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GRAÇA DIVINA E EGO GRAÇA DIVINA E EGO HÉLIO COUTO São Paulo, PDF grátis • 2020 © Hélio Couto Obra registrada na Biblioteca Nacional 1a edição: PDF • 2020 *** GRAÇA DIVINA E EGO *** Rua dos Pinheiros, 1076 cj 52 • Pinheiros CEP 05422-002 – São Paulo – SP – Brasil Tel 011 3812-3112 e 3812-2817 www.linearb.com.br *** Capa Alice Barbosa Edição Linear B Editora Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP C871 Couto, Hélio Graça divina e ego / Hélio Couto. – São Paulo: Linear B Editora, 2020. PDF. 31 p. ISBN 978-85-5538-286-4 1. Metafísica. 2. Causalidade. 3. Harmonia Cósmica. 4. esenvolvimento Pessoal. 5. Mecânica Quântica. 6. Ressonância Harmônica. 7. Espiritualidade. 8. Graça Divina. Ego. 9. Evolução Espiritual. I. Título. CDU 111 CDD 110 Catalogação elaborada por Regina Simão Paulino – CRB-6 - 1154 graça divina e ego Esse é um assunto extremamente impor-tante e que precisa ser bem compreendido para que se possa ter o benefício que a graça propõe. A Graça Divina atua o tempo todo, não acontece uma hora aqui outra hora ali, com uma pessoa sim, com a outra não. Isso é o tempo todo, a Centelha Divina emana a graça, que também pode entrar na vida da pessoa através de um livro, um filme, um evento, uma pessoa, N maneiras o Todo tem à disposição para transmitir a Graça Divina, um presen- te para todos os seres que deixam e que estão preparados para receber, é uma onda, uma fre- quência X que é direcionada para cada pessoa, cada ser. Para essa onda ser assimilada, é claro que o receptor tem que estar disponível para entrar em fase com a onda que está chegando. É por essa razão que, por mais que o Todo derrame a Graça Divina em todos, no Universo inteiro nem sempre ela é bem recebi- da, que a Graça Divina, evidentemente, tem o 5 Graça Divina e eGo paradigma do Todo, e o paradigma do Todo é algo muito particular e muito diferente do que a maioria das criaturas pensa. Então a pessoa quer um presente, mas de acordo com o ego dela a pessoa não quer um presente do Todo, ela quer um presente de acordo com o próprio ego e isso dificulta ex- tremamente dar o presente para a pessoa, por quê? Porque o Todo não tem como dar o pre- sente que o ego da pessoa quer, vê se fica claro isso, a pessoa quer o impossível, porque o para- digma do Todo é alegria e amor, amor e alegria, compaixão. Esse é o paradigma, essa é a onda da graça, como que se a pessoa impusesse o ego querendo que seja diferente disso, diferen- te de alegria, de amor, de compaixão, diferen- te do que o Todo é, a pessoa não quer o Todo, ela quer o ego, então não tem como a Graça Divina entrar na vida da pessoa. A pessoa pode estar necessitada de N maneiras e não recebe, porque o ego está impondo que tem que ser da- quele jeito que a pessoa quer, isso é impossível, é por essa razão que às vezes ouve-se: “Deus não me escuta, Deus não está vendo o que estou passando, Deus morreu”, essas coisas assim, como se Deus fosse cego, mudo. O Todo tem uma limitação, alegria, amor, compaixão. Esse é o problema e o ego da 6 Hélio Couto pessoa quer “vamos fazer o mal para alguém”. É isso que o ego quer, o ego quer a Graça Divina para prejudicar alguém, aí não recebe, porque é impossível. Então essa questão do pa- radigma é crucial, porque se o seu paradigma não bate, não é idêntico ao do Todo, não tem como a Graça Divina entrar na vida da pessoa. A pessoa pode até receber ajuda terrestre, mas ela ignora, ela não dá a mínima, ela desfaz, ela abusa, ela manipula, ela sabota e o Todo atra- vés de alguém está tentando ajudar a pessoa, apesar do ego da pessoa, mesmo apesar do ego, continua tentando ajudar. Se a pessoa não tem uma frequência que possa entrar em fase com o Todo, o Todo envia uma pessoa com a frequência que possa ser reconhecida pela pessoa que Ele está ten- tando ajudar, e mesmo assim a pessoa recusa, leva vantagem, “acho que quem está ajudan- do é um otário, é um bobo, que dá para passar para trás” o quanto você quiser, coisas desse tipo. Então, por mais que o Todo dê alterna- tivas de recursos e meios para a pessoa cres- cer, evoluir, poder chegar o mais perto possível Dele, a pessoa recusa. Tem a graça pessoal e tem a graça, digamos assim, planetária cósmica. Por enquanto esta- mos falando da graça pessoal. Você tem um 7 Graça Divina e eGo problema e pede ajuda. A ajuda vem sempre, inevitavelmente, mas cai nessa situação que es- tamos explicando, é