil e Argentina. No entanto, a integração regional entre os membros do MERCOSUL teve finalidade nitidamente econômico-comercial. Os quatro países (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) perceberam que, juntos, teriam muito maior poder nas negociações comerciais internacionais. Questão errada. 2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- São membros plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a Venezuela. Comentários: Todos esses países são, atualmente, membros efetivos do MERCOSUL. Questão correta. 3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Os Estados associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador, Suriname e Guiana. Comentários: Os membros associados do MERCOSUL são Chile, Bolívia, Equador, Peru, Colômbia, Suriname e Guiana. Questão correta. Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 3 ∀# 23 4. (AFRFB – 2009)- O MERCOSUL foi constituído sob a égide da Associação Latino-Americana de Integração por meio de acordo de complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Comentários: O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. Trata-se de um acordo de complementação econômico (ACE nº 18) firmado originalmente por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Questão correta. 5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O processo de integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação do contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos instrumentos firmados por ambos os países. Comentários: De fato, a integração econômica na América do Sul tem suas origens na aproximação bilateral entre Brasil e Argentina no início da década de 80, o que só foi possível após a superação do contencioso que envolvia os dois países acerca da construção da hidrelétrica de Itaipu. Questão correta. 6. (ACE-1997 - adaptada)- O Tratado de Cooperação Econômica (1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil) e Raul Alfonsin (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina. Comentários: Em 1986, os presidente Sarney e Alfonsín assinaram o Tratado de Cooperação Econômica, por meio do qual foi estabelecido o PICE, que tinha como objetivo aprofundar a integração econômica entre Brasil e Argentina. O objetivo de criar uma área de livre comércio somente foi estabelecido em 1988, pelo Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento. Questão errada. 7. (AFRFB – 2009)- Como os membros da ALADI estão formalmente proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais, os países do MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL. Comentários: Os membros da ALADI não estão proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais. Ao contrário, a ALADI permite que sejam celebrados, Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 9 ∀# 23 sob sua égide, acordos de alcance regional (que vinculam todos os seus membros) e acordos de alcance parcial (que vinculam somente alguns membros). O MERCOSULé um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI e seus membros (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) são também membros da ALADI. Questão errada. 8. (AFRFB – 2005)- Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU (União Aduaneira Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países. Comentários: O MERCOSUL possui acordos comerciais com a Índia e com a União Aduaneira Sul-Africana (SACU). Atualmente, a maior expectativa é acerca das negociações comerciais com a União Europeia. Questão correta. 9. (AFTN-1996)- O MERCOSUL é um sistema de integração regional estabelecido inicialmente pela Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de participantes desta associação, os remanescentes mudaram sua denominação para MERCOSUL, na reunião realizada em 1991 em Assunção, capital do Paraguai. Comentários: O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. No entanto, ele foi uma iniciativa de Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai (e não estabelecido pela ALADI!). Outro erro da questão está em dizer que o número de integrantes da ALADI se reduziu e os remanescentes formaram o MERCOSUL. A ALADI é uma coisa e MERCOSUL é outra. A ALADI foi criada em 1980 pelo Tratado de Montevidéu; o MERCOSUL foi criado em 1991 pelo Tratado de Assunção. Questão errada. 10. (Questão Inédita)- MERCOSUL e União Europeia estabeleceram no ano de 2009 uma área de livre comércio de mercadorias. Comentários: Ainda não foi estabelecida uma área de livre comércio entre MERCOSUL e União Europeia. No entanto, os dois blocos regionais já iniciaram as negociações de um acordo comercial. Questão errada. Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 2 ∀# 23 11. (Questão Inédita)- O MERCOSUL possui acordos comerciais com países fora do continente americano, tais como Israel, Índia e a União Aduaneira Sul-Africana (SACU). Comentários: O MERCOSUL possui acordos comerciais com países dentro da ALADI e ainda com países de fora do continente americano, tais como Israel, Índia e SACU. Questão correta. 12. (Questão Inédita)- O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. Comentários: De fato, o MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. Questão correta. 13. (IRB-2010-adaptada)- Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo de incorporação daquele país à União Aduaneira seja concluído. Comentários: Com a suspensão do Paraguai, por ocasião da deposição do Presidente Fernando Lugo, a Venezuela completou seu processo de adesão ao MERCOSUL. Cabe destacar que, atualmente, a Venezuela está suspensa do MERCOSUL. Questão errada. 14. (TRF-2005)- Na qualidade de membros associados do MERCOSUL, Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco. Comentários: A Tarifa Externa Comum (TEC) somente é aplicada pelos membros efetivos do MERCOSUL: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Questão errada. 15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- Diante da especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o Brasil tem preferido negociar, isoladamente com a União Europeia, os temas mais sensíveis da agenda bilateral, juntamente com os temas relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais. Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 1: ∀# 23 Comentários: O MERCOSUL somente pode negociar em conjunto, isto é, os membros do MERCOSUL não possuem autonomia para negociar acordos comerciais individualmente com outros países. Dessa forma, o Brasil não pode negociar um acordo com a União Europeia sem a participação dos demais membros do MERCOSUL. Questão errada. 2- OBJETIVOS INTEGRACIONISTAS DO MERCOSUL: O Tratado de Assunção estabelece, em seu art. 1º, que o objetivo do MERCOSUL é constituir, até 31 de dezembro de 1994, um mercado comum. Mas o que pressupõe um mercado comum? Conforme já estudamos, um mercado comum pressupõe: i) livre circulação de bens e serviços; ii) política comercial comum em relação a terceiros países e; iii) livre circulação dos fatores de produção. Pois bem, para que o MERCOSUL se torne um mercado comum ele deverá, portanto, promover tais avanços. Guarde bem isso! Em um mercado comum, assume-se a existência das “quatro liberdades” do mercado: livre circulação de bens, serviços, pessoas e capitais. Vamos ler juntos o art. 1º do Tratado de Assunção, que é, sem dúvida alguma, muito importante: Artigo 1º - Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum, que deverá estar estabelecido a 31 de dezembro de 1994, e que se denominará "Mercado Comum do Sul" (MERCOSUL). Este Mercado Comum implica: - A livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários restrições não tarifárias à circulação de mercado de qualquer outra medida de efeito equivalente; - O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros econômico-comerciais regionais e internacionais; - A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados Partes; e - O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, nas áreas pertinentes, para lograr o fortalecimento do processo de integração. Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 11 ∀# 23 Agora vamos analisar esse artigo por etapas! A primeira implicação da constituição de um mercado comum é a livre circulação de mercadorias entre seus integrantes. Será que isso já existe no MERCOSUL? Pode-se considerar que há livre circulação de mercadorias em relação à parte substancial do comércio entre os membros do MERCOSUL. No entanto, ainda existem importantes exceções ao comércio intrabloco, como, por exemplo, automóveis e açúcar. Outro exemplo de restrição ao livre fluxo de mercadorias é a possibilidade de que os membros do MERCOSUL apliquem medidas antidumping e medidas compensatórias uns contra os outros. Além disso, no comércio entre Brasil e Argentina, é possível a aplicação de medidas de salvaguarda, ao amparo do Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC). A segunda implicação da constituição de um mercado comum é a livre circulação de serviços entre seus integrantes. Isso ainda não existe (e está longe de existir!) no âmbito do MERCOSUL. Todavia, os membros do MERCOSUL assinaram o Protocolo de Montevidéu, cujo objetivo é promover a livre circulação de serviços no interior do bloco. O Protocolo de Montevidéu, que entrou em vigor em 2005, prevê um prazo de 10 anos para a liberalização do comércio de serviços no MERCOSUL. Em tese, teríamos livre circulação de serviços no MERCOSUL no ano de 2015. A terceira implicação de um mercado comum é a livre circulação dos fatores de produção (capital e mão-de-obra). Esse objetivo ainda não foi conquistado, uma vez que se faz necessário a harmonizaçãodas políticas trabalhista, previdenciária e de capitais. Cabe destacar, todavia, que no âmbito do MERCOSUL, já existem iniciativas nesse sentido, como a Declaração Sociolaboral do MERCOSUL, assinada em 1998 pelos quatro membros do bloco, que estabelece princípios em matéria trabalhista para o MERCOSUL. Também já foi assinado, no âmbito do bloco regional, o Acordo Multilateral de Seguridade Social do MERCOSUL. A quarta implicação de um mercado comum é o estabelecimento de uma Tarifa Externa Comum (TEC), que é justamente o que materializa uma política comercial comum em relação a terceiros países (característica de uma união aduaneira!). No MERCOSUL, já existe uma Tarifa Externa Comum (TEC). No entanto, ainda existem diversas exceções à TEC, sobre as quais estudaremos mais à frente. A quinta implicação para a constituição de um mercado comum é a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados- partes. O objetivo dessa coordenação de políticas é justamente promover condições adequadas de concorrência entre os membros do bloco regional. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 14 ∀# 23 A sexta implicação é a harmonização das legislações nas áreas pertinentes. Considerando-se que o objetivo do MERCOSUL é tornar-se um mercado comum, haverá necessidade de harmonizar as políticas comerciais intrabloco e extrabloco e, ainda, as políticas trabalhista, previdenciária e de capitais. Ao contrário da União Europeia, o MERCOSUL não possui como objetivo estabelecer uma moeda comum, tampouco harmonizar políticas econômicas. Esquematizando: O MERCOSUL quer se tornar um mercado comum. Será que ele chega lá? Não sei! Talvez, quem sabe, um dia... O fato é que, embora o MERCOSUL deseje se tornar um mercado comum, ele é considerado, atualmente, apenas uma união aduaneira imperfeita. A imperfeição da união aduaneira reside no fato de que ainda existem, no âmbito do bloco, diversas exceções à Tarifa Externa Comum. Falaremos sobre isso mais à frente! O Tratado de Assunção, a fim de alcançar os objetivos a que se propõe estabeleceu os seguintes instrumentos de ação: - Programa de Liberalização Comercial: reduções tarifárias progressivas, acompanhadas da eliminação de barreiras não-tarifárias, até a completa liberalização (tarifa zero e fim das barreiras não-tarifárias). !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 15 ∀# 23 Destaque-se que a implementação de um programa de liberalização comercial depende do estabelecimento de regras de origem. Isso é essencial para o acordo regional, pois evita que produtos fabricados fora do bloco possam se beneficiar da eliminação de barreiras comerciais intrabloco. No MERCOSUL já existe um regime de origem, o qual, atualmente, está definido pela Decisão CMC nº 01/2004. - Coordenação de Políticas Macroeconômicas: a ser realizada de forma gradual. - Adoção de uma Tarifa Externa Comum: o objetivo é incentivar a competitividade externa dos membros do bloco. - Adoção de acordos setoriais: o objetivo é otimizar a utilização e mobilidade dos fatores de produção. Adicionalmente, o Tratado de Assunção estabeleceu: i) uma estrutura institucional provisória para o MERCOSUL e; ii) um sistema de solução de controvérsias provisório. Ambos foram desenvolvidos em momento futuro, conforme estudaremos mais à frente. É importante compararmos os objetivos e o atual estágio de integração do MERCOSUL e da ALADI: a) Objetivos: MERCOSUL e ALADI tem como objetivo estabelecer um mercado comum. b) Estágio de Integração: a ALADI é, atualmente, uma zona de preferências tarifárias; o MERCOSUL é uma união aduaneira imperfeita. Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O objetivo primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos Estados-membros por meio dos seguintes processos: livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos; estabelecimento de tarifa externa comum (TEC); adoção de política comercial comum; Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 16 ∀# 23 coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização de legislações nas áreas pertinentes. Comentários: O objetivo do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o que implica: i) livre circulação de bens e serviços; ii) existência de política comercial comum em relação a terceiros países; iii) livre circulação dos fatores de produção; iv) coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e; v) harmonização de legislações nas áreas pertinentes. Questão correta. 17. (Advogado da União / 2008) - O MERCOSUL garante, de forma semelhante à União Europeia, uma união econômica, monetária e política entre países. Comentários: O MERCOSUL tem como objetivo final estabelecer um mercado comum (e não uma união econômica e monetária!). Questão errada. 18. (Advogado da União / 2008) - A adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos da criação do MERCOSUL. Comentários: O MERCOSUL, enquanto união aduaneira, adota uma política comercial comum em relação a terceiros Estados. Questão correta. 19. (AFRFB-2009)- O MERCOSUL e a ALADI são esquemas preferenciais complementares, na medida em que perseguem distintos níveis de integração econômica. Comentários: O MERCOSUL e a ALADI têm o mesmo objetivo: formar um mercado comum. Questão errada. 20. (AFRFB – 2009- adaptada)- Por possuírem objetivos, alcance e instrumentos distintos de integração, não há nenhuma relação funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI. Comentários: Vamos examinar detalhadamente essa questão: 1) ALADI e MERCOSUL têm objetivos de integração distintos? Não. Ambos desejam formar um mercado comum. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 17 ∀# 23 2) ALADI e MERCOSUL têm alcance distinto? Sim. A ALADI engloba 14 países, representantes das três Américas. O MERCOSUL engloba, atualmente, apenas 5 países (Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela e Paraguai) 3) ALADI e MERCOSUL possuem instrumentos distintos de integração? Sim. Os acordos de alcance parcial existem apenas na ALADI. 4) ALADI e MERCOSUL possuem relação funcional e jurídica? Sim. O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. Por tudo o que comentamos, a questão está errada. Os objetivos da ALADI e do MERCOSUL são coincidentes e existe sim uma relação jurídica entre os dois blocos. 21. (AFRFB – 2009 - adaptada)- Embora sejam esquemas idênticos quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando à integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou jurídicos o MERCOSUL e a ALADI. Comentários: Vamos examinar essa questão por partes! 1) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos propósitos? Sim. Ambos almejam instituir um mercado comum. 2) O MERCOSUL e a ALADI são esquemas idênticos quanto aos instrumentos que utilizam visando à integração econômica? Não. A ALADI permite a existência de acordos de alcance parcial, que contam com a participação de apenas alguns de seus membros. 3) Existem vínculos entre o MERCOSUL e a ALADI? Sim. O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI, mais especificamente o ACE nº 18. Por tudo o que comentamos, a questão está errada. 22. (AFRF-2003)- O Tratado de Assunção, que criou o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil, Argentina,Paraguai e Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma união aduaneira a partir de janeiro de 1995. Comentários: Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 18 ∀# 23 O Tratado de Assunção deixa bem explícito que seu objetivo é a criação de um mercado comum até 31 de dezembro de 1994 entre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai. Questão errada. 23. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados-partes – como as de comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e alfandegária, entre outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados-partes. Comentários: O art. 1º do Tratado de Assunção é muitíssimo importante para sua prova! Segundo esse dispositivo, o MERCOSUL tem como objetivo a formação de um mercado comum, sendo necessário para isso: i) livre circulação de bens e serviços; ii) estabelecimento de uma tarifa externa comum; iii) livre circulação dos fatores de produção; iv) coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais e; v) harmonização de legislações nas áreas pertinentes. Por tudo isso, a questão está correta. 24. (AFTN-1996)- Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a redução progressiva de barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das barreiras entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa externa comum; acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema provisório de solução de controvérsias e coordenação gradual de políticas macroeconômicas. Comentários: O Tratado de Assunção estabelece que o objetivo do MERCOSUL é formar um mercado comum, o que pressupõe: i) eliminação de barreiras comerciais à circulação de bens e serviços; ii) política comercial comum em relação a terceiros países (estabelecimento de uma TEC); iii) livre circulação dos fatores de produção (acordos setoriais para o mercado de fatores). Adicionalmente, o Tratado de Assunção previu a necessidade de coordenação de políticas macroeconômicas e um sistema provisório de solução de controvérsias. Questão correta. 25. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 13 ∀# 23 união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra. Comentários: Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL aperfeiçoar-se como união aduaneira (e não o que falta para tornar-se um mercado comum!) A coordenação de políticas macroeconômicas e a livre circulação de capital e mão-de-obra são objetivos de um mercado comum, o que torna a questão errada. 26. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da mesma. Comentários: Perfeita a assertiva! Para tornar-se uma união aduaneira perfeita, é necessário que o MERCOSUL liberalize o comércio de bens (eliminando barreiras não-tarifárias ainda existentes), liberalize o comércio de serviços e elimine as exceções à Tarifa Externa Comum. Questão correta. 27. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes. Comentários: Considerando-se que o MERCOSUL objetiva tornar-se um mercado comum, há necessidade de se harmonizar as políticas comerciais intrabloco e extrabloco, além das políticas trabalhista, previdenciária e de capitais. Nessas áreas, existe, portanto, a necessidade de que as legislações sejam harmonizadas. Questão correta. 28. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 19 ∀# 23 vez constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas monetária, fiscal e cambial. Comentários: O MERCOSUL não tem como objetivo adotar uma moeda comum. A adoção de uma moeda única é característica de uma união econômica e monetária, estágio de integração do qual é exemplo a União Europeia. Questão errada. 29. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os Estados-partes do bloco. Comentários: Um mercado comum pressupõe a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção (capital e mão-de-obra). Nesse tipo de estágio de integração, vigoram as “quatro liberdades” do mercado. Questão correta. 30. (AFRF-2003)- O regime de livre comércio implantado no âmbito do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a partir de 01 de janeiro de 1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países- membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de automóveis e açúcar. Comentários: No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação ao substancial do comércio. Pode-se verificar, no entanto, que ainda existem algumas barreiras comerciais que dificultam o livre fluxo de mercadorias no interior do bloco. Com efeito, o comércio de automóveis e açúcar está fora das regras de livre comércio. Questão correta. 31. (AFTN-1998 - adaptada) - Constitui objetivo ou característica do MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de produção, exceto pessoas. Comentários: O MERCOSUL tem como objetivo se tornar um mercado comum, o que pressupõe a livre circulação de bens, serviços e fatores de produção e, ainda, o estabelecimento de uma política comercial em relação a terceiros países. Dentro do objetivo de livre circulação dos fatores de produção, inclui-se a livre circulação de pessoas! Questão errada. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 12 ∀# 23 32. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados. Comentários: O MERCOSUL tem como objetivo o estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países, o que se materializa pela existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC). Questão correta. 33. (MDIC-2009/Área Administrativa)- Entre as medidas compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), não se inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e outras medidas que se fizerem necessárias, de modo a permitir a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países participantes. Comentários: A eliminação dedireitos aduaneiros e restrições não-tarifárias à circulação de mercadorias, assim como a liberalização do fluxo de serviços e de fatores de produção (capital e mão de obra), estão sim entre os objetivos do MERCOSUL. Questão errada. 