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Livro Eletrônico
Aula 05
Criminologia p/ PC-ES (Delegado) - Com Videoaulas - Pós-Edital
Paulo Bilynskyj, Equipe Paulo Bilynskyj, Beatriz V. P. Pestilli
 
SUMÁRIO
Sumário .......................................................................................................................1
Boas Vindas .................................................................................................................5
Apresentações.............................................................................................................5
APRESENTAÇÃO PAULO BILYNSKYJ .................................................................................... 5
APRESENTAÇÃO BEATRIZ PESTILLI ..................................................................................... 7
APRESENTAÇÃO DO CURSO ............................................................................................... 8
Qual a importância da criminologia na atualidade e porque a disciplina é tão explorada em concursos
jurídicos? ................................................................ . . . ................................................................................... 8
Metodologia de curso...................................................................................................... 14
O que nossas aulas abordarão?........................................................................................................................ 14
Questões........................................................................................................................................................... 14
Destaques a Legislação e Jurisprudência.......................................................................................................... 15
Resumos ........................................................................................................................................................... 15
Quais serão os formatos utilizados?................................................................................................................. 15
.PDF................................................................................................................................................................... 15
VIDEOAULAS ..................................................................................................................................................... 16
Quadro sinóptico do Curso Estratégico para Delegado ES ........................................18
Cronograma de Aulas ................................................................................................18
Quadro sinóptico de aula: Aula 05............................................................................19
1 に Considerações Iniciais..........................................................................................20
2 に Introdução ao estudo da Criminologia Contemporânea ....................................21
3 に Estatística Criminal e Cifras Criminais .................................................................21
3.1 に Cifra Negra ............................................................................................................. 23
 O tema em provas..................................................................................................................................... 24
 O tema em provas..................................................................................................................................... 28
3.2 に Cifra Dourada ......................................................................................................... 28
3.2.1 - Fatores de natureza social..................................................................................................................... 30
3.2.2 - Fatores de natureza jurídico-formas ..................................................................................................... 30
3.2.3 - Fatores de natureza econômica ............................................................................................................ 30
 O tema em provas..................................................................................................................................... 31
3.3 に Cifra Cinza............................................................................................................... 32
Paulo Bilynskyj, Equipe Paulo Bilynskyj, Beatriz V. P. Pestilli
Aula 05
Criminologia p/ PC-ES (Delegado) - Com Videoaulas - Pós-Edital
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3.4 に Cifra Amarela.......................................................................................................... 33
3.5 に Cifra Verde.............................................................................................................. 33
4 に Técnicas contemporâneas ...................................................................................34
4.1 に Técnicas de investigação......................................................................................... 34
4.2 に Técnicas de Investigação sociológica ...................................................................... 35
4.2.1 に Investigação extensiva ou quantitativa ................................................................................................ 35
4.2.2 に Investigação intensiva ou qualitativa ................................................................................................... 35
4.2.3 に Investigação-Ação................................................................................................................................. 36
 Recognição visuográfica de local de crime ............................................................................................... 36
 Perfilamento Criminal ............................................................................................................................... 37
5 に Testes Criminológicos Contemporâneos .............................................................38
5.1 に Teste de Personalidade Projetivos........................................................................... 39
5.1.1 に Técnica de Rorschach: .......................................................................................................................... 39
5.1.2 に Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial: .................................... 39
5.1.3 に Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person.................................................................................. 40
5.1.4 に Tat ou Teste de apercepção temática .................................................................................................. 40
5.2 に Testes de Personalidade Prospectivos ..................................................................... 40
5.3 に Testes de Inteligência.............................................................................................. 41
 Tabela de QI .............................................................................................................................................. 42
5.3.1 に Teste de raciocínio aritmético .............................................................................................................. 43
5.3.2 に Teste de memorias para números........................................................................................................ 43
5.3.3 に Teste de semelhança ............................................................................................................................ 44
5.3.4 に Teste de arranjo de figuras................................................................................................................... 44
5.3.5 に Teste complementar figuras................................................................................................................. 44
5.3.6 に Teste do desenho de cubos ..................................................................................................................44
5.3.7 に Teste de números e símbolos............................................................................................................... 44
5.3.8 - Teste de arranjo de objetos................................................................................................................... 45
5.3.9 に Teste do Vocabulário ............................................................................................................................ 45
6 に Fatores Sociais da Criminalidade.........................................................................45
7 に Criminologia Contemporânea .............................................................................47
7.1 に Criminologia no Estado Democrático de Direito ...................................................... 47
7.2 に Criminologia Ambiental .......................................................................................... 47
7.1.1 に Classificação das teorias ambientais..................................................................................................... 48
7.1.2 に Teorias teoria das atividades rotineiras................................................................................................ 48
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7.1.3 に Teoria da escolha racional .................................................................................................................... 48
7.1.4 - teoria do padrão racional ...................................................................................................................... 49
7.1.5 に Teoria da oportunidade ........................................................................................................................ 49
7.3 に Criminologia Cultural .............................................................................................. 50
7.4 に Criminologia Feminista ........................................................................................... 50
7.5 に Criminologia Queer ................................................................................................. 50
7.6 に Criminologia e o Crime Organizado ........................................................................ 51
8 に Outros Temas Contemporâneos..........................................................................53
8.1 に Bullying................................................................................................................... 53
 O tema em provas..................................................................................................................................... 54
7.2.1 に Legislação de combate à intimidação sistemática - Bullying................................................................ 55
7.2.2 に Classificação da Intimidação sistemática - Bullying.............................................................................. 55
7.2.3 - Cyberbullying ......................................................................................................................................... 56
 O tema em provas..................................................................................................................................... 56
8.2 に Assédio Moral ......................................................................................................... 56
8.2.1 に Mobbing................................................................................................................................................ 57
 O tema em provas..................................................................................................................................... 57
8.3 に Stalking................................................................................................................... 57
 O tema em provas..................................................................................................................................... 58
9 に Questões..............................................................................................................59
9.1 に Lista de questões comentadas ................................................................................ 59
9.2 に Lista de questões sem comentários......................................................................... 61
9.3 に Gabarito ................................................................................................................. 74
10 に Destaque à Legislação e Jurisprudência ............................................................75
11 に Resumo..............................................................................................................82
12 に Considerações Finais .........................................................................................98
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Figura 1: Brasão da Polícia Civil do Espírito Santo
Querido amigo e Delegado de Polícia,
Seja bem-vindo ao nosso módulo regular de Criminologia に pós edital, direcionado aos cargos
de Delegado de Polícia Civil/ES.
Ah, quanto ao vocativo, não o estranhe. Você já é Delegado!
Aliás, você nasceu Delegado. Eu te entendendo!
É sobre estar sozinho na sua escolha, sobre proteger até quem não sabe que precisa de
proteção... de proteger quem você prendeu na semana passada e hoje precisa da sua ajuda.
Sobre abrir mão...
Abrir mão do lazer, não conseguindo justificar para sua família que não passou tempo com
ela para proteger outra. Eu realmente te entendo.
Só que agora, Guerreiro, chegou a hora de viver esse sonho!
Por isso, LUTE PARA VENCER!
Meu desejo é que no dia da sua prova você seja o melhor colocado, porque só a vitória
interessa a nós. Aqui, não aceitamos o médio, temos a Excelência como referencial! E você?
Bem, você tem o selo dela e da vitória a partir de agora, pois aqui, nós só treinamos
vencedores.
Paulo Bilynskyj, Equipe Paulo Bilynskyj, Beatriz V. P. Pestilli
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É uma honra correr ao seu lado, eu acredito em você!
Paulo Bilynskyj
Delegado de Polícia de SP e Professor.
BOAS VINDAS
Olá Delegado (a),
Chegamos para mais uma aula de criminologia.
Veremos hoje temas importantes relacionados à criminologia
moderna.
Boa Aula.
Paulo Bilynskyj e Beatriz Pestilli
Delegados de Polícia de SP e Professores
APRESENTAÇÕES
Inicialmente, queremos compartilhar nossa alegria em tê-lo conosco neste módulo. Nós,
Profs. Paulo Bilynskyj e Beatriz Pestilli, estamos felizes pela sua escolha. É um privilégio
acompanhá-lo nessa jornada, preparando-o para concursos jurídicos que exploram a
disciplina de criminologia. Somos Delegados de Polícia em São Paulo e concurso público é
um assunto que falamos com propriedade, pois já fizemos o mesmo percurso que você se
encontra hoje.
Por isso, parabéns pela decisão! Aqui você encontrará tudo o que precisam para a aprovação.
Nós acreditamos em você, nós acreditamos no seu sonho!
Nas próximas linhas, falaremos um pouco sobre e nós e, em seguida, apresentaremos o nosso
curso e como ele se desenvolverá nos próximos dias.
Então vamos lá.
APRESENTAÇÃO PAULO BILYNSKYJ
Olá, Guerreiros (as),
Eu sou PAULO BILYNSKYJ, Delegado de Polícia no Estado de São Paulo. Atualmente, e com
muito orgulho, em exercício no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, Titular
do 2º Grupo Especial de Atendimento a Local de Crime.
Paulo Bilynskyj, Equipe Paulo Bilynskyj, Beatriz V. P. Pestilli
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Sou graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba, e especialista em
Criminologia, Segurança Pública e Política Criminal.Meu primeiro concurso público foi aos 12 anos, para o Colégio Militar de Curitiba. Lá tive
a oportunidade de servir ao Exército Brasileiro e de internalizar valores como PÁTRIA,
HONRA, DEVER e DISCIPLINA.
Apaixonei-me pela carreira de Delegado de Polícia no terceiro período de faculdade e, logo
que formei, iniciei minha preparação, alcançando a aprovação em meu primeiro
concurso, em 2011, para o cargo de Delegado de Polícia do Estado de São Paulo, aos 25
anos de idade, digo sempre: - cada minuto de estudo valeu a pena e eu faria tudo de novo.
Dedico-me também à carreira de Professor aqui, no Estratégia Jurídico, lecionando as
matérias de Lei (s) de Organização da Polícia Civil, Medicina Legal e Criminologia. Nesta
última, sendo acompanhada pela Professora e também Delegada, Beatriz Pestilli.
Tenho também o privilégio de figurar como coautor de livros em parceria com colegas
Doutores e amigos de caminhadas. Destaco as obras:
2017 に Editora: Questões Discursivas. Delegado de Polícia に Questões Discursivas
e Peças Práticas Comentadas e Respondidas.
2018 にEditora: Novo Século. Polícia Civil do Estado de São Paulo に Concurso -
Agente, Escrivão, Investigador, Apostila Preparatória.
Por último, mas não menos importante, sou Consultor Técnico para Cinema e Televisão.
Como puderam perceber, entrei na esfera de concursos públicos há aproximadamente 18
anos e, desde então, tenho auxiliado pessoas a realizar seus sonhos. Por isso, digo sempre:
sou professor por paixão!
Acredito sempre no melhor dos meus alunos e que a aprovação é questão de tempo,
estratégia e disciplina. Portanto, vamos à luta!
Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Terei prazer em
orientá-los da melhor forma possível nesta caminhada que estamos iniciando.
Bons estudos.
Paulo Bilynskyj
E-mail: pbilynskyj@gmail.com
Facebook: Paulo Bilynskyj
Instagram: @paulobilynskyj
Youtube: Projeto Policial
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APRESENTAÇÃO BEATRIZ PESTILLI
Olá, Doutores (as)
Meu nome é BEATRIZ PESTILLI, também sou Delegada de Polícia no Estado de São Paulo.
Orgulhosamente, integro os quadros da Polícia Civil de São Paulo desde 1997, quando
ingressei na carreira de Investigadora de Polícia, permanecendo até 2012, ano em que
avancei para o atual cargo de Delegada de Polícia. Estes mais de vinte anos de experiência
no trabalho policial me permitem falar com desenvoltura sobre a realidade da nossa
polícia judiciária estadual.
Nesse período, tive a oportunidade de participar de vários cursos, dentro e fora da
instituição, mas todos relacionados com nossa atividade fim; investigação criminal, tais
como:
 
Cursos na Academia de Polícia de São Paulo:
 Técnicas de Entrevista e Interrogatório;
 Estratégias de PNL;
 Psicologia Investigativa;
 Gerenciamento de Crises (dentre outros).
Cursos na Secretaria Nacional de Segurança Pública:
 Investigação Criminal;
 Psicologia das Emergências;
 Mediação de Conflitos (dentre outros).
Em 2014, fui aprovada em mais um concurso, dessa vez para Professora da ACADEMIA DE
POLÍCIA DE SÃO PAULO に ACADEPOL. Lá tenho a honra de ministrar a disciplina
de Perfilamento Criminal - Unidade Docente III: Criminologia, além da oportunidade de
ministras diversas aulas e palestras sobre temas correlatos.
Sou GRADUADA em Direito pela UNIFIEO - Centro Universitário FIEO - em Osasco/SP
(1999) e também em Psicologia pela UNISA - Universidade Santo Amaro - em São Paulo/SP
(2009), sendo que ambas as graduações me acrescentaram muito conteúdo em diversas
frentes de conhecimento.
Possuo ainda duas pós-graduações que considero importantíssimas e pelas quais sou
apaixonada. A primeira, Especialização latu sensu em Direito Penal (2007), que me trouxe
a possibilidade de rever temas de direito de forma mais aprofundada. A segunda, e não
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menos importante, é a Especialização latu sensu em Psicologia Investigativa - Criminal
Profiling (2016), que me acrescentou conhecimentos teóricos do universo da psicologia
vinculados à prática de investigação criminal. Com certeza, esta é, na minha opinião, a área
de conhecimento mais interessante do mundo.
Dedico-me também à carreira de Professora aqui, no Estratégia Jurídico, lecionando a
disciplina de Criminologia, com meu querido amigo Professor e Delegado, Paulo Bilynkyj.
Como puderam ver, tenho enorme experiência na área policial e no ramo dos concursos.
Acredito que nossa missão é ajudá-lo nessa caminhada.
Acredito que este curso pode ser o melhor da sua vida, só depende de você
Então, coloque amor, disciplina e dedicação em tudo que fizer e o resultado só pode ser a
aprovação.
Nós só treinamos vencedores.
Deixarei abaixo meus contatos para quaisquer dúvidas ou sugestões. Será um prazer
orientá-los nesta caminhada.
Estou à disposição.
Beatriz Pestilli 
E-mail: bmpestilli@hotmail.com
Facebook: Bia Pestilli
Instagram: biapestilli
APRESENTAÇÃO DO CURSO
Qual a importância da criminologia na atualidade e porque a disciplina é tão
explorada em concursos jurídicos?
A partir de agora, daremos início ao nosso curso de CRIMINOLOGIA voltado às provas
objetivas de carreiras jurídicas. Inicialmente, queremos deixá-lo a par da real importância do
estudo da disciplina e, em seguida, apresentaremos nossa metodologia de estudo.
É que ainda hoje, muitos candidatos não sabem o porquê devem se dedicar ao estudo da
matéria. Para muitos, a matéria não é tão atrativa quanto Direito Penal ou Processo Penal,
por exemplo. Para outra parcela de alunos, a matéria não é tão relevante.
Erro primário.
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Percebemos que esse tipo de pensamento ainda representa a maioria dos candidatos às
vagas de concursos públicos, - esperamos que a partir de agora não mais -, porém, temos
certeza que você que é nosso aluno sairá desta aula convencido da importância da disciplina
e terá uma nova perspectiva com uma visão clara de todo conteúdo.
Nossa proposta aqui, neste módulo, é desmistificar a dificuldade da matéria, deixá-lo apto
a gabaritar toda e qualquer prova da disciplina e, sobretudo, fazer com que de fato se torne
um candidato estratégico e isso acontecerá na medida em que você entender que:
A sua prova não é um mestrado em direito penal, processo penal ou da matéria
que você é apaixonado. A sua prova é composta por DISCIPLINAS ESTRATÉGICAS,
com um número de QUESTÕES ESTRATÉGICAS, buscando aprovar CANDIDATOS
ESTRATÉGICOS.
Entender isso é integrar o ranking dos melhores rapidamente.
Socialmente e culturalmente falando, podemos afirmar que a criminologia foi deixada de
lado enquanto as outras ciências que, dentro das ciências criminais, ganharam força e
destaque.
A conclusão pode ser feita a partir de observações básicas e muito atuais. Quando
encontramos pessoas falando de VIOLÊNCIA URBANA, APARELHAMENTO DO CRIME
ORGANIZADO に tema que tem sido discutido em larga aヴWケ┌ZミIキ; さWマ デWマヮラゲ SW OPERAÇÃO
LAVA-JATOざ -, crescimento desajustado da CORRUPÇÃO e tantos outros assuntos inclusos
na atual pauta social, é possível notar que muitos manifestam, na maioria das vezes, uma
visão crítica notadamente desprovida de informações reais ou um respaldo minimamente
fundamentado.
Com o crescimento e avanço da internet e, consequentemente, das redes sociais, essas
opiniões dão às pessoas a possibilidade de emitir opinião sobre todo e qualquer tipo de
assunto. Discussão sobre criminalidade então, é algo que está sempre em alta. Todo o mundo
tem opinião, a maioria das pessoas as lançam, quase sempre, nas redes sociais. O problema
disso, como já dizia ZAFFARONI,
Diz-se que, atualmente,todos comentam sobrem futebol e violência, existindo
milhares de técnicos desse esporte, e, na mesma proporção, criminólogos1.
Não é que alguém precise ser Doutor ou Mestre em qualquer tema para manifestar opinião,
mas um mínimo de fundamento nelas é imprescindível.
Não precisamos de uma análise profunda para perceber que a maioria das opiniões lançadas
acerca da criminalidade, por exemplo, (ou até mesmo dos recentes casos de rebelião que
ocorreu nos presídios Brasileiros, ou ainda, nas recentes e polêmicas decisões da Suprema
1 ZAFFARONI, Eugênio Raúl. A Questão Criminal; Rio de Janeiro: Revan, 2013.
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Corte に como no caso destacado no Informativo nº 8602, m que se vedou o exercício de
direito de greve a todos os policiais civis e aos que atuem diretamente na área de segurança
pública), são reproduções de comentários prontos. (Vide jurisprudências sobre segurança
pública em destaque no capítulo 5).
P;ヴIWノ; ノWキェ; S; ヮラヮ┌ノ;N?ラが ゲキマヮノWゲマWミデW ;IWキデ; W ヴWヮヴラS┌┣ デW┝デラゲ さHラミキデラゲざが ヮラヴYマが
desprovidos de teorias ou conceitos científicos e que empobrecem a percepção a respeito
das causas reais dos fenômenos delitivos, o que permite, uma fácil manipulação popular
quando não um clamor social desfundado e midiático.
A consequência?
Certamente, a aprovação de medidas meramente paliativas. Aquelas que servem para
absolutamente nada. É verdadeiramente o remédio que não cura, mas mitiga a doença. O
resultado disso gera o que a doutrina classifica como DIREITO PENAL SIMBÓLICO.
CLEBER MASSON3, nos explica:
A função simbólica é inerente à todas as leis, não dizendo respeito somente as de cunho penal. São
aquelas que não produzem efeitos externos, mas tão somente, na mente dos governantes e dos
cidadãos.
É que no primeiro caso, acarreta aos governantes a sensação de terem feito algo para a
proteção da paz social. No outro, proporciona a falsa impressão de que a criminalidade está
sob controle.
Masson, 4 ainda revela que, no âmbito penal, o simbolismo manifesta-se de forma comum,
no que ele chama de direito penal do terror que se verifica com a inflação legislativa do
Direito Penal de Emergência, criando-se exageradamente figuras penais desnecessárias, ou
então, aumento desproporcional e injustificado das penas em casos pontuais に Hipertrofia
do Direito Penal.
A título de exemplo, podemos citamos a criação da Lei 8.072/90 に Lei de Crimes Hediondos.
