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A coleção Passado, presente e 
fé convida o aluno a conhecer 
e a compreender as diversas 
culturas religiosas que 
compõem a sociedade brasileira. 
Alinhada com as novas 
diretrizes da BNCC, essa 
coleção oportuniza o estudo e a 
compreensão de conceitos 
religiosos, fundamentados em 
conhecimentos das Ciências 
da Religião e demais áreas 
acadêmicas afins. 
volume5
volume
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ
LIVRO DO PROFESSOR
5
5
volum
e
2000.94092
ISBN 978856447491-8
9 7 8 8 5 6 4 4 7 4 9 1 8
FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal)
CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação Florestal
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes
TECPAR – Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná
CARBONO ZERO – Compensação de Emissão Carbono Zero
LIFE – Iniciativa Duradoura para a Terra
LIVROS QUE
RESPEITAM
A NATUREZA
Os livros da coleção Passado, presente e fé são impressos na Posigraf, uma 
gráfica comprometida com a responsabilidade socioambiental. 
A Posigraf e seus impressos têm as certificações ISO 9001, de gestão de 
qualidade; ISO 14001, de gestão ambiental; e OHSAS 18001, de gestão de 
saúde ocupacional e segurança. Foi a primeira gráfica do Brasil a compensar 
integralmente as suas emissões de carbono, com o programa Carbono Zero, 
e também a adotar uma floresta e patrocinar sua conservação – a Mata do 
Uru, localizada na Lapa – PR. Além disso, tem os certificados FSC® – Forest 
Stewardship Council® e PEFC – CERFLOR (validado pelo Inmetro), atestando 
que a matéria-prima para a impressão é proveniente de florestas manejadas 
de forma responsável. 
Ambas são certificações florestais, mas cada uma conta com princípios 
e critérios diferentes. Em 2011, a Posigraf recebeu o Prêmio Abigraf de 
Responsabilidade Ambiental por seu Sistema de Gestão Ambiental.
Nome: 
Escola: 
Turma: 
Responsável: 
Telefone: 
 
IDENTIFICAÇÃO
SEG TER QUA QUI SEX SÁB
AULA 1
AULA 2
AULA 3
AULA 4
AULA 5
AULA 6
PROGRAMAÇÃO
DE ATIVIDADES
EMERGÊNCIA
LIVRO DO PROFESSOR
VOLUME 5
1.a edição
Curitiba - 2019
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ
Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial Júlio Röcker Neto
Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy
Coordenação Editorial Jeferson Freitas
Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka
Coordenação de Iconografia Janine Perucci
Autoria Gisele Mazzarollo
Reformulação dos originais de 
Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz
Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e 
Michele Czaikoski Silva
Edição de texto Priscila Conte
Revisão João Rodrigues
Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira
Capa Doma.ag 
Imagens: ©Shutterstock
Projeto Gráfico Evandro Pissaia
Imagens: ©Shutterstock/
KanokpolTokumhnerd/Zaie 
Ícones: Patrícia Tiyemi
Edição de Arte e Editoração Debora Scarante, Evandro Pissaia e Rafael de 
Azevedo Chueire
Pesquisa iconográfica Juliana de Cassia Camara
Ilustrações Dayane Raven, DKO Estúdio, Evandro Pissaia, 
Marcelo Bittencourt e Priscila Sanson
Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz
Todos os direitos reservados à 
Editora Piá Ltda.
Rua Senador Accioly Filho, 431
81310-000 – Curitiba – PR
Site: www.editorapia.com.br
Fale com a gente: 0800 41 3435
Impressão e acabamento
Gráfica e Editora Posigraf Ltda.
Rua Senador Accioly Filho, 500
81310-000 – Curitiba – PR
E-mail: posigraf@positivo.com.br
Impresso no Brasil
2020
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)
© 2019 Editora Piá Ltda.
K66 Kluck, Claudia Regina.
 Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina 
Kluck, Gisele Mazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane 
Raven... [et al.]. – Curitiba : Piá, 2019.
 v. 5 : il.
 ISBN 978-85-64474-90-1 (Livro do aluno)
 ISBN 978-85-64474-91-8 (Livro do professor)
 1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino 
fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven, 
Dayane. IV. Título.
CDD 370
Relatos sobre a criação do mundo e do ser humano _________ 8
O que é mito? ________________________________________________________________ 11
Mitos de criação: diferentes, mas também semelhantes ___ 19
Tradição oral nas religiões ___________________________________________ 46
Textos sagrados __________________________________________________________ 49
Orientações para o bem comum __________________________________ 59
Histórias de diferentes culturas ___________________________________ 28
Transmitir valores _______________________________________________________ 36
Ensinamentos para a vida ____________________________________________ 40
As religiões e a moral __________________________________________________ 65
Os ensinamentos religiosos e a ética ____________________________ 68
Grandes exemplos, grandes lideranças _________________________ 72
Sumário
MITOS DE CRIAÇÃO 6
HISTÓRIAS QUE ENSINAM 26
NARRATIVAS SAGRADAS 44
LÍDERES RELIGIOSOS 62
Capítulo
Capítulo
Capítulo
Capítulo
1
3
2
4
Neste ano escolar, os personagens do seu 
livro contarão um pouco mais sobre as religiões 
a que pertencem. Também vão contar algumas 
histórias sagradas e mitos de criação, além de 
apresentar alguns líderes religiosos e os valores 
que eles transmitem.
MEUS 
AMIGOS
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Orientações para a abordagem do Ensino Religioso.1
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DDDDDDDDDD
OLÁ, AMIGOS. SOU FELIPE! ESTE ANO 
VAMOS ESTUDAR DIFERENTES HISTÓRIAS 
E LÍDERES RELIGIOSOS. EU PODERIA CITAR 
MUITOS LÍDERES EVANGÉLICOS, MAS 
ESCOLHI O PASTOR MARTIN LUTHER KING 
JUNIOR, QUE ATUOU PELA PAZ ENTRE 
NEGROS E BRANCOS. 
EU SOU ESTELA. NO 
BRASIL, NÓS, ESPÍRITAS, 
RESPEITAMOS MUITO 
A TRAJETÓRIA DE 
CHICO XAVIER. ELE FOI 
UM HOMEM BASTANTE 
SIMPLES, QUE EXERCIA 
A CARIDADE E AJUDAVA 
MUITO AS PESSOAS. 
EU SOU POTIRA E PERTENÇO 
A UM GRUPO INDÍGENA 
BRASILEIRO. NÃO TEMOS 
UM LIVRO SAGRADO, POIS 
NOSSOS ANTEPASSADOS NÃO 
REGISTRAVAM ENSINAMENTOS 
E HISTÓRIAS POR ESCRITO. 
ELES TRANSMITIAM SEUS 
CONHECIMENTOS DE 
GERAÇÃO EM GERAÇÃO POR 
MEIO DA FALA, OU SEJA, DA 
TRADIÇÃO ORAL. 
G
OLÁ, ME CHAMO MANJARI E 
SOU BUDISTA. MINHA RELIGIÃO 
VEM DO ORIENTE, ASSIM COMO 
O HINDUÍSMO. RESPEITO MUITO 
O LÍDER MAHATMA GANDHI, UM 
HINDUÍSTA QUE LEVOU A ÍNDIA À 
INDEPENDÊNCIA SEM RECORRER À 
VIOLÊNCIA. 
OI, SOU ABNER! NO JUDAÍSMO, QUE É A 
MINHA RELIGIÃO, ESTUDAMOS A TORÁ. 
ESTE É O NOSSO LIVRO SAGRADO! ELE TRAZ 
MUITOS ENSINAMENTOS, OS QUAIS PROCURO 
COLOCAR EM PRÁTICA NO MEU DIA A DIA.
EU ME CHAMO SIKULUME E FAÇO PARTE DA 
UMBANDA, UMA RELIGIÃO AFRO-BRASILEIRA. 
NO NOSSO PAÍS, O DIA DA CONSCIÊNCIA 
NEGRA É CELEBRADO EM 20 DE NOVEMBRO, 
DATA DA MORTE DE ZUMBI DOS PALMARES, 
CONSIDERADO UM SÍMBOLO NA LUTA PELOS 
DIREITOS DOS NEGROS EM NOSSO PAÍS. 
EU SOU YUREM E MINHA 
RELIGIÃO É O ISLAMISMO. 
ORO PARA ALLAH E ESTUDO 
O ALCORÃO, QUE É O LIVRO 
SAGRADO DOS MUÇULMANOS.
ESTE É O TECO, MEU 
CÃO-GUIA, E EU SOU 
DULCE. FAÇO PARTE DA 
IGREJA CATÓLICA. ENTRE 
OS LÍDERES DA MINHA 
RELIGIÃO, VOU FALAR DO 
PAPA FRANCISCO, POIS ELE 
INCENTIVA O RESPEITO A 
TODAS AS PESSOAS. 
INCENTI
TODA
CAPÍTULO
MITOS DE CRIAÇÃO
1
6
Neste capítulo, você conhecerá diferentes histórias, 
chamadas de mitos. Presentes em diversas tradições religio-
sas, os mitos são contados para explicar a origem e o destino 
do mundo, além de fenômenos da natureza.
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7
Converse com os colegas sobre estas perguntas:
a) Como foi criado o Universo, ou seja, o mundo, os outros planetas e tudo o que existe?
b) Você chegou a essa resposta sozinho ou ouviu de alguém histórias sobre isso?
Desenhe ou escreva comovocê acredita que tenha sido a criação do Universo. 
1.
2.
RELATOS SOBRE A CRIAÇÃO 
DO MUNDO E DO SER HUMANO 
As diversas religiões explicam de diferentes maneiras o surgimento do mundo e de tudo o 
que existe nele, inclusive a vida humana. A seguir, você vai conhecer vários relatos religiosos sobre 
a criação do mundo e a do ser humano. Prestando atenção, você poderá perceber diferenças e 
também algumas semelhanças entre eles.
CRIAÇÃO DO MUNDO PARA O JUDAÍSMO E O CRISTIANISMO 
De acordo com o relato presente na Torá judaica e na Bíblia cristã, tudo o que existe foi criado 
por Deus em seis dias e, no sétimo dia, o Criador descansou.
 É ISSO MESMO, 
ABNER!
O RELATO DA CRIAÇÃO É 
O MESMO PARA JUDEUS E 
CRISTÃOS, NÃO É, FELIPE?
2 Orientações para a abordagem do tema.
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8 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
O professor contará como ocorreu a criação do mundo segundo o Judaísmo e o Cristianismo. Ouça-o 
com atenção e, depois, converse com os colegas e o professor sobre esse relato.
Observe a história em quadrinhos a seguir e pinte-a.
1.
2.
3 Orientações para a realização das atividades.
Compare a história em quadrinhos ao relato da Bíblia. Escreva as semelhanças e as diferenças obser-
vadas.
Espera-se que os alunos percebam que cada quadro corresponde ao relato de um dia da criação. O quadro 1 se refere
ao princípio, descrito como “terra vazia”. No relato bíblico, a luz (dia e noite) foi criada antes que houvesse a separação
das águas entre si e entre o céu (quadro 2). Em seguida, foram criadas as plantas (quadro 3); no quarto dia, Deus fez o 
Sol, a Lua e as estrelas (quadro 4); no quinto dia, Deus fez os animais aquáticos e as aves (quadro 5); no sexto dia, fez os 
animais terrestres e o ser humano (quadro 6).
Que atitudes você tem para cuidar do mundo que Deus criou? Cite três delas. 
Pessoal. Os alunos podem citar: realizar coleta seletiva, reutilizar objetos, economizar água, etc.
 
3.
4.
DKO Estúdio. 2016 Digital
9CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
A CRIAÇÃO DO SER HUMANO PARA O POVO YORUBÁ 
4 Encaminhamento metodológico e sugestão de atividades.
A África é um continente formado por diversos países e povos e com uma grande riqueza 
cultural. Entre eles, encontramos diferentes relatos a respeito da criação do mundo e dos seres 
humanos. Conheça, a seguir, um relato do povo Yorubá, um dos grupos africanos trazidos ao Brasil 
como escravizados há mais de 400 anos, cuja cultura influenciou a formação das religiões afro-
-brasileiras.
Você conhece outro relato em que os seres humanos foram criados com o uso de lama ou de barro? 
Descreva-o nas linhas a seguir. 
Espera-se que os alunos mencionem o relato bíblico da criação, que consta em Gênesis 2, 7. 
 
