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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA PSICOLOGIA APLICADA A MARGINALIZAÇÃO E A DISCRIMINAÇÃO SOFRIDA PELO CORPO TRANS NO CONTEXTO HOSPITALAR PROFESSORA: LUSANIR POR: IZABEL CORRÊA DE OLIVEIRA – 20171106147 LUANA LOPES COSTA - 20171108686 MICHELLY SOARES CRUZ - 20171107832 NAYARA ELIZA OLIVEIRA GOMES- 20171108087 RAFAEL CARVALHO SANJUAN NETIS TELES - 20171108209 THAYNNÁ AMORIM DE MOURA - 20171110036 Rio de Janeiro 2021.2 Justificativa LGBTQIA+ é um movimento político e social com o propósito de defender a diversidade e que busca representatividade e direitos para a comunidade de pessoas de diversas orientações sexuais e identidades de gênero. A transexualidade não se relaciona com a orientação sexual, mas se refere a identidade de gênero. São pessoas que não se identificam com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer. A visibilidade trans tem ganhado destaque em estudos e pesquisas com o intuito de trazer informação para a sociedade e trazer também bem estar para essa população. Sendo assim, é importante pontuar questões especialmente no que tange a saúde das pessoas que se enquadram nesse grupo. O processo transexualizador é uma questão de saúde pública voltada a essas pessoas, um processo que não é de fácil acesso no Brasil, são poucas unidades credenciadas que realizam esse processo, o que na maioria das vezes fazem com que pessoas transsexuais recorram a outros meios de transformação corporal em busca da feminilidade que muitas das vezes implicam diretamente na sua saúde, trazendo riscos graves e que podem ser irreversíveis, o preconceito que assoa também fazem com que essas pessoas demorem ou desistam de procurar ajuda, pois muitas das vezes nem seu nome social é respeitado pela sociedade que ela se encontra e pelos profissionais da área da saúde que lhe prestam os serviços. Situações que mostram a necessidade de unidades e equipes capacitadas para a oferta desses serviços, um serviço que significa investimento adequado não só nas estruturas, mas também em uma equipe com formação bem orientada pelos princípios éticos, humanizados e com foco na proteção a vida de pessoas trans. Esse processo no Brasil se mostra muito limitado e discriminado, nosso estudo se propõe a mostrar a importância de investir em um serviço equânime e que tenha um acesso livre de discriminação e que respeite o nome social desse indivíduo que busca ajuda para se constituir como sujeito, e também salientar a importância do papel do psicólogo dentro da instituição numa equipe multidisciplinar com o papel não só de mediador mas buscando manter a humanização e harmonia naquela equipe, e um dos mais importantes; o seu papel no acompanhamento, acolhimento e ajuda da pessoa trans e sua família nesse processo tão delicado. Objetivo O presente trabalho tem como objetivo delimitar a discriminação que o corpo trans sofre no contexto hospitalar em diferentes territórios brasileiros, tal como o papel do psicólogo no atendimento humanizado às pessoas trans na inserção aos tratamentos dispostos pelo SUS, considerando a marginalização que os mesmos sofrem e o perigo em que são expostos quando não conseguem o acesso adequado ao serviço transexualizador no SUS. Metodologia Para a apresentação deste seminário foram utilizados dois textos base (“Desafios enfrentados por pessoas trans para acessar o processo transexualizador do Sistema Único de Saúde” e “Olhar o humanizado na pratica do psicólogo no ambiente hospitalar”) para o estudo e aprofundamento dos tópicos abordados, além de contar com a exibição de trechos do documentário “Web documentário poptrans – versão ampliada” para elucidar e exemplificar aspectos abordados nos artigos. A equipe composta por 6 alunos dividiu-se entre as seguintes funções: • Apresentar a introdução buscando antes ferramentas e/ou conteúdo para utilizar na no início do seminário; • Discorrer sobre o tópico “Portarias e inclusão do homem transexual e travestis” e buscar algum conteúdo para enriquecer a apresentação e/ou ser enviado para a turma; • Discorrer sobre o tópico “A distribuição geográfica dos programas com concentração de seis das dez unidades habilitadas para a oferta do processo transexualizador do SUS” e buscar algum conteúdo para enriquecer a apresentação e/ou ser enviado para a turma; • Discorrer sobre o tópico “A realidade de discriminação e desrespeito ao nome social que impedem o acesso aos serviços de saúde.” e buscar algum conteúdo para enriquecer a apresentação e/ou ser enviado para a turma; • Discorrer sobre o tópico “O diagnóstico de transexualismo, que, ao se orientar por normas socialmente construídas para o gênero, impede o acesso aos serviços transexualizadores” e buscar algum conteúdo para enriquecer a apresentação e/ou ser enviado para a turma; • Concluir o seminário fazendo uma síntese de todo conteúdo apresentado e mediar o debate com os demais alunos da turma; Referências BRASIL. Ministério da Saúde. Gabinete do Ministro. Portaria nº 1820, de 13 de agosto de 2009. Brasília, 1999. LIMA, Fabiana Santos; SILVA, Ana Cláudia Pereira da; SOUZA, Tatiane de Oliveira. OLHAR HUMANIZADO NA PRATICA DO PSICOLOGO NO AMBIENTE HOSPITALAR. GEPNEWS, Maceió, ed. 2, ano 2019, p. 448-453, 1 abr. 2019. Bimestral. ROCON, Paulo Cardozo et al. Desafios enfrentados por pessoas trans para acessar o processo transexualizador do Sistema Único de Saúde. Intface, São Paulo: UNESP, ano 2019, p. 1. 15 fev. 2019. Disponível em: https://www.scielosp.org/article/icse/2019.v23/e180633/#. Acesso em: 23 set. 2021. WEB Documentário PopTrans: Versão Ampliada. Brasília, Departamento de Doenças Crônicas e IST, 2017. 1 vídeo (40:37). Publicado pelo Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-MQ6OZPw29c. Acesso em: 12 out. 2021. https://www.scielosp.org/article/icse/2019.v23/e180633/ https://www.youtube.com/watch?v=-MQ6OZPw29c