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GRAÇA
DIVINA
E EGO
GRAÇA
DIVINA
E EGO
HÉLIO
COUTO
São Paulo, PDF grátis • 2020
© Hélio Couto
Obra registrada na Biblioteca Nacional
1a edição: PDF • 2020
***
GRAÇA
DIVINA
E EGO
***
Rua dos Pinheiros, 1076 cj 52 • Pinheiros 
CEP 05422-002 – São Paulo – SP – Brasil
Tel 011 3812-3112 e 3812-2817
www.linearb.com.br
***
Capa
Alice Barbosa
Edição
Linear B Editora
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação – CIP
C871 Couto, Hélio
Graça divina e ego / Hélio Couto. – São Paulo: Linear B 
Editora, 2020. PDF. 31 p.
ISBN 978-85-5538-286-4
1. Metafísica. 2. Causalidade. 3. Harmonia Cósmica. 
4. esenvolvimento Pessoal. 5. Mecânica Quântica. 6. 
Ressonância Harmônica. 7. Espiritualidade. 8. Graça Divina. 
Ego. 9. Evolução Espiritual. I. Título. 
CDU 111 CDD 110
Catalogação elaborada por Regina Simão Paulino – CRB-6 - 1154
graça divina e ego
Esse é um assunto extremamente impor-tante e que precisa ser bem compreendido 
para que se possa ter o benefício que a graça 
propõe.
A Graça Divina atua o tempo todo, não 
acontece uma hora aqui outra hora ali, com 
uma pessoa sim, com a outra não. Isso é o 
tempo todo, a Centelha Divina emana a graça, 
que também pode entrar na vida da pessoa 
através de um livro, um filme, um evento, uma 
pessoa, N maneiras o Todo tem à disposição 
para transmitir a Graça Divina, um presen-
te para todos os seres que deixam e que estão 
preparados para receber, é uma onda, uma fre-
quência X que é direcionada para cada pessoa, 
cada ser. Para essa onda ser assimilada, é claro 
que o receptor tem que estar disponível para 
entrar em fase com a onda que está chegando.
É por essa razão que, por mais que o 
Todo derrame a Graça Divina em todos, no 
Universo inteiro nem sempre ela é bem recebi-
da, que a Graça Divina, evidentemente, tem o 
5
Graça Divina e eGo
paradigma do Todo, e o paradigma do Todo é 
algo muito particular e muito diferente do que 
a maioria das criaturas pensa.
Então a pessoa quer um presente, mas de 
acordo com o ego dela a pessoa não quer um 
presente do Todo, ela quer um presente de 
acordo com o próprio ego e isso dificulta ex-
tremamente dar o presente para a pessoa, por 
quê? Porque o Todo não tem como dar o pre-
sente que o ego da pessoa quer, vê se fica claro 
isso, a pessoa quer o impossível, porque o para-
digma do Todo é alegria e amor, amor e alegria, 
compaixão. Esse é o paradigma, essa é a onda 
da graça, como que se a pessoa impusesse o 
ego querendo que seja diferente disso, diferen-
te de alegria, de amor, de compaixão, diferen-
te do que o Todo é, a pessoa não quer o Todo, 
ela quer o ego, então não tem como a Graça 
Divina entrar na vida da pessoa. A pessoa pode 
estar necessitada de N maneiras e não recebe, 
porque o ego está impondo que tem que ser da-
quele jeito que a pessoa quer, isso é impossível, 
é por essa razão que às vezes ouve-se: “Deus 
não me escuta, Deus não está vendo o que 
estou passando, Deus morreu”, essas coisas 
assim, como se Deus fosse cego, mudo.
O Todo tem uma limitação, alegria, amor, 
compaixão. Esse é o problema e o ego da 
6
Hélio Couto
pessoa quer “vamos fazer o mal para alguém”. 
É isso que o ego quer, o ego quer a Graça 
Divina para prejudicar alguém, aí não recebe, 
porque é impossível. Então essa questão do pa-
radigma é crucial, porque se o seu paradigma 
não bate, não é idêntico ao do Todo, não tem 
como a Graça Divina entrar na vida da pessoa. 
A pessoa pode até receber ajuda terrestre, mas 
ela ignora, ela não dá a mínima, ela desfaz, ela 
abusa, ela manipula, ela sabota e o Todo atra-
vés de alguém está tentando ajudar a pessoa, 
apesar do ego da pessoa, mesmo apesar do 
ego, continua tentando ajudar.
Se a pessoa não tem uma frequência que 
possa entrar em fase com o Todo, o Todo 
envia uma pessoa com a frequência que possa 
ser reconhecida pela pessoa que Ele está ten-
tando ajudar, e mesmo assim a pessoa recusa, 
leva vantagem, “acho que quem está ajudan-
do é um otário, é um bobo, que dá para passar 
para trás” o quanto você quiser, coisas desse 
tipo. Então, por mais que o Todo dê alterna-
tivas de recursos e meios para a pessoa cres-
cer, evoluir, poder chegar o mais perto possível 
Dele, a pessoa recusa. 