E ;ケ ┗ラIZ テ= ゲ;HWが エ= ┌マ ヴラノ デ;┝;デキ┗ラ SW IヴキマWゲ ケ┌W ゲ?ラ ヮ┌ミキSラゲ Iラマ さMUITOざ ラ┌ Iラマ さMáI“
‘IGO‘ざ ケ┌W ラゲ IヴキマWゲ ;ノキ ミ?ラ ヮヴW┗キゲデラゲく
2 Info 860: Policiais são proibidos de fazer greve. O exercício do direito de greve, sob
qualquer forma ou modalidade, é vedado aos policiais civis e a todos os servidores públicos que
atuem diretamente na área de segurança pública. É obrigatória a participação do Poder Público
em mediação instaurada pelos órgãos classistas das carreiras de segurança pública, nos termos
do art. 165 do CPC, para vocalização dos interesses da categoria. STF. Plenário. ARE 654432/GO,
Rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 5/4/2017 -
repercussão geral.
3 MASSON, Cleber. Direito Penal - parte geral. 11ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Rio
de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. Pg. 10.
4 MASSON, Cleber. Direito Penal - parte geral. 11ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Rio
de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017. Pg. 10.
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O Legislador brasileiro da década de 90, tomado por uma ideia de Direito Penal Máximo5,
Movimento Lei e Ordem6 (Law and Order), bem como a Teoria das Janelas quebradas7
(Broken Windowns Theory), implantou um movimento de política criminal bastante severo
como forma de tentar diminuir a criminalidade. Para isso, criou tipos penais, aumentou penas
para alguns crimes e etc.8
O Direito Penal Máximo constitui justamente o oposto do Direito Penal Mínimo, e traz em si
a ideia de que o Direito Penal é a solução para todos os problemas existentes na sociedade.
Por tal movimento, o Direito Penal é o meio de controle social mais eficaz a restringir o direito
à liberdade do ser humano, devendo, portanto, ser a solução adotada em primeiro lugar.9
Movimento Lei e Ordem (Law and Order): movimento idealizado por Ralf Dahrendorf, que
surgiu como uma reação ao crescimento dos índices de criminalidade. Tal movimento baseia-
se na ideia da repressão, para o qual a pena se justifica por meio das ideias de retribuição e
castigo. Os adeptos desse movimento pregam que somente as leis severas, que imponham
lingas penas privativas de liberdade ou até mesmo a pena de morte, têm o condão de
controlar e inibir a prática de delitos. Dessa forma, os crimes de maior gravidade devem ser
punidos com penas longas e severas, a serem cumpridas em estabelecimentos prisionais de
segurança máxima. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada.
Salvador: Editora JusPodivm,2018. Pg. 470.
5 O Direito Penal Máximo constitui justamente o oposto do Direito Penal Mínimo, e traz em si
a ideia de que o Direito Penal é a solução para todos os problemas existentes na sociedade. Por
tal movimento, o Direito Penal é o meio de controle social mais eficaz a restringir o direito à
liberdade do ser humano, devendo, portanto, ser a solução adotada em primeiro lugar. HABIB,
Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 470.
6 Movimento Lei e Ordem6 (Law and Order): movimento idealizado por Ralf Dahrendorf, que
surgiu como uma reação ao crescimento dos índices de criminalidade. Tal movimento baseia-se
na ideia da repressão, para o qual a pena se justifica por meio das ideias de retribuição e castigo.
Os adeptos desse movimento pregam que somente as leis severas, que imponham lingas penas
privativas de liberdade ou até mesmo a pena de morte, têm o condão de controlar e inibur a
prática de delitos. Dessa forma, os crimes de maior gravidade devem ser punidos com penas
longas e severas, a serem cumpridas em estabelecimentos prisionais de segurança máxima. Leis
Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 470.
7 Teoria das Janelas quebradas7 (Broken Windowns Theory): Em 1982, o cientista político
James Q. Wilson e o psicólogo criminologista Geroge Kelling, ambos norte-americanos, criaram a
The Broken Windowns Theory, denominada no Brasil TEORIA DAS JANELAS QUEBRADAS. (...)
essa teoria ganhou esse nome em razão de seus autores utilizarem a imagem das janelas
quebradas para explicá-la, estabelecendo relação de causalidade entre a desordem e a
criminalidade. Segundos tais autores, se apenas uma janela de um prédio fosse quebrada, e não
fosse imediatamente consertada, as pessoas que passassem no local e vissem que a janela não
havia sido consertada concluiriam que ninguém se importava com isso, e em curto espaço de
tempo todas as demais janelas também estariam quebradas. Uma janela quebrada, mas que não
é consertada, é sinal de que ninguém cuida e, portanto, não custa quebrar mais janela.
8 HABIB, Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador:
Editora JusPodivm,2018. Pg. 470.
9 HABIB, Gabriel. Leis Penais Especiais. 10ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador:
Editora JusPodivm, 2018. Pg. 470.
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Trabalharemos de forma aprofundada todas essas teorias ao longo do curso, por ora, a título
de exemplo, citamos o crime de porte ou a posse de arma de fogo de uso restrito (art. 1º,
Parágrafo único,Lei 8072/90),. Quem porta ou mantém em sua posse armas, cujo uso é
restrito do EB, terá sua pena fixada em patamar mais alto que quem porta ou tem a posse
de arma cujo uso não é restrito.10 Além disso, para que esse indivíduo alcance eventual
progressão de regime, deverá cumprir 2/5 da pena, se réu primário e 3/5 se reincidente.
Agora, te fazemos um convite a reflexão: Pense
conosco!
Indivíduos que portam fuzis ou que desfilam com
armamentos de última geração, com tecnologia
israelense, de fato estão preocupados com o rigor ou
com a aplicabilidade da lei 8.072/90?
Acaso, deixariam de portar seus instrumentos utilizados para enfrentar o sistema de
Segurança Pública e causar guerra entre as favelas do Rio de Janeiro, por exemplo?
Deixariam também utilizar esse tipo de armamento para assegurar que a lei não seja
cumprida e que a Polícia さWゲデラ┌ヴWざ I;デキ┗Wキヴラゲ キミデWヴヴラマヮ; ラ デヴ=aキIラ SW Sヴラェ;ゲ ミ;ゲ a;┗Wノ;ゲ Bヴ;ゲキノ
a fora?
Aliás, qual a relevância ou impacto da 8.072, para a decisão do assassino que matou
integrantes dos órgãos de segurança11 pública, em razão da função exercida, ou seus
familiares? Acaso ele deixou de cometer o assassinato porque lei previu punição que sua
progressão de regime será de 2/5 e não de 1/6?
Entendemos que não. Para nós, os efeitos e reflexos legislativos nesses casos, são muito
mais no sentido de satisfazer um clamor público que pede por uma solução, - o que, na
maioria das vezes, se traduz no encarceramento do indivíduo delinquente como a mais
eficaz solução para a violência ou crimes que acometem a sociedade, に do que, de fato,
atingir o cerne do problema com soluções reais.
Como defendido por Ney Moura Teles12:
Q┌WヴWヴ IラマH;デWヴ ; Iヴキマキミ;ノキS;SW Iラマ ラ DキヴWキデラ PWミ;ノ Y ケ┌WヴWヴ Wノキマキミ;ヴ ; キミaWIN?ラ Iラマ ;ミ;ノェYゲキIラざ
É que o crime só pode ser combatido por instrumentos que possibilitam a apuração da visão
crítica e científica dos que se propõe a analisar o problema da delinquência, Guerreiros.
E é por isso que o estudo da criminologia é tão importante, além de necessário.
10 Art. 16 do R-105 – define as armas de uso restrito.
11 13.142/2015 alterou o Código Penal e a Lei de Crimes Hediondos: O homicídio cometido contra
integrantes dos órgãos de segurança pública, ou contra seus familiares, passa a ser considerado
como homicídio qualificado, se o delito tiver relação com a função exercida.
12 TELES, Ney Moura. Direito Penal – parte geral. São Paulo: Atlas, 2004. V. 1, p.46.
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Nos posicionamos com a melhor doutrina, no sentido de que o desenvolvimento desses
fenômenos criminais, como ampliação dos crimes de colarinhos brancos, a violência urbana,
crescimento da população carcerária, caos nos estabelecimentos penais, aumento nos
índices de prisões de mulheres, crimes de cunho sexuais, grande incidência de crimes contra
saúde pública entre outros, são motivos que justificam o destaque da criminologia, como
ciência que pode dar respostas detalhadas a esses problemas, é ela que analisa os fatores
que justificam o cenário atual.
No entanto, não se pode confundir, já que a linha é tênue.
A criminologia não se propõe a punir o transgressor, isso cumpre ao Direito Penal. Tampouco
se destina a definir os procedimentos acertados de persecução penal durante fases, seja de
investigação, seja na ação processual, para isso, temos o Processo Penal. À criminologia
deixamos a o diagnóstico de entender o contexto da prática delituosa, analisando o
contexto social de justiça criminal, a pessoa do delinquente, a vítima, o controle social e
até mesmo o reflexo da lei penal na sociedade.
Bem, como perceberam, a matéria é extremamente relevante. E é
com subsídio nestas razões que a matéria tem sido tão cobrada em
concursos públicos. Extrair a visão crítico-jurídica dos candidatos,
a partir de noções gerais da disciplina, de suas potencialidades e
ferramentas conceituais, exigindo deles a diferenciação entre
conhecimento técnico e científico, é, sem dúvida, muito inteligente e estratégico. Nesse
caso, integra o pódio aqueles que estão minimamente preparados.
É por essas razões que desenvolvemos este CURSO DE CRIMINOLOGIA. Um curso teórico
com esquemas, doutrinas, jurisprudências e destaques para polêmicas ações judiciais que
envolvem temas relevantes e que, atualmente, tramitam no Supremo Tribunal Federal, e
que, nos últimos anos, têm sido cobradas como jurisprudência na maioria das provas.
Além disso, atenção especial será destinada às tendências das bancas, aos assuntos mais
cobrados e mais CAUSAM CONFUSÕES quando o assunto é EVOLUÇÃO DAS IDEIAS
CRIMINOLÓGICAS, ESCOLAS PENAIS, dentre outros. Por essa razão, também destacaremos
os posicionamentos doutrinários divergentes, bem como as teorias e sucessivas revogações
e alterações legislativas que, certamente, serão cobradas em provas futuras.
Dentro dessa proposta metodológica, também observaremos, de forma concomitante,
conceitos indispensáveis fornecidos por outros ramos do direito, a exemplo, pelo Direito
Constitucional, Direito Processual, Direito Penal, Legislação Especial, enfim, utilizaremos
todas as legislações pertinentes e disponíveis à nós.
Por fim, é importante destacar que, todos os assuntos aqui abordados, serão tratados para
atender tanto àquele que está iniciando os estudos como àquele que está estudando há mais
tempo.
Sendo assim, apresentamos a você os aspectos gerais da matéria e os impactos em provas de
concursos.
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Aroeira e outras. Além disso, usaremos também, todo nosso BANCO DE QUESTÕES
ESTRATÉGICAS de que dispomos.
Destaques a Legislação e Jurisprudência
Em todas as aulas destinamos capítulo especifico para destacar todos os dispositivos
legislativos e jurisprudenciais tratados no decorrer de cada aula. Nesse capítulo, compilamos
as legislações trabalhadas inclusive informativos e súmulas pertinentes ao conteúdo.
A leitura e revisão desse capítulo, especificamente, é imprescindível na sua aprovação.
Resumos
Ao final de cada aula também disponibilizamos um resumo dos principais aspectos estudados
ao longo da aula. Nossa sugestão é que esse resumo seja estudado sempre previamente ao
キミケIキラ S; ;┌ノ; ゲWェ┌キミデWが Iラマラ aラヴマ; SW さヴWaヴWゲI;ヴざ ; マWマルヴキ;く
Além disso, é fundamental, a cada ciclo de estudos retomar esses resumos. Caso encontrem
dificuldade em compreender alguma informação, não deixem de retornar à aula.
Quais serão os formatos utilizados?
Destacamos que ao criar nossa proposta metodológica, não nos preocupamos apenas em
estabelecer a metodologia que entendemos a mais apropriada para a sua preparação, mas
foi importante também definir o formato de disponibilização mais adequado para o nosso
curso.
Nesse contexto, destacamos que nossos cursos possuem formato: PDF além das Videoaulas.
.PDF
Nossas aulas em .pdf têm por característica essencial a didática. Ao contrário do que
encontraremos na Lei Seca ou nos manuais doutrinários. Por esta razão, nosso curso todo se
desenvolverá com uma leitura de fácil compreensão e assimilação.
Atenção, isso não significa que o módulo será abordado com superficialidade. Ao contrário,
desenvolveremos mapas mentais, macetes, esquemas, gráficos, resumo, questões e tudo
que for necessário para dar destaque à Lei Seca e a Doutrina de forma otimizada,
evidenciando sempre, diferenças tênues entre conceitos que podem gerar confusão entre os
candidatos e que são, exaustivamente, cobrados em provas de concursos públicos.
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Logo, repetimos: os assuntos serão aprofundados!
Nラゲゲ; ヮヴWデWミゲ?ラ Y さIエ;マ;ヴ ; ;デWミN?ラざヮ;ヴ; ;ゲ キミaラヴマ;NロWゲ ケ┌W ヴW;ノマWミデW キマヮラヴデ;マく Cラマ
essa estrutura e proposta, pretendemos conferir segurança e tranquilidade para uma
preparação completa, SEM NECESSIDADE DE RECURSO A OUTROS MATERIAIS DIDÁTICOS.
Finalmente, vale dizer que um dos instrumentos mais relevantes para o estudo em .pdf é o
contato direto e pessoal com o Professor. Por isso, além do
nosso fórum de dúvidas, estamos disponíveis por e-mail e,
eventualmente, pelo Instagram e Facebook.
Não é demais repetir que nossas redes sociais já foram
disponibilizadas nas primeiras páginas deste material.
Aluno nosso não vai para a prova com dúvida!
É importante compreender que, por vezes, ao ler o material surgem incompreensões,
dúvidas, curiosidade, nesses casos basta nos escrever. Assim que possível, responderemos a
todas as dúvidas. É notável a evolução dos alunos que levam a sério nossa metodologia.
VIDEOAULAS
Merecem menção nossas videoaulas!
Essas aulas destinam-se a complementar a preparação quando estiver cansado do estudo
ativo (leitura e resolução de questões) ou até mesmo para fazer a revisão. Por isso, você
disporá de um conjunto de vídeos para assistir como quiser, podendo assistir on-line ou
baixar os arquivos.
Com outra didática, você disporá de um conteúdo complementar para a sua preparação. Ao
contrário do PDF, evidentemente, AS VIDEOAULAS NÃO ATENDEM A TODOS OS PONTOS
QUE VAMOS ANALISAR NOS PDFS, NOSSOS MANUAIS ELETRÔNICOS.
Por vezes, haverá aulas com vários vídeos; outras que terão videoaulas apenas em parte do
conteúdo; e outras, ainda, que não conterão vídeos. Nosso foco é, sempre, o estudo ativo!
Não obstante, será o material mais completo em PDF e vídeo do mercado.
Ainda no que se refere aos vídeos, serão disponibilizados os QRCODE. Ao longo da aula você
encontrará alguns códigos para acessar pequenos vídeos exclusivos que versam de alguns
pontos da matéria. Vamos tratar de pontos difíceis, complexos, que geram dúvidas ao longo
do estudo teórico da disciplina. Com isso, você terá à disposição mais um instrumento para
que a sua preparação seja a mais completa! Acredito que você irá gostar! Vamos fazer um
teste?!
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Bem, Doutores (as), agora que já apresentamos todo o panorama do nosso curso e, com toda
certeza, já te convencemos da importância de dedicar-se ao estudo da matéria, está na hora
de dar início à mais uma aula.
Mais uma vez, desejamos o melhor curso de sua vida e que você alcance todas as metas que
planejou!
Mais uma vez, reiteramos que você explore a central de dúvidas, que faça os exercícios e que
siga o roteiro, além de assistir às aulas.
Adotamos o princípio do estude, aconteça o que acontecer, estude.
Estude, estude e estude. O sacrifício é inevitável. Portanto, sacrifique-se com
propósito.
Boa aula.
Prof. Paulo Bilynskyj e Profa. Beatriz Pestilli.
1 に CONSIDERAÇÕES INICIAIS
Na aula de hoje falaremos sobre criminologia contemporânea.
Cumpre esclarecer que nossas aulas são fundamentadas em várias doutrinas modernas e
consagradas. O nível teórico do nosso material exige uma bibliografia robusta. Por esta razão,
ao longo desta aula utilizaremos inúmeras citações de doutrinadores consagrados. Dentre
eles, destacamos em especial as bibliografias do Mestre e Prof. Eduardo Viana e também do
Mestre José Cesar Naves de Lima Júnior. Nos apoiaremos também em doutrinas mais
resumidas como a dos Professores Eduardo Fontes, Henrique Hoffmann, Natacha Alves de
Oliveira, além da clássica e moderna doutrina escrita por Christiano Gonzaga, entre outros
doutrinadores.
Considerações
iniciais
Introdução ao
estudo da da
Criminologia
Contemporâne
Estatística criminal
e cifras Criminais
Técnicas
Contemporâneas
Testes
Criminológicos
Contemporâneos
Fatores Sociais da
Criminalidade
Outros temas
contemporâneos
Questões Resumo Considerações finais
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Isso é feito com proposito único: trazer a vocês as diversas correntes existentes além dos
posicionamentos adotados pelas Bancas Examinadoras (que podem ser divergentes). O
estudo dessa parte é totalmente teórico e conceitual, afinal, são diversas as correntes de
pensamentos que, ao longo da História, moldaram a criminologia e o próprio direito.
Portanto, aproveite o curso e atente-se aos destaques. As provas de Carreiras Jurídicas
cobram exaustivamente posicionamentos doutrinários.
2 に INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CRIMINOLOGIA CONTEMPORÂNEA
Sabe-se que o saber criminológico, num Estado Democrático de Direito, tem orientação de
cunho prevencionista, portanto, a melhor ideia é melhor prevenir o crime.
Prevenir o crime envolve inúmeras questões, sobretudo, aquelas que demandam um
acompanhamento pormenorizado sobre a matéria criminológica de acordo com a realidade
e atualidade de cada espaço geográfico. Só assim, é possível chegar às soluções viáveis cujo
impacto influencie nos índices criminológicos atuais, de forma positiva é claro.
Por isso, é relevante saber que, atualmente, a criminologia desenvolve-se sob um viés
moderno. A ciência empírica que outrora fora relevante ao estudo criminológico, se limitada
aos ensinamentos daquela época, não traz soluções para o hoje. É que os tempos mudaram.
O criminoso que atuava de forma discreta ou limitada não atua mais ou atua pouco. Hoje, a
ousadia é a maior característica da criminalidade. Foi preciso amadurecer.
Na criminologia contemporânea essa é a pauta de estudo. É possível notar que ela se volta,
o tempo todo, às questões modernas, amadurecendo técnicas e testes que auxiliam as
pesquisas sobre o tema e fornecem à política criminal informações mais madurais sobre o
crime.
Na aula de hoje, falaremos sobre as técnicas, teses, testes e, sobretudo, a nova criminologia
ou a criminologia moderna.
3 に ESTATÍSTICA CRIMINAL E CIFRAS CRIMINAIS
Guerreiros,
Desde o século XIX, implementamos um tratamento científico de estatística criminal que
ganhou espaço e tornou-se relevante para o estudo do fenômeno criminológico. Isso significa
que passamos a relacionar os ilícitos cometidos a fatores de criminalidade e, a partir desse
cruzamento, norteamos nossa política criminal.
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Não é demais reforçar, embora tenha ficado óbvio, que a
criminalidade real é sempre maior que a criminalidade
revelada (aparente ou registrada).
Bem, com o tempo, notou-se que o índice da cifra oculta variará a depender:
 Do delito e
 A classe social do delinquente.
E é exatamente por isso que a doutrina começa a desenhar novas classificações relacionadas
às cifras, destacamos:
 Cifra negra;
 Cifra dourada;
 Cifra cinza;
 Cifra amarela;
 Cifra verde;
Nas palavras de SUMARIVA (2017, p. 127-134), a definição variará, basicamente, de acordo
com o tipo de crime cometido, o bem jurídico tutelado pelo tipo penal violado, a classe social
a que pertença o autor do fato e a instância de resolução do conflito.
Agora, passaremos ao estudo das cifras. Vamos lá?