34. (AFRF-2002.1) - O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final a harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum. Comentários: O objetivo final do MERCOSUL é estabelecer um mercado comum, o que vai muito além da harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma TEC. Para alcançar o mercado comum, é necessário um passo adiante, permitindo a livre circulação dos fatores de produção. Questão errada. 35. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas. Comentários: Pegadinha! A questão quer saber o que falta para o MERCOSUL aperfeiçoar-se como área de livre comércio e união aduaneira (e não o que Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 4: ∀# 23 falta para o MERCOSUL atingir o objetivo de se tornar um mercado comum!) Liberalizar fluxos de capital e coordenar políticas macroeconômicas é objetivo de um mercado comum. Para tornar-se uma união aduaneira completa, o MERCOSUL não precisa implementar tais medidas. Questão errada. 36. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial, estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. Comentários: No âmbito do MERCOSUL, já existem regras de origem, as quais estão definidas pela Decisão CMC nº 01/2004. Logo, esse não é um aperfeiçoamento do qual o bloco carece para se tornar uma união aduaneira completa. Questão errada. Quanto ao estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países, realmente, faz-se necessário que os produtos mantidos à margem da Tarifa Externa Comum (TEC) sejam a ela incorporados. Por fim, embora o substancial do fluxo de comércio intrabloco esteja livre de barreiras, ainda há produtos que não circulam livremente no MERCOSUL, como, por exemplo, automóveis e açúcar. 37. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra- MERCOSUL, implementar um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. Comentários: Uma união aduaneira pressupõe a livre circulação de bens intrabloco e, portanto, não deverá existir um sistema de aplicação de salvaguardas entre seus integrantes. Questão errada. 38. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 41 ∀# 23 transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros. Comentários: Segundo o art. 1º do Tratado de Assunção, o MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais a fim de assegurar condições adequadas de concorrência. Questão correta. 39. (Questão Inédita)- Para que o MERCOSUL atinja o nível de integração regional pretendido, deverá haver livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a adoção de uma Tarifa Externa Comum. Comentários: O mercado comum pressupõe a livre circulação de mercadorias, serviços e fatores de produção e, ainda, o estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países, a qual se materializa na existência de uma TEC. Faz-se necessário, portanto, a harmonização das políticas comerciais intra-bloco e extra-bloco e das políticas trabalhista, previdenciária e de capitais. Questão correta. 40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- No presente, o MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de livre comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os Estados-parte e a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC). Comentários: No MERCOSUL, há livre circulação de mercadorias em relação à parcela substancial do comércio e, adicionalmente, aplica-se uma Tarifa Externa Comum (TEC) em relação às exportações de terceiros países. Logo, é possível dizer que o bloco constitui uma união aduaneira, ainda que imperfeita. Questão correta. 3- ESTRUTURA INSTITUCIONAL DO MERCOSUL: O Tratado de Assunção, celebrado em 1991 por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, criou uma estrutura institucional provisória para o MERCOSUL, a vigorar durante o período de transição para o mercado comum. Foram criados, então, para conduzir o processo de integração regional, dois órgãos: o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo Mercado Comum (GMC). !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 44 ∀# 23 Em 1994, foi celebrado pelos membros do MERCOSUL o Protocolo de Ouro Preto, que aperfeiçoou a estrutura institucional do bloco regional e, ainda, conferiu-lhe expressamente personalidade jurídica de direito internacional público. Assim, ficou assegurado ao MERCOSUL exercer todos os atos internacionais necessários à consecução de seus objetivos, em especial contratar, adquirir ou alienar bens móveis e imóveis, comparecer em juízo, conservar fundos e fazer transferências. Pode-se considerar, portanto, que, a partir desse momento, o MERCOSUL é reconhecido como organização internacional intergovernamental. O Protocolo de Ouro Preto não criou o Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo Mercado Comum (GMC). Esses órgãos foram criados pelo Tratado de Assunção. Ao estabelecer uma estrutura institucional e conferir personalidade jurídica internacional ao MERCOSUL, o Protocolo de Ouro Preto contribuiu para o crescimento da confiança no êxito do bloco regional. Embora muitas das previsões estabelecidas pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro Preto não tenham se concretizado na prática, esses normativos representam as bases sobre as quais se assenta a integração regional no MERCOSUL. Segundo o Protocolo de Ouro Preto, a estrutura institucional do MERCOSUL conta com os seguintes órgãos: i) Conselho do Mercado Comum (CMC); ii) Grupo Mercado Comum (GMC); iii) Comissão de Comércio do MERCOSUL; iv) Comissão Parlamentar Conjunta; v) Foro Consultivo Econômico-Social e; vi) Secretaria Administrativa do MERCOSUL. Essa estrutura institucional não foi, todavia, engessada pelos membros do MERCOSUL. Segundo o art. 1º, parágrafo único, do Protocolo de Ouro Preto, é possível que sejam criados pelo Conselho do Mercado Comum (CMC) novos órgãos ou mesmo extintos os já existentes. Com efeito,a Comissão Parlamentar Conjunta foi substituída pelo Parlamento do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL passou a ser chamada simplesmente de Secretaria do MERCOSUL. São três os órgãos decisórios do MERCOSUL, que têm poder para emitir normas no âmbito do bloco: o Conselho do Mercado Comum (CMC), o Grupo Mercado Comum (GMC) e a Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM). Esses três órgãos (assim como os demais órgãos do MERCOSUL!) possuem natureza intergovernamental. Isso significa que suas decisões não têm eficácia imediata, mas precisam ser internalizadas no ordenamento jurídico de todos os membros do bloco para entrar em vigor. Cabe destacar que as decisões emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL são adotadas mediante consenso. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 45 ∀# 23 Vamos falar agora sobre os órgãos mais importantes do MERCOSUL: a) Conselho do Mercado Comum (CMC): O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos do Tratado de Assunção. O CMC é integrado pelos Ministros das Relações Exteriores e pelos Ministros da Economia, ou seus equivalentes, dos Estados partes. As funções do CMC estão relacionadas no art. 8º do Protocolo de Ouro Preto: Art. 8º - São funções e atribuições do Conselho do Mercado Comum: I. Velar pelo cumprimento do Tratado de Assunção, de seus Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito; II. Formular políticas e promover as ações necessárias à conformação do mercado comum; III. Exercer a titularidade da personalidade jurídica do Mercosul. IV. Negociar e firmar acordos em nome do Mercosul com terceiros países, grupos de países e organizações internacionais. Estas funções podem ser delegadas ao Grupo Mercado Comum por mandato expresso, nas condições estipuladas no inciso VII do artigo 14; V. Manifestar-se sobre as propostas que lhe sejam elevadas pelo Grupo Mercado Comum; VI. Criar reuniões de ministros e pronunciar-se sobre os acordos que lhe sejam remetidos pelas mesmas; VII. Criar os órgãos que estime pertinentes, assim como modificá-los ou extingui-los; VIII. Esclarecer, quando estime necessário, o conteúdo e o alcance de suas Decisões; IX. Designar o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul. X. Adotar Decisões em matéria financeira e orçamentária; XI. Homologar o Regimento Interno do Grupo Mercado Comum; O Conselho do Mercado Comum irá se reunir tantas vezes quanto julgar oportuno. Entretanto, deverá se reunir, pelo menos uma vez por semestre, com a participação dos Presidentes dos Estados-partes. Essas são as conhecidas Reuniões de Cúpula do MERCOSUL. Cabe destacar que, na condição de órgão de cúpula do MERCOSUL, o Conselho do Mercado Comum (CMC) exerce a titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL e, portanto, possui autoridade para negociar e firmar acordos em nome do MERCOSUL com Estados e organizações internacionais. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 46 ∀# 23 Na promoção de ações direcionadas para alcançar os objetivos de integração regional, o CMC manifesta-se mediante Decisões, as quais são obrigatórias para os Estados-membros a partir de sua entrada em vigor. b) Grupo Mercado Comum (GMC): O Grupo Mercado Comum (GMC) é o órgão executivo do MERCOSUL. É composto por 4 (quatro) membros titulares e 4 (quatro) membros alternos por país, designados pelos respectivos Governos, dentre os quais devem constar necessariamente representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou equivalentes) e dos Bancos Centrais. Na condição de órgão executivo do MERCOSUL, incumbe ao GMC tomar as medidas necessárias para o cumprimento das decisões adotadas pelo Conselho do Mercado Comum. O GMC também possui competência para propor projetos de Decisão ao Conselho Mercado Comum e, ainda, é responsável pela elaboração de estudos e relatórios que lhe forem solicitados. Para elaborar esses estudos e relatórios, o GMC dispõe da prerrogativa de criar, modificar ou extinguir subgrupos de trabalho e reuniões especializadas. As funções do Grupo Mercado Comum estão relacionadas no art. 14 do Protocolo de Ouro Preto, abaixo transcrito: Art. 14 - São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum: I. Velar, nos limites de suas competências, pelo cumprimento do Tratado de Assunção, de seus Protocolos e dos acordos firmados em seu âmbito; II. Propor projetos de Decisão ao Conselho do Mercado Comum; III. Tomar as medidas necessárias ao cumprimento das Decisões adotadas pelo Conselho do Mercado Comum; IV. Fixar programas de trabalho que assegurem avanços para o estabelecimento do mercado comum; V. Criar, modificar ou extinguir órgãos tais como subgrupos de trabalho e reuniões especializadas, para o cumprimento de seus objetivos; VI. Manifestar-se sobre as propostas ou recomendações que lhe forem submetidas pelos demais órgãos do Mercosul no âmbito de suas competências; VII. Negociar, com a participação de representantes de todos os Estados Partes, por delegação expressa do Conselho do Mercado Comum e dentro dos limites estabelecidos em mandatos específicos concedidos para esse fim, acordos em nome do Mercosul com terceiros países, grupos de países e organismos internacionais. O Grupo Mercado Comum, quando dispuser de mandato para tal fim, procederá à assinatura dos mencionados acordos. O Grupo Mercado Comum, !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 47 ∀# 23 quando autorizado pelo Conselho do Mercado Comum, poderá delegar os referidos poderes à Comissão de Comércio do Mercosul; VIII. Aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada pela Secretaria Administrativa do Mercosul; IX. Adotar Resoluções em matéria financeira e orçamentária, com base nas orientações emanadas do Conselho do Mercado Comum; X. Submeter ao Conselho do Mercado Comum seu Regimento Interno; XI. Organizar as reuniões do Conselho do Mercado Comum e preparar os relatórios e estudos que este lhe solicitar. XII. Eleger o Diretor da Secretaria Administrativa do Mercosul; XIII. Supervisionar as atividades da Secretaria Administrativa do Mercosul; XIV. Homologar os Regimentos Internos da Comissão de Comércio e do Foro Consultivo Econômico-Social; c) Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM): A Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) é responsável por velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes para o funcionamento da união aduaneira, bem como acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-Mercosul e com terceiros países. A coordenação da CCM está a cargo dos Ministérios das Relações Exteriores. Trata-se de um órgão encarregado de assistir o Grupo Mercado Comum, possuindo natureza técnica. Para tanto, é responsável por instituir comitês técnicos necessários ao cumprimento de suas funções. A CCM é, ainda, responsável por considerar e pronunciar-se sobre as solicitações apresentadas pelos Estados Partes com respeito à aplicação e ao cumprimento da tarifa externa comum e dos demais instrumentos de política comercial comum. Além disso, cabe à CCM propor ao Grupo Mercado Comum novas normas ou modificações às normas existentes referentes à matéria comercial e aduaneira do MERCOSUL. d) Parlamento do MERCOSUL: O aprofundamento da integração regional no âmbito do MERCOSUL requer um aperfeiçoamento institucional desse bloco regional, seja no que diz respeito à criação de um ambiente de maior previsibilidade e segurançajurídica, seja quanto à necessidade de permitir uma representação dos interesses dos cidadãos de cada Estado-parte. A criação do Parlamento do MERCOSUL (que substituiu a Comissão Parlamentar Conjunta) é, nesse !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 48 ∀# 23 sentido, uma importante iniciativa para o aperfeiçoamento institucional do bloco. Vejam só que interessante! A Comissão Parlamentar Conjunta foi criada pelo Protocolo de Ouro Preto, que estabeleceu que esse órgão seria representativo dos Parlamentos dos Estados Partes do MERCOSUL. Ao contrário, o Parlamento do MERCOSUL é, segundo seu Protocolo Constitutivo, órgão representativo dos povos dos Estados-partes do MERCOSUL. Como se pode perceber, a iniciativa de criação do Parlasul visa a dotar o MERCOSUL, em última análise, de uma legitimidade democrática. O Parlamento do MERCOSUL é um órgão de natureza intergovernamental, cujo objetivo é fortalecer a cooperação interparlamentar, a fim de harmonizar as legislações nacionais nas áreas pertinentes. Em razão de sua natureza intergovernamental, o Parlamento do MERCOSUL não cria leis regionais.9 São princípios do Parlamento do MERCOSUL: i) o pluralismo; ii) a transparência; iii) a cooperação com os demais órgãos do MERCOSUL e com os âmbitos regionais de representação cidadã; iv) o respeito aos direitos humanos e o repúdio a todas as formas de discriminação; vi) a promoção do patrimônio cultural, institucional e de cooperação latino-americana nos processos de integração; vii) a promoção do desenvolvimento sustentável no MERCOSUL; viii) o trato especial e diferenciado para os países de economias menores e para as regiões com menor grau de desenvolvimento; ix) a equidade e; x) a solução pacífica das controvérsias. Existe a previsão de que, até 2020, serão realizadas eleições diretas no Brasil e Uruguai para definir os representantes de cada país no Parlasul (o Paraguai e a Argentina já fizeram eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL)10. Atualmente, a representação de cada País no MERCOSUL está dividida da seguinte forma: i) Brasil: 37 parlamentares; ii) Argentina: 43 parlamentares; iii) Venezuela: 23 parlamentares; iv) Paraguai: 18 parlamentares e; v) Uruguai: 18 parlamentares. Trata-se de uma representação-cidadã atenuada, que não é exatamente proporcional à população de cada Estado. 9 Ao contrário do Parlamento do MERCOSUL, o Parlamento Europeu, por ser um órgão supranacional, possui competência para criar leis regionais. Entendemos que o aprofundamento da integração regional no MERCOSUL demanda a existência de órgãos supranacionais que tenham poder para emitir decisões com aplicação imediata no âmbito do bloco. 10 A Argentina realizou eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL em outubro de 2015. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 43 ∀# 23 A princípio, pode parecer estranho que o Brasil tenha uma representação inferior à da Argentina. Isso se deve ao fato de que o Brasil ainda não realizou eleições diretas para o Parlamento do MERCOSUL. Quando o Brasil realizar eleições diretas, passará a contar com 75 parlamentares em sua representação no Parlamento do MERCOSUL. As competências do Parlasul estão relacionadas no art. 4º de seu Protocolo Constitutivo: Artigo 4- Competências O Parlamento terá as seguintes competências: 1. Velar, no âmbito de sua competência, pela observância das normas do MERCOSUL. 2. Velar pela preservação do regime democrático nos Estados Partes, de acordo com as normas do MERCOSUL, e em particular com o Protocolo de Ushuaia sobre Compromisso Democrático no MERCOSUL, na República da Bolívia e República do Chile. 3. Elaborar e publicar anualmente um relatório sobre a situação dos direitos humanos nos Estados Partes, levando em conta os princípios e as normas do MERCOSUL. 4. Efetuar pedidos de informações ou opiniões por escrito aos órgãos decisórios e consultivos do MERCOSUL estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto sobre questões vinculadas ao desenvolvimento do processo de integração. Os pedidos de informações deverão ser respondidos no prazo máximo de 180 dias. 5. Convidar, por intermédio da Presidência Pro Tempore do CMC, representantes dos órgãos do MERCOSUL, para informar e/ou avaliar o desenvolvimento do processo de integração, intercambiar opiniões e tratar aspectos relacionados com as atividades em curso ou assuntos em consideração. 6. Receber, ao final de cada semestre a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL, para que apresente um relatório sobre as atividades realizadas durante dito período. 7. Receber, ao início de cada semestre, a Presidência Pro Tempore do MERCOSUL, para que apresente o programa de trabalho acordado, com os objetivos e prioridades previstos para o semestre. 8. Realizar reuniões semestrais com o Foro Consultivo Econômico- Social a fim de intercambiar informações e opiniões sobre o desenvolvimento do MERCOSUL. 9. Organizar reuniões públicas, sobre questões vinculadas ao desenvolvimento do processo de integração, com entidades da sociedade civil e os setores produtivos. 10. Receber, examinar e se for o caso encaminhar aos órgãos decisórios petições de qualquer particular, sejam pessoas físicas ou jurídicas, dos Estados Partes, relacionadas com atos ou omissões dos órgãos do MERCOSUL. 11. Emitir declarações, recomendações e relatórios sobre questões vinculadas ao desenvolvimento do processo de integração, por iniciativa própria ou por solicitação de outros órgãos do MERCOSUL. 12. Com o objetivo de acelerar os correspondentes procedimentos internos para a entrada em vigor das normas nos Estados Partes, o !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 49 ∀# 23 Parlamento elaborará pareceres sobre todos os projetos de normas do MERCOSUL que requeiram aprovação legislativa em um ou vários Estados Partes, em um prazo de noventa dias (90) a contar da data da consulta. Tais projetos deverão ser encaminhados ao Parlamento pelo órgão decisório do MERCOSUL, antes de sua aprovação. Se o projeto de norma do MERCOSUL for aprovado pelo órgão decisório, de acordo com os termos do parecer do Parlamento, a norma deverá ser enviada pelo Poder Executivo nacional ao seu respectivo Parlamento, dentro do prazo de quarenta e cinco (45) dias, contados a partir da sua aprovação. Nos casos em que a norma aprovada não estiver de acordo com o parecer do Parlamento, ou se este não tiver se manifestado no prazo mencionado no primeiro parágrafo do presente inciso a mesma seguirá o trâmite ordinário de incorporação. Os Parlamentos nacionais, segundo os procedimentos internos correspondentes, deverão adotar as medidas necessárias para a instrumentalização ou criação de um procedimento preferencial para a consideração das normas do MERCOSUL que tenham sido adotadas de acordo com os termos do parecer do Parlamento mencionado no parágrafo anterior. O prazo máximo de duração do procedimento previsto no parágrafo precedente, não excederá cento e oitenta (180) dias corridos, contados a partir do ingresso da norma no respectivo Parlamento nacional. Se dentro do prazo desse procedimento preferencial o Parlamento do Estado Parte não aprovar a norma, esta deverá ser reenviada ao Poder Executivo para que a encaminhe à reconsideração do órgão correspondente do MERCOSUL. 13. Propor projetos de normas do MERCOSUL para consideração pelo Conselho do Mercado Comum, que deverá informar semestralmente sobre seu tratamento. 14. Elaborar estudos e anteprojetos de normas nacionais, orientados à harmonização das legislações nacionais dos Estados Partes, os quais serão comunicadosaos Parlamentos nacionais com vistas a sua eventual consideração. 15. Desenvolver ações e trabalhos conjuntos com os Parlamentos nacionais, a fim de assegurar o cumprimento dos objetivos do MERCOSUL, em particular aqueles relacionados com a atividade legislativa. 16. Manter relações institucionais com os Parlamentos de terceiros Estados e outras instituições legislativas. 17. Celebrar, no âmbito de suas atribuições, com o assessoramento do órgão competente do MERCOSUL, convênios de cooperação ou de assistência técnica com organismos públicos e privados, de caráter nacional ou internacional. 18. Fomentar o desenvolvimento de instrumentos de democracia representativa e participativa no MERCOSUL. 19. Receber dentro do primeiro semestre de cada ano um relatório sobre a execução do orçamento da Secretaria do MERCOSUL do ano anterior. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 42 ∀# 23 20. Elaborar e aprovar seu orçamento e informar sobre sua execução ao Conselho do Mercado Comum no primeiro semestre do ano, posterior ao exercício. 21. Aprovar e modificar seu Regimento interno. 