Tem a graça pessoal e tem a graça, digamos 
assim, planetária cósmica. Por enquanto esta-
mos falando da graça pessoal. Você tem um 
7
Graça Divina e eGo
problema e pede ajuda. A ajuda vem sempre, 
inevitavelmente, mas cai nessa situação que es-
tamos explicando, é preciso que o ego deixe 
passar a graça, mas você se lembra daque-
la pessoa que falou: “eu não rezo porque eu 
não tenho certeza se a vontade Dele é igual 
à minha vontade, então não rezo”. Esse é um 
exemplo perfeito de um ego que não cede um 
milímetro.
E isso vocês estão vendo depois de milha-
res e milhares e dezenas, centenas de milha-
res de anos, continuam não aceitando a graça, 
porque tem que ser do jeito que querem.
Todos os problemas seriam resolvidos num 
estalar de dedos se a pessoa deixasse, então 
quando se fala que precisa ajudar a fulano, 
beltrano para eles acordarem, é muito mais 
complicado do que se pensa, porque eles não 
estão dormindo, é o ego. Se a pessoa recebe 
uma ajuda, seja lá o que for, o que ela pensa, 
muitas vezes? “Consegui passar para trás, 
é um otário”, como faz? A pessoa está dor-
mindo? Não, a pessoa está muito acordada, 
mas está acordada para o próprio ego, para 
impor aquilo que quer, a própria vontade, em 
cima da Centelha Divina, que está tentando 
ajudar. Todas as sabotagens que a pessoa faz 
são em função disso, a Centelha Divina está 
8
Hélio Couto
tentando que a pessoa caminhe para chegar ao 
Todo, e para chegar ao Todo é preciso crescer 
muito, em todas as áreas, todas as áreas. Aí 
vem aquela questão, “estar no mundo e não 
ser do mundo”. Sabe o 0 ou 1? Só pode ser 
0 ou pode ser 1, não pode ser 0 e 1, que é o 
problema do Gato de Schrödinger, lembra?! O 
gato está morto, está vivo, nem morto, nem 
vivo ou morto e vivo, quatro situações, e en-
quanto não abrirmos a caixinha não sabere-
mos o que está acontecendo com o gato, isso é 
mecânica quântica.
Então, o que a pessoa precisa expandir, cres-
cer, evoluir, saltar é gigantesco, passo a passo, 
mas o salto é gigantesco, porque a pessoa está 
presa na caixinha do paradigma de um plane-
ta qualquer, ainda não avançado – avançado 
quer dizer mais próximo do Todo, não é avan-
çado tecnologicamente, porque isso não signi-
fica nada.
Há doze mil anos, já se tinha chegado a 
um convívio pacífico, a uma graça planetária, 
doze, vinte, trinta, cinquenta mil anos atrás, 
trezentos mil anos atrás, já existia isso. E como 
aquilo tudo foi destruído? Porque o ego de al-
gumas pessoas não aceitava a Graça Divina 
que mostrava que desta forma funciona bem 
para todos, paz, harmonia, alegria, amor, 
9
Graça Divina e eGo
crescimento, evolução... “não, não, não está 
bom”, não é do jeito que eles querem, então os 
ários invadiram o norte da Índia e destruíram 
tudo que já estava funcionando. 
A Graça Divina, em termos práticos, já fun-
cionou em larga escala neste planeta e foi des-
truída. E a graça continua sendo derramada, 
mas a partir do momento em que houve essa 
mudança catastrófica a graça vem sendo repe-
tidamente recusada, porque se o paradigma do 
Todo fosse aceito, não existiria nenhum pro-
blema, literalmente, só crescimento, evolução, 
aprendizado, cada vez mais trabalho, estudo, 
bibliotecas, mais conhecimento, mais inte-
riorização, mais meditação, mais colapso da 
função de onda e os seres iriam se transfor-
mando, em larga escala, em seres de luz, isso 
se a graça fosse aceita.
Quando a graça é aceita numa pequena 
aldeia, um pequeno grupo de aldeias, tudo 
isso que nós estamos falando é real. Isso ainda 
existe, por incrível que pareça, isso ainda 
existe no planeta Terra. É um verdadeiro mi-
lagre que ainda exista isso, provando que na 
prática é possível, não é que tudo isso seja uma 
abstração, uma teoria, um sonho, um delírio, 
uma alucinação de algum místico, não.Existe 
isso funcionando no planeta Terra, portanto 
10
Hélio Couto
é mais do que possível isso ser realizado. Já 
se chegou a esse local na perfeição? Não, nem 
todo mundo está evoluindo, mas o meio, o 
entorno, a filosofia e a visão de mundo estão 
perfeitamente adaptadas para receber a graça 
divina continuamente e não recusar a graça 
divina, como é o caso do resto, praticamente, 
do resto do planeta.
É possível vivenciar isso, mas para isso é 
preciso limpar a sombra e a sombra é o re-
sultado de um paradigma errado. Se o para-
digma da pessoa não coincidir com o paradig-
ma do Todo, ela criará sombra, ela jogará as 
coisas continuamente na sombra e a sombra, 
você sabe, é uma energia viva e atuante que 
vai crescendo, crescendo, crescendo até um 
ponto em que o inconsciente já não compor-
ta mais tanta sombra. Então a sombra começa 
a vazar na vida diária da pessoa, na vida prá-
tica, e é quando começam a acontecer os atos 
falhos, os “ops”, o tempo todo, porque aquilo 
vaza por todos os poros da pessoa, porque não 
é possível um ser recusar a ajuda do Todo, a 
Graça Divina infinitamente, impossível, pura 
lógica, ok? 
