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Comunicação e linguagens visuais

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DESCRIÇÃO
Apresentação de conceitos importantes de design e publicidade para uma comunicação visual
eficaz.
PROPÓSITO
Conhecer as bases da linguagem visual e do design gráfico para a obtenção do próprio
arcabouço metodológico e a consequente construção de mensagens visuais potentes.
PREPARAÇÃO
Antes de iniciar a leitura do conteúdo, certifique-se de ter papel e lápis por perto para
acompanhar o tema.
OBJETIVOS
MÓDULO 1
Identificar as bases históricas da linguagem visual
MÓDULO 2
Descrever os elementos da gramática visual
MÓDULO 3
Empregar os princípios da percepção e composição visuais
INTRODUÇÃO
Você sabia que qualquer trabalho que envolva comunicação visual é mais bem
aproveitado a partir do conhecimento de elementos da imagem, da composição visual e
do design gráfico?
Buscaremos possibilitar neste tema o aperfeiçoamento de sua percepção e de seu senso
estético e crítico para que você seja capaz de identificar critérios de organização da forma para
a criação gráfica.
Desse modo, você vai se capacitar tanto para analisar quanto para utilizar gráficos,
composições tipográficas e peças gráficas. Por conta disso, precisamos conhecer os principais
movimentos de arte e design e seus pioneiros que construíram as bases do design gráfico
internacional e brasileiro.
MÓDULO 1
 Identificar as bases históricas da linguagem visual
O DESIGN E A PUBLICIDADE
O que são o design e a publicidade?
Design
É a área do conhecimento que, pela atividade projetual, dá forma concreta a ideias abstratas e
subjetivas. Ele é resultado da cultura na qual se insere. Surge na sociedade e é fruto dela,
buscando soluções para problemas específicos e espelhando as preferências e o senso
estético construídos socialmente.

Publicidade
É a área do conhecimento que apresenta os artefatos produzidos pela indústria ao seu público
consumidor. A publicidade possui características muito peculiares para tal tarefa: ela utiliza as
linguagens verbal e visual para sensibilizar o consumidor e criar nele o desejo de obter
determinado artefato.
O design e a publicidade andam de mãos dadas: são áreas afins, pois ambas comunicam de
formas complementares as mensagens de cunho verbal e visual que criarão o cenário de
sonho apto a seduzir o público consumidor.
PRIMÓRDIOS DA COMUNICAÇÃO VISUAL:
RELAÇÃO MÁGICO-RELIGIOSA E
REGISTRO
 
Foto: Shutterstock.com
O registro pictórico de ações e conquistas — desenhos em cavernas, placas de argila gravadas
em relevo, túmulos e sarcófagos (Egito Antigo), tábuas dos mais diversos materiais e paredes
(afrescos do Renascimento) — tornava a vida mais concreta.
 
Foto: Shutterstock.com
O ser humano ainda vivia em cavernas e já criava códigos pictóricos de suas caçadas e
daquilo que observava na natureza. Ao tratar das origens do design gráfico, a fundamentação
histórica nos ajuda a perceber a necessidade do homem em fazer o registro visual de seu
entorno.
Nos períodos mais remotos (e durante muito tempo), as manifestações da natureza eram um
mistério para esses seres humanos. Por isso, o registro desses fenômenos lhes dava a crença
de domínio sobre elas.
Devemos ressaltar também o aspecto de registro da representação pictórica da natureza feita
inicialmente em cavernas: uma vez deslocadas de seu habitat em busca de novas moradias, as
pessoas abandonavam tais registros. Em um primeiro momento, mesmo evoluindo para
gravações em placas de argila e esculturas em pedras, eles mantinham dois aspectos: a
imobilidade e a não reprodutibilidade.
A REPRODUTIBILIDADE
A IMPRESSÃO
A REPRODUTIBILIDADE
É um dos pontos centrais do design gráfico que tem nas matrizes de reprodução seu princípio
básico. A imobilidade e a irreprodutibilidade eram até então um impedimento para que os
registros dos humanos os acompanhassem.
A IMPRESSÃO
Trata-se da transferência a partir de uma matriz para outra superfície, criando cópias idênticas
que derivam de um único original. A impressão só poderia ocorrer quando fossem
desenvolvidos substratos onde ela pudesse ser feita: papel, tecido, pergaminho etc.
VOCÊ ASSISTIU AO FILME INDIANA JONES E A
ÚLTIMA CRUZADA ?
Neste filme, o personagem de Harrison Ford precisa fazer uma cópia de um escudo do
cavaleiro cruzado para descobrir onde se localizaria o Santo Graal. Indiana Jones faz uma
transferência com um papel: riscando-o sobre a pedra, consegue obter o texto vazado por ele
estar em baixo relevo (esculpido na pedra). Este é um bom exemplo de mecanismo antigo de
reprodução.
 