preciso que o ego deixe passar a graça, mas você se lembra daque- la pessoa que falou: “eu não rezo porque eu não tenho certeza se a vontade Dele é igual à minha vontade, então não rezo”. Esse é um exemplo perfeito de um ego que não cede um milímetro. E isso vocês estão vendo depois de milha- res e milhares e dezenas, centenas de milha- res de anos, continuam não aceitando a graça, porque tem que ser do jeito que querem. Todos os problemas seriam resolvidos num estalar de dedos se a pessoa deixasse, então quando se fala que precisa ajudar a fulano, beltrano para eles acordarem, é muito mais complicado do que se pensa, porque eles não estão dormindo, é o ego. Se a pessoa recebe uma ajuda, seja lá o que for, o que ela pensa, muitas vezes? “Consegui passar para trás, é um otário”, como faz? A pessoa está dor- mindo? Não, a pessoa está muito acordada, mas está acordada para o próprio ego, para impor aquilo que quer, a própria vontade, em cima da Centelha Divina, que está tentando ajudar. Todas as sabotagens que a pessoa faz são em função disso, a Centelha Divina está 8 Hélio Couto tentando que a pessoa caminhe para chegar ao Todo, e para chegar ao Todo é preciso crescer muito, em todas as áreas, todas as áreas. Aí vem aquela questão, “estar no mundo e não ser do mundo”. Sabe o 0 ou 1? Só pode ser 0 ou pode ser 1, não pode ser 0 e 1, que é o problema do Gato de Schrödinger, lembra?! O gato está morto, está vivo, nem morto, nem vivo ou morto e vivo, quatro situações, e en- quanto não abrirmos a caixinha não sabere- mos o que está acontecendo com o gato, isso é mecânica quântica. Então, o que a pessoa precisa expandir, cres- cer, evoluir, saltar é gigantesco, passo a passo, mas o salto é gigantesco, porque a pessoa está presa na caixinha do paradigma de um plane- ta qualquer, ainda não avançado – avançado quer dizer mais próximo do Todo, não é avan- çado tecnologicamente, porque isso não signi- fica nada. Há doze mil anos, já se tinha chegado a um convívio pacífico, a uma graça planetária, doze, vinte, trinta, cinquenta mil anos atrás, trezentos mil anos atrás, já existia isso. E como aquilo tudo foi destruído? Porque o ego de al- gumas pessoas não aceitava a Graça Divina que mostrava que desta forma funciona bem para todos, paz, harmonia, alegria, amor, 9 Graça Divina e eGo crescimento, evolução... “não, não, não está bom”, não é do jeito que eles querem, então os ários invadiram o norte da Índia e destruíram tudo que já estava funcionando. A Graça Divina, em termos práticos, já fun- cionou em larga escala neste planeta e foi des- truída. E a graça continua sendo derramada, mas a partir do momento em que houve essa mudança catastrófica a graça vem sendo repe- tidamente recusada, porque se o paradigma do Todo fosse aceito, não existiria nenhum pro- blema, literalmente, só crescimento, evolução, aprendizado, cada vez mais trabalho, estudo, bibliotecas, mais conhecimento, mais inte- riorização, mais meditação, mais colapso da função de onda e os seres iriam se transfor- mando, em larga escala, em seres de luz, isso se a graça fosse aceita. Quando a graça é aceita numa pequena aldeia, um pequeno grupo de aldeias, tudo isso que nós estamos falando é real. Isso ainda existe, por incrível que pareça, isso ainda existe no planeta Terra. É um verdadeiro mi- lagre que ainda exista isso, provando que na prática é possível, não é que tudo isso seja uma abstração, uma teoria, um sonho, um delírio, uma alucinação de algum místico, não.Existe isso funcionando no planeta Terra, portanto 10 Hélio Couto é mais do que possível isso ser realizado. Já se chegou a esse local na perfeição? Não, nem todo mundo está evoluindo, mas o meio, o entorno, a filosofia e a visão de mundo estão perfeitamente adaptadas para receber a graça divina continuamente e não recusar a graça divina, como é o caso do resto, praticamente, do resto do planeta. É possível vivenciar isso, mas para isso é preciso limpar a sombra e a sombra é o re- sultado de um paradigma errado. Se o para- digma da pessoa não coincidir com o paradig- ma do Todo, ela criará sombra, ela jogará as coisas continuamente na sombra e a sombra, você sabe, é uma energia viva e atuante que vai crescendo, crescendo, crescendo até um ponto em que o inconsciente já não compor- ta mais tanta sombra. Então a sombra começa a vazar na vida diária da pessoa, na vida prá- tica, e é quando começam a acontecer os atos falhos, os “ops”, o tempo