Digamos que o ser é uma pequena bolinha 
de energia e o Todo é o Universo inteiro, então 
11
Graça Divina e eGo
como é que vai caber o Todo dentro dessa 
bola? Lógico, então a bolinha vai enchendo, 
enchendo, enchendo, enchendo até um ponto 
que começa a vazar sombra por todos os poros 
da bolinha.
Tudo aquilo que foi reprimido, tanto negati-
vo, quanto positivo, deveria crescer e se recusa 
a crescer, jogou para sombra, toda sabotagem 
vai para a sombra, todo sentimento negativo 
que não é conscientizado, isto é, não se deixa 
vir para o consciente e não se elabora, resol-
ve, cura, transforma, vai para sombra. Isso sig-
nifica que muitos sentimentos inconscientes 
são jogados na sombra, sem nem o conscien-
te da pessoa perceber. Por quê? Por causa do 
paradigma, o paradigma da pessoa, a visão de 
mundo “acredito em tais coisas”.
Tudo aquilo que não combina com o que 
a pessoa acredita ela joga automaticamen-
te para a sombra, então como que a pessoa 
saberá que tem sombra? Pelo resultado da 
vida dela, simples, pelo resultado. A árvore e 
os frutos, pelo resultado a pessoa sabe. Como 
que está a vida dela? Se está crescendo, produ-
zindo, alegre, feliz etc., pelo resultado. Se está 
passando necessidade, se está cheia de dívidas 
etc., pelo resultado a pessoa sabe o quanto que 
ela foi armazenando de sombra. Toda sombra 
12
Hélio Couto
é contra o Todo, é contra a luz, se fosse luz 
não virava a sombra, é porque a pessoa, por 
um motivo ou outro, ela age, pensa, sente de 
forma contrária à essência do Todo.
Como é que eu vou saber como é o Todo 
para não fazer isso? Simples, e olha que nós 
falamos de doze mil anos atrás. Se você olhar 
Sócrates, Buda, Lao Tse, o mestre Jesus, são 
todos de dois mil a dois mil e quinhentos atrás, 
isto é, há muito pouco tempo, na mesma época, 
todos, e nós estamos falando de doze mil anos 
atrás, percebem? A Graça Divina já tinha fun-
cionado, já estava funcionando doze mil anos 
atrás, aí estragaram tudo e foram estragando, 
estragando, até que se chegou a uma situação 
em que era preciso haver uma intervenção e 
que essas pessoas aparecessem no planeta para 
ensinar, ensinar, ensinar, ensinar o quê? Como 
o Todo é, como o Todo pensa, como o Todo 
age, como o Todo é.
Vejam que levou bastante tempo, mais ou 
menos, uns dez mil anos esperando que hou-
vesse uma oportunidade de poder explicar 
tudo aquilo que eles explicaram. Por que não 
pôde ser antes? Tentou-se três mil e trezentos 
anos atrás, também não deu, vocês imaginem 
se fosse há cinco mil anos. Por que não veio 
há oito mil anos, sete mil anos, seis mil anos? 
13
Graça Divina e eGo
Porque era impossível, não seriam aceitos de 
forma alguma e era preciso um mínimo de 
tempo para que pudessem explicar como o 
Todo é. Já estava funcionando, mas aí depois 
que teve toda a invasão foi necessário esperar 
tudo isso, e aí tudo bem. Dois mil e quinhen-
tos anos atrás, quatrocentos, dois mil vieram 
explicar o Todo, mostrar e vivenciar e a partir 
daí o planeta tornou-se o paraíso celestial, aca-
baram-se as guerras, os estupros, virou o céu 
na Terra.
Percebam os dois mil anos de história para 
trás, tudo que aconteceu e continua aconte-
cendo. É como se não tivessem estado aqui. Se 
nós olharmos os seis mil anos atrás, cinco mil, 
quatro, três, é como se não tivesse tido nenhu-
ma instrução, nada, ignora-se completamente, 
na prática, a Graça Divina – a Graça Divina 
mandou Sócrates, o que fizeram e assim por 
diante. 
Até que ponto a Graça Divina tem que agir 
para acordar determinadas pessoas, se esses 
seres de luz não foram suficientes, como faz? 
Essa é a questão agora, agora dos tempos 
modernos. Essa é a questão que está se ana-
lisando nas instâncias superiores, que plane-
ja o tempo todo como fazer um planeta evo-
luir, não faltam recursos, claro, entendi, então 
14
Hélio Couto
criatividade, meios de se diversificar o envio 
da Graça Divina de N maneiras, é feito, está 
sendo feito. Como sempre depende de o ego 
das pessoas receberem de boa vontade ou 
não. O tempo que isso levará? Depende de o 
ego da maioria aceitar ou não. Os problemas 
podem continuar por muito tempo? Podem, 
podem continuar. Vejam quantos milênios, os 
problemas estão aí, os mesmos, hein, vejam 
quantos milênios, incontáveis, então os pro-
blemas podem continuar por mais muitos mi-
lênios? Podem, podem, por quê? Um milênio, 
termos cósmicos, é um piscar de olho, menos 
até, então um milênio para uma pessoa é bas-
tante coisa, mas um milênio cósmico, um giro 
terrestre em volta do Sol, é nada.