22. Realizar todas as ações pertinentes ao exercício de suas competências. O Parlamento do MERCOSUL é um órgão unicameral, que tem como uma de suas funções principais agilizar os procedimentos internos para a entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL. Para isso, o Parlamento do MERCOSUL elabora Pareceres sobre todas as normas que requeiram aprovação legislativa, devendo os projetos ser a ele encaminhados antes da aprovação pelo órgão decisório. A entrada em vigor de normas no âmbito do MERCOSUL não é algo tão simples. Para que uma norma entre em vigor simultaneamente em todos os Estados membros do bloco regional, ela precisa seguir um trâmite previsto no Protocolo de Ouro Preto. Segundo o art. 40 do Protocolo de Ouro Preto, após aprovada uma norma, ela precisa ser internalizada ao ordenamento jurídico de cada Estado-membro do MERCOSUL. O procedimento de internalização depende do que estabelece o ordenamento jurídico de cada país. No Brasil, por exemplo, qualquer acordo internacional (dentre os quais estão as normas dos órgãos do MERCOSUL) depende, para ser incorporado ao ordenamento jurídico pátrio, de aprovação do Congresso Nacional e da edição de decreto pelo Chefe do Executivo. Cada país, ao internalizar uma norma em seu ordenamento jurídico interno, deverá comunicar à Secretaria do MERCOSUL quanto a esse fato. Quando todos os Estados-membros tiverem internalizado a norma, a Secretaria do MERCOSUL comunicará o fato a cada um deles. Essa comunicação tem como objetivo alertar os Estados-membros do MERCOSUL de que a norma entrará em vigor. As normas entrarão em vigor 30 dias após a comunicação efetuada pela Secretaria do MERCOSUL. Sem qualquer dúvida, esse rito processual para a entrada em vigor simultâneo de normas é bastante complexo e prejudica a segurança jurídica no âmbito do MERCOSUL. A quantidade de normas emitidas pelos órgãos decisórios do bloco regional é considerável, mas muitas delas não chegam nunca a entrar em vigor. Cabe destacar, todavia, que em uma tentativa de desburocratizar a processualística para a entrada em vigor das normas emanadas pelos órgãos decisórios do MERCOSUL, tem sido bastante usado pelos países do MERCOSUL o argumento de que, quando a norma dispuser sobre assuntos relacionados ao funcionamento interno do bloco, esta não precisa ser incorporada aos !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 5: ∀# 23 ordenamentos jurídicos nacionais. Tal argumento encontra amparo jurídico na Decisão CMC nº 23/2000, que exige apenas que os Estados-partes entendam conjuntamente (por consenso) que o conteúdo da norma trata de assuntos relativos à organização e funcionamento interno do MERCOSUL. e) Foro Consultivo Econômico-Social: O Foro Consultivo Econômico Social (FCES) é o órgão de representação dos setores econômicos e sociais dos países-membros do MERCOSUL. Possui função consultiva, manifestando-se mediante Recomendações. No exercício dessa função consultiva, o FCES atua por iniciativa própria ou mediante consulta de outros órgãos do MERCOSUL. Por meio da atuação da FCES, o MERCOSUL, enquanto organização internacional, toma consciência dos anseios e do pensamento do setor privado de cada Estado-membro f) Secretaria do MERCOSUL: A Secretaria do MERCOSUL possui sede em Montevidéu e é o órgão de apoio operacional e administrativo do MERCOSUL. Suas atividades principais são: i) servir como arquivo oficial da documentação do MERCOSUL; ii) publicar e comunicar as decisões adotadas no âmbito do MERCOSUL; iii) organizar os aspectos logísticos do CMC, GMC e CCM; iv) informar regularmente os Estados Partes sobre as medidas implementadas por cada país para incorporar em seu ordenamento jurídico as normas emanadas dos órgãos do Mercosul e; v) editar o Boletim Oficial do MERCOSUL e; vi) registrar as listas nacionais dos árbitros e especialistas, conforme dispõe o Protocolo de Olivos. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 51 ∀# 23 Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Em dezembro de 1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi estabelecida a estrutura institucional do MERCOSUL e sua personalidade jurídica internacional. Comentários: A estrutura institucional do MERCOSUL foi definida pelo Protocolo de Ouro Preto (e não pelo Protocolo de Olivos!). Da mesma forma, foi o Protocolo de Ouro Preto que atribuiu personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL. Questão errada. 42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O conjunto normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 54 ∀# 23 não havendo necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico dos Estados-membros. Comentários: A entrada em vigor de normas do MERCOSUL depende da incorporação ao ordenamento jurídico interno de todos os Estados-membros. Dessa forma, não se pode dizer que elas têm aplicação direta. Questão errada. 43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O Parlamento do MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político superior desse bloco regional. Comentários: O órgão político de cúpula do MERCOSUL, desde sua criação, é o Conselho do Mercado Comum (CMC). Questão errada. 44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Entre as competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada por sua secretaria administrativa. Comentários: A aprovação do orçamento e da prestação de contas anual apresentada pela Secretaria do MERCOSUL compete ao Grupo do Mercado Comum (GMC). Questão errada. 45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O MERCOSUL tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade jurídica, apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo de Ouro Preto. Comentários: Somente com a entrada em vigor do Protocolo de Ouro Preto é que foi reconhecida a personalidade jurídica de direito internacional do MERCOSUL, que a partir de então se tornou uma organização internacional. Questão correta. 46. (ACE-2008)- No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro Preto, as negociações entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam em decisões consensuais, vistoque nesse acordo não se faz uso de votações. Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 55 ∀# 23 Comentários: Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado Comum, Grupo do Mercado Comum e Comissão de Comércio do MERCOSUL) tomam suas decisões mediante consenso. Questão correta. 47. (TRF – 2005)- O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por consenso, tomar decisões obrigatórias para os membros do bloco. Comentários: O órgão máximo da estrutura do MERCOSUL é o Conselho do Mercado Comum (CMC). O GMC é o órgão executivo do bloco. Questão errada. 48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. Comentários: O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo Mercado Comum (GMC). Questão errada. 49. (ACE-1997- adaptada)- O Conselho do Mercado Comum pode firmar acordos com outros países em nome do MERCOSUL. Comentários: O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão de cúpula do MERCOSUL, possuindo competência para exercer a titularidade da pessoa jurídica desse bloco regional. Logo, é o CMC quem firma acordos com outros países e organizações internacionais em nome do MERCOSUL. Questão correta. 50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- O Tratado de Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos que, embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram certa previsibilidade e confiança aos negociadores e operadores diplomáticos e econômicos da integração sub-regional. Comentários: De fato, o Tratado de Assunção e o Protocolo de Ouro Preto, ao estabelecer as bases jurídicas para a existência do MERCOSUL, permitiram que se tivesse maior confiança na integração regional. Questão correta. 51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 56 ∀# 23 representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco Central. É coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. Comentários: O órgão executivo do MERCOSUL é o Grupo do Mercado Comum (GMC). Ele é composto de 4 membros titulares e 4 membros alternos por país, dentre os quais devem constar, necessariamente, representantes dos Ministérios das Relações Exteriores, dos Ministérios da Economia (ou equivalentes) e dos Bancos Centrais. O GMC é coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. Questão errada. 52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros da economia e ministros da justiça dos Estados-partes. Comentários: O CMC é integrado pelos Ministros das Relações Exteriores e pelos Ministros da Economia, ou seus equivalentes, dos Estados partes. Os Ministros da Justiça dos Estados-partes não integram o CMC. Questão errada. 53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Conselho Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o consenso como critério decisório. Comentários: Os órgãos decisórios do MERCOSUL (Conselho do Mercado Comum, Grupo Mercado Comum e Comissão de Comércio do MERCOSUL) tomam decisões por consenso. Conforme afirma a questão, os três são órgãos intergovernamentais. Questão correta. 54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Protocolo de Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os procedimentos para a resolução de controvérsias comerciais entre os Estados-parte, a estrutura institucional definitiva do bloco e os requisitos para a adesão de novos membros. Comentários: O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional e conferiu personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL. O sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL foi estabelecido pelo Protocolo de Olivos, sobre o qual estudaremos mais à frente. Questão errada. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 57 ∀# 23 55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela prestação de serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede permanente em Montevidéu, Uruguai. Comentários: De fato, a Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável por prestar serviços aos demais órgãos do bloco regional. Sua sede permanente é em Montevidéu. Questão correta. 56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão Parlamentar Conjunta é, atualmente, o órgão representativo dos parlamentos dos países membros no âmbito do MERCOSUL. Comentários: A Comissão Parlamentar Conjunta (CPC) foi criada pelo Protocolo de Ouro Preto, mas hoje não existe mais. Ela foi substituída pelo Parlamento do MERCOSUL, que é o órgão que representa os povos dos Estados-parte do bloco regional. Questão errada. 57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental. Comentários: Todos os órgãos do MERCOSUL possuem natureza intergovernamental. Questão correta. 58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- A Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do MERCOSUL, mas manteve o número de competências. Comentários: Não se pode dizer que a Comissão Parlamentar Conjunta mudou de nome. Na verdade, ela foi sucedida pelo Parlamento do MERCOSUL, que recebeu um rol muito mais extenso de competências. Questão errada. 59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão de Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos países membros para o funcionamento da união aduaneira. Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 58 ∀# 23 e com terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores. Comentários: Segundo o art. 16 do Protocolo de Ouro Preto, a Comissão de Comércio do MERCOSUL possui competência para velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos Estados Partes para o funcionamento da união aduaneira, bem como acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-Mercosul e com terceiros países. A coordenação da CCM está a cargo dos Ministérios das Relações Exteriores. Questão correta. 60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- O Foro Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, formado por representantes dos setores econômicos e sociais de cada país membro. Comentários: O Foro Consultivo Econômico-Social (FCES) é um órgão de natureza consultiva, sendo a representação dos setores econômicos e sociais de cada país membro. Questão correta. 61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- É competência do Grupo Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL. Comentários: A Secretaria doMERCOSUL é o órgão com competência para editar o Boletim Oficial do MERCOSUL. Questão errada. 62. (ACE-2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do Mercado Comum e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do MERCOSUL. Comentários: Pegadinha! O Conselho do Mercado Comum (CMC) e o Grupo do Mercado Comum (GMC) foram criados pelo Tratado de Assunção. Quando foi celebrado o Protocolo de Ouro Preto, esses dois órgãos já existiam. Questão errada. 63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Constituem órgãos do MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 53 ∀# 23 de Comércio do MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de Revisão e o Parlamento do MERCOSUL. Comentários: O Parlamento do MERCOSUL e o Tribunal Permanente de Revisão não são órgãos decisórios. O Parlasul tem função consultiva, enquanto o TPR exerce função jurisdicional. Questão errada. 64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL. Comentários: De fato, o Grupo Mercado Comum (GMC) tem competência para propor projetos de decisões ao Conselho do Mercado Comum (CMC). No entanto, o exercício da titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL compete ao Conselho do Mercado Comum. Questão errada. 65. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao levar adiante a decisão de constituir uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto aprofundou o processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos estados-parte a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes à gestão do déficit fiscal e da busca de estabilidade de preços. Comentários: O Protocolo de Ouro Preto definiu a estrutura institucional do MERCOSUL, não estabelecendo qualquer disposição mandatória no sentido de que os membros desse bloco devem coordenar suas políticas macroeconômicas. Questão errada. 66. (ACE – 2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto instituiu a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de criar órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. Comentários: O Protocolo de Ouro Preto criou a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL. Ao mesmo tempo, conferiu competência ao CMC para criar outros órgãos necessários para a consecução dos objetivos de integração. Questão correta. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Nota O Protocolo de Ouro Preto: 1-Conferiu personalidade jurídica INTERNACIONAL ao bloco; 2-Instituiu a CCM; 3-Instituiu a SAM; 4-Conferiu competência ao CMC para criar outros órgãos; 5-Definiu a estrutura institucional. Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 59 ∀# 23 67. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir a representação proporcional ao número de habitantes na Comissão Parlamentar Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos reclamos de que haveria um “déficit democrático” no MERCOSUL, criando as condições para que tal Comissão evolua no sentido de se tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento Europeu. Comentários: A Comissão Parlamentar Conjunta, que foi sucedida pelo Parlamento do MERCOSUL, não possuía representação proporcional ao número de habitantes dos Estados-membros do bloco regional. Ao contrário, a Comissão Parlamentar Conjunta era integrada pelo mesmo número de representantes de cada Estado-parte. Questão errada. 68. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir alguns órgãos e especificar as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto avançou no desenho institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão intergovernamental e favorecendo a integração das economias, em particular ao prover um eficaz mecanismo de solução de controvérsias comerciais. Comentários: Todos os órgãos criados pelo Protocolo de Ouro Preto possuem caráter intergovernamental, o que torna errada a afirmação de que esta norma internacional reduziu a dimensão intergovernamental do MERCOSUL. Ademais, o Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de controvérsias para o MERCOSUL. Questão errada. 69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Quaisquer controvérsias entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou do descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e dos acordos celebrados no âmbito desse tratado devem ser submetidas exclusivamente aos procedimentos de solução estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto. Comentários: O Protocolo de Ouro Preto não estabeleceu um sistema de solução de controvérsias para o MERCOSUL. O que esse normativo fez foi atribuir personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL e, adicionalmente, definir sua estrutura institucional. Questão errada. 70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Ao Conselho do Mercado Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política do Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 52 ∀# 23 processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção, devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma vez por bimestre, com a participação dos presidentes dos Estados-partes. Comentários: O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL, a ele cabendo a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos do Tratado de Assunção. No entanto, o CMC deve se reunir, no mínimo, uma vez por semestre, com a participação dos Presidentes dos Estados-partes. Questão errada. 71. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL é o órgão responsável por internalizar na estrutura normativa dos Estados-Parte as decisões do Conselho do Mercado Comum. Comentários: A internalização de normas no ordenamento jurídico dos Estados- membros do MERCOSUL é feita conforme a legislação nacional de cada um destes Estados. No Brasil, por exemplo, para que uma norma seja internalizada, é necessário a aprovação do Congresso Nacional mediante decreto legislativo e posterior ratificação do Presidente da República. Questão errada. 72. (Questão Inédita)- O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão de representação dos setores econômicos e sociais, manifestando-se mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum. Comentários: O Foro Consultivo Econômico-Social tem função consultiva, manifestando-se mediante Recomendações ao GMC. Questão correta. 73. (Questão Inédita)- As decisões no âmbito do Conselho do Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão tomadas por consenso. Comentários: As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL (CMC, GMC e CCM) são tomadas mediante consenso. Questão correta. Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 6: ∀# 23 74. (Questão Inédita)- São órgãos com capacidade decisória,de natureza supranacional, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. Comentários: Os órgãos decisórios do MERCOSUL são, conforme afirma a questão, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo do Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. O erro da assertiva está, no entanto, em afirmar que estes têm caráter supranacional. Tais órgãos possuem natureza intergovernamental. 75. (Questão Inédita)- O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam criados novos órgãos auxiliares no âmbito do MERCOSUL com o objetivo de atingir as metas do processo de integração. Comentários: Quando foi assinado o Protocolo de Ouro Preto foi prevista liberdade para que fossem criados novos órgãos auxiliares com o objetivo de atingir as metas do processo de integração. A competência para a criação desses órgãos é do Conselho do Mercado Comum. Questão correta. 76. (Questão Inédita) O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este personalidade jurídica de direito internacional. Comentários: O Protocolo de Ouro Preto atribuiu explicitamente personalidade jurídica de direito internacional ao MERCOSUL. Questão correta. 77. (Questão Inédita)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. Comentários: De fato, compete ao Conselho do Mercado Comum (CMC) a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. Questão correta. 78. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL não possui competência para a criação de normas supranacionais. Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 61 ∀# 23 Comentários: O Parlamento do MERCOSUL não possui função legislativa, muito menos para criar normas supranacionais. Questão correta. 79. (Questão Inédita)- A vigência simultânea de normas no MERCOSUL depende da sua internalização no ordenamento jurídico nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor simultaneamente nos Estados Partes 30 dias após a data da comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do MERCOSUL de que todos os Estados já internalizaram as referidas normas. Comentários: Conforme já comentamos, o processo de internalização das normas no âmbito do MERCOSUL possui as seguintes fases: 1) A norma é criada e, para obter vigência simultânea em todos os Estados-membros, deverá ser internalizada por cada um deles. 2) Assim que um membro internaliza a norma ao seu ordenamento jurídico interno, ele comunica à Secretaria do MERCOSUL. 3) Ao receber a comunicação da internalização por todos os Estados- membros, a Secretaria do MERCOSUL fará a comunicação do fato a cada um deles. A referida norma entrará em vigor nos Estados-parte simultaneamente 30 dias a partir dessa comunicação ter sido efetuada. Por tudo o que comentamos, a questão está correta. 80. (Procurador BACEN / 2009)- No Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o princípio de trato especial e diferenciado a países de economias menores. Comentários: Um dos princípios previstos no Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL é o trato especial e diferenciado para os países de economias menores e para as regiões com menor grau de desenvolvimento. Questão correta. