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Fundamentos 
Filosóficos do 
Serviço Social 
 O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Profa. Esp. Ana Lucia Oliveira Marim
Revisão Textual:
Profa. Sandra Regina F. Moreira
5
Nesta unidade conheceremos as concepções e bases filosóficas de sustentação do 
neotomismo.
O principal objetivo é entender como o caminho teórico-metodológico desse movimento 
influenciou e fundamentou historicamente a prática do Serviço Social.
Para que possamos juntos, atingir o objetivo proposto, leia atentamente o conteúdo 
desta unidade!
Você também encontrará nesta unidade uma atividade composta por questões de múltipla 
escolha, relacionadas com o conteúdo estudado. Além disso, terá a oportunidade de trocar 
conhecimentos e debater questões no fórum de discussão.
Não deixe de consultar os materiais complementares, pois são ricos em informações que 
lhe possibilitarão o aprofundamento de seus estudos sobre este assunto.
 · Fundamentar teoricamente os conceitos sobre as principais correntes filosóficas 
do Ocidente; 
 · Conhecer as concepções e bases filosóficas de sustentação do Neotomismo e sua 
influência, bem como os caminhos teórico-metodológicos que fundamentam a 
prática do Serviço Social; 
 · Refletir criticamente sobre as teorias sociais, sua valência e funcionalidade na 
atuação profissional do Assistente Social. 
O Neotomismo e a Relação com o 
Serviço Social
• As escolas filosóficas de Platão e Aristóteles e sua influência no 
tomismo
• Tomismo
• O Neotomismo
• A influência do pensamento neotomista e o Serviço Social
6
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Contextualização
Para iniciar esta Unidade, convido você a fazer uma viagem na história. Voltamos no tempo 
e espaço. Estamos na Grécia Antiga.
Fonte: Wikimedia Commons
Pelos anos de 571 a.C. e 570 a.C., encontramos um cidadão que atende pelo nome 
de Pitágoras, nascido na cidade de Samos ou simplesmente, o “Samiano”. Trata-se de um 
filósofo e matemático grego, cujos feitos lhe renderam o título de fundador de uma escola de 
pensamento, a saber, a pitagórica. 
Pitágoras percorreu por 30 anos o Egito, a Babilônia, a Síria, a Fenícia e, talvez, a Índia 
e a Pérsia, onde acumulou conhecimentos como: astronomia, matemática, ciência, filosofia, 
misticismo e religião. Sua biografia é incerta e sua figura histórica imprecisa, pois tudo que 
sabemos vem da tradição oral. Diz-se que seu nome significa “altar da Pítia” ou “o que foi 
anunciado pela Pítia”, pois sua mãe, ao consultar a sacerdotisa, soube que a criança seria um 
ser excepcional.
Importante!
Ele mesmo inventou e utilizou pela primeira vez a palavra 
filosofia, do grego philos (φίλος) e sophia (σοφία) que em 
vez de se chamar sábio, como os demais, dizia-se apenas 
um amante, ou amigo da sabedoria.
A partir daí os sábios gregos passaram a serem chamados filósofos. 
Considerando esses conceitos, vamos iniciar nossa jornada pelos fundamentos das 
principais correntes filosóficas do Ocidente, sua influência na construção das Ciências Sociais 
e, fundamentalmente, nas origens do Serviço Social.
7
Pitágoras, detalhe de “A escola de Atenas” 
de Raffaello Sanzio (1509)
Fonte: Wikimedia Common
As escolas filosóficas de Platão e Aristóteles e sua influência 
no tomismo
Toda a existência do homem foi caracterizada pela 
busca por respostas. Desde a antiguidade este homem 
procurou explicar os fenômenos que ocorriam na natureza 
e, com o passar do tempo, diante das insatisfações dadas 
pelas explicações mitológicas, registram-se tentativas 
de ultrapassar essas fantasias. Em decorrência desse 
interesse pelo conhecimento e dessa vontade da alma 
humana, surgiram muitas propostas de explicações 
para diferentes acontecimentos na natureza entre as 
quais, a filosofia, que em sua origem é empírica, busca o 
conhecimento da realidade que podemos ou não sentir 
e enxergar. Podemos destacar na civilização ocidental 
um dos principais pensadores, Pitágoras. Ele mesmo 
inventou e utilizou pela primeira vez a palavra filosofia, e 
em vez de se chamar sábio, como os demais pensadores, 
dizia-se apenas um amante, amigo da sabedoria. Pitágoras 
foi o fundador de uma escola de pensamento grega 
cuja linha principal, a filósofa e matemática, que por 
meio de pesquisas e investigações das relações ali presentes, descobriu vários fundamentos, 
favorecendo explicar de forma menos fantasiosa os fenômenos que ocorriam na natureza 
em oposição àquelas tradicionalmente mitológicas. A escola pitagórica caracterizava-se 
pelo ensinamento ligado ao ocultismo (reservado a poucos) e a moral pitagórica enfatizava 
o conceito de harmonia, considerando ainda que todas as coisas são números e o processo 
de libertação da alma seria resultante de um esforço predominantemente intelectual. Desta 
maneira, por meio das considerações de Pitágoras concebendo o termo filosofia, este passaria 
a ser apropriado e largamente utilizado pela sociedade humana.