Então os problemas podem continuar por 
muito tempo, é uma má notícia, é uma rea-
lidade, mas sabe aquela situação em que não 
se pode explicar nada da realidade porque as 
pessoas não querem saber a realidade, querem 
ter uma visão cor-de-rosa, toda artificial da 
realidade e que não querem saber nada do 
mundo real, mas elas estão vivendo no mundo 
real? Estar no mundo, sem ser do mundo, elas 
estão no mundo. Elas têm todos os problemas 
do mundo. Os que não são do mundo não 
têm esses problemas, mas aqueles que estão 
15
Graça Divina e eGo
no mundo e são do mundo, os problemas do 
mundo, então esses problemas todos desses 
milênios passados permanecem. É só ver as 
notícias dia a dia no mundo todo, ler histó-
ria, tudo igual, tudo permanece e tudo pode 
permanecer assim por muito tempo ou, sabem, 
né, quando tinha pouca população, os proble-
mas eram menores, agora tem muita popula-
ção, os problemas são maiores, à medida que 
isso aumentar, aumentar, aumentar, os proble-
mas ficarão maiores, é lógico. Antigamente, 
você andava na rua, tinha pouco carro, agora 
você vê o que que acontece hoje, imagina daqui 
a dez anos, vinte, trinta, cinquenta, a não ser 
que os problemas sejam resolvidos e a não ser 
que a Graça Divina seja aceita, a não ser que o 
paradigma divino seja aceito, já falamos, para 
saber se o paradigma divino é assim ou assado, 
é só olhar o resultado, só, só isso. Não está 
funcionando? Tem algo errado com aquilo e 
qual é o parâmetro definitivo de comparação 
para saber se está funcionando ou não está 
funcionando?
O Todo, “ah, mas eu não quero viver do 
jeito que o Todo quer”. Bom, então você tem 
um problema seríssimo, porque não tem como 
sair do Todo. O Todo é tudo o que existe, 
tudo, portanto, não tem para onde ir, não tem 
16
Hélio Couto
fronteira para passar para o outro lado, não 
existe, é por essa razão que mesmo todas as 
mitologias, ao longo da história, explicando 
exatamente isso, a maioria nunca quis saber 
disso, nunca quis entender isso. E continua fa-
lando que não se sabe. Isso que nós estamos 
explicando, que não se sabe.
Você tem os arquétipos e depois dos arqué-
tipos? Não se sabe. Equem criou os arquéti-
pos? Não se sabe. Como os arquétipos apa-
receram? Não se sabe, mas se sabe que os 
arquétipos existem. Por quê? Porque as pes-quisas, a vida diária, mostra que a pessoa está 
debaixo de determinado arquétipo, vivendo a 
vida dela de acordo com aquela emanação que 
vem do alto. Arquétipo A, B, C, D, E, F, G, 
tem N. Isso para quem estuda certa área da 
psicanálise ficou mais do que evidente, então 
eles, até certo ponto, já aceitam arquétipos, 
isso foi desde sempre, desde sempre.
Não teve um dia na face da Terra em que os 
seres que estavam aqui não acreditavam que 
existiam arquétipos, porque eles viam na práti-
ca como a vida funciona, então a prática mos-
trou que tem o arquétipo A, B, C, D, E, F, G, 
H, I, J em todo planeta, em todas as tribos, em 
todas as civilizações, todos chegaram à mesma 
conclusão, toda a mitologia do planeta inteiro, 
17
Graça Divina e eGo
é isso, a história dos arquétipos e a explicação 
de como tudo isso surgiu, de como tudo isso 
é. E o que foi feito disso? O que foi feito com 
toda a mitologia que já houve neste planeta, 
o que foi feito com o conhecimento dos nati-
vos americanos, as quinhentas nações, o que 
foi feito com aquilo? E na Índia? E no Egito? E 
os incas? E assim por diante.
