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Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 1 - Respiração externa: pulmões. Respiração interna: tecidos (VIDE FISIOLOGIA) Mecânica da respiração: inspiração e expiração. Aparelho respiratório: nariz e cavidade nasal, faringe, la- ringe, traqueia, brônquios, pulmões, seios paranasais, tuba auditiva, ducto lacrimonasal, pleuras (cavidades) e músculos da respiração Junto às cavidades nasais, é uma estrutura condicionadora do ar → filtra, aquece e umidifica. Parte externa Localização: terço mé- dio do plano mediano da face, do mentual até a parte mais superior do frontal. Formato piramidal. Ápice: cartilagem proeminente Dorso: entre a raiz e o ápice Raiz: formada pelo osso nasal e parte da maxila. Está em posição mediana às órbitas Asas: cartilagem + tecido conjuntivo adiposo que mantém a pele sempre hidratada. Narinas: estruturas de comunicação da parte externa com as cavidades nasais. Possuem abertura em fenda. Esqueleto: osteocartilaginoso com ligamentos Ossos nasais, parte da maxila e cartilagens nasais. As articulações interósseas são fibrosas do tipo sutura, sendo todas planas. Abertura piriforme: encaixe das cartilagens. Espinha nasal anterior 2192 articulação Proeminência da sutura dos ossos nasais. Septo nasal: divide a cavidade nasal em metade esquerda e direita, geralmente tendendo a um dos lados. Grandes desvios prejudicam a respiração. Parte cartilagínea: anterior. É a cartilagem do septo nasal (3), entre as cartilagens nasais laterais esquerda e direita. Parte óssea: póstero-superior. É a lâmina perpendicular do osso etmoide (1), que surge da lâmina cribiforme (2) + osso vômer (4), que surge da base do osso occipital (5). A articulação fibrosa entre os ossos e a cartilagem é do tipo esquindilese. Irrigação a) artéria facial b) artéria angular c) transversa da face d) artéria nasal lateral e) artéria nasal dorsal Drenagem linfática Linfonodos nasolabiais → bucinatório → mandibulares → submandi- bulares → cervicais. Inervação Sensitiva Nervos infratroclear e supratroclear: percorrem a parte superior da cavidade orbital até a face, originando-se no nervo oftálmico. Nervo infra-orbital: percorre a parte inferior da cavidade orbital até a face, originando-se do nervo maxilar. Lâmina cribiforme: além de unir os labirintos etmoidais, contém fo- rames destinados à passagem de fibras do nervo olfatório → forames da lâmina cribiforme. A C D B E Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 2 - Ramo nasal externo do nervo etmoidal anterior: emerge na sutura entre o osso nasal e a cartilagem lateral no nariz. Motora: nervo facial com seus ramos zigomático e bucal → m. nasal e m. levantador da asa do nariz e do lábio superior Músculos Músculo prócero: próximo à raiz do nariz, em continuidade com o músculo orbicular do olho e com a parte anterior do músculo occipto-frontal. Músculo nasal: cobre toda a superfície lateral do nariz. Músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz: na junção nariz-maxila, desde a lateral da raiz até a comissura labial. Os dois últimos músculos aumentam o orifício das narinas ao afastarem as abas do nariz da linha mediana Localizada na parte profunda da face Desenvolvimento Na criança, a cavidade nasal é mais alongada no sentido antero-posterior e menos no sentido supero-infe- rior, sem dizer que as conchas nasais são pro- porcionalmente grandes. Paredes laterais Formada pelos ossos maxilar (1.), lacrimal (2), etmoide (3), concha nasal inferior (4), lâmina perpendicular do osso pa- latino (5) e processo pterigoide do osso esfenoide (6). As cartilagens participam anteriormente das paredes late- rais da cavidade. Conchas nasais: projeções ósseas para a cavidade nasal. 7. Concha nasal superior: formada pelo osso etmoide. 8. Concha nasal média: formada pelo osso etmoide. 4. Concha nasal inferior: osso único. OBS → Concha nasal suprema: inconstante. Meatos nasais: espaços da cavidade nasal por onde o ar passa. 