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 64 ∀# 23 4- RESULTADOS DO MERCOSUL: 4.1- Exceções ao Livre-Comércio Intra-MERCOSUL: Embora seja possível advogar que há uma livre circulação de mercadorias em relação ao substancial do comércio no MERCOSUL, ainda há algumas restrições ao comércio intrabloco, dentre as quais citamos: i) setor automotivo e açúcar; ii) aplicação de medidas de defesa comercial intrabloco; iii) aplicação de medidas de salvaguarda no comércio bilateral Brasil-Argentina, com amparo no Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC); iv) bens oriundos de zonas francas comerciais, zonas francas industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais; v) restrições à livre circulação de serviços e; vi) outras restrições não-tarifárias. Dizer que há livre circulação de mercadorias é o mesmo que dizer que há uma margem de preferência de 100%. Atenção para o cálculo da margem de preferência, que segue critérios diferentes na OMC e na ALADI: a) Na OMC: Se a alíquota do imposto de importação é 30% e é concedida uma preferência de 10%, esta será subtraída do valor total do imposto. Assim: Imposto = 30%-10%=20% b) Na ALADI: Se a alíquota do imposto de importação é 30% e é concedida uma preferência de 10%, esta representará um percentual do valor total do imposto, que dele será descontada. Assim: 10% de 30 = 3% / 30% -3% = 27%. a) No que diz respeito à aplicação de medidas de defesa comercial, precisamos enxergá-las sob duas óticas diferentes: i) medidas de defesa comercial aplicadas pelos membros do MERCOSUL uns contra os outros e; ii) medidas de defesa comercial aplicadas contra terceiros países. No comércio intrabloco, é possível que os membros do MERCOSUL apliquem direitos antidumping e medidas compensatórias uns contra os outros. É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de salvaguarda no comércio entre Brasil e Argentina, ao amparo do Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC). Segundo o art. XXIV do GATT, não podem ser aplicadas medidas de defesa comercial no interior de áreas de livre comércio e uniões aduaneiras. No entanto, o que se percebe na prática é que é bastante comum que sejam aplicadas medidas de defesa comercial entre integrantes de acordos regionais. Para boa parte da doutrina, isso seria incompatível com as regras do sistema multilateral de comércio. Quanto à aplicação de medidas de defesa comercial contra terceiros países, cabe destacar que, enquanto união aduaneira, o MERCOSUL !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 65 ∀# 23 deveria utilizar esses instrumentos de forma conjunta. Em outras palavras, deveria existir uma medida antidumping ou medida compensatória aplicada pelo MERCOSUL (e não aplicadas isoladamente pelo Brasil ou pela Argentina!). Isso porque, em uma união aduaneira, deve existir uma política comercial comum em relação a terceiros países. Todavia, isso ainda está longe de ser uma realidade. Cada país do MERCOSUL aplica, individualmente, medidas antidumping e medidas compensatórias contra terceiros países. Em relação às medidas de salvaguardas, já existe a possibilidade de que estas sejam aplicadas de forma unificada pelo MERCOSUL. Tal possibilidade foi instituída pela Decisão CMC nº 17/96, intitulada “Regulamento Comum sobre a Aplicação de Salvaguardas”, visando à proteção da indústria regional. 11 b) Quanto ao Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC), este consiste na possibilidade de aplicação de medidas de salvaguarda no comércio bilateral Brasil-Argentina. Por meio do MAC, a indústria nacional (brasileira ou argentina, conforme o caso) pode fazer apresentar uma petição ao governo, alegando o aumento substancial das importações, dano importante ou ameaça de dano importante e, ainda, nexo de causalidade entre o aumento das importações e o dano. 12 Recebida a petição, o governo produz um relatório e o apresenta à Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral. Essa comissão convoca os setoresprivados dos dois países para negociações, o que é inédito em termos de salvaguardas. Caso não se chegue a um acordo setorial, tem início a investigação para a aplicação de medidas de salvaguarda. As salvaguardas poderão, ao final da investigação, ser aplicadas na forma de restrições quantitativas ou na forma de tarifas aduaneiras. 13 Segundo entendimento da ESAF, o Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) não pode ser considerado uma barreira comercial intra- MERCOSUL. Trata-se de um mecanismo bilateral existente entre Brasil e Argentina. c) Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do MERCOSUL aplicarão a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as mercadorias provenientes de zonas francas comerciais, zonas francas industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais. É possível, ainda, que sejam aplicadas medidas de salvaguardas caso essas 11 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.210-211. 12 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.233-234. 13 BARRAL, Welber; BROGINI, Gilvan. Manual Prático de Defesa Comercial. São Paulo: Aduaneiras, 2007. pp.233-234. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 66 ∀# 23 importações aumentem substancialmente, de forma a causar dano ou ameaça de dano para o país importador. Cabe destacar que, em regra, as mercadorias fabricadas em zonas francas, ao serem vendidas para qualquer outra parte do território nacional, sofrem incidência tributária (Ex: celular industrializado na ZFM, ao ser vendido para São Paulo, sofre incidência tributária relativamente aos insumos importados) Logo, nada mais natural do que as mercadorias produzidas em zonas francas também sofram incidência tributária quando vendidas para outros países do MERCOSUL. d) A livre circulação de serviços é algo extremamente complexo e depende de grandes mudanças nas legislações nacionais. Lembre-se de que quando falamos em livre circulação de serviços, estamos nos referindo aos quatro modos de prestação de serviços previstos no GATS (comércio transfronteiriço, consumo no exterior, presença comercial e movimento temporário de pessoas físicas). Será que um advogado brasileiro consegue exercer sua função sem restrições na Argentina? Será que uma escola argentina consegue se instalar no Brasil sem quaisquer problemas? Um estudante brasileiro que faz um curso de graduação em medicina na Argentina consegue validar seu diploma no Brasil? Amigos, é um longo caminho... De qualquer forma, já foi assinado pelos membros do MERCOSUL o Protocolo de Montevidéu, cujo objetivo é promover a liberalização do comércio de serviços entre os membros do bloco. O Protocolo de Montevidéu entrou em vigor em 2005 e prevê a liberalização do comércio de serviços no MERCOSUL dentro de 10 anos a contar dessa data. Até hoje, todavia, não se pode dizer que foi implementada no MERCOSUL a livre circulação de serviços. e) No comércio intrabloco, pode-se afirmar que existem inúmeras barreiras não-tarifárias que funcionam como restrições disfarçadas e arbitrárias ao comércio internacional. O comércio bilateral Brasil-Argentina é um verdadeiro exemplo disso, sendo possível perceber verdadeira “troca de gentilezas” entre esses dois países. No ano de 2011, por exemplo, a Argentina, por estar acumulando grande déficit em sua balança comercial com o Brasil, submeteu um extenso rol de produtos brasileiros ao regime de licenciamento não-automático (necessidade de autorização governamental prévia à importação). Como “retaliação”, o Brasil impôs licenças de importação sobre automóveis, único setor em que a Argentina vinha obtendo superávits em relação ao Brasil. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 67 ∀# 23 É difícil acreditar no futuro do MERCOSUL com tantas restrições comerciais. Para refletirmos, pode-se mesmo perguntar se o MERCOSUL já constitui, de fato, uma área de livre comércio... 4.2- Exceções à Política Comercial Comum em relação a terceiros países: Uma união aduaneira pressupõe a existência de uma política comercial comum em relação a terceiros países. Dessa forma, não só os direitos aduaneiros, mas também as demais regulamentações comerciais, devem ser essencialmente os mesmos. Segundo a doutrina dominante, o MERCOSUL ainda não chegou a esse estágio, podendo ser considerado apenas uma união aduaneira imperfeita. Podemos dizer, portanto, que o processo de aprofundamento institucional do MERCOSUL rumo à união aduaneira reclama três importantes passos: i) maior convergência à Tarifa Externa Comum (fim das exceções à TEC); ii) eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC; iii) estabelecimento do Código Aduaneiro do MERCOSUL. 4.2.1- Exceções à Tarifa Externa Comum: A Tarifa Externa Comum (TEC) é uma tabela que relaciona as alíquotas do imposto de importação aplicáveis a cada código de classificação fiscal. Essa tabela, como regra geral, vale para todos os membros do MERCOSUL. Assim, se o Brasil aplica uma alíquota de 15% sobre guindastes, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai irão ter que aplicar esse mesmo percentual. A existência de uma Tarifa Externa Comum (TEC) materializa a política comercial comum em relação a terceiros países e, portanto, é o pressuposto básico da existência de uma união aduaneira. No MERCOSUL, todavia, alguns produtos são mantidos à margem da TEC, isto é, sobre eles não incide a tributação prevista na TEC. As exceções à TEC são as seguintes: 1) Listas de Exceções à TEC: Cada país-membro do MERCOSUL pode manter uma Lista de Exceções à TEC. Para esses produtos, cada país poderá decidir livremente qual será a alíquota do imposto de importação a ser cobrada. Destaque-se que, para esses produtos, o país pode decidir aplicar uma alíquota superior ou inferior à da TEC (ele tem ampla discricionariedade para isso!) !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 68 ∀# 23 Atualmente, está em vigor a Decisão CMC nº 58/201014, que determina que Brasil e Argentina poderão manter 100 códigos na Lista de Exceções à TEC até 31/12/2021; o Uruguai poderá manter 225 códigos até 31/12/2022; a Venezuela poderá manter 260 códigos até 31/12/2016 e 160 códigos até 31/12/201715; e o Paraguai poderá manter até 649 códigos até 31/12/2023. Cada país poderá modificar, a cada (6) seis meses, até 20% dos códigos tarifários relacionados em sua Lista de Exceções à TEC. Ao compor suas Listas, os países deverão valorizar a oferta exportável existente no MERCOSUL. Imaginem a seguinte situação! O Brasil é um grande produtor de têxteis e potencial exportador desses produtos para os países do MERCOSUL. A alíquota da TEC sobre têxteis é de 35%, ou seja, esses produtos circulam livremente no MERCOSUL, mas, quando originários de terceiros países, têm que pagar uma alíquota elevada para entrarem em qualquer dos países do bloco. Se a Argentina colocar têxteis em sua Lista de Exceções com uma alíquota inferior à prevista na TEC, isso irá prejudicar o Brasil face aos seus concorrentes estrangeiros. Daí é que é necessário que os países do MERCOSUL, ao elaborar suas Listas de Exceções, valorizem a oferta exportável existente no bloco regional. A Argentina, caso decida colocar têxteis como exceção à TEC, não deve cobrar uma alíquota inferior àquela anteriormente em vigor; caso o faça, estará prejudicando o Brasil, seu parceiro regional. 2) Por razões de desabastecimento interno: Pode ser que, por razões de desabastecimento interno, um país necessite incentivar a entrada de produtos em seu território. Mascomo incentivar a entrada de produtos? Isso mesmo! Reduzindo o imposto de importação! Logo, por razões de desabastecimento interno, um país pode impor uma alíquota do imposto de importação inferior à prevista na Tarifa Externa Comum. Esse procedimento está atualmente regulamentado pela Resolução GMC nº 08/2008, que dispõe que essa redução é aplicável às importações de bens que se enquadrem, comprovadamente, nas seguintes situações: a) Impossibilidade de abastecimento normal e fluido na região, decorrente de desequilíbrios de oferta e de demanda. b) Existência de produção regional do bem, mas as características do processo produtivo e/ou as quantidades solicitadas não justificam economicamente a ampliação da produção. 14 A Decisão CMC nº 58/2010 foi modificada pela Decisão CMC nº 26/2015. 15 A Venezuela está em processo de convergência à TEC e, por isso, tem sido natural que, a cada semestre, sejam editadas Decisões do CMC alterando o número de exceções à TEC que isso país pode adotar. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 63 ∀# 23 c) Existência de produção regional do bem, mas o Estado-Parte produtor não conta com excedentes exportáveis suficientes para atender às necessidades demandadas. d) Existência de produção regional de um bem similar, mas o mesmo não possui as características exigidas pelo processo produtivo da indústria do país solicitante. e) Desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria- prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa. Na situação apresentada na letra “b” supra (existência de produção regional do bem, mas as características do processo produtivo e/ou as quantidades solicitadas não justificam economicamente a ampliação da produção), cada Estado-membro do MERCOSUL não poderá, simultaneamente, aplicar reduções tarifárias a mais do que 15 códigos tarifários. Nas demais situações (letras “a”, “c”, “d” e “e”), cada membro do MERCOSUL poderá aplicar, simultaneamente, reduções tarifárias a até 30 códigos tarifários. Destaque-se que, quando o desabastecimento configurar-se situação de calamidade pública ou risco à saúde pública, a quantidade de códigos tarifários poderá extrapolar os números previstos na Resolução GMC nº 08/2008. A Resolução GMC nº 08/2008 determina, ainda, que a redução seja aplicada na forma de cotas tarifárias, isto é, segundo quantidades pré- estabelecidas. Isso quer dizer que se o Brasil decidir, por exemplo, reduzir a alíquota do I.I incidente sobre milho por motivos de desabastecimento interno, ele deverá estabelecer uma cota tarifária. Hipoteticamente, o Brasil cobraria a alíquota de 2% sobre 1000 toneladas de milho que entrassem em seu território naquele ano. O que extrapolasse 1000 toneladas de milho pagaria a alíquota da TEC (15%, por exemplo). As alíquotas devem ser reduzidas ao limite mínimo de 2%, podendo a Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) reduzir para 0% em casos excepcionais. O Paraguai, por sua vez, recebe um tratamento mais favorável e, para suas solicitações, a alíquota será reduzida a 0%. 3) Ex-Tarifários de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e Telecomunicações (BIT): Os bens de capital (BK) e os bens de informática e telecomunicações (BIT) são, por sua própria natureza, bens de alto valor agregado, empregados em atividades produtivas com grande potencial para geração de empregos. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 69 ∀# 23 Nesse sentido, é interessante para um governo estimular a importação desse tipo de bens, desde que, é claro, isso não conflite com os interesses da indústria nacional. Mas como estimular a importação sem causar prejuízos à indústria nacional produtora de BK e BIT? Essa é uma excelente questão! O ex-tarifário é um mecanismo internacionalmente utilizado, que consiste na redução do imposto de importação incidente sobre bens de capital e bens de informática e telecomunicações que não tenham produção nacional. No âmbito do MERCOSUL, a matéria é regulada pela Decisão CMC nº 57/2010. O objetivo é criar um “Regime Comum de Importação de Bens de Capital não-produzidos no MERCOSUL” e um “Regime Comum para a Importação de Bens de Informática e Telecomunicações”. Atualmente, cada membro do MERCOSUL desenvolve sua própria política para bens de capital e bens de informática e telecomunicações e, portanto, concede individualmente ex-tarifários. No entanto, o ideal de uma união aduaneira é que a política comercial em relação a terceiros países seja unificada. No Brasil, a competência para a concessão de ex-tarifários é da CAMEX. Conforme já adiantamos, o ex-tarifário é uma redução do imposto de importação concedida para bens de capital e bens de informática e telecomunicações. O ex-tarifário tem vigência de 2 anos: durante esse período, qualquer um que realizar a importação de bem idêntico àquele contemplado com ex-tarifário fará jus à redução tarifária. Trata-se, dessa forma, de uma redução objetiva16 do imposto de importação. Por meio do ex-tarifário, a alíquota de bens de capital e de bens de informática e telecomunicações é reduzida para 2% (dois por cento). 4) Exceções à TEC em razão de suspensão de concessões comerciais: A Decisão CMC nº 18/2009 permite que um Estado-parte do MERCOSUL eleve a alíquota do imposto de importação a um nível superior ao previsto na TEC em duas situações diferentes: - quando tiver sido autorizado pelo Órgão de Solução de Controvérsias da OMC a suspender concessões comerciais como consequência de um procedimento de solução de controvérsias. Ex: o Brasil é autorizado pelo OSC a aplicar retaliações comerciais contra os EUA. Em consequência, o Brasil eleva a alíquota do I.I incidente sobre as importações de diversos produtos quando originários dos EUA. 16 Dizemos que o ex-tarifário é uma redução objetiva porque ele não é concedido em razão da pessoa importadora, mas sim ao produto. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 62 ∀# 23 - quando, em consonância com o disposto no Artigo XXVIII do GATT de 1994, exerça a faculdade de retirar concessões substancialmente equivalentes que tenham sido negociadas originalmente com um Membro da OMC que pretenda modificar ou retirar concessões. Ex: o México havia se comprometido a cobrar uma alíquota máxima para o imposto de importação sobre automóveis de 20%. No entanto, ele decide renegociar esse limite máximo. É possível? Sim, de acordo com o art. XXVIII do GATT é possível a renegociação. Nesse caso, o Brasil, por julgar-se afetado, poderá elevar a alíquota do I.I sobre produtos têxteis mexicanos para 40%, por exemplo. Nas duas situações apresentadas, admite-se que um país eleve a alíquota do I.I acima da TEC sem que os produtos tenham que constar na Lista de Exceções à TEC. Ou seja, o limite de produtos que o Brasil pode colocar em sua Lista de Exceções (atualmente, 100 itens) não é afetado. Destaque-se, ainda, que a Decisão CMC nº 18/2009 foi aprovada em um contexto em que o Brasil tinha sido recentemente autorizado pelo OSC a aplicar retaliações comerciais contra os EUA, em virtude do contencioso do algodão. 5) Perfurações à TEC: Conforme já estudamos, no âmbito da OMC, os países assumem compromissos em matéria de direitos aduaneiros, definindo limites máximos para o imposto de importação. Imagine, todavia, a seguinte situação! O Paraguai assumiu o compromisso de cobrar um limite máximo de 15% sobre a importação de automóveis. Posteriormente, o Paraguai passa afazer parte do MERCOSUL, o qual, por sua vez, passa a adotar uma Tarifa Externa Comum (TEC). Ocorre que a Tarifa Externa Comum (TEC) prevê que a alíquota do I.I sobre automóveis originários de terceiros será de 35%. Olha o problema! O Paraguai pode cobrar no máximo 15% de I.I sobre automóveis... Qual a solução? Segundo a Decisão CMC nº 17/2009, quando no MERCOSUL é aprovada uma norma estabelecendo um nível de Tarifa Externa Comum (TEC) superior ao consolidado na OMC, prevalece, para esse Estado Parte, a tarifa consolidada. Trata-se do que é conhecido como perfuração à TEC. 6) Conjuntura Econômica Internacional: A Decisão CMC nº 27/2015 estabeleceu que os Estados-partes do MERCOSUL poderão colocar 100 itens tarifários como exceção à Tarifa Externa Comum (TEC) além da Lista de Exceções a que cada um tem direito. Todavia, em relação a esses itens tarifários, a alíquota do imposto de importação imposta pelos Estados em relação às importações extrazona deverá ser superior à alíquota da TEC. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 7: ∀# 23 Por óbvio, essa elevação da alíquota não poderá superar os limites tarifários consolidados por cada Estado no âmbito da OMC. Lembremo-nos de que, em relação aos produtos constantes da Lista de Exceções de cada país, atualmente regulada pela Decisão CMC nº 58/2010, a alíquota poderia ser superior ou inferior à prevista na TEC. Essa nova exceção à TEC foi criada com o objetivo de adequar a gestão da política tarifária no MERCOSUL à conjuntura econômica internacional. Nota-se, nesse novo mecanismo, a presença de fortes ideias protecionistas. 4.2.2- Eliminação da Multiplicidade de Cobrança da TEC: Imagine que o Uruguai importe um produto originário da Alemanha. Quando esse produto entra no Uruguai, incidirá sobre ele o imposto de importação previsto na TEC, ok? Pode acontecer, no entanto, que o Uruguai exporte esse mesmo produto originário da Alemanha para o Brasil. E agora, o que acontece? Bom, como o produto é originário da Alemanha e não do MERCOSUL, quando ele entrar no Brasil, sobre ele incidirá novamente o imposto de importação previsto na TEC. Veja que houve dupla incidência do I.I sobre esse produto-(quando ele entrou no Uruguai e quando ele entrou no Brasil). Houve, portanto, dupla cobrança da TEC, o que não é o ideal de uma união aduaneira. Para que haja a eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC, é necessário que, quando esse produto entre no Uruguai, a partir daí ele possa circular livremente no bloco, ou seja, passe a ser originário do MERCOSUL. Veja que, quando o produto entrou no Brasil, incidiu o I.I porque ele, embora procedente do Uruguai, continuava a ser originário da Alemanha.17 A multiplicidade de cobrança da TEC ocorre quando um produto é importado por um membro do MERCOSUL pagando a alíquota do imposto de importação prevista na TEC e, depois, esse mesmo produto é exportado para um país dentro do bloco com nova incidência tributária. Nessa situação diz- se que há uma dupla cobrança da TEC. Se esse produto for exportado novamente para outro país do bloco, haverá nova incidência tributária e aí já falamos em múltipla cobrança da TEC. Para entender como funciona a dupla ou múltipla cobrança da TEC, nada melhor do que um exemplo! Para que seja possível eliminar a multiplicidade da cobrança da TEC é preciso desenvolver um mecanismo de distribuição da renda aduaneira, que é o principal entrave para sua aplicação. 17 Somente possuem livre circulação entre os membros do MERCOSUL as mercadorias originárias do MERCOSUL, ou seja, as mercadorias que cumpram o regime de origem do MERCOSUL. Mais à frente, estudaremos o Regime de Origem do MERCOSUL. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 71 ∀# 23 “Mas como assim distribuição da renda aduaneira, Ricardo?” Imagine que o Uruguai importe geladeiras da China e nessa operação haja incidência tributária. Posteriormente, essas geladeiras são exportadas do Uruguai para o Brasil. Se não houvesse a dupla cobrança da TEC, o Brasil não recolheria nenhum valor do I.I para seus cofres, a menos que a renda aduaneira gerada na primeira operação de importação pelo Uruguai fosse repartida (o que seria mais justo!) A fim de eliminar a dupla cobrança da TEC, foi emitida a Decisão CMC nº 10/2010, que fixou 3 (três) etapas para a implementação desse avanço institucional. Para que se possa colocar um fim à dupla (ou múltipla) cobrança da TEC, é necessário que os bens importados de terceiros países por um Estado-parte sejam considerados, a partir daí, originários do MERCOSUL. Atualmente, está em vigor a Decisão CMC nº 37/2005, que dispõe que receberão tratamento de bens originários do MERCOSUL, para fins de circulação intrabloco ou de incorporação em processos produtivos, após a importação de terceiros países, os seguintes bens: - bens sobre os quais incida uma TEC de 0%; - bens que, devido a acordos celebrados pelo MERCOSUL, possuam uma margem de preferência de 100% sobre a TEC. Nesses dois casos, considera-se que o bem cumpre a política tarifária comum do MERCOSUL, fazendo jus ao “Certificado de Cumprimento da Política Tarifária Comum” (CCPTM). 