Estamos explicando a mesma coisa que a 
cem mil anos, trezentos mil anos, já se sabia, já 
tinha sido explicado e os problemas persistem, 
por quê? Porque continuamos em termos de 
civilização recusando a Graça Divina e acha-
mos que a Graça Divina é um favor especial 
para fulano, beltrano, ciclano, porque enten-
der e aceitar que a Graça Divina é derramada 
a todos o tempo todo, e que as pessoas estão 
recusando, isso é muito impactante, é muito 
problemático de assimilar essa ideia, de que o 
Todo derrama, e se você acha um livro numa 
biblioteca ou lhe emprestam, ou conhece uma 
pessoa que o ajuda até que “né, pode ser que 
seja uma Graça Divina que tenha aparecido 
isso na minha vida, essa indicação, esse em-
prego”, mas e se o pneu do carro furar? Dá 
para aceitar que é uma Graça Divina? Furou 
o pneu, para chegar atrasado, pois é, aí é que 
está, a coisa é muito complexa. Quando fura 
18
Hélio Couto
o pneu do carro, também é a Graça Divina, 
quando tem outro problema, também é a Graça 
Divina, se apaga a luz e ficou preso no eleva-
dor, é a Graça Divina. Se teve uma enchente, 
levou tudo, é a Graça Divina, porque tudo que 
acontece é para o crescimento da pessoa. O 
Todo pensa em crescimento, evolução e expan-
são, complexidade, aumento da complexida-
de, exponencialmente, vitalmente. Então o X 
é, se a pessoa flui com a fluência divina, furar 
o pneu não tem problema nenhum – troca o 
pneu, pronto, resolvido. Seja lá o que for, seja 
a tragédia que for, não importa, porque está 
dentro da Fluência Divina, é outra visão de 
mundo, não importa, a pessoa solta o que tem 
pelo caminho e flui, os que vão contra são os 
que têm problema, os que fluem, passam pelos 
problemas o mais facilmente possível, é uma 
poeira, uma poeira, porque estão fugindo com 
o Todo, aceitam a graça.
Agora, se põe obstáculo à graça, a sombra 
crescerá e os problemas crescerão, aumenta-
rão, aparecerão, portanto, às vezes o pneu fura 
pela Graça Divina e às vezes o pneu fura pela 
sombra, tem duas possibilidades. O Universo é 
um lugar muito complexo e muito simples ao 
mesmo tempo, e aí como é que vou saber se 
estou de um lado ou do outro lado? Simples. 
19
Graça Divina e eGo
Qual é o sentimento dominante? É isso, senti-
mento dominante na sua vida, é isso, o ruído 
de fundo, emocionalmente falando, se para 
agitação externa, o de fundo lá, mais fundo, 
o que que tem aqui embaixo, o que que tem? 
Alegria? Não, então problema, porque aqui 
embaixo teria que só ter alegria, porque esse 
é o Todo. Então se você descer, descer, descer, 
forma de falar, aqui embaixo só vai ter alegria, 
amor, compaixão.
Enquanto não chegou a esse ponto ainda 
temos a caminhar, então é preciso crescer, cres-
cer e evoluir, evoluir, evoluir, mas para isso é 
preciso confiar que o Todo é amor e alegria, 
que o Todo derrama graça sem parar, mas não 
está percebendo? Então o problema não está 
no Todo, o problema está na onda que não 
consegue entrar, porque Ele está derramando o 
tempo todo, no Universo inteiro. Não tem um 
segundo que o Todo não derrame a solução de 
todos os problemas, no Universo inteiro.
Vamos dar um pequeno exemplo. Temos 
um fato histórico, a última ceia, todos estão 
sentados à esquerda, à direita, o Mestre pegou 
o pão, partiu e foi distribuindo, não houve 
problema nenhum, ninguém ficou preocupa-
do que não ia ter pão, que ia faltar pão. O 
pão é a Graça Divina, ele pegou o pão para 
20
Hélio Couto
todo mundo, não faltou para ninguém, por 
quê? Porque havia uma coisa chamada ordem, 
ordem, vocês viram, logo perceberão aonde 
isso chega, ordem, meia dúzia para cá, meia 
dúzia para lá, vai passando, vai passando, nin-
guém de lá tentou tomar o pão daqui, nem os 
daqui tomar o pão de lá e avançar antes, nada 
disso, tudo na santa ordem. Teve pão para 
todo mundo, ótimo. Agora pensa o seguinte, 
se for ego, trezentas pessoas quisessem invadir 
o local da última ceia, para tomar o pão, para 
pegar o pão. Imagina. Claro, poderia se fazer a 
multiplicação dos pães de novo, mas seria caó-
tico, certo? Porque trezentas pessoas queren-
do invadir uma sala para pegar o seu pedaço 
antes dos outros seria muitíssimo complica-
do. Ia faltar o pão? Não, não iria faltar pão. 
E faltar a Graça Divina? Não iria faltar Graça 
Divina, claro, nunca, mas ficaria uma coisa 
muito complicada de administrar. Esta é uma 
questão do ego extremamente importante. 
As pessoas, essas trezentas pessoas que 
querem invadir a última ceia para pegar o pão-
zinho, elas estão preocupadas só em comer o 
pão, isto é, o alimento terrestre, ou elas estão 
pensando que através do pão, da Graça Divina, 
elas estão no caminho da iluminação. Essa é 
uma questão extremamente importante.
21
Graça Divina e eGo
Conseguir o pão terrestre é uma coisa, mas 
qual é o objetivo de conseguir o pão terrestre? 
O que esse pão faz? Ele germinará em quê? 
Ele propiciará em quê? Será que a pessoa en-
xerga que aquele pão é um instrumento de ilu-
minação? Essa é a questão principal. É por 
essa razão que precisa ter ordem. A energia do 
Todo é derramada infinitamente e não falta-
rá nada para ninguém. Ninguém ficará sem, 
podiam ser quinhentas pessoas, cinco mil pes-
soas, cinquenta mil pessoas, ia ter pãozinho 
para todo mundo, mas é preciso estar, ter uma 
ordem para distribuir o pão, senão é um caos 
e caos vocês já sabem onde é que é, lá embai-
xo, aí, caos. Lá vocês já sabem como é que é. 