9. Meato nasal superior: entre as conchas nasais superior e média. 10. Meato nasal médio: entre as conchas nasais média e infe- rior. 11. Meato nasal inferior: entre a concha nasal inferior e o as- soalho da cavidade nasal. OBS → Recesso etmoidal (12): espaço entre a concha nasal superior e o teto da cavidade nasal Assoalho da cavidade nasal: processo palatino da maxila (13) + lâmina horizontal do osso palatino (5). Teto: ossos nasais (14) + osso frontal (15) + lâmina cribi- forme do etmoide (16) + osso esfenoide (17). Seios paranasais: extensões, cheias de ar, da parte respi- ratória da cavidade nasal. Seios frontais: estão entre as lâminas externa e interna do frontal, posteriormente aos arcos superciliares e à raiz do na- riz. Seios maxilares: maiores seios paranasais. Ocupam os corpos das maxilas e se comunicam com o meato nasal médio, em po- sição inferior à cavidade nasal e à parede inferior da órbita. Seios esfenoidais: localizados no corpo do esfenoide, podendo se estenderem até as asas deste osso. O direito e o esquerdo são divididos de modo desigual por um septo ósseo. Vestíbulo da cavidade nasal: espaço interno junto às narinas, no qual se projeta a pele e com ela folículos pilosos (pelos = vibrissas). Alguns autores consideram toda a parte cartilaginosa interna como o vestíbulo. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 3 - Células etmoidais: pequenas invaginações da túnica mucosa dos meatos nasais médio e superior para o etmoide entre a cavi- dade nasal e a órbita. Células etmoidais anteriores. Células etmoidais médias: “células bolhosas” → formam a bolha etmoidal, uma saliência na margem superior do hiato semilunar. Células etmoidais posteriores. Comunicações Narina: comunicação com o meio externo. Coanos: comunicação entre a cavidade nasal e a nasofa- ringe, marcando o limite entre eles. Ducto lacrimonasal: comunica o saco lacrimal com o meato nasal inferior, conduzindo o excesso de lágrimas. Comunicação com os seios paranasais: através de ductos. Os seios frontais, os seios maxilares e células etmoidais an- teriores e médias abrem-se no meato nasal médio. Células etmoidais posteriores e médias abrem-se no meato nasal superior. O seio esfenoidal (e às vezes células etmoidais posteriores) abre-se no recesso etmoidal. Irrigação Artéria esfenopalatina (1), um ramo terminal da artéria ma- xilar (2); e seus ramos posterior lateral (3) e septal. Os seios esfenoidais podem ser invadidos por células etmoidais pos- teriores, dando origem a vários seios esfenoidais que se abrem separadamente no recesso esfenoetmoidal. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 4 - Artérias etmoidais anteriores (5) e posteriores (6), que surgem a partir do ramo frontal da artéria oftálmica (4). Acabam passando pelas células etmoidais. Drenagem Veias da face orbital do lobo frontal. 1. Veia facial: principal. 2. Veias etmoidais anterior e pos- terior → veia oftálmica. 3. Veia esfenopalatina. Drenagem linfática Linfonodos nasolabiais → bucinatórios → mandibulares, submandibulares, retrofaríngeos, cervicais. Inervação Sensitiva Nervo oftálmico do trigêmeo → nervo nasociliar e nervo etmoidal anterior e posterior Nervo maxilar do trigêmeo Nervo olfatório: fibras se concentram para o bulbo olfató- rio, acima da lâmina cribiforme, e depois para o trato olfa- tório. Comunicações 1. Coano: comunicação com a cavidade nasal. 2. Ístimo das fálsias: comunicação com a cavidade oral. Possui formato de “H”. 