3.1 に CIFRA NEGRA
A expressão cifra pode indicar o resultado de uma soma, um cálculo ou quantidade
total de algo. O brasil é um país populoso e de proporções continentais, portanto,
imaginar que todos os crimes ocorridos em nosso território são apurados e
investigados pela polícia é uma ingenuidade. Muitos delitos praticados sequer
chegam ao conhecimento das autoridades policiais, e quando não são apurados
nem punidos, passam a compor a denominada cifra negra do Direito Penal13.
13 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 240.
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A expressão cifra negra, cifra também chamada de cifra
oculta ou zona escura, dark number ou ciffre noir,
corresponde ao número de crimes não levados ao
conhecimento das autoridades públicas.
Nas palavras de Christiano Gonzaga14:
Nas chamadas cifras negras ou ocultas estão os crimes de colarinho-branco que não são descobertos e
aキI;マ aラヴ; S;ゲ Wゲデ;デケゲデキI;ゲ ゲラIキ;キゲく Cラマラ ラゲ ゲW┌ゲ ;┌デラヴWゲ ェラ┣;マSラ Iエ;マ;Sラ さIキミデ┌ヴ?ラ S; キマヮ┌ミキS;SWざが
os seus delitos ficam encobertos, ocorrendo o que se chama de cifra oculta ou negra da criminalidade.
Cumpre ressaltar que tais delitos são infinitamente superiores aos delitos que são descobertos e que
entram nas estatísticas sociais, uma vez que os crimes de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e contra
a administração pública que realmente ocorrem e não são punidos constituem a grande maioria. Já as
chamadas cifras douradas ou de ouro correlacionam-se aos crimes de colarinho-branco que são
oficialmente conhecidos e punidos, o que, claramente, constituem uma minoria ínfima perto dos que
acontecem e não são descobertos.
 O tema em provas
(FCC/ DPE SP Defensor Público に 2009) A expressão cifra negra ou oculta, refere-
se:
a. À descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime
cometido.
b. Ao fracasso do autor na empreitada em que a maioria tem êxito.
c. À porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semiaberto.
d. À porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema
seletivo, não caíram sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração
I;ヴIWヴ=ヴキ;が ヮラヴケ┌W ミラゲ ヮヴWゲケSキラゲ さミ?ラ Wゲデ?ラ デラSラゲ ラゲ ケ┌W ゲ?ラざく
e. À porcentagem de criminalização da pobreza e a globalização, pelas quais o
centro exerce seu controle sobre a periferia, cominando penas e criando fato
típicos de acordo com seus interesses econômicos, determinando
estigmatização das minorias.
Gabarito: Letra D
Atente-se para o fato de que, neste caso, consequentemente, à diferença entre a
criminalidade real e a criminalidade revelada.
14 14 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora
Saraiva. 2018. p. 47.
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Vale destacar que o emprego do termino relaciona-se diretamente com os crimes de
colarinho azul também chamados de blue colar crimes, que em referência à gola do macacão
azul utilizado como uniforme por operários em fábricas, refere-se à criminalidade de rua, ou
seja, aos delitos praticados por indivíduos economicamente menos favorecidos, como os
crimes de ordem patrimonial, por exemplo, ou mesmo àqueles contra a vida.
Aqui, chamamos atenção:
Os crimes de colarinho azul não se confundem com crimes de colarinho branco.
Os crimes de colarinho azul se contrapõem aos crimes de colarinho branco. Este,
ao contrário daquele, faz referência às camisas brancas utilizadas pelos
executivos, representando a criminalidade da ELITE.
Explico.
É que em 1949, o criminologista Edwin Sutherland passou a estudar os crimes cometidos
pelos altos executivos americanos, os quais infringiam praticamente leis como de combate
à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. Veja o que nos conta o Promotor de Justiça e
Professor, Christiano Gonzaga15:
Pelo que se percebe, claramente, os executivos sempre estão bem alinhados em ternos caríssimos e com
camisas com colarinho-branco impecável, daí surgindo a expressão white-collar. De outro lado, os
operários braçais que trabalham no chão da fábrica, bem como motoristas de ônibus e pessoas de baixa
renda, usam uniformes azuis com colarinhos da mesma cor, o que se convencionou chamar de blue-
collar.
Em sua obra chama O crime de colarinho-branco, Sutherland delimita dois pontos
importantíssimos na análise da criminalidade moderna, sendo:
さヱ┧) evidenciar que as pessoas de classe socioeconômica alta cometem muitos delitos e estas condutas
deveriam ser incluídas no campo das teorias gerais do delito; e, face às evidências. 2ª) Apresentar
hipóteses que possam explicar tanto os crimes de colarinho-branco como os demais ilícitos.16ざ
Pelo trecho citado, é possível notar que a prática de crimes não é exclusiva dos criminosos de
colarinho-azul, o que aparta o caráter de patologia inerente aos criminosos ou ainda a
exclusividade de que apenas pessoas pobres delinquem.
15 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 47.
16 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 47.
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Como sabemos, o crime é um ente social, portanto, seu estudo em todas as suas formas é
medida que se impõe, uma vez que ele pode nascer em qualquer local, bastando para tanto
que exista uma interação social.
Daí a crítica, Sutherland vai nos dizer que os criminosos de
colarinho branco dificilmente são responsabilizados
criminalmente por suas condutas, gozando de um
┗WヴS;SWキヴラ さIキミデ┌ヴ?ラ SW キマヮ┌ミキS;SWざが ┌マ; ┗W┣ ケ┌W Wゲデ?ラ
num determinado estrato social que a justiça criminal não consegue alcançar, muito por
causa do poder econômico que ostentam e pelas amizades envolvendo funcionários públicos.
O mesmo não ocorre com os criminosos de colarinho-azul, pois o sistema penal parece ter
sido feito apenas para eles, bastando uma visita em qualquer penitenciária para constatar
que as celas estão recheadas de pessoas da mesma cor e do mesmo estrato social17.
E foi assim que chegamos ao tema deste tópico na nossa aula, pois, com é a partir de todo
esse andamento que surge uma outra dicotomia consistente nas chamadas cifras negras ou
ocultas e cifras douradas ou de ouro, todas propostas por Edwin Sutherland.
Apontamos, como exemplo, alguns fatores responsáveis pela cifra negra, ou seja, pela não
comunicação de crimes pelas vítimas às autoridades responsáveis e, consequentemente, por
sua não apuração e impunidade:
 O aumento do risco de vitimização secundária
E aqui. Vale um parêntese.
Cumpre lembrá-los que: A vitimização secundária decorre do sistema criminal de justiça e
também é conhecida por sobrevitimizar, in verbis18:
A vitimização secundária, notoriamente sentida pela atuação das instituições estatais diante de um
crime, ocorre quando a vítima vai procurar ajuda estatal diante da prática da infração penal sofrida por
ela. Ao chegar a uma Delegacia de Polícia em que os agentes públicos não possuem o necessário
preparo para o seu acolhimento, ela é novamente vitimizada, o que é chamado também de
sobrevitimização. Toma-se por exemplo o crime de estupro, em que a vítima que acabou de sofrer esse
ataque brutal ao seu bem jurídico vai até uma Autoridade Policial pedir ajuda. Todavia, como se
estivesse lidando com mais um crime qualquer, manda que ela vá até o Instituto Médico-Legal fazer o
exame de corpo de delito para comprovar a prática do crime em tela. Muitas vezes são Delegados de
Polícia que não entendem a natureza feminina que fora despedaçada e, em vez de fazer uma acolhida
inicial, tratam a vítima como um pedaço de carne.
Significa dizer que, trata o sofrimento causado às vítimas pelas investigações e curso do
processo penal, como vergonha, constrangimento, ataques e etc.
Fechado o parêntese.
17 Op. Cit.
18 Op. Cit.
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 Com o destrato e desconfiança de sua palavra pelas autoridades oficiais;
 Adescrença na justiça;
 A possibilidade de perder dias de trabalho comparecendo, seja à delegacia,
seja ao fórum a fim de prestar declarações;
 O medo de represálias pelo autor do fato;
 A vergonha;
 A estigmatização em crimes de ordem sexual;
 A dependência do autor, tanto financeira como psicológica - principalmente
nos casos cuja pauta cuja é a violência é doméstica e familiar contra a
mulher;
 Falhas na legislação (conceitos dúbios ou lacunosos, violação ao princípio
da taxatividade)
 Entre outros.
Além disso, não é demais lembra-los que os aspectos penais também são fatores influentes
para fazer com que um crime deixe de ser investigado ou julgado. Nesse sentido, penas
desproporcionais à conduta praticada, interfere diretamente no posicionamento da vítima
que, sabendo que o criminoso pode ser punido com penas inexpressivas ou ainda, que ele
pode nem chegar a ser punido, faz com que a vítima deixe de repassar às autoridades
pertinentes o ocorrido.
Além disso, destacamos também como fatores responsáveis pela cifra negra:
 Imunidades parlamentares;
 As próprias deficiências relacionadas à investigação criminal, como a falta de
estrutura material e humana dos órgãos responsáveis pela investigação criminal,
a burocratização de IP;
 Corrupção
 Corrupção da polícia e aumento da milícia;
 Interesses políticos nas investigações;
 Politização da polícia com a remoção de autoridades responsáveis pela
investigação, bem como, pela condução da ação, a exemplo, citamos: Delegado
de Polícia e Membros de Parquet;
 A morosidade da justiça e à persecução penal em juízo gerando prescrições
penais;
 Falta de efetividade nos programas de proteção às vítimas e testemunhas;
 Atraso tecnológico
 Falta de cooperação internacional e outros.
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 O tema em provas
(VUNESP/PCSP Médico Legista に 2014) A W┝ヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; ミWェヴ;ざが Wマ 
Criminologia, corresponde ao número de:
a. Erros judiciais (decisões judiciais incompatíveis com a realidade dos fatos).
b. Crimes ocorridos e não reportados à autoridade.
c. Criminosos reincidentes.
d. Prisões efetuadas injustamente.
e. Crimes ocorridos em ambientes públicos, mas cuja autoria permanece
ignorada
Gabarito: B
A doutrina utiliza em sentido amplo a expressão cifra
negra como sinônimo de cifra oculta, significando o
percentual de crimes não revelados, ou apurados
pelo Estado. Todavia, deve-se atentar que o termo
cifra negra também é utilizado em sentido estrito
quando circunscrito à criminalidade do colarinho azul, em contraposição à cifra dourada, que,
por sua vez, refere-se à criminalidade do colarinho branco19.
3.2 に CIFRA DOURADA
A cifra dourada é considerada espécie do gênero cifra oculta.
Também chamado de White-collar crimes, ou cifras de ouro e refere-se à crimes de colarinho
branco não revelados ou não apurados pelo Estado.
Numa versão brasileira, doutrinadores trouxeram o conceito de cifras negras e douradas para
o Brasil com a simples máxima entre os crimes conhecidos e punidos e os não conhecidos e
19 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 199.
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não punidos, sem reservar o estudo apenas para os crimes de colarinho-branco, como foi a
ideia originária de Edwin Sutherland.
Para aclarar o que se entende pela expressão cifras ocultas da criminalidade no Brasil,
citamos, nas palavras de Christiano Gonzaga20, o escólio de Salo de Carvalho:
さá Iキaヴ; ラI┌ノデ; S; Iヴキマキミ;ノキS;SW IラヴヴWゲヮラミSWヴキ;が ヮラキゲが < ノ;I┌ミ; W┝キゲデWミデW WミデヴW ; デラデ;ノキS;SW Sラゲ W┗Wミデラゲ
criminalizados ocorridos em determinados tempo e local (criminalidade real) e as condutas que
efetivamente são tratadas como delito pelos aparelhos de persecução criminal (criminalidade
registrada). E os fatores explicativos da taxa de ineficiência do sistema penal são inúmeros e dos mais
distintos, incluindo desde sua incapacidade operativa ao desinteresse das pessoas em comunicar os
crimes dos quais foram vítimas ou testemunhas. Como variável obtém-se o diagnóstico da baixa
capacidade de o sistema penal oferecer resposta adequada aos conflitos que pretende solucionar, visto
que sua atuação é subsidiária, localizada e, não esporadicamente, filtrada de forma arbitrária e seletiva
pelas agências policiais (repressivas, preventivas ou investigativas).ざ
Portanto, aqui no Brasil, a ideia que prossegue é a de que os crimes conhecidos e punidos -
cifras de ouro - são os crimes cometidos por pessoas de baixa renda, ou chamados de blue-
collar, veja:
No Brasil, portanto, a ideia que persiste é a de que os crimes conhecidos e punidos (cifras de ouro) são
os crimes cometidos por pessoas de baixa renda, ou chamados de blue-collar, enquanto os crimes não
conhecidos, e por isso não punidos, possuem o conceito de cifras ocultas e são cometidos pelas pessoas
de alta renda (white-collar). Da mesma forma, que na versão originária de Sutherland, as chamadas
cifras negras são bem maiores que as cifras douradas, pois os crimes que de fato acontecem e não são
descobertos são infinitamente superiores, tais cifras no Brasil referem-se aos crimes de colarinho-
branco e também aos de colarinho-azul. Foi nessa toada que surgiu o antagonismo entre criminosos de
colarinho-branco e colarinho-azul, quando se quer referir aos tipos de infrações penais cometidos por
pessoas de diferentes classes sociais, sendo muito comum em provas de concursos públicos a utilização
de tais expressões, devendo apenas ser atentado para o que foi o pensamento original em Sutherland
e o que é o pensamento atual, sendo ambas as formas corretas, devendo apenas ser identificado qual
momento histórico está sendo questionado21.
Seja como for, é valido esclarecer que, a expressão do colarinho branco, difundida por Edwin
Sutherland, compreende os delitos econômicos em sentido amplo, como por exemplo:
 O crime e lavagem de capitais previsto na Lei nº 9.613/98,
 Os crimes contra a ordem tributária, Lei nº 137/90;
 Os crimes contra a ordem econômica, Lei nº 8.176/91;
 Crimes contra a ordem previdenciária に Lei n 8176/91;
 Aqueles crimes de ordem eleitoral, Lei nº 4737/65,
20 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 48.
21 Op. Cit.
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Praticados por pessoas de respeitabilidade elevado stat┌ゲ ゲラIキ;ノが IラミエWIキS;ゲ Iラマラ さ; WノキデWざが
valendo-se de seus conhecimentos técnicos, habilidade profissional e influência pessoal ou
política.
A partir dessa escassa perseguição de crimes de colarinho branco é que a doutrina aponta
três ordens de fatores, a saber: fatores de natureza social, fatores de natureza jurídico-
formal e fatores de natureza econômica.
Em breve síntese, vamos ao estudo de cada um desses fatores.
3.2.1 - Fatores de natureza social
Contrariamente ao que se dá nas infrações típicas de classes sociais menos favorecidas, os
autores dos denominados crimes do colarinho branco ostentam prestigio social, inexistindo
um estereotípico que oriente as agencias oficias na perseguição das infrações penais e sendo
escasso o efeito estigmatizam-te das sanções aplicadas. Assim, o fato criminoso é tido
socialmente como uma prática generalizada, conhecida e tolerada por todos.22
3.2.2 - Fatores de natureza jurídico-formas
Refere-se à competência de comissões especiais e dos órgãos ordinários, para certos tipos de
infrações, em dadas sociedades. Registre-se que as manobras criminosas nos delitos
econômicos se valem de complexas estruturas societárias e de intrincados procedimentosfinanceiros, dificultando a individualização da conduta dos autores do fato e demandando a
necessidade de minuciosa perícia técnica23.
3.2.3 - Fatores de natureza econômica
A capacidade econômica do autor do fato permite a contramão de advogados de renomado
prestígio e, até mesmo, o exercício de pressões sobre os denunciantes. 24
22 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 201.
23 Op. Cit.
24 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 201.
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 O tema em provas
(VUNESP/ PCSP Escrivão de Polícia に 2014) A Criminologia moderna estuda o
fenômeno da criminalidade por meio da estatística criminal. Nessa seara, a
exヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; Sラ┌ヴ;S;ざ SWゲキェミ;ぎ
a. O total de delitos registrados e de conhecimento do poder público que são
elucidados.
b. As infrações penais praticadas pela elite, não reveladas ou apuradas; trata-se
SW ┌マ ゲ┌Hデキヮラ S; さIキaヴ; ミWェヴ;ざが ; W┝Wマヮノラ Sラ IヴキマW SW ゲラミWェ;N?ラ aキゲI;ノ
c. As infrações penais de maior gravidade, como, por exemplo, o homicídio, que,
ao ser elucidado, permite ao poder público planejar melhor suas ações e
alterar a legislação
d. As infrações penais de menor potencial ofensivo, por enquadrar-se na Lei n.º
9.099/95, a exemplo do delito de perturbação do sossego alheio
e. O percentual de delitos praticados pela sociedade de baixa renda que não
chega ao conhecimento do poder público por falta de registro, e, portanto, não
são elucidados.
Gabarito: B
No julgamento da ação penal nº 470 に STF, foi o Ministro Fux que se valeu das expressões
cunhadas por Sutherland, declarando em seu voto as seguintes palavras:
Caso Mensalão
さ O desafio na seara dos crimes de colarinho branco é alcançar a plena
efetividade da tutela penal dos bens jurídicos não individuais. Tendo em conta
que se trata de delitos cometidos sem violência, incruentos, não atraem para si
a mesma repulsa social dos crimes do colarinho azul."
Ministro Luiz Fux - STF
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3.3 に CIFRA CINZA
Ao contrário do que estudamos até agora, a cifra cinza trata do número de crimes registrados
na Delegacia de Polícia e que são solucionados em sede policial, sem que haja instauração
de processo na esfera criminal para que o fato criminoso seja levado a julgamento.
Frise-se:
 São solucionados
 Em sede policial
Para Christiano Gonzaga25:
Entende-se por essa expressão as infrações penais que ocorrem, mas são solucionadas no âmbito da
própria Delegacia de Polícia, por meio de não oferecimento de representação, desistência da vítima de
continuar o procedimento e ausência de testemunhas que queiram falar sobre os fatos, ou seja, quando
ocorre alguma solução extraprocessual que impede a continuidade do feito. Assim, são as infrações
penais que caem no vazio e no esquecimento, como se fossem cinzas ao vento.
Os exemplos citados pela doutrina (Natacha Alves, p. 203. 2018) são:
 O não oferecimento ou retratação da representação criminal nos casos de ação
penal pública condicionada à representação, haja vista sua natureza jurídica,
segundo a doutrina majoritária, de condição de procedibilidade, na forma do art.
5º, §4º c/c art. 24 do CPP
Neste caso, in verbis:
Art. 5o. Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:
(...)
§ 4o. O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá sem ela
ser iniciado.
E ainda:
Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério Público, mas
dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do ofendido
ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
25 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 203.
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 Crimes de ação penal de iniciativa privada, em relação aos quais o IP depende
de requerimento das partes; Oferecimento da queixa-crime cabe ao ofendido
ou a quem tenha qualidade para representá-lo.
Em reforço:
Art. 5º. CPP: Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:
(...)
§ 5o. - Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito a
requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.
E ainda:
Art. 30- CPP. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação
privada.
Nesse ínterim é que surge espaço para a medição pela polícia como forma de resolução de
conflitos, evidentemente, trata-se de uma forma alternativa que, à luz da justiça restaurativa
e sob a velha perspectiva de um sistema penal humanizado, dissonante da lógica punitiva-
retributiva, promova o diálogo entre as partes para a busca de uma solução consensual e
horizontalizada da contenda.
3.4 に CIFRA AMARELA
A cifra amarela trata das ocorrências em que há abuso e
violência policial contra indivíduo, que deixam de ser
levadas ao conhecimento dos órgãos públicos, como por
exemplo, delegacias de polícia, ouvidoria, ministério
público, corregedoria, etc., por termos de sofrer represálias26.
3.5 に CIFRA VERDE
Consiste nas ocorrências referentes aos crimes contra o meio ambiente que não chegam ao
conhecimento dos órgãos policiais. Por exemplo, o crime de maus tratos a animais previstos
no art. 32, da Lei nº 9.605/99 ou ainda o crime de pichação urbana, também com previsão
no mesmo diploma legal27.
26 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 204.