todo, porque aquilo vaza por todos os poros da pessoa, porque não é possível um ser recusar a ajuda do Todo, a Graça Divina infinitamente, impossível, pura lógica, ok? Digamos que o ser é uma pequena bolinha de energia e o Todo é o Universo inteiro, então 11 Graça Divina e eGo como é que vai caber o Todo dentro dessa bola? Lógico, então a bolinha vai enchendo, enchendo, enchendo, enchendo até um ponto que começa a vazar sombra por todos os poros da bolinha. Tudo aquilo que foi reprimido, tanto negati- vo, quanto positivo, deveria crescer e se recusa a crescer, jogou para sombra, toda sabotagem vai para a sombra, todo sentimento negativo que não é conscientizado, isto é, não se deixa vir para o consciente e não se elabora, resol- ve, cura, transforma, vai para sombra. Isso sig- nifica que muitos sentimentos inconscientes são jogados na sombra, sem nem o conscien- te da pessoa perceber. Por quê? Por causa do paradigma, o paradigma da pessoa, a visão de mundo “acredito em tais coisas”. Tudo aquilo que não combina com o que a pessoa acredita ela joga automaticamen- te para a sombra, então como que a pessoa saberá que tem sombra? Pelo resultado da vida dela, simples, pelo resultado. A árvore e os frutos, pelo resultado a pessoa sabe. Como que está a vida dela? Se está crescendo, produ- zindo, alegre, feliz etc., pelo resultado. Se está passando necessidade, se está cheia de dívidas etc., pelo resultado a pessoa sabe o quanto que ela foi armazenando de sombra. Toda sombra 12 Hélio Couto é contra o Todo, é contra a luz, se fosse luz não virava a sombra, é porque a pessoa, por um motivo ou outro, ela age, pensa, sente de forma contrária à essência do Todo. Como é que eu vou saber como é o Todo para não fazer isso? Simples, e olha que nós falamos de doze mil anos atrás. Se você olhar Sócrates, Buda, Lao Tse, o mestre Jesus, são todos de dois mil a dois mil e quinhentos atrás, isto é, há muito pouco tempo, na mesma época, todos, e nós estamos falando de doze mil anos atrás, percebem? A Graça Divina já tinha fun- cionado, já estava funcionando doze mil anos atrás, aí estragaram tudo e foram estragando, estragando, até que se chegou a uma situação em que era preciso haver uma intervenção e que essas pessoas aparecessem no planeta para ensinar, ensinar, ensinar, ensinar o quê? Como o Todo é, como o Todo pensa, como o Todo age, como o Todo é. Vejam que levou bastante tempo, mais ou menos, uns dez mil anos esperando que hou- vesse uma oportunidade de poder explicar tudo aquilo que eles explicaram. Por que não pôde ser antes? Tentou-se três mil e trezentos anos atrás, também não deu, vocês imaginem se fosse há cinco mil anos. Por que não veio há oito mil anos, sete mil anos, seis mil anos? 13 Graça Divina e eGo Porque era impossível, não seriam aceitos de forma alguma e era preciso um mínimo de tempo para que pudessem explicar como o Todo é. Já estava funcionando, mas aí depois que teve toda a invasão foi necessário esperar tudo isso, e aí tudo bem. Dois mil e quinhen- tos anos atrás, quatrocentos, dois mil vieram explicar o Todo, mostrar e vivenciar e a partir daí o planeta tornou-se o paraíso celestial, aca- baram-se as guerras, os estupros, virou o céu na Terra. Percebam os dois mil anos de história para trás, tudo que aconteceu e continua aconte- cendo. É como se não tivessem estado aqui. Se nós olharmos os seis mil anos atrás, cinco mil, quatro, três, é como se não tivesse tido nenhu- ma instrução, nada, ignora-se completamente, na prática, a Graça Divina – a Graça Divina mandou Sócrates, o que fizeram e assim por diante. Até que ponto a Graça Divina tem que agir para acordar determinadas pessoas, se esses seres de luz não foram suficientes, como faz? Essa é a questão agora, agora dos tempos modernos. Essa é a questão que está se ana- lisando nas instâncias superiores, que plane- ja o tempo todo como fazer um planeta evo- luir, não faltam recursos, claro, entendi, então 14 Hélio Couto criatividade, meios de se diversificar o envio da Graça Divina de N maneiras, é feito, está sendo feito. Como sempre depende de o ego das pessoas receberem de boa vontade ou não. O tempo que isso levará? Depende de o ego da maioria aceitar ou não. Os problemas podem continuar por muito tempo? Podem, podem continuar. Vejam quantos milênios, os problemas estão aí, os mesmos, hein, vejam quantos milênios, incontáveis, então os pro- blemas podem continuar por mais muitos