3. Ádito da laringe: comunicação com a laringe 4. Tório tubário: compreende o óstio faríngeo da tuba auditiva. Caudalmente há uma prega do músculo salpingofaríngeo Partes 5. Parte nasal da faringe (nasofaringe) 6. Parte oral da faringe(orofaringe) 7. Parte laríngea da faringe (laringofaringe) Parte nasal da faringe Fáscia faringobasilar: une a faringe à base do crânio, na união dos ossos occipital, temporal, esfenoide e parte do vômer. Nessa região há tecido linfático que forma as ton- silas faríngeas, popularmente conhecidas como “carne es- ponjosa”. Músculos: são estriados esqueléticos e contralaterais, unidos pela linha mediana rafe. Tensor do véu palatino: levanta e tensiona o véu palatino pelas laterais. Está entre as lâminas do processo pterigoide, passando pelo hâmulo. A mucosa da cavidade nasal é muito vascularizada, tanto no septo quanto na parede lateral. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 5 - Levantador do véu palatino: levanta o véu palatino. Está em íntimo contato ambas as lâminas da tuba auditiva. Salpingofaríngeo: inserido junto à lâmina medial da tuba au- ditiva. Traciona o palato mole quando em repouso. Tuba auditiva A cartilagem tubária (com lâminas medial e lateral), que en- volve a mucosa proximal da tuba auditiva, tem Inserção no crânio pela na fissura petrotemporal. Tuba auditiva em repouso: m. salpingofaríngeo tracionado e óstio da tuba colabado. Tuba auditiva na deglutição: contração dos mm. tensor do véu palatino e levantador do véu palatino, promovendo ele- vação do palato mole. O primeiro músculo desloca a lâmina medial para medial e o segundo desloca a lâmina lateral para a lateral, abrindo, desse modo, o óstio da tuba auditiva → iguala a pressão da orelha média com a atmosférica. É mais horizontalizada na criança, elevando-se no adulto. Por isso bebês são mais suscetíveis à inflamação. Parte oral da faringe Compreendida entre o palato mole e a borda superior da cartilagem epiglote. 1. Arco palatoglosso: projeta-se do palato à língua. É marcado pelo músculo palatoglosso. 2. Arco palatofaríngeo: projeta-se do palato até a parede la- teral da faringe. É marcado pelo músculo palatofaríngeo. 3. Fossa tonsilar: depressão triangular delimitada pelos mm. palatoglosso e palatofaríngeo. 4. Tonsilas palatinas: contidas na fossa tonsilar. Parte laríngea da faringe Contínua ao esôfago. 1. Corno maior do osso hioide: o ápice pode ser visualizado na parede da faringe próximo ao plano da delimitação superior. 2. Corno superior da cartilagem tireóidea 3. Recesso piriforme: por ele passam a tríade laríngea supe- rior (nervo, artéria e veia). 4. Prega do nervo laríngeo A abertura da laringe é delimitada por... 5. Margem superior da cartilagem epiglote 6. Árie epiglótica: par de pregas que formam as margens la- terais do ádito da laringe. Tubérculos cuneiformes: superiores. Tubérculos corniculados: inferiores. Músculos da faringe Para conduzia o alimento ao esôfago, contraem-se 1 → 2 → 3, nessa ordem, em movimento parecido com o peris- táltico. Estes músculos são extrínsecos porque se relacionam com outras estruturas além da faringe 1. Constritor superior da faringe: na parte nasal da faringe. Sua contração impede o retorno do alimento à cavidade oral. Parte pterigofaríngea: inserida no processo pterigoide do osso esfenoide Parte bucofaríngea: inserida na rafe bucofaríngea. Parte milofaríngea: inserida junto ao m. milo-hioide. Parte glossofaríngea: inserida na língua. 2. Constritor médio da faringe: na parte oral da faringe. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 6 - Parte condrofaríngea Parte ceratofaríngea 3. Constritor inferior da faringe: na parte oral e laríngea da faringe. Parte tireofaríngea: inserida na cartilagem tireoide. Parte cricofaríngea: inserida na cartilagem cricoide. 4. Palatofaríngeo: abaixador do palato mole, sendo antagonista aos levantadores. Vasos da faringe 1. A. tireóidea inferior: oriunda do tronco tireocervical → rr. faríngeos. 2. A. tireoidea superior → r. faríngeo. 