27 Op. Cit.
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4.2 に TÉCNICAS DE INVESTIGAÇÃO SOCIOLÓGICA
A pesquisa da criminologia implica no uso de procedimentos teórico-metodológicos de
observação do real por meio de estratégias de investigação29.
Assim, podemos dizer que as técnicas de observação dependem do objeto da pesquisa.
Nesse sentido, alguns objetos de investigação levam à utilização de métodos e técnicas de
caráter mais quantitativo e empírico, enquanto outros permitem uma análise mais
intensiva.30
As estratégias de investigação sociológica podem ser de diferentes espécies, destacamos as
decorrentes dos manuais doutrinários, a saber: investigação extensiva, investigação
intensiva e investigação に ação.
Vamos à sinopse de cada uma delas.
4.2.1 に Investigação extensiva ou quantitativa
Na investigação extensiva o destaque é o uso de técnicas quantitativas cuja vantagem é
possibilitar o conhecimento em extensão do fenômeno criminal.
Nas palavras de Natacha Alves (p. 208, 2018):
Vale-se do emprego preponderante das técnicas quantitativas, permitindo o conhecimento em
extensão do fenômeno criminal.
4.2.2 に Investigação intensiva ou qualitativa
Vale-se do emprego preponderante das técnicas qualitativas, permitindo o conhecimento em
profundidade do fenômeno criminal, por meio de uma visão multilateral do objeto de estudo.
Privilegia a abordagem direta das pessoas em seus próprios contextos de interação31.
Ou ainda, como conceituado por Eduardo Fontes e Henrique Hoffmann (p. 256, 2018) in
verbis:
29 PENTEADO, FILHO Nestor Sampaio. Manual esquemático de criminologia. São Paulo:
Saraiva, 2012. P. 35
30 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 255.
31 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador:Editora JusPodivm,
2018. Pg. 207.
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Distingue-se pela análise em profundidade das características e opiniões de uma população
determinada, sob diferentes ângulos e pontos de vista. Privilegia-se a abordagem direta das pessoas
em seus próprios contextos de interação.
4.2.3 に Investigação-Ação
Dá-se por meio da intervenção direta dos cientistas (criminólogos, delegados de polícia,
promotores de justiça, juízes etc.), com o objetivo de aplicação direta do conhecimento
produzido32.
Dentro desta técnica. Penteado Filho vai destacar a técnica de investigação criminal chamada
de recognição visuográfica de local de crime.
 Recognição visuográfica de local de crime
Criador: A recognição visuográfica de local de crime foi criada por Marco Antônio
Desgualdo, em São Paulo no ano de 1994.
Objetivo: Reconstrução da cena do crime por meio da reconstituição de seus
fragmentos e vestígios, levando o pesquisador experiente (delegado de polícia) a
coletar informações que possam construir um perfil criminológico do autor do
delito. A técnica, inicialmente aplicada aos crimes contra a vida de autoria
ignorada, pretende reunir a maior gama de informações para a investigação do
delito, tais como data, hora, local, condições climáticas, informes de testemunhas
e de pessoas que tiveram a ciência do fato criminoso, dados sobre a vítima
(identidade, hábitos, comportamentos etc) e croqui descritivo.
Em síntese, pretende ヮヴラマラ┗Wヴ ┌マ; さヴ;Sキラェヴ;aキ; ヮ;ミラヴ>マキI; Sラ SWノキデラざが
permitindo a construção de um perfil psicológico-criminal de seu autor33.
Outro tema de grande relevância e, ainda trabalhado por alguns doutrinadores, dentro do
capítulo de investigação-ação é o Perfilamento Criminal.
32 Op. Cit.
33 Op. Cit., p. 208.
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 Perfilamento Criminal
Também chamado de Criminal Profiling, dirige-se à sincronia entre personalidade e
comportamento criminal. Refrete a aplicação de conhecimentos múltiplos, ou seja, tem
poder de unir a psicologia, criminologia, antropologia etc
Vale dizer que:
O perfilamento criminal usa como um de seus instrumentos a recognição
visuográfica de local de crime. Ao registrar e analisar um conjunto de dados,
utiliza-se o método indutivo para concluir sobre os traços comuns da
personalidade34.
Merece atenção a lei 12.654/2012. Com seu advento, o perfil genético do criminoso PODE
ser OBTIDO a partir da coleta não invasiva de material genético do suspeito ou condenado,
basicamente em duas hipóteses:
1. Lei de identificação criminal: Art. 5º, Lei 12.037/2009
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em banco de
dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia criminal. (Incluído pela Lei nº
12.654, de 2012)
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão revelar
traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de gênero,
consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos, genoma humano e dados
genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso, respondendo
civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua utilização para fins diversos dos
previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser consignadas em
laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído pela Lei nº 12.654, de
2012)
2. Lei de execuções Penais: Art. 9º da Lei 7.2010/84
34 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 256.
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5.1 に TESTE DE PERSONALIDADE PROJETIVOS
(Farias Júnior, 2015, p. 146). Os testes de personalidade projetivos são aqueles que avaliam
a personalidade do examinado a partir da interpretação das reações oriundas dos estímulos
preestabelecidos, delineando seu perfil psicológico.
A título de exemplo, elencamos os principais:
 Técnica de Rorschach:
 Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial:
 Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person
 Tat ou Teste de apercepção temática
5.1.1 に Técnica de Rorschach:
Conhecido como teste de borrão de tinta.
Consiste em uma técnica de avaliação psicológica desenvolvida por um psiquiatra e
psicanalista suíço, Hermann Rorschach em 1884 に 1922, pela qual há apresentação ao
examinado de pranchas contendo manchas de tintas abstratas e simétricas, para que,
responsa com o que tais manchas se parecem35.
5.1.2 に Teste PMK に Psicodiagnóstico Miocinético de Periculosidade Delinquencial:
Trata-se de técnica criada pelo médico e psicólogo Emilio Mira (1896 に 1864, baseada na
teoria da consciência, pela qual há um correlato muscular ao fenômeno psíquico consciente.
Estuda a personalidade do examinado a partir da análise de traços e desenhos feitos a lápis,
visando avaliar aspectos como depressão e elação, tônus vitais, impulsividade, explosão,
ansiedade, emotividade36.
35 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 216.
36 Op. Cit., p. 217.
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5.1.3 に Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person
Foi concebido em 1948. Por Jhon N. Buck (1906-1983, com a finalidade de traçar a
personalidade do indivíduo através da interpretação do desenho de uma árvore, de uma casa
e de uma pessoa37.
5.1.4 に Tat ou Teste de apercepção temática
Trata-se de teste formulado por Henry Murray (1893 に 1988), no qual são apresentadas 20
lâminas contendo quadros artísticos, com exceção de uma que permanece em branco, as
quais servirão de ponto de partida para que o indivíduo construa histórias38.
Visa explorar a zona afetiva caracterológica da personalidade e as atitudes de reação às
problemáticas da vida.
5.2 に TESTES DE PERSONALIDADE PROSPECTIVOS
Os testes de personalidade prospectivos compreendem o emprego de técnicas voltadas a
explicar minuciosamente as intenções presentes e futuras.
Os testes de personalidade prospectivos, mais profundo que os projetivos, visam traçar
personalidade do examinado em caráter sigiloso, explorando suas intenções presentes e
futuras, a fim de extrair suas crenças, suas potencialidades lesivas ou não, sua
(in)sensibilidade moral, seu (des)temor à justiça e à pena, a razão da vida criminosa, o motivo
pelo qual causa mal às vítimas etc. Dependem, assim, da habilidade do responsável e da
sinceridade do examinando. (FARIAS JÚNIOR, 2015, p. 149)
Além disso, extraem ou, ao menos, tentam extrair, crenças e potencialidades lesivas, freios
de contenções de boas condutas, temos ou não, os porquês da vida criminal e causação de
sofrimento as vítimas.
37 Op. Cit.
38 Op. Cit.
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5.3 に TESTES DE INTELIGÊNCIA
A inteligência revela um conjunto de funções psíquicas
complexas, sendo impossível estabelecer um conceito determinado e universalmente aceito.
Embora saibamos que de forma ampla, compreende-se por inteligência a capacidade de
entendimento, raciocínio,memorização e ação, em síntese, o conjunto de funções mentais
que facilita o entendimento das coisas.
Em reforço, Alfredo Binet e Theodore Simon (1905) conceituaram a idade mental, a fim de
se determinar diferentes níveis de inteligência.
De forma resumida, pode-se afirmar que, tanto na psicológica como na criminologia, que
ambas procuram medir a inteligência por meio do quociente de inteligência (QI), É a partir
dele que podemos chegar a idade mental, que não acompanha obrigatoriamente a idade
cronológica.
Assim, o QI é resultado da divisão da idade mental pela cronológica multiplicada por cem, ou
seja:
Idade Mental
QI = ______________________ x 100
Idade Cronológica
Ocorre que, para se chegar a idade mental sai utilizados diversos testes. A seguir, destacamos
os principais explorados na doutrina.
 Testes de raciocínio aritmético;
 Teste de memorias para números;
 Teste de semelhança
 Teste de arranjo de figuras;
 Teste complementar figuras;
 Testes do desenho de cubos;
 Teste de números e símbolos;
 Teste de arranjo de objetos;
 Teste do vocabulário.
É por meio deles que o resultado do teste de QI, conforme a pontuação alcançada, o indivíduo
pode ser classificado de acordo com seu estado mental, ou seja, do mais inteligente para o
menos inteligente, em: hiperfrênico, normal ou hipofrênico.
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subsistência em
condições normais.
Débil Mental Entre 50 e 90 Entre 7 e 12 anos
Incapacidade de
lutarpela vida em
igualdade de
condições com
pessoas normais.
Normal Entre 90 e 120 Entre 12 e 18 anos
Capacidade de
prover a vida e
manter
relacionamento
normal.
QI Super Entre 120 e 140 Entre 17 e 22 anos
Excepcional
capacidade de
assimilação,
impaciência e
irritabilidade.
QI Genial Acima de 140 Acima de 22 anos
Assimilação muito
rápida, o que o torna
um desajustado ou
inadaptado.
5.3.1 に Teste de raciocínio aritmético
Formulam-se questões para avaliar o nível de habilidade de raciocínio do examinado, que
variará conforme o grau e natureza da sua instrução39.
5.3.2 に Teste de memorias para números
Visa aferir o nível de controle mental, atenção e habilidade para o exercício de certas
tarefas40.
39 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 219.
40 Op. Cit.
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5.3.3 に Teste de semelhança
Apresentam-se palavras ao examinado, pedindo que aponte sua semelhança ou relação. Ex.
banca e laranja se relacionam/assemelham por ambas serem alimentos ou, mais
especificamente, frutas. Neste caso examinador pode conferir maior valor à segunda
resposta41.
5.3.4 に Teste de arranjo de figuras
Apresenta-se ao examinado, de forma desordenada, uma série de gravuras que compõe uma
história, pedindo que as ordene. Ex. policial em perseguição a criminoso.42
5.3.5 に Teste complementar figuras
Pede-se ao examinado que complete uma figura selecionando a opção que completa seu
sentido. Ex. figura em que uma parte é mutilada43.
5.3.6 に Teste do desenho de cubos
Pede-se para o examinando indicar a sequência de partes desenhadas para a recomposição
da figura de um cubo. Permite identificar lesões no lobo central, impulsividade e outros
traços comportamentais e distúrbios mentais44.
5.3.7 に Teste de números e símbolos
Pede-se ao examinado para associar determinados símbolos, a fim de aferir sua habilidade
intelectual. Para melhor resultado no teste importam a acuidade visual, coordenação e
velocidade motora. As pessoas mais velhas, neuróticos ou instáveis tendem a apresentar pior
desempenho45.
41 Op. Cit.
42 Op. Cit.
43 Op. Cit.
44 Op. Cit.
45 Op. Cit.
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5.3.8 - Teste de arranjo de objetos
Pede-se ao examinado que recomponha um objeto, decomposto em três - um boneco, um
perfil e uma mão - ou quatro peças - um boneco, um perfil, uma mão e um elefante46.
5.3.9 に Teste do Vocabulário
Pede-se ao examinado que defina coisas, animais, homens etc. de forma a aferir sua
habilidade de raciocínio, definição e vocabulário47.
6 に FATORES SOCIAIS DA CRIMINALIDADE
Sabemos que muitos os fatores sociais que interferem e projetam a criminalidade e que o
estudo ou listagem de todos esses fatores é impossível. Porém, isso não significa que
podemos dispensar o estudo sobre o tema, ao contrário, a abordagem sociológica atinge
altos níveis de influência na gênese delitiva, sendo imprescindível o estudo ao menos dos
principais fatores mesológicos que repercutem na criminalidade, dentre eles, destacamos:
 A pobreza;
 Os meios de comunicação;
 Habitação;
 Migração;
 Crescimento populacional;
 Preconceito;
 Educação;
 Mal vivência.
Nas palavras de Eduardo Fontes e Henrique Hoffmann48, podemos oferecer os seguintes
conceitos:
46 Op. Cit.
47 Op. Cit.
48 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 259.
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 A POBREZA: Estatísticas criminais evidenciam que existe uma relação de proximidade
entre pobreza e criminalidade. Evidentemente, não se trata de fator determinista ou
condicionante extremo, caso contrário não existiria crimes do colarinho branco. Mas
não se pode negar que em certas categorias delitivas, a exemplo dos crimes contra o
patrimônio, a imensa maioria dos delinquentes é pobre e com formação deficiente.
Nesse sentido, a má distribuição de renda atua como fator potencializador da
delinquência.
 OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO: Em massa, sobretudo a tv, acabam por banalizar a
violência e ignorar função pedagógica que deveria exercer no sentido de reforçar os
preceitos éticos.
 HABITAÇÃO: Condições desfavoráveis de moradia, com proliferação de favelas, em
nada contribuem para o controle da criminalidade.
 MIGRAÇÃO: O movimento interno populacional pode ocasionar dificuldades de
adaptação em face da diferença de costumes, usos, hábitos, valores etc.
 CRESCIMENTO POPULACIONAL: O Aumento desordenado da população não deve ser
ignorado, pois o aumento das taxas criminais por áreas geográficas é proporcional ao
crescimento da respectiva densidade demográfica.
 PRECONCEITO: O Estereótipo negativo em ideia equivocada preconcebida sobre raça,
cor, etnia, religião e outros aspectos, acaba por fomentar animosidade e a
desarmonia, culminando na prática de crimes.
 EDUCAÇÃO: Educação e ensino são fatores inibitórios da criminalidade, de maneira
que assumem relevância especial tanto a educação formal quanto a educação
informal.
 MAL VIVÊNCIA: O estabelecimento de um grupo polimorfo de indivíduos à margem
da sociedade, em situação de parasitismo sem aptidão para o trabalho, representa um
perigo social e um fator a ser considerado pela criminologia.
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7 に CRIMINOLOGIA CONTEMPORÂNEA
7.1 に CRIMINOLOGIA NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO
Num Estado Democrático de Direito, o saber criminológico tem como norte a orientação
prevencionista (prevenção) do delito, uma vez que o interesse é evitar e não punir. Daí
porque, vale destacar as palavras de Eduardo Viana さWミaヴWミデ;ヴ ラゲ a;デラヴWゲ IヴキマキミルェWミラゲ SW
risco com medidas de cunho não ´penal49ざ para o controle da criminalidade.
Reparar o dano, ressocializar o delinquente e reprimir o crime sãofocos centrais do
conteúdo científico da criminologia no cenário atual.
No estado democrático de direito, duas são as medidas a fim de prevenir o crime, são elas:
1. Medidas indiretas: aquelas que atuam de maneira mediata sobre o crime, ao incidir
em relação às causas do delito. Ex. melhoria nas condições e na vida da população
2. Medidas diretas: aquelas que de forma imediata incidem sobre o próprio delito. Ex.
pena e regime prisional.
7.2 に CRIMINOLOGIA AMBIENTAL
A criminologia ambiental explora o modo como as
oportunidades para práticas criminosas são geradas, dada
a natureza das configurações espaciais existentes.
Nas palavras de Wortley e Townsley50:
A criminologia ambiental é uma família de teorias que compartilham um interesse comum nos eventos
delitivos e nas circunstancias imediatas em que eles ocorrem. Enquanto a criminologia tradicional
aborda as ocorrências criminosas como um fenômeno aleatório, como expressão da conduta desviante
do indivíduo, a criminologia ambiental compreende o crime como um fenômeno seletivo, que envolve
as leis, o criminoso e a vítima, em determinado tempo e lugar, sob condições específicas.
O objetivo é identificar modos de gerenciar os atributos do espaço onde o crime
costumeiramente é praticado e criar técnicas para impedir que ele se alastre. Por esse viés,
percebe-se que o crime possui quatro condicionantes bem destacadas e que serão
exploradas de forma teórica, quais sejam, o direito (vontade ou não de cumprir o estatuído
49 VIANA, Eduardo. Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 338.
50 WORTLEY, Richard; MAZEROLLE; TOWNSLEY, Michael, eds. Environmental Criminology and
Crime Analysis. 2 ed. New York: Toutledge, 2016. p. 2.
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em lei), os transgressores, os alvos e os lugares. As localizações, as características dos lugares
ふHWIラゲ ゲWマ ゲ;ケS; W さa;┗Wノ;ゲざぶ W ラゲ I;マキミエラゲ Iラマ Hキa┌ヴI;NロWゲ ふWゲケ┌キミ;ゲ SW ヴ┌;ゲ WゲI┌ヴ;ゲ W
desvigiadas) que permitem o encontro de vítimas e criminosos estão nos estudos da
criminologia ambiental. No ponto em tela, os padrões de interação e as atividades da vida
cotidiana não são aleatórios. Pelo contrário, eles denotam que a rotina diária merece a
criação de teorias que auxiliem no combate e na prevenção do surgimento do delito. Tendo
em vista que a organização das atividades cotidianas é previsível por pertencer ao tempo e
ao espaço, as explicações dos padrões criminosos podem ser identificadas, criando-se
adequadamente os meios de impedir a vitimização de pessoas nos mais variados espaços
urbanos. Pelo que se descreveu acima, a criminologia ambiental é uma espécie de
mapeamento do crime, com vistas a auxiliar os órgãos de segurança pública no
enfrentamento da criminalidade51.
7.1.1 に Classificação das teorias ambientais
Dentro do campo dos fatores condicionantes da criminalidade, surgem quatro teorias que
sistematizam a chamada criminologia ambiental, a saber: teoria das atividades rotineiras,
teoria da escolha racional, teoria do padrão racional e teoria da oportunidade.
7.1.2 に Teorias teoria das atividades rotineiras
Na teoria das atividades rotineiras, para que ocorra um crime, deve haver a existência de um
dos três elementos presentes em qualquer espaço urbano, consubstanciados no provável
agressor, alvo adequado e ausência de guardião. No que se refere ao primeiro (agressor), ele
pode ser um potencial delinquente quando possui uma das seguintes características:
patologia individual, maximização do lucro, subproduto de um sistema social perverso ou
deficiente, desorganização social e oportunidade52.
7.1.3 に Teoria da escolha racional
Por meio dela o criminoso sempre vai escolher cometer ou não o delito com base em
aspectos racionais, não tendo a emoção nenhuma influência na sua escolha. O criminoso
analisa a possibilidade ou não de beneficiar-se da prática criminosa, havendo uma
perspectiva meramente utilitarista. O delinquente é guiado pela relação risco/recompensa,
como se fosse um empresário do crime. Se o risco é elevado, com absoluta certeza a
recompensa também será, podendo ser citado como exemplo o assalto a um carro-forte, em
51 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 59.
52 Op. Cit.
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que a escolha para esse tipo de criminalidade está relacionada única e exclusivamente ao
elemento valor a ser subtraído, pois o risco é elevadíssimo. Caso os autores optem por fazer
tal delito é porque avaliaram que o risco vale a pena pelo montante total a ser subtraído. Pelo
que se percebe, diferentemente da teoria das atividades rotineiras, o criminoso escolhe fazer
determinado delito numa simples análise racional entre valor a ser obtido e possibilidade de
ser pego, relegando-se a segundo plano elementos como vítima adequada e existência de
guardião. Na teoria da escolha racional, o guardião existe e inclusive é robusto (empresas de
segurança privada e até mesmo policiamento ostensivo), mas não é levado em consideração
como ponto relevante, pois o que se está analisando é apenas a relação custo/benefício e a
forma de driblar momentaneamente o citado guardião53.