Foto: Lucasfilm/Wikimedia Commons/licença (CC BY 3.0)
 Pôster promocional do filme
Indiana Jones e a última cruzada.
O CARIMBO
Trata-se de mais uma técnica, sendo, aliás, uma das primeiras formas de transferência. Tendo
o carimbo como base, foram montados os primeiros sistemas de impressão. O carimbo
tradicional chinês é inscrito na base de uma pequena escultura decorativa.
 
Foto: Shutterstock.com
PRIMÓRDIOS DA TIPOGRAFIA
Falaremos sobre a impressão um pouco adiante. Antes dela, é importante que apontemos
outro caminho seguido pela comunicação visual. Ele pode, inclusive, ser pensado como uma
bifurcação dessa história.
Aos poucos, a reflexão sobre o entorno e as ações do homem em relação ao seu ambiente
começou a ser organizado por meio de outros símbolos que chegaram à escrita.
 
Figura: Shutterstock.com
 Escrita cuneiforme dos sumérios.
As primeiras formas de escrita foram pictóricas. Naturalmente, elas foram sendo simplificadas
em suas formas para facilitar a comunicação. Na região do Crescente Fértil, dois povos
elaboraram sistemas de escrita alguns milênios antes de Cristo: os egípcios, com seus
hieróglifos, e os sumérios, com a escrita cuneiforme (inicialmente mais representativa, ela aos
poucos foi se tornando um alfabeto).
 
Figura: Shutterstock.com
 Hieróglifo, s./d.
A escrita pode ser a contrapartida visual da fala, ou seja, da produção de sons para se
comunicar. Mas essa contraposição não é apenas em relação a ela, mas também ao
pensamento.
MARCAS, SÍMBOLOS, FIGURAS E LETRAS TRAÇADAS
OU ESCRITAS SOBRE UMA SUPERFÍCIE OU
SUBSTRATO TORNARAM-SE O COMPLEMENTO DA
PALAVRA FALADA OU DO PENSAMENTO MUDO. AS
LIMITAÇÕES DA FALA SÃO O MALOGRO DA MEMÓRIA
HUMANA […], AS PALAVRAS FALADAS
DESAPARECIAM SEM DEIXAR VESTÍGIOS, AO PASSO
QUE AS PALAVRAS ESCRITAS FICAVAM.
MEGGS; PURVIS, 2009, p. 18.
A escrita também é um elemento visual, ainda que muito particular, com características
diferentes das que estão presentes em outras imagens. Além disso, ela é extremamente
importante para a civilização. Segundo Meggs e Purvis (2009, p. 19), sua invenção “trouxe aos
homens o resplendor da civilização e possibilitou preservar conhecimento, experiências e
pensamentos arduamente conquistados”.
Nessa passagem do mais pictórico para a escrita tal como a conhecemos hoje, ou seja,
alfabética, é possível identificar que os primeiros alfabetos tinham símbolos a representar
coisas e seres.
 
Foto: Shutterstock.com
PEDRA DE ROSETA
A Pedra de Roseta permitiu o acesso a uma mensagem até então indecifrável. A chave para
decifrar o mistério veio da comparação entre os textos da pedra em três sistemas de escrita:
hieroglífica, demótica e grega.
 
Figura: Shutterstock.com
SONS DE ALGUNS HIERÓGLIFOS
A partir da identificação dos nomes de Ptolomeu e Cleópatra nesses três textos, o egiptólogo
francês Jean-François Champollion conseguiu, em 1822, decifrar grande parte dos símbolos
fazendo as associações de sons.
Os primeiros sistemas alfabéticos derivaram então de representações de seres e fenômenos
da natureza. Muitos evoluíram para sistemas utilizados atualmente no alfabeto latino. Os
alfabetos hebraicos e árabes, por outro lado, não têm essa associação visual.
Com o tempo, o alfabeto latino, em particular, foi se aproximando do que conhecemos hoje.
VOCÊ SABE O QUE É A COLUNA DE TRAJANO?
RESPOSTA
A coluna de Trajano é considerada um marco na sistematização do uso da tipografia romana.
Ela usava as chamadas letras

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