É difícil conseguir o pãozinho, por quê? Sabe 
aquele velho ditado “quem pode mais, chora 
menos”? É isso aí, a lei do mais forte, essa 
também, então, mas na luz é preciso ordem, 
organização, só isso, não vai faltar pãozinho 
para ninguém, mas e em segundo lugar a coisa 
mais importante, que aquilo é um alimento de 
iluminação, tanto é que logo em seguida o que 
Ele falou? Este é o meu corpo que é dado por 
vós e este é o meu sangue, literalmente. 
E o que é? Vamos reduzir o pão e o sangue 
a moléculas, prótons, quarks, vácuo quânti-
co, Bóson de Higgs e outro campo que colide, 
22
Hélio Couto
que gera massa, isso aqui sai daqui, do Vácuo 
Quântico.
Quando se falou “este é o meu corpo”, quer 
dizer, isso aqui é o Vácuo Quântico, só que não 
podia falar desse jeito, lógico, então fala-se 
“este aqui é o pão, este aqui é o sangue”, mas o 
que estava sendo distribuído? O Todo, literal-
mente, a onda do Todo, a onda do Todo con-
tinua sendo distribuída pelo Universo inteiro.
Então, vocês veem, esse é um exemplo per-
feito da situação, vocês veem que é indispen-
sável se quer ser feliz, alegre, felicidade, esse 
estado de ser, sem a Graça Divina é impossí-
vel, literalmente impossível, porque a Graça 
Divina é alegria, é o amor, é a abundância, 
é a prosperidade, é tudo de bom que pode 
existir.
Se a gente não deixa isso entrar, o oposto é 
o que teremos, a falta disso, a escassez e aí a 
luta na escassez, a batalha, a invasão, a con-
quista e assim por diante,e tudo isso por causa 
de um entendimento do paradigma. Por que 
tem que invadir e tomar o outro? Faltará? Tem 
que escravizar o outro por quê? Faltará? 
E aí nós temos a seguinte situação. Como 
nessas civilizações que acham que faltará, então 
tem que invadir, tomar, escravizar, cria-se ou 
tem-se uma ideia de que a coisa, dessa forma 
23
Graça Divina e eGo
de invadir etc., que funciona, para alguns. Por 
quê? Isso aí é absolutamente lógico e matemá-
tico, se eu, qualquer ser, escravizo cem, o custo 
é praticamente zero, e o lucro é praticamente 
tudo e todo meu.
Como seres humanos, todos os seres são in-
teligentes, esse cálculo foi feito desde que se 
desceu da árvore. Se nós tomarmos o outro, 
escravizarmos o outro e, evidentemente, foi 
isso que começou a acontecer em larga escala, 
larga escala, então vocês olham todas as civi-
lizações, o número de escravos em relação aos 
livres era uma coisa enorme, isto é, toda aquela 
civilização era baseada no trabalho escravo, 
veja Roma, por exemplo, Atenas. Atenas, se 
não me engano, tinha quarenta mil cidadãos 
livres, o resto era escravo.
Então se constroem todas essas obras gi-
gantescas em cima de quê? Do trabalho es-
cravo, é lógico, maximiza todo lucro e mini-
miza os custos. Qualquer criancinha de três 
anos de idade consegue entender essa fórmu-
la e quando fica grande faz a mesma coisa, é 
só olhar dez, doze, cinquenta mil anos atrás, 
em todo lugar, sempre foi isso. Tudo foi isso, 
foi feito em cima dessa visão de mundo, tudo, 
literalmente, foi feito em cima dessa visão de 
mundo, desse paradigma.
24
Hélio Couto
Agora, este é o paradigma do Todo? Não 
é. Esse paradigma funciona? A longo prazo, 
médio prazo? Não funciona, só dá problemas 
e mais problemas e mais problemas. É só uma 
questão de tempo para os problemas aumen-
tarem. Se nós considerarmos que Roma desde 
a Espanha até a Palestina, até a Gália no norte 
da África tinha cento e vinte milhões de pes-
soas morando ali, no Império Romano, cento 
e vinte milhões, no auge. Tudo isso, toda essa 
estrutura dependendo do trabalho escravo.
Relativamente isso funcionava? Por quê? 
Porque eram cento e vinte milhões. A cidade 
de Roma funcionava, em termos, por quê? 
Tinha um milhão de habitantes, pouco mais 
que isso aqui. 
Essas coisas funcionaram durante algum 
tempo neste planeta porque tinha pouquíssi-
ma gente. Hoje, vocês estão vendo. 
Então essa estrutura, aquilo que havia, que 
estava montado para funcionar no Império 
Romano, exponenciada, isto é, mil e seiscentos 
anos depois, porque acabou em quatrocentos, 
mil e seiscentos anos depois, nós temos sete 
bilhões e tanto, indo para oito.
Agora é a mesma estrutura, o que tinha 
para os cento e vinte milhões agora está im-
plantada para sete bilhões, e aí os problemas 
25
Graça Divina e eGo
estão aí. O que funcionava, em termos, para 
cento e vinte milhões, para sete bilhões ficou 
bastante complicado de funcionar.
