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RESENHA CRÍTICA: “Política Educacional Brasileira: Limites e Perspectivas” obra escrita por Dermeval Saviani. Trata se de um artigo científico do autor Dermeval Saviani, em 19 de junho de 2007 proferiu uma conferência na Pontifícia Universidade Católica de Campinas, conforme afirmou em suas informações, sobre o seu artigo “Política Educacional Brasileira: Limites e Perspectivas”. Em junho de 2008 o seu artigo foi aceito para a publicação utilizando a plataforma da Revista de Educação da PUC de campinas. Desde os primórdios da educação é de conhecimento geral que as complexidades em relação as limitações de investimentos delongam os objetivos dos Jesuítas de cumprir os regimentos impostos pela Coroa Portuguesa, que diziam diretamente que os Jesuítas eram responsáveis por administrar a educação e impor a sua religião aos índios. Com a Reforma Pombalina Instituída foi se observado que grande porcentagem da população carente existente no Brasil não era permitida nos ambientes de ensino oferecidos pelos Jesuítas, a princípio as Aulas Régias possuíam o objetivo de estudar as ideias inspiradas pelo iluminismo em foco a humanidade, sendo um ensino de primeiras letras, laico e de livre acesso a todos em teoria. Como forma de investimento foram implementados os Subsídios Literários, esses mesmos deveriam ser efetuados pela Coroa Portuguesa seguindo as normas da reforma pombalina e concedidos aos professores que ficavam responsáveis por providenciar a parte estrutural das aulas, como locais para o ensino e materiais para a grade curricular imposta. Os professores nomeados estavam enfrentando as mesmas dificuldades que os Jesuítas quando se diz a respeito de investimento, o subsídio literário muitas vezes não era o suficiente para uma melhora na qualidade do ensino. Em 15 de Outubro de 1827 foi se instituído uma lei que tinha como nome “Lei das Escolas de Primeiras Letras”, essa lei declarava principalmente que deveria ser obrigatório qualquer tipo de povoado ter uma instalação de escolas de primeiras letras, essas escolas eram responsáveis principalmente segunda a lei citada: “Os professores ensinarão a ler, escrever, as quatro operações aritméticas, prática de quebrados, decimais e proporções, as noções mais gerais de geometria prática, a gramática de língua nacional, e os princípios de moral cristã e da doutrina da religião católica e apostólica romana, proporcionando á compreensão dos meninos; preferindo para as leituras a Constituição do Império e a História do Brasil.” (UNICAMP, “Lei de 15 de outubro de 1827). E como atividade extra ficava a responsabilidade das províncias o cuidado com essas escolas, sendo o papel do Estado algo apenas declaratório e econômico. Essa lei não teve a fiscalização necessária e muitos povoados continuaram sem escolas, culminando em mais uma fase sem um ensino de qualidade para todos. Durante todo o período do segundo império, as porcentagens de investimentos eram de valores extremamente baixos, chegando a ser de 1,80% do orçamento para dividir entre ensinos primários e secundários, com a falta de verba necessária o ensino nas escolas continuavam precárias e medidas de arrecadação foram criadas: Impostos locais e provinciais, porém os impostos não foram devidamente divididos, portanto o ensino nas escolas permaneciam instáveis, marcando na história um grande número de analfabetos. A constituição de 1988, que está em vigor até os dias de hoje, estabeleceu taxas fixas de impostos direcionados a educação para domínios da União, Estados e Províncias com o intuito de melhorar consideravelmente o número de analfabetos. Mesmo com as taxas aplicadas existiam maneiras de se fraudar os investimentos, como a criação de “contribuições” que não eram consideradas nas taxas fixas. A passagem pro século XX foi marcado com o Brasil não acompanhando países que já tinham implementado uma educação de qualidade nas suas diretrizes, gerando uma comoção entre os superiores de ensino e implementando planos de ensino com prazos para atingir o objetivo de melhorar o déficit. Atualmente existem 2 planos em execução no país, o FUNDEB com prazo até 2020 e o PNE com prazo até 2022, para atingir seus objetivos em quesito melhora na educação. O prazo limite para a melhora