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EMBRIOLOGIA DO TRONCO ENCEFÁLICO
TRONCO ENCEFÁLICO:
- No tubo neural, as moléculas de WNT
estão em maior quantidade na região caud
em relação à cranial.
- São formadas vesículas primordiais, o
rombencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo
- Na quarta para quinta semana, a região d
encéfalo tem segmentações transversais,
chamadas de neurômeros, que
desaparecem na sexta semana.
- Na área do rombencéfalo, na 5 semana, a
segmentações transversais são bem
visíveis, chamada de R1, R2…, chamados d
rombômeros. São importantes no
desenvolvimento que leva a diferenciação
do rombencéfalo.
- O encéfalo subdivide nas vesículas, o
prosencéfalo se subdivide em telencéfalo
cranialmente e em diencéfalo caudalment
O mesencéfalo não se subdivide, mas
cresce, devido a molécula sinalizadora EN 
2.
- do prosencéfalo em direção a medula
espinhal é o eixo crânio-caudal, importan
local de moléculas sinalizadoras, como a
WNT.
- o crescimento do tubo neural é
desproporcional, promovendo dobras,
chamadas de flexuras. Tem a flexura na
área ventral do mesencéfalo (flexura do
encéfalo médio), outra ventral na medula
espinhal para o rombencéfalo (flexura
cervical) e outra na região dorsal (flexura
pontina).
- a flexura pontina que pressiona o
rombencéfalo, promovendo mudanças na
região do epitélio do tubo neural, como a
placa alar passa a se situar lateralmente a
placa basal e o alargamento do canal neural.
ROMBENCÉFALO: na região da placa basal
continuam as moléculas de SSH liberadas
pela notocorda, que induzem a região
ventral a diferenciar em parte motora. E a
placa alar diferencia em parte sensitiva.
- também tem participação em menor
quantidade de WNT e do ácido retinóide,
produzido no sentido caudal para cranial,
que induzem a diferenciação do
rombencéfalo.
- ao mesmo tempo, na região limite, entre
o rombencéfalo e o mesencéfalo, é
encontrado um grupo de neuroblastos que
promovem um limite, chamado de istmo.
Está relacionado com a formação de
moléculas sinalizadoras, como a OTX2
(produzida no sentido crânio-caudal) e a
GBX2 e HOX (produzidas no sentido crania
para caudal, induzem o rombencéfalo a
diferenciar).
- se subdivide em metencéfalo (R1 e R2) e
mielencéfalo (R3, R4, R5, R6 e R7), através
das moléculas de WNT e retinóide
(caudal-cranial) e HOX e GBX 2
(cranial-caudal).
- as moléculas de OTX2 e GBX2 se
reprimem, formando o istmo. No istmo,
neuroblastos produzem FGF 8 (fator de
crescimento de fibroblastos tipo 8), que
induz para o lado do mesencéfalo a
formação do teto óptico, e para o lado do
rombencéfalo induz o desenvolvimento do
cerebelo.
- o metencéfalo dá origem dorsalmente ao
cerebelo e ventralmente a ponte, o
mielencéfalo dá origem ao bulbo/medula
oblonga.
- o início do mielencéfalo (caudal) não
sofre influência da flexura pontina (a placa
alar fica dorsal e a basal fica ventral) , já a
região caudal sofre (posiciona a placa alar
lateralmente a placa basal).
MIELENCÉFALO: forma o bulbo/medula
oblonga.
-os neuroblastos da placa alar
diferenciam-se em núcleos, que são
conjunto de corpos celulares de neurônios.
- lateralmente é formado o núcleo
cuneiforme, medialmente o núcleo grácil.
Tem o canal central do tubo e a substância
cinzenta central.
- a substância branca produz
intumescências no bulbo (na região
caudal), chamadas de pirâmides bulbares,
que correspondem a axônios de neurônios
com suas bainhas de mielinas chamadas de
fibras corticoespinhais.