mi- lênios? Podem, podem, por quê? Um milênio, termos cósmicos, é um piscar de olho, menos até, então um milênio para uma pessoa é bas- tante coisa, mas um milênio cósmico, um giro terrestre em volta do Sol, é nada. Então os problemas podem continuar por muito tempo, é uma má notícia, é uma rea- lidade, mas sabe aquela situação em que não se pode explicar nada da realidade porque as pessoas não querem saber a realidade, querem ter uma visão cor-de-rosa, toda artificial da realidade e que não querem saber nada do mundo real, mas elas estão vivendo no mundo real? Estar no mundo, sem ser do mundo, elas estão no mundo. Elas têm todos os problemas do mundo. Os que não são do mundo não têm esses problemas, mas aqueles que estão 15 Graça Divina e eGo no mundo e são do mundo, os problemas do mundo, então esses problemas todos desses milênios passados permanecem. É só ver as notícias dia a dia no mundo todo, ler histó- ria, tudo igual, tudo permanece e tudo pode permanecer assim por muito tempo ou, sabem, né, quando tinha pouca população, os proble- mas eram menores, agora tem muita popula- ção, os problemas são maiores, à medida que isso aumentar, aumentar, aumentar, os proble- mas ficarão maiores, é lógico. Antigamente, você andava na rua, tinha pouco carro, agora você vê o que que acontece hoje, imagina daqui a dez anos, vinte, trinta, cinquenta, a não ser que os problemas sejam resolvidos e a não ser que a Graça Divina seja aceita, a não ser que o paradigma divino seja aceito, já falamos, para saber se o paradigma divino é assim ou assado, é só olhar o resultado, só, só isso. Não está funcionando? Tem algo errado com aquilo e qual é o parâmetro definitivo de comparação para saber se está funcionando ou não está funcionando? O Todo, “ah, mas eu não quero viver do jeito que o Todo quer”. Bom, então você tem um problema seríssimo, porque não tem como sair do Todo. O Todo é tudo o que existe, tudo, portanto, não tem para onde ir, não tem 16 Hélio Couto fronteira para passar para o outro lado, não existe, é por essa razão que mesmo todas as mitologias, ao longo da história, explicando exatamente isso, a maioria nunca quis saber disso, nunca quis entender isso. E continua fa- lando que não se sabe. Isso que nós estamos explicando, que não se sabe. Você tem os arquétipos e depois dos arqué- tipos? Não se sabe. Equem criou os arquéti- pos? Não se sabe. Como os arquétipos apa- receram? Não se sabe, mas se sabe que os arquétipos existem. Por quê? Porque as pes-quisas, a vida diária, mostra que a pessoa está debaixo de determinado arquétipo, vivendo a vida dela de acordo com aquela emanação que vem do alto. Arquétipo A, B, C, D, E, F, G, tem N. Isso para quem estuda certa área da psicanálise ficou mais do que evidente, então eles, até certo ponto, já aceitam arquétipos, isso foi desde sempre, desde sempre. Não teve um dia na face da Terra em que os seres que estavam aqui não acreditavam que existiam arquétipos, porque eles viam na práti- ca como a vida funciona, então a prática mos- trou que tem o arquétipo A, B, C, D, E, F, G, H, I, J em todo planeta, em todas as tribos, em todas as civilizações, todos chegaram à mesma conclusão, toda a mitologia do planeta inteiro, 17 Graça Divina e eGo é isso, a história dos arquétipos e a explicação de como tudo isso surgiu, de como tudo isso é. E o que foi feito disso? O que foi feito com toda a mitologia que já houve neste planeta, o que foi feito com o conhecimento dos nati- vos americanos, as quinhentas nações, o que foi feito com aquilo? E na Índia? E no Egito? E os incas? E assim por diante. Estamos explicando a mesma coisa que a cem mil anos, trezentos mil anos, já se sabia, já tinha sido explicado e os problemas persistem, por quê? Porque continuamos em termos de civilização recusando a Graça Divina e acha- mos que a Graça Divina é um favor especial para fulano, beltrano, ciclano, porque enten- der e aceitar que a Graça Divina é derramada a todos o tempo todo, e que as pessoas estão recusando, isso é muito impactante, é muito problemático de assimilar essa ideia, de que o Todo derrama, e se você acha um livro numa biblioteca ou lhe emprestam, ou conhece uma pessoa que o ajuda até que “né, pode ser que seja uma Graça Divina que tenha aparecido isso na minha vida, essa indicação, esse em- prego”, mas e se o pneu do carro furar? Dá para aceitar que é uma Graça Divina? Furou o pneu, para chegar atrasado, pois é, aí é que está, a