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Cultura surda e libras Nome; Karen Braga de deus Ru: 2771306 polo: santa cruz do sul - rs A Língua de sinais no mundo A origem da linguagem de sinais não é especificamente registrada, mas foi usada em Paris, França em 1760, onde o Abade L'Epe fundou a primeira escola pública para surdos em seus 60 anos. Deste modo se destaca que a partir da fundação desta escola iniciou-se a multiplicação de profissionais surdos e ouvintes que se espalharam pelo mundo disseminando o uso da Língua de Sinais, foram criadas várias outras escolas, onde além do uso das Línguas de Sinais nacionais, exploravam-se novos recursos na educação dos surdos. A língua de sinais no brasil No Brasil a Língua de Sinais ganhou espaço a partir de 1857 quando Eduard Huet, um francês que ficou surdo aos doze anos veio ao país a convite de D. Pedro II para fundar a primeira escola para meninos surdos primeiramente chamada Imperial Instituto de Surdos Mudos, atual INES (Instituto Nacional de Educação de Surdos). A partir da fundação da escola, os surdos brasileiros puderam então criar a Língua Brasileira de Sinais, que se originou da Língua de Sinais Francesa e das formas de comunicação já utilizadas pelos surdos de vários locais do país. Cultura surda A cultura surda é o conjunto de características que tornam uma pessoa parte da comunidade surda ou do povo surdo, permitida principalmente pelo uso da língua de sinais. A cultura surda é uma forma de se orgulhar do modo de ser surdo e unir pessoas politicamente. Poucas pessoas conhecem a cultura surda e possuem muitos estigmas com relação a ela. Entretanto, a cultura surda é riquíssima e muito importante para essa comunidade, o surdo é muito marginalizado socialmente e por isso acabou sendo prejudicado em diversos contextos sociais. Porém, com o passar dos anos e o crescimento da comunidade surda e foram necessárias mudanças na sociedade, sociedade essa que antes exigia que o surdo simplesmente se adaptasse a cultura ouvinte. Foi através dos movimentos sociais que a comunidade surda teve seus direitos reivindicados e foi desta maneira que passaram a serem vistos com maior inclusão na sociedade, mas ainda assim há um longo caminho a se trilhar até a completa inclusão destes indivíduos como parte ativa da sociedade moderna. A cultura surda no brasil Nas décadas de 1980 e 1990, grupos em defesa da comunidade surda começaram a se organizar e a exigir do governo brasileiro uma proposta de inclusão maior e mais democrática para os surdos brasileiros. Nesse contexto, a língua de sinais ainda não era entendida nacionalmente como uma língua. A mobilização em torno da ampliação dos direitos dos surdos no Brasil resultou em uma primeira grande conquista com a Constituição de 1988, uma vez que o texto garante a educação como um direito de todos e também dá direito a atendimento educacional especializado na rede regular de ensino. Outros avanços aconteceram por meio da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996 (Lei nº 9.394/96), e da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. A Libras, porém, só foi reconhecida como língua a partir da citada Lei nº 10.436, que determinou o seguinte: “Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais – Libras e outros recursos de expressão a ela associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais – Libras a forma de comunicação e expressão, em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.” Essa lei foi regulamentada poucos anos depois por meio do Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. O conjunto dessas leis garantiu grandes avanços para o Brasil na inclusão da comunidade surda, uma vez que estabeleceu o ensino de Libras como parte da formação de professores no país, garantiu acesso a profissionais especializados para atender esse público etc. Os ouvintes e as libras A linguagem é parte integrante no desenvolvimento do ser humano. A falta dela tem graves consequências para o indivíduo no que se refere ao seu desenvolvimento emocional, social e intelectual. A comunicação é um processo de interação no qual se compartilha mensagens, ideias, emoções e sentimentos, podendo influenciar ou não outras pessoas. No entanto, a comunicação nem sempre ocorre de forma clara, uma vez que há várias crianças, jovens e adultos com deficiência na audição e consequentemente na comunicação. O que mais angustia os pais de pessoas surdas não é a surdez em si, mas o obstáculo na comunicação que ela proporciona. Muitos pais não estabelecem a Língua de Sinais na comunicação com seus filhos, porque desconhecem a importância dela para o desenvolvimento psíquico-social e ainda como uma forma de aquisição dos conhecimentos das pessoas surdas. Há por parte deles a ilusão de que seus filhos possam ouvir ou tornarem-se semelhantes aos ouvintes. Para tanto, buscam atendimentos, tratamentos clínicos e educação oralista na tentativa de oferecer aos filhos surdos, a oportunidade de constituírem-se como sujeitos e cidadãos através da linguagem oral. Porém, a utilização da Linguagem Brasileira de Sinais é uma forma de garantir a preservação da identidade das pessoas e comunidades surdas. Além disso, contribui para a valorização e reconhecimento da cultura surda que, por tanto tempo, foi o alvo da hegemonia da cultura ouvinte . Os ouvintes e as libras A comunicação através da Libras, propicia uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes, uma vez que já está previsto em lei a presença de intérpretes de Libras em diferentes instituições públicas , como escolas, universidades, congressos, seminários, programas de televisão entre outros. Além disso, a utilização das libras facilita a comunicação entre os surdos, que