7.1.4 - teoria do padrão racional
Por meio dessa abordagem, toma-se como base o padrão da criminalidade, levando-se em
consideração fatores como infratores, vítimas e lugares, havendo uma certa repetição
(padronização) entre eles. Importante ressaltar que também é analisado o tipo penal
praticado de forma reiterada, com o escopo de entender o porquê da escolha de aludida
infração penal. Como exemplo, cita-se o tráfico de drogas, que é reinante nas comunidades
carentes, motivado pela ausência de força estatal para o seu combate, bem como pela
inexistência de implementação de políticas públicas, o que estimula os moradores de tais
localidades a escolher o caminho do tráfico para conseguir ter o mínimo existencial54.
7.1.5 に Teoria da oportunidade
Por meio dela, investiga-se apenas o aspecto da interação do indivíduo com o ambiente
social. O criminoso irá observar o melhor momento para a realização do delito, valendo-se
da oportunidade existente num dado local ou horário para obter o ganho almejado. Deve ser
ressaltado que o elemento oportunidade pode ser diferente para cada tipo penal, como
exemplo num crime de furto de veículo automotor, em o que se visualiza é a inexistência de
algum guardião e se o local é de difícil acesso e pouco iluminado. Já para o crime de estupro,
o autor escolhe a vítima pela sua fragilidade corporal e também pela local ermo onde será
executado o delito, como terrenos baldios ou imóveis abandonados.55
53 Op. Cit., p. 61.
54 Op. Cit.
55 Op. Cit., p. 63
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7.3 に CRIMINOLOGIA CULTURAL
Abordada por Jeff Farrel e Clinton Sanders.
Parte da premissa que a noção da cultura é fluída, e que a todo momento passa por
transformações. Propõe que o crime a sua repressão são processos culturais, com
significados e consequências inevitavelmente construídos a partir de uma interpretação
coletiv56a.
7.4 に CRIMINOLOGIA FEMINISTA
O feminismo pode ser compreendido como uma visão de mundo e também um fenômeno
como um movimento social. Abarca conjeturas e crenças sobre as origens e consequências a
organização social pautada no gênero, bem como fomenta ações e traça estratégias para a
mudança social. Desse modo, pode-se dizer que o feminismo é, ao mesmo tempo, empírico
e analítico Inicialmente, tinha por foco unicamente a condição das mulheres. Contudo, com
o seu amadurecimento, o feminismotornou-se mais inclusivo, e passou a levar em
consideração outros aspectos da cultura dos relacionamentos humanos57.
7.5 に CRIMINOLOGIA QUEER
A expressão de origem inglesa queer chama a atenção por vários aspectos, entre eles, o de
significar algo perverso, anormal ou diferente. Contudo, a expressão também representa
uma busca pela releitura do fenômeno queer como algo diferente e que precisa de mais
proteção, até pelo fato de ser diferente e representar a minoria nos meios sociais58.
Nas palavras de Christiano Gonzaga:
A atual sociedade é, por natureza, heterossexista e pautada na hegemonia do comportamento tido
como o tradicionalmente correto, restando totalmente discriminado aquele que pensa de forma
desviante do comum e que não aceita os dogmas impostos pela maioria. Relacionar-se com uma pessoa
do mesmo sexo é visto como algo até mesmo doentio por certos segmentos sociais (Igreja etc.), o que
enaltece ainda mais a necessidade de se entender o atual estágio do queer e, por consequência, a
criminologia queer. O que se busca por meio da ideia queer é a oxigenação de novos pensamentos em
56 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 27.
57 FONTES, Eduardo & HOFFAMANN Henrique. Criminologia. 1ª. Edição. 2ª. tir.:ago/2018.
Salvador: Editora JusPodivm, 2018. p. 273.
58 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 59.
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prol da desconstrução de vetustos dogmas do establishment, chamando a atenção da sociedade e
daqueles que operam as leis (Poder Judiciário e Poder Legislativo) para a existência de pessoas que
pensam diferente e precisam de proteção. Hoje, já existem vários movimentos que representam esse
tipo de pensamento, buscando-ゲW キマヮノWマWミデ;ヴ ; ヮヴラデWN?ラ SW SキヴWキデラゲ ふSWミデヴラ S; W┝ヮヴWゲゲ?ラ さSキヴWキデラゲ
エ┌マ;ミラゲざぶ ヮラヴ マWキラ Sラゲ ノWェキゲノ;SラヴWゲ ふWノWキデラゲ デ;マHYマ ヮラヴ Wゲゲ;ゲ ヮWゲゲラ;ゲぶが テ┌ノェ;SラヴWゲ W SWマ;キゲ
entidades civis. Podem ser citados os movimentos de gays, lésbicas, bissexuais e transexuais. Tais
movimentos devem ter voz ativa na sociedade moderna, não podendo mais a população fingir que eles
ミ?ラ W┝キゲデWマ W ゲ?ラ ヮWゲゲラ;ゲ さWゲデヴ;ミエ;ゲざく Eゲゲ; Y ; W┝ヮヴWゲゲ?ラ Wヴヴ;S; SW ケ┌WWヴ ケ┌W ミão se deve defender,
mas sim a real ideia de que precisam de proteção, de voz e de implementação por meio das leis das
suas formas de pensar.
Assim, o pensamento criminológico deve sempre ser o mais aberto possível e atento a todas
as diversidades, não podendo centrar-se nos estudos estáticos de uma sociedade tida como
hegemônica e heterossexista, que gera a violenta forma de reação homofóbica, devendo esse
fenômeno ser evitado, sendo, inclusive, a Criminologia útil nesse sentido. O ser queer é estar
disposto a pensar na ambiguidade, nas diferenças, na fluidez das questões sexuais,
estimulando-se, outrossim, novas formas de cultura, afastando-se de preconceitos
equivocados de uma sociedade perfeita e pura59.
7.6 に CRIMINOLOGIA E O CRIME ORGANIZADO
O surgimento da criminalidade organizada não só pode como dever ser devidamente
estudado no contexto da Criminologia, pois se trata de uma associação diferencial.
Sabemos que no Brasil, a regulamentação legal para o combate das organizações criminosas
foi feita pela Lei nª 12.850/2013, exigindo-se a reunião de 4 (quatro) ou mais pessoas com o
fim de praticar infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos ou
sejam de caráter transnacional, conforme disposição do art. 1º da citada lei, vejamos:
59 Op. Cit.
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Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação
criminal, os meios de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o
procedimento criminal a ser aplicado.
§ 1o - Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais
pessoas estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda
que informalmente, com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de
qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas penas máximas
sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que sejam de caráter transnacional.
Como se trata de uma criminalidade organizada e voltada para a prática de infrações penais
com o escopo de lucro, o seu método profissional de intimidação difusa é de extrema
gravidade e coloca em xeque a segurança pública, decorrendo disso a necessidade de
combater eficazmente esse tipo de associação. Atualmente, pode-se dizer que é o tipo de
criminalidade mais difícil de combater, pois está estruturalmente voltada para a consecução
de benefícios para os seus integrantes, a qualquer custo. Em se tratando de criminalidade
organizada, importante ressaltar a classificação que existe entre dois grupos distintos, a
depender da forma como praticam as suas condutas delituosas e da sua interação social60.
Em reforço, Nestor Sampaio Penteado Filho61:
さCヴキマキミ;ノキS;SW ラヴェ;ミキ┣;S; Sラ デキヮラ マ;aキラゲ; ふCラゲ; Nラゲデヴ;が C;マラヴヴ;が NSヴ;ミェエWデ; W “デキS;が ミ; Iデ=ノキ;き
Yakuza, no Japão; Tríade, na China; e Cartel de Cali, na Colômbia), cuja atividade delituosa se baseia no
uso da violência e da intimidação, com estrutura hierarquizada, distribuição de tarefas e planejamento
de lucros, contando com clientela e impondo a lei do silêncio. Seus integrantes vão desde agentes do
Estado até os executores dos delitos; as vítimas são difusas, e o controle social encontra sério óbice na
corrupção governamental; A criminalidade organizada do tipo empresarial não possui apadrinhados
nem rituais de iniciação; tem uma estrutura empresarial que visa apenas o lucro econômico de seus
sócios. Trata-se de uma empresa voltada para a atividade delitiva. Busca o anonimato e não lança mão
da intimidação ou violência. Seus criminosos são empresários, comerciantes, políticos, hackers etc. As
vítimas também são difusas, mas, quando individualizadas, muitas vezes nem sequer sabem que
ゲラaヴWヴ;マ ラゲ WaWキデラゲ SW ┌マ IヴキマWくざ
Ao chamarmos para a realidade brasileira essas duas classificações, podemos dizer que
ambas são contempladas com exemplos práticos: Comando Vermelho, Primeiro Comando
da Capital e Família do Norte consideradas de criminalidade organizada do tipo mafiosa, em
que seus integrantes usam da violência e da grave ameaça para conseguirem o seu fim,
havendo internamente uma hierarquia de poder que segue à risca as ordens e vale-se da lei
do silêncio para tudo que ocorre no bojo dessa estrutura, não havendo espaço para eventuais
delações premiadas, pois se essas forem feitas o destino do delator é a morte.
60 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p. 47.
61 PENTEADO FILHO, Nestor Sampaio. Manual esquemático de Criminologia. 2. ed. São Paulo:
Saraiva, 2012. p. 127.
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Noutro giro, a modalidade chamada de criminalidade organizada do tipo empresarial, ao
menos no Brasil dos dias de hoje, também pode ser facilmente identificável, como por
exemplo:
 Nas associações de empreiteiros ou
 Empresários que se reuniram para saquear os cofres públicos, por meio de corrupção
ativa, fraude em licitações, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas,
デ┌Sラ キゲゲラ キSWミデキaキI;Sラ ヮラヴ マWキラ S; a;マラゲ; ラヮWヴ;N?ラ さL;┗;-J;デラざく
Conforme nos explica o Professor Christiano Gonzaga62:
Pelo que se constatou na aludida operação, houve uma reunião orquestrada de dois grupos (político e
econômico) com o escopo único de fazer uma promiscuidade sem precedentes entre os setores públicoe privado, minando-se todos os anseios sociais de melhorias na educação, saúde etc. De outro lado, o
superfaturamento de obras públicas ensejou o aumento tributário para bancar esse tipo de orgia entre
os poderosos, levando a economia a uma recessão sem precedentes, com inflação, aumento de preços
de combustíveis e empobrecendo da população cada vez mais. O que houve foi uma verdadeira ironia,
pois obras públicas que deveriam beneficiar o público foram utilizadas com o viés de enriquecer única e
exclusivamente o privado, ressaltando-se a importância de entender, atualmente, no que consiste o
conceito dessa criminalidade organizada do tipo empresarial.
Em resumo, a melhor forma de frear esses dois tipos de criminalidade é por meio de políticas
públicas estatais, em que o Estado terá que prover as necessidades básicas de todo ser
humano, porque com isso estará dificultando sobremaneira que referidas organizações
criminosas façam a cooptação de pessoas querendo o ganho fácil que o crime permite e que
não estão sendo devidamente amparadas pelo corpo estatal63.
8 に OUTROS TEMAS CONTEMPORÂNEOS
8.1 に BULLYING
Bullying é uma palavra de origem inglesa, e tem sido
comumente utilizada para descrever comportamentos agressivos de meninas e meninos no
âmbito escolar. As agressões físicas, assédios, ofensas verbais praticadas com frequência
contra colegas sem motivação específica, apenas no intuito de humilhar, intimidar, e
62 Op. Cit.
63 63 Op. Cit.
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maltratar caracterizam essa espécie de violência que produz incomensuráveis sofrimentos as
suas vítimas e pode deixar sequelas gravíssimas por toda a existência.64
Vale destacar que o Bullying não se limita a menores em escolas ou estabelecimento de
ensino, ao contrário, encontra-se em toda parte.
A palavra Bullying corresponde a valentão, tirano, brigão,
mandão, enquanto Bullying, representa o conjunto de
ações violentas praticadas contra uma vítima ou várias
delas impossibilitadas de se defender.
Os desdobramentos dessa prática criminosa variam de acordo com a vítima. Dentre eles,
destacamos:
 Algumas pessoas apresentam sintomas psicossomáticos, como dores de
cabeças, ânsias de vômito, boca seca e etc.
 Transtorno do pânico também pode cometer tais vítimas.
 Transtorno de ansiedade;
 Depressão
 Bulimia;
 Transtorno Obsessivo compulsivo;
 Mania de limpeza
 O tema em provas
(MPE/MG Promotor de Justiça に 2008) Marque a alternativa incorreta:
a. A prática do bullying configura-se em uma atividade saudável ao
desenvolvimento da sociedade, pois que investe no bom relacionamento
entre as pessoas.
b. As principais áreas do estudo do criminólogo são: o delito, o delinquente, a
vítima e o controle social.
c. A teoria do etiquetamento diz respeito aos processos de criação dos desvios.
d. A criminologia da reação social procura expor de forma clara e precisa que o
sistema penal existente nada mais é do que uma maneira de dominação social.
64 LIMA JÚNIOR, José César Naves Manual de Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e
ampliada. Salvador: Editora JusPodivm,2018. Pg. 157.
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e. A cifra negra pode ser concebida, resumidamente, no fato de que nem todos
os crimes praticados chegam ao conhecimento oficial do Estado.
Gabarito: A
7.2.1 に Legislação de combate à intimidação sistemática - Bullying
Em 2005 foi implementada a Lei nº 13.185/2005. Instituindo o programa de Combate a
intimidação sistemática に Bullying -:
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território
nacional.
A lei definiu o Termo em inglês em intimidação sistemática, conceituando-o como: todo ato
de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorra sem motivação
evidente, praticado por indivíduo ou grupo, conta uma ou mais pessoas, com o objetivo de
intimidá-la ou agredi-la, causando dor angustia em uma relação de desequilíbrio de poder
entre as partes envolvidas:
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território
nacional.
§ 1o No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de
violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado
por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la,
causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
7.2.2 に Classificação da Intimidação sistemática - Bullying
Na forma do art. 3º , a intimidação do Bullying pode ser classificada, conforme as ações
praticadas em:
a. Verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
b. Moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
c. Sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
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d. Social: ignorar, isolar e excluir;
e. Psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular,
chantagear e infernizar;
f. Físico: socar, chutar, bater;
g. Material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
h. Virtual ou Ciberbullying: depreciar, enviar mensagens intrusivas da
intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em
sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e
social.
7.2.3 - Cyberbullying
Com advento da sociedade globalizada e o surgimento de novas formas de comunicação,
através dos meios eletrônicos, a pratica do bullying passou também a ocorrer no âmbito
virtual, com a transmissão ou publicação de mensagens de cunho intimidatório e vexatório
por e-mails, redes sociais, sites e blogs, ao que se denomina de Cyberbullying.
 O tema em provas
(MPE/SP Promotor de Justiça Substituto に 2013 Adaptada) Julgue o item a seguir:
さN?ラ Wゲデ= SWゲIヴキデラ ミラ CルSキェラ PWミ;ノ ラ B┌ノノ┞キミェ Iラマラ IラミS┌デ; WゲヮWIケaキI;くざ
Gabarito: Certo
8.2 に ASSÉDIO MORAL
O Assédio moral, também conhecido como manipulação perversa ou terrorismo psicológico,
consiste no comportamento abusivo, reiterado e sistematizado, externalizado por palavras,
gestos, ações comissivas ou omissivas, que pode acarretar debilidade física ou psíquica da
vítima. (SUMARIVA, 2017, p. 195)
Evidentemente, essa prática pode ocorrer em vários ambientes, como por exemplo, familiar,
escolar, de trabalho (mobbing) etc.
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8.2.1 に Mobbing
No âmbito das relações trabalhistas, tem-se o termo
denominado mobbing, de origem alemã, que designa o
comportamento de continua e ostensiva perseguição
perpetrado por empregadores, gerentes, administradores,
superiores hierárquicos ou companheiro de trabalho, que possa lesionar a integridade física,
psíquica e moral da vítima65.
 O tema em provas
(PCSP Delegado de Polícia に 2012) O comportamento abusivo, praticado com
gestos, palavras e atos que, praticados de forma reiterada, levam á debilidade
física ou psíquica de uma pessoa:
a. Define reação ao crime.
b. Define assédio moral.
c. é um mecanismo intimidatóno, mas não criminoso.
d. é a despersonalização do eu, que aflige grande número de detentos.
e. define efetividade do impacto dissuasório.
Gabarito: B
8.3 に STALKING
O termo stalking, também é conhecido como perseguição persistente, teve origem nos
Estados Unidos e designa uma forma de violência na qual há a invasão reiterada da esfera de
privacidade da vítima, mediante emprego de táticasde
perseguição e meios diversos, tais como ligações telefônicas,
envio de mensagens, publicação de fatos, boatos em seus
meios sociais ou em sites internet (cyberstalking), envio de
presentes, espera de sua passagem nos lugares que frequenta
etc. resultando em danos a integridade psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de
65 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 312.
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locomoção ou lesão a sua reputação. Dessa forma, é considerado uma modalidade de assédio
moral.
Vale lembrar que na legislação. Tais condutas são consideradas ilícitas, configurando
contravenção penal e perturbação da tranquilidade. Veja o que diz o art. 65 do Decreto Lei
nº 3688/41:
Art. 65. Molestar alguém ou perturbar lhe a tranquilidade, por acinte ou por motivo reprovável: 
Pena に prisão simples, de quinze dias a dois meses, ou multa, de duzentos mil réis a dois contos de réis. 
Em tempo, também é válido destacar que a Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340/2006 prevê
expressamente a perseguição contumaz como uma espécie de violência psicológica. Nesse
sentido:
Art. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:
(...)
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e
diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise
degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça,
constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz,
insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir
e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
 O tema em provas
(MPE GO / Promotor de Justiça Substituto に 2014) O Procurador de Justiça Rogério
GヴWIラ ヮヴWIラミキ┣; ケ┌W さno que diz respeito às ciências criminais propriamente ditas,
serve a criminologia como mais um instrumento de análise do comportamento
delitivo, das suas origens, dos motivos pelos quais se delinque, quem determina
o que se punir, quando punir, como punir, bem como se pretende, com ela, buscar
ゲラノ┌NロWゲ ケ┌W W┗キデWマ ラ┌ マWゲマラ Sキマキミ┌;マ ラ IラマWデキマWミデラ S;ゲ キミaヴ;NロWゲ ヮWミ;キゲざく 
No contexto da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta:
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo
invade repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de
perseguição e meios diversos de atuação, resultando dano à sua integridade
psicológica e emocional, restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão à sua
reputação, configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral.
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são
consideras teorias de consenso.
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c. A aキェ┌ヴ; IヴキマキミラノルェキI; IラミエWIキS; Iラマラ さゲケミSヴラマW S; マ┌ノエWヴ SW ヮラデキa;ヴざ ヮラSW 
ser utilizada como técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos
crimes de conotação sexual.
d. A さゲケミSヴラマW SW LラミSヴWゲざ ゲW W┗キSWミIキ; ケ┌;ミSラ ; ┗ケデキマ;が Iラマラ キミゲデキミデラ 
defensivo, passa a apresentar um comportamento excessivamente lamurioso,
demasiadamente submisso e com pedido contínuo de misericórdia.
Gabarito: A
9 に QUESTÕES
9.1 に LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS
1. FUNDEP/ MP MG-PROMOTOR DE JUSTIÇA-2013
É I;ヴ;IデWヴケゲデキI; S; Iエ;マ;S; さミラ┗; Iヴキマキミラノラェキ;ざぎ
a. A concepção de que a reação penal se aplica de igual maneira a todos os autores de
delitos.
b. A busca da explicação dos comportamentos criminalizados partindo da criminalidade
como um dado ontológico pré-constituído à reação social.
c. O estudo do comportamento criminoso com o emprego do método etiológico das
determinações causais de objetos naturais.
d. O deslocamento do interesse cognoscitivo das causas do desvio criminal para os
マWI;ミキゲマラゲ ゲラIキ;キゲ W キミゲデキデ┌Iキラミ;キゲ ;デヴ;┗Yゲ Sラゲ ケ┌;キゲ Y Iラミゲデヴ┌ケS; ; さヴW;ノキS;SW ゲラIキ;ノざ
do desvio.