coisa é muito complexa. Quando fura 18 Hélio Couto o pneu do carro, também é a Graça Divina, quando tem outro problema, também é a Graça Divina, se apaga a luz e ficou preso no eleva- dor, é a Graça Divina. Se teve uma enchente, levou tudo, é a Graça Divina, porque tudo que acontece é para o crescimento da pessoa. O Todo pensa em crescimento, evolução e expan- são, complexidade, aumento da complexida- de, exponencialmente, vitalmente. Então o X é, se a pessoa flui com a fluência divina, furar o pneu não tem problema nenhum – troca o pneu, pronto, resolvido. Seja lá o que for, seja a tragédia que for, não importa, porque está dentro da Fluência Divina, é outra visão de mundo, não importa, a pessoa solta o que tem pelo caminho e flui, os que vão contra são os que têm problema, os que fluem, passam pelos problemas o mais facilmente possível, é uma poeira, uma poeira, porque estão fugindo com o Todo, aceitam a graça. Agora, se põe obstáculo à graça, a sombra crescerá e os problemas crescerão, aumenta- rão, aparecerão, portanto, às vezes o pneu fura pela Graça Divina e às vezes o pneu fura pela sombra, tem duas possibilidades. O Universo é um lugar muito complexo e muito simples ao mesmo tempo, e aí como é que vou saber se estou de um lado ou do outro lado? Simples. 19 Graça Divina e eGo Qual é o sentimento dominante? É isso, senti- mento dominante na sua vida, é isso, o ruído de fundo, emocionalmente falando, se para agitação externa, o de fundo lá, mais fundo, o que que tem aqui embaixo, o que que tem? Alegria? Não, então problema, porque aqui embaixo teria que só ter alegria, porque esse é o Todo. Então se você descer, descer, descer, forma de falar, aqui embaixo só vai ter alegria, amor, compaixão. Enquanto não chegou a esse ponto ainda temos a caminhar, então é preciso crescer, cres- cer e evoluir, evoluir, evoluir, mas para isso é preciso confiar que o Todo é amor e alegria, que o Todo derrama graça sem parar, mas não está percebendo? Então o problema não está no Todo, o problema está na onda que não consegue entrar, porque Ele está derramando o tempo todo, no Universo inteiro. Não tem um segundo que o Todo não derrame a solução de todos os problemas, no Universo inteiro. Vamos dar um pequeno exemplo. Temos um fato histórico, a última ceia, todos estão sentados à esquerda, à direita, o Mestre pegou o pão, partiu e foi distribuindo, não houve problema nenhum, ninguém ficou preocupa- do que não ia ter pão, que ia faltar pão. O pão é a Graça Divina, ele pegou o pão para 20 Hélio Couto todo mundo, não faltou para ninguém, por quê? Porque havia uma coisa chamada ordem, ordem, vocês viram, logo perceberão aonde isso chega, ordem, meia dúzia para cá, meia dúzia para lá, vai passando, vai passando, nin- guém de lá tentou tomar o pão daqui, nem os daqui tomar o pão de lá e avançar antes, nada disso, tudo na santa ordem. Teve pão para todo mundo, ótimo. Agora pensa o seguinte, se for ego, trezentas pessoas quisessem invadir o local da última ceia, para tomar o pão, para pegar o pão. Imagina. Claro, poderia se fazer a multiplicação dos pães de novo, mas seria caó- tico, certo? Porque trezentas pessoas queren- do invadir uma sala para pegar o seu pedaço antes dos outros seria muitíssimo complica- do. Ia faltar o pão? Não, não iria faltar pão. E faltar a Graça Divina? Não iria faltar Graça Divina, claro, nunca, mas ficaria uma coisa muito complicada de administrar. Esta é uma questão do ego extremamente importante. As pessoas, essas trezentas pessoas que querem invadir a última ceia para pegar o pão- zinho, elas estão preocupadas só em comer o pão, isto é, o alimento terrestre, ou elas estão pensando que através do pão, da Graça Divina, elas estão no caminho da iluminação. Essa é uma questão extremamente importante. 