passam a se compreender como uma comunidade que tem características comuns e que devem ser reconhecidas como tal, praticando assim, a verdadeira inclusão social. A pessoa surda, através da Língua de Sinais, pode desenvolver integralmente todas as suas possibilidades cognitivas, afetivas e emocionais, permitindo sua inclusão e integração na sociedade. Por isso, é imprescindível que os pais de crianças surdas estabeleçam contato com a Língua de Sinais o mais cedo possível, aceitando a surdez de seus filhos como diferença e a Libras como uma modalidade de comunicação. O atraso na aceitação deste fato pode acarretar prejuízos no desenvolvimento cognitivo, emocional e da comunicação da criança surda, uma vez que a utilização da Libras pelos surdos possibilita o entendimento podendo ainda facilitar o atendimento de suas necessidades, seus anseios e suas expectativas. É por meio dessa língua que o surdo fará a interação na sociedade, construir sua identidade e exercer sua cidadania, sendo esta, a forma mais expressiva de inclusão. Capacitação de ouvintes em libras Atualmente muitas empresas, escolas e até sites online promovem o ensino de LIBRAS com profissionais qualificados. Com a pandemia a procura por cursos online cresceu exponencialmente e a oferta por cursos de LIBRAS com certificados se tornou ainda mais abundante. O crescimento da busca por qualificação se deu também por parte dos educadores de todas as áreas afim de estabelecerem uma melhor dinâmica em salas de aula e tornar estes ambientes acolhedores para todos os alunos. Um exemplo recentes de capacitação de ouvintes em LIBRAS aconteceu em janeiro deste ano, o Governo de São Paulo por meio da parceria entre as Secretarias de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Educação, realizou o Curso EaD (ensino a distância) de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para mais de 4 mil profissionais da rede de ensino estadual e municipal. O curso, que aconteceu por meio da Escola de Formação e Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação (EFAPE), visou ampliar as possibilidades de comunicação e interação entre professores e alunos com deficiência auditiva, além de capacitaresses profissionais diminuindo as barreiras comunicacionais. Praticando libras Praticando libras Santa cruz do sul Um dos grandes exemplos da região no quesito integração entre ouvintes e surdos vem da própria Prefeitura de Santa Cruz do Sul que é uma das poucas no Estado com uma Central de Libras na estrutura para auxiliar a comunidade surda a enfrentar os empecilhos diários. O serviço está regulamentado por decreto e desde a criação no mês de dezembro de 2017, desde então houveram cerca de 430 auxílios onde são realizados diariamente cerca de 30 a 40 atendimentos por mês. Os profissionais de Libras podem acompanhar os usuários para solução de demandas em órgãos públicos, além de hospitais, bancos, delegacias, Sine, fórum, cartórios e outros locais. As solicitações podem ser feitas pelo WhatsApp (51) 98443-0312, no telefone fixo 3713-8201 ou na Central de Libras, que funciona no Palacinho http://historiaearquitetura.blogspot.com/2012/08/palacinho-e-centro-de-cultura-de-santa.html Uninter santa cruz do sul O polo universitário de Santa Cruz do Sul dispõe de alguns recursos de inclusão a comunidade surda como a inclusão de libras na grade curricular dos cursos juntamente com interpretes para as vídeo aulas e também para quaisquer eventos online realizados pela instituição. Porém seria ainda mais inclusivo a adesão de interpretes para passar orientações diretamente no polo quando os alunos da comunidade surda necessitassem de esclarecimentos com relação a seus cursos bem como para orientar nas realizações de provas presenciais e integrar ouvintes e surdos nas apresentações de trabalhos no polo - quando a pandemia passar -. https://www.google.com.br/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fwww.gaz.com.br%2Fconteudos%2Fregional%2F2020%2F06%2F03%2F166465-uninter_oferece_cursos_gratuitos_voltados_para_a_area_da_saude.html.php&psig=AOvVaw3G2ZNnriUmu_j57iHT3IC9&ust=1621899812956000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCJiok-n94PACFQAAAAAdAAAAABAD referências Andreis-Witkoski, Sílvia.Introdução àLibras: língua, história e cultura. Curitiba: Ed. UTFPR, 2015. Disponível em: <http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/bitstream/1/1598/9/libras_iniciais.pdf> Acesso em: 16/05/2021. 2)STOCK, I. M. Língua Brasileira de Sinais. Repositório Unicentro. [S. d]. Disponível em: <http://repositorio.unicentro.br:8080/jspui/bitstream/123456789/1060/1/STOCK_L%C3%ADngua%20brasileira%20de%20sinais2.pdf> Acesso em: 16/05/2021. 3)BOGAS, João Vitor. A história da Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Hand Talk. [S.d.]. Disponível em: <https://blog.handtalk.me/historia-lingua-de-sinais/>. Acesso em: 16/05/2021. 4)Redação Mundo Estranho. Quem criou a linguagem de sinais para surdos. Super Estranho. 18 abr. 2011. Disponível em: <https://super.abril.com.br/mundo-estranho/quem-criou-a-linguagem-de-sinais-para-surdos/>. Acesso em: 29/01/2021.5)BOGAS, João Vitor. Responsabilidade Social. Hand Talk. [S.d.]. Disponível em: <https://blog.handtalk.me/responsabilidade-social/>.Acesso em: 16/05/2021 Exemplo de pratica em LIBRAS nos vídeos gravados pela professora Rafaela Hoebel: https://youtube.com/playlist?list=PLJXngNrJLs9eYAw00IABrVi_88XJAD2-H Acesso em: 16/05/2021 https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/cidades/central-de-libras-facilita-acesso-a-servi%C3%A7os-b%C3%A1sicos-em-santa-cruz-do-sul-1.362331 Acesso em: 23/05/2021 https://www.gov.br/pt-br/servicos-estaduais/capacitar-na-lingua-brasileira-de-sinais-libras Acesso em: 16/05/2021