Fonte: Wikimedia Commons
Platão e Aristóteles levando a “Ética”, detalhe de 
“A escola de Atenas” de Raffaello Sanzio (1509)
Os pensadores gregos Platão [427-347 a.C.] e 
Aristóteles [384-322 a.C.] definiram a filosofia como 
um tipo de ciência, pois através dela investigavam 
o conhecimento relativo às causas da realidade e, 
sobretudo,com relação ao próprio homem.
Esses dois amigos e filósofos gregos,apesar de 
possuírem concepções divergentes, se uniram para 
desvendar a origem de seus pensamentos. Enquanto 
um apresentava a razão como instrumento para se 
alcançar a realidade, o outro denominava os sentidos 
como meios para se experimentá-la.
8
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Platão, discípulo de Sócrates, elegeu a “ideia” como a origem de todas as representações 
(geral e abstrata) de uma realidade que temos em mente. Propôs que antes de nossa existência 
material (carne e osso),havíamos sido um ente espiritual (alma), que habitava num mundo 
onde existiam apenas as ideias (que são perfeitas), que se materializam (de forma imperfeita) 
no mundo sensível. 
Por outro lado, Aristóteles, discípulo do próprio Platão, discordou das propostas de seu 
mestre. Para ele, tudo o que existe é o que conseguimos perceber por meio de nossos 
sentidos, e, através da apropriação das imagens captadas, podemos dar nomes e formar 
ideias ao que vemos.
Aristóteles afirma que o homem é originalmente um animal social e político, porque sozinho 
não pode garantir sua sobrevivência, precisando unir-se a seus semelhantes para superar as 
dificuldades encontradas na natureza. 
Assim, de acordo com Amaral 
[...] é pelo convívio com os semelhantes que o homem busca o que 
falta para reunir as condições que possibilitem expressar e viver 
as suas potencialidades e ações que revelem sua aptidão de ser 
humano. (AMARAL, 1998, p. 99-131)
Dessa forma, com relação a origem do pensamento, podemos dizer que essas preocupações 
não estão conceitualmente voltadas apenas para o entendimento de como as ideias chegam 
em nossos cérebros, ou de que forma estão organizadas e programadas, mas também seessas 
descobertas podem estar restritas,ou não,a tudo o que existe no mundo.
Nas Idades Antiga e Medieval, a filosofia abrangiavárias áreas de investigação teórica. 
Apartir do século XVII, alguns ramos do conhecimento começam a se separar da filosofia, 
tornando-se ciências independentes,com métodos próprios de observação e experimentação. 
Apesar disso, a filosofia atual ainda pode ser vista como uma disciplina que trata de questões 
gerais e abstratas que são relevantes para alicerçar as demais ciências particulares ou 
atividades culturais. 
Você sabia?
Para Platão a filosofia é o uso do saber em proveito do homem.As 
ideias trazidas por Platão e Aristóteles contribuem com o surgimento 
da filosofia, ciência na qual o homem buscar uma explicação racional 
para o mundo, não se contentando com as análises de mitos e lendas, 
em que todos os fenômenos eram atribuídos aosdeuses.A partir de 
Platão e Aristóteles a filosofia é considerada como ciência, pois é 
conhecimento certo pelas causas, cujo objeto material são todas as 
coisas e o objeto formal, as suas causas últimas.
9
Tomismo
Santo Tomás de Aquino, monge dominicano que viveu no século XIII, sob a influência de 
Aristóteles, de Platão e de Santo Agostinho, criou um sistema filosófico e teológico próprio 
e original. Esse sistema,denominado tomismo tornou-se muito importante na era medieval, 
inspirando sobremaneira toda a filosofia e redirecionando-a sob sua influência.
São Tomás de Aquino 
Nascido em 1225 numa nobre família, que lhe havia 
proporcionado ótima formação, Santo Tomás de 
Aquino foi atraído pela pobreza pregada pela Ordem 
Dominicana e que, diante da oposição familiar, 
principalmente da mãe condessa, chegou a viajar às 
escondidas para Roma com dezenove anos, para um 
mosteiro? No entanto, ao ser enviado a Paris, foi 
preso pelos irmãos servidores do Império. Levado 
ao lar paterno ficou, ordenado pela mãe, um tempo 
detido. Tudo isto com a finalidade de fazê-lo desistir da 
vocação, mas de nada adiantou.
Uma das características dessa corrente filosófica é a preocupação com a adaptação e 
integração do pensamento de Aristóteles ao Cristianismo e a relação entre teologia e filosofia. 
Tomás considera que o homem tende naturalmente para Deus e a ética tomista é esse 
movimentoracional, da criatura para Deus que é a fonte de todos os seres.
Aquino acreditava que “para conhecer uma verdade, o homem precisa da ajuda divina; que o 
intelecto pode ser movido por Deus a agir”. Porém, ele acreditava também que os seres humanos 
tinham a capacidade natural de conhecer muitas coisas sem nenhuma revelação divina especial. 