- a região cranial é pressionada de modo
que a placa alar distancie uma da outra e a
placa do teto adelgaçam e, com isso, esse
movimento chega ao canal neural, que vai
alargar para dar origem ao quarto
ventrículo. Tem o tecido ependimário, a
placa do teto adelgaçada e por fora a
pia-máter, os 3 formam a tela coróide.
- na região caudal um grupo de
neuroblastos da placa alar migram
ventralmente no bulbo e dá origem às oliv
bulbares.
- a placa alar dá origem a coluna dorsal
sensitiva e a placa basal a coluna ventral
motora. Tem formação de núcleos
sensitivos na placa alar e núcleos motores
na placa basal, que estão relacionados com
os pares de nervos cranianos. Quando as
placas completarem sua diferenciação,
serão produzidos 4 núcleos sensitivos e 3
núcleos motores.
- na região do 4 ventrículo, a tela coróide
invagina e forma os plexos coróides do 4
ventrículo, que produzem o líquido
cérebro-espinhal.
Núcleos sensitivos:
1- Aferente somático especial: as sensações
vêm de uma parte específica do corpo,
relacionado com a sensação de equilíbrio
(no ouvido interno).
2- Aferente somático geral: chegam
sensações gerais, como dor, tato, pressão,
temperatura.
3- Aferente visceral especial: chegam
sensações das vísceras na região da cabeça,
relacionado com a gustação.
4- Aferente visceral geral: chegam sensações
das vísceras gerais, como tato, dor, calor,
temperatura e pressão.
Núcleos motores:
1- Eferente visceral geral: os axônio saem e
vão inervar as vísceras (musculatura lisa,
glândulas salivares e lacrimais).
2- Eferente visceral especial: os axônios saem
e vão inervar as vísceras que vieram do
aparelho faringeo (músculos estriados
esqueléticos que vieram do aparelho
faringeo de origem braquiomérica)
3- Eferente somático geral: os axônio saem e
inervam a musculatura estriada esquelética
do corpo e dos miótomos dos somitos
occipitais e pré-ópticos.
PONTE E CEREBELO: na ponte tem
nitidamente os núcleos provenientes da
placa basal, mas não é possível ver
nitidamente os núcleos da placa alar.
- um grupo de neuroblastos da placa alar do
metencéfalo migra para a região ventral e
dá origem aos núcleos pontinos.
- a camada marginal vai dar origem a
substância branca da ponte, que é um feixe
de axônios em sentido transversal, que
crescem na direção do cerebelo em
desenvolvimento, e conectam o córtex
cerebral com a região medular.
- o cerebelo começa a se desenvolver da
placa alar do metencéfalo, que cresce e
forma uma saliência delgada chamada de
lábio rômbico, que, junto com a placa alar
forma o cerebelo.
- na zona marginal na ponte dá origem ao
axônios de neurônios, que vão atravessar a
área da parede do tubo neural e se conecta
com o cerebelo em desenvolvimento. Liga 
cerebelo ao córtex cerebral e a medula, um
ponte entre essas 3 regiões.
- a placa alar tem zona ventricular, zona d
manto e zona marginal.
- o cérebro em desenvolvimento cresce e
produz na região dorsal os hemisférios
cerebelares direito e esquerdo.
- o cerebelo possui lóbulos, que possuem
uma hierarquia evolutiva. O primeiro lóbu
a se desenvolver é o lóbulo flóculonodular
(arquicerebelo, cuida de movimentos sem
precisão); o segundo é o lobo anterior
(paleocerebelo, movimentos mais
preciso);e o terceiro é o lóbulo posterior
(neocerebelo, relaciona os movimentos
com as sensações).
- à medida que o cerebelo se desenvolve ele
também produz núcleos. O maior é o núcleo
denteado.
- o cerebelo difere das outras áreas pois a
substância cinzenta fica externamente a
ele, formando o córtex cerebelar. Isso
acontece porque a zona do manto tem
neuroblastos que vão migrar para fora da
zona marginal, formando a substância
cinzenta externamente a substância branca.