Nanã fornece a lama para a modelagem do homem
Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o orixá 
tentou vários caminhos.
Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois 
o homem logo se desvaneceu. [...] Fez de fogo e o homem se 
consumiu. [...]
Foi então que Nanã Buruku veio em seu socorro. Apontou para 
o fundo do lago com seu ibiri, seu cetro e arma, e de lá retirou 
uma porção de lama. [...]
Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de 
Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos orixás povoou a Terra. 
[...] 
desvaneceu: desfez, 
desapareceu.
consumiu: destruiu pelo 
fogo, queimou.
cetro: bastão que simboliza 
poder.
povoou: formou um povo.
PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos Orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 196-197. 
10 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
OS POVOS INDÍGENAS TÊM 
VÁRIOS RELATOS PARA 
EXPLICAR A CRIAÇÃO DO 
MUNDO E TAMBÉM OS 
FENÔMENOS DA NATUREZA. 
VAMOS CONHECER ALGUNS?
ALGUMAS EXPLICAÇÕES 
SOBRE A NATUREZA, 
CONTADAS GERALMENTE 
PELAS PESSOAS MAIS 
VELHAS DE CADA POVO, 
SÃO CHAMADAS DE MITOS.
O QUE É MITO?
Mito é uma história, de determinada cultura, que busca ex-
plicar a origem do mundo e dos seres, os acontecimentos e fenô-
menos da natureza e da vida humana. 
Nesse tipo de narrativa, que não procura comprovações em 
relação aos fatos narrados, há seres transcendentes, como divin-
dades e seres sobrenaturais. 
transcendentes: o que 
está além do mundo 
visível e das capacidades 
humanas.
Com base na definição de mito apresentada, faça um breve resumo de um mito que você conheça, 
descrevendo-o em poucas palavras.
Pessoal. Espera-se que os alunos consigam identificar narrativas míticas que já conheçam e resumi-las.
Em uma roda de conversa, conte aos colegas o mito que você resumiu. Ouça também, com atenção e 
respeito, os resumos feitos pelos colegas. 
Agora, com o auxílio do professor, classifique os mitos apresentados pela turma anotando quantas 
vezes aparecem os elementos a seguir. Se for necessário, acrescente novos elementos à lista.
( ) Criação
( ) Destruição
( ) Fundação de crença/religião
( ) Salvação ou ajuda de divindades
( ) 
( ) 
MITOS INDÍGENAS
1.
2.
3.
5 Orientações para a realização das atividades.
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11CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
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6 Encaminhamento metodológico.
Mito Kamaiurá sobre a criação do dia 
Antigamente não havia o dia, o Sol não iluminava e só havia escuridão. As pessoas ficavam nos pés de 
cupim, os papagaios e as corujas ficavam nas costas das pessoas.
Os dois irmãos, Sol e Lua, procuravam o dia.
Eles tiraram uma embira do mato e a montaram em forma de uma anta. Colocaram mandioca dentro 
da armação de embira. Depois de cinco dias, começou a apodrecer. O Sol se escondeu debaixo do olho da 
anta e a Lua entrou debaixo da unha. Então, o Sol chamou Meirú, a mosca grande, e falou para ela:
— Você deve ir até onde moram as aves e avisar o Urubu de duas ou três cabeças para vir comer esta 
anta.
Meirú foi até o céu. Quando chegou à aldeia do Urubu, ele a recebeu e ofereceu um banco para 
ela sentar. Ele perguntou de onde a mosca vinha, ela respondeu na língua das moscas, que o Urubu não 
entendia. O Urubu chamou o Xexéu, para escutar o que a mosca dizia e traduzir para ele.
O Xexéu perguntou para Meirú:
— Meirú, de onde você vem e o que você quer aqui na nossa aldeia?
Todos os pássaros cercaram a mosca para escutar o que ela ia dizer. Ela falou pelo nariz:
— BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
BZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!
O Urubu perguntou ao Xexéu:
— Então, o que Meirú disse?
— Na verdade, esse Xexéu não entendeu o que a mosca falou. 
O Urubu chamou o Xexéu-preto:
— Xexéu, quero que você entenda a língua das moscas e traduza para 
nossa língua.
O Xexéu falou na língua da mosca:
— Eu quero saber por que você veio aqui.
A mosca disse que foi avisar o Urubu que tinha uma anta morta lá na terra. O Xexéu contou aos pássaros 
a notícia que a mosca veio contar. O Gavião falou:
12 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
embira: madeira ou fibra retirada 
da casca de algumas árvores.
rei-congo: ave da América do 
Sul, tem penas pretas e a ponta 
do rabo é amarela.
 MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio: versão infantil. Ilustrações de Camila 
Mesquita. São Paulo: Callis, 2003. p. 36-38.
MUMUMUMMMMMMMMMMMUUUUUUUUUMUUUUUMMUUUMUMUMUMUMMMMMMMMMUMMUUUUUUUUMMUUUUUUUUMMMMMUUUMMUUUUNNDNNDNDDDDNDNNNDNDNNDNNDNDDDDNDURUURURURURURURURURUKUKUKUKUKUKUKUKUKUKUKKUUUUUUUU DDDDDDDDDDDDD iiiiiiiii llllllllll CCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCCC iiiiiiiiiiiiii dddddddddddddddddddddddddddd íííííííííííííííííí ddididiididdiddididii ãããããããã iiiiii fffffffffffff iiiitititititiiiiitiilllllllllllllllllllll IIll ttttt õõõõ ddddddd CCCCCCC iiiiiiiiilllllllllllll
— É o Sol que está escondido dentro dessa anta, foi ele que fez a anta.
Os pássaros resolveram ir no dia seguinte ver a anta morta. A mosca se despediu e voltou para a terra. Foi 
avisar o Sol que os pássaros iriam comer a anta.
Quando os pássaros chegaram, o Sol abriu um pouquinhoo olho da anta para ver o dia. O dono do dia, 
o Urubu, desceu por último.
O Sol e a Lua o agarraram e falaram para ele: 
— Nós não vamos matar você, nós só queremos o dia, estamos precisando do dia para viver.
O dono do dia chamou o passarinho Jacupim:
— Vá até a minha casa, pegue o dia e traga para o Sol. 
O Jacupim foi e trouxe primeiro várias penas de papagaio. O dono do dia falou: 
— Não é esse, não. Vá novamente até minha casa e traga o dia.
Então, o Jacupim trouxe pena de rei-congo, depois penas de urubu. O dono do dia já estava ficando 
bravo e falou para ele:
— Agora, você deve trazer o dia verdadeiro.
O Jacupim trouxe penas de arara-vermelha e de arara-amarela. O dono do dia gostou:
— Agora você acertou, trouxe o dia mesmo.
O dono do dia pegou as penas de arara-vermelha e enfeitou o Sol, dizendo a ele:
— Você deve dar o dia para os seus netos, todos os dias.
Com penas de arara-amarela ele enfeitou a Lua, explicando para ela;
— Você vai aparecer toda noite, para clarear. 
Marcaram os caminhos do Sol e da Lua no céu.
Assim, até hoje existe o dia, a claridade. O Sol e a Lua, enfeitados, iluminam a terra.
13CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
De acordo com o mito Kamaiurá sobre o dia, responda às questões.
a) O que o Sol e a Lua fizeram para se esconderem? 
Os dois irmãos, Sol e Lua, tiraram uma embira do mato e a montaram em forma de anta. O Sol se escondeu 
debaixo do olho da anta e a Lua entrou debaixo da unha dela. 
b) Meirú, a mosca grande, recebeu uma tarefa. Qual era ela?
Meirú devia ir até onde moram as aves e avisar o Urubu de duas ou três cabeças para vir comer a anta.
c) Quais pássaros tentaram ajudar o Urubu a entender Meirú (na primeira e na segunda vez)?
Na primeira vez, o Urubu precisou da ajuda de Xexéu; na segunda, quem o ajudou foi Xexéu-preto.
d) Quem descobriu que o Sol estava escondido na anta?
O Gavião foi quem descobriu que o Sol estava escondido na anta.
e) Quem era o dono do dia? O que o Sol e a Lua disseram a ele?
O dono do dia era o Urubu. O Sol e a Lua disseram a ele que não o matariam; eles só queriam o dia.
f) O passarinho Jacupim precisou ir quantas vezes à casa do dono do dia para trazer o dia? O que 
era o dia?
Jacupim precisou ir três vezes à casa do Urubu para trazer o dia, que eram penas de arara-amarela e de arara-
-vermelha. 
g) O que aconteceu no final da história? 
O dono do dia enfeitou o Sol com as penas de arara-vermelha e explicou que o Sol daria o dia aos seus netos
todos os dias. Depois, enfeitou a Lua com penas de arara-amarela e explicou que ela apareceria toda noite 
para clarear. 
1.
14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Desenhe um parágrafo do mito Kamaiurá sobre o dia. Depois, reúna-se aos colegas para reconstruir a 
história por meio dos desenhos que cada um realizou.
2.
Como você imagina que seria viver em uma aldeia indígena? Desenhe ou cole imagens de revistas 
para representar o que você imaginou. 
3.
15CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
Mito Karajá sobre a criação do mundo 
Os Karajá contam que seus ancestrais viviam em uma aldeia no fundo do rio, junto aos peixes, 
onde os alimentos eram abundantes e não havia morte ou doenças. Eles eram muito felizes. Até 
que um jovem começou a se perguntar: Será que existe algo além deste lugar? 
7 Encaminhamento metodológico.
Certo dia, o jovem saiu escondido e encontrou uma passagem para o lado de cima. Rapida-
mente atravessou para conhecer o que havia por lá.
Chegando à superfície, o jovem Karajá conheceu a luz do Sol e a claridade da Lua, contem-
plou belas praias, diferentes animais e plantas. Ele gostou muito do que viu!
16 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
O jovem, então, voltou para sua aldeia para contar aos amigos o que havia conhecido no lado 
de cima. Depois de contar a eles as maravilhas que havia visto, convenceu seus amigos a visitar esse 
local e, quem sabe, estabelecer uma aldeia por ali. 
Os Karajá atravessaram a passagem e admiraram o mundo no lado de cima. Aproveitaram o 
Sol, as praias, as frutas e tudo que o local tinha a oferecer. 
Notando que ali as plantas secavam, os Karajá tiveram medo de que, nesse local, não fossem 
mais imortais, e tentaram voltar para a aldeia no fundo do rio. Chegando à passagem, não conse-
guiram atravessar, pois o chefe do povo do rio havia ordenado que uma cobra gigante impedisse 
o retorno dos indígenas que haviam partido para o lado de cima.
Dessa maneira, os Karajá que estavam do lado de cima, criaram aldeias e se espalharam ao 
redor do rio, que se chama Araguaia.
17CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
Retorne às páginas 16 e 17 e utilize os retângulos abaixo de cada trecho do texto para ilustrar os mo-
mentos da história narrada.
Observe, no mapa, a localização de diferentes povos indígenas no Brasil. Circule os pontos em que se 
encontram os povos Karajá e Kamaiurá.
1.
2.
Releia os mitos dos povos Kamaiurá (páginas 12 e 13) e Karajá (páginas 16 e 17). Quais elementos 
aparecem nos dois mitos?
Alguns elementos que aparecem nas duas histórias são: curiosidade, mundos diferentes, animais e Sol e Lua.
Observando o mapa, por que você acha que esses mitos apresentam elementos em comum?
O mapa mostra certa proximidade entre as aldeias dos dois povos. Assim, o mito de um povo pode ter sido transmitido
ao outro e adaptado de acordo com a vivência deste, ou as semelhanças entre os mitos podem ser decorrentes da
escolha de elementos presentes em ambas regiões. 
3.
4.
Ta
lit
a 
Ka
th
y 
Bo
ra
Fonte: DICIONÁRIO ilustrado Tupi Guarani. Disponível em: <https://www.dicionariotupiguarani.com.
br/mapas/>. Acesso em: 25 abr. 2019. Adaptação.
Principais populações indígenas no Brasil
8 Orientações para a realização das atividades.
18 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
MITOS DE CRIAÇÃO: DIFERENTES, 
MAS TAMBÉM SEMELHANTES 
Cada cultura tem suas narrativas para explicar a origem do mundo e de tudo o que nele 
existe. Sendo assim, há grandes variações nos mitos de criação, inclusive de povos que vivem em 
regiões próximas umas das outras. Mas também podem haver elementos em comum nos mitos de 
diferentes povos, mesmo que eles habitem regiões distantes. 
MITOS DE CRIAÇÃO SEGUNDO POVOS AFRICANOS 
Muitos povos da África contam que o Universo surgiu de um imenso ovo. Leia, a seguir, dois mi-
tos africanos que explicam dessa maneira o surgimento da Terra e de todas as coisas que existem nela.
Os povos da República do Mali acreditavam que o mundo nasceu de um ovo, Mangala, que 
abrigava espíritos poderosos. O plano de Mangala era liberá-los um a um, de maneira lenta, o que 
não agradou a todos os espíritos, em especial a Pemba, conhecido como o Enganador.
9 Sugestão de atividades.
República do Mali: país 
localizado na África.
ventre: abdômen, barriga.
placenta: órgão que possibilita 
a alimentação e a respiração do 
filho no ventre da mãe.
República Democrática do 
Congo: país localizado na África.
[...] Assim, desafiando a autoridade de Mangala, Pemba 
escapou de seu ventre. 
[...] na fuga, Pemba deixou vazar um pouco da placenta de 
Mangala. No entanto, o que poderia provocar uma catástrofe, [...] 
graças à generosidade de Mangala, tornou-se uma bênção. Porque 
Mangala fez com que aquela porção de sua placenta que caiu no 
espaço se transformasse na Terra - e assim foi o início do mundo.
Os boshongos, da atual República Democrática do Congo, 
contam que o ser criador chamava-se Bumba. E Bumba existia num 
grande vazio[...]. Um dia, sentiu muita dor e náuseas. Para se aliviar, 
vomitou, e de dentro de si lançou para fora o Sol. [...]
Mas Bumba continuava sentindo dores, e logo vomitou 
também a Lua, as estrelas, e nove seres: o leopardo, a águia, o 
crocodilo, a garça, a abelha, a tartaruga, o peixe, a cabra e o 
relâmpago. 
[...] E Bumba se encarregou de finalizar o mundo, criando rios, 
florestas, campos, montanhas. E todos eles tinham seus espíritos 
protetores, que os acompanhariam para todo o sempre.
AGUIAR, Luiz A. Assim tudo começou: enigmasda criação. São Paulo: Quinteto Editorial, 2005. p. 62-63. 
19CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
Encontre, no caça-palavras, os termos para completar estas frases:
a) De acordo com os povos africanos da República do Mali, Mangala era um ovo .
b) No ventre de Mangala havia espíritos . 
c) O espírito que desobedeceu a Mangala se chamava Pemba . 
d) Da placenta de Mangala surgiu a Terra . 
e) Na história dos boshongos, quem saiu primeiro de Bumba foi o Sol . 
f) Esses três animais saíram de Bumba: a abelha , o peixe e a cabra .
g) Esses dois elementos da natureza completaram a criação de Bumba: rios e campos .
Recorte as figuras das páginas de 1 a 5 do material de apoio. Seguindo as orientações do professor:
a) Utilize uma das figuras para criar um fantoche.
b) Com os colegas, faça uma encenação do mito de criação do povo boshongo.
Utilize as figuras restantes para montar um cartaz a respeito do mito dramatizado. Se não puder colar 
a figura transformada em fantoche no cartaz, faça uma ilustração para representá-la.
1.
2.
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K M Ç E F P J S O L
C I I T R O M L Z O
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A E K L Ç S X Y H Z
S R E X I E P M T G
10 Orientações para a realização da atividade.
11 Encaminhamento metodológico.
20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
CRIAÇÃO SEGUNDO O HINDUÍSMO 12 Encaminhamento metodológico e informações complementares. 
Uma das narrativas hinduístas sobre a criação do Universo conta que, no início, havia um 
grande ovo, do qual nasceu , o criador do Universo. Com uma das partes do ovo 
fez os céus, e com a outra, fez a terra. Depois, criou os demais deuses e todos os seres que vivem. 
De acordo com as crenças hinduístas, são três divindades, mas, ao 
mesmo tempo, formam uma unidade.
O deus preserva a vida dos seres criados por Brahma e 
os destrói, abrindo caminho para a recriação. Assim, a criação, a manutenção e a destruição (que 
possibilita outra criação) são as tarefas essenciais para continuação do Universo. Essas etapas da 
existência também são representadas por divindades femininas, como , a deusa da 
morte, e , manifestação da vida, mãe-guerreira.
VOCÊ SABIA QUE, ASSIM COMO NOS 
MITOS AFRICANOS, O OVO É CITADO 
EM NARRATIVAS DO HINDUÍSMO 
SOBRE A CRIAÇÃO?
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Brahma
Brahma, Vishnu e Shiva
Vishnu Shiva
Kali
Durga
21CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
Recorte as figuras de divindades hindus da página 7 do material de apoio, identifique-as correta-
mente e cole-as nos espaços correspondentes na página 21. 
Ainda na página 21, sublinhe no texto os pares de palavras que representam ideias contrárias entre si. 
Use uma cor para cada par. Sugestão de respostas: céus-terra, criação-destruição, vida-morte.
No espaço a seguir, desenhe como você representaria as divindades hinduístas citadas na página an-
terior. Crie sua obra inspirado no estilo dos grafites.
1.
2.
3.
13 Orientações para a realização das atividades. 13 Orientações para a realização das atividades. 
22
Yurem criou um mural com trechos do relato islâmico a respeito da criação do Universo, mas o vento 
passou e misturou todas as anotações dele. Para conhecer o relato, ajude Yurem a organizar as par-
tes do texto no mural. Para isso, recorte os trechos da história na página 9 do material de apoio e 
cole-os na ordem correta.
4.
Leia o texto na sequência correta e converse sobre ele com os 
colegas e o professor.
5.
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AGUIAR, Luiz A. Assim tudo começou: enigmas da criação. 
São Paulo: Quinteto Editorial, 2005. p. 12-17. 
14 Gabarito e orientações para a realização das atividades. 
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PEDRA NEGRA 
RELIGIÃO ISLÂMICA
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23
Você se lembra das narrativas sobre a criação apresentadas neste capítulo? Se necessário, retome a 
leitura das páginas anteriores e, depois, converse com os colegas e o professor a respeito das seguintes 
questões:
a) Você observou semelhanças e diferenças entre os relatos? Cite alguns exemplos. 
Pessoal. Alguns exemplos são que as narrativas citam a criação de alguns elementos em comum, como os
astros, a divisão entre o dia e a noite, fenômenos como relâmpago e chuva, etc. Alguns relatos têm em comum
que o ser humano é feito por meio da moldagem por um ser divino; outros reconhecem um ovo como o princí-
pio de tudo.
b) Invente um mito para explicar a origem de algum elemento da natureza, como o Sol, a Lua, um 
animal, etc. Escreva-o a seguir e, depois, compartilhe com os colegas.
Pessoal. Esclareça aos alunos que o mito pode incluir elementos de fantasia, mas incentive a coesão dos aconte-
cimentos de acordo com o universo e as justificativas criadas pelos alunos.
c) Como a criação é descrita na sua crença? Conte-a e, depois, registre um resumo dessa narrativa.
Pessoal. Espera-se que os alunos saibam as narrativas de criação de acordo com a religião da qual fazem
parte, ou relatem suas crenças pessoais sobre o tema (espiritualistas ou não).
1.
15 Orientações para a realização das atividades. 
24 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
16 Sugestão de atividades. 
Neste capítulo, estudamos narrativas que apresentam as explicações de alguns povos para duas dúvidas 
fundamentais dos seres humanos: Como o mundo surgiu? Como surgiu a humanidade? 
Essas narrativas têm origem em diferentes culturas e religiões. Não buscam ser comprovadas e estão 
descritas em livros sagrados e/ou são transmitidas oralmente, de geração a geração. Além de conhecê-las, é 
importante respeitá-las, pois têm muito valor para as pessoas que fazem parte delas.
grgrgrgradadaadososososo eeee/o/o/o/ouuuu sãsãsãoooo trtrtrt ananannsmsmsmmitititididdiddassaa oraaraararalmlmmene tet , , dede ggerraççaçãoãoo aaa gggereraçaçaçãoo. AlAlAlémémé dd
lalllall s,s,s ppppooioiis s têtêtêêêêmmm mumum itititto ooo vavavavv lolol r rrr papappap rara aaas peepepessoaoao s ss quququee e fafazezeemmm papapartrtrte e e e dedededdedelalalal s.s.s
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Retome as narrativas apresentadas e anote os elementos da natureza e os seres vivos que aparecem 
nos relatos de criação citados no capítulo.
Elementos da natureza: terra, barro/lama, montanhas, água, rios, ar, fogo, Sol, Lua, estrelas, relâmpago, ovo, etc.
Seres vivos: plantas (embira, mandioca, frutos, raízes, florestas), mosca, abelha, peixes, aves, anta, cabra, etc.
Com as orientações do professor, organizem uma exposição relacionada às narrativas de criação que 
você e os colegas estudaram. 
a) Combinem como serão apresentadas as narrativas, os elementos da natureza e os personagens 
registrados na atividade 2.
b) Utilizem materiais diversificados (papel, embalagens recicláveis, argila e outros elementos da 
natureza) e diferentes linguagens artísticas (desenho, pintura, modelagem, etc.).
2.
3.
25CAPÍTULO 1 | MITOS DE CRIAÇÃO
CAPÍTULO
HISTÓRIAS 
QUE ENSINAM
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Neste capítulo, você vai conhecer histórias ligadas a di-
ferentes religiões e culturas. Cada uma delas apresenta uma 
mensagem e, apesar das diferenças, essas mensagens têm 
algo em comum: procuram ensinar como conviver bem con-
sigo e com os outros. 
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1 Orientações para a abordagem do capítulo.
27
Você já deve ter lido ou ouvido algumas histórias, contadas por familiares, amigos ou outras pessoas. 
Pensando nelas, converse com os colegas sobre as questões a seguir.a) Qual foi a história que ouviu ou leu de que mais gostou?
b) Os acontecimentos e os personagens da história são reais ou não?
c) A história traz alguma mensagem, algum ensinamento? 
d) Você mudou algum comportamento seu depois de conhecer essa história?
HISTÓRIAS DE DIFERENTES CULTURAS 
3 Encaminhamento metodológico. 
LEIA ESTA HISTÓRIA 
SOBRE UMA GRANDE 
ÁRVORE, CHAMADA 
BAOBÁ, QUE FAZ PARTE 
DAS PAISAGENS NA 
ÁFRICA.
O coração do baobá
Na África, entre a densa floresta e o deserto hostil, existem as 
savanas. A vegetação dessa região é composta de gramíneas, 
arbustos e árvores – lá cresce a árvore símbolo desse continente, o 
baobá.
Pessoas de todas as idades gostam de ler e de ouvir histórias. 
Por meio delas, podemos conhecer a respeito de diversos períodos, 
locais e pensar sobre o futuro. Além disso, elas podem alertar e fazer 
refletir sobre a vida para que a ação diária seja diferente.
Conheça, a seguir, histórias de diferentes povos com ensina-
mentos importantes para a vida das pessoas.
HISTÓRIAS DOS POVOS DA ÁFRICA
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Conta uma história que, em um dia muito quente, uma lebre se abrigou embaixo de sua sombra e 
sentiu-se especialmente bem. Ao olhar para cima, grata pela sensação de frescor, houve uma ligação entre 
o animal e a árvore, que se percebeu valorizada.
A fim de matar sua fome, a lebre, ao perceber a alegria do baobá, puxou conversa:
— Vejo que entendeu que descanso alegre em sua sombra, contudo teus frutos mais parecem com 
pacotinhos de água morna. 
O baobá assim desafiado deixou cair seu fruto, lá do ato dos seus quase 30 metros – ao que a lebre o 
devorou rapidamente, devido à sua fome e ao sabor delicioso.
2 Orientações para a realização das atividades.
28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
A lebre, muito esperta, elogiou o sabor de seu fruto, mas duvidou da beleza interior do baobá, dizendo 
assim:
— Sua sombra é mansa, seu fruto é delicioso; entretanto, no seu interior, deve haver somente um 
coração de pedra.
De dentro se derramaram joias finas, tecidos maravilhosos, calçados delicadamente produzidos – ao que 
a lebre respondeu enquanto juntava tesouros jamais vistos, para presentear sua esposa:
— Verdadeiramente é a mais maravilhosa árvore do mundo. Muito obrigado, muito obrigado! E grato se 
foi com o que conseguiu carregar.
Chegando à sua casa, alegrou sua companheira, que correu mostrar à vizinhança seus belos presentes. 
Uma de suas vizinhas – a hiena – era extremamente invejosa e buscou investigar de onde teriam vindo 
presentes tão excelentes.
Depois de conversar com a lebre, e tendo descoberto que a fonte era o baobá, tentou a mesma 
estratégia, a fim de conseguir as riquezas presentes da grande árvore.
Depois da amizade com a lebre, o baobá se agradou de ver a hiena se aproximando. Recebeu as palavras 
carinhosas da hiena sobre o frescor de sua sombra e o sabor de seu fruto. Depois de sondar sobre a beleza de 
seu coração, a hiena teve acesso aos tesouros do interior do baobá, e foi aí que a ganância do animal se 
mostrou. 
Ao abrir-se, o baobá sentiu que a hiena escavava com muita força, buscando chegar até o final de seu 
interior, e ouviu-a dizer:
— Quero todas as tuas riquezas, até a que houver em suas raízes. Tudo será meu! Tudo!
Entendendo as intenções ruins do animal, o baobá, machucado, muito triste e com medo, fechou-se 
rapidamente, guardando seus tesouros preciosos.
A hiena, sem perceber que os tesouros do baobá eram a proteção, o alimento e a amizade, voltou para a 
floresta frustrada – e até hoje busca dentro dos animais mortos algo que lhe acalme a ganância.
O baobá generoso continua oferecendo sombra e alimento, contudo seu interior foi machucado e não 
pode mais entregar o que vai em seu coração.
Assim também agem os seres humanos. Será que, um dia, as pessoas foram feridas no seu coração por 
uma hiena?
Você percebe como as histórias podem influenciar as ati-
tudes das pessoas? A história do baobá, por exemplo, ensina a 
importância de cuidar daquilo que há no interior de cada ser vivo. 
Além de alertar sobre a ganância, ela indica a necessidade de va-
lorizar o que realmente importa, como a brisa que refresca, o fru-
to que sacia a fome e a amizade que faz companhia. 
hostil: agressivo, ameaçador.
savanas: locais planos, com 
vegetação baixa, presentes 
na África, América do Sul e 
Austrália.
gramíneas: vegetação baixa, 
como os diferentes tipos de 
grama e capim.
ganância: desejo exagerado 
de ter algo.
LIMA, Heloisa P. O coração do baobá. Barueri: Manole, 2014. 
29CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
Desenhe algumas folhas na árvore representada a seguir. Em cada uma delas, registre um sentimento 
ou situação que tenha lhe magoado para que o vento do perdão leve as folhas embora.
1.
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4 Orientações para a realização das atividades e sugestão de atividades.
30 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Agora, anote nas folhas verdes do baobá os sentimentos bons que estão em seu coração e que podem 
ser compartilhados com outras pessoas. Desenhe também alguns frutos e, em cada um deles, anote 
um sentimento que você teve ou uma ação que você praticou que tenha contribuído para melhorar 
alguma situação difícil. 
2.
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31CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
A Terra Sem Males
Segundo uma lenda guarani, Nhanderuvuçu – o 
grande Pai – resolveu destruir a Terra por conta das 
maldades que via as pessoas cometerem. Porém, antes de 
ordenar catástrofes, avisou Guiraypoty – o grande pajé 
– de suas intenções e pediu a ele que dançasse. O Pajé, 
então, reuniu sua família e passou vários dias e noites 
realizando danças rituais. Ainda assim, Nhanderuvuçu 
retirou um dos esteios que seguravam o mundo, 
provocando um terrível incêndio.
Para fugir do fogo, Guiraypoty mudou-se com toda 
a sua família para o leste, onde pudesse estar próximo 
ao mar. Na pressa por fugir do incêndio, não houve 
tempo de colher a mandioca nem outros alimentos. 
Porém, graças ao grande poder do pajé, ele e sua família 
conseguiram obter todos os alimentos necessários para 
sua viagem.
5 Encaminhamento metodológico.
OS POVOS INDÍGENAS TÊM 
MUITAS HISTÓRIAS PARA 
CONTAR. LEIA COM ATENÇÃO 
UMA HISTÓRIA CONTADA PELO 
POVO GUARANI.
esteios: peças usadas para 
apoiar ou segurar algo.
litoral: região próxima do mar.
iminente: algo que acontecerá 
em breve.
taquaras: plantas de caule 
oco, que podem ser utilizadas 
como instrumentos musicais.
entoou: cantou.
solene: para momentos 
especiais.
tragados: engolidos.
HISTÓRIAS DOS POVOS INDÍGENAS 
Ao chegarem ao litoral, Guiraypoty construiu uma casa de madeira 
e logo recomeçou a dançar. Como se quisessem apagar o incêndio, as 
águas do mar começaram a subir e causaram uma grande inundação. 
Quanto mais iminente era o perigo, mais Guiraypoty e sua família 
dançavam. Em certo momento, Guiraypoty foi tomado de medo e 
chorou.
Vendo o desespero do marido, sua esposa lhe sugeriu que abrisse os 
braços, para que os pássaros que estivessem passando pousassem sobre 
eles e os levassem para o alto, salvando-os do avanço do mar. Depois 
de aconselhar o marido para ajudá-lo em suas danças rituais, começou 
a bater taquaras seguindo um ritmo. Guiraypoty seguiu seu conselho 
e, estando com sua família sobre o telhado da casa, cercado de água, 
entoou o nheengaraí, canto solene guarani.
Quando iam ser tragados pelas águas, a casa elevou-se, flutuou e 
girou no céu até pousar em um lugar chamado Yvy Marã ei – a Terra 
sem Males. Guiraypoty e sua família ficaram morando nesse lugar onde 
não existe sofrimento nem morte, os alimentos são abundantes e onde 
é possível consegui-los sem esforço, diferentemente do mundo real, 
onde é preciso cultivar hortas e caçar animais.
POVO GUARANI.
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32 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5Nhanderuvuçu resolveu acabar com a terra por causa das maldades dos seres humanos. Na sua opi-
nião, que maldades eram essas? Elas acontecem atualmente? 
Pessoal. O intuito é que os alunos respondam o que percebem em sua realidade, como o desmatamento, a fome, a
violência, etc.
Para onde Guiraypoty foi depois de dançar e quem ele levou consigo?
Guiraypoty foi para o leste, em direção ao mar, e levou consigo sua família.
Guiraypoty chorou porque tinha medo de que ele e sua família fossem engolidos pela água. E você, 
costuma ter medo do quê? 
Pessoal. Incentive os alunos a respeitar os medos dos colegas, mesmo aqueles que parecem irracionais.
A mulher de Guiraypoty indicou uma solução. Quando você está com medo, alguém lhe ajuda a criar 
soluções? O que costumam dizer para você?
Pessoal. O objetivo é que os alunos consigam identificar pessoas que estão ao redor deles e que os auxiliam nesses
momentos com palavras de conforto, ficando junto deles, etc.
Como se chama o lugar para onde foram Guiraypoty e sua família? Como o texto descreve esse lugar?
Esse lugar chama-se “Terra sem Males”. Lá não existe sofrimento nem morte, os alimentos são abundantes e é possível
consegui-los sem esforço.
Que mensagem esse texto deixa para você?
Pessoal. O intuito é que os alunos falem de seus medos e de suas inseguranças, mas que há sempre uma estratégia
para a superação deles. Outra lição que pode ser citada é escutar os conselhos das pessoas que se importam com você
nos momentos de dificuldades.
Que atitudes você pode melhorar com base na mensagem do texto?
Pessoal. Sugestão de respostas: pedir ajuda quando estiver com medo; ouvir conselhos de quem se importa; e criar
estratégias para superação dos medos. 
 
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7.
33CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
AS HISTÓRIAS NOS ENSINAM MUITO E SÃO UTILIZADAS EM DIFERENTES 
RELIGIÕES E CULTURAS. LEIA AGORA UMA FÁBULA JUDAICA. 
HISTÓRIAS DO POVO JUDEU
6 Encaminhamento metodológico.
O grampo de cabelo e a serpente 
Rabino: líder religioso do 
Judaísmo.
astrólogos: quem pesquisa 
a influência dos astros na vida 
das pessoas.
predito: dito antes de ocorrer.
Rabino Akiba tinha uma 
filha. Os astrólogos lhe haviam 
predito que, no dia em que 
ela iria se casar, uma serpente 
a morderia e a mataria. Essa 
predição atormentava o rabino 
Akiba.
Vendo sua filha, pensou:
— Ela trabalhou muito, está cansada e adormeceu.
Na presença do pai, a filha [...] acordou.
No dia do casamento fazia 
muito calor. Então a filha de 
Akiba foi passear no jardim e se 
deitou sobre um banco à sombra 
de algumas árvores. Tirou o 
grampo dos cabelos e, soltando- 
-os, adormeceu.
O rabino estava com calor 
e por isso também se dirigiu ao 
jardim. 
34 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
O GRAMPO de cabelo e a serpente. O Transcendente, Florianópolis, ago./set. 2009, ano III, n. 10, p. 12.
Foi então que, ao esticar o 
braço para colocar o grampo nos 
cabelos, a filha percebeu que 
havia pegado alguma coisa: uma 
grande e horrível serpente com 
os olhos perfurados!
Na verdade, quando a filha 
estava colocando o grampo nos 
cabelos, perfurou os olhos da 
serpente que estava pronta para 
dar o bote.
Após ter visto isso, Akiba disse 
à filha: 
— Louva ao Senhor por esse 
milagre. Diga-me qual boa ação 
que tens feito, pela qual Deus 
tem te salvado da morte!
A filha respondeu:
— Quando estava na festa, todos os convidados 
comiam e bebiam à vontade. À porta estava um 
pobre que, com voz baixa, pediu-me alguma coisa 
para comer, mas nenhum dos convidados o havia 
notado. 
Ele falava com vergonha. Eu peguei a porção 
que havia preparado para mim e dei a ele. Ele 
comeu até ficar saciado, deixando alguma coisa no 
prato.
Ele me abençoou e continuou o seu caminho. 
— Então, disse o rabino Akiba, foi a tua 
caridade que te salvou da morte!
p
35CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
TRANSMITIR VALORES 
Neste capítulo e no anterior, você conheceu 
histórias que fazem parte das culturas e das reli-
giões de diferentes povos. Você sabia que essas e 
outras narrativas são exemplos de discursos? 
Transmitidos de diferentes formas (falada, 
escrita, cantada, etc.), os discursos podem ser 
propagados de forma direta ou com a ajuda dos 
meios de comunicação.
Retorne ao texto das páginas 34 e 35 e represente a história com desenhos. Para isso, utilize os espaços 
ao lado de cada trecho do texto. 
Qual é a mensagem transmitida pela história? 
A mensagem é que a caridade beneficia quem a recebe e também aquele que a pratica, ou seja, quem faz o bem aos
outros pode recebê-lo também para si.
1.
2.
8 Orientações para a realização das atividades.8 Orientações para a realização das atividades.
Pesquise e registre a resposta: O que é uma instituição beneficente?
Sugestão de resposta: Instituição beneficente é uma organização que presta serviços de assistência, em favor de
quem tem algum tipo de necessidade ou carência.
 Com as orientações do professor, participe da organização de uma campanha para ajudar uma ins-
tituição beneficente. Para isso, será necessário escolher uma instituição e identificar suas principais 
necessidades. 
1.
2.
VOCÊ SABIA QUE, AO 
SER TRANSMITIDO, 
UM DISCURSO PODE 
ALCANÇAR MUITAS 
PESSOAS COM SUA 
MENSAGEM? 
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7 Sugestão de atividades.
36 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
9 Encaminhamento metodológico e sugestão de atividades.
Um discurso pode expressar ideias, crenças e conhecimentos, inclusive os religiosos. Também 
pode ensinar alguns valores e usar símbolos para facilitar a compreensão desses ensinamentos. 
Isso acontece, por exemplo, nas parábolas e em algumas lendas. 
valores: ideias consideradas importantes para orientar o modo de agir com relação a si 
mesmo, às outras pessoas e ao mundo. 
parábolas: pequenas histórias que utilizam símbolos a fim de transmitir ensinamentos de 
forma simples e clara. 
lendas: narrativas, orais ou escritas, influenciadas pela imaginação popular.
anedota: narrativa breve de um acontecimento curioso.
sultão: título de governante em algumas culturas de origem árabe.
adivinho: pessoa que faz previsões sobre o futuro.
açoites: chicotadas.
fisionomia: expressão facial.
Você considera importante o modo como uma mensagem é transmitida? Uma sábia e co-
nhecida anedota árabe conta a história de um sultão que sonhou que havia perdido todos os 
dentes. Curioso com o significado desse sonho, chamou um adivinho para fornecer uma inter-
pretação.
Depois de pensar um pouco, o adivinho informou, cheio de tristeza, que cada dente caído 
representava a morte de um parente do sultão. O governante não gostou do que ouviu e ordenou 
que o adivinho recebesse cem açoites. 
Como não estava satisfeito com essa interpretação, mandou chamar outro adivinho. Este lhe 
disse que o sonho tinha um significado muito positivo: o sultão teria a felicidade de uma vida longa, 
mais longa que a de todos os seus familiares. Essa interpretação deixou o sultão muito satisfeito, sua 
fisionomia se iluminou em um grande sorriso e ele mandou recompensar o segundo adivinho 
com cem moedas de ouro. 
O sultão não percebeu, mas a interpretação dos dois adivinhos foi a mesma, a diferença esta-
va na maneira de contá-la. A verdade pode, e deve, ser transmitida, porém existem muitas maneiras 
de comunicá-la: algumas palavras podem entristecer as pessoas, enquanto outras as deixam cheias 
de esperança.
Mesmo quando temos cuidado com a maneira como falamos com as pessoas, elas podem 
ter interpretações mais otimistas ou mais pessimistas sobre um mesmo fato. Ainda assim, é impor-
tante que, ao transmitir uma informação, tenhamos empatia com quem está ouvindo, ou seja, que 
nos coloquemos no lugar do outro para dizer a verdade sem magoá-lo.
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Dayane Raven. 2016. Digital.alal.allll.
37CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
Converse com o professor e os colegassobre esta questão: Como é o seu discurso? Ou seja, de quais 
assuntos você mais fala e como é o seu jeito de falar a respeito deles? 
A história do sultão nos faz pensar sobre a necessidade de dizer aquilo que pensamos de modo ade-
quado. Ela mostra que as pessoas podem e devem dizer a verdade; contudo também devem pensar a 
respeito da melhor forma de dizê-la. Sabendo disso, teste sua habilidade de comunicação. 
a) Assinale X nas atitudes que você costuma ter ao se comunicar. 
( ) Avalio se é o momento certo para dizer o que eu quero.
( ) Falo sempre a verdade; esse é o meu objetivo.
( ) Entendo que a comunicação pode aproximar ou afastar as pessoas.
( ) Busco melhorar o ambiente com as conversas que tenho.
( ) Evito utilizar gírias que as pessoas possam não entender.
( ) Faço perguntas para entender melhor o que foi dito.
( ) Procuro equilibrar entre o ouvir e o falar, pois assim se estabelece um diálogo.
( ) Tenho cuidado com o modo como falo – cuido com a altura da voz, com as palavras e os 
gestos que uso – para não magoar os outros.
b) Confira o resultado do teste com o professor.
Vimos que um discurso pode transmitir valores e ser expresso de várias 
maneiras – por meio da fala, da escrita, do canto, etc. Sabendo disso, 
observe a ilustração ao lado para identificar o tipo de discurso e os 
valores nela representados. 
a) Procure se lembrar de músicas (religiosas ou não) que 
falem de alguns valores representados na ilustração. 
Compartilhe essas lembranças com os colegas. 
b) Na sua opinião, como esses valores são vivenciados 
atualmente? Converse com o professor e os colegas 
sobre isso. 
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38 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
De acordo com uma conhecida lenda indiana, certa vez, três homens cegos receberam a tarefa de 
descrever um elefante depois de tocá-lo. Porém, cada um podia tocar em apenas uma parte do corpo 
do animal.
Observe, nas ilustrações, a parte do elefante em que os homens tocaram e registre como cada um 
poderia descrever o animal com base no que percebeu ao tocá-lo.
1.
Ouça a lenda, que será contada pelo professor, e preste atenção nos acontecimentos que ela descreve.
Essa lenda traz um ensinamento sobre as diferentes maneiras de se ver e compreender um mesmo 
assunto. 
a) Que ensinamento é esse? Converse a respeito dele com os colegas. 
b) Registre no caderno o que você e os colegas aprenderam com essa lenda.
2.
3.
Espera-se que os alunos percebam que o homem poderia descrever o
animal como fino e longo como uma cobra, pois estava tocando apenas a
tromba do elefante.
 
Espera-se que os alunos percebam que o homem poderia descrever o animal
como duro e roliço, pois estava tocando apenas a pata do elefante.
 
Espera-se que os alunos percebam que o homem poderia descrever o
animal como grande e robusto, pois estava tocando a barriga do elefante.
 