A verdade é então conhecida pela razão (revelação natural) e pela fé (revelação sobrenatural). 
Como já vimos, a filosofia tomista encontra-se sob influência do pensamento grego de 
Aristóteles e sua doutrina está baseada nos conceitos de grupos religiosos, especialmente 
dos latino-agostinianos,que perceberam a necessidade de aprofundar uma fé que estava 
amadurecendo, na tentativa de harmonizá-la às exigências do pensamento filosófico e,por 
fim, daqueles que a ele antecederam nos princípios escolásticos,aqui entendido como um 
método de aprendizagem que nasceu nas escolas monásticas cristãs que conciliavam a fé com 
o pensamento racional.
Você sabia?
Após a morte de São Tomás de Aquino em 7 de março de 1274, doze 
das suas teses foram condenadas em Paris (1277). Contudo, em 1278 o 
tomismo foi adotado pelos dominicanos e, em 1323, o Papa João XXII 
canonizou São Tomás. O tomismo proliferou, então, durante um período 
relativamente longo, mas acabou por cair posteriormente em discussões 
abstratas mais ou menos estéreis.
10
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
 Saiba Mais
O pensamento escolástico foi o método de pensamento crítico dominante no 
ensino nas universidades medievais europeias entre 1100 e 1500. Não tanto 
uma filosofia ou uma teologia, como um método de aprendizagem, a escolástica 
nasceu nas escolas monásticas cristãs, de modo aconciliar a fé cristã com um 
sistema de pensamento racional, especialmente o da filosofia grega. Colocava 
uma forte ênfase na dialética para ampliar o conhecimento por inferência e 
resolver contradições.De acentos notadamente cristãos, a escolástica surgiu da 
necessidade de responder às exigências da fé, ensinada pela Igreja, considerada 
então como a guardiã dos valores espirituais e morais de toda a Cristandade. 
Por assim dizer, responsável pela unidade de toda a Europa, que comungava da 
mesma fé. Essa linha vai do começo do século IX até ao fim do século XVI, ou 
seja, até ao fim da Idade Média. Esse pensamento cristão deve o seu nome às 
artes ensinadas na época pelos acadêmicos (escolásticos) nas escolas medievais. 
Essas artes podiam ser divididas em Trivium (gramática, retórica e dialética) e 
Quadrivium (aritmética, geometria, astronomia e música). A escolástica resulta 
essencialmente do aprofundar da filosofia.
As obras mais conhecidas de Tomás são a “Suma Teológica” (em latim: Summa Theologiae) 
e a “Suma contra os Gentios” (Summa contra Gentiles). Seus comentários sobre as Escrituras 
e sobre Aristóteles também são parte importante de seu corpus literário.1 
A relação entre fé e a razão permeou todo o pensamento de Tomás de Aquino.
Aquino defende certa autonomia da razão para se alcançar respostas, apesar de em nenhum 
momento negar tal subordinação da razão à fé e utilizar-se de metodologia própria para provar 
a existência de Deus através de um raciocínio lógico.
O que importa para nós é entendermos que para Tomás, a pessoa se distingue de um ente, 
ou seja, o homem é composto de corpo e alma e a partir dessa união resulta o ser humano 
que, dotado de inteligência se difere de qualquer outro ser.
Segue ainda Tomás, arguindo sobre a natureza do homem como um ser social (assim como 
em Aristóteles), que necessita da convivência em sociedade, como quando acontece a união 
de homens com o objetivo de realizar alguma coisa que é comum a todos. Acrescenta ainda 
que essa vivência é imprescindível para o desenvolvimento do homem.
Nos séculos XVII e XVIII, observa-se um declínio da influência do pensamento tomista 
na sociedade.
Tomás se distingue por seus hinos eucarísticos que ainda hoje fazem 
parte da liturgia da Igreja. Para seu deleite, ouça “Canta ó língua”... 
o glorioso mistério do Corpo e do Sangue precioso... 
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-rF1rGoJJmo 
1 Para o dicionário da Língua Portuguesa,aplicado ao texto refere-se como sendo tudo que se refere à obra literária, o texto e suas 
implicações a partir da tríade: obra, autor e leitor. O estudo do gênero, do espaço, da vida do autor, do leitor, da época, dos costumes, etc...
11
O Neotomismo
Fonte: Wikimedia Commons
Papa Leão XIII O Neotomismo é a corrente filosófica que resgata 
o Tomismo, a filosofia do pensador italiano e monge 
dominicano, Santo Tomás de Aquino.Trata-se de um 
movimento de retorno à filosofia tomista da Idade Média, 
retomada a partir de 1879, por influência do Papa Leão 
XIII, por meio dos pressupostos e ensinamentos registrados 
em sua encíclica Aeterni Patris.
O tomismo exemplificou o embate entre formas de pensar 
diante da modernidade e os desafios que ela trazia.O objetivo, 
portanto, pautava-se em resolver problemas contemporâneos.A 
partir dessa encíclica, surgiram vários centros de estudo e 
difusão do tomismo: no século XIX, nas universidades como o 
Instituto Superior de Filosofia, na Universidade de Louvain, os 
institutos católicos na Europa e Estados Unidos, a Universidade 
de Friburgo, na Suíça, entre outros.