4.2.3- Código Aduaneiro do MERCOSUL: Por meio da Decisão CMC nº 27/2010, foi aprovado o Código Aduaneiro, o qual ainda está pendente de ratificação pelos Estados-partes do MERCOSUL. Trata-se de normativo que busca promover a harmonização das legislações dos Estados-membros no que diz respeito ao controle do fluxo de mercadorias intrabloco e extrabloco. Com efeito, na condição de união aduaneira, faz-se necessário que o MERCOSUL seja considerado um território aduaneiro único, que aplique barreiras tarifárias e outras regulamentações relacionadas ao comércio de forma unificada. Em suma: é indispensável, para a conformação desse estágio de integração, que exista uma legislação aduaneira comum no MERCOSUL. É justamente isso o que se propõe o Código Aduaneiro do MERCOSUL. Cabe destacar, por fim, que a eliminação da dupla cobrança da TEC também depende da entrada em vigor do Código Aduaneiro do MERCOSUL. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 74 ∀# 23 4.3- Livre Circulação de Fatores de Produção: Ainda não se pode afirmar que existe livre circulação de mão-de-obra e livre circulação de capital no âmbito do MERCOSUL. Para que seja implementada a livre circulação de mão-de-obra, não pode haver discriminação entre os trabalhadores nacionais dos Estados- partes do MERCOSUL, o que não é algo simples. Seguindo o exemplo da União Europeia, a livre circulação de pessoas somente seria possível com a criação de uma cidadania do MERCOSUL. Embora já exista iniciativa nesse sentido, entendemos que se trata de algo bastante incipiente e que é visto com reservas pelos Estados-partes. Com efeito, a Decisão CMC nº 64/2010 decidiu instituir um “Plano de Ação” para a criação do Estatuto da Cidadania do MERCOSUL. O objetivo é avançar no “aprofundamento da dimensão social e cidadã do processo de integração” e “consolidar um conjunto de direitos fundamentais e benefícios em favor dos nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL. Para isso, buscar- se-á, nos termos da Decisão CMC nº 64/2010: - Implementação de uma política de livre circulação de pessoas na região. - Igualdade de direitos e liberdades civis, sociais, culturais e econômicas para os nacionais dos Estados-partes do MERCOSUL. - Igualdade de condições para acesso ao trabalho, saúde e educação. 4.4- Coordenação de Políticas Macroeconômicas e Setoriais: Ainda não se pode afirmar que exista coordenação de políticas macroeconômicase setoriais entre os membros do MERCOSUL. No entanto, importante iniciativa nesse sentido foi a recente Decisão CMC nº 03/2011, que, com vistas a aprofundar a coordenação macroeconômica no MERCOSUL, criou as seguintes Comissões, no âmbito do Grupo de Monitoramento Macroeconômico: - Comissão de Finanças Públicas - Comissão Monetária e Financeira - Comissão de Balanço de Pagamentos - Comissão de Diálogo Macroeconômico !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 75 ∀# 23 - Comissão de Divulgação Sem dúvida, a coordenação macroeconômica entre os membros do MERCOSUL é um aperfeiçoamento institucional necessário ao bloco regional, destinado a evitar que a condução da política econômica por um Estado-parte possa influenciar negativamente na economia de outro. 4.5 – Protocolo de Ushuaia: O Protocolo de Ushuaia foi assinado em 1998 pelos Estados-membros do MERCOSUL (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) e, ainda, por Chile e Bolívia. Trata-se de uma importante declaração de princípios, que reconhece que a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração regional entre seus signatários. Segundo o art. 4º do Protocolo de Ushuaia, no caso de ruptura da ordem democrática em um Estado–parte, serão celebradas consultas dos Estados-partes entre si e com o Estado afetado. Caso as consultas não tenham resultado, o Estado afetado poderá sofrer sanções, que vão desde a suspensão do direito de participar dos órgãos do processo de integração regional até a suspensão dos direitos e obrigações resultantes desse processo. Tais sanções serão aplicadas mediante consenso dos Estados-parte do Protocolo de Ushuaia. O Protocolo de Ushuaia representa o que se chama de “cláusula democrática”, ou seja, representa o compromisso dos países em adotar a democracia como regime de governo. A cláusula democrática foi invocada, no ano de 1999, para impedir a ruptura da democracia no Paraguai, que passava, à época por enorme crise política. Em 2012, a cláusula democrática foi novamente invocada, em razão da destituição do Presidente do Paraguai Fernando Lugo. 4.6- Protocolo de Defesa da Concorrência: A concentração do poder econômico pode levar a situações em que a concorrência se torna insustentável e o mercado fica desequilibrado. Há várias práticas que restringem a concorrência, como, por exemplo, a formação de cartéis. No âmbito do MERCOSUL, os países celebraram o “Protocolo de Defesa da Concorrência”, desejando assegurar o livre acesso ao mercado e, ainda, a distribuição equilibrada dos benefícios da integração regional. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 76 ∀# 23 4.7-Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML): O comércio entre os países do MERCOSUL tem como referência o dólar. Entretanto, como veremos a seguir, admite-se que certas trocas comerciais intra-MERCOSUL sejam realizadas em moedas locais, ao amparo do SML (Sistema de Pagamentos em Moeda Local). Para entendermos melhor como funciona e em que consiste o SML, é necessário fazermos uma rápida regressão temporal. No ano de 2007, foi publicada a Decisão CMC nº 25/2007, que criou formalmente o sistema de pagamentos em moeda local para o comércio realizado entre os Estados - Parte do MERCOSUL. Entretanto, a referida decisão não foi dotada de auto-aplicabilidade, já que ela mesma explicitava que as condições de operação desse sistema, de caráter facultativo, seriam definidas mediante convênios bilaterais celebrados voluntariamente entre os Bancos Centrais dos respectivos países. Em fevereiro de 2008, a Decisão CMC nº 25/2007 foi internalizada pelo Brasil, através de decreto presidencial. Logo em seguida, em setembro de 2008, foi assinado o Convênio do Sistema de Pagamentos em Moeda Local entre a Argentina e Brasil, estabelecendo efetivamente a possibilidade de que esses dois países utilizassem moedas locais em suas transações comerciais. Em dezembro de 2014, o Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) também passou a ser utilizado no comércio bilateral entre Brasil e Uruguai. Assim, atualmente, o SML pode ser utilizado nas seguintes relações comerciais bilaterais: Brasil - Argentina e Brasil – Uruguai. Em abril de 2016, foi assinado um convênio entre o Banco Central do Brasil e o Banco Central do Paraguai, mas o SML entre os dois países ainda está pendente de regulamentação. Foram vários os motivos que levaram os países do MERCOSUL a estabelecer na Decisão CMC nº 25/2007 a sua intenção em criar um sistema de pagamentos em moedas locais, dentre os quais citamos: 1) Redução de custos financeiros nas transações comerciais entre os Estados-parte do MERCOSUL na medida em que não será necessário mais celebrar contrato de câmbio. 2) Estímulo dos mercados financeiros regionais, visando o fortalecimento do processo de integração e construção da união aduaneira. 3) Facilitar as atividades comerciais, em especial das pequenas e médias empresas instaladas no MERCOSUL, com vistas ao fomento do desenvolvimento sustentável das economias da região. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 77 ∀# 23 Por fim, é importante anotarmos que o SML é um sistema facultativo e que, apesar de poderem ser utilizadas moedas locais no comércio Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai, o que se vê efetivamente é que sua participação total no comércio entre estes países ainda é baixa. 4.8- Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM): Os Estados-partes do MERCOSUL possuem grandes assimetrias (diferenças) econômica e sociais. Para se ter uma ideia disso, o Brasil representa mais de 2/3 do PIB do MERCOSUL tomado em conjunto. A fim de reduzir as assimetrias regionais e, assim, aprofundar a integração regional, por meio do incentivo à competitividade e do estímulo à coesão social, foi criado pela Decisão CMC nº 45/2004 o Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM). Mas o que vem a ser o FOCEM? O FOCEM é um fundo composto por contribuições não-reembolsáveis dos Estados-partes do MERCOSUL, destinado ao financiamento de projetos de infraestrutura das economias menores e das regiões menos favorecidas do MERCOSUL. Cada Estado contribui na proporção de seu PIB, cabendo, portanto, a maior parte das contribuições ao Brasil. 4.9- Criação do Alto Representante Geral do MERCOSUL: A Decisão CMC nº 63/2010 criou o Alto Representante Geral do MERCOSUL como órgão do Conselho do Mercado Comum (CMC), o qual é designado para um mandato de 3 (três) anos, prorrogável por igual período, uma única vez. O Alto Representante Geral do MERCOSUL será uma personalidade política destacada, nacional de um dos Estados-partes, com reconhecida experiência em temas de integração. O objetivo central da criação da figura do Alto Representante foi dotar o MERCOSUL de maior visibilidade e projeção no plano internacional. No exercício de suas funções, ele irá levar em conta o interesse geral do MERCOSUL e o aprofundamento do processo de integração. O Alto Representante Geral do MERCOSUL será responsável, dentre outras tarefas, por: - apresentar propostas vinculadas ao processo de integração regional ao CMC e ao GMC. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 78 ∀# 23 - coordenar os trabalhos relativos ao plano de ação para o Estatuto da Cidadania do MERCOSUL. - representar o MERCOSUL, por mandato expresso do CMC, perante terceiros países, organizações internacionais e fóruns internacionais. - atuar na coordenação política, mantendo diálogo com outros órgãos do MERCOSUL (Parlasul, Foro Consultivo Econômico-Social)4.10- Resultados econômicos do MERCOSUL: O balanço econômico que se pode fazer sobre a integração regional no MERCOSUL é bastante positivo. Podemos apontar várias conseqüências da criação do MERCOSUL, do ponto de vista econômico: 1) Aumento da corrente de comércio entre os membros do MERCOSUL. 2) A integração regional entre os países do MERCOSUL provocou mudança positiva na eficiência econômica dos agentes. A liberalização do comércio intrabloco tem como efeito o aumento da concorrência, fazendo com que as empresas desenvolvam novos processos e produtos e, portanto, aumentem sua eficiência. 3) A constituição do MERCOSUL permitiu que as empresas pudessem melhor aproveitar as economias de escala. A ampliação do mercado consumidor permite que as empresas possam auferir economias de escala. Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 81. (AFRF-2000)- Considerando que uma importação brasileira oriunda de países membro da ALADI - Associação Latino-Americana de Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa Externa Comum de 10%(dez por cento), o imposto resultante alcançará o percentual de 7%. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 73 ∀# 23 Comentários: Pelas regras da ALADI, uma margem de preferência de 30% em relação a uma alíquota da TEC de 10%, irá resultar em um imposto de 7%: - 30% de 10 = 3% - Imposto = 10% - 3% = 7% (Questão correta) 82. (AFRFB – 2005)- De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL, Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática em um dos países pode levar à suspensão de seus direitos e obrigações nos processos de integração entre os membros desse Protocolo. Comentários: O Protocolo de Ushuaia foi celebrado com o fito de garantir a plena vigência das instituições democráticas nos países do MERCOSUL. Caso ocorra a ruptura da democracia em algum dos membros do bloco, este poderá ser sancionado com a suspensão dos seus direitos e deveres no processo de integração regional. Questão correta. 83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A cláusula democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na prática. Comentários: A cláusula democrática, prevista no Protocolo de Ushuaia, já foi invocada para impedir a ruptura do regime democrático no Paraguai, no ano de 1999. Em 2012, ela foi novamente invocada, por ocasião da deposição do Presidente Fernando Lugo. Questão errada. 84. (ACE-2002 - adaptada)- No atual contexto internacional, os Estados assumem compromissos mútuos de várias maneiras, entre os quais a assinatura de acordos e a participação em organizações internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo brasileiro pode-se relacionar o compromisso de aceitação da prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS). Comentários: Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 79 ∀# 23 Será que existe alguma hierarquia entre os acordos celebrados no âmbito da OMC e os acordos celebrados no MERCOSUL? Não. Não há relação hierárquica entre os acordos celebrados no âmbito da OMC e os acordos celebrados no âmbito do MERCOSUL, a partir do que está incorreto afirmar-se que o Brasil aceita a prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS). Logo, a questão está errada. 85. (AFRF-2000-adaptada)- São ganhos do MERCOSUL a mudança positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude de maior concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela especialização crescente dos agentes econômicos; o maior aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação do mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre os países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos. Comentários: Ainda não é possível no MERCOSUL a mobilidade dos fatores de produção. Questão errada. 86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A involução do comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao comércio exterior dos países dessa sub-região. Comentários: A constituição do MERCOSUL teve como efeito aumentar a corrente de comércio intrabloco. Questão errada. 87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)- No MERCOSUL, a livre circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países que não são membros plenos. Comentários: Ainda não livre circulação de pessoas no MERCOSUL, inclusive em relação aos membros efetivos (plenos). Questão errada. 88. (AFRF-2005)- No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime para a aplicação de medidas de salvaguarda às importações provenientes de países não-membros do bloco. Comentários: Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 72 ∀# 23 O MERCOSUL já adotou, por meio da Decisão CMC nº 17/96, um “Regulamento Comum para a Aplicação de Salvaguardas”. Questão correta. 89. (Questão Inédita)- O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) tem como objetivo proteger setores industriais de qualquer dos países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados- membros estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria doméstica. A principal provisão do MAC é permitir que sejam adotadas salvaguardas em relação a produtos originários de outro país do bloco. Comentários: O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) aplica-se somente entre Brasil e Argentina. O MAC representa a possibilidade de aplicação de salvaguardas no comércio entre esses dois países. Questão errada. 90. (Questão Inédita)- O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da competitividade das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, estimular a coesão social e fortalecer a integração física por intermédio de obras de infraestrutura. Comentários: O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) é um fundo criado com o objetivo de apoiar as economias menores do MERCOSUL a fim de reduzir as assimetrias entre os países que integram esse bloco regional. Questão correta. 91. (Questão Inédita)- O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) é um mecanismo em vigor entre os quatro países do MERCOSUL por meio do qual a liquidação de transações comerciais poderá ser feita com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização de dólares. Comentários: Atualmente, o SML somente está em vigor no comércio bilateral entre Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. A intenção é que, no futuro, ele abranja também os outros países do MERCOSUL. Logo, a questão está errada ao afirmar que ele já está em vigor entre os quatro países do bloco. 92. (TRF – 2005)- Atualmente, é possível que um membro do MERCOSUL aplique uma medida antidumping contra outro membro do bloco. Comentários: Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Nota Trata-se de acordo BILATERAL. Entre Brasil e Argentina. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 8: ∀# 23 Os membros do MERCOSUL aplicam medidas antidumping uns contra os outros, embora essa não seja uma prática cuja legitimidade seja reconhecida pela normativada OMC para uniões aduaneiras. Questão correta. 93. (TRF – 2005)- Ainda não foram definidas regras que tenham por objeto a defesa da concorrência no âmbito do MERCOSUL. Comentários: Os membros do MERCOSUL já celebraram um “Protocolo para a Defesa da Concorrência”. Questão errada. 94. (AFRF-2005)- Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil pode modificar, a cada seis meses, até 40% (quarenta por cento) dos produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum. Comentários: Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, cada país pode modificar, a cada seis meses, até 20% dos produtos de sua Lista de Exceções à TEC. Questão errada. 95. (AFRFB – 2005)- Atualmente, o Brasil pode manter até 100 (cem) itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL como lista de exceção à Tarifa Externa Comum. Comentários: De fato, pela Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode manter até 100 itens da NCM em sua Lista de Exceções à TEC até 31/12/2021. A Argentina também pode manter 100 itens à margem da TEC até 31/12/2021; o Uruguai, 225, até 31/12/2022; o Paraguai, 649, até 31/12/2023. Questão correta. 96. (Questão Inédita)- Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os Estados-membros do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável existente no bloco regional. Comentários: Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, ao compor suas listas, os países do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável existente nos blocos regionais. Esse dispositivo visa a evitar que os membros do MERCOSUL coloquem uma tarifa de importação inferior à prevista na TEC para produtos que possam ser comprados de outros membros do MERCOSUL. Questão correta. Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 81 ∀# 23 97. (Questão Inédita)- Os membros do MERCOSUL podem manter exceções à TEC como forma de proteger a indústria nascente. Comentários: A proteção à indústria nascente não é uma justificativa para que os países do MERCOSUL mantenham produtos como exceções à TEC. Questão errada. 98. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a harmonização da política comercial em relação a terceiros países. Para alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e aplicar medidas de defesa comercial em conjunto. Comentários: De fato, o MERCOSUL, enquanto união aduaneira, tem por objetivo o estabelecimento de uma política comercial comum em relação a terceiros países. Nesse sentido, uma união aduaneira ideal pressupõe que os países do bloco apliquem medidas de defesa comercial em conjunto e que não mantenham exceções à TEC. Questão errada. 99. (Questão Inédita)- É possível que, por razões de desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que, para um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma alíquota do imposto de importação superior à prevista na TEC. Comentários: Segundo a Decisão CMC nº 08/2008, é possível que um membro do MERCOSUL, por razões de desabastecimento, mantenha um produto à margem da TEC. No entanto, sobre esse produto deverá incidir uma alíquota do imposto de importação inferior à prevista na TEC. Com efeito, seria totalmente ilógico supor que, por razões de desabastecimento, um país estabeleça uma alíquota do I.I superior à prevista na TEC. Se há um desabastecimento interno, o país quer estimular a entrada de produtos, o que faz por meio da redução de alíquotas. Questão errada. 100. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer um “Regime Comum de Importação de bens de capital não produzidos no MERCOSUL”. Comentários: Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 84 ∀# 23 O objetivo do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, é que seja estabelecido um regime comum para a importação de bens de capital não produzidos no bloco. Questão correta. 101. (Questão Inédita)- Os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas listas de exceção à TEC. Comentários: Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 (seis) meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas Listas de Exceções à TEC. Questão correta. 102. (Questão Inédita)- O objetivo de aperfeiçoamento da União Aduaneira implica avançar no que se refere a normas e procedimentos que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do MERCOSUL dos bens importados no território aduaneiro ampliado e estabelecer um mecanismo de distribuição da renda aduaneira e eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC. Comentários: O avanço do MERCOSUL, enquanto união aduaneira, implica na eliminação da multiplicidade de cobrança da TEC, o que tem como maior empecilho a dificuldade de se criar um mecanismo de distribuição da renda aduaneira. Questão correta. 103. (Questão Inédita)- A distribuição da renda aduaneira é o maior entrave às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum. Comentários: De fato, o maior empecilho às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) é a distribuição da renda aduaneira. Logo, a questão está correta. 104. (AFRFB – 2005)- Muito embora o MERCOSUL almeje à conformação de um mercado comum, atualmente o bloco se encontra no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a conclusão dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre- comércio intrabloco. Comentários: Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 85 ∀# 23 Segundo a maior parte da doutrina, o MERCOSUL é considerado uma união aduaneira imperfeita. Todavia, ao contrário do que afirma a questão, para se tornar uma união aduaneira completa ou perfeita, não basta a eliminação das exceções ao livre comércio intrabloco. Para corrigir as imperfeições da união aduaneira, é necessário colocar um fim às exceções à Tarifa Externa Comum. Questão errada. 