Pessoal. Espera-se que os alunos compreendam o simbolismo da narrativa, que indica que os diferentes pontos 
de vista decorrem da variedade de experiências e do acesso a informações. Nesse sentido, pode ser destacado 
como ensinamento o respeito aos pontos de vista de outras pessoas. 
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10 Orientações para a realização das atividades.
39CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
Na parábola do filho pródigo, Jesus conta que 
um homem tinha dois filhos. O mais novo pediu 
sua parte da herança e foi para uma terra distante. 
Porém, gastou todo o dinheiro com festas e ficou na 
miséria. Em um momento de muita fome, ele chegou 
a sentir vontade de comer a lavagem que era dada 
aos porcos. Então, esse filho se arrependeu e decidiu 
voltar para a família. Ao voltar, foi recebido com 
alegria pelo pai, que já o esperava.
ENSINAMENTOS PARA A VIDA 
No Cristianismo, seguido por uma parte significativa da população mundial, as palavras de Je-
sus são referência para o comportamento das pessoas. Afinal, elas transmitem valores que podem 
fazer a diferença na vida das pessoas: o amor, a esperança, o perdão, a perseverança, entre outros.
UM FILHO QUE VOLTA
Jesus falava sobre assuntos importantes para a vida de to-
dos e agia de modo que sua própria vida fosse um exemplo para 
as pessoas. Em suas histórias, ele utilizava situações do dia a dia 
daqueles que o escutavam. Essas narrativas, conhecidas como 
“parábolas de Jesus”, transmitem ensinamentos importantes de 
maneira simples, por meio de símbolos. Conheça algumas delas.
pródigo: quem gasta 
demais, desperdiçando 
seus bens.
lavagem: restos de 
alimentos, misturados. 
VAN RIJN, Rembrandt. 
O retorno do filho pródigo. 
[ca. 1661-1669]. 1 óleo 
sobre tela, color., 
262 cm × 205 cm. Museu 
Hermitage, São Petersburgo. !
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JESUS COSTUMAVA CONTAR 
HISTÓRIAS PARA ENSINAR 
VALORES ÀS PESSOAS QUE IAM 
ESCUTÁ-LO.
40 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Usando bens preciosos 
Na parábola dos talentos, Jesus contou que um homem iria viajar e, antes de sair, deu a cada 
empregado uma quantidade diferente de dinheiro (chamado de talento). Um empregado recebeu 
cinco talentos; o outro, dois, e o terceiro, um. Os dois primeiros empregados fizeram o dinheiro render 
o dobro do que receberam. Já o terceiro guardou o seu talento para não perdê-lo e nada fez para 
multiplicá-lo. Quando o dono do dinheiro retornou da viagem, ficou satisfeito com os dois primeiros 
empregados e irritado com aquele que não soube usar o que recebeu.
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As parábolas do filho pródigo e dos talentos foram apresentadas para exemplificar como os 
ensinamentos das histórias contadas por Jesus podem contribuir para modificar comportamentos 
e atitudes. Você conhece outra parábola de Jesus Cristo?
Marque qual(is) destas parábolas você conhece e poderia contar aos colegas. 1.
FELIPE, AS PARÁBOLAS 
DE JESUS SEMPRE TÊM 
ALGO A NOS ENSINAR.
É VERDADE, DULCE. ELAS FALAM DE 
AMOR, PERDÃO, AJUDA AO PRÓXIMO, 
VALORES QUE PODEM NOS AJUDAR A 
SER PESSOAS MELHORES.
Lucas 10, 30-37
Lucas 13, 18-19
Lucas 15, 4-7
Lucas 14, 7-14
Lucas 16, 1-8
Lucas 16, 19-31
Lucas 18,10-14
Lucas 8, 5-8
Mateus 13, 24-30
Lucas 8, 16-18
Mateus 13, 44
Lucas 12, 35-40
Mateus 21, 28-31
Lucas 13, 6-9
Mateus 25, 31-36
ALGO A
( ) O bom samaritano
( ) A semente de mostarda
( ) A ovelha perdida
( ) Os convidados para a festa de casamento
( ) O administrador desonesto
( ) O homem rico e Lázaro
( ) O fariseu e o cobrador de impostos
( ) O semeador
( ) O joio e o trigo
( ) A lamparina
( ) O tesouro escondido
( ) Os empregados alertas
( ) Os dois filhos
( ) A figueira sem figos
( ) As ovelhas e as cabras
11 Orientações para a realização das atividades.
41CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
No espaço abaixo, represente uma das parábolas de Jesus. Pode ser uma que você assinalou na ativida-
de anterior ou uma das que foram apresentadas nas páginas 40 e 41.
2.
12 Sugestão de atividades.
Faça um desenho criativo, em uma folha à parte, representando um valor que você considera impor-
tante para a sua vida. Lembre-se de dar um título ao seu desenho. 
Mostre seu trabalho aos colegas e observe os trabalhos deles.
Proponha a um colega que fique com o seu desenho e peça permissão para ficar com o dele. Será uma 
lembrança do 5º. ano para você guardar.
1.
2.
3.
13 Orientações para a realização das atividades.
42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
APRENDEMOS VÁRIAS HISTÓRIAS NESTE 
CAPÍTULO. VAMOS RELEMBRÁ-LAS?
Escreva no quadro a seguir, ao lado do título de cada 
história, qual ensinamento ela proporcionou a você. 
O coração do baobá Alerta sobre ganância e indica a importância de se respeitar os outros, evitando ferir os sentimentos deles.
A Terrasem Males Aborda os medos e as inseguranças e também possíveis estratégiaspara superá-los. 
O grampo de cabelo e a 
serpente
Trata das possíveis consequências de se fazer o bem (caridade).
Sonho do sultão Reflete sobre a importância de procurar a maneira adequada de dizer aos outros aquilo que pensamos.
Lenda do elefante Aborda a causa das diferenças de pontos de vista e a importância de respeitar opiniões que se baseiam em outras perspectivas.
Parábola do filho pródigo Trata do perdão, no caso, no ambiente familiar.
Parábola dos talentos Indica a importância de não desperdiçar as oportunidades que lhe são oferecidas. 
Vamos finalizar o capítulo fazendo o bem? Pense em alguém que precise de uma palavra amiga. Esco-
lha uma história que você estudou no decorrer do capítulo e que pode ajudar essa pessoa a se sentir 
melhor. Então, conte a ela a história escolhida.
14 Sugestão de atividades.
Depois de conhecer tantas histórias e ensinamentos, lembre-se: faça aos outros somente aquilo que você 
gostaria que fizessem a você.
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43CAPÍTULO 2 | HISTÓRIAS QUE ENSINAM
CAPÍTULO
NARRATIVAS SAGRADAS
3
1 Orientações para a abordagem do capítulo.
 ! Rodas de oração no Budismo
 ! Alfabeto 
grego
 ! Alfabeto japonês hiragana 
e katakana
 ! Alcorão
 ! Alfabeto Braille
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 ! Hieróglifos 
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44
Neste capítulo, você vai conhecer narrativas sagra-
das relacionadas às religiões dos personagens do seu li-
vro. Algumas dessas narrativas foram transmitidas por 
meio da tradição oral; outras foram escritas e reunidas em 
livros sagrados. 
 ! Torá
 ! Bíblia
 ! Tripitaka
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 ! Bhagavad-Gita
 ! Umbandistas ouvindo 
ensinamentos
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45
Converse com os colegas sobre as questões a seguir: 
a) Como você imagina que a escrita teve início?
b) Você tem ideia de por que os textos sagrados foram escritos?
c) Por que alguns grupos religiosos não escreveram seus ensinamentos e, sim, os transmitiram 
oralmente de geração a geração?
d) Por que é preciso respeitar os livros sagrados e as histórias contadas oralmente em cada grupo 
religioso? 
TRADIÇÃO ORAL NAS RELIGIÕES 
De acordo com as diversas culturas e religiões, o mundo pode ser entendido de formas va-
riadas; por isso, existem distintas narrativas sagradas, que podem ser escritas ou orais. Além disso, 
é possível expressar a religiosidade de diferentes formas: por meio de palavras, cânticos, músicas 
instrumentais, danças, entre outras.
Vamos refletir um pouco a respeito da transmissão oral das narrativas sagradas de diferentes 
povos e grupos religiosos?
Os povos indígenas, por exemplo, transmitem suas crenças e suas tradições, de uma geração a 
outra, por meio de histórias dos antepassados, que se relacionam com o cotidiano atual das aldeias. 
Os cantos e as danças também estão muito presentes nas manifestações religiosas desses povos.
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TRANSMITIDAS AS NARRATIVAS 
SAGRADAS NAS RELIGIÕES 
AFRO-BRASILEIRAS?
GERALMENTE, OS MAIS IDOSOS 
CONTAM AOS MAIS JOVENS 
AS PRINCIPAIS NORMAS E 
COSTUMES DE CADA TRADIÇÃO 
RELIGIOSA.
NÓS, INDÍGENAS, TAMBÉM, 
DULCE! APRENDEMOS 
NOSSOS COSTUMES E 
CRENÇAS RELIGIOSAS 
OUVINDO OS ENSINAMENTOS 
DE NOSSOS ANCESTRAIS, 
QUE SÃO CONTADOS AOS 
MAIS JOVENS PELAS 
PESSOAS MAIS VELHAS DE 
CADA ALDEIA.
Encaminhamento metodológico e 
sugestão de atividades.
3
Orientações para a realização da atividade.2
46 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Nas religiões afro-brasileiras, a oralidade, os símbolos e o diálogo fazem parte 
dos ensinamentos de tradição oral. O ponto de referência é o ancião, é o mestre 
da palavra, que é a mãe e o pai de santo. Os gestos e as expressões individuais e 
coletivas, passadas de geração em geração, também fazem parte de um caminho 
que conduz à Sabedoria. A expressão oral [...] comunica a experiência de uma 
geração para outra e transmite a força dos antepassados para as gerações presentes. 
Uma maneira para manter a tradição oral é contar histórias. Histórias sobre 
a criação do universo, sobre a terra e as questões de surgimento dos seres. 
Essas histórias [...] são muito antigas. Elas têm como objetivo fazer com que a 
pessoa reflita e pense na sua própria realidade. Isto também serve [...] como 
um método de ensino, pois o que acontece durante o dia conta-se em forma 
de história à noite. Dentro da aldeia existe a profissão de contador de história; 
ele é responsável por observar o dia para relembrar os mitos dos antepassados, 
relacionando-os com o cotidiano. 
LEIA ESTE TEXTO PARA 
SABER MAIS SOBRE A 
TRADIÇÃO ORAL NAS 
RELIGIÕES INDÍGENAS.
LEIA ESTE TEXTO PARA 
SABER MAIS SOBRE 
A TRADIÇÃO ORAL 
NAS RELIGIÕES AFRO-
-BRASILEIRAS.
ancião: idoso sábio.
ENSINO Religioso e o Fenômeno Religioso nas Tradições Religiosas de Matriz Indígena. Disponível em: <http://
www.fonaper.com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em: 24 mar. 2019. 
 ENSINO Religioso e o Fenômeno Religioso nas Tradições Reli-
giosas de Matriz Africana. Disponível em: <http://www.fonaper.
com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em: 24 mar. 2019. 
Isso também acontece nas religiões afro-brasileiras. No Candomblé, por exemplo, o pai de 
santo e a mãe de santo mantêm vivas as histórias dos antepassados de origem africana. São eles 
que transmitem às novas gerações os ensinamentos, os símbolos e as práticas de sua religião, que 
incluem ainda cantos e danças. 
47CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Escreva duas frases mostrando algo que você aprendeu a respeito do tema “tradição oral nas religiões”.
Pessoal. Espera-se que os alunos reconheçam que a transmissão oral é comum nas religiões afro-brasileiras e indígenas
e que ela depende, em parte, da participação dos idosos e da valorização dos seus saberes. Também espera-se que eles
percebam que as tradições orais são tão importantes quanto as escritas.
Substitua as letras das frases que você criou pelos símbolos da legenda a seguir. Escreva essas “frases 
enigmáticas” em dois papéis separados.
1.
2.
Orientações para a realização das atividades.4
Troque os papéis com os colegas e descubra o que eles escreveram.
Registre as frases que você recebeu dos colegas. 
 
3.
4.
A ♠ H O ✉ V
B ✈ I P ♥ X
C ✐ J Q ♣ W
D ✯ K R ✘ Y
E ❖ L S ✌ Z
F ✿ M T ✼
G ❂ N U ➽
48 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
TEXTOS SAGRADOS 
Em diferentes épocas e lugares, os seres humanos fizeram, e ainda fazem, perguntas como: 
De onde viemos? Por que estamos aqui? Para onde vamos depois da morte? Em muitos casos, as 
respostas e as explicações encontradas para essas dúvidas foram apresentadas por meio de narra-
tivas, que descreviam a ação de seres e forças sobrenaturais, com o poder de organizar o mundo e 
a vida.
No decorrer do tempo, alguns grupos que transmitiam essas narrativas de forma oral passa-
ram a registrá-las por escrito. Foi assim que surgiram os textos sagrados de diferentes povos. 
A escrita é uma invenção desenvolvida ao longo 
da história. Inicialmente, os seres humanos registraram 
figuras e sinais para simbolizar seres, acontecimentos 
e fenômenos importantes para eles. Esses registros 
são denominados “rupestres”, por serem gravados 
em rochas. Com o passar do tempo, os sinais 
foram simplificados e deram origem às letras, que 
possibilitaram registrar ideias em forma de textos.Você sabia?
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Encaminhamento metodológico.5
Você sabia que há registros rupestres em diferentes regiões do Brasil? Na Serra da Capivara, localizada no 
Piauí, há inscrições com mais de 12 mil anos. Em Pedra Pintada, na Paraíba, foram encontradas pinturas com 
cerca de 11 mil anos. No Vale do Peruaçu, em Minas Gerais, chamam a atenção registros de arte rupestre 
deixados em várias cavernas entre 2 mil e 10 mil anos atrás. Também em Minas Gerais, pinturas de animais 
foram descobertas em grutas do Vale do Rio das Velhas, em Lagoa Santa.
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49CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Quando um acontecimento significativo para um grupo de pessoas é registrado, ou contado 
e recontado por várias gerações, ele passa a ter importância para a cultura de um povo e para a 
história da humanidade. Isso vale também para os fatos que deram origem às diferentes religiões. 
Relembre um fato real sobre o qual você ouviu falar em família, na escola ou em um ambiente religio-
so. Sob orientação do professor:
a) Crie uma manchete para apresentar o fato escolhido.
b) Recorte palavras de jornais e registre sua manchete por meio da colagem dessas palavras. 
c) Apresente o fato em forma de notícia (texto jornalístico).
 
 Orientações para a realização da atividade.6
50 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
LIVROS SAGRADOS 
Diversas histórias sagradas são transmitidas em forma de textos. O registro desses textos ge-
ralmente é realizado por pessoas consideradas especiais pelos seguidores de cada religião. Tais 
pessoas podem relatar as falas e atos de alguém importante para a religião, ou escrever com base 
em uma inspiração transcendente, ou seja, de Deus, de deuses ou de seres sobrenaturais. 
Os textos sagrados, escritos dessa maneira, compõem diferentes livros sagrados e contribuem 
para que cada religião preserve seus ensinamentos. Eles são uma maneira de transmitir uma crença 
religiosa a diferentes gerações e povos. Abordam conhecimentos, histórias, valores e orientações 
sobre as formas de crer e de realizar rituais e celebrações. Apresentam, ainda, as regras que devem 
ser respeitadas por um grupo religioso, a fim de que o modo de agir de cada um seja considerado 
certo e de acordo com o bem. 
Há diferenças significativas entre os textos das várias religiões, mas há também uma seme-
lhança importante: eles apontam o desejo de Deus, ou das forças sobrenaturais, de que os seres 
humanos sejam bons, justos e solidários. Além disso, em cada região do planeta, alguns textos são 
mais acessíveis do que outros. Logo, alguns povos podem não ter informações acerca de livros 
sagrados que são muito conhecidos e respeitados por outros. Ainda assim, eles terão suas próprias 
narrativas, orais ou escritas, contendo orientações de como as pessoas devem se relacionar com 
Deus, ou com os deuses, e de como deve ser a convivência entre elas.
Você se recorda de algum texto, religioso ou não, cujos ensinamentos o influenciaram a fazer algo 
considerado correto e bom? Comente o assunto com o professor e os colegas.
 Encaminhamento metodológico.7
 Orientações para a realização da atividade.8
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Livro sagrado dos hindus: Bhagavad-Gita 
Um dos livros sagrados do Hinduísmo é o Bhagavad-Gita. 
Esse nome significa “Sublime Canção” ou “Canção do Senhor” ou, 
ainda, “Mensagem do Mestre”. 
Nesse livro, a divindade encarnada, Krishna, que viveu 
na Índia Antiga, há mais de 5 mil anos, deixou registrada uma 
mensagem de amor, de fé e de esperança para todos os seus se-
guidores. Os textos sagrados do Bhagavad-Gita mostram como 
compreender e viver a verdade, que é o que os hindus buscam 
fazer durante a vida.
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Dayane Raven. 2016. Digital.
O HINDUÍSMO E O BUDISMO 
SÃO DUAS RELIGIÕES QUE 
SURGIRAM NA ÍNDIA. UM 
DOS LIVROS SAGRADOS 
DO HINDUÍSMO CHAMA-SE 
BHAGAVAD-GITA, E UM DO 
BUDISMO, TRIPITAKA.
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 ! Bhagavad-Gita
Livro sagrado dos budistas: Tripitaka 
O nome Tripitaka vem de uma antiga língua indiana chamada páli e significa “três cestas”. Esse li-
vro se baseia nos ensinamentos de Sidarta Gautama, o Buda, nascido cerca de 550 anos antes de Cristo, 
na região da Ásia onde atualmente se localiza o Nepal.
O Tripitaka reúne três livros: o Sutra-Pitaka, que trata dos ensinamentos de Buda; o Vinaya-Pitaka, 
que trata das normas da comunidade budista; e o Abhidarma-Pitaka, que contém comentários de 
orientação pra uma vida budista.
Os ensinamentos contidos no Tripitaka englobam quatro 
normas essenciais para o budista: procurar boas companhias, 
entender a lei divina, fortalecer a mente por meio da reflexão e 
praticar a virtude.
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52 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
O livro sagrado dos cristãos: Bíblia 
A Bíblia é um conjunto de textos escritos em diferentes 
épocas. Esses textos também podem ser chamados de livros. 
Aqueles que foram escritos antes do nascimento de Jesus fa-
zem parte do Antigo Testamento. Eles contam a história do 
povo de Israel e de sua relação com Deus. Os livros que regis-
tram a vida de Jesus, os ensinamentos dele e a história dos 
primeiros cristãos formam o Novo Testamento.
 O LIVRO SAGRADO DO 
JUDAÍSMO É A TORÁ. 
LEMOS OS TEXTOS 
SAGRADOS ESCRITOS ALI, 
ENQUANTO AGUARDAMOS 
A VINDA DO MESSIAS.
Livro sagrado dos judeus: Torá 
A Torá é o livro sagrado dos judeus e traz as palavras transmiti-
das por Deus a Moisés. Para os judeus, foi Moisés quem escreveu os 
cinco livros da Torá. Ela contém muitas histórias sobre esse povo e 
sua relação com Deus. Por isso, alguns a chamam de “Lei de Moisés”.
 O LIVRO SAGRADO DOS 
CRISTÃOS É A BÍBLIA, 
ESCRITA POR DIFERENTES 
PESSOAS PARA DIVULGAR 
REVELAÇÕES DE DEUS.
A BÍBLIA É DIVIDIDA 
EM ANTIGO E NOVO 
TESTAMENTOS, CADA UM 
DELES FORMADO POR UM 
CONJUNTO DE LIVROS. 
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Os ensinamentos escritos na 
Torá são pronunciados oralmente 
pelos judeus, a fim de orientar as pes-
soas sobre como elas devem agir e 
conduzir suas vidas. Eles estão distri-
buídos nos cinco livros que formam 
a Torá. São eles: Bereshit, Shemot, 
Vayikra, Bamidbar e Devarim. Esses 
livros também fazem parte da Bíblia, 
o livro sagrado dos cristãos. Nela, re-
cebem os nomes de Gênesis, Êxodo, 
Levítico, Números e Deuteronômio.
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53CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Livro sagrado do Islamismo: Alcorão 
Alcorão é a palavra de Allah (nome de Deus no Islamismo) 
revelada ao profeta Muhammad (ou Maomé). O Alcorão reúne 
as crenças islâmicas e as orientações de como os muçulmanos 
devem viver. No livro sagrado, portanto, estão todos os assuntos 
relacionados à doutrina, aos ritos e às leis do Islamismo. Mas o 
tema principal do Alcorão é o relacionamento entre as pessoas, 
com Deus e com o ambiente.
Os principais aspectos do Espiritismo são explicados em 
cinco livros, conhecidos como obras básicas da "codificação espí-
rita”. Entre eles, O Evangelho segundo o Espiritismo retoma ensina-
mentos do Novo Testamento bíblico, acrescentando explicações 
de acordo com as crenças espíritas e as orientações para colocá-
-los em prática. O maior desses ensinamentos é a caridade.
AS CRENÇAS DO ESPIRITISMO 
ESTÃO DESCRITAS EM CINCO 
LIVROS. UM DELES É O EVANGELHO 
SEGUNDO O ESPIRITISMO, QUE TRAZ 
ENSINAMENTOS SOBRE COMO VIVER E 
CONVIVERCOM AS OUTRAS PESSOAS. 
O LIVRO SAGRADO 
DO ISLAMISMO É O 
ALCORÃO. ELE CONTÉM AS 
REVELAÇÕES DE ALLAH AO 
PROFETA MUHAMMAD.
A palavra árabe islam 
quer dizer “submissão e obe-
diência”, mas tem também o 
sentido de “paz”. Isso significa 
dizer que só é possível encon-
trar a paz por meio da submis-
são e da obediência voluntária 
a Deus.
No Alcorão, há orienta-
ções para buscar uma socieda-
de mais justa e o bem de todos 
os seres humanos.
DKO Estúdio. 2016. Digital.
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Pesquise uma imagem que represente um livro sagrado e cole-a no espaço a seguir. Escreva o nome 
dele e a religião a que pertence. 
1.
 Orientações para a realização das atividades.9
Troque ideias com o professor e os colegas e, depois, pesquise para responder às seguintes questões.
a) Você segue ou conhece alguém que siga uma religião em que crianças e jovens recitam textos 
sagrados?
b) Há uma vestimenta especial para a recitação do texto sagrado?
c) Como é a preparação de quem recita o texto sagrado?
Anote as respostas no caderno.
2.
3.
 Livro Religião
55CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Você sabia?
ENSINAMENTOS RELIGIOSOS 
Vimos que as religiões organizam seus ensinamentos e suas respostas para importantes 
questões humanas em forma de narrativas e textos sagrados. Por meio da escrita, essas religiões 
também podem registrar experiências, crenças, símbolos e, ainda, os modos de realizar seus rituais 
e suas celebrações, a fim de transmitir esses ensinamentos para as novas gerações. Além disso, os 
textos sagrados orientam os seguidores de cada religião sobre como eles devem viver e agir.
De modo geral, essas orientações tratam de virtudes e valores, tais como: bondade, amor, 
responsabilidade, respeito pelas pessoas e por todas as formas de vida que existem. Portanto, eles 
podem ajudar o ser humano a compreender a importância do respeito aos diferentes indivíduos, 
povos, culturas e religiões. Podem ainda contribuir para a construção de um mundo mais justo, em 
que haja preservação ambiental, diálogo, justiça e paz.
Você sabia que, nos textos sagrados de 
diferentes religiões, é possível encontrar 
palavras de sabedoria, ou seja, pensamentos 
que podem ajudar os indivíduos a se 
conhecerem e a conviver melhor com os outros?
ASSIM COMO A ÁGUA 
NUTRE AS PLANTAS, 
OS TEXTOS SAGRADOS 
TRAZEM ENSINAMENTOS 
QUE SÃO COMO 
ALIMENTOS PARA O 
CORAÇÃO.
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56 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
As palavras de sabedoria podem ser religiosas ou não. As frases na tabela a seguir representam 
ensinamentos de textos sagrados de diferentes religiões. Reflita a respeito delas. Depois, escreva 
uma atitude que exemplifique a prática sugerida por cada uma. Sugestão de atividades.10
Palavras de sabedoria Texto sagrado Interpretações e exemplos
Quais são as melhores ações? 
Alegrar o coração dos seres 
humanos, alimentar os famin-
tos, ajudar os aflitos, aliviar a 
dor da tristeza e remover os 
sofrimentos dos feridos. 
Alcorão
Cada um deve preocupar-se 
com o próximo com verdadeira 
dedicação, com o mesmo senti-
mento de lealdade com que se 
preocupa consigo mesmo.
Torá
Todos os males têm sua origem 
no egoísmo e no orgulho.
O Evangelho segundo 
o Espiritismo
Supere a raiva com a não 
raiva; supere a maldade com 
a bondade; supere a avareza 
com a generosidade; supere a 
mentira com a verdade.
Tripitaka
Bem-aventurados os misericor-
diosos, porque eles alcançarão 
misericórdia.
Bíblia
57CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Você já pensou que as pessoas podem ter suas vidas modificadas ao ler uma frase de um livro 
sagrado?
Que tal criar um pequeno livro com frases assim?
a) Providencie os materiais necessários: livro sagrado da religião escolhida, duas folhas de papel 
sulfite, lápis e canetas coloridas.
b) Dobre cada folha em quatro partes, conforme o modelo a seguir, e marque as dobras traçando 
duas linhas com o lápis. 
1.
c) Recorte os papéis nas linhas traçadas para obter oito pequenas folhas.
d) Utilize uma das folhas obtidas para a capa e outra para escrever uma dedicatória. 
e) Em cada folha restante, escreva uma frase extraída do livro sagrado escolhido.
f) Ilustre a capa e, se possível, as outras páginas também.
g) Peça ao professor que grampeie seu livro.
Orientações para a realização das atividades. 11
Dê o livro de presente a alguém que você imagina que ficará feliz em ler as frases nele contidas.2.
58 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
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ORIENTAÇÕES PARA O BEM COMUM 
Até aqui, aprendemos que as religiões transmitem ensinamentos, valores, costumes, manda-
mentos, fatos históricos e normas por meio de narrativas sagradas. Estas podem ser transmitidas 
pela tradição oral ou registradas em textos e livros por pessoas consideradas inspiradas – como os 
autores da Bíblia; da Torá; do Alcorão; do Bhagavad-Gita; do Tripitaka; de O Evangelho segundo o 
Espiritismo.
Assim, o livro sagrado de uma religião pode orientar os seguidores dela a respeito de crenças, 
rituais, celebrações, mas também quanto à maneira como devem viver e conviver no mundo. 
De modo geral, as religiões orientam as pessoas a fazer o bem, sendo verdadeiras, justas e so-
lidárias. E quando alguém coloca esses ensinamentos em prática, o bem alcança outras pessoas ao 
seu redor. Afinal, os seres humanos vivem em comunidade e as atitudes de uns têm consequências 
sobre os outros.
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Ilustrações: Dayane Raven. 2016. Digital.
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59CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
Ao participar de um grupo, envolvemo-nos com outras pessoas, com o que elas gostam, 
fazem e acreditam. Isso nos proporciona diversão, aprendizagem, crescimento e ainda a oportuni-
dade de sermos advertidos e corrigidos quando não agimos bem. 
Você já parou para pensar como é a convivência das pessoas nos grupos de que elas fazem 
parte? Quais são os aspectos positivos e quais são as dificuldades que elas encontram? 
Muitas pessoas já pensaram nisso e expressaram suas ideias sobre o assunto. Vamos conhe-
cer um exemplo apresentado em forma de narrativa? O texto não é religioso, mas trata de um valor 
importante para a boa convivência entre as pessoas, um assunto que também interessa às religiões.
 Informações complementares e sugestão de atividades. 12
Os porcos-espinhos
Há quase 200 anos, um filósofo alemão chamado Arthur Schopenhauer refletia profundamente 
sobre as dificuldades de convivência entre as pessoas. Buscando uma solução para esses problemas, 
ele escreveu uma fábula. [...]
Priscila Sanson. 2014. Mista.
SILVA, Michele C. Filosofia. 4.º ano. Curitiba: Positivo, 2014. p. 19.
Em uma noite de inverno, um grupo de porcos- 
-espinhos estava prestes a morrer congelado.
Os animais resolveram se aproximar para se 
aquecerem mutuamente, mas os espinhos de 
uns machucavam os outros. Por isso, eles logo se 
afastaram.
PrisP cila SanSansonson 2012014 MMistaista
Estavam quase congelando novamente. 
Então, decidiram se aproximar com mais 
cuidado, deixando um pequeno espaço entre 
si. Desse modo, todos se aqueceram e ninguém 
mais feriu os outros com seus espinhos.
mutuamente: 
uns aos outros.
60 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Pensando no significado da fábula dos porcos-espinhos, complete as frases.
a) A nossa vida em grupo é... 
Pessoal. O intuito é que os alunos se refiram à turma e que a descrevam. 
b) Os “espinhos” da nossa convivência são...
Pessoal. O objetivo é que os alunos reflitam e escrevam sobre os comportamentos que precisam ser 
modificados na turma. 
c) Temos muitas lembranças alegres,como...
Pessoal. O propósito é que os alunos encontrem momentos de alegria na convivência com os colegas e 
possam exemplificá-los. 
Releia, na página 57, as palavras de sabedoria dos textos de diferentes religiões. Depois, converse 
com os colegas e o professor a respeito destas perguntas:
a) O que vocês aprenderam com a fábula dos porcos-espinhos? Escreva esse ensinamento. 
Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que ela aborda a importância de não invadir o espaço do outro, a 
fim de evitar ferimentos.
b) Há alguma semelhança entre os ensinamentos das palavras de sabedoria e o da fábula dos 
porcos-espinhos? 
Pessoal. Espera-se que os alunos percebam o intuito de ambos de incentivar a convivência pacífica e respeitosa. 
 