3. A. faríngea ascendente. Plexo venoso faríngeo → vv. faríngeas → v. tireóidea su- perior → v. jugular interna (4). Linfonodos retrofaríngeos (na base do crânio) → linfonodo jugulodigástrico (palpável no ângulo da mandíbula com o m. esternocleidomastoideo) → cadeia de linfonodos cervicais laterais profundos (sobre a v. jugular interna). Inervação da faringe Sensitiva: plexo faríngeo de nervos que recebe ramos do nervo vago (X), do nervo glossofaríngeo (IX), simpáticos dos gânglios cervicais superiores (5) e do nervo maxilar (V2) Motora: ramos faríngeos do nervo acessório (XI), do glos- sofaríngeo (IX) e do nervo maxilar (V2). Estrutura cartilagínea musculo-mucosa. Localizada na parte anterior do pescoço. Função: conduzir o ar expirado/inspirado e produzir sons com as pregas vocais (em conjunto a outras estruturas) com o ar circulante. Fáscias cervicais Osso hioide 1. Corpo: contém dois cornos menores (A) contralaterais. 2. Cornos maiores: dois contralaterais. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 7 - Cartilagens ímpares Cartilagem epiglote: mais superior e revestida por mucosa. A margem inferior do ádito da laringe e delimitada pelo liga- mento ariepiglótico. b) Pecíolo da epiglote: fixação na face interna da proeminência laríngea. Cartilagem tireoidea: em formato de escudo. c) Proeminência laríngea: “pomo de adão”. d) Incisura tireoidea superior: depressão. e) Incisura tireoidea inferior: saliência. f) Lâminas direita e esquerda: delimitadas pelas incisuras. g) Linha oblíqua: saliência nas lâminas laterais. É local de inser- ção dos músculos constritores da faringe. h) Cornos superiores e inferiores: contralaterais. Articulam- se com o osso hioide e a cartilagem cricoide, respectiva- mente. Cartilagem cricoide: em formato de anel. Liga-se com o primeiro anel cartilagíneo da traqueia pelo ligamento cricotraqueal. i) Arco: anterior e mais delgado que a lâmina. j) Lâmina: posterior. Na sua margem posterior, há as faces articulares aritenoideas → ligamento cricoaritenoideo k) Faces articulares tireóideas: laterais → ligamento cricoti- reoideo Cartilagens pares Cartilagens aritenoideas: formato triangular. Desliza sobre a ar- ticulação de modo latero-medial, antero-posterior e rotações. l) Processo vocal: o ligamento vocal parte daqui. Visível em vista superior anterior. Cartilagens corniculadas: localizadas acima das cartilagens ari- tenoideas, no interior do ligamento ariepiglótico. Apesar de pe- quenas, são facilmente palpáveis. Cartilagens cuneiformes: localizadas acima das cartilagens cor- niculadas, no interior do ligamento ariepiglótico. São de difícil visualização, mas podem ser palpadas. Cartilagens tritíceas: localizadas entre o ápice do corno maior do osso hioide e o ápice do corno superior da cartilagem tire- oidea, no interior do ligamento tireo-hioideo lateral. Ligamentos m) Membrana tireo-hioidea: entre a margem inferior do osso hioide e a margem superior da cartilagem tireoidea. Contém um orifício para a passagem da a. laríngea superior e do ramo interno do n. laríngeo. Possui alguns espessamentos, como... Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 8 - n) Lig. tireo-hioideo lateral: entre o corno maior do osso hioide e o corno superior da cartilagem tireóidea. o) Lig. tireo-hioideo mediano: entre o corpo do osso hioide e a incisura superior da cartilagem tireoidea. p) Lig. cricotireoideo mediano: entre a incisura tireoidea infe- rior e a margem superior do arco da cartilagem cricoide q) Lig. cricotraqueal: entre a margem inferior do arco da car- tilagem cricoide e a primeira cartilagem traqueal, unindo a laringe como um todo à traqueia. r) Lig. crico-aritenoideo. s) Lig. cricofaríngeo t) Cápsula articular crico-aritenoidea. u) Cápsula articular crico-tireoidea. v) Lig. tireo-epiglótico: une o pecíolo da epiglote à proeminência laríngea. w) Lig.hioepiglótico: liga a epiglote ao corpo do osso hioide. x) Lig. vocal: projeta-se do processo vocal da cartilagem ari- tenóidea à face interna da proeminência laríngea, imediata- mente abaixo do ligamento tireo-epiglótico. y) Lig. vestibular: superior ao ligamento vocal. z) Cone elástico: delgada lâmina de tecido conjuntivo que se projeta da margem superior da cartilagem cricoide, a partir da lateral da lâmina, até o arco dessa cartilagem. Espaços laríngeos e comunicações Músculos intrínsecos da laringe Pertencem à laringe, apenas. Responsáveis pela fonação. Possuem o nome do local em que se inserem!! 