5- REGIME DE ORIGEM DO MERCOSUL: Regras de origem são leis, regulamentos e determinações administrativas que definem o país de origem de um produto. Suponha que o motor de um automóvel seja fabricado na Alemanha; o câmbio e a suspensão, na Itália; as rodas e os pneus, no Brasil. Nesse caso, de qual país o automóvel será originário? Difícil, não é mesmo? São justamente as regras de origem que irão definir isso! É importante termos em mente a diferença entre origem e procedência! Imagine, por exemplo, um automóvel inteiramente fabricado na França. Esse automóvel é exportado para os EUA e, em seguida, é novamente exportado, agora para o Brasil. Nessa situação, dizemos que, ao chegar ao Brasil, o automóvel é originário da França e procedente dos EUA. É originário da França porque foi naquele país que ele foi fabricado; é procedente dos EUA porque ele foi importado deste país. Há dois tipos de regras de origem: i) regras de origem não- preferenciais e; ii) regras de origem preferenciais. As regras de origem não-preferenciais têm aplicação geral, independentemente de qualquer acordo comercial. Elas são utilizadas para determinar a origem de um produto para fins de aplicação de medidas de defesa comercial ou outros tipos de barreiras não-tarifárias. As regras de origem preferenciais, por sua vez, são utilizadas no âmbito de acordos regionais / preferenciais de comércio. Elas definem os critérios que devem ser cumpridos por um produto para que este possa auferir os benefícios de um acordo comercial. A existência de regras de origem preferenciais é fundamental para evitar que produtos fabricados em países que não fazem parte do acordo aufiram indevidamenteseus benefícios. No âmbito do MERCOSUL, as regras de origem preferenciais estão definidas na Decisão CMC nº 01/2004. Nessa norma, estão definidos os requisitos que devem ser cumpridos por um produto para que este possa auferir os benefícios do comércio intrabloco. Com efeito, para que um produto possa circular livre de barreiras entre os países do MERCOSUL, é necessário que ele seja originário do MERCOSUL. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 86 ∀# 23 Os requisitos de origem podem ser divididos em gerais e específicos. São considerados originários do MERCOSUL (requisitos genéricos): 1) Os produtos integralmente obtidos ou integralmente produzidos no interior de qualquer dos Estados Partes, quando neles forem utilizados exclusivamente materiais originários dos Estados Partes. Um guindaste produzido no Brasil exclusivamente com insumos brasileiros será considerado originário do MERCOSUL. O trigo colhido em uma plantação da Argentina será considerado originário do MERCOSUL. 2) Os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não originários dos Estados partes, quando resultantes de uma transformação substancial. Considera-se transformação substancial aquela que confere nova individualidade a um produto, o qual passa a ser classificado em uma nova posição tarifária, ou seja, os 4 (quatro) primeiros dígitos da classificação fiscal são alterados. Quando ocorre essa mudança na posição tarifária, dizemos que houve o “salto tarifário”. Se uma empresa argentina compra madeira da Itália e transforma essa madeira em uma cadeira, percebe-se, nitidamente, que houve o salto tarifário. A madeira classifica-se na posição tarifária 4403.20.00; a cadeira na posição 9403.30.00 (vejam como os quatro primeiros dígitos da classificação fiscal mudaram!) Em 2009, foi introduzida, ainda, uma nova regra a respeito do salto tarifário. Segundo a Decisão CMC nº 16/2007, “considera-se que um produto cumpre com o requisito de salto tarifário se o valor CIF de todos os materiais não-originários do MERCOSUL utilizados em sua produção que não estejam classificados em uma posição tarifária diferente à do produto, não excede 10% do valor FOB do produto exportado.” Redação complicada, não é? Calma! Vou explicar! Suponha que, para a construção de um produto classificado na NCM 9504.10.10, seja necessário utilizar quatro insumos diferentes, classificados, respectivamente, nas seguintes NCM’s: 9504.10.90, 7202.11.00, 7217.10.10 e 4704.30.00. Se fôssemos seguir à risca a regra do salto tarifário (a classificação fiscal do produto final tem que mudar os quatro primeiros dígitos em relação aos seus insumos), o produto 9504.10.10 não seria originário do MERCOSUL, já que um de seus insumos é classificado na mesma posição tarifária (9504.10.90). No entanto, caso este insumo classificado na mesma posição seja pouco representativo (seu valor não exceder 10% do produto final), considera-se que ocorreu o salto tarifário. 3) Os produtos em que, apesar de não ter havido o “salto tarifário”, contam com 60% de valor agregado regional. Há outra forma de falar isso (bem mais complexa, por sinal!) E como as bancas examinadoras adoram !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 87 ∀# 23 coisas complexas... Dizer que houve 60% de agregação de valor regional é o mesmo que dizer que o valor CIF dos insumos não-originários não deve superar 40% do valor FOB da mercadoria produzida. Em virtude de ser a menor economia do MERCOSUL, o Paraguai goza de um tratamento preferencial no que diz respeito ao regime de origem. Para esse país, a exigência de agregação de valor regional é de apenas 40%. Ou, em outras palavras, para o Paraguai, o valor CIF dos insumos não originários não deve superar 60% do valor FOB da mercadoria produzida. Com a Decisão CMC nº 32/2015, foi concedido um tratamento preferencial também ao Uruguai e à Argentina. Vejamos: 1) No caso do Uruguai, o valor dos insumos não originários não poderá exceder 50% do valor FOB da mercadoria produzida até 31/12/2021 e 45% a partir de 1º de janeiro de 2022. Em outras palavras, até 31/12/2021, para que uma mercadoria se considere originária do Uruguai, basta que ela possua 50% de valor agregado regional. A partir de 2022, a origem será atribuída para as mercadorias uruguaias que possuam 55% de valor agregado regional. 2) No caso da Argentina, a regra geral é que as mercadorias serão consideradas originárias caso tenham 60% de valor agregado regional. No entanto, caso se trate de exportações da Argentina para o Uruguai, as mercadorias serão consideradas originárias caso tenham 50% de valor agregado regional (até 2021). A partir de 2022, a origem será atribuída às mercadorias que possuam 55% de valor agregado regional. Esses são os requisitos de origem genéricos! Já em relação aos requisitos específicos, estes não existem para todos os bens. No entanto, quando existirem, prevalecerão sobre os requisitos genéricos. Um exemplo de requisito específico seria exigir que, para serem originários do MERCOSUL, os computadores sofram um número mínimo de operações de industrialização (montagem e soldagem de todos os componentes nas placas de circuito, montagem das partes elétricas, etc). Esquematizando: !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 88 ∀# 23 Vejamos como esse assunto pode ser cobrado em prova! 105. (AFRF-2003-adaptada)- Para ser considerado originário da ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo regional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, para ser considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo regional. Comentários: Duas perguntas importantes para resolvermos essa questão: 1)- Qual o percentual de agregação de valor regional para que um produto seja considerado originário da ALADI? Conforme afirma a questão, para ser considerado originário da ALADI, há necessidade de 50% de valor agregado regional. Para os países de menor desenvolvimento relativo – Bolívia, Equador e Paraguai -, o percentual de agregação de valor regional exigido é de 40%. 2)- Qual o percentual de agregação de valor regional para que um produto seja considerado originário do MERCOSUL? Conforme afirma a questão, para ser considerado originário do MERCOSUL, o percentual de Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 83 ∀# 23 agregação de valor regional é de 60%. Para o Paraguai, esse percentual é de 40%. Logo, a questão está correta. 106. (AFRF-2002-2-adaptada) - Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do MERCOSUL na mesma posição do material cuja função seja preponderante. Comentários: Pegadinha! O “salto tarifário” considera-se ocorrido quando o produto final, resultante do processo de industrialização, classifica-se, ao contrário do que afirma a questão, em posição tarifária diferente à dos seus insumos. Questão errada. 107. (ACE-1997 - adaptada)- Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que têm60% do valor agregado regionalmente. Comentários: Perfeita a assertiva! A exigência de conteúdo regional, para que um produto seja considerado originário do MERCOSUL, é de 60%. 108. (ACE- 1997- adaptada)- Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que tenham tido algum tipo de transformação ou processamento substancial na região. Comentários: De fato, se um produto sofrer uma transformação substancial em um país do MERCOSUL, ele será considerado originário do bloco. Cabe lembrar que a transformação substancial fica caracterizada quando o produto final passa a classificar-se em posição tarifária diferente dos insumos utilizados em sua fabricação (“salto tarifário”). Questão correta. 109. (ACE – 1997 – adaptada)- Para ser considerado originário do MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial do produto. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 89 ∀# 23 Comentários: Para fins de atribuição de origem a um produto, não interessa saber onde se iniciou o processo de industrialização. Questão errada. 110. (ACE – 1997)- Um produto originário do MERCOSUL tem direito a tarifa zero no comércio entre os integrantes do bloco. Comentários: No MERCOSUL, circulam livres de barreiras tarifárias os produtos originários do bloco. Em outras palavras, os produtos originários do MERCOSUL têm direito a tarifa zero (margem de preferência de 100%) no comércio intrabloco. Questão correta. 111. (ACE-1997-adaptada)- No âmbito do MERCOSUL, o controle de origem só é necessário se o produto em questão figurar em uma lista de exceções à Tarifa Externa Comum. Comentários: No interior do MERCOSUL, as mercadorias circulam livres de barreiras, desde que, é claro, sejam originárias desse bloco regional. Para usufruir, então, dos benefícios do MERCOSUL, as importações devem ser instruídas com um Certificado de Origem do MERCOSUL. No âmbito desse bloco, todas as mercadorias estão sujeitas ao controle de origem. Logo, a questão está errada. 112. (Questão Inédita)- O regime de origem do MERCOSUL considera como originários os produtos totalmente obtidos ou totalmente produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles que possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não ultrapassem 50% de conteúdo regional. Comentários: São considerados originários do MERCOSUL os produtos totalmente obtidos ou totalmente produzidos em países integrantes do bloco ou, no caso de insumos não originários do bloco, quando o valor CIF destes não ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida. Em outras palavras, o valor agregado regional da mercadoria deve ser de no mínimo 60% para que ela seja originária do bloco. Questão errada. 113. (Questão Inédita)- São considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de transformação que lhes confira uma nova individualidade, Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 82 ∀# 23 caracterizada pelo fato de estarem classificados em uma posição tarifária diferente da dos mencionados materiais. Comentários: Perfeita a assertiva! São considerados originários do MERCOSUL os produtos que sofreram, no âmbito do bloco, uma transformação substancial, assim considerada aquela que promove o “salto tarifário”. Questão correta. 114. (Questão Inédita)- No âmbito do regime de origem do MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a requisitos específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais. Comentários: Os requisitos específicos de origem, quando existirem, devem prevalecer sobre os requisitos gerais. Questão correta. 115. (Questão Inédita)- Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão ter sido expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte importador. Para tal fim se considera expedição direta as mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não participante do MERCOSUL. Comentários: O art. 10 da Decisão CMC nº 01/2004 (Regime de Origem do MERCOSUL) determina que para que as mercadorias originárias possam se beneficiar do tratamento preferencial, estas devem ser expedidas diretamente do Estado parte exportador para o Estado parte importador. Questão correta. 116. (Questão Inédita)- O Paraguai goza de privilégios em relação ao regime de origem estabelecido no MERCOSUL, sendo consideradas originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimo de 40% de conteúdo regional. Comentários: De fato, o Paraguai goza de benefícios no que diz respeito às exigências de conteúdo regional para que um produto seja considerado originário do MERCOSUL. São consideradas originárias desse país as mercadorias que tenham um mínimo de 40% de conteúdo regional. Questão correta. 117. (Questão Inédita)- Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo regional, isto é, se o valor CIF dos insumos importados não ultrapassar Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 3: ∀# 23 40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do MERCOSUL. Comentários: Dizer que uma mercadoria tem 60% de conteúdo regional é o mesmo que dizer que o valor CIF dos insumos originários de terceiros países não excede 40% do valor FOB. Esse é um dos requisitos de origem do MERCOSUL. Questão correta. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 31 ∀# 23 QUESTÕES COMENTADAS 1. (AFRFB – 2014) Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que: a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de capital, inicialmente por cinco anos, para projetos de investimento aprovados pelas Autoridades Nacionais do Mercosul. b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de medidas específicas de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de produtos nos Estados Partes. c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa. d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do Imposto de Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e de Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, peças e componentes, quando não houver produção nacional. e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de dezembro de 2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no MERCOSUL. Comentários: Letra A: errada. O ex-tarifário é uma redução temporária do imposto de importação para bens de capital e bens de informática e telecomunicações que não tenham produção nacional. Sua vigência é de 2 anos. Letra B: correta. O art. 1º, da Resolução GMC nº 08/2008, dispõe que é facultado à CCM a adoção de medidas específicas de caráter tarifário tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de produtos nos Estados Partes. Essas medidas consistem na redução de alíquotas da TEC e na determinação de uma quantidade a ser importada. Em outras palavras, poderá ser estabelecida uma cota tarifária com vistas a evitar o desabastecimento interno. Letra C: correta. Essaera uma assertiva difícil, mas que você tinha condições de acertar. Uma das exceções à TEC é a motivada pelo desabastecimento interno, que se aplica, dentre outros casos, quando há o “desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria- prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa”. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 34 ∀# 23 Letra D: correta. É exatamente essa a definição de ex-tarifário. Consiste em redução temporária do imposto de importação para 2%, pelo período de 2 anos. É aplicável aos bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT) que não tenham produção nacional. Letra E: correta. Segundo a Decisão CMC nº 58/2010, o Brasil pode manter 100 códigos da NCM em sua Lista de Exceções à TEC. Destaque-se que deve ser valorizada a oferta exportável no bloco. Exemplo: se a Argentina produz um determinado produto, o Brasil não deve colocá-lo na sua Lista de exceções com uma alíquota inferior à da TEC. Caso o faça, estará prejudicando a Argentina. 2. (Instituto Rio Branco-2008) Segundo a doutrina da integração regional, que se desenvolve com a disseminação e o aprofundamento dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque: a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo do Código Aduaneiro do MERCOSUL. b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas que impede a aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os países-membros do bloco regional. c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, sendo reconhecida apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no Protocolo de Ouro Preto. d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de estabelecimento, como ocorre na União Europeia. e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com os padrões internacionais de liberalização comercial. Comentários: Letra A: errada. O Código Aduaneiro do MERCOSUL não diz, em seu preâmbulo, que o MERCOSUL é uma união aduaneira imperfeita. Letra B: correta. O MERCOSUL é considerado uma união aduaneira imperfeita em razão das diversas exceções à política comercial comum em relação a terceiros países. O que é marcante, nesse sentido, são as diversas exceções à TEC. Letra C: errada. O MERCOSUL possui, sim, personalidade jurídica de direito internacional. De qualquer forma, não seria a falta dessa personalidade que o tornaria uma união aduaneira imperfeita. Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 35 ∀# 23 Letra D: errada. De fato, não há livre circulação de trabalhadores no MERCOSUL. Mas isso é característica de um mercado comum (e não de uma união aduaneira ideal!) Letra E: errada. Não interessa se a tarifa externa comum é elevada ou não. Uma união aduaneira ideal se caracteriza por uma política comercial comum em relação a terceiros países. 3. (CODESP-2011) O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo tratado de Assunção, assinado entre Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é: a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente. b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade monetária com inflação e déficits públicos controlados. c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro devem ser convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável. d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas monetárias dos estados membros. e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os Estados membros. Comentários: Letra A: correta. O MERCOSUL ambiciona tornar-se um mercado comum, o que implica na livre circulação de mercadorias, serviços e fatores de produção. Letra B: errada. O MERCOSUL não busca a criação de uma moeda única. Letra C: errada. A fixação de taxas de câmbio e a criação de um espaço econômico em que as moedas sejam conversíveis não são objetivos do MERCOSUL. Letra D: errada. O MERCOSUL não busca a unificação de políticas monetárias. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 36 ∀# 23 Letra E: errada. No MERCOSUL, busca-se a harmonização de legislações nacionais, para que estas não entrem em conflito. Não é objetivo a unificação de legislações nacionais. 4. (CODEVASF-2003) Constitui uma exceção ao livre comércio no Mercosul os produtos: a) agrícolas; b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte; c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do valor final do produto; d) têxteis e vestuários; e) procedentes de zonas francas ou áreas afins. Comentários: Segundo a Decisão CMC nº 08/94, os Estados-partes do MERCOSUL aplicarão a Tarifa Externa Comum (TEC) sobre as mercadorias provenientes de zonas francas comerciais, zonas francas industriais, zonas de processamento de exportações e áreas aduaneiras especiais. Assim, as mercadorias provenientes de zonas francas são exceções ao livre comércio intrabloco. A resposta é, portanto, a letra E. 5. (ACE-2012) Considere as seguintes assertivas sobre defesa comercial no Mercosul e, em seguida, assinale a opção correta. a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa comercial. b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco do sistema de resolução de controvérsias do Mercosul. c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros implementar procedimentos comuns de investigação e adotar um processo decisório comum frente a práticas desleais de comércio por terceiros países. d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros são tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do Mercosul. Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 37 ∀# 23 e) As salvaguardas comerciais no comércio intra-bloco representam importante instrumento de promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade frente às disparidades entre as econômicas dos países membros. Comentários: Letra A: errada. No âmbito do MERCOSUL, existe um Regulamento Comum para a aplicação de salvaguardas comerciais. Letra B: correta. Pode ser levada à apreciação do sistema de solução de controvérsias do MERCOSUL qualquer litígio de natureza comercial. Letra C: errada. Não existe um regulamento comum para a aplicação de medidas antidumping e medidas compensatórias, que são as medidas de defesa comercial usadas para combater práticas desleais de comércio. Letra D: errada. Apenas as matérias relativas às salvaguardas são tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do Mercosul. Letra E: errada. Somente podem ser aplicadas medidas de salvaguardas no comércio bilateral Brasil-Argentina. Nas demais relações comerciais intra-MERCOSUL, não podem ser aplicadas salvaguardas. 