1.
2.
Neste capítulo, percebemos que há relação entre as crenças religiosas e alguns valores. Também 
aprendemos sobre a importância desses valores para que nosso modo de agir possibilite uma boa 
convivência com os outros. 
 Orientações para a conclusão do capítulo e sugestão de atividades.13
Dayane Raven. 2016. Digital.
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61CAPÍTULO 3 | NARRATIVAS SAGRADAS
CAPÍTULO
LÍDERES RELIGIOSOS
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Orientações para a abordagem do capítulo.1
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Nos capítulos anteriores, você conheceu diferentes ti-
pos de histórias: as que contam a origem do Universo e do 
ser humano e as que ensinam sobre valores passados de 
geração em geração por meio da oralidade ou de textos sa-
grados. Esses valores também são transmitidos por meio de 
ações e palavras de líderes religiosos. Conheça alguns exem-
plos neste capítulo.
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Valores são importantes para a convivência quando se refletem nas ações das pessoas. Observe alguns 
exemplos de valores listados a seguir. Pinte aqueles que você considera que podem ser desenvolvidos 
por meio da prática religiosa.
Orientações para a realização da atividade.2
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riquezasilêncioforça vigilância
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Dayane Raven. 2016. Digital.
AS RELIGIÕES E A MORAL
As religiões propõem valores para orientar as pessoas a agir de acordo com o bem e a convi-
ver em harmonia umas com as outras. Eles são chamados de valores morais. 
A moral é um conjunto de valores e regras sobre o que deve ser feito para o bem de todos, 
ou seja, são orientações de como agir em casa, na escola, na rua, nos grupos e na sociedade em 
geral. Portanto, agir moralmente é portar-se conforme nossos deveres como filhos, alunos, colegas, 
amigos, membros de uma religião, enfim, como cidadãos.
Encaminhamento metodológico e sugestão de atividades.3
TODOS FALAM EM MORAL. 
MAS O QUE É ISSO?
NÃO. CADA GRUPO 
TEM SUAS REGRAS E, 
PORTANTO, SUA MORAL.
ENTÃO PODEMOS DIZER QUE 
CUIDAR DO PLANETA É UMA 
QUESTÃO ÉTICA, POIS TODAS 
AS PESSOAS DEPENDEM DELE?
SÃO AS REGRAS QUE DIZEM 
O QUE PODEMOS OU NÃO 
PODEMOS FAZER PARA O 
NOSSO BEM E O DOS OUTROS.
MAS HÁ ALGO 
EM COMUM 
ENTRE TODAS?
A MORAL É IGUAL 
PARA TODAS AS 
PESSOAS?
SIM. MEU PAI DISSE QUE 
OS ASPECTOS QUE VALEM 
PARA TODAS AS PESSOAS 
FAZEM PARTE DA ÉTICA.
SIM, MAS O MODO 
COMO CADA 
PESSOA VAI CUIDAR 
DO PLANETA 
DEPENDE DA 
MORAL QUE ELA 
SEGUE.
65
Todas as religiões se preocupam com a busca do 
bem. Por isso, pertencer a uma religião e participar de 
um grupo religioso pode levar as pessoas a aprender 
como organizar a vida para viver em paz com os outros. 
Toda pessoa ou grupo tem um jeito de ser. Por 
isso, é importante compreender e aceitar a maneira 
como cada um vive. Quando se respeita o outro, a paz 
se estabelece entre as pessoas, os grupos e suas cultu-
ras. Assim, as religiões podem contribuir para a paz en-
tre os povos.
Buscar uma vida de boas ações e preocupar-se 
com o outro e com a natureza fazem parte das orienta-
ções e das regras das religiões. Agir de acordo com esses 
princípios é ter uma postura ética, pois vale para todas 
as pessoas e grupos.
Dê um exemplo de atitude ética de alguém que faz parte da mesma religião que você ou de alguém 
que você admira.
Pessoal. O intuito é que os alunos saibam definir e identificar posturas éticas, buscando exemplos em sua realidade
próxima.
Mesmo que uma pessoa não frequente um espaço religioso ou não faça parte de uma religião, que 
posturas éticas ela pode demonstrar na sua vida cotidiana?
Pessoal. O intuito é que os alunos percebam que posturas éticas não são necessariamente vinculadas a religiões e que 
consigam exemplificar com posturas éticas de acordo com a faixa etária deles. Um exemplo é manter um segredo que 
alguém contou. 
 
1.
2.
Orientações para a realização das atividades. 4
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66 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Crie uma receita para promover a paz. Utilize conhecimentos que aprendeu com sua família, amigos e 
professores e também aqueles transmitidos pelas religiões. Siga este roteiro:
• Quais os ingredientes dessa receita? (Valores, sentimentos, atitudes, etc.) 
• Qual a quantidade necessária de cada ingrediente?
• Qual o modo de fazê-la?
3.
Receita:
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Tempo de
preparo:
Ingredientes: Modo de preparo:
67CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
OS ENSINAMENTOS RELIGIOSOS E A ÉTICA
Existem muitas religiões no mundo. Todas têm ensinamentos morais para orientar seus segui-
dores quanto às formas de viver em comunidade e em sintonia com o que é transcendente. Esses 
ensinamentos, muitas vezes, são transmitidos por meio de textos, que formam os livros sagrados. 
Também são narrados, compondo as histórias sagradas de transmissão oral. Além disso, podem 
ser apresentados por meio de imagens, como é o caso dos vitrais e das pinturas encontrados em 
paredes e janelas de alguns espaços religiosos.
Os ensinamentos éticos dizem respeito aos valores que são comuns, apesar das diferenças 
entre as regras morais dos diversos grupos. Esses ensinamentos estão presentes nas tradições reli-
giosas. Por isso, dizemos que nas religiões há sabedoria para ser aplicada à vida.
Conheça alguns exemplos de ensinamentos éticos presentes nas religiões.
Encaminhamento metodológico e informações complementares. 5
“De cinco maneiras um 
verdadeiro líder deve tratar os 
seus amigos e dependentes: 
com generosidade, cortesia, 
benevolência, dando o que deles espera 
receber e sendo fiel à sua própria palavra.”
“Não faça ao seu 
semelhante aquilo que 
para você é doloroso.”
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68 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
“Tudo quanto quer 
que os outros façam para 
você, faça-o também 
para eles.”
GUILOUSKI, Borres; COSTA, Diná R. D. da; SCHLÖGL, Emerli. Ensino religioso: subsídios para 5.ª e 6.ª séries. 
Disponível em: <http://ensinoreligiosonreloanda.pbworks.com/f/ApostilaEnsinoReligioso.pdf>. Acesso em: 30 mar. 2019. 
“Ninguém pode ser um 
fiel até que ame o seu irmão 
como a si mesmo.”
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Explique como você entendeu cada um dos pensamentos religiosos apresentado nas pági-
nas 68 e 69.
Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que os pensamentos abordam a ética da reciprocidade, ou seja, que
devemos tratar os outros da maneira como gostaríamos de ser tratados. Reforce a abrangência do princípio, 
formulado por diferentes religiões, em diferentes locais e épocas. O pensamento budista aponta para a importância da 
sinceridade, benevolência, generosidade e cortesia.
 
1.
 Orientações para a realização das atividades.669CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
Converse com os colegas sobre esta pergunta: Quais semelhanças podem ser percebidas entre os 
ensinamentos religiosos citados nas páginas 68 e 69?
Pessoal. Espera-se que os alunos percebam que os ensinamentos referem-se à ética da reciprocidade e ao convívio
respeitoso e pacífico.
Escolha um desses ensinamentos religiosos que você considera importante e transcreva-o em um 
cartaz. Ilustre-o com imagens que expressem os valores transmitidos pelo ensinamento. 
3.
4.
Judaísmo
Cristianismo
Islamismo
Budismo
Retome os ensinamentos citados nas páginas 68 e 69 e identifique a qual religião pertence cada sím-
bolo a seguir.
2.
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70 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
 Orientações para a realização das atividades. 7 Orientações para a realização das atividades.7
Agora, chegou o momento de você compartilhar esses ensina-
mentos com muitas pessoas. 
a) Escreva em um papel um dos ensinamentos que você 
anotou na entrevista. 
b) Providencie uma caixa com tampa, coloque o papel den-
tro dela e embrulhe-a para presente.
c) Escolha um momento especial, na escola, e entregue a 
caixa a alguém. Diga a essa pessoa que se trata de um pre-
sente para ela, mas que é necessário fazer o que está pro-
posto dentro dela e depois presentear uma nova pessoa a 
fim de que o ensinamento possa ser compartilhado. 
3. A
As pessoas que agem pensando no bem comum são consideradas éticas. Muitas vezes, elas 
estão perto de nós e fazem parte de nosso cotidiano. Você deve conhecer pelo menos uma pessoa 
cuja vida é um exemplo de ética. 
Entreviste um líder religioso ou alguém de sua comunidade que você considera uma pessoa ética. 
Pergunte à pessoa entrevistada quais são os principais ensinamentos éticos seguidos por ela. Peça 
também exemplos de como ela coloca em prática esses ensinamentos. 
Anote, a seguir, os ensinamentos e os exemplos coletados na entrevista.
1.
2.
71CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
GRANDES EXEMPLOS, GRANDES LIDERANÇAS
Conheça a seguir alguns líderes de diferentes religiões que são exemplos de postura ética por 
suas valiosas atuações em busca da paz e do bem comum.
PALAVRAS DE UM SÁBIO
O líder hindu Mohandas Karamchand Gandhi viveu 79 anos e tornou-se um grande exemplo 
de liderança ética a favor da paz. Ele é considerado responsável pela conquista da independência 
de seu país, a Índia. Na luta por essa conquista, Gandhi não usou a agressão, pois defendia a não 
violência em qualquer circunstância. Para protestar contra a situação em que a Índia se encontrava, 
ele organizou marchas pacíficas e fez greves de fome, até que a independência foi alcançada.
 Sugestão de atividades.8
 Informações complementares. 9
NOSSO CARTAZ 
SOBRE LÍDERES QUE 
PROMOVEM A PAZ VAI 
FICAR LINDO! ELES NOS 
DÃO GRANDES 
EXEMPLOS!
É MUITO BOM 
APRENDER 
SOBRE ESSES 
LÍDERES.
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 ! Gandhi em discurso, 1930 ! Gandhi em visita à Inglaterra, 1931
72
Em 1931, quando esteve na Inglaterra, Gandhi gravou um discurso a respeito de sua fé em 
Deus. Leia alguns trechos desse discurso.
Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver. É esse poder 
invisível que se faz sentir e ainda desafia toda a prova, porque é tão diferente de tudo o que vejo 
através dos meus sentidos. Ele transcende os sentidos. [...]
E é esse poder benevolente ou malevolente? Eu vejo isso como puramente benevolente, pois 
posso ver que no meio da morte a vida persiste, no meio da mentira a verdade persiste, no meio das 
trevas a luz persiste.
Assim entendo que Deus é vida, luz, verdade. Ele é amor. Ele é o Bem supremo. [...]
Deus para ser Deus governa o coração e transforma-o. Ele deve expressar-se em cada pequeno 
ato do Seu devoto.
GANDHI, Mahatma. Discurso, 1931. In: SANTOS FILHO, Jorge C. dos. Ainda é possível sonhar com a liberdade?: 
análise hermenêutica do discurso: I have a dream. Disponível em: <http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/
tede/3399/5/Jorge%20Corr%C3%AAa%20dos%20Santos%20Filho.pdf>. Acesso em: 15 maio 2019.
Localize e registre algumas características sobre Deus e seu poder que aparecem no discurso de Gandhi.
Ele é indefinível, permeia tudo, transcende os sentidos; é puramente benevolente, é vida, luz, verdade, amor e bem 
supremo; governa o coração e transforma-o.
O que você entendeu do discurso de Gandhi? 
Pessoal. Gandhi percebe as transformações que acontecem, por vezes negativas, mas indica a persistência do bem; 
Gandhi entende Deus como um ser transcendente de luz, verdade, amor e bem; Gandhi acredita que o devoto deve
expressar as qualidades divinas em cada pequeno ato.
 
1.
2.
 Orientações para a realização das atividades.10
73CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
DISCURSOS INESQUECÍVEIS Informações complementares. 11
consulesa: funcionária 
que protege os interesses 
de pessoas e empresas 
de seu país em territórios 
estrangeiros.
Se, em 1963, Martin Luther King Jr. precisou lutar pelo 
direito dos afro-americanos, que só podiam utilizar banheiros, 
bebedouros, assentos em ônibus e frequentar locais (como 
restaurantes, escolas e hospitais) separados dos destinados 
à população branca. Em 2009 o primeiro negro seria eleito 
democraticamente como presidente do país.
Barack Obama, formado em Direito pela Universidade de 
Harvard, venceu as eleições presidenciais de 2008 e foi reeleito 
em 2012, abrindo caminho para outros políticos afro-americanos, 
como Usha Pitts.
Em seus mandatos, Obama procurou representar a população afro-americana e outras minorias 
como os imigrantes. Em diversas ocasiões, o ex-presidente afirmou que suas maiores inspirações são 
Martin Luther King Jr. e Abraham Lincoln.
Apesar do preconceito ainda existir na sociedade americana, a luta de ativistas como Martin 
Luther King Jr. possibilitou muitas conquistas rumo a uma sociedade mais igualitária e justa.
Os discursos e as ações éticas de um líder – religioso ou 
não – podem ficar marcados na história e contribuir para trans-
formar, de modo positivo, a vida de outras pessoas. Foi assim 
com o discurso Eu tenho um sonho proferido em 1963, nos Esta-
dos Unidos (EUA), pelo pastor batista Martin Luther King Jr. Este 
grande líder atuou em busca de justiça e de igualdade entre as 
pessoas. 
O discurso Eu tenho um sonho teve grande influência 
na vida dos afro-americanos, como Usha Pitts, que se tornou 
consulesa dos Estados Unidos. No ano de 2013, ela representou 
o seu país no Brasil ao participar de um encontro de líderes que 
desejavam promover a cultura da paz. Naquela ocasião, Usha 
Pitts deu uma entrevista na qual apresentou alguns fatos de sua 
vida e falou da influência que recebeu das ideias e das ações de 
Martin Luther King Jr.
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discurso na Universidade 
do Kansas, 2015
74 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Pesquise imagens e informações a respeito de Martin Luther King Jr. Use os espaços a seguir para 
registrar seu trabalho.
a) Imagens.
1.
 Orientações para a realização das atividades.12
b) Informações.
Você e os colegas devem contar para a turma o que descobriram a respeito do pastor Martin Luther 
King Jr. Depois, registre informações relatadas pelos colegas e que não apareceram na sua pesquisa.
2.
 
 
75CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
Leia a seguir alguns trechos citado do discurso de Martin Luther King Jr. A respeito de cada trecho, 
responda ao que é perguntado.
3.
Eu tenho um sonho
Estou contente de me reunir hoje com vocês nesta que será conhecida como a maior demonstração 
pela liberdade de nossa nação. [...]
[...] O ano de 1963 não é um fim, mas um começo. [...] E não haverá descanso nem tranquilidade 
na América até que se conceda ao negro a sua cidadania. [...]
Mas há algo que devo dizer a meu povo [...]Devemos sempre conduzir a nossa luta no mais alto nível 
de dignidade e disciplina. Não podemos permitir que o nosso protesto degenere em violência física. [...]
[...] Eu tenho um sonho de que um dia esta nação se erguerá e experimentará o verdadeiro 
significado de sua crença: “Acreditamos [...] que todos os homens são criados iguais”. [...]
Eu tenho um sonho de que os meus quatros filhos pequenos viverão um dia numa nação onde não 
serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. [...]
E quando acontecer, quando ressoar a liberdade, quando a liberdade ressoar em cada vila e em cada 
lugarejo, em cada estado e cada cidade, anteciparemos o dia em que todos os filhos de Deus, negros 
e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, juntarão as mãos e cantarão as palavras da velha 
canção dos negros, “Livres, afinal! Livres, afinal! Graças ao Deus Todo-Poderoso, estamos livres, afinal!”
a) Esse trecho mostra que a intenção de Martin Luther King Jr. era
 ( x ) lutar por seus ideais de forma organizada e pacífica.
 ( ) promover a intolerância e a violência.
b) Esse trecho mostra que o sonho de igualdade de Martin Luther King Jr.
 ( ) limitava-se aos quatro filhos pequenos do líder.
 ( x ) estendia-se a todas as pessoas da nação em que vivia.
c) Ao citar diferentes povos e religiões, Martin Luther King Jr.
 ( ) indicou os únicos grupos que deveriam alcançar a liberdade.
 ( x ) teve a intenção de incluir, em seu sonho de liberdade, pessoas de todas as crenças e ori-
gens.
KING, Martin Luther. Discurso, 1963. In: SANTOS FILHO, Jorge C. dos. Ainda é possível sonhar com a liberdade?: análise 
hermenêutica do discurso: I have a dream. Dissertação (Mestrado em Letras). Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2017. 
p. 41. Disponível em: <http://tede.mackenzie.br/jspui/bitstream/tede/3399/5/Jorge%20Corr%C3%AAa%20dos%20Santos%20Filho.
pdf>. Acesso em: 15 maio 2019.
76 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
[...] “Discordo muitas vezes da minha irmã. Mas tu nunca discordaste em família?”.
[...] Levante a mão quem nunca discordou de um irmão ou de um membro da própria família, 
quem nunca o fez!... Todos o fizemos! Faz parte da vida, porque “eu quero brincar com um jogo”, 
o outro quer um jogo diferente, e então discordamos. Mas no final é importante fazer as pazes. 
Sim, discordamos, mas não terminemos o dia sem fazer as pazes. Tenhamos isto sempre em mente. 
[...] Não terminemos o dia sem fazer as pazes. Também eu discordei muitas vezes, e até agora o 
faço. Irrito-me um pouco, mas também procuro sempre fazer as pazes. Discordar é humano. O 
importante é que não persista, que depois se façam as pazes. Entendeste?
[...]
“Querido Papa, tenho nove anos e ouço falar sempre da paz. Mas o que é a paz? Podes 
explicar-me? [...]”.
[...] A paz consiste antes de tudo na ausência de guerras, mas 
também na presença da alegria, da amizade entre todos, para que 
cada dia se dê um passo em frente no caminho da justiça, a fim 
de que não haja crianças famintas, para que não existam crianças 
doentes, sem a possibilidade de ser ajudadas na saúde… Fazer tudo 
isto significa construir a paz. A paz é uma labuta, não consiste em estar tranquilo… Não, não! A 
verdadeira paz consiste em trabalhar para que todos encontrem uma solução para os problemas, 
para as necessidades que encontram na sua terra, na sua pátria, nas respectivas famílias e na sua 
sociedade. É assim que se constrói a paz [...].
LÍDER PARA TODAS AS IDADES
O papa Francisco, de nacionalidade argentina, é o primeiro 
papa latino-americano na história da Igreja Católica. Ele foi eleito 
em 2013 e chama a atenção pelos discursos e pelas atitudes a 
favor da paz. 
Em maio de 2015, o papa Francisco conversou com crian-
ças e jovens das escolas italianas participantes de uma iniciativa 
chamada “Fábrica da paz”. Acompanhe as respostas dadas por ele 
às perguntas feitas por duas crianças nesse evento. 
 Informações complementares.13
FRANCISCO, Papa. Façamos as pazes: Francisco dialogou com sete mil crianças e jovens das escolas italianas. Disponível 
em: <http://arquisp.org.br/regiaose/noticias/facamos-pazes>. 
Acesso em: 15 maio 2019.
labuta: trabalho, esforço.
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77CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
Sublinhe no texto e copie aqui os valores positivos citados pelo papa Francisco. 
Paz, alegria, amizade, justiça, saúde.
Copie a frase do papa que mais lhe chamou a atenção. Em seguida, explique o motivo da sua escolha. 
Pessoal.
1.
2.
 Orientações para a realização das atividades.14
Pessoas de todas as idades influenciam 
umas às outras. Imagine que você terá que 
montar um discurso para um grupo de crianças 
e deverá falar sobre valores importantes. Regis-
tre esse discurso no espaço a seguir.
LEMBRE-SE DE QUE VOCÊ 
É EXEMPLO! OS VALORES 
CITADOS NO DISCURSO 
DEVEM FAZER PARTE DO SEU 
COMPORTAMENTO.
VOCÊ PERCEBEU COMO AS 
LIDERANÇAS INFLUENCIAM 
NO PENSAMENTO E NO 
COMPORTAMENTO DAS 
PESSOAS?
Sugestão de atividades.15
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78 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Durante todo o ano, você aprendeu que as histórias, principalmente as histórias das tradições 
religiosas, podem ensinar muito. Chegou o momento de brincar e revisar a aprendizagem! 
Recorte as peças que se encontram nas páginas 11 a 15 do material de apoio. 
Use as peças para jogar dominó em dupla com um colega. Vocês podem usar apenas um conjunto de 
peças ou os dois.
1.
2.
 Orientações para a realização das atividades.16
Regras do jogo 
• Cada jogador recebe uma quantidade igual de peças. 
• Tiram par ou ímpar para definir quem inicia o jogo.
• O ganhador deve colocar uma peça sua na mesa para iniciar o jogo.
• Depois, é a vez de o colega colocar uma peça, que deve se relacionar ao 
tema de um dos lados da peça do dominó que já está na mesa. E assim 
sucessivamente.
• Quando o jogador não tiver nenhuma peça para continuar o jogo, deve 
passar a vez ao colega.
• Vence quem terminar as peças antes ou ficar com o mínimo de peças em 
relação ao colega.
Depois de brincar com o jogo de dominó, registre, em forma de lista, o que está escrito nas peças. 3.
 