1. Cricotireoideo: possui uma parte reta (a) e uma parte oblí- qua (b) que tensionam o lig. vocal ao elevar o arco da cricoi- dea e, consequentemente, a aritenoide. 2. Cricoaritenoideo posterior: projeta-se do posterior da cri- coide para a lateral da aritenoide, abduzindo a aritenoide → abertura da rima da glote. 3. Cricoaritenoideo lateral: localiza-se entre o final do arco da cricoide e a lateral da aritenoide, aduzindo o lig. vocal → fechamento da rima da glote. 4. Aritenoideos: localizados entre as duas aritenoides, aduzindo o lig. vocal → fechamento da rima da glote. c) Oblíquos: formam um “X”. d) Transverso: mais profundo. 5. Tireoaritenoideo: promove o relaxamento do lig. vocal ao tracionar as aritenoides anteriormente, além de alargar o ádito da laringe. OBS → oblíquo: parte ariepiglótica. 6. Ariepiglótico: até a lateral do ádito da laringe, tracionando- o de modo a alargar o ádito da laringe. 7. Vocal: tensionam e relaxam o lig. vocal. Corpo adiposo pré-epiglótico: preenche o espaço entre a mem- brana tireo-hioidea e a epiglote, por sobre a margem superior da cartilagem tireoidea. Apesar da língua não se relacionar diretamente com a epiglote, a prega mucosa que recobre o ligamento hioepiglótico e a epiglote é chamada de prega glosso epiglótica. Pregas vocais respiração normal respiração forçada fonação sussurro Supraglote: acima da prega vestibular. Glote: limitada pela prega vocal e pela prega vestibular. Infraglote: abaixo da prega vo- cal. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 9 - Vista lateral Vista posterior Vista superior Músculos extrínsecos da laringe Músculos que estão fora da laringe, inserindo-se nela ou ajudando em seus movimentos. Estão mais relacionados com a deglutição. 1. Digástrico: m. supra hioideo levantador da laringe e abaixa- dor de mandíbula. Possui dois ventres. 2. Estilo-hioideo: m. supra hioideo levantador da laringe que não abaixa a mandíbula. 3. Milo-hioideo: m. supra hioideo que forma o assoalho da boca. Sua contração eleva a laringe e o osso hioide. 4. Omo-hioideo: m. infra hioideo que abaixa a laringe e o osso hioide. Possui ventre superior e inferior. 5. Esternohioideo: m. infra hioideo que abaixa a laringe e o osso hioide. 6. Esternotireoideo: único m. infra hioideo que não se insere no osso hioide, sendo recoberto pelo m. esternohioideo. Abaixa a laringe. 7. Tireo-hioideo: m. infra hioideo que se projeta da cartilagem tireoide até o osso hioide, sendo profundo ao ventre supe- rior do omo-hioideo e ao ventre do esternohioideo. Levanta a laringe, aproximando-a do osso hioide. Constritor inferior da Faringe: possui pouca influência sobre a laringe quanto aos seus movimentos. (VIDE FARINGE) Irrigação da laringe 1. A. tireoidea superior: ramo da a. carótida externa. * r. laríngeo. 2. A. tireoidea inferior: ramo do tronco tireocervical. 3. V. tireoidea superior: tributa a v. jugular interna. 4. V. tireoidea média: tributa a v. jugular interna. 5. V. tireoidea inferior: tributa a v. braquiocefálica. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 10 - Drenagem linfática da laringe Cadeia jugular interna Inervação da laringe → nervo vago 6. Nervo laríngeo superior: a) r. interno: sensitivo b) r. externo: motor → m. cricotireoideo. 