21 Graça Divina e eGo Conseguir o pão terrestre é uma coisa, mas qual é o objetivo de conseguir o pão terrestre? O que esse pão faz? Ele germinará em quê? Ele propiciará em quê? Será que a pessoa en- xerga que aquele pão é um instrumento de ilu- minação? Essa é a questão principal. É por essa razão que precisa ter ordem. A energia do Todo é derramada infinitamente e não falta- rá nada para ninguém. Ninguém ficará sem, podiam ser quinhentas pessoas, cinco mil pes- soas, cinquenta mil pessoas, ia ter pãozinho para todo mundo, mas é preciso estar, ter uma ordem para distribuir o pão, senão é um caos e caos vocês já sabem onde é que é, lá embai- xo, aí, caos. Lá vocês já sabem como é que é. É difícil conseguir o pãozinho, por quê? Sabe aquele velho ditado “quem pode mais, chora menos”? É isso aí, a lei do mais forte, essa também, então, mas na luz é preciso ordem, organização, só isso, não vai faltar pãozinho para ninguém, mas e em segundo lugar a coisa mais importante, que aquilo é um alimento de iluminação, tanto é que logo em seguida o que Ele falou? Este é o meu corpo que é dado por vós e este é o meu sangue, literalmente. E o que é? Vamos reduzir o pão e o sangue a moléculas, prótons, quarks, vácuo quânti- co, Bóson de Higgs e outro campo que colide, 22 Hélio Couto que gera massa, isso aqui sai daqui, do Vácuo Quântico. Quando se falou “este é o meu corpo”, quer dizer, isso aqui é o Vácuo Quântico, só que não podia falar desse jeito, lógico, então fala-se “este aqui é o pão, este aqui é o sangue”, mas o que estava sendo distribuído? O Todo, literal- mente, a onda do Todo, a onda do Todo con- tinua sendo distribuída pelo Universo inteiro. Então, vocês veem, esse é um exemplo per- feito da situação, vocês veem que é indispen- sável se quer ser feliz, alegre, felicidade, esse estado de ser, sem a Graça Divina é impossí- vel, literalmente impossível, porque a Graça Divina é alegria, é o amor, é a abundância, é a prosperidade, é tudo de bom que pode existir. Se a gente não deixa isso entrar, o oposto é o que teremos, a falta disso, a escassez e aí a luta na escassez, a batalha, a invasão, a con- quista e assim por diante,e tudo isso por causa de um entendimento do paradigma. Por que tem que invadir e tomar o outro? Faltará? Tem que escravizar o outro por quê? Faltará? E aí nós temos a seguinte situação. Como nessas civilizações que acham que faltará, então tem que invadir, tomar, escravizar, cria-se ou tem-se uma ideia de que a coisa, dessa forma 23 Graça Divina e eGo de invadir etc., que funciona, para alguns. Por quê? Isso aí é absolutamente lógico e matemá- tico, se eu, qualquer ser, escravizo cem, o custo é praticamente zero, e o lucro é praticamente tudo e todo meu. Como seres humanos, todos os seres são in- teligentes, esse cálculo foi feito desde que se desceu da árvore. Se nós tomarmos o outro, escravizarmos o outro e, evidentemente, foi isso que começou a acontecer em larga escala, larga escala, então vocês olham todas as civi- lizações, o número de escravos em relação aos livres era uma coisa enorme, isto é, toda aquela civilização era baseada no trabalho escravo, veja Roma, por exemplo, Atenas. Atenas, se não me engano, tinha quarenta mil cidadãos livres, o resto era escravo. Então se constroem todas essas obras gi- gantescas em cima de quê? Do trabalho es- cravo, é lógico, maximiza todo lucro e mini- miza os custos. Qualquer criancinha de três anos de idade consegue entender essa fórmu- la e quando fica grande faz a mesma coisa, é só olhar dez, doze, cinquenta mil anos atrás, em todo lugar, sempre foi isso. Tudo foi isso, foi feito em cima dessa visão de mundo, tudo, literalmente, foi feito em cima dessa visão de mundo, desse paradigma. 24 Hélio Couto Agora, este é o paradigma do Todo? Não é. Esse paradigma funciona? A longo prazo, médio prazo? Não funciona, só dá problemas e mais problemas e mais problemas. É só uma questão de tempo para os problemas aumen- tarem. Se nós considerarmos que Roma desde a Espanha até a Palestina, até a Gália no norte da África tinha cento e vinte milhões de pes- soas morando ali, no Império Romano, cento e vinte milhões, no auge. Tudo isso, toda essa estrutura dependendo do trabalho escravo. Relativamente isso funcionava? Por quê? Porque eram cento e vinte milhões. A cidade de Roma funcionava, em termos, por quê? Tinha um milhão de habitantes, pouco mais que isso aqui. Essas coisas funcionaram durante algum tempo neste planeta porque tinha pouquíssi- ma gente. Hoje, vocês estão vendo. Então essa estrutura, aquilo que havia, que estava montado para funcionar no Império Romano, exponenciada, isto é, mil e seiscentos anos depois, porque acabou em quatrocentos, mil e seiscentos anos depois, nós temos sete bilhões e tanto, indo para oito. Agora é a mesma estrutura, o que tinha para os cento e vinte milhões agora está im- plantada para sete bilhões, e aí os problemas 25 Graça Divina e eGo estão aí. O que funcionava, em termos, para cento e vinte milhões, para sete bilhões ficou bastante complicado de funcionar. Quando os ários invadiram e começaram a pegar os