 
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79CAPÍTULO 4 | LÍDERES RELIGIOSOS
Neste ano, muitas histórias foram contadas. Inicialmente, você conheceu as histórias de diversas religiões 
sobre a criação do Universo, da natureza e do ser humano. Assim, descobriu que alguns elementos das 
histórias são semelhantes. 
Depois, você refletiu sobre os valores e o comportamento das pessoas de diferentes culturas, com 
histórias repletas de ensinamentos. Essa sabedoria também é encontrada nos textos sagrados e na tradição 
religiosa oral. Elas são recontadas e mantidas por muitos e muitos anos, além de responder perguntas 
essenciais e de fé no ser humano, tais como: De onde viemos? Qual o sentido da vida? Para onde vamos? 
Esses ensinamentos refletem a moral e a ética da pessoa e também sua relação com o coletivo. 
Na sequência, você estudou que os líderes religiosos apresentam discursos sobre os valores e são 
exemplos de ética, por meio de suas próprias ações em defesa da paz e da igualdade. 
Agora, fica o compromisso de você exercer a ética, buscando nas suas crenças, os exemplos, os valores e a 
força para melhorar o ambiente em que vive. 
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 Orientações para a conclusão do capítulo.17
80 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
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7MATERIAL DE APOIO
A seguir, Alá lançou a pedra no 
espaço, fazendo-a cair e cair, 
atravessando a escuridão pro-
funda, até chegar a um ponto 
que já escolhera. E lá, a pedra 
começou a girar. E girou, girou... 
e dela foi que se criou a abóba-
da celeste com os astros e a Terra 
– e desde aí começaram a existir 
os dias e as noites.
Ainda não existiam nem o dia, nem 
a noite. Nem o firmamento, o Sol, a 
Lua, e as estrelas, nem a Terra. [...]
[...] Um de seus arcanjos, afinal, to-
mou a iniciativa e dirigiu-se a Alá. 
Ajoelhando-se diante de seu trono, 
ele falou: Ó Senhor Magnífico, diga-
-nos, por favor, o que devemos fazer 
para lhe devolver a alegria.
Alá instruiu Adão para que percor-
resse o mundo com a pedra até che-
gar ao lugar mais sagrado de todo o 
planeta. Naquele local Adão deveria 
construir um templo, a Caaba, onde 
al-Hajar al-Aswad deveria ser para 
sempre guardada, ao alcance de to-
dos os filhos de Adão, que iriam se 
multiplicar infinitamente.
Então, esticou o braço e, da mes-
ma matéria – o caos [...], com sua 
mão, formou uma pedra. Uma pe-
dra que nesse início dos tempos 
era pura, branca e brilhante, mas 
que haveria de se tornar escura e 
mais misteriosa ainda com o cor-
rer dos milênios e das eras.
[...] 
Na Terra, Alá fez surgir Adão, o 
primeiro de todos os homens. 
Alá, então, entregou-lhe a pedra 
[...]. Ela já estava escurecida, e por 
isso chamava-se agora al-Hajar 
al-Aswad, a Pedra Negra.
[...]
[...] se encontrava certa vez o 
Altíssimo em seu trono no reino 
eterno, cercado, como sempre, de 
uma multidão de anjos que can-
tavam e oravam em sua homena-
gem, mas que mesmo assim sobre 
seus olhos havia uma sombra de 
melancolia. [...]
CRIAÇÃO DO UNIVERSO SEGUNDO O ISLAMISMO 
Página 23
AGUIAR, Luiz A. Assim tudo começou: enigmas da criação. São 
Paulo: Quinteto Editorial, 2005. p. 12-13.
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15MATERIAL DE APOIO
LIVRO DO 
PROFESSOR
VOLUME 5
1.a edição
Curitiba - 2019
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ
Diretor-Geral Emerson Walter dos Santos
Diretor Editorial Joseph Razouk Junior
Gerente Editorial Júlio Röcker Neto
Gerente de Produção Editorial Cláudio Espósito Godoy
Coordenação Editorial Jeferson Freitas
Coordenação de Arte Elvira Fogaça Cilka
Coordenação de Iconografia Janine Perucci
Autoria Gisele Mazzarollo
Reformulação dos originais de 
Claudia Regina Kluck e Sonia de Itoz
Edição de conteúdo Lysvania Villela Cordeiro (Coord.) e 
Michele Czaikoski Silva
Edição de texto Priscila Conte
Revisão João Rodrigues
Consultoria Sérgio Rogerio Azevedo Junqueira
Capa Doma.ag 
Imagens: ©Shutterstock
Projeto Gráfico Evandro Pissaia
Imagens: ©Shutterstock/
KanokpolTokumhnerd/Zaie 
Ícones: Patrícia Tiyemi
Edição de Arte e Editoração Debora Scarante, Evandro Pissaia e Rafael de 
Azevedo Chueire
Pesquisa iconográfica Juliana de Cassia Camara
Ilustrações Dayane Raven, DKO Estúdio, Evandro Pissaia, 
Marcelo Bittencourt e Priscila Sanson
Engenharia de Produto Solange Szabelski Druszcz
Todos os direitos reservados à 
Editora Piá Ltda.
Rua Senador Accioly Filho, 431
81310-000 – Curitiba – PR
Site: www.editorapia.com.br
Fale com a gente: 0800 41 3435
Impressão e acabamento
Gráfica e Editora Posigraf Ltda.
Rua Senador Accioly Filho, 500
81310-000 – Curitiba – PR
E-mail: posigraf@positivo.com.br
Impresso no Brasil
2020
Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP)
(Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil)
© 2019 Editora Piá Ltda.
K66 Kluck, Claudia Regina.
 Ensino Religioso : passado, presente e fé / Claudia Regina 
Kluck, GiseleMazzarollo, Sonia de Itoz ilustrações Dayane 
Raven... [et al.]. – Curitiba : Piá, 2019.
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 ISBN 978-85-64474-90-1 (Livro do aluno)
 ISBN 978-85-64474-91-8 (Livro do professor)
 1. Educação. 2. Estudo religioso – Estudo e ensino. 3. Ensino 
fundamental. I. Mazzarollo, Gisele. II. Itoz, Sonia de. III. Raven, 
Dayane. IV. Título.
CDD 370
SUMÁRIO
1 Proposta pedagógica ______________ 4
 Concepção de ensino _______________________ 4
 Objetivos __________________________________ 8
 Avaliação __________________________________ 8
 Organização didática _______________________ 9
 Referências ________________________________ 12
2 Orientações metodológicas ________ 13
 Mitos de criação ___________________________ 13
 Histórias que ensinam ______________________ 20
 Narrativas sagradas ________________________ 31
 Líderes religiosos __________________________ 37
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PROPOSTA PEDAGÓGICA
ENSINO RELIGIOSO
CONCEPÇÃO DE ENSINO
A coleção Passado, presente e fé para o Ensino Religioso tem por princípios a valorização e o 
respeito à diversidade cultural, com vistas à promoção dos direitos humanos e da cultura da paz. 
De acordo com a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural (UNESCO, 2002), a cultura 
adquire formas diversificadas no tempo e no espaço, o que se manifesta na originalidade e na 
pluralidade dos grupos humanos, atuando como fonte de intercâmbios, de inovação e de criativi-
dade. Assim, a diversidade cultural constitui patrimônio comum da humanidade e deve, portanto, 
ser reconhecida e respeitada em benefício das gerações presentes e futuras. 
A pluralidade religiosa é um aspecto da diversidade cultural presente no mundo e também no 
Brasil. Sua abordagem nos nove anos do Ensino Fundamental pode favorecer o aprimoramento da 
pessoa humana e da convivência social. Nesse intuito, a escola mostra-se um espaço privilegiado 
para a construção do conhecimento religioso e da tolerância por meio do diálogo, da reflexão e 
do respeito mútuo. 
Historicamente, o conhecimento religioso tem sido objeto de estudo de teologias e ciências, 
como História, Sociologia, Psicologia, Antropologia, Geografia e, mais recentemente, Ciência da 
Religião. O Ensino Religioso, por sua vez, permeia o espaço escolar desde o momento em que o 
Estado passou a ocupar-se da educação dos cidadãos. 
Assim, na Europa do século XVIII, organizou-se um sistema educacional em que o ensino da 
religião era visto como meio de educar os cidadãos para valores como humildade, generosidade, 
paciência, equilíbrio e piedade. O instrumento básico para tanto era o catecismo católico, por 
meio do qual se realizavam a instrução religiosa e também a alfabetização. 
No Brasil, a introdução oficial do Ensino Religioso no currículo escolar ocorreu em 1827, sendo, 
então, conferida à escola a função de ensinar leitura, escrita, as quatro operações, os números 
decimais, proporção, introdução à geometria, gramática da língua portuguesa, princípios da moral, 
doutrina católica e História do Brasil, além de favorecer a leitura da Constituição do Império. Com 
a Proclamação da República, em 1889, o Ensino Religioso foi retirado do currículo das escolas 
públicas brasileiras e retornou apenas em 1931. 
Nas Constituições posteriores, permaneceu como componente obrigatório para as escolas 
e optativo para os estudantes, condição confirmada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação 
Nacional (LDB, Lei n.º 9.394/96) e, mais recentemente, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), 
que lhe concede o status de área do conhecimento, juntamente com Linguagens, Matemática, 
Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Além disso, a BNCC afirma que o fenômeno religioso 
constitui “um dos bens simbólicos resultantes da busca humana por respostas aos enigmas do 
mundo, da vida e da morte” (BRASIL, 2017, p. 434). 
4 PASSADO, PRESENT E FÉ | VOLUME 5
Esses documentos demonstram a relevância do Ensino Religioso para os currículos escolares 
do Ensino Fundamental, uma vez que se favorecem a compreensão e o respeito às diversidades 
cultural e religiosa do povo brasileiro.
O artigo 32 da LDB estabelece como objetivo para o Ensino Fundamental a formação básica 
do cidadão com base nos seguintes aspectos: 
 I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno do-
mínio da leitura, da escrita e do cálculo;
 II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes 
e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
 III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de co-
nhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores;
 IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância 
recíproca em que se assenta a vida social. (BRASIL, 1996)
A BNCC, por sua vez, defende para o Ensino Fundamental o desenvolvimento de competências 
e habilidades que possibilitem concretizar os direitos de aprendizagem das crianças e dos jovens. 
Esse documento propõe a organização dos componentes curriculares por meio das categorias: 
competências, unidades temáticas, objetos de conhecimento e habilidades. 
Assim, orienta um processo de ensino e aprendizagem do conhecimento histórico-cultural para 
o desenvolvimento de valores humanos, ou seja, propõe o desenvolvimento da sensibilidade, do 
diálogo, da tolerância e da convivência pacífica, respeitando as pluralidades cultural e religiosa 
brasileira. 
Também reconhece a relação do conhecimento religioso com a busca humana de respostas 
para questões existenciais básicas: Quem sou? De onde vim? Para onde vou? Qual é o sentido da 
existência? 
Como principal referência para a abordagem do conhecimento religioso no Ensino Fundamental, 
a BNCC elege a Ciência da Religião, uma vez que esta, como disciplina autônoma, “possibilita a 
análise diacrônica e sincrônica do fenômeno religioso, a saber, o aprofundamento das questões de 
fundo da experiência e das expressões religiosas, a exposição panorâmica das tradições religiosas 
e as suas correlações socioculturais” (SOARES, 2009, p. 3). 
Ao compreender o ser humano como um ser complexo, integrado, a BNCC define o indiví-
duo como ente constituído de “imanência (dimensão concreta, biológica) e de transcendência 
(dimensão subjetiva, simbólica)” (BRASIL, 2017, p. 436). Ambas as dimensões, de forma associada, 
propiciam a cada um relacionar-se com os demais, com a natureza e com o transcendente. Essas 
relações, múltiplas e dialógicas, possibilitam ao indivíduo compreender-se como igual aos outros, 
em sua humanidade, e como diferente deles, em sua singularidade. 
5LIVRO DO PROFESSOR
Portanto, as unidades temáticas previstas na BNCC e descritas a seguir contemplam uma 
cosmovisão que favorece a compreensão da estrutura das religiões e de conceitos fundamentais 
nelas presentes, bem como das formas de expressão que influenciam as relações sociais por meio 
dos costumes, das tradições e da linguagem.
• A unidade temática Identidades e alteridades, especialmente contemplada nos Anos Iniciais, 
promove o reconhecimento da singularidade e da importância de cada indivíduo (subjetivi-
dade). Ao mesmo tempo, é reforçada a compreensão de suas conexões com os outros seres 
humanos (alteridade), identificando as semelhanças e as diferenças em uma perspectiva de 
coexistência. Logo, essa unidade temática proporciona os primeiros reconhecimentos das 
dimensões imanente e transcendente que integram o patrimônio cultural humano, o que se 
realiza por meio da identificação de diversos costumes, crenças, formas de viver e símbolos.
• A unidade temática Manifestações religiosas possibilita a abordagem de informações 
acerca de componentes do fenômeno religioso, como: espaços sagrados, símbolos, ritos, 
representações religiosas, formas de expressão da espiritualidade (orações, cultos, gestos, 
cantos, danças, meditações), práticas celebrativas,indumentárias, alimentos e objetos con-
siderados sagrados, bem como líderes religiosos e suas formas de atuação. 
• A unidade temática Crenças religiosas e filosofias de vida, cuja abordagem se intensifica 
nos Anos Finais, fomenta a compreensão, a valorização e o respeito em relação às diversas 
experiências religiosas, possibilitando identificar, reconhecer, analisar e discutir o fenômeno 
religioso com base em seus elementos estruturantes: os mitos (que estabelecem relações 
entre a imanência e a transcendência), as crenças, as narrativas religiosas (orais e escritas), 
as doutrinas religiosas (princípios e valores das diversas tradições), os códigos ético e moral 
(balizadores de comportamento dos adeptos) e as ideias de imortalidade (como ancestrali-
dade, reencarnação, ressurreição e transmigração). Também integram essa unidade temática 
as relações possíveis das tradições religiosas com a esfera pública (política, saúde, economia, 
educação), as mídias e a tecnologia.
Os quadros a seguir destacam as unidades temáticas e os objetos de conhecimento previstos 
pela BNCC para os nove anos do Ensino Fundamental. Além disso, ao final de cada volume anual, 
as orientações didáticas trazem um mapa curricular integrado, que explicita os conteúdos e as 
atividades propostos para a abordagem desses elementos, bem como as habilidades da BNCC 
contempladas em relação a eles.
6 PASSADO, PRESENT E FÉ | VOLUME 5
Anos Unidades temáticas Objetos de conhecimento
1.º ano
Identidades e alteridades
O eu, o outro e o nós
Imanência e transcendência
Manifestações religiosas Sentimentos, lembranças, memórias e saberes
2.º ano
Identidades e alteridades
O eu, a família e o ambiente de convivência
Memórias e símbolos
Símbolos religiosos
Manifestações religiosas Alimentos sagrados
3.º ano
Identidades e alteridades Espaços e territórios religiosos
Manifestações religiosas
Práticas celebrativas
Indumentária religiosa
4.º ano
Manifestações religiosas
Ritos religiosos
Representações religiosas na Arte
Crenças religiosas e filosofias de vida Ideia(s) de divindade(s)
5.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida
Narrativas religiosas
Mitos nas tradições religiosas
Ancestralidade e tradição oral
6.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida
Tradição escrita: registro dos ensinamentos sagrados
Ensinamentos da tradição escrita
Símbolos, ritos e mitos religiosos
7.º ano
Manifestações religiosas
Místicas e espiritualidades
Lideranças religiosas
Crenças religiosas e filosofias de vida
Princípios éticos e valores religiosos
Liderança e direitos humanos
8.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida
Crenças, convicções e atitudes
Doutrinas religiosas
Crenças, filosofias de vida e esfera pública
Tradições religiosas, mídias e tecnologias
9.º ano Crenças religiosas e filosofias de vida
Imanência e transcendência
Vida e morte
Princípios e valores éticos
7LIVRO DO PROFESSOR
OBJETIVOS
No artigo 33, a LDB determina o “respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil”. Nessa pers-
pectiva, a coleção Passado, presente e fé tem como objetivo central promover o conhecimento e a 
reflexão acerca do fenômeno religioso em âmbito mundial e, especialmente, em suas manifestações 
no Brasil. Para isso, contempla os objetivos de ensino e aprendizagem indicados pela BNCC: 
a) Proporcionar a aprendizagem dos conhecimentos religiosos, culturais e estéticos, a partir das 
manifestações religiosas percebidas na realidade dos educandos;
b) Propiciar conhecimentos sobre o direito à liberdade de consciência e de crença, no constante 
propósito de promoção dos direitos humanos;
c) Desenvolver competências e habilidades que contribuam para o diálogo entre perspectivas 
religiosas e seculares de vida, exercitando o respeito à liberdade de concepções e o pluralismo 
de ideias, de acordo com a Constituição Federal;
d) Contribuir para que os educandos construam seus sentidos pessoais de vida a partir de 
valores, princípios éticos e da cidadania. (BRASIL, 2017, p. 436)
Cabe ressaltar, ainda, a importância de respeitar e fortalecer a identidade religiosa de cada educando, 
uma vez que o direcionamento religioso de crianças e jovens é prerrogativa das famílias e das instituições 
religiosas. A escola, por sua vez, pode contribuir para a formação cidadã das novas gerações por meio do 
estímulo às compreensões reflexiva e analítica das manifestações religiosas, promovendo a cultura da 
paz e a valorização dos direitos humanos, conforme o princípio constitucional da liberdade de crenças, 
ideias e consciência. Nesse sentido, Aragão e Souza (2017, p. 19) apontam que o Ensino Religioso: “[...] 
está assumindo essa responsabilidade de oportunizar o acesso aos saberes e conhecimentos produzidos 
pelas diferentes tradições espirituais e cosmovisões religiosas enquanto patrimônios da história humana.” “
AVALIAÇÃO
O conhecimento religioso é bastante complexo, pois, além das especificidades do seu objeto (o 
transcendente), envolve elementos histórico-culturais e ainda a dimensão psíquico-afetiva de in-
divíduos e grupos identitários. Esse conhecimento demonstra que a experiência religiosa humana, 
em sua diversidade, constitui um dos caminhos percorridos por diferentes grupos e sociedades em 
busca de respostas para os problemas fundamentais da existência. 
Ao defrontar-se com a finitude e com a possibilidade de conduzir a vida por variadas direções, 
apresenta-se aos seres humanos a necessidade de encontrar uma explicação para a morte e um 
sentido para a vida. Nesse contexto, as religiões despertam a esperança de superação da morte e 
indicam valores para orientar a vida, conferindo-lhe uma finalidade e um significado. Além disso, a 
experiência religiosa pode ser considerada “humanizante”, ou seja, capaz de tornar cada um mais 
sensível aos outros e mais consciente da condição humana compartilhada com eles. Uma experiência 
dessa natureza é, portanto, indissociável de uma consciência ética. 
8 PASSADO, PRESENT E FÉ | VOLUME 5
Dayane Raven. 2016. Digital.
Logo, os processos de ensino e aprendizagem do conhecimento religioso requerem metodologias 
e estratégias capazes de ampliar a consciência e a valorização da identidade dos educandos, assim 
como o respeito aos diversos grupos identitários que compõem o seu contexto sociocultural. Em 
todas as etapas desse processo, inclusive na avaliação, deve-se ter presente o desenvolvimento das 
seguintes competências, estabelecidas pela BNCC para o Ensino Religioso:
1. Conhecer os aspectos estruturantes das diferentes tradições/movimentos religiosos e filosofias 
de vida, a partir de pressupostos científicos, filosóficos, estéticos e éticos. 
2. Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas expe-
riências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios. 
3. Reconhecer e cuidar de si, do outro, da coletividade e da natureza, enquanto expressão de 
valor da vida. 
4. Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver. 
5. Analisar as relações entre as tradições religiosas e os campos da cultura, da política, da eco-
nomia, da saúde, da ciência, da tecnologia e do meio ambiente. 
6. Debater, problematizar e posicionar-se frente aos discursos e práticas de intolerância, discri-
minação e violência de cunho religioso, de modo a assegurar os direitos humanos no constante 
exercício da cidadania e da cultura de paz.
ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA
A observação do(s) fenômeno(s) religioso(s) faz parte da realidade do educando antes mesmo 
de seu ingresso no sistema escolar, seja por uma opção familiar, seja pelo contexto social que o 
circunda. A coleção Passado, presente e fé parte desse pressuposto para oportunizar a compreensão 
reflexiva e analítica de diferentes manifestações. 
Com esse propósito, os con-
teúdos são explorados por meio 
de textos e atividades, que, por 
sua vez, organizam-se didati-
camente em seções e ícones, 
considerando as especificidades 
de cada nívelde ensino. 
9LIVRO DO PROFESSOR
Para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais
Ícones
 Pesquisa
 Caderno 
 Você sabia? 
 Atividade coletiva
 Atividade oral
P
Apresenta diferentes recursos e atividades com o propósito de fazer um levantamento dos co-
nhecimentos prévios dos alunos acerca dos conteúdos que serão trabalhados no capítulo.
Por meio de propostas lúdicas, busca a interação entre os alunos, além de oportunizar reflexões 
significativas e contextualizadas a respeito dos conteúdos desenvolvidos.
Incentiva os alunos a construir suas concepções, elaborar e sistematizar, de maneira individual 
e coletiva, o conteúdo. É o momento da sistematização do conhecimento e de novas indagações.
Oportuniza a interação entre os alunos e com outras pessoas da convivência deles. Traz atividades 
como rodas de conversa, entrevistas e diferentes propostas de trabalho em equipe.
Envolve os alunos em atividades voltadas ao desenvolvimento de valores, como empatia, soli-
dariedade, respeito e tolerância.
10 PASSADO, PRESENT E FÉ | VOLUME 5
Para o Ensino Fundamental – Anos Finais
Ícones
 Caderno 
 Glossário 
 Texto informativo
 Atividade coletiva
Propõe atividades com o ob-
jetivo de exercitar a tolerância, a 
compreensão e a harmonia nas 
relações em família, na comuni-
dade escolar e nas demais esfe-
ras de convivência dos alunos.
Traz atividades, objetivas e 
discursivas, com a finalidade de 
sistematizar os conhecimentos 
adquiridos ao longo do estudo 
do capítulo. 
Propõe o debate em sala 
de aula, sempre mediado pelo 
professor. Os temas sugeridos 
são relacionados aos conteúdos 
estudados e ao cotidiano dos 
alunos, que serão estimulados 
a compartilhar suas ideias e 
seus posicionamentos, sempre 
respeitando as opiniões dos 
colegas.
Sugere atividades, indivi-
duais ou coletivas, de investiga-
ção e estudo acompanhadas de 
orientação e roteiro para alunos 
e professores com o objetivo 
desenvolver a capacidade de 
selecionar fontes, coletar dados 
e produzir sínteses. 
Apresenta atividades diversi-
ficadas que sistematizam e am-
pliam os conteúdos trabalhados 
no capítulo.
Apresenta diversos gêneros 
textuais e verbo-visuais para que 
os alunos realizem atividades 
de análise de documentos, re-
lacionando-os aos conteúdos 
estudados.
Possibilita diferentes olhares 
sobre os temas tratados no ca-
pítulo com o objetivo de am-
pliar os assuntos abordados e 
o contato com outras opiniões 
e modos de viver e de pensar.
Aborda temas de grande 
relevância para a convivência 
harmônica em sociedade. São 
incentivadas reflexões a respeito 
de documentos importantes, 
além de pronunciamentos ofi-
ciais de líderes religiosos e secu-
lares, que tratam de temas como 
igualdade, direitos humanos e 
liberdade. 
11LIVRO DO PROFESSOR
 REFERÊNCIAS 
ARAGÃO, Gilbraz S. Apresentação. In: JUNQUEIRA, Sérgio R. A.; BRANDENBURG, Laure E.; 
KLEIN, Remí (Org.). Compêndio do Ensino Religioso. São Leopoldo: Sinodal; Vozes, 2017.
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da República dos Estados Unidos do Brasil (de 24 de fevereiro de 1891). Disponível em: 
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao91.htm>. Acesso em: 
16 ago. 2018.
______. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil (de 16 de julho de 1934). 
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm>. 
Acesso em: 16 ago. 2018.
______. Lei n.º 9.394 de 20 de dezembro de 1996: estabelece as diretrizes e bases da 
educação nacional. Brasília, 20 dez. 1996. 
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Curricular. Versão final. Brasília: MEC/SEB, 2017.
GEERTZ, Clifford. A interpretação das culturas. Rio de Janeiro: LTC, 1989. 
HOCK, Klaus. Introdução à Ciência da Religião. São Paulo: Loyola, 2017.
IMPÉRIO DO BRASIL. Documentos complementares do Império do Brasil (15 outubro 1827). 
artig. 6. In: BONAVIDES, Paulo.; AMARAL, Roberto A. Textos políticos da História do Brasil. 
Brasília, Senado Federal, 1996. v. I.
JUNQUEIRA, Sérgio B. A. O processo de escolarização do Ensino Religioso no Brasil. 
Petrópolis: Vozes, 2002.
PASSOS, João D.; USARSKI, Frank. (Org.). Compêndio de Ciência da Religião. São Paulo: 
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REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRASIL. Coleção de Leis. Rio de Janeiro: Senado 
Federal, 1931. v. I.
SILVA, Eliane M. Religião, diversidade e valores culturais: conceitos teóricos e a educação 
para a Cidadania. Disponível em: <https://www.pucsp.br/rever/rv2_2004/p_silva.pdf>. 
Acesso em: 17 ago. 2018.
SOARES, Afonso M. L. Ciência da Religião, Ensino Religioso e formação docente. Disponível 
em: <https://www.pucsp.br/rever/rv3_2009/t_soares.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.
UNESCO. Cultura de paz: da reflexão à ação; balanço da década internacional da promoção 
da cultura de paz e não violência em benefício das crianças do mundo. Brasília: UNESCO; 
São Paulo: Associação Palas Athena, 2010. 
______. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Paris: Unesco, 1948. 
______. Declaração Universal Sobre a Diversidade Cultural. Paris: Unesco, 2002. 
USARSKI, Frank. Interações entre Ciência e Religião. Revista Espaço Acadêmico, Maringá, 
v. 02, n. 17, 2002.
______. Os enganos sobre o sagrado: uma síntese da crítica ao ramo “clássico” da 
Fenomenologia da Religião e seus conceitos-chave. Disponível em: <www.pucsp.br/rever/
rv4_2004/p_usarski.pdf>. Acesso em: 16 ago. 2018.
12 PASSADO, PRESENT E FÉ | VOLUME 5
Este é o quinto volume da Coleção Ensino Religioso para o Ensino 
Fundamental – Anos Iniciais. Em consonância com as orientações da 
Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para esta etapa de estudos, 
compomos um percurso didático delimitado pela abordagem de 
conhecimentos acerca de fenômenos religiosos, mas também sobre filosofias de vida (BRASIL, 2017). 
O conceito de “fenômeno religioso” pode ser compreendido como a expressão cultural e social 
da religiosidade, por meio de gestos, palavras, atitudes, símbolos e ritos. Trata-se de elementos reve-
ladores da busca do ser humano por um de relacionamento com algo ou alguém que o transcenda. 
Já as “filosofias de vida” são conjuntos de ideias e valores que orientam a conduta individual com 
base em princípios éticos, os quais podem apresentar semelhanças com alguns princípios religiosos. 
Todavia, diferem deles por não dependerem da crença em uma esfera transcendente.
Objetivamos proporcionar a compreensão dos fenômenos religiosos, cujas “múltiplas manifestações 
são parte integrante do substrato da cultura humana” (BRASIL, 2017, p. 434), bem como dos valores 
que norteiam as diferentes filosofias de vida. Com isso, pretendemos favorecer a aprendizagem do 
