Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Eduarda Miot Panazzolo
4
FARMACOPEDIATRIA BÁSICA
Introdução
1. Base para a prescrição de medicamentos em pediatria: equilíbrio entre segurança e eficácia adequados para a faixa etária.
1. Muitos medicamentos não podem ser testados em crianças muito novas.
1. Farmacocinética x farmacodinâmica:
Farmacocinética e farmacodinâmica em crianças
1. Farmacocinética em crianças: absorção, distribuição, metabolização e excreção podem ser diferentes dos adultos.
1. Absorção:
3. pH gástrico da criança é menos ácido que do adulto, podendo dificultar a absorção de alguns medicamentos.
3. Esvaziamento gástrico da criança é muito mais lento que do adulto, principalmente até 1 ano de vida. 
Ps: por isso a criança vomita mais que o adulto.
Ps2: medicamentos com absorção intestinal demoram mais para agir, pois precisam atravessar o estômago.
3. Peristaltismo da criança é mais lento que do adulto, podendo dificultar, facilitar ou prolongar a absorção de alguns medicamentos.
3. Formação de sais biliares não é tão eficaz quanto a do adulto, podendo influenciar na absorção de alguns medicamentos.
Flora microbiana da criança é diferente da do adulto. 
Ex: Omeprazol deve ser dado com estômago vazio para que faça efeito logo depois da saída do estômago (raramente utilizado).
3. Outras vias de administração: 
1. Intramuscular: massa muscular da criança é menor e pode influenciar na absorção de medicamentos.
1. Cutânea: pele da criança só se parece com a de adulto perto dos dois anos, antes disso a camada córnea é bem menos espessa (alta absorção).
1. Retal: utilizada principalmente para evitar vômitos.
1. Distribuição: medicamentos hidrossolúveis ou lipossolúveis.
1. Água corporal: 78% em RN, 60% em criança e 58% em adultos. Ps: interfere na dose de medicamento por kg de peso. 
1. Proteínas: RN tem menor capacidade de ligação de medicamentos a proteínas e menos albumina, fazendo com que haja mais medicamento livre e mantenha por mais tempo seu efeito.
1. Gordura: somente a partir de 1 ano de vida o percentual de gordura se assemelha ao do adulto, antes disso os medicamentos lipossolúveis têm mais dificuldade de distribuição.
1. Metabolização:
1. RN tem 20% da concentração de hepatócitos em relação ao adulto.
1. Excreção biliar reduzida.
1. Medicamentos que são metabolizados especificamente pelo fígado têm maior risco de toxicidade. Ps: Paracetamol tem metabolização hepática e, em doses elevadas, pode gerar lesão hepática. 
1. Excreção:
1. Função renal aumenta progressivamente com a idade: formação de néfrons até aproximadamente 2 anos.
1. Nefrogênese ocorre de 9 a 36 semanas.
1. Menor excreção de algumas drogas, principalmente até 6-7 meses de vida.
Doses
1. São necessários ajustes até 30kg. Após isso, dose de adulto.
1. A dose máxima calculada para criança nunca pode exceder a dose de adulto.
Ex: Dose de amoxicilina pode variar de 50 a 80 mg/kg. Em adultos, utiliza-se cp de 875mg. Se calcular uma dose de 80 mg/kg para uma criança de 28kg = 1120 mg/dose.
1. Quando criança maior de 10kg, pode usar superfície corporal para calcular dose de alguns medicamentos.
1. Cuidado com medidores (conta-gotas, copos, etc.).
1. Restrições por idade:
Preparações orais para crianças
1. Palatabilidade.
1. Álcool.
1. Adoçantes.
1. Corantes.
Interações medicamentosas e alimentos
1. Considerar esvaziamento gástrico: quanto mais vazio o estômago estiver, mais fácil a absorção.
1. Administrar preferencialmente com água.
1. Questionar todos os medicamentos que a criança toma.
Ex: não utilizar antibiótico junto com acetilcisteína (xarope), pois pode diminuir sua absorção.
Orientações específicas para antibióticos
1. Preparações de antibióticos para crianças são em suspensão (pó para diluir em água).
1. Após pronta a suspensão (mistura do pó com a água), só pode ser utilizado por 7 dias e deve ser guardado em geladeira.
1. Marcador no frasco para indicar o nível do antibiótico quando homogeneizado.
1. Agitar antes de administrar a dose.
1. Oferecer doce após administrar para retirar gosto ruim da boca.
E o paracetamol?
1. Gotas: 200mg/ml.
1. Solução bebê: 100mg/ml.
1. Solução criança: 32 mg/ml.
Ps: estudo mostrou que o gotejador deve ser utilizado sempre na vertical, pois interfere no tamanho da gota e, consequentemente, na quantidade de medicamento.
Macete
1. Gotas 200mg/ml = 10mg/gota = 1 gota/kg.
1. Solução bebê 100mg/ml = peso/10 = dose em ml.
1. Solução criança 32 mg/ml = 0,3 x peso = dose em ml.
E a dipirona?
1. Dipirona: dose 20mg/kg/dose a cada 6 horas.
1. Gotas = 500 mg/ml (25mg/gota).
1. Solução oral = 50mg/ml.
1. Supositório 300mg.
1. Em gotas: peso/0,8 = gotas por dose (máximo 20 gotas = 500 mg = 1 cp).
1. Em solução: 0,4mg/kg (máximo 10ml = 500mg = 1cp).
E o ibuprofeno?
1. Segundo antitérmico mais utilizado após o Paracetamol.
1. Frasco gotejador 100mg/ml (cada 1ml tem 10 gotas).
1. Dose: 10mg/kg/dose (1 gota = 10mg) = 1 gota/kg/dose.
1. Vantagem: mais palatável.
Atenção com antitérmicos
1. Podem ser intercalados em caso de febre persistente.
1. Intervalo de 6 horas entre doses do mesmo medicamento.
1. Melhor se com estômago vazio.
1. Volume pequeno de água.
Medicamentos específicos
1. Ferro: de preferência longe de alimentos e leite. Ps: existem opções além do sulfato ferroso com melhor absorção.
1. Vitaminas: podem ser administradas com alimentos.
1. Inibidor de bomba de prótons (Omeprazol): preferencialmente em jejum.
Uso parenteral e uso tópico
1. Diluição.
1. Excipiente: propilenoglicol, álcool benzílico e polietilenoglicol.
1. Pele imatura: cuidado com corticoides.
1. Pomada, creme, loção.
1. Pomadas mantêm mais tempo o princípio ativo. Ideais em lesões secas.
1. Se cobrir aumenta a absorção.
1. Cremes e loções são melhores para crianças.

Mais conteúdos dessa disciplina