primeiros escravos há doze mil anos, para uma tribo ária funcionava, só não pensa- ram que dali a doze mil anos eles teriam um probleminha na mão de sete bilhões para oito, ou para nove, eles só não pensaram nisso, da mesma forma que atualmente também não se pensa, como será daqui a dez bilhões, quinze bilhões, vinte bilhões, trinta bilhões. Há doze mil anos, eles não tinham capa- cidade de pensar? A mesma que tem hoje, a mesma. Eles não tinham um paradigma que funcionasse? Tinham, e os ários não tinham um outro paradigma de escravizar? E os ários não fizeram esses cálculos todos que nós estamos mostrando? Claro que fizeram, é o óbvio. Senão por que eles não fizeram uma parceria? Tinha a tribo ária e tinha a tribo aqui no norte da Índia. Por que que eles não fizeram acordos comerciais, troca justas? Era simples. Por que precisava escravizar toda essa tribo aqui, ex- terminar e genocídio etc.? Por quê? Não dava para conviver em paz? O planeta era pequeno, tribos de quinhentas pessoas, porque é o que havia, mais ou menos, trezentas, quinhentas 26 Hélio Couto pessoas, é um número funcional, numa tribo. São tamanhos que funcionam. Além disso, você já começa a ter questões sociológicas complicadas de gerir e aí fica muito difícil, porque para você chegar a um grupo de pes- soas, tipo vinte e cinco mil pessoas, que vivem em total paz e harmonia, é preciso muita evo- lução, muita, extrema evolução, portanto doze mil anos atrás ainda não havia o conceito para se poder pôr vinte e cinco mil pessoas vivendo em paz e harmonia, para isso foi preciso espe- rar oito, dez mil anos até que eles viessem há dois mil e quinhentos anos, dois mil e quatro- centos, porque foi em cima desses ensinamen- tos de dois mil e quatrocentos, dois mil anos atrás é que essas vinte e cinco mil pessoas pu- deram viver em paz e harmonia, sem ninguém escravizar ninguém, hoje na face da Terra, mas mesmo – se vocês olharem a mitologia, vocês verão – mesmo com o conhecimento que eles tinham naquela época era possível fazer isso, paz e harmonia. Só que um lado tem um paradigma pacífico e o outro lado tem um pa- radigma de invasão, de conquista e de escravi- dão. Deu no que deu, está aí. Tem solução? Tem solução, tem solu- ção, claro. Experimenta falar, comentar com alguém que a solução está doze mil anos atrás, 27 Graça Divina e eGo para toda esta parafernália eletrônica que temos hoje, experimenta comentar que a so- lução estava lá atrás, onde não existia nada disso, mas existia paz e harmonia, alegria e amor, sem nenhuma parafernália moderna. Como será classificado? Já sabem né? Agora imagine que se queira manter esta parafernália crescente e que se queira ter paz, harmonia, prosperidade, alegria, amor, ima- gine, tenta imaginar se é possível isso sem a Graça Divina. Em seis mil anos, acredita-se que houve trinta anos sem guerra, isto é, não se tem documentos. Pensa. Como achar a solução para oito, nove bilhões, dez bilhões, vai pondo, paz, har- monia, alegria, amor, conhecimento, prosperi- dade sem o Todo. Então, você já sabe a res- posta, né? Isso tudo já foi pensado, não tem solução, lógico, não tem solução. Esses objeti- vos são ilusões totais sem o Todo, impossível, paz, harmonia, impossível sem a Graça Divina, sem mudar o paradigma para incluir o Todo e deixar o Todo dirigir literalmente, impossível. Então aí é inevitável que se chegue à se- guinte conclusão: já se deu por perdido o jogo, quem pensa ou não assim? Já se deu por per- dido o jogo, é assim mesmo e “deixa rolar”, como se fala, ou não é assim que os nossos 28 Hélio Couto companheiros lá debaixo pensam? Não, lá embaixo eles ainda pensam, uma parte ainda pensa que vai conquistar o Universo, aquela história Star Wars, o Imperador, o Império vai se expandindo, expandido, exatamente assim que eles pensam, o plano deles é conquistar o Universo material, incluindo o astral, onde eles já estão no astral, então eles querem o astral, mais a terceira dimensão. Evidentemente que alguns deles já devem ter pensado que tem uma Quinta Dimensão, alguns já devem ter pensado e desconfiado que existe isso, porque se existe três, quatro, mecâ- nica quântica, fala de onze, eles já devem ter pensado que pode ser que tenha uma quinta, sexta, sétima, oitava, então com certeza alguns dentre eles são ambiciosos o suficiente para pensar em conquistar também as demais di- mensões. Parece incrível? Mas é a realidade, eles pensam assim e aí é nesse