Comentário66
a. Errado. á Iエ;マ;S; さミラ┗; Iヴキマキミラノラェキ;ざが デ;マHYマ IラミエWIキS; Iラマラ さIヴキマキミラノラェキ;
IヴケデキI;ざが H┌ゲI; ゲWヮ;ヴ;ヴ ; ゲラIキWS;SW Wマ Sラキゲ ェヴ;ミSWゲ ェヴ┌ヮラゲく O ヮヴキマWキヴラ Sラゲ ヴキIラゲ W ラ
segundo dos pobres, sendo o Direito Penal um instrumento de dominação social. Na
mesma linha, demonstra que os crimes punidos são apenas os de colarinho-azul,
enquanto os de colarinho-Hヴ;ミIラ ェラ┣;マ Sラ Iエ;マ;Sラ さIキミデ┌ヴ?ラ S; キマヮ┌ミキS;SWざく
66 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p.
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b. Errada. á さミラ┗; Iヴキマキミラノラェキ;ざ デヴ;H;ノエ; ラゲ S;Sラゲ ゲラIキ;キゲ ミ; aラヴマ;デ;N?ラ Sラ IヴキマW W Sラ
criminoso, sendo dispensável a ideia prévia de condutas positivadas. Os chamados
dados pré-constituídos são inerentes à Escola Clássica, em que o crime e o criminoso
são criados a partir da perspectiva da própria lei penal, não sendo relevante o aspecto
social.
c. Errada. O chamado paradigma etiológico (estudo sobre a origem do crime e do
Iヴキマキミラゲラぶ Y ┗キゲ┌;ノキ┣;Sラ ヮWノ; EゲIラノ; CヴケデキI; ラ┌ さミラ┗; Iヴキマキミラノラェキ;ざ ミラ ;ゲヮWIデラ ゲラIキ;ノが
em que há uma dicotomia clara entre os criminosos de alta renda (elite) e os de baixa
renda (camada mais pobre), ocasionando uma pirâmide social. As causas naturais não
possuem influência nenhuma no surgimento do crime e do criminoso.
d. Certa. A área de análise (cognoscitivo) da citada escola é puramente social, em que se
vislumbra o surgimento do crime e do criminoso no aspecto relativo à interação social.
Nessa linha de raciocínio, pugna-se pela análise dos mecanismos de controles sociais
como parâmetros para dominar a classe mais desfavorecida. O Direito Penal seria um
mecanismo de controle que está nas mãos da elite para subjugar os criminosos de
colarinho-azul, de forma a criminalizar apenas as condutas praticadas por esse último
grupo de pessoas.
Gabarito: D
2. MPSC Promotor de Justiça に 2008
Julgue os itens a seguir:
I に O Código de Hamurabi, concebido na Babilônia entre 2067 e 2925 a.C. e na atualidade
pertencente ao acervo do Museu do Louvre em Paris, não continha disposições penais em
sua composição.
II に “Wェ┌ミSラ ; さLWキ TYヴマキI; SW Cヴキマキミ;ノキS;SWざ SW Q┌WデWノWデが a;デラヴWゲ aケゲキIラゲが Iノキマ=デキIラゲ W
geográficos podem influenciar no comportamento criminoso.
III に Entende-ゲW ヮラヴ さCキaヴ; NWェヴ;ざ S; Iヴキマキミ;ノキS;SW ラ Iラミテ┌ミデラ SW IヴキマWゲ I┌テ; ┗キラノZミIキ; ヮヴラS┌┣
elevada repercussão social.
IV に Seguidor da Antropologia Criminal, Lombroso entendia que havia um tipo humano
irresistivelmente levado ao crime por sua própria constituição, de um verdadeiro criminoso
nato.
V に Em sua obra Dos delitos e das penas, escrita por volta de 1765, Cesare Bonesana, o
Marquês de Beccaria, defendeu uma legislação penal rigorosa, aprovando a prática da tortura
e da pena de morte.
a. Apenas I, III e V estão corretos.
b. Apenas II e IV estão corretos.
c. Apenas IV e V estão corretos.
d. Apenas II e III estão corretos.
e. Apenas III, IV e V estão corretos.
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Comentários67
a. Errada. O enunciado I está incorreto, uma vez que o Código de Hamurabi, também
chamado de Lei de Talião, continha disposições penais e pregava a aplicação da
マ=┝キマ; さSWミデW ヮラヴ SWミデWが ラノエラ ヮラヴ ラノエラざが S;ミSラ nítido caráter penalista ao diploma.
O enunciado III está errado, uma vez que cifra negra se refere aos crimes que não
ingressam nas estatísticas oficiais. O enunciado V está errado porque Beccaria pregava
o opostodo que está descrito, e seus estudos apontaram para a necessidade de penas
certas, mas que não fossem desumanas, muito em virtude da influência do período do
Iluminismo.
b. Certa. O enunciado II está correto, pois são de Quetelet os estudos envolvendo as leis
térmicas e que influenciam sobremaneira no comportamento criminoso. O enunciado
IV também está correto, uma vez que Lombroso foi quem cunhou a expressão
criminoso nato com base nos estudos da antropologia criminal.
c. Errada. Pelo que já se expôs acima, o enunciado V está errado, pois Beccaria pregou
foi o contrário e buscava a humanização das punições.
d. Errada. Já foi explicitado acima que o enunciado III está equivocado.
e. Errada. Já se explicou acima que os enunciados III e V estão equivocados.
Gabarito: B
9.2 に LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS
1. FCC / DPE SP Defensor Público に 2009
A expressão cifra negra ou oculta, refere-se:
a. À descriminantes putativas, nos casos em que não há tipo culposo do crime cometido.
b. Ao fracasso do autor na empreitada em que a maioria tem êxito.
c. À porcentagem de presos que não voltam da saída temporária do semiaberto.
d. À porcentagem de crimes não solucionados ou punidos porque, num sistema seletivo,
não caíram sob a égide da polícia ou da justiça ou da administração carcerária, porque
ミラゲ ヮヴWゲケSキラゲ さミ?ラ Wゲデ?ラ デラSラゲ ラゲ ケ┌W ゲ?ラざく
e. À porcentagem de criminalização da pobreza e a globalização, pelas quais o centro
exerce seu controle sobre a periferia, cominando penas e criando fato típicos de
acordo com seus interesses econômicos, determinando estigmatização das minorias.
67 GONZAGA, Christiano. Manual de Criminologia. 1ª. Edição. 2018. São Paulo: Editora Saraiva.
2018. p.
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2. VUNESP / PCSP Médico Legista に 2014
á W┝ヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; ミWェヴ;ざが Wマ Cヴキマキミラノラェキ;が IラヴヴWゲヮラミSW ;ラ ミ┎マWヴラ SWぎ
a. Erros judiciais (decisões judiciais incompatíveis com a realidade dos fatos).
b. Crimes ocorridos e não reportados à autoridade.
c. Criminosos reincidentes.
d. Prisões efetuadas injustamente.
e. Crimes ocorridos em ambientes públicos, mas cuja autoria permanece ignorada
3. VUNESP / PCSP Atendente de Necrotério Policial に 2014
Entende-se por cifras negras:
a. As ocorrências criminais não registradas nos órgãos policiais responsáveis, em prejuízo
do interesse da sociedade.
b. Somente os delitos praticados pelos criminosos de colarinho branco, em prejuízo da
coletividade.
c. Os crimes hediondos praticados com violência ou grave ameaça.
d. Os crimes de menor potencial ofensivo praticados sem violência ou grave ameaça.
e. Apenas os crimes praticados por policiais, que não são apurados, por temor de
represália.
4. VUNESP/ PCSP Escrivão de Polícia に 2014
A Criminologia moderna estuda o fenômeno da criminalidade por meio da estatística
criminal. NWゲゲ; ゲW;ヴ;が ; W┝ヮヴWゲゲ?ラ さIキaヴ; Sラ┌ヴ;S;ざ SWゲキェミ;ぎ
a. O total de delitos registrados e de conhecimento do poder público que são elucidados.
b. As infrações penais praticadas pela elite, não reveladas ou apuradas; trata-se de um
ゲ┌Hデキヮラ S; さIキaヴ; ミWェヴ;ざが ; exemplo do crime de sonegação fiscal
c. As infrações penais de maior gravidade, como, por exemplo, o homicídio, que, ao ser
elucidado, permite ao poder público planejar melhor suas ações e alterar a legislação
d. As infrações penais de menor potencial ofensivo, por enquadrar-se na Lei n.º
9.099/95, a exemplo do delito de perturbação do sossego alheio
e. O percentual de delitos praticados pela sociedade de baixa renda que não chega ao
conhecimento do poder público por falta de registro, e, portanto, não são elucidados.
5. VUNESP/ PCSP Agente de Polícia に 2013
Os crimes de colarinho branco são delitos conhecidos na Criminologia por:
a. Crimes contra a dignidade social.
b. Crimes de menor potencial ofensivo.
c. Cifras cinza.
d. Cifras amarelas.
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e. Cifras douradas.
6. PCSP Escrivão de Polícia に 2010
O termo cifra dourada é indicativo de:
a. dos crimes praticados por membros da realeza.
b. da violência doméstica ocorrida nas classes altas e não relatadas à polícia.
c. dos crimes esclarecidos mediante à oferta de uma recompensa.
d. do número de jovens de alto poder aquisitivo envolvidos com o narcotráfico.
e. Sラゲ IヴキマWゲ SWミラマキミ;Sラゲ SW さIラノ;ヴキミエラ Hヴ;ミIラざく
7. VUNESP/PCSP Escrivão de polícia に 2013
São conhecidas por __________os crimes que não são registrados em órgãos oficiais
encarregados de sua repressão, em decorrência de omissão das vítimas, por temor de
represália.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
a. Estatísticas azuis
b. Estatísticas brancas
c. Cifras douradas
d. Cifras negras
e. Cifras cinza
8. MPE/MG Promotor de Justiça に 2008
Marque a alternativa incorreta:
a. A prática do bullying configura-se em uma atividade saudável ao desenvolvimento da
sociedade, pois que investe no bom relacionamento entre as pessoas.
b. As principais áreas do estudo do criminólogo são: o delito, o delinquente, a vítima e o
controle social.
c. A teoria do etiquetamento diz respeito aos processos de criação dos desvios.
d. A criminologia da reação social procura expor de forma clara e precisa que o sistema
penal existente nada mais é do que uma maneira de dominação social.
e. A cifra negra pode ser concebida, resumidamente, no fato de que nem todos os crimes
praticados chegam ao conhecimento oficial do Estado.
9. PCSP Delegado de Polícia に 2012
O comportamento abusivo, praticado com gestos, palavras e atos que, praticados de forma
reiterada, levam á debilidade física ou psíquica de uma pessoa:
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a. Define reação ao crime.
b. Define assédio moral.
c. é um mecanismo intimidatóno, mas não criminoso.
d. é a despersonalização do eu, que aflige grande número de detentos.
e. define efetividade do impacto dissuasório.
10. MPE GO / Promotor de Justiça Substituto に 2014
O PヴラI┌ヴ;Sラヴ SW J┌ゲデキN; ‘ラェYヴキラ GヴWIラ ヮヴWIラミキ┣; ケ┌W さミラ ケ┌W Sキ┣ ヴWゲヮWキデラ <ゲ IキZミIキ;ゲ
criminais propriamente ditas, serve a criminologia como mais um instrumento de análise do
comportamento delitivo, das suas origens, dos motivos pelos quais se delinque, quem
determina o que se punir, quando punir, como punir, bem como se pretende, com ela, buscar
ゲラノ┌NロWゲ ケ┌W W┗キデWマ ラ┌マWゲマラ Sキマキミ┌;マ ラ IラマWデキマWミデラ S;ゲ キミaヴ;NロWゲ ヮWミ;キゲざく Nラ IラミデW┝デラ
da seara criminológica, aponte a alternativa incorreta:
a. Stalking é um termo que designa a forma de violência na qual o sujeito ativo invade
repetidamente a esfera de privacidade da vítima, empregando táticas de perseguição
e meios diversos de atuação, resultando dano à sua integridade psicológica e
emocional, restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão à sua reputação,
configurando, deste modo, uma modalidade de assédio moral.
b. A teoria de anomia, a teoria da associação diferencial e a escola de Chicago são
consideras teorias de consenso.
c. á aキェ┌ヴ; IヴキマキミラノルェキI; IラミエWIキS; Iラマラ さゲケミSヴラマW S; マ┌ノエWヴ SW ヮラデキa;ヴざ ヮラSW ゲWヴ
utilizada como técnica de aferição da credibilidade da palavra da vítima nos crimes de
conotação sexual.
d. á さゲケミSヴラマW SW LラミSヴWゲざ ゲW W┗キSWミIキ; ケ┌;ミSラ ; ┗ケデキマ;が Iラマラ キミゲデキミデラ SWaWミゲキ┗ラが ヮ;ゲゲ;
a apresentar um comportamento excessivamente lamurioso, demasiadamente
submisso e com pedido contínuo de misericórdia.
11. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018
No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o
próximo item.
A prevenção terciária da infração penal consiste em medidas de longo prazo, como a garantia
de educação, a redução da desigualdade social e a melhoria das condições de qualidade devida, enquanto a prevenção primária é voltada à pessoa reclusa e visa à sua recuperação e
reintegração social.
a. Certo
b. Errado
12. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018
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No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o
próximo item.
A alteração dos espaços físicos e urbanos, como, por exemplo, a elaboração de novos
desenhos arquitetônicos e o aumento da iluminação pública, pode ser considerada uma
forma de prevenção delituosa.
a. Certo
b. Errado
13. CESPE/PCSE Delegado de Polícia に 2018
No que se refere à prevenção da infração penal no Estado democrático de direito, julgue o
próximo item.
Medidas indiretas de prevenção delitiva visam atacar as causas do crime: cessada a causa,
cessam seus efeitos.
a. Certo
b. Errado
14. CESPE/PCGO Delegado de Polícia に 2018
Em Vigiar e Punir, Michel Foucault (1926-1984) aborda a transformação dos métodos
punitivos a partir de uma tecnologia do corpo, dentre cujos aspectos fundamentais destaca-
se:
a. a coexistência entre diversas economias políticas do castigo, mas, fundamentalmente,
a mudança qualitativa que representou substituição do carcerário pelo patibular.
b. o pensamento criminológico centrado na figura do homem delinquente, o que
constitui a força motriz para o surgimento e consolidação da prisão como mecanismo
de controle.
c. o cumprimento dos fins declarados da pena de prisão na medida em que separa os
espaços sociais livres de castigo e os que devem ser objeto da repressão estatal.
d. o abandono completo do suplício corporal como tecnologia encarceradora que passa
ser utilizada a partir do século XIX.
e. o cárcere como dispositivo preponderante sobre o qual se ergue a sociedade
disciplinar.
15. VUNESP/PCSP Agente Policial に 2018
Assinale a alternativa correta sobre o atual estágio de desenvolvimento dos estudos
criminológicos, em relação ao conceito de prevenção da infração penal e ao respeito ao
Estado Democrático de Direito.
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a. Não há evidências ou estudos que demonstrem que investimentos tecnológicos nas
polícias contribuem para a redução dos crimes.
b. Não há evidências ou estudos que demonstrem que o aumento do número de
esclarecimento de crimes e prisões contribuiu para a redução dos crimes.
c. Campanhas de orientação às vítimas de crimes sexuais com o objetivo de que
denunciem os agressores acabam por aumentar a vulnerabilidade das vítimas.
d. As mortes decorrentes de oposição à intervenção policial não devem ser equiparadas
aos homicídios dolosos em geral para fins criminológicos, em virtude de relacionarem-
se a condicionantes criminais diversas.
e. Medidas destinadas a priorizar atendimento policial a determinados tipos de crimes
ou vítimas em decorrência da gravidade ou vulnerabilidade não devem ser adotadas
sob pena de violação à igualdade de todos perante a lei.
16. VUNESP/PCSP Agente Policial に 2018
A instalação, na cidade de São Paulo, de câmeras de videomonitoramento que possuem a
funcionalidade de leitura de placas de veículos e cruzamento com banco de dados criminais,
com o objetivo de identificar veículos utilizados ou que foram objeto da prática de crimes
pode ser definida, no âmbito do conceito de Estado Democrático de Direito e dos modernos
conceitos de prevenção criminal do crime, como uma medida prioritariamente de prevenção:
a. Secundária.
b. Básica.
c. Quaternária.
d. Terciária.
e. Primária.
17. VUNESP/PCSP Auxiliar de Papiloscopista に 2018
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de política de prevenção criminal
prioritariamente terciária.
a. Previsão do direito do condenado de abreviar o tempo imposto em sua sentença
penal, mediante trabalho, estudo ou leitura.
b. Instalação de câmeras de videomonitoramento em um estabelecimento que foi alvo
de diversos roubos.
c. Melhoria na regulação do sistema financeiro para prevenção às práticas de lavagem
de dinheiro.
d. Programas de educação aos jovens para prevenção ao uso de drogas.
e. Instalação de iluminação pública em locais com alto índice de criminalidade.
18. VUNESP/PCSP Auxiliar de Papiloscopista に 2018
O saber criminológico, no Estado Democrático de Direito, tem por objetivo evitar a ocorrência
do delito; portanto, são aspectos importantes de prevenção terciária:
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a. o policiamento, a assistência social e o conselho tutelar.
b. a educação, a religião e o lazer.
c. a laborterapia, a liberdade assistida e a prestação de serviços comunitários.
d. as posturas municipais, a classificação etária dos programas televisivos e o civismo.
e. a cultura, a qualidade de vida e o trabalho.
19. FUMARC/PCMG Delegado de Polícia に 2018
さá Iヴキマキミラノラェキ; IラミデWマヮラヴ>ミW;が Sラゲ ;ミラゲ ンヰ Wマ Sキ;ミデWが ゲW I;ヴ;IデWヴキ┣; pela tendência a
superar as teorias patológicas da criminalidade, ou seja, as teorias baseadas sobre as
I;ヴ;IデWヴケゲデキI;ゲ HキラノルェキI;ゲ W ヮゲキIラノルェキI;ゲ ケ┌W SキaWヴWミIキ;ヴキ;マ ラゲ ゲ┌テWキデラゲ けIヴキマキミラゲラゲげ Sラゲ
キミSキ┗ケS┌ラゲ けミラヴマ;キゲげが W ゲラHヴW ; ミWェ;N?ラ Sラ ノキ┗ヴW ;ヴHケデヴキラが マWSiante um rígido determinismo.
Essas teorias eram próprias da criminologia positivista que, inspirada na filosofia e na
psicologia do positivismo naturalista, predominou entre o final do século passado e princípios
SWゲデWくざ Bá‘áTTáが áノWゲゲ;ミSヴラく Criminologia Crítica e Crítica do Direito Penal. Introdução à
sociologia do Direito Penal. 3. ed. Rio de Janeiro: Revan: Instituto Carioca de Criminologia. p.
29. (Coleção Pensamento Criminológico)
Numere as seguintes assertivas de acordo com a ideia de criminologia que representam,
utilizando:
(1) para a criminologia positivista e
(2) para a escola liberal clássica do direito penal.
( ) Assumia uma concepção patológica da criminalidade.
( ) Considerava a criminalidade como um dado pré-constituído às definições legais de certos
comportamentos e certos sujeitos.
( ) Não considerava o delinquente como um ser humano diferente dos outros.
( ) Objetivava uma política criminal baseada em princípios como os da humanidade,
legalidade e utilidade.
( )Pretendia modificar o delinquente.
A sequência que expressa a associação CORRETA, de cima para baixo, é:
a. 1, 1, 2, 2, 1.
b. 1, 2, 1, 2, 2.
c. 2, 2, 1, 1, 1.
d. 2, 1, 2, 2, 2.