7. Nervo laríngeo recorrente: motor c) r. laríngeo inferior. Traqueia Localização: estende-se do final da região cervical até o tórax, inicialmente no mediastino superior, passando pela abertura su- perior do tórax e dividindo-se em dois brônquios principais no mediastino posterior (logo abaixo ao plano transverso do tórax). Função: passagem de ar. Forma: estrutura tubular com 11-12 cm de comprimento e 2- 2,5cm de diâmetro. A traqueia é maior no sexo feminino. Anéis de cartilagem: são 16-20 anéis incompletos posteri- ormente e unidos por ligamentos anulares. Tecido mucoso: reveste o lúmen do órgão. Parede membranácea da traqueia: estrutura posterior re- lacionada ao esôfago. É bastante elástica, além de conter fibras musculares lisas. Limite superior: ligamento cricotraqueal observado externa- mente → margem inferior da cartilagem cricoide. Bifurcação da traqueia x carina da traqueia Externamente x internamente A bifurcação é causada por alteração de cartilagem. Na mucosa da carina da traqueia há terminações sensitivas que, quando acionadas por partículas, promovem tosse. Relações anteriores Glândula tireoide, na região superior da traqueia. Vv. braquiocefálicas, av. jugulares internas, aa. carótidas co- muns, tronco braquiocefálico e aa. carótidas comuns → localizados logo na abertura superior do tórax. Coração, localizado no mediastino médio. Relações posteriores: esôfago, tanto que as fibras musculares lisas acabam se misturando! Além disso, na deglutição, o esô- fago empurra anteriormente a parede membranácea da tra- queia. Vale lembrar que o esôfago se relaciona mais com o brônquio principal esquerdo, porque se desloca ligeiramente à esquerda na porção mais inferior Lesão no nervo laríngeo superior promove voz em sussurro. Já no nervo laríngeo recorrente promove voz com rouquidão. Le- sões completas (secção) nesses nervos causam perda da fala. OBS → a abertura superior do tórax divide a traqueia em cervical (superior) e torácica (inferior). O nervo laríngeo recorrente esquerdo percorre toda a exten- são da traqueia rumo à laringe, diferente do direito, que per- corre apenas o terço mais cervical. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 11 - Brônquio principal direito Brônquio principal esquerdo Relações laterais Arco da aorta: transita à esquerda da traqueia, sendo su- perior ao brônquio principal esquerdo, continuando com a parte descendente da aorta posterior a ele. Veia ázigo: íntima relação com o final da traqueia, junto ao surgimento do brônquio principal direito. Brônquios principais 1. Direito: comparativamente ao esquerdo, possui... Maior luz por ser mais delgado. Maior ângulo com a traqueia → objetos tendem a entrar pelo brônquio principal direito. Menor comprimento. 2. Esquerdo: comparativamente ao direito, possui... Menor luz. Maior comprimento devido ao coração. Menor ângulo com a traqueia. Brônquios lobares São subdivisões dos brônquios principais, sendo de acordo com os lobos pulmonares. a) Brônquio lobar superior direito b) Brônquio lobar médio direito c) Brônquio lobar inferior direito d) Brônquio lobar superior esquerdo e) Brônquio lobar inferior esquerdo Brônquios segmentares Subdivisões dos brônquios lobares. Existem, aproximadamente, 10 em cada pulmão. Subdividem-se em brônquios segmentares maiores → brônquios segmentares menores. Bronquíolos Subdivisão dos brônquios segmentares menores. São elásticos. Subdividem-se em bronquíolos terminais → bronquíolos respiratórios, que contém sáculos alveolares e alvéolos. À medida que se dividem, os brônquios ficam cada vez menos destituídos de cartilagem, até chegar nos bronquíolos que não possuem cartilagem.Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 12 - Lóbulo: bronquíolos terminais + bronquíolos respiratórios + sáculos alveolares e alvéolos. Ácino: parte do pulmão suprida pelo bronquíolo terminal. São bronquíolos respiratórios + sáculos alveolares e alvéolos. Alvéolos Local de trocas gasosas entre o ar inspirado e os capilares pulmonares. Contém 40% dos capilares de todo o corpo. Irrigação Traqueia: artéria tireóidea inferior. Brônquios: ramos do arco da aorta. Drenagem venosa Vv. tireóideas média e inferior. Plexo esofágico. Inervação Parassimpática: nn. vagos direito e esquerdo Simpática: cadeia de gânglios paravertebrais → do gânglio cervical médio até o gânglio T3. Espaços direito e esquerdo ocupados pelos pulmões. Localizadas lateralmente ao mediastino. Possuem formato cônico. Delimitadas anteroposteriormente pelo gradil costal. Paredes Posterior: costelas. Anterior: cartilagens costais. Inferior: diafragma Medial: estruturas mediastinais. Partes 1. Diafragmática = parte inferior (“base do cone”). Recobre a face torácica do diafragma. 