Para o neotomismo, toda a filosofia moderna, a partir 
de Descartes (31/03/1596-11/02/1650), filósofo, físico 
e matemático francês, criador do método cartesiano, 
considerado o primeiro filósofo moderno(Mayos, 1993),se 
constituiria em erros e equívocos, responsáveis pela crise 
do mundo moderno.
As primeiras ideias neotomistas surgiram no Collegio 
Alberoni, de Piacenza, Itália, na segunda metade do século 
XVIII. Estabeleceram-se com o grupo fundador da revista 
Civilitá Cattolica, publicada em Nápoles, a partir de 1850 
e, posteriormente, também em Roma. Destacaram-se 
nesse grupo Matteo Liberatore e Gaetano Sanseverino.
Descartes
Fonte: Wikimedia Commons
Você sabia?
O Papa Leão XIII (1878-1903), em 1884, criou uma oração 
homenageando São Miguel Arcanjo, depois de ter uma visão 
assustadora na qual legiões de demônios voavam das profundezas 
do inferno para causar a destruição das almas da Igreja quando, 
repentinamente, São Miguel Arcanjo aparecia e lutava contra os 
demônios, enviando-os de volta para o abismo do inferno.
 Acesse os links abaixo e ouça:
12
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Universidade Católica de Louvain
Fonte: Wikimedia Commons
A Université Catholique de Louvain estabeleceu-se como o centro de onde emanoutoda energia intelectual do reestabelecimento do tomismo, chefiada pelo Cardeal Mercier. 
Nascido Désiré-Félicien-François-Josep Mercier, em Braine-l’Alleud, aos21 de Novembro 
de 1851 — Bruxelas. Foi uma autoridade eclesiástica belga da Igreja Católica Romana que 
serviu como arcebispo de Bruxelas-Mechelen, de 1906 até falecer em 23 de Janeiro de 
1926. Foi elevado a Cardeal em 1907. Ele se posicionou como defensor da resistência 
belga à ocupação alemã em 1914, seu pensamento social influenciaria o cardeal Leo 
Joseph Suenens em favor da reforma da igrejadurante o Concílio Vaticano II (1962-1965). 
A intenção era formar sob o novo tomismo não só padres, mas também pessoas influentes 
ocupando postos de comando.
Nessa corrente filosófica, notaremos a presença fundamental do pensamento de Tomás que 
traz consigo noções e ideias, princípios tomistas de “Visão de pessoas humana”, “Conceitos 
de sociedade e bem comum” e ainda assuntos relacionados a “questões éticas”, as quais 
se apresentam no Neotomismo representadas indiretamente, princípios estes ensinados nas 
escolas de Serviço Social a partir de 1936 e não por acaso estará na base do trabalho social.
Cardeal Desiré-Joseph Mercier (1851-1926)
Fonte: Wikimedia Commons
A partir de 1920, surge a “União Internacional de Estudos 
Sociais”, instituição católica presidida pelo Cardeal Mercier, 
a qual instaurou uma espécie de “ciência social” da Igreja, 
oferecendo as bases teóricas da prática assistencial católica. 
A União foi fundada em Malinas, na Bélgica, e preparou um 
documento batizado de “Código de Malinas”, cujo teor contém 
diretrizes da intervenção social e política da Igreja. O principal 
neste código, além das afirmações baseadas em Tomás, é de 
que economia e moral não se separam. Conforme Aguiar 
(2011), este código difundiu a ação dos cristãos na chamada 
questão social e marcará também os assistentes sociais católicos 
brasileiros. (Aguiar, 2011. p.62). Entre os numerosos órgãos 
de divulgação do Neotomismo incluem-se a Rivista di Filosofia 
Neo-Scolastica, de Milão, e a parisiense La Revue Thomiste.
13
A influência do pensamento neotomista e o Serviço Social
De acordo com Aguiar (2011, p.26), no século XIX, os operários europeus viviam em situação de 
extrema pobreza e miséria e haviam se tornado vítimas da exploração industrial e do capitalismo. 
Em resposta à questão social que se instalara, a Igreja se posiciona, considerando que a sociedade 
se encontrava em plena decadência moral e de costumes. Inicia-se então, uma intervenção objetiva 
nesse meio, que foi marcada pela promulgação da Encíclica Rerun Novarum(15/05/1891). Nesse 
momento, como descrito por Mairinque Castro (2011, p.51), o Serviço Social começa a percorrer o 
caminho para sua profissionalização, tendo seu acesso verificado nas instituições de ensino superior e 
se vinculando a certas instâncias do Estado. 
A sociedade é concebida e pensada para, além de garantir a sobrevivência física do homem, 
atender às necessidades da alma (o fim atemporal). Martinelli (1997, p.99), afirma que,a partir 
dessa hipótese neotomista, da aliança da alta burguesia inglesa com a Igreja e o Estado, nasce 
a Sociedade de Organização da Caridade, a primeira proposta de prática para o Serviço 
Social no terço final do século XIX.