ponto a que chega quando se tem um paradigma contrário ao Todo, quando não se aceita a Graça Divina. “Ai, mas então a coisa vai chegando e vai che- gando a esse ponto em que eles estão lá em- baixo?” É, porque se é contra, contra, contra, ad infinitum, complicado né? Muito compli- cado. Muito complicado para eles, eviden- temente. Você está vivo, você não tem como 29 Graça Divina e eGo desaparecer, não tem como sair da situação que está, não se diverte, porque nessa situa- ção o divertimento já perdeua graça, então só sobra uma única motivação, a conquista, es- cravizar, conquistar o Universo, certo? Para ter o que pensar na vida, para ter o que fazer na vida. Caso contrário eles ficam como? Pensa, lá numas cavernas sem fazer nada? Isso é in- fernal, ficar sem fazer nada, sem poder, não tem biblioteca, não tem, não pode estudar, não pode trabalhar, ajudar nem pensar, é infernal, realmente. A situação deles é uma coisa catas- trófica, terrível. Então como é que eles usam o tempo? Conquistando, infernizando todos os demais, porque eles querem conquistar o Universo, então eles têm que trabalhar, isso eles fazem, trabalham dia e noite para conquistar o plano deles, conquistar o Universo, que ainda não entenderam como funciona isto aqui. Mas eles não entenderam, paciência, isso é explicado para eles continuamente, não é por ignorân- cia, não, que é explicado continuamente como o negócio funciona e não tem outra saída, não tem saída para cá, é só para cá que o rio corre, mas não adianta. Sem Graça Divina não vai ter felicidade, mas não adianta, resistem, resistem 30 Hélio Couto e resistem. E surtam, surtam, quando escutam uma coisa dessas, surtam. Vocês veem que aqui ajudar é uma coisa muito complicada, porque o ego não quer, não quer e não quer, “tem que ser do jeito que eu quero”. Você pode tentar ajudar de todas as formas, portanto tem que ser uma ajuda in- teligente, uma compaixão inteligente, porque não adianta. Enquanto não parar para pensar, não evolui, e como que faz para parar para pensar? O método normal é a sombra, pela sombra para pensar porque aí é problema, problema, pro- blema. Isso que continua recebendo, a Graça Divina que está ajeitando, a coisa para não ser um desastre total, mas problemas e problemas e problemas. Isso criado pela própria pessoa, não é castigo, não tem nada disso, a própria pessoa criou o problema, e aí colhe aquilo que plantou, isso é inevitável, plantar é livre, colher é obrigatório, então apesar de tudo isso o Todo continua mandando Graça Divina. Os problemas poderiam ter solução num estalar de dedos se a pessoa deixasse. Depois que o problema ficou enorme, aí quer um mi- lagre enorme? Não tem problema com mila- gre enorme, não tem problema de tamanho de milagre. O problema é se houve uma mudança 31 Graça Divina e eGo interna que justifique o milagre enorme. Esse é o problema. Se a pessoa internamente mudou, se ela mudou, ela mudou a frequência, pode entrar em fase, ela pode receber a graça, o mi- lagre enorme acontece, a porta abre etc., mas isso é se a pessoa mudou realmente, se não é tática, não é técnica, não é manipulação, não é jeitinho etc. É se realmente mudou. Isto é, fa- lando de outro jeito, se pôs o joelho, se pôs os dois joelhos no chão, que é simplesmente se tem humildade ou não, porque colocar o joelho no chão sem ter humildade não signi- fica nada, é se tem humildade para aceitar a orientação do Todo. E isso para o ego é uma coisa terrível. É por isso que se fala que enquanto tem ego não tem solução. Enquanto o ego não desaparece, é uma forma de explicar a coisa, não existe solu- ção. Por quê? Normalmente o ego quer, porque quer e porque quer. Se você pegar, ao longo da história, esses grandes invasores, conquistado- res, genocidas etc. e perguntar para eles: “por que você fez tal coisa?” O que eles respondem? “Porque eu posso”, sempre falaram isso. “Porque eu posso”, aí faz, pois é... Qual é o freio? Poder é uma coisa, e fazer é outra. Eles não tinham um freio interno para avaliar isso? Claro que tinham. Todo ser tem a Centelha 32 Hélio Couto Divina dentro de si. Todo ser. Então o ser sabe, ele pode porque ele tem força para inva- dir a outra tribo, escravizar todo mundo, mas ele não deve fazer isso, porque é contrário à Centelha Divina que está dentro dele, é contrá- rio ao paradigma do Todo. E esta questão do “posso, mas não devo” é o que está no ar até hoje e continuará no ar ad infinitum. Obrigado.