diálogo e da tolerância, fundamentais para a boa convivência social.
Assim, na construção do presente volume, foram privilegiados os objetos de conhecimento e as 
habilidades indicados pela BNCC para o 5.º ano escolar desta etapa de estudos. 
No primeiro capítulo, os alunos têm contato com os mitos de criação de diferentes religiões. 
Inicialmente, será feita uma exposição do tema, resgatando a identidade religiosa do aluno e de 
sua família. Depois, será explorado o relato de criação da tradição judaico-cristã, que estrutura o 
pensamento ocidental. Na sequência, o capítulo apresenta histórias de outras religiões a respeito da 
criação. Ao compreender cada narrativa, os alunos poderão identificar semelhanças entre os relatos 
de criação de diferentes culturas. E, ao final do capítulo, cada aluno retomará a narrativa de criação 
correspondente à sua identidade religiosa, com o objetivo de valorizá-la. 
Sugestão de número de aulas: 9
Orientações didáticas
Página 4 
1 Os personagens são apresentados aos alunos, introduzindo algumas ideias que serão abordadas 
no livro. Explore essas ideias iniciais com os alunos retomando o nome de cada um dos personagens 
e a religião a qual pertencem. 
As crianças Felipe, Estela, Manjari e Sikulume introduzemexemplos de líderes religiosos de acordo 
com suas crenças; já Yurem, Potira, Dulce e Abner comentam sobre livros sagrados e sobre tradição 
oral nas religiões. À medida que o estudo dos capítulos forem sendo desenvolvidos, as falas dos 
personagens poderão ser retomadas. 
E é i
ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
CAPÍTULO MITOS DE CRIAÇÃO1 Veja o Mapa curri-
cular integrado no 
final das Orientações 
metodológicas.
13LIVRO DO PROFESSOR
Página 8
Ponto de partida
2 Inicialmente, aborde as questões do Livro do aluno levantando, assim, os conhecimentos pré-
vios dos alunos acerca dos relatos religiosos sobre a criação. O intuito é identificar os ensinamentos 
religiosos que eles detêm. Lembre-se de que alguns alunos podem não pertencer a nenhuma re-
ligião e, por isso, não apresentar informações a respeito da criação segundo as crenças religiosas. É 
possível ainda que sejam citados elementos da teoria evolucionista de Darwin. Essa concepção deve 
ser respeitada e compreendida como mais um ponto de vista; porém o foco serão as explicações 
dadas pelas crenças religiosas. 
Página 9
Atividades
3 Para realização da atividade, leia para os alunos trechos da Bíblia que narram a criação do mun-
do e de Adão e Eva (Gênesis 1-2). Essa narrativa bíblica pode ser encontrada em edições da Bíblia 
para crianças, com imagens ilustrativas, ou em vídeos, disponibilizados em alguns sites na internet. 
A ideia é que os alunos percebam a semelhança da história em quadrinhos apresentada na página 
9 com a história bíblica contada ou apresentada. Depois, converse com eles para que identifiquem 
semelhanças e diferenças entre esse relato e os de outras crenças religiosas que eles conheçam. 
Página 10
4 Peça aos alunos que realizem uma leitura silenciosa do texto. Depois, oriente-os a ler em voz alta. 
Se julgar conveniente, explique à turma que Olorum representa Deus, e Oxalá corresponde a Jesus no 
sincretismo religioso. O sincretismo característico das religiões afro-brasileiras teve início no período 
de escravidão quando africanos e afro-descendentes, escravizados no Brasil, eram proibidos por seus 
senhores de manifestar as tradições religiosas que praticavam na África. Portanto, uma estratégia 
para manter sua cultura viva e continuar a devoção às divindades africanas foi chamar divindades 
africanas pelos nomes de divindades e santos católicos, de acordo com a semelhança de caracte-
rísticas entre eles. Assim, ao demonstrar devoção a um santo católico, voltavam seus pensamentos 
à entidade africana com a qual o relacionavam.
Faça perguntas para verificar a compreensão dos alunos a respeito do mito de criação do povo 
Yorubá. Por exemplo: 
• Quem ficou encarregado de modelar o ser humano? 
• De que elementos Oxalá tentou, sem sucesso, fazer o ser humano?
• Com que elemento o ser humano foi modelado? 
• A partir de quando o ser humano teve vida? 
Sugestão de atividades
Proponha à turma que crie (em duplas ou trios) pequenas esculturas de argila, representando o 
ser humano, os demais animais e as plantas. Escolha um espaço com fácil acesso à água e forre a 
superfície com jornal para modelagem e secagem das peças.
14 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Página 11
Conversar e fazer juntos
5 Atividade 1 
Faça um levantamento com os alunos verificando se todos têm um mito para contar. Disponibilize 
alguns exemplos, escolhidos a seu critério, em forma de textos breves, a fim de que todos tenham 
algum conteúdo para produzir o resumo solicitado.
Atividades 2 e 3 
Organize a turma em círculo e oriente os alunos a ter em mãos o resumo que produziram na ativi-
dade 1. Escreva na lousa as categorias citadas na atividade 3 para a classificação dos mitos: criação; 
destruição; fundação de crença/filosofia; salvação; outros. Após a leitura de cada resumo, incentive 
os alunos a dizer em qual dessas classificações o mito citado melhor se encaixa. Peça ainda que 
justifiquem a classificação proposta em cada caso. 
Página 12
6 Para essa aula, selecione previamente fotos de povos indígenas e organize as imagens no centro 
de uma roda de alunos sentados. Explique a eles que os povos indígenas, em geral, têm o hábito de 
se sentarem de cócoras quando se reúnem em círculo nas aldeias. Peça a eles, então, que assumam 
essa posição (ressaltamos que ficar de cócoras difere da posição oriental usada para meditação a 
que o senso comum denomina, de forma incorreta, “sentar como índio”). 
Se possível, para acompanhar a observação das imagens, reproduza para os alunos gravações com 
sons de floresta. Peça à turma que permaneça em silêncio para que possa se ambientar e explorar 
as sensações promovidas pela audição e pela visão. Auxilie os alunos na percepção do que está em 
volta (sons e imagens). Depois, amplie a reflexão explicando a eles que os indígenas observam a 
natureza e aprendem com ela.
Pergunte aos alunos o que sentiram, que animais perceberam, que detalhes das imagens notaram, 
enfim, o que mais chamou a atenção deles ao observá-las. Essa ambientação objetiva contribuir para 
que a turma entenda as relações que os povos indígenas estabelecem com a natureza.
Uma alternativa a essa proposta de ambientação é organizar a turma sentada em círculo e pedir 
aos alunos que coloquem o dedo sobre o pulso, a fim de perceber o ritmo das batidas do próprio 
coração. Em seguida, comente que tudo tem um ritmo próprio, até mesmo o corpo humano. Mostre 
que, historicamente, os indígenas vivem em maior proximidade com a natureza, pois dependem 
dela de forma direta. Porém, lembre-os de que, na atualidade, muitos indígenas vivem nas cidades e 
nos grandes centros urbanos, onde realizam diferentes atividades, inclusive desenvolver pesquisas e 
escrever livros, como exemplifica Daniel Munduruku, autor do texto apresentado com o título Mito 
Kamaiurá sobre a criação do dia. 
Oriente os alunos a sublinhar a parte da história que mais chamou a atenção e, em seguida, organize 
a dramatização do texto. Cada aluno pode ficar encarregado de interpretar um personagem. Caso 
sobrem alunos, os demais poderão trabalhar na caracterização dos colegas e do cenário.
Outra possibilidade é dividir a turma em grupos para que cada um fique responsável pela represen-
tação de um dos personagens do texto (um grupo de alunos representa o Sol; outro, a Lua, e assim 
sucessivamente). Organize um espaço na sala para que eles caminhem livremente enquanto a história
15LIVRO DO PROFESSOR
é contada. Quando determinados personagens forem citados na leitura, a turma deve se sentar e os 
grupos correspondentes devem encenar a ação de seus personagens de acordo com a narração. Em 
seguida, esses grupos se sentam para que os próximos atuem, conforme a sequência da narrativa.
Página 16
7 Inicie a abordagem do Mito Karajá sobre a criação do mundo reforçando para os alunos a ideia 
de que, em cada povo e aldeia, existe uma maneira de representar a religiosidade e suas concepções 
sobre o mundo. Lembre-os de que, para os povos indígenas, todo o conhecimento era passado 
oralmente, de geração em geração, sem nenhuma documentação escrita. Assim, desde a primeira 
vez que foi contado até os dias atuais, o mito pode ter sofrido alterações.
Convide alguns alunos para ler cada trecho do mito. Depois, convide outros para uma segunda 
leitura. Dessa vez, realize paradas a fim de fazer perguntas que possibilitem a compreensão de cada 
trecho do texto:
1. Onde e como os Karajá viviam? 
2. O que deixou alguns deles curiosos? 
O que fizeram em relação a isso? 
3. Como era a vida do lado de cima da terra?
4. Por que quiseram voltar para debaixo da terra? 
O que os impediu?
Página 18
Atividades 
8 Atividade 1
Depois da leitura e da análise para compreensão do Mito Karajá sobre a criação do mundo, incentive 
os alunos a desenhar os trechos da história nos espaços entre cada parágrafo. 
Atividades 2 a 4
O intuito de apresentar o mapa é mostrar a diversidade de etnias indígenas do Brasil e, ao mesmo 
tempo, explorar o fato de que as aldeias de algunspovos ficam próximas umas das outras. Essa pro-
ximidade pode influenciar nos mitos e em sua tradição oral, tendo em vista que alguns elementos 
das duas histórias são parecidos. 
Página 19
9 Sugestão de atividades
Leve os alunos a um espaço amplo, como o pátio da escola, e peça que levem seus cadernos ou 
folhas de papel avulsas. Oriente-os a fechar os olhos e leia os mitos africanos acerca da criação do 
Universo. Depois, releia um parágrafo de cada vez, fazendo pausas na leitura, para que eles dese-
nhem o trecho lido. Ao final, peça que observem os desenhos dos colegas e conversem sobre eles. 
Página 20
Atividades
10 A atividade do caça-palavras pode ser realizada em duplas. No quadro, há respostas na vertical, na 
diagonal, na horizontal, no sentido correto e de trás para frente. Reforce com os alunos a necessidade 
de pesquisar o conteúdo da página 19 do Livro do aluno para responder corretamente aos questio-
namentos. Depois, corrija a atividade retomando as partes do texto em que aparecem as palavras.
16 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Brincar e aprender 
11 Atividade 1 
As figuras disponíveis no material de apoio representam os seguintes personagens: Água, Sol, Lua, 
Estrela, Relâmpago, Águia, Garça, Crocodilo, Abelha, Tartaruga, Peixe e Cabra. Para a montagem dos 
fantoches, oriente os alunos a recortar uma das figuras e a colar um palito de sorvete, no verso desta, a 
fim de segurá-la. Em seguida, proponha a leitura dramatizada do texto acompanhada pelos fantoches. 
Atividade 2
O cartaz pode ser uma espécie de “carta enigmática”, ou seja, um texto formado por frases em que 
algumas palavras são substituídas pelas figuras correspondentes. O texto pode reproduzir os mitos 
de criação do povo boshongo ou representar uma nova história, inventada pelos alunos, com os 
mesmos personagens do mito.
Página 21
12 As concepções de dualidade e de polaridade não são as mesmas nas visões oriental e ocidental. 
No Ocidente, entende-se a dualidade como “ou/ou” – ou você é do bem ou você é do mal. Isso se 
dá pela influência da estrutura religiosa judaico-cristã. No Oriente, a dualidade é entendida como 
“e/e” – todos os seres têm o lado positivo e o lado negativo. Assim, é preciso equilibrar tais polos. Para 
isso, em vez de ser descartada, a força negativa deve ser canalizada para o bem. Dessa forma, o ser 
humano pode chegar ao equilíbrio. Essa visão tem influência da estrutura religiosa do Hinduísmo e 
de outras religiões de territórios próximos. 
Reflita com os alunos sobre ações que consideramos exemplos de maldade e de bondade. Peça a 
eles exemplos de atitudes maldosas e bondosas que cada um faz, para si mesmo e para os outros. 
Em seguida, questione-os: As pessoas são totalmente boas ou totalmente más? Como equilibrar 
os dois lados?
Página 22
Atividades
13 Atividade 1
Após a leitura do texto sobre a criação segundo o Hinduísmo, solicite aos alunos que recortem as 
peças do material de apoio, com as respectivas legendas. Assim, a identificação das divindades 
será mais fácil. Leia o texto novamente, com calma, para que associem cada personagem da história 
à imagem correspondente. Em seguida, eles devem colar cada figura recortada no espaço adequa-
do. Durante a leitura, circule pela sala e verifique se eles estão colando as figuras de modo correto. 
Depois da colagem, leia mais uma vez o texto para que haja uma melhor compreensão dele. 
Atividades 2 e 3
Para o desenho, os alunos podem utilizar os opostos registrados na atividade 2 (Céus-Terra, Criação-
Destruição, Morte-Vida) ou outros. A representação pode ser feita com desenhos concretos ou 
abstratos, utilizando cores de acordo com a preferência individual. 
17LIVRO DO PROFESSOR
Para que haja a devida concentração na aula, coloque som ambiente com música calma e relaxante. 
Se julgar oportuno, converse com os alunos sobre os significados das cores, que podem representar 
sentimentos. Nesse momento, os alunos podem anotar no caderno o significado das cores utilizadas 
por eles em seus desenhos.
Converse com os alunos sobre as cores que empregaram e se elas se relacionam com o jeito de ser 
de cada um. É importante também que os alunos tenham espaço para expressar o que cada cor 
significa para si mesmo, pois essas interpretações podem ser diversas. 
Página 23
Atividades
14 Oriente os alunos a recortar os parágrafos do texto, disponíveis material de apoio, e, em duplas, 
organizá-los a fim de sequenciar a história. 
Antes da colagem dos trechos no livro, revise com a turma a ordem correta do texto. Releia a narrativa 
e solicite a eles que recontem a história observando a sequência correta dos parágrafos.
Gabarito:
1. [...] se encontrava certa vez o Altíssimo em seu trono no reino eterno, cercado, como sempre, de 
uma multidão de anjos que cantavam e oravam em sua homenagem, mas que mesmo assim 
sobre seus olhos havia uma sombra de melancolia [...].
2. Ainda não existiam nem o dia, nem a noite. Nem o firmamento, o Sol, a Lua, e as estrelas, nem a 
Terra [...].
 [...] Um de seus arcanjos, afinal, tomou a iniciativa e dirigiu-se a Alá. Ajoelhando-se diante de seu trono, 
ele falou: Ó Senhor Magnífico, diga-nos, por favor, o que devemos fazer para lhe devolver a alegria.
3. Então, esticou o braço e, da mesma matéria – o caos [...], com sua mão, formou uma pedra. Uma 
pedra que nesse início dos tempos era pura, branca e brilhante, mas que haveria de se tornar 
escura e mais misteriosa ainda com o correr dos milênios e das eras.
4. A seguir, Alá lançou a pedra no espaço, fazendo-a cair e cair, atravessando a escuridão profunda, 
até chegar a um ponto que já escolhera. E lá, a pedra começou a girar. E girou, girou... e dela foi 
que se criou a abóbada celeste com seus astros e a Terra – e desde aí começaram a existir os dias 
e as noites.
5. Na Terra, Alá fez surgir Adão, o primeiro de todos os homens. Alá, então, entregou-lhe a pedra [...]. 
Ela já estava escurecida, e por isso chamava-se agora al-Hajar al-Aswad, a Pedra Negra.
6. Alá instruiu Adão para que percorresse o mundo com a pedra até chegar ao lugar mais sagrado 
de todo o planeta. Naquele local Adão deveria construir um templo, a Caaba, onde al-Hajar 
al-Aswad deveria ser para sempre guardada, ao alcance de todos os filhos de Adão, que iriam 
se multiplicar infinitamente
AGUIAR, Luiz A. Assim tudo começou: enigmas da criação. São Paulo: Quinteto Editorial, 2005. p. 12-17.
18 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Página 24
Conversar e fazer juntos
15 Antes de realizar as atividades propostas, é essencial reapresentar o relato judaico-cristão sobre 
a criação (Gênesis 1-2), abordado na página 9, e relembrar com os alunos as narrativas de criação 
trabalhadas nas páginas seguintes.
Atividade 1
Questione os alunos sobre as semelhanças e as diferenças dos relatos, lembrando-os de que, mesmo 
geograficamente distantes, as narrativas têm semelhanças. Por exemplo, todas atribuem a criação a 
uma intervenção transcendente (de Deus, deuses, orixás, espíritos); em várias delas, a noite e o dia 
são criados primeiro, depois a natureza e, finalmente, o ser humano. 
Por outro lado, ao estudar tantas narrativas, é importante retomar o relato da criação em que o aluno 
e sua família acreditam, a fim de resgatar a identidade religiosa deles. 
Atividade 3
Organize uma exposição para a turma ou para a comunidade escolar com cartazes contendo as 
narrativas e os desenhos/objetos que representem os elementos listados na atividade 2.
16 Sugestão de atividades
Solicite aos alunos imagens da flora e da fauna mundiais e de pessoas de diferentes origens étnicas 
e culturais. Providencie 2 m de comprimento de papel pardo e peça aos alunos que colem nele as 
imagens de maneira aleatória. Depois, convide-os a observar essas imagens. Converse e reflita com 
eles acerca da diversidade de narrativas sobre a criação do mundo e destaque a beleza dessa criação, 
exposta por meio de imagens. 
Sugestões para o professor
 Leitura
• BANON, Patrick.Para conhecer as religiões. São Paulo: Claro Enigma, 2010. 
Por meio de narrativas míticas e religiosas, esse livro aborda religiões primitivas e contemporâ-
neas, apresenta ritos e conceitos básicos do Judaísmo, Cristianismo, Islamismo, Budismo, Xintoísmo 
e Sikhismo e finaliza com uma discussão sobre laicidade.
• MUNDURUKU, Daniel. Contos indígenas brasileiros. Ilustrações de Rogério Borges. 2. ed. São Paulo: 
Global, 2005. 
Esse livro ensina como a palavra é capaz de ir além do sentido posto. Promove o contato com a 
memória ancestral do povo indígena brasileiro e torna possível ressignificar o olhar com relação aos 
sentidos de existir, em especial no que se refere aos povos indígenas.
• SCHLESINGER, Hugo; PORTO, Humberto. Dicionário enciclopédico das religiões. Petrópolis: Vozes, 
1995.
A obra possibilita o aprofundamento do conceito de mito, estudado nesse capítulo, bem como 
apresenta outros conceitos relacionados ao universo de estudo das religiões. 
19LIVRO DO PROFESSOR
No capítulo anterior, os alunos estudaram mitos de criação de diferentes crenças religiosas. 
Neste, são apresentadas outras narrativas por meio de histórias que levam à reflexão. O objetivo é 
demonstrar que diferentes culturas e religiões contam histórias que transmitem valores, por vezes 
semelhantes, capazes de contribuir para que as pessoas melhorem atitudes, comportamentos e, 
consequentemente, a convivência com os outros. 
As histórias abordadas proporcionam a problematização de questões como ganância, medos e 
inseguranças, julgamento, perdão, bondade e acolhimento às diferenças. Já as atividades propostas 
têm por objetivo incentivar os alunos a repensar seus comportamentos e a optar por ações positivas 
para si e para os outros. 
Sugestão de número de aulas: 8
Orientações didáticas
Página 26
1 Explore a imagem de abertura do capítulo perguntando:
• Qual o motivo de os personagens estarem ao redor da fogueira?
• Em que lugares você já viu pessoas ouvindo e contando histórias? 
• Você acredita que ouvir histórias com ensinamentos pode mudar a vida de uma pessoa? 
Página 28
Ponto de partida 
2 Liste na lousa o título das histórias que os alunos mencionarem ter ouvido. Pergunte a eles que 
mensagem cada uma dessas histórias deixou. Eles podem expressar a mensagem em uma palavra. 
Sendo assim, ajude-os a identificar palavras-chave que representem os valores. Depois de finalizada a 
lista, verifique os valores que foram apresentados e se estes estão presentes no cotidiano dos alunos.
3 Peça aos alunos que realizem a leitura silenciosa do texto O coração do baobá. Depois, divida a sala 
em quatro grupos. Cada grupo deverá ler a história de acordo com o papel de um dos personagens: 
lebre, hiena, baobá, narrador. Em duplas, as crianças podem conversar sobre o que compreenderam 
da história e que mensagem ela revela.
CAPÍTULO HISTÓRIAS QUE ENSINAM2
20 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Páginas 30 e 31
Atividades 
4 Atividade 1
Em torno da árvore apresentada, os alunos devem desenhar folhas caídas e, nelas, escrever senti-
mentos ou atitudes que lhes causaram mágoa ou algo que tenham feito a uma pessoa e que feriu 
os sentimentos dela.
Em seguida, solicite a eles que transcrevam, em folhas de papel, os registros incluídos nas folhas que 
desenharam em seus livros. Prepare um vaso de barro e peça aos alunos que coloquem os papéis 
escritos dentro dele. Diga a eles que os papéis serão queimados para simbolizar a extinção dos 
sentimentos ruins. Assim, é possível iniciar uma nova fase, sem tristezas e ressentimentos.
Atividade 2
Nas folhas da nova árvore, os alunos devem registrar sentimentos bons. Além disso, podem desenhar 
frutos que representem ações transformadoras baseadas em bons sentimentos. Após a realização da 
atividade, os registros podem ser transcritos em papéis coloridos e fixados em um varal, de modo 
que fiquem visíveis e sejam sempre lembrados. 
Sugestão de atividades
1. Entregue aos alunos um pedaço de papel em forma de coração. Combine com eles que, cada 
vez que agirem sem respeitar um sentimento próprio ou o sentimento de outra pessoa, façam 
uma marca com o lápis nesse coração. Após um período preestabelecido (uma ou duas semanas, 
por exemplo), retome a atividade com os alunos questionando-os:
• Você lembra que atitudes o fizeram marcar o coração?
• Como as pessoas envolvidas se sentiram nas situações em que você teve tais atitudes? E como 
você se sentiu nessas situações? 
• A quantidade de marcas importa? 
• É possível curar um coração ferido? De que maneira?
• Sempre podemos reparar os danos causados a um coração? 
 Proponha aos alunos que conversem com a pessoa, cujos sentimentos eles não respeitaram, 
acerca das atitudes que tiveram, a fim de que ambas as partes possam se desculpar e retomar a 
convivência em harmonia. 
2. Desenhe um grande baobá em papel pardo traçando apenas o tronco e os galhos da árvore. 
Os alunos farão folhas verdes (que podem ser de diversos tamanhos) e, cada vez que realizarem 
uma boa ação, devem registrá-la por escrito em uma das folhas para acrescentá-la ao baobá 
desenhado. 
21LIVRO DO PROFESSOR
 Permita que a atividade seja realizada em um período de uma ou duas semanas para que os 
alunos consigam enfeitar o baobá. Após esse prazo, questione-os: 
• Estão satisfeitos com o verde do baobá?
• Acreditam que praticaram um número suficiente de atitudes boas?
• Como se sentem em relação a isso?
• É possível realizar atitudes boas e se sentir feliz? Por quê? 
 Leia com os alunos as atitudes boas que eles anotaram nas folhas da árvore e conversem sobre 
elas. 
 Como alternativa, a atividade pode ser realizada em algum mural da escola, para que as pessoas 
que passarem por ele também possam acrescentar folhas com boas atitudes. 
Página 32
5 Explore o texto A Terra Sem Males com os alunos por meio de dramatização sem falas. Para isso, 
escolha um espaço amplo na escola e sorteie 12 alunos para representar os personagens da história 
na seguinte distribuição:
• Grande Pai: 1 aluno.
• Guiraypoty: 1 aluno.
• Esposa: 1 aluno.
• Família: 5 alunos.
• Pássaros: 4 alunos.
Narre a história e, enquanto isso, cada personagem deve entrar em cena quando for mencionado, a 
fim de representar com gestos os fatos narrados. Quando a narração chegar ao trecho “[...] começou 
a bater taquaras seguindo um ritmo [...]”, os alunos que estiverem assistindo à dramatização podem 
reproduzir a ritmização batendo o lápis na carteira. Isso pode ser ensaiado com eles antes da dra-
matização para que “batuquem” em sintonia. 
Página 34
6 Explore o texto O grampo de cabelo e a serpente com algumas perguntas de interpretação: 
• O que fez com que a maldição para a filha de Akiba não se cumprisse? 
• Quase todos os dias vemos ou lemos reportagens de violência e outras mazelas. O que você 
acredita que seja a causa dessas situações? Por quê?
• O que seria necessário para que vivêssemos em um mundo em que a bondade prevalecesse?
22 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Página 36
Atividades
7 Sugestão de atividades
Oriente os alunos a realizar, em duplas, uma pesquisa na internet. Sugira sites adequados à faixa etária 
dos alunos, em que deverão procurar notícias ou reportagens que divulguem atos de bondade. A 
dupla deverá resumir a notícia ou reportagem, levando em consideração este roteiro de perguntas:
• Qual é o título?
• Qual o site pesquisado? 
• Quem é o autor?
• Qual é o local do acontecimento?
• Em que data ocorreu?
• Quem eram as pessoas envolvidas?
• O que aconteceu?
Na sala de aula ou em outro espaço, organize os alunos em dois círculos concêntricos. Os alunos do 
círculo externo estarão voltados para dentro, e os alunos do círculo interno, voltados para fora, de 
modo que os membros de cada dupla que realizou a pesquisa fiquem um de frente para o outro. 
Nessa atividade, a movimentação acontecerá no círculo interno. Ao seu sinal, cada aluno desse círculo 
deverá se deslocar para a direita uma vez, encontrando outrocolega à sua frente. Um contará para 
o outro a história resumida e vice-versa. Perceba quando os alunos terminarem a fala e dê mais um 
comando para a movimentação, e assim sucessivamente até chegar à dupla inicial.
Após a dinâmica, converse com os alunos sobre os atos de bondade que pesquisaram. Liste na lousa 
as ações para que eles as registrem no caderno. Na sequência, deverão apresentar à família o que 
foi pesquisado e registrar no caderno um ato de bondade relatado por um dos familiares. Na aula 
seguinte, esse ato de bondade pode ser compartilhado com os colegas.
Fazer o bem
8 Motive a comunidade escolar a realizar uma campanha beneficente. Para isso, deve ser escolhida 
uma instituição reconhecida pela idoneidade e pela qualidade dos serviços prestados. 
Apresente à turma os dados dessa instituição, tais como: objetivo, atividades realizadas, pessoas 
direta e indiretamente envolvidas. Escolha uma forma de os alunos interagirem com essas pessoas. 
Por exemplo: escrevendo cartões ou cartas, criando um vídeo com uma mensagem, gravando um 
áudio com uma história contada ou lida por eles, etc.
Combine com a instituição qual seria a maneira ideal para os alunos a auxiliarem. Organize com a 
turma o que será doado, em que lugar serão armazenadas as doações, em que período poderão rea-
lizar a atividade e que pessoas e/ou turmas na escola podem ser envolvidas na campanha. Verifique 
a possibilidade de a turma visitar o local para a entrega das doações. Caso isso não seja possível, 
a entidade poderia buscar a doação na escola para que os alunos possam visualizar e vivenciar a 
finalização da campanha. Outra opção é pedir à instituição que registre e disponibilize fotos do 
recebimento das doações para os alunos.
23LIVRO DO PROFESSOR
Construa com os alunos algumas perguntas, a fim de avaliar a campanha, para serem feitas às pessoas 
envolvidas na ação. Leve em consideração os seguintes aspectos:
• se a escolha da entidade foi adequada;
• se o período da campanha foi suficiente;
• se a organização da turma, da escola e da entidade foram boas.
Indague ainda se, na opinião dos alunos e de seus familiares, a campanha resultou em alguma mu-
dança de atitude da parte dos alunos.
Quando eles trouxerem os dados de avaliação para a sala, tabule as respostas obtidas, a fim de ve-