Considerando-se contextualmente as características de atuação profissional nesse período, 
os assistentes sociais idealizavam um projeto societário que atendesse às duas dimensões do 
homem: o corpo e a alma. Naturalmente, a sociedade era entendida como “meio posto ao 
homem para apontar livre e plenamente sua destinação” (MANCINI, 1940, p. 4). Trata-se 
de um movimento de reconstrução da sociedade no qual as bases fundamentais não eram 
questionadas. Apesar disso, houve uma grande repercussão a respeito dos documentos papais 
que se seguiram, bem como da ação organizada pelos cristãos em favor da construção de uma 
legislação social e de uma ação voltada aos operários.
 
Você sabia?
15 de maio, ocasião em que se comemora o dia do Assistente 
Social é uma referência à data de publicação da Encíclica 
Renum Novarium (Das Coisas Novas), publicada pelo Papa 
Leão XIII aos 15/05/1891, que pela primeira vez apresentava 
ao mundo católico as diretrizes da doutrina social.
A compreensão de homem dos primeiros assistentes sociais pautava-se no campo metafísico. 
Eles entendiam que o homem, como pessoa humana, era portador de “valor soberano a 
qualquer outro valor temporal” (FERREIRA, 1939, p. 28) e tinha sua existência marcada 
por uma característica temporal e, atemporal, entendida como prioritária para sua realização 
enquanto pessoa que caminha para a vida eterna.
Importante!
A partir dessa concepção, esses assistentes sociais 
vinculavam o exercício profissional a princípios não 
submetidos ao movimento histórico.
 
14
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Essa corrente filosófica sugeria que a formação profissional do assistente social fosse 
orientada pela doutrina católica que era, segundo Telles (1940, p.14), constituída por princípios 
verdadeiros, porque nunca sofriam mudanças. Doutrinas católicas, sobretudo a explicitada nas 
encíclicas Rerum Novarum(1881) e Quadragésimo Ano (1921), propunham o envolvimento 
dos católicos com os problemas sociais advindos da questão social, como já vimos.
Propostas relacionadas principalmente à exploração dos operários, as doutrinas concebiam 
o homem inspiradas na concepção neotomista, a partir da compreensão da Igreja e, também, 
da sugestão doutrinária relacionada à filosofia de São Tomás de Aquino (Encíclica Aerteni 
Patris, 1879).
Os primeiros assistentes sociais, considerando que o homem apresentava-se à nossa razão 
como composto de “corpo e alma [...] Ser social incompleto, utilizando-se da sociedade 
para o cumprimento de seu fim último” (TELLES, 1940, p.4), compartilhavam, portanto 
da visão neotomista.
A partir dessa idealização de projeto societário, esses profissionais recusavam, como 
sugeria a Igreja Católica, o comunismo e o liberalismo que interpretavam como sendo 
“doutrinas individualistas”. 
Importante!
A sociabilidade essencial, atributo da natureza humana, remete a 
prática do assistente social para duas instâncias: o indivíduo e 
a sociedade. Esta precisaria ser restaurada em seus ideais comunitários 
destruídos pelo ideário liberal e aquele deve ser elevado à condição 
de pessoa humana.
Os primeiros assistentes sociais previam um processo educativo a partir de dois aspectos 
que constituíam a visão neotomista da pessoa humana: a inteligência e a liberdade, o que 
favoreceria a superação de sua própria condição permitindo sua adaptação às circunstâncias, 
sendo porventura esta precária em termos materiais e espirituais, fortalecendo-se para sua 
realização enquanto pessoa humana.
A questão social era encarada como uma questão moral, pregando a atuação profissional 
junto às “deficiências sociais e individuais”, com vistas à construção de uma nova ordem social. 
Assimpara Mancini (1940, p. 2), sua intervenção junto a indivíduos desajustados, deve dirigir-
se “diretamente ao espírito” e “corrigi-lo das suas más formações, construindo ali o alicerce 
de suas obras”.
Os primeiros assistentes sociais, pautados pelo Neotomismo, vinculavam sua prática 
à liberdade da pessoa humana. Respeitar esta liberdade, na atuação profissional, significa 
respeitar a liberdade do assistido. Esta seria, segundo Pereira, uma das mais sérias dificuldades 
do assistente social, uma vez que ele deveria usar o mais possível de sua influência, sem faltar, 
entretanto, com o devido respeito à liberdade humana. Acima de tudo, está a dignidade da 
pessoa humana, o ser livre, que deverá ser esclarecido, orientado, porém, nunca coagido 
(PEREIRA, 1940, p.10).
Dentre as categorias de atuação profissional estão a família e o trabalho. 
15
Com relação ao trabalho, chamamos a atenção para os estudos de Ferreira (1940), que 
o aponta como o “esteio moral” que garantiria a obediênciaaos “verdadeiros valores” da 
sociedade. Enquanto meio para formação moral, o trabalho deve completar a educação dos 
operários, “não bastam os segredos da fiação, da cerâmica ou da siderurgia, mas é necessária a 
aragem vivificadora de outras zonas: a zona da moral e da religião” (FERREIRA, 1940, p.26).