- as células que migram para fora da zona
marginal vão dar origem a células córtex
cerebelar, chamadas de células em sexto,
células estreladas, células de Purkinje e
células em candelabros. Na lateral o lábio
rômbico também projeta células para fora e
produzem a camada germinativa externa,
as células também fazem uma migração
para a região mais profunda do metencéfalo
em desenvolvimento, dando origem
inicialmente a camada germinativa interna
e, posteriormente, aos núcleos do cerebelo.
- a substância cinzenta, o córtex cerebelar,
é constituído por 3 regiões: camada
molecular (células estreladas e células em
sexto), camada de células de Purkinje e a
camada granular (células de golgi e célula
granular).
- o axônio da célula granular lança ramos
paralelos na camada molecular, formando
as fibras paralelas do córtex cerebelar.
- o cerebelo é responsável pelos
movimentos do corpo, do mecanismo de
aprendizagem e sofisticação dos
movimentos. Ele recebeinformações de
vias espinocerebelares, ponte, bulbo e da
oliva bulbar.
- a resposta do cerebelo é feita pelos
axônios das fibras de Purkinje (única
eferência).
AULA 17/04
CIRCUITOS CEREBELARES:
- as células estreladas e as em sexto são
gabaérgicas (sinapses inibitórias) e são
provenientes dos neuroblastos da zona do
manto da placa alar do metencéfalo.
- na camada de células de purkinje, o corp
celular emite um dendrito que ramifica na
camada molecular, fazendo sinapses nessa
camada. O axônio da célula de purkinje é o
único eferente do cerebelo, indo tanto par
os núcleos profundos do cerebelo quanto
para fora para fora do cerebelo. Também é
gabaérgica (sinapses inibitórias)
- as células em candelabro são gabaérgica
e também vieram dos neuroblastos da zon
do manto da placa alar do metencéfalo.
- a camada granular tem a maior densidad
de neurônios, com as células granulosas
que veio da camada granulosa externa do
lábio rômbico, que migra para a parte
interna no córtex cerebelar. Os axônios
formam as fibras paralelas na camada
molecular. É glutamatérgica e faz sinapses
excitatórias. Também tem a presença de
células de lugar (gabaérgica) e unipolares
ciliares (glutamatérgica), vieram dos
neuroblastos da zona do manto da placa
alar do metencéfalo.
- a célula de golgi é gabaérgica, faz
sinapses inibitórias com as outras células
(formando circuitos no cerebelos
relacionados com a aprendizagem do
movimento).
- a célula musgosa (aferência, são axônios
de neurônios que chegam no cerebelo de
diferentes regiões do sistema nervoso) traz
informações sobre um determinado
movimento e faz circuitos, chamados de
alças de feedback positiva ou negativa, que
culminam no final com uma resposta dada
pela axônio da célula de purkinje.
- a fibra trepadeira (aferência) é
proveniente das olivas bulbares.
- a célula musgosa e a trepadeira são
glutamatérgicas (fazem sinapses
excitatórias).
- as alças de feedback aumentam o GABA
(feedback positivo) ou diminuem o GABA
(feedback negativo) nos núcleos profundos
do cerebelo.
- ex: célula de golgi fazendo sinapse
diretamente com a fibra de purkinje: a
célula de golgi é gabaérgica e inibe a célula
de purkinje, consequentemente, o axônio
da célula de purkinje libera menor
quantidade de GABA nos núcleos profundos
do cerebelo (alça de feedback negativa).
Menor quantidade de GABA nos núcleos
profundos do cerebelo significa que eles
estão menos inibidos, tornando-se mais
estimulados para promoverem suas
eferências.
- ex: célula de golgi inibe a célula estrelada,
consequentemente, diminui a liberação de
GABA nas células de purkinje, com isso,
tendo menor inibição da célula estrelada,
libera mais GABA nos núcleos profundos do
cerebelo (alça de feedback positiva).
- células em cesta fazem sinapse com a
célula de purkinje, liberando GABA e a
inibindo, a fibra de purkinje libera menor
quantidade de GABA nos núcleos profundo
do cerebelo (alça de feedback negativo). Os
núcleos profundos do cerebelo, ao
receberem menores quantidades de GABA
ficam mais excitados.