20. VUNESP/PCSP Investigado de Políciaに 2018
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Com relação à criminologia no Estado Democrático de Direito, é correto afirmar que as
políticas públicas de Segurança Pública devem:
a. primar pela repressão ao crime e pelo combate à corrupção.
b. priorizar a prevenção criminal integralizada com todos os entes federativos.
c. priorizar a prevenção criminal terciária e a repressão ao crime organizado.
d. primar pela repressão criminal integralizada com todos os entes federativos.
e. primar pela repressão ao crime e pelo controle social.
21. CESPE/PCMA Delegado de Polícia に 2018
A criminologia considera que o papel da vítima varia de acordo com o modelo de reação da
sociedade ao crime. No modelo:
a. Clássico, a vítima é a responsável direta pela punição do criminoso, sendo figura
protagonista no processo penal.
b. Ressocializador, busca-se o resgate da vítima, de modo a reintegrá-la na sociedade.
c. Retribucionista, o objetivo restringe-se ao ressarcimento do dano pelo criminoso à
vítima.
d. Da justiça integradora, a vítima é tida como julgadora do criminoso.
e. Restaurativo, o foco é a participação dos envolvidos no conflito em atividades de
reconciliação,nas quais a vítima tem um papel central.
22. CESPE/PCGO Delegado de Polícia に 2018
Considerando que, para a criminologia, o delito é um grave problema social, que deve ser
enfrentado por meio de medidas preventivas, assinale a opção correta acerca da prevenção
do delito sob o aspecto criminológico.
a. A transferência da administração das escolas públicas para organizações sociais sem
fins lucrativos, com a finalidade de melhorar o ensino público do Estado, é uma das
formas de prevenção terciária do delito.
b. O aumento do desemprego no Brasil incrementa o risco das atividades delitivas, uma
vez que o trabalho, como prevenção secundária do crime, é um elemento dissuasório,
que opera no processo motivacional do infrator.
c. A prevenção primária do delito é a menos eficaz no combate à criminalidade, uma vez
que opera, etiologicamente, sobre pessoas determinadas por meio de medidas
dissuasórias e a curto prazo, dispensando prestações sociais.
d. Em caso de a Força Nacional de Segurança Pública apoiar e supervisionar as atividades
policiais de investigação de determinado estado, devido ao grande número de
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homicídios não solucionados na capital do referido estado, essa iniciativa consistirá
diretamente na prevenção terciária do delito.
e. A prevenção terciária do crime consiste no conjunto de ações reabilitadoras e
dissuasórias atuantes sobre o apenado encarcerado, na tentativa de se evitar a
reincidência.
23. CESPE/PCPE Delegado de Polícia に 2018
No que se refere aos métodos de combate à criminalidade, a criminologia analisa os controles
formais e informais do fenômeno delitivo e busca descrever e apresentar os meios
necessários e eficientes contra o mal causado pelo crime. A esse respeito, assinale a opção
correta.
a. A criminologia distingue os paradigmas de respostas conforme a finalidade
pretendida, apresentando, entre os modelos de reação ao delito, o modelo
dissuasório, o ressocializador e o integrador como formas de enfrentamento à
criminalidade. Em determinado nível, admitem-se como conciliáveis esses modelos de
enfrentamento ao crime.
b. Como modelo de enfrentamento do crime, a justiça restaurativa é altamente
repudiada pela criminologia por ser método benevolente ao infrator, sem cunho
ressocializador e pedagógico.
c. O modelo dissuasório de reação ao delito, no qual o infrator é objeto central da análise
científica, busca mecanismos e instrumentos necessários à rápida e rigorosa
efetivação do castigo ao criminoso, sendo desnecessário o aparelhamento estatal para
esse fim.
d. O modelo ressocializador de enfrentamento do crime propõe legitimar a vítima, a
comunidade e o infrator na busca de soluções pacíficas, sem que haja a necessidade
de lidar com a ira e a humilhação do infrator ou de utilizar o ius puniendi estatal.
e. A doutrina admite pacificamente o modelo integrador na solução de conflitos havidos
em razão do crime, independentemente da gravidade ou natureza, uma vez que o
controle formal das instâncias não se abdica do poder punitivo estatal.
24. CESPE/PCPE Delegado de Polícia に 2016
A criminologia reconhece que não basta reprimir o crime, deve-se atuar de forma imperiosa
na prevenção dos fatores criminais. Considerando essa informação, assinale a opção correta
acerca de prevenção de infração penal.
a. Para a moderna criminologia, a alteração do cenário do crime não previne o delito: a
falta das estruturas físicas sociais não obstaculiza a execução do plano criminal do
delinquente.
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b. A prevenção terciária do crime implica na implementação efetiva de medidas que
evitam o delito, com a instalação, por exemplo, de programas de policiamento
ostensivo em locais de maior concentração de criminalidade.
c. No estado democrático de direito, a prevenção secundária do delito atua diretamente
na sociedade, de maneira difusa, a fim de implementar a qualidade dos direitos sociais,
que são considerados pela criminologia fatores de desenvolvimento sadio da
sociedade que mitiga a criminalidade.
d. Trabalho, saúde, lazer, educação, saneamento básico e iluminação pública, quando
oferecidos à sociedade de maneira satisfatória, são considerados forma de prevenção
primária do delito, capaz de abrandar os fenômenos criminais.
e. A doutrina da criminologia moderna reconhece a eficiência da prevenção primária do
delito, uma vez que ela atua diretamente na pessoa do recluso, buscando evitar a
reincidência penal e promover meios de ressocialização do apenado.
25. CESPE/DEPEN Agente penitenciário - 2014
Em relação aos preceitos da criminologia contemporânea e a aspectos relevantes sobre a
justiça criminal, o sistema penal e a estrutura social, julgue o item que se segue.
Na criminologia contemporânea, não se consideram os protagonistas do crime ね vítima,
infrator e comunidade ね nem o desenvolvimento de técnicas de intervenção e controle, pois
essas matérias devem ser objeto de políticas públicas de segurança pública e não da ciência
criminológica.
a. Certo
b. Errado
26. VUNESP/PCSP Fotografo Técnico Pericial - 2014
Em um estado democrático de direito, o castigo do infrator não esgota as expectativas que o
fato delitivo desencadeia; dessa forma, podem-se apontar, como objetivos cientificamente
mais satisfatórios e adequados na criminologia moderna, a ressocialização do delinquente,
a(o)________________ e a prevenção do crime.
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna.
a. Reparação dos danos à vítima
b. Informação ao cidadão
c. ressarcimento ao Estado
d. Especialização profissional do delinquente
e. Formação espiritual e religiosa do delinquente
27. VUNESP/PCSP Investigador de Polícia - 2014
Sobre o prognóstico criminológico estatístico, é correto afirmar que consiste em uma:
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a. Certeza de um indivíduo delinquir, em razão de dados estatísticos coletados.
b. probabilidade de um indivíduo delinquir, em razão de dados estatísticos coletados.
c. certeza de um criminoso reincidir, em razão de dados estatísticos coletados
d. probabilidade de um criminoso reincidir, em razão de dados estatísticos coletados.
e. avaliação médica imediata e preliminar acerca de uma enfermidade ou estado
psicológico, com base na observação momentânea do criminoso
28. FCC/TRT Técnico Judiciário em Segurança
Na moderna concepção de prevenção das infrações penais e o Estado Democrático de Direito
a. as atuações do Poder Judiciário e do Ministério Público enquadram-se na prevenção
terciária.
b. a efetiva materialização de políticas públicas faz parte da prevenção primária do
crime.
c. o trabalho desenvolvido pelas instituições públicas ou privadas na área social, qual
seja, a responsabilidade social, faz parte da prevenção secundária.
d. a construção de presídios e a atuação dos policiais são analisadas de forma apartada
na questão das prevenções primária, secundária e terciária.
e. a atuação das Organizações Não Governamentais, ONG, tem hoje enquadramento na
prevenção secundária e, às vezes, na terciária.
29. FCC/TRT Técnico Judiciário em Segurança
A relação existente entre crimes conhecidos ou esclarecidos pela Polícia, ou processados, e o
papel desempenhado pela vítima, identificam que os crimes conhecidos ordinariamente
resultam de uma proatividade da polícia, ou de uma reatividade. Na proatividade, a polícia
seleciona suspeitos pelos estereótipos. Isso pode implicar em procedimentos
discriminatórios por parte da polícia, desde que há grupos antecipadamente considerados
como mais propensos à prática de delitos,e outros grupos imunes à suspeita, ou
investigação.
Na reatividade, a denúncia da vítima desempenha papel vital. Mas eles advertem: nem toda
vítima faz desencadear investigações. Só as capazes de se justificarem como tais. Ou seja, não
é toda vítima que consegue fazer com que a polícia inicie uma investigação. E é a polícia que
define quem e o que investigar.
(Disponível em: http://www.doraci.com.br/files/crimino logia.pdf. Consulta em 08/11/2013)
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Com base no texto apresentado, assinale a alternativa correta.
a. Os crimes somente são esclarecidos se houver denúncias.
b. A polícia concentra o seu trabalho em grupos que por vezes estereotipa.
c. A polícia é também responsável, de certa forma, por alguns crimes.
d. A polícia apresenta mais reatividade do que proatividade.
e. A polícia deixa sempre a desejar em suas investigações de reatividade.
30. CESPE/PF Delegado de Polícia Federal - 2013
Julgue o item a seguir, relacionado aos modelos teóricos da criminologia.
As ideias sociológicas que fundamentam as construções teóricas de Merton e Parsons
obedecem ao modelo da denominada sociologia do conflito.
a. Certo
b. Errado
31. VUNESP/PCSP Perito Criminal に 2013
A moderna Criminologia
a. Tem por seus protagonistas o delinquente, a vítima e a comunidade.
b. vislumbra o delito como enfrentamento formal, simbólico e direto entre dois rivais に
o Estado e o infrator に que se enfrentam, isolados da sociedade, à semelhança da luta
entre o bem e o mal.
c. não considera como seu objeto de debate os aspectos político-criminais das técnicas
de intervenção social e de seu controle.
d. tem o castigo do infrator por exaurimento das expectativas que o fato delitivo
desencadeia.
e. tem por seus principais objetivos a reparação do dano causado ao Estado, a
ressocialização do delinquente e a repressão do crime.
32. VUNESP/PCSP Agente de Polícia - 2013
É correto afirmar que a Criminologia contemporânea tem por objetos
a. delito, o delinquente, a vítima e o controle social.
b. a tipificação do delito e a cominação da pena.
c. apenas o delito, o delinquente e o controle social.
d. apenas o delito e o delinquente.
e. apenas a vítima e o controle social.
33. VUNESP/PCSP Agente de Polícia - 2013
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Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma das características da função
retributiva da pena, segundo a Teoria Absoluta.
a. Analogia: pena independente da gravidade do delito.
b. Duração indeterminada: a duração da pena dependerá, dentre outros fatores, do
comportamento do apenado.
c. Infligibilidade: a pena consistirá em aflição corporal.
d. Derrogabilidade: o delito terá, por consequência, uma punição, ainda que injusta.
e. Responsabilidade penal individual: a pena não passará da pessoa do condenado.
34. VUNESP/PCSP Escrivão de Polícia - 2013
As políticas públicas de prevenção criminal terciária têm por público-alvo
a. A vítima de violência doméstica.
b. O adolescente.
c. O preso.
d. O idoso.
e. O usuário de drogas ilícitas.
35. VUNESP/PCCE Delegado de Polícia に 2015
Um dos primeiros autores a classificar as vítimas de um crime foi Benjamin Mendelsohn, que
levou em conta a participação das vítimas no delito. Segundo esse autor, as vítimas
classificam-se em __________; vítimas menos culpadas que os criminosos; __________;
vítimas mais culpadas que os criminosos e __________.
a. Vケデキマ;ゲ キミラIWミデWゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ キミキマヮ┌デ=┗Wキゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ I┌ノヮ;S;ゲ
b. Vケデキマ;ゲ ヮヴキマ=ヴキ;ゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ ゲWI┌ミS=ヴキ;ゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ デWヴIキ=ヴキ;ゲ
c. Vケデキマ;ゲ キSW;キゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ デ?ラ I┌ノヮ;S;ゲ ケ┌;ミデラ ラゲ Iヴキマキミラゲラゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ Iラマラ ┎ミicas
culpadas
d. Vケデキマ;ゲ デ?ラ ヮ;ヴデキIキヮ;デキ┗;ゲ ケ┌;ミデラ ラゲ Iヴキマキミラゲラゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ ヮ;ゲゲキ┗;ゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ
colaborativas quanto aos criminosos
e. Vケデキマ;ゲ ヮ;ゲゲキ┗;ゲ Wマ ヴWノ;N?ラ ;ラ Iヴキマキミラゲラ ぐ ┗ケデキマ;ゲ ヮヴWゲデ;デキ┗;ゲ ぐ ┗ケデキマ;ゲ ;デキ┗;ゲ Wマ
relação aos criminosos
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9.3 に GABARITO
36. Letra D
37. Letra B
38. Letra A
39. Letra B
40. Letra E
41. Letra E
42. Letra D
43. Letra B
44. Letra A
45. Errado
46. Certo
47. Certo
48. Letra B
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49. Letra D
50. Letra A
51. Letra A
52. Letra C
53. Letra A
54. Letra B
55. Letra E
56. Letra E
57. Letra E
58. Letra A
59. Letra E
60. Errado
61. Letra A
62. Letra D
63. Letra B
64. Letra B
65. Errado
66. Letra A
67. Letra A
68. Letra E
69. Letra C
70. Letra D
10 に DESTAQUE À LEGISLAÇÃO E JURISPRUDÊNCIA
 Ação Penal pública e IP
Art. 5o, CPP: Art. 5o Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:
I - de ofício;
II - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requerimento
do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
§ 1o O requerimento a que se refere o no II conterá sempre que possível:
a) a narração do fato, com todas as circunstâncias;
b) a individualização do indiciado ou seus sinais característicos e as razões de convicção ou
de presunção de ser ele o autor da infração, ou os motivos de impossibilidade de o fazer;
c) a nomeação das testemunhas, com indicação de sua profissão e residência.
§ 2o Do despacho que indeferir o requerimento de abertura de inquérito caberá recurso para
o chefe de Polícia.
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§ 3o Qualquer pessoa do povo que tiver conhecimento da existência de infração penal em
que caiba ação pública poderá, verbalmente ou por escrito, comunicá-la à autoridade policial,
e esta, verificada a procedência das informações, mandará instaurar inquérito.
§ 4o O inquérito, nos crimes em que a ação pública depender de representação, não poderá
sem ela ser iniciado.
§ 5o Nos crimes de ação privada, a autoridade policial somente poderá proceder a inquérito
a requerimento de quem tenha qualidade para intentá-la.
Art. 24, CPP: Nos crimes de ação pública, esta será promovida por denúncia do Ministério
Público, mas dependerá, quando a lei o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de
representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
 Art. 30- CPP. Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá
intentar a ação privada.
 LEI Nº 12.037, DE 1º DE OUTUBRO DE 2009.
Dispõe sobre a identificação criminal do civilmente identificado, regulamentando o art. 5º,
inciso LVIII, da Constituição Federal.
O VICE に PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no exercício do cargo de PRESIDENTE DA
REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º O civilmente identificado não será submetido a identificação criminal, salvo nos casos
previstos nesta Lei.
Art. 2º A identificação civil é atestada por qualquer dos seguintes documentos:
I に carteira de identidade;
II に carteira de trabalho;
III に carteira profissional;
IV に passaporte;
V に carteira de identificação funcional;
VI に outro documento público que permita a identificação do indiciado.
Parágrafo único. Para as finalidades desta Lei, equiparam-se aos documentos de
identificação civis os documentos de identificação militares.
Art. 3º Embora apresentado documento de identificação, poderá ocorrer identificação
criminal quando:
I に o documento apresentar rasura ou tiver indício de falsificação;
II に o documento apresentado for insuficiente para identificar cabalmente o indiciado;
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III に o indiciado portar documentos de identidade distintos, com informações conflitantes
entre si;
IV に a identificação criminal for essencial às investigações policiais, segundo despacho da
autoridade judiciária competente, que decidirá de ofício ou mediante representação da
autoridade policial, do Ministério Público ou da defesa;
V に constar de registros policiais o uso de outros nomes ou diferentes qualificações;
VI に o estado de conservação ou a distância temporal ou da localidade da expedição do
documento apresentado impossibilite a completa identificação dos caracteres essenciais.
Parágrafo único. As cópias dos documentos apresentados deverão ser juntadas aos autos do
inquérito, ou outra forma de investigação, ainda que consideradas insuficientes para
identificar o indiciado.
Art. 4º Quando houver necessidade de identificação criminal, a autoridade encarregada
tomará as providências necessárias para evitar o constrangimento do identificado.
Art. 5º A identificação criminal incluirá o processo datiloscópico e o fotográfico, que serão
juntados aos autos da comunicação da prisão em flagrante, ou do inquérito policial ou outra
forma de investigação.
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 3o, a identificação criminal poderá incluir a
coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético. (Incluído pela Lei nº 12.654, 
de 2012)
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia
criminal. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos,
genoma humano e dados genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso,
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei 
nº 12.654, de 2012)
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser
consignadas em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído 
pela Lei nº 12.654, de 2012)
Art. 6º É vedado mencionar a identificação criminal do indiciado em atestados de
antecedentes ou em informações não destinadas ao juízo criminal, antes do trânsito em
julgado da sentença condenatória.
Art. 7º No caso de não oferecimento da denúncia, ou sua rejeição, ou absolvição, é facultado
ao indiciado ou ao réu, após o arquivamento definitivo do inquérito, ou trânsito em julgado
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da sentença, requerer a retirada da identificação fotográfica do inquérito ou processo, desde
que apresente provas de sua identificação civil.
Art. 7o-A. A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá no término do prazo
estabelecido em lei para a prescrição do delito. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
Art. 7o-B. A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso,
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 
2012)
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9º Revoga-se a Lei nº 10.054, de 7 de dezembro de 2000.
 Lei nº 12.654/2012 - Altera as Leis nos 12.037, de 1o de outubro de 2009, e 7.210, de
11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, para prever a coleta de perfil genético
como forma de identificação criminal, e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono
a seguinte Lei:
Art. 1o O art. 5o da Lei no 12.037, de 1o de outubro de 2009, passa a vigorar acrescido do
seguinte parágrafo único:
さáヴデく ヵ┨くふくくくぶ
Parágrafo único. Na hipótese do inciso IV do art. 3o, a identificação criminal poderá incluir a
coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético
Art. 2o A Lei no 12.037, de 1o de outubro de 2009, passa a vigorar acrescida dos seguintes
artigos:
さáヴデく ヵラ-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia criminal.
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos,
genoma humano e dados genéticos.
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso,
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial.
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser
Iラミゲキェミ;S;ゲ Wマ ノ;┌Sラ ヮWヴキIキ;ノ aキヴマ;Sラ ヮラヴ ヮWヴキデラ ラaキIキ;ノ SW┗キS;マWミデW エ;Hキノキデ;Sラくざ
さáヴデく Αラ-A. A exclusão dos perfis genéticos dos bancos de dados ocorrerá no término do
prazo estabelecido em lei para a preゲIヴキN?ラ Sラ SWノキデラくざ
さáヴデく Αラ-B. A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso,
IラミaラヴマW ヴWェ┌ノ;マWミデラ ; ゲWヴ W┝ヮWSキSラ ヮWノラ PラSWヴ E┝WI┌デキ┗ラくざ
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Art. 3o A Lei no 7.210, de 11 de julho de 1984 - Lei de Execução Penal, passa a vigorar
acrescida do seguinte art. 9o-A:
さáヴデく Γラ-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza
grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25
de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético,
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e indolor.
§ 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso,
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo.
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso
SW キミケ┌Yヴキデラ キミゲデ;┌ヴ;Sラが ラ ;IWゲゲラ ;ラ H;ミIラ SW S;Sラゲ SW キSWミデキaキI;N?ラ SW ヮWヴaキノ ェWミYデキIラくざ
Art. 4o Esta Lei entra em vigor após decorridos 180 (cento e oitenta) dias da data de sua
publicação.
Brasília, 28 de maio de 2012; 191o da Independência e 124o da República.