Por extensão, outras características da ação dos assistentes sociais junto aos trabalhadores, 
segundo Ribera (1940), eram a orientação vocacional, a prevenção de acidentes de trabalho, a 
melhoriadas condições de vida do empregado e, ao mesmo tempo, a garantia do rendimento da 
empresa,a estabilização das condições de trabalho, além de implementar medidas de proteção 
à saúde etc.,que se davam em torno da “situação física e moral do trabalhador” e com este 
trabalho, pretendia-se “beneficiar” os trabalhadores e “comprometê-los com a ordem social” 
(RIBERA, 1940, p.6 ).
A atuação dos primeiros assistentes sociais estava voltada à classe 
trabalhadora e tinha como perspectiva a conciliação das classes sociais.
O trabalho do Serviço Social segundo Telles (1940, p.9), tem o foco na família, pela qual 
se entende e preserva a ordem social, é ainda na família que o homem pode desenvolver-se 
para viver em harmonia na sociedade. A família, “ambiente natural à formação dos homens”, 
fica comprometida em quadros familiares que se constituem em “ambientes promíscuos e sem 
formação moral”. Esse quadro levaria, por exemplo,à “precariedade de habitações” como 
os cortiços, “situações como a de concubinato, abandono do lar pelo chefe, mãe solteira, 
separação de cônjuges, menores pervertidos e alcoolismo”.
Importante!
A prática profissional dos assistentes sociais em uma perspectiva idealista, 
vinculada às diretrizes da Igreja Católica daquele período, se posicionava a favor 
de um projeto de sociedade que pudesse reconstruir a ordem social destruída 
pelo desrespeito à dignidade humana, para através da ação profissional 
pautada na reeducação moral, obter o essencial para o bem estar ou para 
a atividade profissional,assegurando condições mínimas de sobrevivência tais 
como: restaurantes em ambientes de trabalho, assistência a menores e algumas 
garantias legais para minorar as condições de trabalho.
Neste contexto, a recuperação de quadros sociais degenerados, segundo esses 
assistentes sociais, se dava, sobretudo, a partir da atuação profissional junto a 
indivíduos e famílias.
Para Silva, a presença das ideias tomistas repercutiu profundamente na percepção que a 
Igreja tem acerca da realidade social, política e econômica, servindo como grande protetor 
contra os anarquistas e comunistas que se espalhavam entre os trabalhadores, seja na Europa, 
seja no Brasil. (Silva, 1995, p. 93).
O Brasil não ficou imune às ideias tomistas, havendo registros que datam do período 
colonial, quando os padres da Companhia de Jesus, em seus colégios, ensinavam filosofia 
e teologia. A partir da saída dos jesuítas do Reino Português, em1759, e de suas colônias, 
incluindo o Brasil, o ensino da filosofia tomista foi deixado de lado, dando lugar às ideias 
iluministas(AGUIAR, 2011 p.31).
16
Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
De acordo com Bruneau (1974), a preocupação de Igreja Católica era recuperar as 
prerrogativas perdidas com a Proclamação da República, em 1889. O governo provisório, 
com o Decreto de 1890, promoveu a separação entre Igreja e Estado, permitindo o fim do 
Padroado, surgindo um Estado Republicano laico.
A corrente neotomista vem servir de sustentação à teoria e prática do Serviço Social e 
como expoente desse movimento, por exemplo, destaca-se a presença do filósofo francês 
Jacques Maritain.
Jacques Maritain
Estamos falando de uma das maiores expressões inspiradoras 
do Neotomismo. Nasceu em Paris em 1882, num ambiente 
familiar republicano e antiliberal. Profundo conhecedor da 
filosofia, ele influenciou a ideologia da democracia-cristã, cuja 
obra, quase toda traduzida para o espanhol e o português, 
tornou-se referência para os autores católicos da América Latina 
e Brasil. Este considera o homem como pessoa humana, dotado 
de corpo e alma. Entende que a sociedade é uma instância 
da qual este homem não pode prescindir em sua existência 
corpórea. De acordo com Aguiar, as repercussões concretas 
de suas posições encontram-se no Movimento de Legislação 
Social e na Constituição de 1934 (AGUIAR, 2011, p. 73).
Fonte: Wikimedia Commons
Segundo Aguiar (2011, p.75), Maritain propôs o humanismo integral no qual o papel 
dos cristãos é questionado dizendo que a tarefa destes é de suscitar “[...] uma força cultural e 
temporal de inspiração cristã capaz de agir na história e ajudar os homens [...]”. 
Alceu Amoroso Lima, conhecido como Tristão de Ataíde,(11/12/1893-14/08/1983), 
crítico literário, ensaísta, professor universitário e o padre Leonel Franca, nascido Leonel 
Edgard da Silveira Franca,em São Gabriel, (06/01/1893-03/09/1948),sacerdote católico e 
professor, entre outros são também expoentes representantes do Neotomismo no Brasil, e 
seguidores de Maritain.