2. Cúpula pleural = parte apical (“ápice do cone”) Ultrapassa a abertura superior do tórax e vai até a fossa subclavicular e é reforçada pela membrana suprapleural → extensão fibrosa da fáscia endotorácica. 3. Costal = parte posterolaretal. Recobre as faces internas da parede torácica, separados pela fáscia endotorácica. 4. Mediastinal = parte mediana. Recobre as faces laterais do mediastino e continua superiormente até a raiz do pescoço. Pleura parietal Tecido conjuntivo endotelial. Pleura parietal: reveste a cavidade pleural, sendo aderida à parede torácica, ao mediastino e ao diafragma. Pleura visceral: continuação da pleura parietal que recobre os pulmões, os separa em lobos (3d e 2e) e os confere brilho. Microcirculação pulmonar - O sangue venoso chega do ventrículo direito pela artéria pulmonar e o sangue arterial sai pela veia pulmonar rumo ao átrio esquerdo. - O tecido pulmonar não-alveolar também realiza trocas, mas do mesmo modo que outros tecidos corporais. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 13 - Ligamento pulmonar: área de transição entre a pleura pa- rietal e a visceral, fixando os o pedículo pulmonar e os pul- mões no mediastino inferior. Está localizada no hilo pulmonar (parte mediastinal). Recessos pleurais Espaços entre as pleuras que permitem a expansão dos pulmões durante a respiração. Preenchidos por líquido pleural → lubrifica as paredes e permite o deslizamento entre as pleuras durante a respi- ração. Funciona da mesma forma que o líquido pericárdico. 5. Costodiafragmático: entre as costelas e o diafragma. É o maior recesso. 6. Costomediastinal: na parede anterior do tórax, entre as cartilagens costais/osso esterno e o mediastino médio. O esquerdo é maior devido à incisura cardíaca. 7. Vertebromediastinal: pequeno espaço entre as vértebras e o mediastino posterior. Linhas de reflexão Linhas onde a pleura parietal se dobra e muda de direção, formando os recessos. São bilaterais. Quase coincidem com as margens pulmonares. 8. Linha esternal de reflexão: dobra da pleura parietal costal para a pleura mediastinal ao nível do osso esterno. A es- querda é pequena devido à incisura caridíaca.. 9. Linha costal de reflexão: é, anteriormente, continuação da linha esternal na transição anterior da pleura costal com a diafragmática. Posteriormente, é continuação da linha ver- tebral na transição posterior da pleura costal com a dia- fragmática. 10. Linha vertebral de reflexão: localiza-se entre as vértebras e o mediastino, estendendo-se desde a cúpula pleural até a pleura diafragmática. É muito sutil. Estruturas cônicas localizadas nas cavidades pleurais do tórax, cada uma em seu respectivo lado. Forma Ápice: voltado cranialmente e com formato levemente ar- redondado. Apresenta um sulco percorrido pela artéria subclávia, denominado sulco da artéria subclávia. O ápice do pulmão atinge o nível da articulação esterno-clavicular. Base: formato côncavo, apoiando-se sobre o diafragma. * A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda que a do esquerdo, devido à presença do fígado. Margens: Anterior Inferior. Faces: Costal: lateroposterior. Diafragmática: inferior. Mediastinal: medial Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 14 - Pulmão direito Raiz: dorsalmente disposta à veia cava superior. Lobos superior, médio e inferior. Artérias brônquicas são diminutas, logo desconsideradas Fissuras a) Fissura horizontal: separa os lobos superior e médio. b) Fissura oblíqua: separa o lobo superior do inferior e supe- rior/médio do inferior. Impressões → face mediastinal c) Sulco da artéria subclávia dir. d) Sulco da veia