rificar os pontos positivos e os que precisam melhorar.
Página 37
9 A leitura do texto apresentado pode ser em formato de jogral. Antes da leitura, porém, retome 
com os alunos os assuntos já estudados. Se necessário, revise todas as discussões e as atividades 
realizadas, passando página por página desde o início do capítulo. Relacione os textos sagrados à 
forma de as pessoas agirem no mundo atual, bem como o que mudaria se os valores indicados por 
eles fossem levados em consideração e respeitados no cotidiano das pessoas. 
Sugestão de atividades
Para aprofundar a reflexão a respeito da temática do texto apresentado, proponha uma atividade 
sobre dilemas comunicativos. 
a) Anote na lousa a seguinte situação: 
• Você precisa dizer a um amigo que gostaria de brincar com outros amigos na hora do recreio. 
 Questione os alunos: Como comunicar isso sem magoar o amigo? 
 Escreva na lousa as diversas possibilidades citadas para que escolham a mais adequada. 
b) Reproduza na lousa os dilemas de comunicação a seguir e converse com a turma sobre a melhor 
forma de transmitir as informações desejadas. Crie outros dilemas, se necessário. 
 Alguns exemplos:
• Você precisa dizer para a pessoa que faz sua comida que você não gosta de um alimento ou 
tempero. 
• Você precisa dizer para uma pessoa que ela está fazendo algo errado. 
 Converse com os alunos a respeito do poder da comunicação e da importância de nos comuni-
carmos de forma clara, para que não haja interpretações errôneas. 
24 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
c) Dialogue com os alunos sobre a comunicação por meio de gestos, olhares e expressões faciais. 
Peça que se lembrem de diferentes emojis que substituem a escrita para expressar um sentimento, 
uma emoção ou até mesmo uma percepção. Repita algumas expressões faciais e corporais que 
você costuma realizar nas aulas e pergunte aos alunos se compreendem exatamente o que você 
está querendo expressar. Em seguida, organize-os em duplas e oriente um membro de cada dupla 
a representar diferentes expressões corporais, para que o outro interprete qual o sentimento ou 
a emoção que está sendo comunicada. Depois, oriente-os a inverter os papéis.
 Observe os alunos enquanto realizam a brincadeira. Em análise posterior, mostre a eles que uma 
mesma emoção ou um sentimento pode ser expresso de formas distintas, pois cada pessoa é 
única. Por isso, é importante observarmos as pessoas para que a comunicação seja mais assertiva. 
Essa brincadeira também pode ser fotografada e depois apresentada aos alunos, por meio de 
slides, para que discutam o que foi possível comunicar. 
Página 39
Atividades
10 Converse com os alunos sobre as percepções que tiveram em cada quadro da lenda indiana. 
Em seguida, conte a eles a história.
SILVA, Michele C. Os homens cegos e o elefante. In: ______. Filosofia: 3.º ano. Curitiba: Positivo, 2016.
Algumas interpretações possíveis para a lenda: cada um entende a própria opinião como verdadeira; 
no entanto as pessoas têm opiniões diferentes porque vivem experiências diversas. 
Para problematizar se os alunos compreenderam a lenda, discuta com eles sobre o que acontece 
quando recebemos informações parciais e realizamos prejulgamentos. Quantas pessoas podem 
ser atingidas quando julgamos ou emitimos uma opinião com base em impressões superficiais? 
Questione ainda: É possível respeitar uma opinião diferente da nossa? Respeitar uma opinião é o 
mesmo que concordar com ela?
Os homens cegos e o elefante
Uma antiga lenda indiana conta que um rei chamou três homens que não enxergavam para 
responderem à pergunta:
— Como é um elefante?
Em seguida, o rei trouxe o animal até eles, deixando que o primeiro tocasse na tromba; o segundo, 
na pata; e o terceiro, na barriga do elefante. Depois disso, cada homem respondeu à pergunta do rei 
com uma opinião diferente.
O primeiro disse que o elefante era fino, longo e flexível como um cipó ou uma serpente. O 
segundo discordou e respondeu que ele era duro e roliço como um tronco de árvore. O terceiro 
discordou de ambos, afirmando que o animal era largo, rígido e áspero como uma rocha. Então, eles 
passaram a discutir, sem chegarem a nenhum acordo sobre quem estava certo ou errado...
25LIVRO DO PROFESSOR
Página 41
Atividades
11 Depois da realização da atividade 1, divida a turma em duplas e indique a cada uma delas uma 
das parábolas citadas no Livro do aluno. Depois, os alunos deverão consultar a Bíblia ou a internet a 
fim de realizar a leitura do texto que lhe coube. Em seguida, cada dupla deverá escolher uma forma 
de apresentar a história para a turma. Por exemplo: paródia, poesia, brincadeira, encenação, adivinha, 
mímica, cartaz, slides, etc. 
Para a organização da atividade, oriente as duplas a seguir estes passos:
• Ler o texto bíblico e resumi-lo em um parágrafo.
• Relacionar a mensagem do texto com os dias atuais.
• Escolher uma forma de apresentação.
• Fazer um rascunho da apresentação e prepará-la.
• Ensaiar a apresentação e realizá-la.
Depois das apresentações, liste na lousa palavras ou expressões-chave de cada texto bíblico para 
que os alunos as registrem no caderno.
Página 42
12 Sugestão de atividades
Convide os alunos a prestar atenção nesta história e prepare-se para contá-la em vez de apenas lê-la. 
Os dons de Deus
Um dia, um homem entrou numa loja e, estupefato, viu um anjo atrás do balcão. Maravilhado com 
aquela visão, perguntou: 
- Anjo, o que vendes?
O anjo respondeu: 
- Todos os dons de Deus.
O homem voltou a perguntar: 
- E custam caro?
E a resposta do anjo foi: 
- Não. É de graça... é só escolher.
O homem, todo feliz, olhou para toda a loja e viu jarras de vidro de fé, pacotes desabedoria, caixas 
de felicidade... Não estava acreditando que poderia adquirir tudo aquilo.
- Por favor, embrulhe para mim muito amor de Deus, bastante felicidade, abundante perdão d’Ele, 
amor ao próximo, paciência, tolerância...
26 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Pergunte aos alunos: O que é necessário para uma semente germinar e poder dar frutos? E para as 
sementes dessa história germinarem, o que seria necessário? 
Depois do diálogo, convide os alunos a plantar algumas sementes de flores e observar o crescimento 
delas. As sementes podem ser plantadas em vasos ou no jardim da escola. Monte um calendário e 
estabeleça os responsáveis pelas seguintes tarefas, que devem ser realizadas diariamente: regar a 
planta, colocá-la em espaço iluminado ou cuidar para que ninguém estrague o jardim. Quando as 
flores crescerem, saliente a beleza e a alegria da sala ou da escola com um jardim.
Outra possibilidade é que os alunos levem sementes para casa e as utilizem para “semear” valores 
com suas famílias. Em aula, cada aluno deverá pensar no valor de que a sua família mais necessita, 
como diálogo, afeto, alegria. Esses valores serão representados pelas sementes.
Em casa, cada aluno deverá reunir a família, apresentar a palavra que escolheu e convidar os familiares 
a plantar as sementes de flor que representarão o valor escolhido. Ao cultivar a planta, todos devem 
lembrar-se também de colocar esse valor em prática, para que ele “frutifique”, como na parábola 
dos talentos.
Conversar e fazer juntos
13 Na atividade 1, utilize a metodologia dos Círculos de Construção de Paz, aplicável à facilitação de 
diálogo e/ou como metodologia restaurativa, capaz de proporcionar autoestima, além de confiança 
e segurança no trabalho em grupo. 
Os Círculos – como essa metodologia é conhecida – inspiram-se na tradição oral e na simbologia 
ancestral de pessoas das mais diversas culturas reunidas para conversar ao redor de uma fogueira. 
Também levam em conta uma ideia importante nas culturas africanas, conhecida como Ubuntu, 
segundo a qual o bem de um indivíduo está diretamente relacionado ao bem dos demais.
Os Círculos são utilizados como prática de justiça restaurativa, conceito amplo de justiça que considera 
os interesses de todas as partes envolvidas em uma situação de conflito. No âmbito da educação, 
aplicam-se a diversas situações, possibilitando que os envolvidos aprendam juntos, encontrem 
soluções para dificuldades, e assim por diante. 
CAMINHAR Marista 3: reflexões para um novo começo. 1. ed. São Paulo: FTD, 2017. p. 12. E-book.
O anjo anotou o pedido e foi separar os produtos. 
Ao retornar, entregou-lhe vários pacotinhos, que cabiam na palma da mão do homem. 
Espantado, ele indagou: 
- Como pode você me dar apenas esses pacotinhos? Eu quero levar uma grande quantidade dos 
dons de Deus.
O anjo respondeu:
- Querido amigo, na loja de Deus, nós não vendemos frutos. Apenas sementes.
27LIVRO DO PROFESSOR
Desde 2014, com o aval do Ministério da Educação estadunidense, os Círculos de Construção de Paz 
avançaram na aplicação escolar e, atualmente, são utilizados em escolas de vários países. 
Os textos a seguir apresentam informações a respeito de práticas restaurativas e alguns aspectos 
relevantes da metodologia dos Círculos de Construção de Paz. 
CONSTRUINDO relações de cuidado: um guia para implementar práticas restaurativas nas escolas. Fortaleza: Terre des 
hommes Lausanne no Brasil, 2013. p. 24.
RIESENBERG, Nancy. Prefácio à edição americana: segurança e receitas de bolo. In: BOYES-WATSON, Carolyn; PRANIS, 
Kay. Círculos em movimento: construindo uma comunidade escolar restaurativa. Porto Alegre/Fortaleza: AJURIS/Terre des 
hommes Lausanne no Brasil, 2015. 
Sendo assim, fica evidente que o Círculo e a Prática do Círculo podem ser utilizados para construir uma 
equipe de trabalho, vínculos positivos, normas comunitárias, relacionamentos, aprendizagem social e 
emocional, envolvimento com os pais, etc. Além disso, podem ser aplicados para abordar temas delicados. 
Para realizar a Prática do Círculo, tenha sempre um objetivo definido, organize um roteiro e prepare 
o ambiente antes de os alunos chegarem. Crie um círculo de cadeiras, com o número exato de 
participantes, e, no centro, coloque um objeto significativo para o grupo. Sugerimos algo que faça 
referência a um dos quatro elementos da natureza, como água, uma planta (representando a terra 
e o ar) ou uma vela (representando o fogo). 
As práticas restaurativas ajudam as pessoas: a lidar de modo melhor com seus conflitos, levando-as 
a pensar no que fizeram, em quem foi afetado por isso e como podem fazer para reparar e restaurar 
a situação e os vínculos; a intervir diante de situações de violência que ocorrem no espaço escolar, 
orientando quanto à conduta adotada e encaminhamentos necessários; a construir procedimentos 
de proteção, com orientações escritas que ajudam a prevenir e a intervir em situações de violência 
institucional; a articular com a rede de apoio; a celebrar conquistas, acolher novas pessoas, debater 
temas especialmente difíceis e fortalecer a comunidade escolar.
“[...] Eu já ouvi alunos dizerem que é muito fácil desaparecer dentro de uma escola. 
Para pertencer, é preciso ser visto. Para ser significante, é preciso contribuir. [...] O Círculo, por um 
espaço de tempo, achata a hierarquia entre dois grupos oponentes, entre adultos e alunos, entre o 
educador que aprendeu em livros e os pais que aprenderam pela experiência. Há lugar para cada um e 
há lugar para todos. 
[...] A prática é ensinada em sua maior parte vivenciando-a: sentando-se em volta de uma fogueira, 
de uma mesa, ou em uma roda de cadeiras. A prática é ensinada pela vivência, por isso é possível 
realizar uma Prática do Círculo na escola, ao invés do Círculo no seu processo como um todo. A 
diferença entre eles é que a Prática é apenas uma parte do Círculo. O Círculo de Construção de Paz 
[...] possui mais etapas”. 
28 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Para indicar quem está com a palavra, pode ser usado um objeto de tamanho razoável, por exemplo: 
um boneco de pelúcia, uma bolinha de borracha, um pequeno bastão com fitas, etc. No início do 
diálogo, o facilitador (professor) deve ter em mãos o objeto indicativo de quem está com a palavra. 
Quando faz a pergunta norteadora, o facilitador a responde e, depois, passa o objeto para o seu 
lado direito ou esquerdo; e o objeto deve circular e passar por todas as mãos, em ordem. Não passe 
o objeto de forma aleatória ou por alguém que queira interromper a fala. É preciso esperar a vez 
de falar, até chegar novamente ao facilitador. O objeto da palavra na atividade pode circular mais 
de uma vez com perguntas diferentes. Se observar que é necessário passá-lo mais uma vez pelos 
alunos, sem pergunta nenhuma, por perceber que eles querem acrescentar algo, isso pode ser feito. 
Lembre-se ainda: se algum aluno não quiser falar na discussão de um assunto, ele deve ser respeitado. 
Etapas de planejamento da Prática do Círculo:
BOYES-WATSON, Carolyn; PRANIS, Kay. No coração da esperança: guia de práticas circulares. Porto Alegre: Tribunal de 
Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, 2011. 
Página 43
Fazer o bem
14 Para orientar a escolha das histórias, sugira aos alunos que releiam as anotações feitas por eles 
na atividade anterior e revejam as parábolas indicadas na seção Atividades da página 41. Ajude-os 
a perceber quais dessas narrativas podem atender ao objetivo de levar uma “palavra amiga” a quem 
precise, ou seja, uma mensagem de esperança ou consolo.
1. Cerimônia de abertura: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um 
agradecimento e até mesmo um relaxamento. 
2. Check-in: é a expressão do sentimento dos participantes; deve ser realizado com perguntas 
norteadoras, tais como: Como você se sente no momento? Quem é você?, etc.
3. Atividade principal: dependerá de seu objetivo: A quem você recorre quando se machuca 
emocionalmente? Que tipo dedor machuca os corações? O que o ajudou a se sentir melhor 
quando sentiu que alguém o julgou? O que você poderia fazer para ajudar alguém que foi 
julgado? 
4. Check-out: pode ser uma leitura significativa, uma música, palmas, um agradecimento e até 
mesmo um relaxamento.
29LIVRO DO PROFESSOR
Sugestões para o professor
 Filmes 
• MEU NOME é Rádio. Direção de Michael Tollin. EUA: Revolution Studios, 2003. 1 DVD (109 min), 
son., color. 
No filme, baseado em fatos reais, Jones, um treinador de futebol americano de uma escola, per-
cebe que há um rapaz com deficiência mental perambulando em volta do campo onde treina com 
seus alunos. Quando seus alunos pregam uma peça no rapaz, conhecido como Rádio, Jones passa 
a inclui-lo na rotina de suas aulas, estabelecendo relações de aprendizado para Rádio e para toda 
a comunidade escolar. A partir da inclusão, da empatia, a comunidade escolar aprende que Rádio 
tem uma forma singular de se comunicar e de compreender o mundo, e passam a respeitá-la e a 
estabelecer relações de gentileza com ele.
• A CORRENTE do bem. Direção de Mimi Leder. EUA: Warner Bros., 2000. 1 DVD (123 min), son., color. 
Um professor de Estudos Sociais faz um desafio aos alunos em uma de suas aulas: eles devem 
criar algo que possa mudar o mundo. Trevor, um desses alunos, cria um jogo em que, a cada favor 
recebido, a pessoa favorecida deve retribuí-lo a três outros indivíduos. O jogo vira uma corrente que 
cria proporções muito além das imaginadas pelo garoto. Esse filme demonstra o potencial que cada 
um tem de plantar sementes de bondade nas pessoas com quem convive e como esse movimento 
pode ser abrangente e transformador.
• KARATÊ kid. Direção de Harald Zwart. China/EUA: Sony Pictures, 2010. 1 DVD (140 min), son., color.
Um menino perseguido por valentões na escola pede auxílio a um mestre de kung fu para 
aprender a se defender. Inicialmente buscando aprender a lutar para vingar-se de seus agressores, 
o garoto acaba aprendendo que a arte marcial requer disciplina e prega valores pacíficos. Assim, o 
menino percebe que é necessário mais do que a força bruta para resolver seus conflitos: humildade, 
empatia, senso de justiça e autoaceitação.
Importante:
Professor, recomendamos que você assista aos filmes e avalie a adequação antes de 
exibi-los aos alunos.
30 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Neste capítulo, serão abordadas as narrativas sagradas de diferentes religiões transmitidas por meio 
da tradição oral ou de textos sagrados. Com base nas religiões dos personagens, serão apresentadas 
narrativas orais de povos indígenas e africanos, bem como os livros sagrados do Cristianismo, do 
Judaísmo, do Islamismo, do Budismo, do Espiritismo e do Hinduísmo. O objetivo é que os alunos 
percebam a sabedoria contida nas narrativas sagradas de diferentes religiões.
No final do capítulo, a intenção é que os alunos compreendam que, apesar da diversidade, há 
também aspectos em comum entre essas narrativas e seus ensinamentos.
Sugestão de número de aulas: 8
Orientações didáticas
Página 44
1 Explore as imagens com os alunos, por meio de perguntas:
• Você conhece algum livro sagrado?
• Por que existem os livros sagrados? 
• Como ter acesso aos livros sagrados de outros povos?
Página 46
Ponto de partida
2 Converse com os alunos sobre a importância dos textos sagrados para as pessoas, salientando 
que a leitura desses textos pode ser feita por adeptos de uma religião ou por indivíduos que não a 
praticam, mas se interessam pelos temas dessas obras. Mencione que tais obras contêm a sabedoria 
de um povo e que podem ajudar as pessoas a lidar com dilemas atuais. 
3 Lembramos que, embora as crenças afro-brasileiras e as indígenas sejam representadas pela 
tradição oral, a maneira como cada uma mantém viva sua religiosidade é diferente. Ao abordar o 
tema da tradição oral nas religiões, pergunte aos alunos: 
• Na opinião de vocês, por que algumas religiões mantiveram a cultura da oralidade, mesmo após 
a invenção e a popularização da escrita? 
• Como vocês imaginam que as informações são transmitidas de geração em geração? 
• Como manter as informações essenciais em histórias transmitidas oralmente por tantos anos? 
Sugestão de atividades
Para explorar a tradição oral das religiões afro-brasileiras, organize com os alunos uma entrevista a 
uma pessoa que siga uma dessas crenças. Convide a pessoa para vir à sala conversar com os alunos 
e oriente-os a utilizar um roteiro de perguntas, como o do exemplo a seguir. 
1. Você tem um objeto que foi passado de geração em geração até chegar a você? Ou você se 
lembra de algum objeto que passou por várias gerações de sua família?
CAPÍTULO NARRATIVAS SAGRADAS3
31LIVRO DO PROFESSOR
2. Existe algum costume que sua família mantém e que foi passado de geração em geração? 
3. Você recorda alguma história sobre seus antepassados que transmitia um ensinamento? 
4. Entre os objetos, os costumes e as histórias mencionados, há algum que se relacione com a sua 
crença religiosa?
Ao final da entrevista, a turma deve agradecer a presença do convidado e poderá confeccionar um 
cartão demonstrando gratidão.
Página 48
Atividades
4 É importante que os alunos criem frases relacionadas aos dois textos citados na página 47. Se 
houver interesse, peça que criem mais frases. Observe, no momento de registro, se estão desenhan-
do o símbolo corretamente para não inviabilizar a descoberta das frases pelos colegas. No final das 
atividades, convide alguns alunos para ler as frases descobertas. 
Página 49
5 Contextualize com os alunos as transformações da escrita desde o desenho dos primeiros símbolos 
rupestres até a formalização de sistemas alfabéticos. Lembre-os de que as culturas e as sociedades 
interferem na construção do código escrito. Assim, há uma diversidade de registros escritos. 
Pergunte aos alunos a que questões fundamentais os seres humanos de diferentes épocas procuram 
responder e que podem ter relação com os textos religiosos. Alguns exemplos: Qual é o sentido da 
vida? Qual é o sentido da morte? Por que existem o bem e o mal? 
Página 50
Atividades
6 Para a realização da atividade, é interessante seguir alguns passos: 
a) Peça aos alunos que relembrem um fato histórico da família, da escola ou de um ambiente reli-
gioso e o registrem no caderno. Ressalte que o registro deve ser feito em forma de uma notícia 
(texto jornalístico). Se necessário, oriente-os quanto às características desse gênero textual.
b) Leve para a sala de aula vários jornais. Convide a turma a observar as manchetes e as notícias 
conversando sobre as diferenças entre elas. 
c) Explique a eles que a manchete é uma frase curta, direta, sem adjetivos e com verbos conjugados 
no tempo presente, a qual indica o conteúdo de uma notícia. 
d) Dica: a manchete deve fornecer informação suficiente para dar ao leitor uma impressão de como 
será a matéria toda. 
e) Solicite aos alunos que releiam o fato registrado no caderno e criem uma manchete para apre-
sentá-lo. Oriente-os a escrevê-la em voz ativa e não em voz passiva. Exemplo: 
 Líder religioso propõe o diálogo entre as religiões. (Voz ativa)
 Diálogo entre as religiões é proposto por líder religioso. (Voz passiva)
32 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
f) Organize os alunos em duplas, a fim de que apresentem um ao outro suas manchetes. Assim, 
poderão verificar se elas trazem de forma clara os fatos registrados no caderno. Se isso não ocorrer, 
será necessário modificá-las. 
g) Ainda em duplas, cada aluno deverá ler seu texto jornalístico para o colega e realizar as correções 
devidas. Depois das correções, convide os alunos a utilizar palavras recortadas de jornais para 
registrar a manchete no livro por meio de colagem. 
h) Abaixo da manchete, cada aluno deverá transcrever o próprio texto jornalístico registrado no 
caderno (com as correções realizadas na etapa anterior).
Página 51
7 Para essa aula, solicite previamente aos alunos que tragam, se possível, o livro sagradode sua 
religião à escola para apresentar aos colegas. Se tiver acesso, mostre a eles outros exemplos de textos 
e/ou livros sagrados, a fim de enriquecer a aula. Organize com a turma a apresentação dos livros sa-
grados e a leitura de pequenos trechos deles para exemplificar aos colegas a sabedoria que contêm. 
Antes de iniciar a leitura do item Livros sagrados, converse com a turma a respeito da identidade 
religiosa de cada um e do livro sagrado ou da tradição oral correspondente. Indague como o livro é 
utilizado em suas famílias ou como são transmitidos os ensinamentos da tradição oral.
Em seguida, ao realizar a leitura do livro didático, relacione as informações do texto ao conteúdo 
das apresentações feitas em aula. 
Conversar e fazer juntos 
8 Para preparar essa atividade, peça a cada aluno que converse com os familiares com o intuito de 
verificar se estes se recordam de algum texto, religioso ou não, cujos ensinamentos influenciaram 
o aluno a fazer algo considerado correto. 
Em sala, organize uma roda de conversa para compartilhar essas informações. Utilize os princípios 
da Prática Restaurativa (Círculos de Construção de Paz). Depois, solicite aos alunos que registrem no 
caderno a história que contaram e a atitude influenciada por ela. 
Página 55
Atividades
9 Atividade 1
Para a realização das atividades, os alunos podem pesquisar na internet ou até mesmo observar o 
livro sagrado de algum colega que seja diferente do seu. Eles podem representá-lo por meio de 
desenhos ou recortar e colar a imagem dele.
Atividade 2
O intuito da atividade é que os alunos percebam que, em algumas religiões, as crianças também 
realizam ritos com os textos sagrados. Organize a turma em grupos para pesquisar as religiões 
dos personagens do livro (Cristianismos Católico e Evangélico, Islamismo, Judaísmo, Budismo e 
Espiritismo). É possível pesquisar vídeos, além de fazer a busca em sites, objetivando responder às 
perguntas. Acompanhe o acesso dos alunos à internet, verificando se os conteúdos encontrados 
tratam a religião representada com respeito e valorização. Para que os alunos dividam com a turma 
suas pesquisas, eles podem valer-se de exposição, exibição dos vídeos pesquisados, dramatização, etc. 
33LIVRO DO PROFESSOR
Página 57
Atividades
10 Sugestão de atividades
Essa proposta pode ser realizada antes ou depois do preenchimento do quadro da página 57. Faça 
moldes de coração de tamanho médio para a quantidade correspondente à metade da turma e, 
no centro de cada coração, registre uma das frases a seguir: 
• Fala a verdade, mesmo que ela esteja contra ti. – Islamismo
• Ó meu filho, evite oprimir qualquer um que não tenha socorro senão o de Allah. – Islamismo
• Deus Todo-Poderoso observa, Ele mesmo, todos nossos atos e pensamentos. – Judaísmo 
• Honra teu pai e tua mãe, para que teus dias sejam longos. – Judaísmo
• Assevera a palavra do Senhor – “concilia-te”, o que equivale a dizer “faze a tua parte”. – Espiritismo
• Corrige quanto for possível, relativamente aos erros do passado, movimenta-te no sentido de 
revelar a boa vontade perseverante. Insiste na bondade e na compreensão. – Espiritismo
• Tenha cuidado com o exterior, bem como seu interior, porque tudo é um. – Budismo
• O ódio não diminui o ódio. O ódio diminui com o amor. – Budismo
• Guardar raiva é como segurar um carvão quente com a intenção de jogá-lo em alguém. Quem 
se queima é você. – Budismo
• Amarás a teu próximo como a ti mesmo. – Cristianismo
• O amor de Deus dura para sempre. – Cristianismo
Recorte os corações ao meio. Em cada um deles faça um recorte diferente. 
Entregue a cada aluno uma metade do coração de maneira aleatória. 
Eles deverão procurar a metade que se encaixe na sua. 
Oriente os alunos que encontraram sua metade a formar duplas. Peça 
a cada uma que analise a frase recebida e procure interpretar o sentido 
dela. Ajude aqueles que tiverem dificuldade na compreensão do sig-
nificado das frases. Em seguida, a dupla deverá registrar no caderno a 
frase, seguida pela interpretação correspondente. Convide cada dupla 
a escrever a frase na lousa, ler para a turma e dizer como a interpretou. 
A turma pode copiar as frases no caderno. 
Prepare um cartaz para colar todos os corações e decida com os alunos onde deixá-lo em exposição. 
Página 58
Fazer o bem
11 Como alternativa à confecção dos livrinhos, a atividade pode ser desenvolvida com potes de pen-
samentos. Solicite antecipadamente aos alunos que cada um traga para sala um pote transparente, 
que pode ser reaproveitado, e post-its ou papéis coloridos (tiras ou pedaços pequenos). Em cada 
pedaço de papel, os alunos deverão escrever uma frase extraída do livro sagrado de uma religião 
escolhida, pode ser a que o aluno professa ou não. Também poderão usar frases/pensamentos não 
vinculados a religiões que levem à reflexão (citações de pensadores, por exemplo). 
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34 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
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É possível inserir um rótulo em cada pote com o título 
“pote de pensamentos” e enfeitar a tampa com tecidos 
e papéis coloridos. Assim, em vez de o aluno presentear 
alguém com o livrinho de mensagens, poderá fazê-lo 
com o pote de pensamentos.
Página 60
12 A fábula dos porcos-espinhos faz parte da obra Parerga e Paralipomena, publicada por Schopenhauer 
em 1851. É conhecida como dilema ou paradoxo do ouriço ou, ainda, como dilema ou paradoxo 
dos porcos-espinhos. 
Sugestão de atividades
Para aprofundar a compreensão da temática da fábula, proponha a seguinte vivência. 
• Conduza os alunos a um espaço amplo da escola. Abra jornais no chão formando quatro fileiras. 
Cada uma delas representará uma ponte. 
• Divida a turma em oito grupos. Cada “ponte” deverá ter dois grupos, um em cada extremidade. 