- célula granular (glutamatérgica) faz
sinapse com os dendritos das células de
purkinje, recebendo glutamato e a excita,
liberando mais GABA nos núcleos
profundos do cerebelo (feedback positiva)
Os núcleos profundos do cerebelo, ao
receberem maiores quantidades de GABA,
ficam menos excitados.
- os corpos celulares das fibras trepadeira
ficam nas olivas bulbares que fazem
sinapses com as células de purkinje, os
núcleos olivares têm conexão com o córtex
cerebral. O córtex cerebral analisa o
movimento, quando o movimento
executado é igual ao movimento
pretendido, o córtex cerebral envia sinaps
para os núcleos olivares, que enviam
sinapses para as fibras de purkinje, que sã
disparos simples. Mas quando o córtex
cerebral envia sinais para as olivas bulbare
indicando que o movimento executado tá
diferente do movimento pretendido, as
fibras trepadeiras enviam para as fibras de
purkinje do cerebelo disparos complexos,
modificando o circuito no cerebelo, fazend
com que as células de purkinje promovam
depressão a longo prazo, indicando a
correção do movimento.
MESENCÉFALO: não sofre subdivisão, está
no limite com o rombencéfalo, no istmo,
onde tem, para o lado do mesencéfalo,
moléculas de OTX2.
- na área do istmo também é produzido o
FGF8 que, voltado para o mesencéfalo,
induzem as modificações no teto.
- não sofre alteração da flexura pontina, ou
seja, a placa alar vai se situar na parte
dorsal e a placa basal na parte ventral, no
meio tem o canal neural.
- à medida que o mesencéfalo desenvolve,
neuroblastos da placa alar migram tanto
para a região dorsal quanto para a ventral,
para produção de núcleos. A placa basal
também diferencia em núcleos e a
substância branca torna-se cada vez mais
espessa, diminuindo o diâmetro do canal
neural.
- com isso, no estágio intermediário do
desenvolvimento do mesencéfalo,
observa-se neuroblastos da zona do mant
da placa alar do mesencéfalo migram para
a região dorsal, dando origem aos corpos
quadrigêmeos, aos colículos superiores
(relacionados com visão) e inferiores
(relacionados com audição) e ao núcleo
sensitivo do trigêmeo. A placa basal
diferencia em núcleos motores (núcleos
oculomotor, troclear, e núcleo
Edinger-Westphal em desenvolvimento) e
substância branca tem axônios que vão pa
a ponte, medula, bulbo e produzem os
pedúnculos cerebrais (correspondem a
fibras corticobulbares, córtico pontinas e
corticoespinhais)
- neuroblastos da placa alar do mesencéfa
migram a região ventral e produzem a
substância negra do mesencéfalo e o núcle
rubro. A placa alar também dá origem a
substância cinzenta periaquedutal.
- o neuroepitélio torna-se cada vez mais
espesso, diminuindo o diâmetro do canal
neural.
- com o mesencéfalo complementando o
seu desenvolvimento, é observado que a
parede do tubo neural ficou espessa,
promovendo a diminuição do diâmetro do
canal neural, que passa a ser chamado de
aqueduto de Sylvius, que comunica o 3
ventrículo com o 4.
- a placa basal está produzindo o núcleo
motor somático do nervo oculomotor (III)
que inervam os músculos extrínsecos do
globo ocular, exceto o reto lateral e o
oblíquo superior, e produzindo o núcleo
motor visceral do nervo oculomotor (III),
que inerva os músculos constritores da
pupila e os músculos ciliares. Além disso,
tem outro núcleo referente ao IV par de
nervo craniano, o nervo troclear, que
inversa o músculo oblíquo superior do
globo ocular.
- o núcleo rubro/vermelho recebe este
nome por ser muito vascularizado, recebe
fibras do núcleo denteado do cerebelo e
envia fibras para o núcleo olivar inferior,
relacionados com a aprendizagem de
padrões complexos de movimentos.
- se o aqueduto de Sylvius for bloqueado
total ou parcialmente durante o período
fetal ocorre hidrocefalia. Ocorre obstrução
do fluxo de líquido cerebroespinhal, os
ventrículos laterais e terceiro ventrículo
aumentam de volume, as suturas craniais
se separam, o córtex cerebral torna-se
delgado e os ossos da calvária aumentam de
tamanho.