Quando os ários invadiram e começaram a 
pegar os primeiros escravos há doze mil anos, 
para uma tribo ária funcionava, só não pensa-
ram que dali a doze mil anos eles teriam um 
probleminha na mão de sete bilhões para oito, 
ou para nove, eles só não pensaram nisso, da 
mesma forma que atualmente também não se 
pensa, como será daqui a dez bilhões, quinze 
bilhões, vinte bilhões, trinta bilhões.
Há doze mil anos, eles não tinham capa-
cidade de pensar? A mesma que tem hoje, a 
mesma. Eles não tinham um paradigma que 
funcionasse? Tinham, e os ários não tinham um 
outro paradigma de escravizar? E os ários não 
fizeram esses cálculos todos que nós estamos 
mostrando? Claro que fizeram, é o óbvio. 
Senão por que eles não fizeram uma parceria? 
Tinha a tribo ária e tinha a tribo aqui no norte 
da Índia. Por que que eles não fizeram acordos 
comerciais, troca justas? Era simples. Por que 
precisava escravizar toda essa tribo aqui, ex-
terminar e genocídio etc.? Por quê? Não dava 
para conviver em paz? O planeta era pequeno, 
tribos de quinhentas pessoas, porque é o que 
havia, mais ou menos, trezentas, quinhentas 
26
Hélio Couto
pessoas, é um número funcional, numa tribo. 
São tamanhos que funcionam. Além disso, 
você já começa a ter questões sociológicas 
complicadas de gerir e aí fica muito difícil, 
porque para você chegar a um grupo de pes-
soas, tipo vinte e cinco mil pessoas, que vivem 
em total paz e harmonia, é preciso muita evo-
lução, muita, extrema evolução, portanto doze 
mil anos atrás ainda não havia o conceito para 
se poder pôr vinte e cinco mil pessoas vivendo 
em paz e harmonia, para isso foi preciso espe-
rar oito, dez mil anos até que eles viessem há 
dois mil e quinhentos anos, dois mil e quatro-
centos, porque foi em cima desses ensinamen-
tos de dois mil e quatrocentos, dois mil anos 
atrás é que essas vinte e cinco mil pessoas pu-
deram viver em paz e harmonia, sem ninguém 
escravizar ninguém, hoje na face da Terra, 
mas mesmo – se vocês olharem a mitologia, 
vocês verão – mesmo com o conhecimento que 
eles tinham naquela época era possível fazer 
isso, paz e harmonia. Só que um lado tem um 
paradigma pacífico e o outro lado tem um pa-
radigma de invasão, de conquista e de escravi-
dão. Deu no que deu, está aí.
Tem solução? Tem solução, tem solu-
ção, claro. Experimenta falar, comentar com 
alguém que a solução está doze mil anos atrás, 
27
Graça Divina e eGo
para toda esta parafernália eletrônica que 
temos hoje, experimenta comentar que a so-
lução estava lá atrás, onde não existia nada 
disso, mas existia paz e harmonia, alegria e 
amor, sem nenhuma parafernália moderna. 
Como será classificado? Já sabem né? 
Agora imagine que se queira manter esta 
parafernália crescente e que se queira ter paz, 
harmonia, prosperidade, alegria, amor, ima-
gine, tenta imaginar se é possível isso sem a 
Graça Divina. Em seis mil anos, acredita-se 
que houve trinta anos sem guerra, isto é, não 
se tem documentos. 
Pensa. Como achar a solução para oito, 
nove bilhões, dez bilhões, vai pondo, paz, har-
monia, alegria, amor, conhecimento, prosperi-
dade sem o Todo. Então, você já sabe a res-
posta, né? Isso tudo já foi pensado, não tem 
solução, lógico, não tem solução. Esses objeti-
vos são ilusões totais sem o Todo, impossível, 
paz, harmonia, impossível sem a Graça Divina, 
sem mudar o paradigma para incluir o Todo e 
deixar o Todo dirigir literalmente, impossível.
Então aí é inevitável que se chegue à se-
guinte conclusão: já se deu por perdido o jogo, 
quem pensa ou não assim? Já se deu por per-
dido o jogo, é assim mesmo e “deixa rolar”, 
como se fala, ou não é assim que os nossos 
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Hélio Couto
companheiros lá debaixo pensam? Não, lá 
embaixo eles ainda pensam, uma parte ainda 
pensa que vai conquistar o Universo, aquela 
história Star Wars, o Imperador, o Império vai 
se expandindo, expandido, exatamente assim 
que eles pensam, o plano deles é conquistar o 
Universo material, incluindo o astral, onde eles 
já estão no astral, então eles querem o astral, 
mais a terceira dimensão.
Evidentemente que alguns deles já devem 
ter pensado que tem uma Quinta Dimensão, 
alguns já devem ter pensado e desconfiado que 
existe isso, porque se existe três, quatro, mecâ-
nica quântica, fala de onze, eles já devem ter 
pensado que pode ser que tenha uma quinta, 
sexta, sétima, oitava, então com certeza alguns 
dentre eles são ambiciosos o suficiente para 
pensar em conquistar também as demais di-
mensões. Parece incrível? Mas é a realidade, 
eles pensam assim e aí é nesse ponto a que 
chega quando se tem um paradigma contrário 
ao Todo, quando não se aceita a Graça Divina. 