6. (Questão Inédita) Assinale a alternativa correta sobre o MERCOSUL: a) A personalidade jurídica dedireito internacional público do MERCOSUL foi reconhecida pelo Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de solução de controvérsias para esse bloco regional. b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre circulação de mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às mercadorias relacionadas nas Listas de Exceções à TEC. c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos por meio de eleições diretas. d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo celebrar acordos dos quais não faça parte essa organização internacional. e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, cujas decisões são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução política do processo de integração. Para isso, pode criar órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional. Comentários: Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 38 ∀# 23 Letra A: errada. O Protocolo de Ouro Preto reconheceu explicitamente a personalidade jurídica de direito internacional do MERCOSUL. Letra B: errada. Pegadinha! As mercadorias relacionadas em Listas de Exceção à TEC circulam livremente entre os países do MERCOSUL. A inclusão de mercadorias na Lista de Exceção à TEC é feita por cada país, isoladamente, e significa que aquele país escolherá livremente a alíquota do imposto de importação cobrada em relação a terceiros países. Letra C: errada. Atualmente, os integrantes do Parlasul são escolhidos por meio de eleições indiretas. Apenas o Paraguai escolheu seus representantes por eleições diretas. Letra D: errada. O MERCOSUL possui, sim, vínculo jurídico com a ALADI, uma vez que é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito daquela organização internacional. Letra E: correta. Os órgãos decisórios do MERCOSUL são o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. Todos eles têm natureza intergovernamental e tomam decisões por consenso. O CMC é o órgão de cúpula do MERCOSUL, responsável pela condução política do processo de integração. Ele tem a faculdade de criar novos órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional. 7. (ACE-2012) Em relação às obrigações assumidas pelos Estados Partes do Mercosul quanto às barreiras impostas no comércio internacional, não é verdade afirmar que: a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com tarifa não uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais. b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, a absoluta extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da OMC. c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova científica do risco alegado. d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos os Membros da OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul. e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser utilizado meramente para imposição de restrições quantitativas. Comentários: Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 33 ∀# 23 Letra A: correta. Os membros do MERCOSUL adotam uma Tarifa Externa Comum (TEC). Existem, todavia, diversas hipóteses de exceção à TEC, que fazem com que o MERCOSUL seja considerado uma união aduaneira imperfeita. Letra B: errada. O MERCOSUL é um bloco regional cujos integrantes concedem entre si mútuas preferências tarifárias, sem estendê-las aos demais membros da OMC. Trata-se, portanto, de uma exceção à cláusula da nação mais favorecida. Letra C: foi considera correta, mas caberia recurso. As medidas sanitárias, em regra, somente podem ser impostas quando houver prova científica do risco alegado. Todavia, isso não se aplica às medidas sanitárias provisórias. Letra D: correta. O TBT é um acordo multilateral da OMC e, portanto, é obrigatório para todos os membros dessa organização internacional. Como os Estados-parte do MERCOSUL são todos membros da OMC, eles estão vinculados ao TBT. Letra E: correta. As restrições quantitativas são, em regra, proibidas pelo art. XI do GATT. Quando são impostas estas restrições, o controle se faz, sim, por meio de licenciamento de importação. O que tornou a frase correta foi a palavra “meramente”, uma vez que as restrições quantitativas serão usadas apenas em situações excepcionais. 8. (AFRFB/2012-adaptada) Sobre a integração regional nas Américas, assinale a opção correta. a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990 a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que a sua predecessora. b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite exceções, em função do objetivo de formação de um mercado comum estabelecido no Tratado de Assunção. c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, correspondendo-lhe a condução política do MERCOSUL e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazos estabelecidos para a constituição definitiva do mercado comum. d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo que viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas locais dos Estados Partes, tendo sido implementado de forma voluntária nas relações comerciais Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 39 ∀# 23 e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de uma união aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se integrou ao NAFTA. Comentários: Letra A: errada. A ALADI é que sucedeu a ALALC, tendo sido criada em 1980, pelo Tratado de Montevidéu. Letra B: errada. Há diversas exceções à Tarifa Externa Comum do MERCOSUL. Letra C: errada. O Conselho do Mercado Comum (CMC) é o órgão superior do MERCOSUL, responsável pela condução política do processo de integração. Letra D: correta. De fato, o SML viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas locais dos Estados-partes do MERCOSUL. Atualmente, o SML é utilizado apenas nas relações bilaterais Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. Letra E: errada. A ALADI tem como objetivo a formação, no longo prazo, de um mercado comum. O México, apesar de fazer parte do NAFTA, não se retirou da ALADI. 9. (Questão Inédita)- Assinale a alternativa correta acerca do MERCOSUL: a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) poderá criar novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do processo de integração regional. b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez que, embora tenha promovido uma completa convergência à Tarifa Externa Comum (TEC), não conseguiu estabelecer a livre circulação dos fatores produtivos. c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para entrarem em vigor, deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos nacionais dos Estados-parte. d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza intergovernamental, tomam decisões por maioria absoluta dos membros. e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL. Comentários: Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 32 ∀# 23 Letra A: correta. De fato, existe a possibilidade de que o CMC crie novos órgãos que sejamnecessários ao aprofundamento do processo de integração regional. Letra B: errada. No MERCOSUL, ainda não houve completa convergência à TEC. Letra C: errada. Nem todas as normas do MERCOSUL, para entrarem em vigor, precisam ser aprovadas pelos Parlamentos Nacionais. Há determinadas normas independem de aprovação legislativa para serem internalizadas no ordenamento jurídico interno. Letra D: errada. As decisões dos órgãos decisórios do MERCOSUL são adotadas por consenso. Letra E: errada. Existem, sim, barreiras ao livre comércio entre os membros do MERCOSUL. Como exemplo, citamos as barreiras no comércio de açúcar e automóveis. Diego Realce Diego Realce Diego Realce Diego Realce !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 9: ∀# 23 LISTA DE QUESTÕES Nº 01 1. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Criado por meio do Tratado de Assunção, o MERCOSUL teve, no momento de seu surgimento, finalidade nitidamente política, relacionada tanto à necessidade de consolidar o processo de convergência política existente entre o Brasil e a Argentina quanto à necessidade de superar o clima de enfrentamento que caracterizou historicamente as relações entre os dois vizinhos. 2. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- São membros plenos do MERCOSUL o Brasil, o Paraguai, a Argentina, o Uruguai e a Venezuela. 3. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Os Estados associados do MERCOSUL são Bolívia, Chile, Peru, Colômbia, Equador e Guiana. 4. (AFRFB – 2009)- O MERCOSUL foi constituído sob a égide da Associação Latino-Americana de Integração por meio de acordo de complementação econômica firmado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. 5. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O processo de integração econômica sob a égide do MERCOSUL remonta à superação do contencioso Itaipu-Corpus entre Brasil e Argentina e aos instrumentos firmados por ambos os países. 6. (ACE-1997 - adaptada)- O Tratado de Cooperação Econômica (1986) firmado pelos ex-presidentes José Sarney (Brasil) e Raul Alfonsín (Argentina) propunha criar uma área de livre comércio entre Brasil e Argentina. 7. (AFRFB – 2009)- Como os membros da ALADI estão formalmente proibidos de integrarem outros esquemas preferenciais, os países do MERCOSUL desligaram-se daquela associação quando firmaram o Tratado de Assunção que constituiu o MERCOSUL. 8. (AFRFB – 2005)- Em 2004, o MERCOSUL concluiu acordos comerciais, por exemplo, com a Índia e com a SACU (União Aduaneira Sul-Africana, formada por África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia), e atualmente negocia acordos com outros países. 9. (AFTN-1996)- O MERCOSUL é um sistema de integração regional estabelecido inicialmente pela Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), em 1980. Com a redução do número de participantes desta associação, os remanescentes mudaram sua !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 91 ∀# 23 denominação para MERCOSUL, na reunião realizada em 1991 em Assunção, capital do Paraguai. 10. (Questão Inédita)- MERCOSUL e União Europeia estabeleceram no ano de 2009 uma área de livre comércio de mercadorias. 11. (Questão Inédita)- O MERCOSUL possui acordos comerciais com países fora do continente americano, tais como Israel, Índia e a União Aduaneira Sul-Africana (SACU). 12. (Questão Inédita)- O MERCOSUL é um acordo de alcance parcial celebrado no âmbito da ALADI. 13. (IRB-2010-adaptada)- Após a aprovação, pelo Senado Federal, em dezembro de 2009, do protocolo de adesão da Venezuela ao MERCOSUL, resta apenas a ratificação por parte do Paraguai para que o processo de incorporação daquele país à União Aduaneira seja concluído. 14. (TRF-2005)- Na qualidade de membros associados do MERCOSUL, Chile e Bolívia também aplicam a Tarifa Externa Comum (TEC) do bloco. 15. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- Diante da especificidade de seus interesses comerciais e de seu maior grau de desenvolvimento, relativamente aos demais sócios do MERCOSUL, o Brasil tem preferido negociar, isoladamente com a União Europeia, os temas mais sensíveis da agenda bilateral, juntamente com os temas relacionados ao acesso a mercados para produtos não agrícolas, à facilitação de comércio e à resolução de controvérsias comerciais. 16. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O objetivo primordial do Tratado de Assunção consiste na integração dos Estados-membros por meio dos seguintes processos: livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos; estabelecimento de tarifa externa comum (TEC); adoção de política comercial comum; coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais; e harmonização de legislações nas áreas pertinentes. 17. (Advogado da União / 2008) - O MERCOSUL garante, de forma semelhante à União Europeia, uma união econômica, monetária e política entre países. 18. (Advogado da União / 2008) - A adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados é um dos objetivos da criação do MERCOSUL. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 94 ∀# 23 19. (AFRFB-2009)- O MERCOSUL e a ALADI são esquemas preferenciais complementares, na medida em que perseguem distintos níveis de integração econômica. 20. (AFRFB – 2009- adaptada)- Por possuírem objetivos, alcance e instrumentos distintos de integração, não há nenhuma relação funcional e jurídica entre o MERCOSUL e a ALADI. 21. (AFRFB – 2009 - adaptada)- Embora sejam esquemas idênticos quanto aos propósitos e instrumentos que aplicam visando à integração econômica regional, inexistem vínculos funcionais ou jurídicos o MERCOSUL e a ALADI. 22. (AFRF-2003)- O Tratado de Assunção, que criou o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) integrado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, enuncia como principal objetivo o estabelecimento de uma união aduaneira a partir de janeiro de 1995. 23. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados-partes – como as de comércio exterior, fiscal, monetária, cambial e alfandegária, entre outras –, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre os Estados-partes. 24. (AFTN-1996)- Os instrumentos básicos de ação previstos no Tratado de Assunção para o MERCOSUL são: a redução progressiva de barreiras tarifárias e não-tarifárias, até a eliminação total das barreiras entre os países-membros; o estabelecimento de uma tarifa externa comum; acordos setoriais para o mercado de fatores, sistema provisório de solução de controvérsias e coordenação gradual de políticas macroeconômicas. 25. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim liberalizar o comércio de serviços, coordenar políticas macroeconômicas e estabelecer a livre circulação de capital e mão-de-obra. 26. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda existentes, promover a liberalização do comércio de serviços e a incorporar à tarifa externa comum produtos mantidos à margem da mesma. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 95 ∀# 23 27. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção,acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui o compromisso de os Estados-partes harmonizarem suas legislações nas áreas pertinentes. 28. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a definição de uma moeda comum, uma vez constituído o mercado comum e harmonizadas as políticas monetária, fiscal e cambial. 29. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1º, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a livre-circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os Estados-partes do bloco. 30. (AFRF-2003)- O regime de livre comércio implantado no âmbito do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) a partir de 01 de janeiro de 1995 alcançou o substancial do comércio entre os quatro países- membros. Persiste como exceção, dentro de tal regime, o comércio de automóveis e açúcar. 31. (AFTN-1998 - adaptada) - Constitui objetivo ou característica do MERCOSUL a livre circulação de bens e fatores de produção, exceto pessoas. 32. (TRF-2005 - adaptada)- O Tratado de Assunção, acordo constitutivo do MERCOSUL, define, em seu artigo 1o, os objetivos do bloco, dentre os quais se inclui a adoção de uma política comercial comum em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados. 33. (MDIC-2009/Área Administrativa)- Entre as medidas compreendidas pelo acordo do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), não se inclui a eliminação de direitos aduaneiros e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e outras medidas que se fizerem necessárias, de modo a permitir a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países participantes. 34. (AFRF-2002.1) - O Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) foi criado em março de 1991 tendo como objetivo final a harmonização das políticas comerciais mediante a adoção de uma tarifa externa comum. 35. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim eliminar barreiras não-tarifárias ainda !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 96 ∀# 23 existentes, promover a liberalização dos fluxos de capital e de serviços e coordenar políticas macroeconômicas. 36. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim aplicar integralmente o Programa de Liberalização Comercial, estabelecer regras de origem e incorporar produtos mantidos em listas de exceções à Tarifa Externa Comum. 37. (AFRF-2002.2) - A partir de dezembro de 1994, o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) instituiu uma área de livre comércio e uma união aduaneira que ainda carecem de aperfeiçoamento. São medidas necessárias para tal fim aperfeiçoar o sistema de salvaguardas intra- MERCOSUL, implementar um regime de compras governamentais e introduzir mecanismo de salvaguardas comerciais. 38. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas de concorrência entre seus membros. 39. (Questão Inédita)- Para que o MERCOSUL atinja o nível de integração regional pretendido, deverá haver livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países-membros através da eliminação de barreiras tarifárias e não-tarifárias, assim como a adoção de uma Tarifa Externa Comum. 40. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- No presente, o MERCOSUL conforma uma união aduaneira, envolvendo um regime de livre comércio que alcança parcela substancial do comércio entre os Estados-parte e a aplicação da Tarifa Externa Comum (TEC). 41. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Em dezembro de 1994, foi aprovado o Protocolo de Olivos, por meio do qual foi estabelecida a estrutura institucional do MERCOSUL e sua personalidade jurídica internacional. 42. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O conjunto normativo do MERCOSUL tem caráter obrigatório e aplicação direta, não havendo necessidade de ser incorporado ao ordenamento jurídico dos Estados-membros. 43. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O Parlamento do MERCOSUL, desde a sua criação, caracteriza-se como órgão político superior desse bloco regional. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 97 ∀# 23 44. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- Entre as competências do Parlamento do MERCOSUL, inclui-se a de aprovar o orçamento e a prestação de contas anual apresentada por sua secretaria administrativa. 45. (INMETRO – Articulação Internacional / 2010)- O MERCOSUL tornou-se uma organização internacional, dotada de personalidade jurídica, apenas a partir de 1995, quando entrou em vigor o Protocolo de Ouro Preto. 46. (ACE-2008)- No marco institucional do MERCOSUL, definido pelo Tratado de Assunção e pelo Protocolo de Ouro Preto, as negociações entre governos, sem mediação de órgãos supranacionais, resultam em decisões consensuais, visto que nesse acordo não se faz uso de votações. 47. (TRF – 2005)- O Grupo Mercado Comum, órgão máximo na estrutura do MERCOSUL, tem poderes para, por consenso, tomar decisões obrigatórias para os membros do bloco. 48. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. 49. (ACE-1997- adaptada)- O Conselho do Mercado Comum pode firmar acordos com outros países em nome do MERCOSUL. 50. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- O Tratado de Assunção e os Protocolos de Ouro Preto foram instrumentos jurídicos que, embora não tenham sido cumpridos em todos os aspectos, deram certa previsibilidade e confiança aos negociadores e operadores diplomáticos e econômicos da integração sub-regional. 51. (MDIC-2009 / Área Administrativa - adaptada)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão executivo do MERCOSUL. É formado por representantes dos seguintes organismos de cada país: Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Economia (ou equivalente) e Banco Central. É coordenado pelos Ministérios das Relações Exteriores. 52. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum é integrado por ministros das relações exteriores, ministros da economia e ministros da justiça dos Estados-partes. 53. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Conselho Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL são instâncias intergovernamentais que adotam o consenso como critério decisório. 54. (INMETRO – Articulação Internacional / 2009)- O Protocolo de Ouro Preto estabeleceu, entre outros pontos, os critérios e os !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 98 ∀# 23 procedimentos para a resolução de controvérsias comerciais entre os Estados-parte, a estrutura institucional definitiva do bloco e os requisitos para a adesão de novos membros. 55. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Secretaria do MERCOSUL é o órgão de apoio operacional, responsável pela prestação de serviços aos demais órgãos do MERCOSUL. Tem sede permanente em Montevidéu, Uruguai. 56. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão Parlamentar Conjunta é, atualmente, oórgão representativo dos parlamentos dos países membros no âmbito do MERCOSUL. 57. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- O Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL são órgãos de natureza intergovernamental. 58. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- A Comissão Parlamentar Conjunta do MERCOSUL mudou de denominação para Parlamento do MERCOSUL, mas manteve o número de competências. 59. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- A Comissão de Comércio do MERCOSUL é o órgão que tem por função velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial comum acordados pelos países membros para o funcionamento da união aduaneira. Compete-lhe acompanhar e revisar os temas e matérias relacionados com as políticas comerciais comuns, com o comércio intra-MERCOSUL e com terceiros países. É coordenada pelos Ministérios das Relações Exteriores. 60. (MDIC – 2009 / Área Administrativa – adaptada)- O Foro Consultivo Econômico-Social é um órgão com função consultiva, formado por representantes dos setores econômicos e sociais de cada país membro. 61. (Juiz Federal – TRF 1ª Região / 2009)- É competência do Grupo Mercado Comum editar o Boletim Oficial do MERCOSUL. 62. (ACE-2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto, firmado aos 17 de dezembro de 1994 deu origem ao Conselho do Mercado Comum e ao Grupo do Mercado Comum, principais instâncias institucionais do MERCOSUL. 63. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Constituem órgãos do MERCOSUL, de capacidade decisória e natureza intergovernamental, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL, bem como o Tribunal Permanente de Revisão e o Parlamento do MERCOSUL. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 93 ∀# 23 64. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- São funções e atribuições do Grupo Mercado Comum a propositura de projetos de decisões ao Conselho do Mercado Comum e o exercício da titularidade da personalidade jurídica do MERCOSUL. 65. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao levar adiante a decisão de constituir uma união aduaneira, o Protocolo de Ouro Preto aprofundou o processo de integração do MERCOSUL, obrigando os governos dos estados-parte a coordenar suas políticas macroeconômicas pertinentes à gestão do déficit fiscal e da busca de estabilidade de preços. 