• Ao seu sinal, os alunos deverão atravessar a ponte sem sair de cima dela. Porém, os grupos estarão 
em sentidos contrários e deverão criar estratégias para alcançar o outro lado sem cair. O objetivo 
é que os alunos aguardem sua vez e façam a travessia com calma. Caso os alunos tentem atra-
vessar juntos e de maneira desorganizada, não haverá espaço para todos na largura da ponte.Pág
Página 61
13 Para a finalização do capítulo, organize os alunos em duplas. Oriente-os a repassar as páginas 
de todo o capítulo e conversar sobre o que mais chamou a atenção deles. Em seguida, eles deverão 
organizar, no caderno, dois esquemas: o primeiro para o elemento-chave “narrativas sagradas” e o 
segundo para “tradição oral”. Apresente alguns modelos de esquemas, como os das ilustrações a 
seguir. 
35LIVRO DO PROFESSOR
Sugestão de atividades
Para essa atividade, providencie vendas para os olhos dos alunos em quantidade suficiente para me-
tade da turma. Convide os alunos a formar duplas. Cada uma definirá quem será a ovelha e quem será 
o pastor. A ovelha será vendada e conduzida pelo pastor. De olhos abertos, o pastor toma a ovelha 
pela mão ou pelo ombro e a conduz por caminhos, ajudando-a a desviar de obstáculos. Depois de 
passarem por diversos caminhos, eles devem trocar de papéis. Assim, cada um terá a experiência 
de conduzir e de ser conduzido.
No final da atividade, questione-os:
• Como foi a experiência? O que sentiram sendo ovelhas? E como pastores?
• Na vida diária, quem nos conduz?
• O que essa dinâmica tem a ver com a vida?
• Será que as pessoas podem ser conduzidas pelas narrativas sagradas? De que forma? 
• Quando se torna perigoso ser conduzido? 
É possível complementar a dinâmica com a leitura da parábola do Bom Pastor, em João 10:1-18. 
Leia essa passagem bíblica e a relacione à vivência dos alunos. Convide-os a representar a parábola 
de Jesus em uma folha. Para essa representação, podem ser usados diferentes técnicas (desenho, 
pintura, colagem) e materiais (têmpera, cola com brilho, cola colorida, materiais recicláveis). Depois, 
escolha um lugar para que eles possam expor suas produções. 
Sugestões para o professor 
 Leitura
• FONAPER.O fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz indígena. Disponível em: 
<http://www.fonaper.com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em 5 jul. 2019.
Caderno de estudos integrante de um curso de extensão de Ensino Religioso; traz dados sobre 
as crenças religiosas dos povos indígenas brasileiros por meio de diferentes exemplos. 
• FONAPER. O fenômeno religioso nas tradições religiosas de matriz africana. Disponível em: <http://
www.fonaper.com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em 5 jul. 2019.
Caderno de estudos integrante de um curso de extensão de Ensino Religioso; traz dados sobre 
as religiões afro-brasileiras, explicando suas origens e características. 
36 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Neste capítulo, são abordadas as relações entre os ensinamentos religiosos, as regras morais e os 
princípios éticos que norteiam as ações das pessoas na vida social.
Também é proposta uma reflexão a respeito da atuação de líderes religiosos ou não religiosos. 
O estudo apresenta alguns líderes, como Papa Francisco, Mahatma Gandhi e Martin Luther King 
Jr., personalidades conhecidas mundialmente cujos discursos éticos são coerentes com as ações 
realizadas por eles. Com esses exemplos, os alunos podem perceber a importância da sintonia entre 
a fala e a ação cotidiana. 
Sugestão de número de aulas: 7
Orientações didáticas
Página 62 
1 Explore com os alunos as imagens de abertura do capítulo perguntando:
• Que relações é possível estabelecer entre o mapa e as fotos de diferentes pessoas? 
• Quem são as outras pessoas retratadas além dos personagens?
• O que todas as pessoas representadas na imagem têm em comum? 
Página 64
Ponto de partida
2 A maioria dos valores listados na atividade são de natureza moral e podem ser desenvolvidos 
por meio da prática religiosa. Incentive os alunos a argumentar sobre como a prática religiosa pode 
auxiliar a desenvolver os valores assinalados por eles. De maneira geral, as virtudes podem ser tra-
balhadas a partir da empatia e do desejo de ser uma pessoa melhor para si e para os outros. Esse 
desejo pode ser motivado por crenças religiosas ou não, da mesma maneira que os valores também 
podem ser desenvolvidos fora da prática religiosa.
Página 65
3 Realize algumas reflexões com os alunos sobre a religião e a moral, pois há uma profunda co-
nexão entre essas expressões da diversidade humana. Assim, o valor dos ensinamentos presentes 
nos textos sagrados pode se revelar por meio de práticas de solidariedade, justiça e paz das institui-
ções religiosas e de seus adeptos. Ressalte a importância de fazer valer, na coexistência, os valores 
humanos, a paz entre as pessoas e o respeito às diferentes manifestações religiosas e culturais. Isso 
diz respeito ao universo da moral e da ética.
Sugestão de atividades 
Para entender a concepção e a percepção da coexistência, promova momentos de partilha a respeito 
dos grupos dos quais os alunos participam, inclusive na escola e nos ambientes religiosos. 
CAPÍTULO LÍDERES RELIGIOSOS4
37LIVRO DO PROFESSOR
Organize uma roda de conversa para a realização da atividade. Utilize os princípios da Prática 
Restaurativa (Círculos de Construção de Paz) e indague:
• Por que participam de um grupo? 
• Como é a vida no grupo? Como seria se não existisse esse grupo?
• Que regras existem no grupo de que eles participam? Para que servem essas regras? 
• Quem faz parte de um grupo religioso: Como é esse grupo? O que ele faz? Que regras existem 
nesse grupo? Como tais regras influenciam a vivência diária?
Esse é um momento de pontuar situações-problema e dificuldades, além de ressaltar os aspectos 
positivos da vivência em grupo na sala de aula e na escola. Comente com os alunos a contribuição 
das religiões para a construção e a vivência da moral nos grupos sociais. Ademais, oriente-os a 
compreender os valores morais com base em exemplos de pessoas da atualidade, se possível da 
comunidade. Procure fixar com a turma alguns valores essenciais para uma coexistência harmoniosa 
com outras pessoas.
Página 66
Atividades
4 Na atividade 3, oriente os alunos a respeito de como se escreve uma receita, apresentando os 
ingredientes e suas quantidades e detalhando o modo de preparo. Em seguida, pergunte a eles que 
elementos são necessários para construir a paz e como deve ser realizada essa construção, com base 
nos elementos citados. Depois do registro escrito, que pode ser realizado em duplas ou trios, os 
alunos podem compartilhar suas “receitas”, lembrando-se de explicar o motivo da escolha de cada 
ingrediente e o efeito que ele produz. 
Página 68
5 O texto faz uma retomada dos conteúdos desenvolvidos em outros capítulos. Se for necessário, 
revisite-os para que os alunos relembrem e façam conexões com os assuntos que estão por vir. As 
frases apresentadas pelos personagens exemplificam as afirmações do texto. Elas são consideradas 
regras de ouro de diversas religiões e ressaltam um valor moral importante, a empatia. 
Páginas 69 e 70
Atividades
6 Atividades 1 e 2
Organize a turma em dois grupos e proponha a eles que recitem os pensamentos apresentados 
nas páginas 68 e 69. Em seguida, peça que explicitem o que entenderam de cada uma das frases. 
Faça também algumas perguntas para instigá-los a refletir sobre os valores presentes nas frases que 
recitaram. 
Atividade 4
Providencie cartolinas para a confecção dos cartazes solicitados e organize os alunos em duplas. Cada 
uma deve escolher um dos ensinamentos das páginas 68 e 69 e produzir um cartaz a respeito dele.
38 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Antes da transcrição do ensinamento no cartaz, é necessário planejar:
• Que mensagem será colocada no cartaz?
• Que tipo de ilustração estará relacionado à mensagem?
• Quais devem ser o tamanho das letras e as cores empregadas?
Oriente as duplas a identificar o nome dos alunos e a turma no cartaz, evitando interferência na 
mensagem. 
Página 71
Fazer o bem
7 Incentive os alunos que fazem parte de uma religião a entrevistar uma liderança dessa religião. 
Os que não seguem nenhuma crença religiosa podem realizar a atividade com alguém que admiram. 
Saliente a eles que é necessário:
• Marcar um horário com a pessoa para conversar, com a supervisão de um adulto. 
• Chegar na hora marcada ao local combinado e acompanhado de alguém responsável.
• Levar o livro e um caderno de anotações para escrever em poucas palavras o que será dito. 
• Lembrar-se de perguntar qual é o ensinamento ético que a pessoa segue na religião/na vida e 
que exemplos práticos ela tem disso no cotidiano. 
• Entregar à pessoa entrevistada um cartão de agradecimento pela gentileza da acolhida. 
Solicite aos alunos que pensem em um exemplo que mais chamou a atenção deles na conversa a 
fim de estruturar uma frase com esse ensinamento para escrevê-la no papel colorido. 
Para montar a caixinha de presente, podem ser se-
guidos estes passos:
• Peça aos alunos que tragam uma folha colorida. 
• Disponibilize a eles moldes conforme o modelo 
a seguir.
• Quando todos estiverem com os moldes traçados, 
eles devem recortar a caixinha. 
• Para a realização das dobras, é necessário que 
tracem linhas a lápis. Se necessário, ajude-os nessa 
etapa. 
• Oriente os alunos a dobrar a caixa e a colar. 
• Peça a eles que coloquem o papel com a frase na 
caixa e a fechem com cuidado. 
• Oriente-os a respeito da forma adequada para 
abordar as pessoas e destaque a necessidade de 
explicar a elas que se trata de um presente e que 
os presenteados precisam realizar a ação que está 
na caixa, antes de passá-la a alguém.
39LIVRO DO PROFESSOR
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40 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Página 72
8 Sugestão de atividades
Sugerimos uma dinâmica para desenvolver e perceber lideranças. Para a realização dela, é necessário 
um lugar amplo.
• Divida a turma em grupos de 6 alunos em cada um.
• O grupo, em comum acordo, escolherá uma máquina (que exista e funcione)e cada participante 
deverá representar uma peça ou parte dessa máquina.
• Para montar a máquina, as peças devem se reunir.
• Depois de pronta, eles terão que fazê-la funcionar. 
• Cada grupo deverá apresentar aos colegas essa máquina em movimento e eles terão que adivi-
nhar de qual se trata. Se necessário, anote uma lista na lousa com as máquinas que serão imitadas 
para que os alunos tenham opções de resposta.
• Outra possibilidade é construir uma máquina que envolva toda a turma. 
Após a dinâmica, questione os alunos:
• O que sentiram ao realizar a dinâmica? 
• Todos exerceram tarefas e funções iguais? 
• Alguém liderou o grupo ou a turma? Nesse caso, como foi a postura da liderança?
• Todos conseguiram seguir o objetivo proposto pelo líder?
9 Antes de ler o texto do Livro do aluno, conte aos alunos a biografia resumida de Gandhi. 
Mahatma Gandhi (1869-1948) entrou para a história por sua posição de liderança pacífica na luta pela 
independência da Índia, que na época era colônia da Inglaterra. Formou-se em Direito na Inglaterra e 
morou muitos anos na África do Sul. Para pressionar o governo britânico, organizava passeatas, incentivava o 
boicote a produtos ingleses e o não pagamento de impostos, entre outras iniciativas pacíficas. Uma das mais 
conhecidas foi a greve de fome, que chamou a atenção do mundo em 1937.
A independência da Índia foi concedida em 1947. No ano seguinte, Gandhi foi assassinado por 
um hindu contrário à postura amistosa do líder com relação aos muçulmanos, que reivindicaram - e 
conseguiram - um país separado para eles, o Paquistão. 
Página 73
Atividades
10 Antes de os alunos realizarem a atividade, peça a eles que estabeleçam a relação entre a biografia 
de Gandhi e o discurso presente no Livro do aluno para que possam compreender a sintonia entre 
o discurso e o modo de agir do líder indiano.
Página 74
11 Comente com os alunos que Martin Luther King Jr. teve Gandhi como inspiração. Segue uma 
biografia resumida do pastor estadunidense.
41LIVRO DO PROFESSOR
Martin Luther King (1929-1968), Prêmio Nobel da Paz em 1964, empenhou-se em acabar com a 
discriminação racial e foi um dos mais importantes líderes de movimentos em defesa dos direitos dos 
negros nos EUA. 
Martin foi um pastor batista, seguindo os passos do pai e do avô. Desde muito jovem, percebia 
a segregação racial do país e em 1955 iniciou sua luta inspirado em Gandhi, que protestava sem a 
utilização da violência. 
Nesse ano, uma costureira negra, Rosa Parks, foi detida e multada por, no ônibus, sentar-se em 
um assento reservado a brancos, uma vez que os negros só podiam ocupar os últimos lugares. A 
costureira realizou um boicote à empresa de transporte, passando a ir a pé ao trabalho. Com o apoio 
do Conselho Político Feminino e de Martin Luther King Jr., tal protesto foi seguido por homens e 
mulheres negros durante 382 dias, causando grande prejuízo às empresas de ônibus. O protesto só 
finalizou quando a Suprema Corte dos EUA acabou com a segregação racial nos ônibus. Mais adiante, 
Martin conseguiu liberar o acesso dos negros a lanchonetes, bibliotecas e parques públicos. Em 1963, 
ele proferiu um dos mais importantes discursos ao liderar a “Marcha para Washington”, que reuniu 
250 mil pessoas. Seu discurso se intitulava Eu tenho um sonho. Em 1968, Luther King Jr. foi assassinado 
enquanto descansava na sacada de um hotel.
Página 75
Atividades
12 Na biblioteca, organize antecipadamente o material sobre a biografia de Martin Luther King Jr. 
ou utilize a internet para pesquisar com os alunos. É importante que se tenha o roteiro da pesquisa 
(conforme indicado a seguir); assim, os alunos ficarão mais focados nas informações que precisam 
encontrar diante do vasto conteúdo da internet. 
• Data de nascimento e morte.
• Nacionalidade.
• História da vida.
• O que defendia.
• Qual foi seu maior feito.
• Como ficou conhecido.
• Sites ou livros pesquisados.
Em sala de aula, os alunos devem expor ordenadamente o que foi coletado. Assim, cada um deve falar 
para a turma apenas uma informação da pesquisa, de modo que todos tenham a oportunidade de 
participar. Incentive-os a anotar informações mencionadas pelos colegas que não tenham aparecido 
em suas pesquisa. Depois da apresentação, retome todas elas, ordenando-as cronologicamente (se 
necessário, utilize a lousa). Com isso, eles poderão escrever um texto sobre Martin Luther King Jr. 
com as próprias palavras, transformando as informações em conhecimento. 
Na atividade 3, faça uma leitura em conjunto com os alunos dos trechos do discurso de Martin Luther 
King Jr., mas aguarde que façam a reflexão do discurso e assinalem a alternativa individualmente. 
Quando perceber que todos realizaram a atividade em cada trecho, corrija-a e siga com a leitura 
do texto. 
Cada uma das questões deve ser debatida sem juízo de valor. Depois de algumas opiniões livres, 
retome o sentido do texto e direcione-o para a formação do conceito que o discurso propõe.
42 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Jorge Mario Bergoglio, nomeado papa Francisco (1936-), é o 226.º papa da Igreja Católica, e o 
primeiro papa latino-americano. Ele nasceu na Argentina em uma família simples. O agora papa foi 
ordenado padre um ano depois da morte de Martin Luther King Jr., em 1969. Como padre, mantinha 
hábitos simples, fazia sua própria comida, andava de ônibus e metrô e visitava frequentemente as 
comunidades carentes de Buenos Aires. 
O seu nome papal se refere a São Francisco de Assis, santo que era simples e se dedicava aos pobres. 
Atualmente, o papa Francisco é um dos líderes mais ativos na busca pela paz e pela justiça nas nações.
Página 78
Atividades
14 O discurso do papa tem como destinatários os jovens e as crianças. Durante a correção da ati-
vidade, explore os valores positivos que o papa traz para a reflexão e os aproxime de exemplos do 
cotidiano dos alunos.
Diante de tantos discursos e ações em busca de um mundo melhor, onde haja mais igualdade e 
justiça, esta atividade tem como intuito fazer os alunos “despertarem” para o que está acontecendo 
no mundo e também em sua cidade e seu bairro. Antes de realizar essa atividade, traga para a sala 
de aula notícias que mostrem situações atuais, que estejam acontecendo na comunidade ou em 
contexto mais amplo (cidade, país, mundo). É possível pedir aos alunos que também tragam notícias 
e as contem aos colegas. Assim, terão subsídios para defender seu discurso em defesa de algum 
direito legítimo e real.
15 Sugestão de atividades
O objetivo das atividades aqui sugeridas é desenvolver a liderança positiva.
1. Velas 
Prepare o ambiente de modo que os alunos se coloquem como observadores. Em cima de uma 
mesa, ponha, em ordem (numerando-as): 1) uma vela acesa; 2) uma vela apagada (mas que já esteve 
em uso); 3) uma vela acesa com um copo de vidro maior que ela ao lado. 
Em primeiro lugar (primeira observação), os alunos devem prestar atenção à vela 1 (acesa). Sobre 
ela, questione-os: Se as velas fossem a atitude dos seres humanos, que características teria uma pessoa 
que representa a vela acesa? O intuito é que eles respondam que são pessoas que têm atitudes 
positivas, que incentivam os outros, que gostam de si mesmas, que são “iluminadas”. 
Converse com os alunos sobre a importância de ser exemplo positivo e como isso influencia nas 
boas ações locais e nacionais, inclusive impactando outros países e culturas. O que será que Martin 
Luther King Jr. veria no mundo de hoje, no bairro, na escola? Que reflexões ele faria para que as pes-
soas percebessem que precisam ser mais justas e igualitárias? Discuta essas questões com os alunos. 
Página 77
13 Antes de ler o texto do Livro do aluno com a turma, conte a biografia resumida do papa Francisco. 
43LIVRO DO PROFESSOR
Depois (segunda observação), devem dirigir sua atenção à vela 2, que um dia já foi acesa, mas que 
agora está apagada. Sobre ela, indague-os: O que aconteceu para essa vela estar apagada? Um dia 
ela foi luz eagora não é mais? O que acontece com as pessoas que apagam suas “luzes”? Qual é o 
comportamento delas? O objetivo é que os alunos percebam que todas as pessoas são “iluminadas”, 
mas com o tempo acabam apagando suas “luzes”, por reclamarem, por considerarem que a vida é 
difícil, por julgarem os outros o tempo todo, etc.
Por fim (terceira observação), devem se concentrar na vela 3, também acesa. Nesse instante, 
coloque o copo sobre ela e aguarde a chama se apagar. Então, pergunte aos alunos: O que aconteceu 
com essa vela? Quem na vida faz o papel de copo? E quem se deixa ser coberto pelo copo? A ideia 
é que percebam que existem pessoas que apagam a chama das outras por muitos motivos, tais como: 
desejo de ter amizade só com determinada pessoa, por ciúmes, por querer que só o seu desejo seja 
levado em conta, etc. A vela representa aquele que se deixa apagar, que não percebe que o outro 
influencia sua vida a ponto de se deixar “apagar”, de esquecer seu próprio talento.
Reflita com os alunos qual dessas velas representa a liderança positiva e quais são os aspectos desse 
tipo de liderança. Se puder, leve-os a um local totalmente escuro e utilize a vela como guia. Compare 
essa cena com as características de um bom líder. 
2. Chá 
Uma variação da atividade das velas pode ser realizada com quatro envelopes plásticos com 
fecho contendo um saquinho de chá em cada. Coloque, sobre uma mesa, quatro copos com água 
potável. Convide quatro alunos para participar da dinâmica e distribua um envelope a cada um. Os 
participantes devem optar por um dos seguintes comandos:
1. Apenas colocar o envelope fechado ao lado do copo.
2. Dobrar o envelope e o pendurar na borda do copo.
3. Colocar o envelope fechado dentro do copo.
4. Abrir o envelope e colocar o saquinho de chá dentro do copo em contato com a água. 
Indague-os: O que o copo com água representa? Quem simboliza o chá? O intuito é que os alunos 
concluam que a água seria a realidade, o universo em que vivem. Já o chá são as pessoas. 
Interpretações:
1. Apenas colocar o envelope fechado ao lado do copo: pessoas que não querem se envolver com 
as situações do cotidiano. 
2. Dobrar o envelope e o pendurar na borda do copo: pessoas que apenas observam os 
acontecimentos de perto, mas não se envolvem.
3. Colocar o envelope fechado dentro do copo: pessoas que se colocam à disposição para 
participar de situações do cotidiano, mas que não estão abertas e não acolhem novas ideias. 
4. Abrir o envelope e colocar o saquinho de chá dentro do copo em contato com a água: pessoas 
que interagem e se integram totalmente ao ambiente. 
Por fim, questione-os: Qual copo representa a postura de um bom líder? Discuta com eles os 
elementos de uma boa liderança. 
44 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
Página 79
Brincar e aprender
16 O jogo de dominó tem como objetivo revisar o que foi aprendido durante o ano e, especialmente, 
relacionar vários temas de uma mesma religião. Além disso, ele pretende relacionar temas que são 
contemplados em diferentes religiões. O jogo pode ser realizado também como avaliação do ano, 
pois sintetiza todo o conhecimento construído. 
Página 80
17 Converse com os alunos para que possam elencar os principais temas estudados no ano. Faça 
registros na lousa. Instigue a turma a encontrar uma lógica na estrutura desses temas. Registre essa 
lógica na lousa. Depois, leia com eles o texto final e compare-o com o registro efetuado. 
Sugestões para o professor
 Filme 
Importante:
Professor, recomendamos que você assista ao filme e avalie a adequação antes de 
exibi-lo aos alunos.
• MALALA. Direção de Davis Guggenheim. EUA/Arábia Saudita: Fox Searchlight Pictures, 2015. 1 
DVD (88 min), son., color. 
O documentário conta a história de Malala Yousafzai, jovem paquistanesa que foi perseguida pelo 
Talibã por defender o direito das meninas paquistanesas à educação e ferida com um tiro quando 
voltava para casa em um ônibus escolar. Atualmente, ela é líder de uma campanha global para a 
educação de meninas. 
45LIVRO DO PROFESSOR
REFERÊNCIAS
AGUIAR, Luiz A. Assim tudo começou: enigmas da criação. São Paulo: Quinteto Editorial, 
2005. 
BÍBLIA DE JERUSALÉM. São Paulo: Paulus, 2002.
BOYES-WATSON, Carolyn; PRANIS, Kay. Círculos em movimento. Tradução de Fátima de 
Bastiani. Porto Alegre/Fortaleza: AJURIS/Terre des hommes Lausanne no Brasil, 2015.
______. No coração da esperança: guia de práticas circulares. Tradução de Fátima de Bastiani. 
Porto Alegre: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul/Departamento de Artes 
Gráficas, 2011. 
BRANCHER, Leoberto (Coord.). Programa de formação voluntários da paz: material 
instrucional. Caxias do Sul: Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, 2015.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Base Nacional Comum 
Curricular. Brasília: MEC/SEB, 2017.
CHAMORRO, Graciela. A espiritualidade guarani: uma teologia ameríndia da palavra. São 
Leopoldo: Sinodal, 1998. 
ENSINO Religioso e o Fenômeno Religioso nas Religiões de Matriz Indígena. Disponível em: 
<http://www.fonaper.com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em: 24 mar. 2019. 
ENSINO Religioso e o Fenômeno Religioso nas Religiões de Matriz Africana. Disponível em: 
<http://www.fonaper.com.br/documentos_capacitacao.php>. Acesso em: 24 mar. 2019. 
FRANCISCO, Papa. Façamos as pazes: Francisco dialogou com sete mil crianças e jovens das 
escolas italianas. Disponível em: <http://arquisp.org.br/regiaose/noticias/facamos-pazes>. 
Acesso em: 15 maio 2019.
FRAZÃO, Dilva. Mahatma Gandhi: líder pacifista indiano. Disponível em: <https://www.
ebiografia.com/mahatma_ghandi/>. Acesso em: 31 mar. 2019.
______. Martin Luther King: ativista norte-americano. Disponível em: <https://www.
ebiografia.com/martin_luther_king/>. Acesso em: 31 mar. 2019.
______. Papa Francisco: religioso católico. Disponível em: <https://www.ebiografia.com/
papa_francisco/>. Acesso em: 31 mar. 2019.
GONÇALVES, Ana M. Dinâmica de grupos na formação de lideranças. 6. ed. Rio de Janeiro: 
DP&A, 2001. 
MAYER, Pe. Canísio S. J. Viver e conviver: dinâmicas e textos para diferentes momentos. São 
Paulo: Paulus, 1997. 
46 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
MORIN, Edgar. O método 6: Ética. Porto Alegre: Sulina, 2005.
MUNDURUKU, Daniel. Coisas de índio: versão infantil. Ilustrações de Camila Mesquita. São 
Paulo: Callis, 2003.
O GRAMPO de cabelo e a serpente (fábula judaica). In: O JUDAÍSMO. O Transcendente, 
Florianópolis, ago./set. 2009, ano III, n. 10.
PORANTIM. Ano XXII – n. 227. Brasília, ago. 2000.
SEGUIR Jesus é uma aventura apaixonante. Disponível em: <http://conventodapenha.org.
br/seguir-jesus-e-uma-aventura-apaixonante-diz-papa-francisco-aos-jovens/>. Acesso em: 
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WEIL, Pierre; TOMPAKOW, Roland. O corpo fala. Petrópolis: Vozes, 1987. 
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47LIVRO DO PROFESSOR
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1. MITOS DE CRIAÇÃO
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2. HISTÓRIAS QUE 
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 3. NARRATIVAS 
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4. LÍDERES 
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48 PASSADO, PRESENTE E FÉ | VOLUME 5
FSC – Forest Stewardship Council (Conselho de Manejo Florestal)
CERFLOR – Programa Brasileiro de Certificação Florestal
INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia
PEFC – Programme for the Endorsement of Forest Certification Schemes
TECPAR – Certificação do Instituto de Tecnologia do Paraná
CARBONO ZERO – Compensação de Emissão Carbono Zero
LIFE – Iniciativa Duradoura para a Terra
LIVROS QUE
RESPEITAM
A NATUREZA
Os livros da coleção Passado, presente e fé são impressos na Posigraf, uma 
gráfica comprometida com a responsabilidade socioambiental. 
A Posigraf e seus impressos têm as certificações ISO 9001, de gestão de 
qualidade; ISO 14001, de gestão ambiental; e OHSAS 18001, de gestão de 
saúde ocupacional e segurança. Foi a primeira gráfica do Brasil a compensar 
integralmente as suas emissões de carbono, com o programa Carbono Zero, 
e também a adotar uma floresta e patrocinar sua conservação – a Mata do 
Uru, localizada na Lapa – PR. Além disso, tem os certificados FSC® – Forest 
Stewardship Council® e PEFC – CERFLOR (validado pelo Inmetro), atestando 
que a matéria-prima para a impressão é proveniente de florestas manejadas 
de forma responsável. 
Ambas são certificações florestais, mas cada uma conta com princípios 
e critérios diferentes. Em 2011, a Posigraf recebeu o Prêmio Abigraf de 
Responsabilidade Ambiental por seu Sistema de Gestão Ambiental.
Nome: 
Escola: 
Turma: 
Responsável: 
Telefone: 
 
IDENTIFICAÇÃO
SEG TER QUA QUI SEX SÁB
AULA 1
AULA 2
AULA 3
AULA 4
AULA 5
AULA 6
PROGRAMAÇÃO
DE ATIVIDADES
EMERGÊNCIA
A coleção Passado, presente e 
fé convida o aluno a conhecer 
e a compreender as diversas 
culturas religiosas que 
compõem a sociedade brasileira. 
Alinhada com as novas 
diretrizes da BNCC, essa 
coleção oportuniza o estudo e a 
compreensão de conceitos 
religiosos, fundamentados em 
conhecimentos das Ciências 
da Religião e demais áreas 
acadêmicas afins. 
volume5
volume
CLAUDIA REGINA KLUCK
GISELE MAZZAROLLO
SONIA DE ITOZ
LIVRO DO PROFESSOR
5
5
volum
e
2000.94092
ISBN 978856447491-8
9 7 8 8 5 6 4 4 7 4 9 1 8
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