- a substância negra do mesencéfalo está
relacionada com o mal de Parkinson. Ela
tem uma área compacta que produz
melanina e dopamina e uma área reticular
que produz GABA e acetilcolina; a área
compacta faz uma via que vai para a área
dos núcleos da base (sistema nigroestriado
da dopamina), ao chegar nos núcleos, a
dopamina ajuda no controle dos
movimentos. Na doença de Parkinson, os
neurônios dessa via são destruídos,
faltando dopamina nos núcleos da base,
acarretando na análise incorreta dos
movimentos.
AULA 19/04
PARES DE NERVOS CRANIANOS: 12 pares
de nervos.
- dos 12 pares, 2 não estão relacionados
diretamente com o tronco encefálico, que
são o nervo olfatório e o nervo óptico.
- nervo olfatório, nervo óptico, nervo
oculomotor, nervo troclear, nervo trigêmi
nervo abducente, nervo facial, nervo
vestibulococlear, nervo glossofaríngeo,
nervo vago, nervo acessório e nervo
hipoglosso.
EMBRIOLOGIA DOS PARES DE NERVOS
CRANIANOS: no 28 dia da gravidez já é
notado as raízes dos nervos na região do
tubo neural.
- ventralmente tem o desenvolvimentodo
aparelho faringeo, com os arcos faríngeos
- os nervos podem inervam tanto
musculatura lisa (componente eferente
visceral geral) quanto musculatura estriad
(se for de origem do aparelho faringeo é
componente eferente visceral especial, se
for proveniente dos miótomos dos somito
é componente somático).
- nos somitos occipitais os miótomos tem
mioblastos que migram para a região da
língua em desenvolvimento, para formar a
musculatura estriada esquelética.
- também tem a vesícula óptica e antes dela
tem os somitos pré-ópticos, que possuem
mioblastos que migram para a região do
globo ocular em desenvolvimento para
formação da musculatura extrínseca do
globo ocular. A vesícula óptica veio do
placóide óptico, formado no ectoblasto, que
afunda no mesênquima do prosencéfalo em
desenvolvimento e vai produzir as partes
membranosas da orelha interna, no qual é
econtrado os sensores para equilíbrio e
audição.
- o nervo trigêmio (5º par), recebe esse
nome porque emite um ramo para a
inervação próxima a área do globo ocular
em desenvolvimento (ramo oftálmico),
outro para a região onde está sendo a
formação da maxila (ramo maxilar) e outro
ramo para a região da área da saliência
mandibular (ramo mandibular).
- o 2º arco faríngeo é inervado pelo nervo
facial (7º par), o primeiro ramo vai para a o
1º arco faríngeo e recebe o nome de corda
do tímpano (está relacionado com a
inervação dos ⅔ anteriores da língua).
- no 3º arco faríngeo é inervado pelo nervo
glossofaríngeo (9º par), que tem uma
ramificação para o 2º arco faríngeo. A
musculatura da faringe na parte superior é
inervada por ele.
- o 4º e 6º arco faríngeo são inervados pelo
maior nervo craniano, o nervo vago (10º
par).
- esses nervos (5,7,9 e 10) são classificados
como pares cranianos dos arcos faríngeos.
- as raízes cervicais dão origem ao 11º par
de nervo craniano, que inerva o músculo
trapézio e esternocleidomastóideo.
- na parte do bulbo, na região
ventromedial, tem corpos celulares que dã
origem a coluna eferente somática, que
forma axônios que dão origem ao nervo
hipoglosso (12º par). É um nervo eferente
somático, que inerva os mioblastos dos
somitos occipitais, que migram para a
região da língua em desenvolvimento,
fazendo a inervação dessa região.
- a vesícula óptica ao afundar no
mesênquima no prosencéfalo em
desenvolvimento produz a orelha interna
com a formação dos canais semicirculares
com as cristas ampolares, do sáculo e do
utrículo com suas máculas. Esses 3 sensor
(máculas do utrículo e do sáculo e canais
semicirculares) estão relacionados com o
equilíbrio, formando o nervo vestibular,
que sai junto com uma área também vinda
da vesícula óptica, chamada cóclea.