Alceu Amoroso Lima “Tristão de Ataíde” Padre Leonel França
Fonte: revistadehistoria.com.br Fonte: PUC-Rio - Núcleo de Memória - 2010
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Desse modo, com a forte influência desses colaboradores e disseminadores, o movimento 
neotomista se expandiu e sedimentou nas ações dos assistentes sociais, fundamentalmente 
devido às contribuições e ensinamentos disseminados nas academias onde, para Iamamoto 
(1983, p.206), quando falamos da transmissão do Neotomismo estamos falando dos espaços 
onde isso era possível: nos centros e núcleo de estudos, mas, sobretudo nas faculdades. 
Nos anos 30, quando o Serviço Social encontra campo fértil e se mostra como profissão 
no Brasil,este estava imerso num processo precoce e acentuado de industrialização, com 
características dinâmicas que contava com avanços no desenvolvimento econômico, social, 
político e cultural.Quando se coloca em discussão a denominada questão social, dois elementos 
surgem em destaque: o trabalho e o capital.
Deixamos registradas as considerações de Kiehl (1939), que relaciona os processos de 
institucionalização do Serviço Social como profissão,aos efeitos políticos, sociais e populistas 
do governo de Vargas que, na ocasião exigia um profissional cujo perfil atendesse às exigências 
de uma nova ordem econômica, contribuindo para a ascensão da burguesia industrial ao cenário 
político e econômico, a qual não poderia sofrer interrupções com questões dos trabalhadores, 
como bem esclarece (KIEHL, 1939, p.8).
Importante!
Para os teóricos do Serviço social, a solução dos “males sociais” 
se pautava na utilização derecursos técnicos com a finalidade de 
corrigir as disfuncionalidades, caracterizadas pelos fenômenos 
decorrentes da subordinação da força de trabalho ao capital.
Assim, apoiada pelo Centro de Estudos e Ação Social(1932) e pelos diversos cursos 
promovidos para as senhoras católicas, foi fundada em 1936, em São Paulo, a primeira escola 
de Serviço Social do Brasil, com o objetivo de oferecer preparo às pessoas interessadas em 
ajudar aos pobres. Essas deveriam cumprir certas exigências,tais como: uma formação de 
consciência, elevação interior, dedicação excepcional com que abafará o egoísmo e ainda a 
vontade de servir desinteressadamente e de forma anônima a sociedade. Em resumo, o Serviço 
Social chama para si uma verdadeira vocação de seus agentes (FERREIRA, 1939, p.4).
Como vimos então, a filosofia, enquanto meio utilizado para conhecer e explicar a natureza 
vai efetivamente contribuir para a construção de uma das correntes de pensamento que 
influenciaram o Serviço Social desde sua gênese, o Tomismo (teologia de Tomás de Aquino) 
que fez nascer no seio do trabalho social da Igreja católica a noção de caridade.O Tomismo será 
o ponto de partida e a base de sustentação para o pensamento Neotomista, que, retomado a 
partir de 1879, por influência do Papa Leão XIII, busca dar respostas aos problemas sociais 
emergentes advindosda pobreza, onde se considerava o homem em estado de “degradação 
moral”. Para a doutrina católica originariamente não são os homens que devem decidir mudar 
ou transformar a sociedade e sim os mandatários de Deus e assim negam toda proposta de 
transformação social.
Somente á partir de 1920, registra-se a criação de uma instituição católica, para oferecer 
bases teóricas da prática assistencial católica, a “União Internacional dos Estudos Sociais”que 
buscará fazer uma “ciência social” da igreja, cujo teor contém diretrizes da intervenção social e 
política e que seguindo-se a este e ainda sob a influencia do Neotomismo no Brasil destacam-se 
outros colaboradores e disseminadores de ensinamentos nas academias que fizeram expandir 
e consolidar-se nas ações dos assistentes sociais.
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Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Material Complementar
Para complementar os conhecimentos adquiridos nesta unidade, seguem algumas sugestões:
Livros:
AMEAL, João. São Tomás de Aquino. 5.ed. Porto: Livraria Tavares Martins, 1961.
Ao ter contato com esta obra, você conhecerá mais detalhadamente sobre a vida e obra 
de Tomás de Aquino, a primeira parte é imperdível pois traz sua biografia. Enquanto a 
segunda expressa suas ideias e linhas de pensamento.
CAMPOS, Fernando Arruda. Tomismo e Neotomismo no Brasil. São Paulo: 
Grijalbo, 1968. 
Essa obra traz algumas considerações sobre as novas configurações da sociedade quando 
o país passava por um processo de industrialização, deixando a economia rural, em 
consonância com as mudanças econômicas ocorridas no mundo, que também afetariam o 
Brasil agravando a os conflitos sociais, de forma inclusive a identificar as características do 
Serviço Social que acabava de chegar em meados de 1930, formatado pelo neotomismo.
______. Tomismo hoje. São Paulo: Loyola, 1989.
Esta obra aborda de forma detalhada, como esta filosofia está presente nas ações sociais 
no contexto da sociedade, ainda nos dias atuais. 