é até 2022 devido á simbologia que esse ano terá, 2022 é o ano bicentenário após a independência do Brasil, e será de grande comemoração se o mesmo conseguir atingir uma média 6,0 em seus 200 anos, demonstrando ser um país livre e com educação de qualidade para todos. Saviani palestrava que esse objetivo só seria obtido se o PIB de investimentos fosse dobrado em relação a educação. Em 1997 Dermeval propôs que o PIB deveria transitar de 4% para 8%. O MEC como resposta se pronunciou de forma negativa a proposta e montou uma planilha com seus antigos planos de ensino e seus valores investidos e de como o aumento no investimento não melhorou o ensino, e que o mesmo aconteceria com a proposta dele, as escolas se superlotariam e os professores continuariam que lidar com as mesmas plataformas, não gerando em melhora, mas gerando em dobra de horários e em salas lotadas como citado anteriormente. Com a reposta do MEC, Saviani completou sua fala: “Em lugar de aplicar provas nacionais em crianças de 6 a 8 anos, o que cabe ao Estado fazer é equipar adequadamente as escolas e dotá-las de professores com formação obtida em cursos de longa duração, com salários gratificantes, compatíveis com seu alto valor social. Isso permitirá transformar as escolas em ambientes estimulantes, nos quais as crianças, nelas permanecendo em jornada de tempo integral, não terão como fracassar; não terão como não aprender. Seu êxito será resultado de um trabalho pedagógico desenvolvido seriamente, próprio de profissionais bem preparados e que acreditam na relevância do papel que desempenham na sociedade, sendo remunerados à altura de sua importância social.” (Dermeval Saviani, “Política Educacional Brasileira: Limites e Perspectivas”,2008 Pg.10 p.24). Portanto do modo de visão de Saviani, ele acredita ter exposto a sua forma de pensar com destreza a solução para as questões políticas educacionais, implementando formas de superar os limites e abrangendo as perspectivas em relação a educação. De acordo com o que foi palestrado por Saviani, concordo com a maioria de seus pontos. No período de Brasil colônia os Jesuítas enfrentavam grandes dificuldades para exercer seu papel, a Coroa Portuguesa mandava recursos para as questões pessoais dos Jesuítas e se abstinha das obrigações com a educação, gerando uma atitude nobre por parte de alguns de utilizar seus recursos destinados a vestimentas na educação. Portanto é de se entender que desde antes os governantes não investiam o que era preciso para uma melhora na qualidade do ensino, mesmo com a reforma pombalina o Estado continuou se abstendo das suas obrigações com a educação, deixando novamente na responsabilidade dos professores. Em 1927 foi instituída a Lei “Lei das escolas de primeiras letras”, e novamente o Estado se absteve com suas obrigações e não efetuaram as fiscalizações necessárias. Em vista disso fica claro que Dermeval Saviani defendeu com perspicácia a sua informação, os Estados buscam resultados, mas não investe para realizar o mesmo, eles buscam valores, mas deixam a mercê dos professores os seus objetivos, logo o Estado se compromete com a educação, mas sempre em partes, nunca como um todo. A principal solução de Saviani era dobrar o PIB na educação de 4,0% para 8,0%, concordo que o aumento do investimento no meio de ensino sucederia em algum resultado, seja na infraestrutura, nas bonificações dos professores ou até mesmo em materiais melhores, porém os planos com prazos não atingirão seus objetivos apenas com os 8% do PIB, esses planos precisam do comprometimento da União e do MECe Saviani deixa claro em sua dissertação que desde o Brasil colônia, passando pelas reformas, leis instituídas e planos de ensinos, os superiores nunca estão devidamente comprometidos com a causa, eles buscam resultados mas não utilizam tudo o que tem ao seu favor, portanto os 8% serão uteis sim, mas sem o comprometimento do MEC não valerá de nada. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS SAVIANI, Dermeval, Política Educacional Brasileira: Limites e Perspectivas ,2008 Pg.10 p.24 UNICAMP, Lei de 15 de outubro de 1827, disponível em <http://www.histedbr.fe.unicamp.br/navegando/fontes_escritas/3_Imperio/lei%2015101827% 20lei%20do%20ensino%20de%20primeiras%20letras.htm> acessado no dia 28/02/2019).