66. (ACE – 2002 - adaptada)- O Protocolo de Ouro Preto instituiu a Comissão de Comércio do MERCOSUL e a Secretaria Administrativa do MERCOSUL, e conferiu ao Conselho do Mercado Comum a faculdade de criar órgãos auxiliares, nos termos do mesmo Protocolo, considerados necessários à consecução dos objetivos do processo de integração. 67. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir a representação proporcional ao úmero de habitantes na Comissão Parlamentar Conjunta, o Protocolo de Ouro Preto atendeu parcialmente aos reclamos de que haveria um “déficit democrático” no MERCOSUL, criando as condições para que tal Comissão evolua no sentido de se tornar um parlamento regional, a exemplo do que hoje é o Parlamento Europeu. 68. (ACE – 2002 – adaptada)- Ao instituir alguns órgãos e especificar as funções de outros, o Protocolo de Ouro Preto avançou no desenho institucional do MERCOSUL, reduzindo sua dimensão intergovernamental e favorecendo a integração das economias, em particular ao prover um eficaz mecanismo de solução de controvérsias comerciais. 69. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Quaisquer controvérsias entre os Estados-partes a respeito da interpretação, da aplicação ou do descumprimento das disposições contidas no Tratado de Assunção e dos acordos celebrados no âmbito desse tratado devem ser submetidas exclusivamente aos procedimentos de solução estabelecidos no Protocolo de Ouro Preto. 70. (Juiz Federal – TRF 5ª Região / 2009)- Ao Conselho do Mercado Comum, órgão superior do MERCOSUL, cabem a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção, devendo esse conselho reunir-se, pelo menos, uma vez por bimestre, com a participação dos presidentes dos Estados-partes. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 99 ∀# 23 71. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL é o órgão responsável por internalizar na estrutura normativa dos Estados-Parte as decisões do Conselho do Mercado Comum. 72. (Questão Inédita)- O Foro Consultivo Econômico Social é o órgão de representação dos setores econômicos e sociais, manifestando-se mediante Recomendações ao Grupo Mercado Comum. 73. (Questão Inédita)- As decisões no âmbito do Conselho do Mercado Comum e do Grupo Mercado Comum serão tomadas por consenso. 74. (Questão Inédita)- São órgãos com capacidade decisória, de natureza supranacional, o Conselho do Mercado Comum, o Grupo Mercado Comum e a Comissão de Comércio do MERCOSUL. 75. (Questão Inédita)- O Protocolo de Ouro Preto permite que sejam criados novos órgãos auxiliares no âmbito do MERCOSUL com o objetivo de atingir as metas do processo de integração. 76. (Questão Inédita) O Protocolo de Ouro Preto pôs fim à transitoriedade do MERCOSUL, conferindo a este personalidade jurídica de direito internacional. 77. (Questão Inédita)- O Conselho do Mercado Comum é o órgão superior do MERCOSUL, ao qual incumbe a condução política do processo de integração e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos estabelecidos pelo Tratado de Assunção. 78. (Questão Inédita)- O Parlamento do MERCOSUL não possui competência para a criação de normas supranacionais. 79. (Questão Inédita)- A vigência simultânea de normas no MERCOSUL depende da sua internalização no ordenamento jurídico nacional de cada Estado-membro e da posterior comunicação à Secretaria Administrativa do MERCOSUL. As normas entrarão em vigor simultaneamente nos Estados Partes 30 dias após a data da comunicação efetuada pela Secretaria Administrativa do MERCOSUL de que todos os Estados já internalizaram as referidas normas. 80. (Procurador BACEN / 2009)- No Protocolo Constitutivo do Parlamento do MERCOSUL, está expressamente estabelecido o princípio de trato especial e diferenciado a países de economias menores. 81. (AFRF-2000)- Considerando que uma importação brasileira oriunda de países membro da ALADI - Associação Latino-Americana de Integração e não membro do MERCOSUL, goza de uma margem de preferência de 30%(trinta por cento) sobre a alíquota da TEC - Tarifa !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 92 ∀# 23 Externa Comum de 10%(dez por cento), o imposto resultante alcançará o percentual de 7%. 82. (AFRFB – 2005)- De acordo com o Protocolo de Ushuaia, a plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o processo de integração entre seus signatários (países do MERCOSUL, Bolívia e Chile). Prevê o Protocolo que a ruptura da ordem democrática em um dos países pode levar à suspensão de seus direitos e obrigações nos processos de integração entre os membros desse Protocolo. 83. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A cláusula democrática, regra assumida pelo MERCOSUL, jamais foi invocada na prática. 84. (ACE-2002 - adaptada)- No atual contexto internacional, os Estados assumem compromissos mútuos de várias maneiras, entre os quais a assinatura de acordos e a participação em organizações internacionais. Entre os compromissos assumidos pelo Governo brasileiro pode-se relacionar o compromisso de aceitação da prevalência das regras da OMC sobre as do MERCOSUL no que diz respeito aos temas tratados pelo Acordo sobre Medidas de Investimentos Relacionados ao Comércio (TRIMS).85. (AFRF-2000-adaptada)- São ganhos do MERCOSUL a mudança positiva na eficiência econômica dos agentes, em virtude de maior concorrência intra-setorial; a maior eficiência na produção pela especialização crescente dos agentes econômicos; o maior aproveitamento das economias de escala permitidas pela ampliação do mercado; e a mobilidade dos fatores através das fronteiras entre os países-membros permitindo uma alocação ótima de recursos. 86. (INMETRO – Articulação Internacional / 2007)- A involução do comércio intra-MERCOSUL foi capturada pelas estatísticas relativas ao comércio exterior dos países dessa sub-região. 87. (Juiz do Trabalho – TRT 1ª Região / 2010)- No MERCOSUL, a livre circulação de pessoas sofre restrições apenas em relação a países que não são membros plenos. 88. (AFRF-2005)- No âmbito do MERCOSUL, adotou-se um regime para a aplicação de medidas de salvaguarda às importações provenientes de países não-membros do bloco. 89. (Questão Inédita)- O Mecanismo de Adaptação Competitiva (MAC) tem como objetivo proteger setores industriais de qualquer dos países do MERCOSUL, quando as exportações de um dos Estados- membros estiver causando ou ameaçando causar dano à indústria !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 2: ∀# 23 doméstica. A principal provisão do MAC é permitir que sejam adotadas salvaguardas em relação a produtos originários de outro país do bloco. 90. (Questão Inédita)- O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) tem como objetivo promover o aumento da competitividade das economias menores e das regiões de menor desenvolvimento, estimular a coesão social e fortalecer a integração física por intermédio de obras de infraestrutura. 91. (Questão Inédita)- O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML) é um mecanismo em vigor entre os quatro países do MERCOSUL por meio do qual a liquidação de transações comerciais poderá ser feita com moedas nacionais, ao invés de ser efetuada com a utilização de dólares. 92. (TRF – 2005)- Atualmente, é possível que um membro do MERCOSUL aplique uma medida antidumping contra outro membro do bloco. 93. (TRF – 2005)- Ainda não foram definidas regras que tenham por objeto a defesa da concorrência no âmbito do MERCOSUL. 94. (AFRF-2005)- Segundo as regras atualmente vigentes, o Brasil pode modificar, a cada seis meses, até 40% (quarenta por cento) dos produtos de sua lista de exceção à Tarifa Externa Comum. 95. (AFRFB – 2005)- Atualmente, o Brasil pode manter até 100 (cem) itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL como lista de exceção à Tarifa Externa Comum. 96. (Questão Inédita)- Na elaboração da Lista de Exceções à TEC, os Estados-membros do MERCOSUL deverão valorizar a oferta exportável existente no bloco regional. 97. (Questão Inédita)- Os membros do MERCOSUL podem manter exceções à TEC como forma de proteger a indústria nascente. 98. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo a harmonização da política comercial em relação a terceiros países. Para alcançar esse objetivo, seus membros devem possuir exceções à TEC e aplicar medidas de defesa comercial em conjunto. 99. (Questão Inédita)- É possível que, por razões de desabastecimento, um membro do MERCOSUL, estabeleça que, para um determinado produto originário de terceiros países, incidirá uma alíquota do imposto de importação superior à prevista na TEC. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 21 ∀# 23 100. (Questão Inédita)- O MERCOSUL tem como objetivo estabelecer um “Regime Comum de Importação de bens de capital não produzidos no MERCOSUL”. 101. (Questão Inédita)- Os Estados-membros do MERCOSUL poderão modificar, a cada 6 meses, até 20% das NCM’s incluídas em suas listas de exceção à TEC. 102. (Questão Inédita)- O objetivo de aperfeiçoamento da União Aduaneira implica avançar no que se refere a normas e procedimentos que facilitem tanto a circulação quanto ao controle dentro do MERCOSUL dos bens importados no território aduaneiro ampliado e estabelecer um mecanismo de distribuição da renda aduaneira e eliminação da multiplicidade da cobrança da TEC. 103. (Questão Inédita)- A distribuição da renda aduaneira é o maior entrave às negociações para a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum. 104. (AFRFB – 2005)- Muito embora o MERCOSUL almeje à conformação de um mercado comum, atualmente o bloco se encontra no estágio de união aduaneira imperfeita (ou incompleta). Para a conclusão dessa etapa, basta a eliminação das exceções ao livre- comércio intrabloco. 105. (AFRF-2003-adaptada)- Para ser considerado originário da ALADI, o produto deve ter, no mínimo, 50% de conteúdo regional, sendo de 40% para os países de menor desenvolvimento regional e, para ser considerado originário do MERCOSUL, deve ter 60%, no mínimo, de conteúdo regional. 106. (AFRF-2002-2-adaptada) - Conforme as regras de origem aplicáveis aos Estados- Partes do MERCOSUL, adotando exclusivamente o critério do salto tarifário, serão considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração foram utilizados materiais não originários de seus países membros, quando resultantes de um processo de transformação substancial realizado em seu território, que lhes confira uma nova individualidade caracterizada pelo fato de estarem classificados na Nomenclatura Comum do MERCOSUL na mesma posição do material cuja função seja preponderante. 107. (ACE-1997 - adaptada)- Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que têm 60% do valor agregado regionalmente. 108. (ACE- 1997- adaptada)- Segundo o Regime de Origem do MERCOSUL, são considerados originários do bloco os produtos que !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 24 ∀# 23 tenham tido algum tipo de transformação ou processamento substancial na região. 109. (ACE – 1997 – adaptada)- Para ser considerado originário do MERCOSUL, observa-se onde se inicia o processo industrial do produto. 110. (ACE – 1997)- Um produto originário do MERCOSUL tem direito a tarifa zero no comércio entre os integrantes do bloco. 111. (ACE-1997-adaptada)- No âmbito do MERCOSUL, o controle de origem só é necessário se o produto em questão figurar em uma lista de exceções à Tarifa Externa Comum. 112. (Questão Inédita)- O regime de origem do MERCOSUL considera como originários os produtos totalmente obtidos ou totalmente produzidos em um dos países integrantes do bloco ou ainda aqueles que possuírem insumos não-originários, desde que estes insumos não ultrapassem 50% de conteúdo regional. 113. (Questão Inédita)- São considerados originários do MERCOSUL os produtos em cuja elaboração forem utilizados materiais não originários dos Estados Partes, quando resultantes de um processo de transformação que lhes confira uma nova individualidade, caracterizada pelo fato de estarem classificados em uma posição tarifária diferente da dos mencionados materiais. 114. (Questão Inédita)- No âmbito do regime de origem do MERCOSUL, existem produtos que devem obedecer a requisitos específicos de origem, que devem prevalecer sobre os critérios gerais. 115. (Questão Inédita)- Para que as mercadorias originárias se beneficiem dos tratamentos preferenciais, elas deverão ter sido expedidas diretamente do Estado Parte exportador ao Estado Parte importador. Para tal fim se considera expedição direta as mercadorias transportadas sem passar pelo território de algum país não participante do MERCOSUL. 116. (Questão Inédita)- O Paraguai goza de privilégios em relação ao regime de origem estabelecido no MERCOSUL, sendo consideradas originárias deste país as mercadorias que tenham um mínimode 40% de conteúdo regional. 117. (Questão Inédita)- Se uma mercadoria possuir 60% de conteúdo regional, isto é, se o valor CIF dos insumos importados não ultrapassar 40% do valor FOB da mercadoria produzida, esta será originária do MERCOSUL. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 25 ∀# 23 LISTA DE QUESTÕES Nº 02 1. (AFRFB – 2014) Sobre a Tarifa Externa Comum (TEC), é incorreto afirmar que: a) pelo regime de ex-tarifário, pode haver redução da TEC para bens de capital, inicialmente por cinco anos, para projetos de investimento aprovados pelas Autoridades Nacionais do Mercosul. b) faculta-se à Comissão de Comércio do MERCOSUL (CCM) a adoção de medidas específicas de redução de alíquota da TEC tendentes a garantir um abastecimento normal e fluido de produtos nos Estados Partes. c) pode haver redução da TEC em razão de desabastecimento de produção regional de uma matéria-prima para determinado insumo, ainda que exista produção regional de outra matéria-prima para insumo similar mediante uma linha de produção alternativa. d) o regime de ex-tarifário permite a redução temporária da alíquota do Imposto de Importação, para 2%, por dois anos, de Bens de Capital (BK) e Bens de Informática e de Telecomunicações (BIT), assim como de suas partes, peças e componentes, quando não houver produção nacional. e) o Brasil pode incluir até 100 códigos NCM em sua Lista de Exceção até 31 de dezembro de 2015, mas deve valorizar a oferta exportável existente no MERCOSUL. 2. (Instituto Rio Branco-2008) Segundo a doutrina da integração regional, que se desenvolve com a disseminação e o aprofundamento dos blocos econômicos, o MERCOSUL recebe a classificação de união aduaneira imperfeita. Tal classificação justifica-se porque: a) há expressa previsão legal a esse respeito, conforme definido no preâmbulo do Código Aduaneiro do MERCOSUL. b) há um regime de exceções tributárias decorrente das assimetrias internas que impede a aplicação de um único imposto aduaneiro, comum a todos os países-membros do bloco regional. c) essa união aduaneira não dispõe de personalidade jurídica internacional, sendo reconhecida apenas no MERCOSUL como um todo, conforme previsto no Protocolo de Ouro Preto. d) não existe, no MERCOSUL, livre circulação de trabalhadores, com direito de estabelecimento, como ocorre na União Europeia. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 26 ∀# 23 e) sua tarifa externa comum (TEC) é ainda muito elevada e incompatível com os padrões internacionais de liberalização comercial. 3. (CODESP-2011) O MERCOSUL foi constituído em 1991 pelo tratado de Assunção, assinado entre Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Um dos propósitos do MERCOSUL é: a) a livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros, da eliminação dos direitos alfandegários e restrições não tarifárias à circulação de mercadorias e de qualquer outra medida de efeito equivalente. b) a criação de uma moeda única, com vistas a uma área de estabilidade monetária com inflação e déficits públicos controlados. c) a criação de um espaço econômico em que as moedas de cada país membro devem ser convertíveis e as taxas de câmbio fixadas com caráter irrevogável. d) a constituição de um banco central único, a fim de centralizar as políticas monetárias dos estados membros. e) a unificação dos direitos civil, comercial, administrativo e fiscal entre os Estados membros. 4. (CODEVASF-2003) Constitui uma exceção ao livre comércio no Mercosul os produtos: a) agrícolas; b) que estejam causando prejuízo à indústria doméstica de um Estado Parte; c) fabricados com peças e insumos estrangeiros, correspondentes a 20% do valor final do produto; d) têxteis e vestuários; e) procedentes de zonas francas ou áreas afins. 5. (ACE-2012) Considere as seguintes assertivas sobre defesa comercial no Mercosul e, em seguida, assinale a opção correta. a) O Mercosul não dispõe de normativas comuns sobre medidas de defesa comercial. b) As controvérsias sobre a aplicação dos Acordos Antidumping e sobre Subsídios e Medidas Compensatórias da OMC podem ser apreciadas no marco do sistema de resolução de controvérsias do Mercosul. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 27 ∀# 23 c) O Mercosul dispõe de marcos jurídicos que facultam aos países membros implementar procedimentos comuns de investigação e adotar um processo decisório comum frente a práticas desleais de comércio por terceiros países. d) Apenas as matérias relativas à prática de dumping pelos países membros são tratadas com base em normativa integrada e procedimentos de investigação comuns aos países do Mercosul. e) As salvaguardas comerciais no comércio intra-bloco representam importante instrumento de promoção do equilíbrio nas trocas internas e de maior equidade frente às disparidades entre as econômicas dos países membros. 6. (Questão Inédita) Assinale a alternativa correta sobre o MERCOSUL: a) A personalidade jurídica de direito internacional público do MERCOSUL foi reconhecida pelo Protocolo de Olivos, que também instituiu um sistema de solução de controvérsias para esse bloco regional. b) Em virtude de o MERCOSUL ser uma união aduaneira imperfeita, há livre circulação de mercadorias entre os seus membros, salvo em relação às mercadorias relacionadas nas Listas de Exceções à TEC. c) Os integrantes do Parlamento do MERCOSUL são, atualmente, escolhidos por meio de eleições diretas. d) O MERCOSUL não possui qualquer vínculo jurídico com a ALADI, podendo celebrar acordos dos quais não faça parte essa organização internacional. e) O Conselho do Mercado Comum é órgão de natureza intergovernamental, cujas decisões são adotadas por consenso, tendo como tarefa a condução política do processo de integração. Para isso, pode criar órgãos auxiliares necessários ao aprofundamento da integração regional. 7. (ACE-2012) Em relação às obrigações assumidas pelos Estados Partes do Mercosul quanto às barreiras impostas no comércio internacional, não é verdade afirmar que: a) o Mercosul adota uma tarifa externa comum. Entretanto, há produtos com tarifa não uniformizada, incluídas sobretudo nas Listas de Exceção nacionais. b) os Estados Partes do Mercosul devem garantir, na aplicação de suas tarifas, a absoluta extensão do princípio da nação mais favorecida aos Membros da OMC. c) a imposição de barreiras de caráter sanitário exige a comprovação de prova científica do risco alegado. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 28 ∀# 23 d) o Acordo de Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) é obrigatório para todos os Membros da OMC, inclusive para os Estados Partes do Mercosul. e) o licenciamento de importações não pode, conforme as regras da OMC, ser utilizado meramente para imposição de restrições quantitativas. 8. (AFRFB/2012-adaptada) Sobre a integração regional nas Américas, assinale a opção correta. a) Após a extinção da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), foi criada em 1990 a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), com objetivos mais amplos do que a sua predecessora. b) A Tarifa Externa do Mercado Comum do Sul (MERCOSUL) não admite exceções, em função do objetivo de formação de um mercado comum estabelecido no Tratado de Assunção. c) De acordo com o Tratado de Assunção, que instituiu o Mercado Comum do Sul (MERCOSUL), o Grupo Mercado Comum é o órgão superior, correspondendo-lhe a condução política do MERCOSUL e a tomada de decisões para assegurar o cumprimento dos objetivos e prazosestabelecidos para a constituição definitiva do mercado comum. d) O sistema de pagamentos em moeda local do MERCOSUL é um mecanismo que viabiliza a realização de operações de comércio exterior nas moedas locais dos Estados Partes, tendo sido implementado de forma voluntária nas relações comerciais Brasil-Argentina e Brasil-Uruguai. e) A Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) objetiva a criação de uma união aduaneira latino-americana, com exclusão do México, que já se integrou ao NAFTA. 9. (Questão Inédita)- Assinale a alternativa correta acerca do MERCOSUL: a) O Protocolo de Ouro Preto prevê que o Conselho do Mercado Comum (CMC) poderá criar novos órgãos que se fizerem necessários ao aprofundamento do processo de integração regional. b) O MERCOSUL ainda não alcançou o estágio de mercado comum, uma vez que, embora tenha promovido uma completa convergência à Tarifa Externa Comum (TEC), não conseguiu estabelecer a livre circulação dos fatores produtivos. c) Todas as normas emanadas dos órgãos decisórios do MERCOSUL, para entrarem em vigor, deverão ser previamente aprovadas pelos Parlamentos nacionais dos Estados-parte. !∀#∃%&∋∀ )∗+,%∗−&∋∀∗−. /0 1232456789 :,∀%∋− , ;<,=+>,= ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., ∆ 1<.− 7Ε ?%∀≅Α 3∋&−%Β∀ Χ−., !!!∀#∃%&∋%#()∋∗+,∗−&∃+∃∀∗+.∀/& 23 ∀# 23 d) Os órgãos decisórios do MERCOSUL, em virtude de sua natureza intergovernamental, tomam decisões por maioria absoluta dos membros. e) Não há qualquer barreira ao livre comércio intra-MERCOSUL. GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 01 1. E 29. C 57. C 85. E 113. C 2. C 30. C 58. E 86. E 114. C 3. C 31. E 59. C 87. E 115. C 4. C 32. C 60. C 88. C 116. C 5. C 33. E 61. E 89. E 117. C 6. E 34. E 62. E 90. C 7. E 35. E 63. E 91. E 8. C 36. E 64. E 92. C 9. E 37. E 65. E 93. E 10. E 38. C 66. C 94. E 11. C 39. C 67. E 95. C 12. C 40. C 68. E 96. C 13. E 41. E 69. E 97. E 14. E 42. E 70. E 98. E 15. E 43. E 71. E 99. E 16. C 44. E 72. C 100. C 17. E 45. C 73. C 101. C 18. C 46. C 74. E 102. C 19. E 47. E 75. C 103. C 20. E 48. E 76. C 104. E 21. E 49. C 77. C 105. C 22. E 50. C 78. C 106. E 23. C 51. E 79. C 107. C 24. C 52. E 80. C 108. C 25. E 53. C 81. C 109. E 26. C 54. E 82. C 110. C 27. C 55. C 83. E 111. E 28. E 56. E 84. E 112. E GABARITO – LISTA DE QUESTÕES Nº 02 1. Letra A 5. Letra B 9. Letra A 2. Letra B 6. Letra E 3. Letra A 7. Letra B 4. Letra E 8. Letra D