braquicefálica dir.: anterior à “c” e) Sulco da primeira costela dir.: anterior à “d”. f) Área de traqueia: posterior à “c”. g) Área de esôfago: posterior à “f”. h) Sulco da veia ázigo: posterior ao hilo e anterior à “g”. i) Sulco da veia cava superior: superior à “j”. j) Impressão cardíaca: posterior ao hilo. k) Sulco da veia cava inferior: inferior à “j”. Hilo l) Brônquio principal dir.: mais posterior. m) Artéria pulmonar dir.: anterior à “l”. n) Veias pulmonares dir.: anterior e inferior à “l” e “m”. Pulmão esquerdo Raiz: anteriormente ao nervo frênico, posteriormente ao nervo vago. Lobos superior e inferior O lobo superior esq. possui uma projeção denominada língula. Fissuras o) Fissura oblíqua: separa os lobos superior e inferior. Impressões p) Sulco da artéria subclávia esq. q) Sulco da veia braquicefálica esq: posterior à “p” r) Sulco da primeira costela esq: posterior à “q”. s) Sulco da aorta: anterior ao hilo. t) Área de traqueia: posterior à “p”. u) Área de esôfago: posterior à “t” e posteroinferior à “s”. v) Impressão cardíaca: anterior ao hilo. w) Área do timo: posterior à “r”. Impressão pouco visível. Hilo x) Artéria pulmonar esq.: mais superior y) Brônquio principal esq.: inferior à “x”. z) Veias pulmonares esq.: posterior e inferior. As impressões também podem ser chamadas de áreas ou sulcos. Hilo do pulmão: abertura pela qual estruturas entram e saem do pulmão → brônquios principais, av. pulmonares, av. brôn- quicas e vasos linfáticos. Está localizado na face mediastinal de cada pulmão. Pedículo pulmonar: conteúdo do hilo pulmonar → artérias, veias e brônquios. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 15 - Lobo médio Lobo superior Lobo inferior Segmentação pulmonar De acordo com a subdivisão dos brônquios lobares em brôn- quios segmentares. Pulmão direito SI. Apical SII. Posterior Lobo superior SIII. Anterior SIV. Lateral SV. Medial SVI. Superior SVII. Basilar medial SVIII. Basilar anterior Lobo inferior SIX. Basilar lateral SX. Basilar posterior Pulmão esquerdo SI + II. Apicoposterior SIII. Anterior SIV. Lingular superior SV. Lingular inferior SVI. Superior SVII + VIII. Anteromedial basal SIX- Basilar lateral SX- Basilar posterior Linfonodos Muitos linfonodos devido ao líquido pleural e ao contato com o ar inspirado. Plexo linfático subpleural. Inervação Parassimpática: nn. vagos direito e esquerdo Simpática: cadeia de gânglios paravertebrais → do gânglio cervical médio até o gânglio T3. Sem inervação sensitiva ou motora. Beatriz Nogueira – Medicina UFSM, Turma 110 - 16 - Inspiração Músculos acessórios 1. Esternocleidomastoideo: eleva o esterno 2. Escalenos anterior (a), médio (b) e posterior (c): elevam e fixam as costelas superiores. Músculos principais 3. Intercostais externos: elevam as costelas, ampliando a lar- gura da cavidade torácica. 4. Intercostaisinternos (parte intercondral): eleva as costelas. 5. Diafragma: as cúpulas descem, aumentando o comprimento da cavidade torácica. Também eleva as costelas inferiores. Expiração Expiração quiescente: retração passiva dos pulmões e da caixa torácica. Expiração ativa 6. Intercostais internos (exceto a parte intercondral). 7. Abdominais: abaixam as costelas inferiores e comprimem o conteúdo abdominal, deslocando para cima o diafragma. d) Reto do abdome e) Oblíquo externo do abdome. f) Oblíquo interno do abdome. g) Transverso do abdome. Movimento alça de balde: as costelas se afastam da linha medial quando os músculos intercostais internos se con- traem → similar à uma alça de balde sendo erguida. Movimento em alavanca de bomba: o esterno se afasta do plano coronal ao projetar-se em sentido anterossuperior. Assim, verifica-se aumento do volume torácico pela con- tração dos músculos intercostais internos e diminuição do volume torácico pelo relaxamento desses músculos. Músculo diafragma: eleva-se na expiração por pressão das vísceras abdominais e abaixa-se na inspiração por contra- ção.