DESCARTES, René. Meditações. São Paulo: Nova Cultural Ltda., 1999.
Este material está destina aos que desejam conhecer melhor sobre a vida e obra de 
Descartes.
MARITAN. J. Humanismo Integral: Uma visão nova da ordem cristã (Humanismo 
Integral) Trad. Afrânio Coutinho, 4ª. Ed. São Paulo: Dominius. 1942. 
Este material pode esclarecer ao aluno sobre os ensinamentos que Maritain disseminou, 
conceitos os quais assumidos pela Igreja Católica e feito parte da Doutrina Social da 
Igreja, inclusive no Brasil os quais, fundamentaram as práticas dos assistentes sociais.
RODRIGUES, A. M. M. A Igreja na República. Brasília: Ed. Universidade de 
Brasília, 1981.
Esta obra aponta o Estado como organização política e social existe desde as civilizações 
antigas, vinculado com a religião e rompendo com essa tradição o Estado deixou de 
ser uma criação divina, para preocupar-se somente com os “interesses conflitantes que 
permeiam as relações sociais, destacando a história da Igreja, com a finalidade de buscar 
subsídios para a compreensão do forte vínculo, que ainda hoje, une essas duas Instituições. 
SILVA, F. L. Descartes: a metafísica da modernidade. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2006.
Essa obra pode contribuir trazendo conhecimento ao a luno no sentido de possibilitar 
a identificação das explicações sobre a essência dos seres e as razões de estarmos no 
mundo, do ponto de vista do autor, seguindo-se à análise da Metafísica relacionada as 
interações dos seres humanos com o Universo.
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Leituras:
Conheça mais sobre o Compêndio teológico de Tomas de Aquino acessando: 
http://goo.gl/UVRvEz
Cânticos:
Se você deseja ouvir um cântico medieval acesse: 
https://www.youtube.com/watch?v=-rF1rGoJJmo 
ou
http://goo.gl/bGaXWQ
Sites:
Para conhecer a oração homenageando São Miguel Arcanjo escrita pelo Papa Leão XIII 
(1878-1903) a partir de sua visão em 1884 visite: 
http://www.arcanjomiguel.net/papa_miguel.html#ixzz3Ly5hUm1Q
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Unidade: O Neotomismo e a Relação com o Serviço Social
Referências
AGUIAR. A.G. Serviço social e filosofia: das origens de Araxá. 6ª Ed. São Paulo: Cortez, 
2011.
AMARAL, C. E. P. Subsidiariedade e autonomia em São Tomás de Aquino: uma filosofia 
política para os nossos tempos. Arquipélago – Ciências Sociais, Açores, n.11/ 12, 1998.
BRUNEAU, T. O catolicismo brasileiro em época de transição. São Paulo: Loyola, 1974.
FERREIRA, T.P. Poema do Trabalhador. Revista do Instituto de Serviço Social, São Paulo, ano 
I, n.l, p.4, 1939.
IAMAMOTO, M. V.; CARVALHO. R. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São 
Paulo: Cortez/Celats, 1983.
KIEHL, M. A Escola de Serviço Social e os problemas do trabalho. Revista Serviço Social, 
São Paulo, ano 1, n.1, p.8, 1939. 
LEÃO XIII. Rerum Novarum: carta encíclica de sua santidade o Papa Leão XIII sobre a condição 
dos operários. 8.ed. São Paulo: Ed Paulinas, 1965. 
MAIRINQUE CASTRO, M. História do Serviço Social na América Latina; Tradução de 
José Paulo Netto e Balkys Villalobos. 12 Ed. São Paulo: Cortez, 2011.
MANCINI, L. C. O sentido do serviço social. Revista Serviço Social, São Paulo, ano 1, 
n.14, 1940.
MARTINELLI, M. L. SERVIÇO SOCIAL identidade e alienação. São Paulo: Cortez, 1989.
MAYOS, G. O Problema sujeito-objeto em Descartes, perspectiva da modernidade (traduzido 
por Mariá Brochado e Natália Freitas Miranda). Revista de investigación e información filosófica, 
Madrid, n. 195, V. 49, pp. 371-390, jul.-sep. 1993.
PEREIRA. S.F.A. O Assistente e a liberdade do Assistido. Revista de Serviço Social, ano 2, 
n. 23, 1940.
RIBERA. G. O Serviço Social na Indústria. Revista de Serviço Social, São Paulo, ano 2, n. 
16 , 17, 1940. 
PEREIRA, Potyara A. P. As políticas dos anos 90: crise ou reestruturação? In: Debates Sociais. 
Rio de Janeiro: CBCISS, n.57, p.65-72, 1999.
SILVA, C.N. A Presença de Postulados Tomistas na Gênese do Serviço Social. 
Departamento de Filosofia/UEL, Monografia para obtenção do título Especialista em Filosofia. 
Londrina PR,1995.
TELLES, G. U. Formação moral do assistente social. Revista Serviço Social, São Paulo, ano 
2, n.13, p. 14, 1940.
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Anotações

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