 Perfil Genético
1. Lei nº 12.037/2009
Art. 5o-A. Os dados relacionados à coleta do perfil genético deverão ser armazenados em
banco de dados de perfis genéticos, gerenciado por unidade oficial de perícia
criminal. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 1o As informações genéticas contidas nos bancos de dados de perfis genéticos não poderão
revelar traços somáticos ou comportamentais das pessoas, exceto determinação genética de
gênero, consoante as normas constitucionais e internacionais sobre direitos humanos,
genoma humano e dados genéticos. (Incluído pela Lei nº 12.654, de 2012)
§ 2o Os dados constantes dos bancos de dados de perfis genéticos terão caráter sigiloso,
respondendo civil, penal e administrativamente aquele que permitir ou promover sua
utilização para fins diversos dos previstos nesta Lei ou em decisão judicial. (Incluído pela Lei nº
12.654, de 2012)
§ 3o As informações obtidas a partir da coincidência de perfis genéticos deverão ser
consignadas em laudo pericial firmado por perito oficial devidamente habilitado. (Incluído
pela Lei nº 12.654, de 2012)
2. Lei de execuções Penais:Art. 9º da Lei 7.2010/84
Art. 9º A Comissão, no exame para a obtenção de dados reveladores da personalidade,
observando a ética profissional e tendo sempre presentes peças ou informações do processo,
poderá: 
I - Entrevistar pessoas;
II - Requisitar, de repartições ou estabelecimentos privados, dados e informações a respeito
do condenado;
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III - realizar outras diligências e exames necessários.
Art. 9o-A. Os condenados por crime praticado, dolosamente, com violência de natureza
grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes previstos no art. 1o da Lei no 8.072, de 25
de julho de 1990, serão submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil genético,
mediante extração de DNA - ácido desoxirribonucleico, por técnica adequada e
indolor.
§ 1o A identificação do perfil genético será armazenada em banco de dados sigiloso,
conforme regulamento a ser expedido pelo Poder Executivo.
§ 2o A autoridade policial, federal ou estadual, poderá requerer ao juiz competente, no caso
de inquérito instaurado, o acesso ao banco de dados de identificação de perfil genético.
 LEI Nº 12.850, DE 2 DE AGOSTO DE 2013 に Define Associação criminosa
Art. 1o Esta Lei define organização criminosa e dispõe sobre a investigação criminal, os meios
de obtenção da prova, infrações penais correlatas e o procedimento criminal a ser aplicado.
§ 1o - Considera-se organização criminosa a associação de 4 (quatro) ou mais pessoas
estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente,
com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante
a prática de infrações penais cujas penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que
sejam de caráter transnacional.
 LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015 - Legislação de combate à intimidação
sistemática - Bullying
Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying).
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a
seguinte Lei:
Art. 1o Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o
território nacional.
§ 1o No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de
violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado
por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la,
causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes
envolvidas.
§ 2o O Programa instituído no caput poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das
Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz
respeito.
Art. 2o Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica
em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I - ataques físicos;
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II - insultos pessoais;
III - comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV - ameaças por quaisquer meios;
V - grafites depreciativos;
VI - expressões preconceituosas;
VII - isolamento social consciente e premeditado;
VIII - pilhérias.
Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying),
quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar
fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Art. 3o A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas,
como:
I - verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II - moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III - sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV - social: ignorar, isolar e excluir;
V - psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e
infernizar;
VI - físico: socar, chutar, bater;
VII - material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII - virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados
pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento
psicológico e social.
Art. 4o Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1o:
I - prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II - capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão,
prevenção, orientação e solução do problema;
III - implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV - instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da
identificação de vítimas e agressores;
V - dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI - integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de
identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII - promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura
de paz e tolerância mútua;
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VIII - evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e
instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de
comportamento hostil;
IX - promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com
ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e
psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de
comunidade escolar.
Art. 5o É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar
medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática
(bullying).
Art. 6o Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação
sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações.
Art. 7o Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação
e a correta execução dos objetivos e diretrizes do Programa instituído por esta Lei.
Art. 8o Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial.
11 に RESUMO
Estatística Criminal e Cifras Criminais
o Século XIX
 Implementamos um tratamento científico de estatística criminal
 passamos a relacionar os ilícitos cometidos a fatores de criminalidade e, a partir desse
cruzamento, norteamos nossa política criminal:
o Estatísticas criminal
Ilícitos
Fatores de
criminalidade
Subsídio à
política
criminal
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inúmeros e dos mais distintos, incluindo desde sua incapacidade operativa ao desinteresse das
pessoas em comunicar os crimes dos quais foram vítimas ou testemunhas. Como variável obtém-se o
diagnóstico da baixa capacidade de o sistema penal oferecer resposta adequada aos conflitos que
pretende solucionar, visto que sua atuação é subsidiária, localizada e, não esporadicamente, filtrada
de forma arbitrária e seletiva pelas agências policiais (repressivas, prW┗Wミデキ┗;ゲ ラ┌ キミ┗Wゲデキェ;デキ┗;ゲぶくざ
o Fatores de natureza social
 Contrariamente ao que se dá nas infrações típicas de classes sociais menos favorecidas, os
autores dos denominados crimes do colarinhobranco ostentam prestigio social, inexistindo um
estereotípico que oriente as agencias oficias na perseguição das infrações penais e sendo escasso
o efeito estigmatizam-te das sanções aplicadas.
o Fatores de natureza jurídico-formas
 Refere-se à competência de comissões especiais e dos órgãos ordinários, para certos tipos de
infrações, em dadas sociedades. Registre-se que as manobras criminosas nos delitos econômicos
se valem de complexas estruturas societárias e de intrincados procedimentos financeiros,
dificultando a individualização da conduta dos autores do fato e demandando a necessidade de
minuciosa perícia técnica.
o Fatores de natureza econômica
A capacidade econômica do autor do fato permite a contramão de advogados de renomado
prestígio e, até mesmo, o exercício de pressões sobre os denunciantes.
o Cifra Cinza
 Conceito
 trata do número de crimes registrados na Delegacia de Polícia e que são
solucionados em sede policial, sem que haja instauração de processo na esfera criminal para
que o fato criminoso seja levado a julgamento.
o Cifra Amarela
Conceito
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 cifra amarela trata das ocorrências em que há abuso e violência policial contra indivíduo,
que deixam de ser levadas ao conhecimento dos órgãos públicos, como por exemplo,
delegacias de polícia, ouvidoria, ministério público, corregedoria, etc., por termos de sofrer
represálias68.
o Cifra Verde
 Conceito
 Consiste nas ocorrências referentes aos crimes contra o meio ambiente que não chegam
ao conhecimento dos órgãos policiais. Por exemplo, o crime de maus tratos a animais
previstos no art. 32, da Lei nº 9.605/99 ou ainda o crime de pichação urbana, também com
previsão no mesmo diploma legal69.
o Técnicas contemporâneas
 Espécies
 Investigação
 Investigação sociológica
 Extensiva
 Intensiva
 Investigação ação
68 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 204.
69 Op. Cit.
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o Investigação extensiva ou quantitativa
 Conceito
 Na investigação extensiva o destaque é o uso de técnicas quantitativas cuja vantagem é
possibilitar o conhecimento em extensão do fenômeno criminal.
o Investigação intensiva ou qualitativa
 Conceito
 Vale-se do emprego preponderante das técnicas qualitativas, permitindo o
conhecimento em profundidade do fenômeno criminal, por meio de uma visão
multilateral do objeto de estudo. Privilegia a abordagem direta das pessoas em seus
próprios contextos de interação71.
o Investigação-Ação
 Conceito
 Dá-se por meio da intervenção direta dos cientistas (criminólogos, delegados de
polícia, promotores de justiça, juízes etc.), com o objetivo de aplicação direta do
conhecimento produzido.
o Perfilamento Criminal / Criminal Profiling,
 Conceito
 Dirige-se à sincronia entre personalidade e comportamento criminal. Refrete a aplicação
de conhecimentos múltiplos, ou seja, tem poder de unir a psicologia, criminologia,
antropologia etc
o Testes Criminológicos Contemporâneos
 Testes de personalidade
Projetivos
 Prospectivos
71 OLIVEIRA, Natacha Alves de Oliveira. Manual de Criminologia. Salvador: Editora JusPodivm,
2018. Pg. 207.
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 Trata-se de técnica criada pelo médico e psicólogo Emilio Mira (1896 に 1864, baseada na
teoria da consciência, pela qual há um correlato muscular ao fenômeno psíquico consciente. Estuda a
personalidade do examinado a partir da análise de traços e desenhos feitos a lápis, visando avaliar
aspectos como depressão e elação, tônus vitais, impulsividade, explosão, ansiedade, emotividade.
o Teste do Desenho ou HTP に House Tree, Person
 Conceito
 Foi concebido em 1948. Por Jhon N. Buck (1906-1983, com a finalidade de traçar a
personalidade do indivíduo através da interpretação do desenho de uma árvore, de uma casa
e de uma pessoa.
o Teste de apercepção temática
 Conceito
Trata-se de teste formulado por Henry Murray (1893 に 1988), no qual são apresentadas 20
lâminas contendo quadros artísticos, com exceção de uma que permanece em branco, as quais
servirão de ponto de partida para que o indivíduo construa histórias.
o Testes de Personalidade Prospectivos
 Conceito
 Os testes de personalidade prospectivos compreendem o emprego de técnicas voltadas a
explicar minuciosamente as intenções presentes e futuras.
o Testes de Inteligência
 Conceito
 A inteligência revela um conjunto de funções psíquicas complexas, sendo impossível
estabelecer um conceito determinado e universalmente aceito. Embora saibamos que de forma
ampla, compreende-se por inteligência a capacidade de entendimento, raciocínio, memorização e
ação, em síntese, o conjunto de funções mentais que facilita o entendimento das coisas.
 Fórmula:
Idade Mental
QI = ______________________ x 100
Idade Cronológica
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impaciência e
irritabilidade.
QI Genial Acima de 140 Acima de 22 anos
Assimilação muito
rápida, o que o torna um
desajustado ou
inadaptado.
o Teste de raciocínio aritmético
 Conceito
 Formulam-se questões para avaliar o nível de habilidade de raciocínio do
examinado, que variará conforme o grau e natureza da sua instrução.
o Teste de memorias para números
 Conceito
 Visa aferir o nível de controle mental, atenção e habilidade para o exercício de
certas tarefas
o Teste de semelhança
 Conceito
 Apresentam-se palavras ao examinado, pedindo que aponte sua semelhança ou relação.
Ex. banca e laranja se relacionam/assemelham por ambas serem alimentos ou, mais especificamente,
frutas. Neste caso examinador pode conferir maior valor à segunda resposta.
o Teste de arranjo de figuras
 Conceito
 Apresenta-se ao examinado, de forma desordenada, uma série de gravuras que
compõe uma história, pedindo que as ordene. Ex. policial em perseguição a criminoso.
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o Teste complementar figuras
 Conceito
 Pede-se ao examinado que complete uma figura selecionando a opção que
completa seu sentido. Ex. figura em que uma parte é mutilada.
o Teste do desenho de cubos
 Conceito
 Pede-se para o examinando indicar a sequência de partes desenhadas para a
recomposição da figura de um cubo. Permite identificar lesões no lobo central,
impulsividade e outros traços comportamentais e distúrbios mentais.
o Teste de números e símbolos
 Conceito
 Pede-se ao examinado para associar determinados símbolos, a fim de aferir sua
habilidade intelectual. Para melhor resultado no teste importam a acuidade visual, coordenação e
velocidade motora. As pessoas mais velhas, neuróticos ou instáveis tendem a apresentar pior
desempenho.
o Teste de arranjo de objetos
 Conceito
 Pede-se ao examinado que recomponha um objeto, decomposto em três - um
boneco, um perfil e uma mão - ou quatro peças - um boneco, um perfil, uma mão e um elefante.
o Teste do Vocabulário
 Conceito
 Pede-se ao examinado que defina coisas, animais, homens etc. de forma a aferir
sua habilidade de raciocínio, definição e vocabulário.
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Fatores Sociais da Criminalidade
 A pobreza;
 Os meios de comunicação;
 Habitação;
 Migração;
Crescimento populacional;
 Preconceito;
Educação;
 Mal vivência.
Criminologia Contemporânea
o Criminologia no Estado Democrático de Direito
 Conceito
 Num Estado Democrático de Direito, o saber criminológico tem como norte a
orientação prevencionista (prevenção) do delito, uma vez que o interesse é evitar e
não punir. Daí porque, vale destacar as palavras de Eduardo Viana さWミaヴWミデ;ヴ ラゲ
fatores criminógenos de risco com medidas de cunho não ´penal72ざ para o controle da
criminalidade.
 medidas a fim de prevenir o crime:
 Medidas indiretas: aquelas que atuam de maneira mediata sobre o crime, ao
incidir em relação às causas do delito. Ex. melhoria nas condições e na vida da
população
 Medidas diretas: aquelas que de forma imediata incidem sobre o próprio delito.
Ex. pena e regime prisional.
o Criminologia Ambiental
 Conceito
 A criminologia ambiental explora o modo como as oportunidades para práticas criminosas
são geradas, dada a natureza das configurações espaciais existentes.
72 VIANA, Eduardo. Criminologia. 5ª. Edição. Revista atualizada e ampliada. Salvador: Editora
JusPodivm,2018. Pg. 338.
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o Classificação das teorias ambientais
 Conceito
 Dentro do campo dos fatores condicionantes da criminalidade, surgem quatro teorias
que sistematizam a chamada criminologia ambiental, a saber: teoria das atividades
rotineiras, teoria da escolha racional, teoria do padrão racional e teoria da
oportunidade.
o Teorias teoria das atividades rotineiras
 Conceito
 Na teoria das atividades rotineiras, para que ocorra um crime, deve haver a existência de
um dos três elementos presentes em qualquer espaço urbano, consubstanciados no provável
agressor, alvo adequado e ausência de guardião. No que se refere ao primeiro (agressor), ele
pode ser um potencial delinquente quando possui uma das seguintes características:
patologia individual, maximização do lucro, subproduto de um sistema social perverso ou
deficiente, desorganização social e oportunidade73.
o Teoria da escolha racional
 Por meio dela o criminoso sempre vai escolher cometer ou não o delito com base em aspectos
racionais, não tendo a emoção nenhuma influência na sua escolha.
o Teoria do padrão racional
 Conceito
 Por meio dessa abordagem, toma-se como base o padrão da criminalidade,
levando-se em consideração fatores como infratores, vítimas e lugares, havendo uma
certa repetição (padronização) entre eles. Importante ressaltar que também é
analisado o tipo penal praticado de forma reiterada, com o escopo de entender o
porquê da escolha de aludida infração penal. Como exemplo, cita-se o tráfico de
drogas, que é reinante nas comunidades carentes, motivado pela ausência de força
estatal para o seu combate, bem como pela inexistência de implementação de
73 Op. Cit.
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políticas públicas, o que estimula os moradores de tais localidades a escolher o
caminho do tráfico para conseguir ter o mínimo existencial.
o Teoria da oportunidade
 Conceito
 Por meio dela, investiga-se apenas o aspecto da interação do indivíduo com o
ambiente social. O criminoso irá observar o melhor momento para a realização do delito,
valendo-se da oportunidade existente num dado local ou horário para obter o ganho
almejado. Deve ser ressaltado que o elemento oportunidade pode ser diferente para cada
tipo penal, como exemplo num crime de furto de veículo automotor, em o que se visualiza é
a inexistência de algum guardião e se o local é de difícil acesso e pouco iluminado. Já para o
crime de estupro, o autor escolhe a vítima pela sua fragilidade corporal e também pela local
ermo onde será executado o delito, como terrenos baldios ou imóveis abandonados.74
o Criminologia Cultural
 Conceito
 Parte da premissa que a noção da cultura é fluída, e que a todo momento passa
por transformações. Propõe que o crime a sua repressão são processos culturais, com
significados e consequências inevitavelmente construídos a partir de uma
interpretação coletiv a.
 Abordada por Jeff Farrel e Clinton Sanders.
o Criminologia Feminista
 Conceito
 O feminismo pode ser compreendido como uma visão de mundo e também um
fenômeno como um movimento social. Abarca conjeturas e crenças sobre as origens e
consequências a organização social pautada no gênero, bem como fomenta ações e traça
estratégias para a mudança social. Desse modo, pode-se dizer que o feminismo é, ao
mesmo tempo, empírico e analítico Inicialmente, tinha por foco unicamente a condição
das mulheres. Contudo, com o seu amadurecimento, o feminismo tornou-se mais
74 Op. Cit., p. 63
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inclusivo, e passou a levar em consideração outros aspectos da cultura dos
relacionamentos humanos.
o Criminologia Queer
 Conceito
 A expressão de origem inglesa queer chama a atenção por vários aspectos, entre
eles, o de significar algo perverso, anormal ou diferente. Contudo, a expressão também
representa uma busca pela releitura do fenômeno queer como algo diferente e que precisa
de mais proteção, até pelo fato de ser diferente e representar a minoria nos meios sociais.
o Criminologia e o Crime Organizado
 Conceito
 O surgimento da criminalidade organizada não só pode como dever ser
devidamente estudado no contexto da Criminologia, pois se trata de uma associação diferencial.
Outros Temas Contemporâneos
o Bullying
 Conceito
 Bullying é uma palavra de origem inglesa, e tem sido comumente utilizada para descrever
comportamentos agressivos de meninas e meninos no âmbito escolar. As agressões físicas,
assédios, ofensas verbais praticadas com frequência contra colegas sem motivação específica,
apenas no intuito de humilhar, intimidar, e maltratar caracterizam essa espécie de violência
que produz incomensuráveis sofrimentos as suas vítimas e pode deixar sequelas gravíssimas
por toda a existência.
 Desdobramentos da prática criminosa:
 sintomas psicossomáticos
 Transtorno do pânico também pode cometer tais vítimas
 Transtorno de ansiedade;
 Depressão
 Bulimia;
 Transtorno Obsessivo compulsivo;
Mania de limpeza
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o Cyberbullying
 Conceito
 Com advento da sociedade globalizada e o surgimento de novas formas de
comunicação, através dos meios eletrônicos, a pratica do bullying passou também a
ocorrer no âmbito virtual, com a transmissão ou publicação de mensagens de cunho
intimidatório e vexatório por e-mails, redes sociais, sites e blogs, ao que se denomina de
Cyberbullying.
o Assédio Moral
 Conceito
 O Assédio moral, também conhecido como manipulação perversa ou terrorismo
psicológico, consiste no comportamento abusivo, reiterado e sistematizado, externalizado
por palavras, gestos, ações comissivas ou omissivas, que pode acarretar debilidade física ou
psíquica da vítima.
o Mobbing
 Conceito
 No âmbito das relações trabalhistas, tem-se o termo denominado mobbing, de origem
alemã, que designa o comportamento de continua e ostensiva perseguição perpetrado por
empregadores, gerentes, administradores, superiores hierárquicos ou companheiro de trabalho,
que possa lesionara integridade física, psíquica e moral da vítima.
o Stalking
 Conceito
 O termo stalking, também é conhecido como perseguição persistente, teve origem nos
Estados Unidos e designa uma forma de violência na qual há a invasão reiterada da esfera de
privacidade da vítima, mediante emprego de táticas de perseguição e meios diversos, tais
como ligações telefônicas, envio de mensagens, publicação de fatos, boatos em seus meios
sociais ou em sites internet (cyberstalking), envio de presentes, espera de sua passagem nos
lugares que frequenta etc. resultando em danos a integridade psicológica e emocional,
restrição à sua liberdade de locomoção ou lesão a sua reputação. Dessa forma, é considerado
uma modalidade de assédio moral.
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12 に CONSIDERAÇÕES FINAIS
Doutores (as),
Chegamos ao fim.
Lembre-se de revisar o material e responder as questões.
Abaixo nossos contatos,
Paulo Bilynskyj e Beatriz Pestilli,
E-mail: pbilynskyj@gmail.com
Facebook: Paulo Bilynskyj
Instagram: @paulobilynskyj
Youtube: Projeto Policial
E-mail: bmpestilli@hotmail.com
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