“Ai, mas então a coisa vai chegando e vai che-
gando a esse ponto em que eles estão lá em-
baixo?” É, porque se é contra, contra, contra, 
ad infinitum, complicado né? Muito compli-
cado. Muito complicado para eles, eviden-
temente. Você está vivo, você não tem como 
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Graça Divina e eGo
desaparecer, não tem como sair da situação 
que está, não se diverte, porque nessa situa-
ção o divertimento já perdeua graça, então só 
sobra uma única motivação, a conquista, es-
cravizar, conquistar o Universo, certo? Para ter 
o que pensar na vida, para ter o que fazer na 
vida. Caso contrário eles ficam como? Pensa, 
lá numas cavernas sem fazer nada? Isso é in-
fernal, ficar sem fazer nada, sem poder, não 
tem biblioteca, não tem, não pode estudar, não 
pode trabalhar, ajudar nem pensar, é infernal, 
realmente. A situação deles é uma coisa catas-
trófica, terrível. 
Então como é que eles usam o tempo? 
Conquistando, infernizando todos os demais, 
porque eles querem conquistar o Universo, 
então eles têm que trabalhar, isso eles fazem, 
trabalham dia e noite para conquistar o plano 
deles, conquistar o Universo, que ainda não 
entenderam como funciona isto aqui. Mas eles 
não entenderam, paciência, isso é explicado 
para eles continuamente, não é por ignorân-
cia, não, que é explicado continuamente como 
o negócio funciona e não tem outra saída, não 
tem saída para cá, é só para cá que o rio corre, 
mas não adianta. Sem Graça Divina não vai ter 
felicidade, mas não adianta, resistem, resistem 
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Hélio Couto
e resistem. E surtam, surtam, quando escutam 
uma coisa dessas, surtam.
Vocês veem que aqui ajudar é uma coisa 
muito complicada, porque o ego não quer, não 
quer e não quer, “tem que ser do jeito que eu 
quero”. Você pode tentar ajudar de todas as 
formas, portanto tem que ser uma ajuda in-
teligente, uma compaixão inteligente, porque 
não adianta.
Enquanto não parar para pensar, não evolui, 
e como que faz para parar para pensar? O 
método normal é a sombra, pela sombra para 
pensar porque aí é problema, problema, pro-
blema. Isso que continua recebendo, a Graça 
Divina que está ajeitando, a coisa para não ser 
um desastre total, mas problemas e problemas 
e problemas. Isso criado pela própria pessoa, 
não é castigo, não tem nada disso, a própria 
pessoa criou o problema, e aí colhe aquilo 
que plantou, isso é inevitável, plantar é livre, 
colher é obrigatório, então apesar de tudo isso 
o Todo continua mandando Graça Divina. 
Os problemas poderiam ter solução num 
estalar de dedos se a pessoa deixasse. Depois 
que o problema ficou enorme, aí quer um mi-
lagre enorme? Não tem problema com mila-
gre enorme, não tem problema de tamanho de 
milagre. O problema é se houve uma mudança 
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Graça Divina e eGo
interna que justifique o milagre enorme. Esse é 
o problema. Se a pessoa internamente mudou, 
se ela mudou, ela mudou a frequência, pode 
entrar em fase, ela pode receber a graça, o mi-
lagre enorme acontece, a porta abre etc., mas 
isso é se a pessoa mudou realmente, se não é 
tática, não é técnica, não é manipulação, não é 
jeitinho etc. É se realmente mudou. Isto é, fa-
lando de outro jeito, se pôs o joelho, se pôs 
os dois joelhos no chão, que é simplesmente 
se tem humildade ou não, porque colocar o 
joelho no chão sem ter humildade não signi-
fica nada, é se tem humildade para aceitar a 
orientação do Todo.
E isso para o ego é uma coisa terrível. É por 
isso que se fala que enquanto tem ego não tem 
solução. Enquanto o ego não desaparece, é 
uma forma de explicar a coisa, não existe solu-
ção. Por quê? Normalmente o ego quer, porque 
quer e porque quer. Se você pegar, ao longo da 
história, esses grandes invasores, conquistado-
res, genocidas etc. e perguntar para eles: “por 
que você fez tal coisa?” O que eles respondem?
“Porque eu posso”, sempre falaram isso. 
“Porque eu posso”, aí faz, pois é... Qual é o 
freio? Poder é uma coisa, e fazer é outra. Eles 
não tinham um freio interno para avaliar isso? 
Claro que tinham. Todo ser tem a Centelha 
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Hélio Couto
Divina dentro de si. Todo ser. Então o ser 
sabe, ele pode porque ele tem força para inva-
dir a outra tribo, escravizar todo mundo, mas 
ele não deve fazer isso, porque é contrário à 
Centelha Divina que está dentro dele, é contrá-
rio ao paradigma do Todo. E esta questão do 
“posso, mas não devo” é o que está no ar até 
hoje e continuará no ar ad infinitum.
Obrigado.

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