Internamente, a cóclea tem o órgão de
corte, cujos axônios dos neurônios formam
o nervo coclear, que sai junto com o nervo
vestibular, dando origem ao 8º par de nerv
craniano, o nervo vestibulococlear.
- antes da vesícula óptica, tem os somitos
pré ópticos relacionados a formação da
musculatura extrínseca do globo ocular.
Tem 3 pares de nervos cranianos
relacionados com a inervação desses
músculos: nervo abducente (6º par, inerva
o músculo reto lateral), nervo troclear (4º
par, inerva o músculo oblíquo superior) e o
nervo oculomotor (3º par, inerva os outros
músculos).
- o nervo óptico (2º par) e o nervo olfatório
(1ºpar) vão direto para a região do encéfalo.
- os arcos faríngeos possuem componente
muscular, que vai dar origem a músculos
branquioméricos (m. e. e.). Os nervos que
fazem a inervação desses músculos são
caracterizados como eferentes viscerais
especiais.
- no 1º arco faríngeo (inervado pelo nervo
trigêmeo), tem um componente muscular
que vai dar origem a músculos de
mastigação, correspondente a massa
muscular mastigatória. O nervo trigêmeo é
eferente somático.
- o 7º par de NC (facial) tem um núcleo na
ponte, que um dos ramos inerva a massa
muscular facial no 2º arco faríngeo, que vai
dar origem aos músculos de expressão
facial. O nervo facial é misto, um dos seus
componentes é o componente eferente
visceral, que inerva os músculos de
expressão facial.
- o 3º arco faríngeo é inervado pelo 9º par
de NC (nervo glossofaríngeo) e tem uma
massa muscular chamada de estilo
faríngea, que dá origem a alguns músculos
da faringe (músculo estilo faríngea).
- o 4º e o 6º arcos faríngeos são inervados
pelo 10º par de NC (nervo vago) e tem
massas musculares, chamada de massa
muscular da faringe e da laringe, para
formação de músculos tanto da faringe
quanto da laringe.
- os músculos derivados do aparelho
faringeo caracteriza-os como músculos
braquioméricos.
- o outro grupo de músculos estriados
esqueléticos são provenientes dos somitos
pré-ópticos, que migram para o entorno do
globo ocular (para formar os músculos
extrínsecos do globo ocular). O componente
nervoso é um componente eferente
somático geral (inervam músculos
estriados esqueléticos de origem
miotômica).
- vindo da área do bulbo em
desenvolvimento mais caudalmente tem o
12º par de NC, o hipoglosso, que inerva a
musculatura estriada esquelética da língua
vindo dos somitos occipitais.
- junto com os pares cranianos do aparelh
faríngeo (5,7,9 e 10), tem o
desenvolvimento do músculo trapézio e
esternocleidomastóideo (massa muscular
esternocleidomastóidea e trapézio), que sã
inervados pelo 11º par de NC, o nervo
acessório. Tem o componente eferente
visceral especial.
COMPONENTES DOS PARES DE NERVOS
CRANIANOS:
- Aferente somática especial: vem do ouvido
interno, relacionada com o equilíbrio.
- Aferente somática geral: relacionada com
as sensações de dor, tato, equilíbrio do
organismo.
- Aferente visceral especial: relacionado com
a gustação
- Aferente visceral geral: dor, tato, pressão,
temperatura das vísceras do organismos.
- Eferente visceral geral: inerva a
musculatura lisa.
- Eferente visceral especial: inerva a
musculatura proveniente do componente
muscular do aparelho faringeo.
- Eferente somático geral: inerva os
músculos que vieram dos somitos occipita
e pré-ópticos.
- uma maneira de classificar os pares de NC
é observar características embriológicas.
Encontra-se 3 grupos:
* NC somáticos eferentes: relacionados a
musculatura estriada esquelética de origem
dos somitos. Corresponde aos pares 3,4,6 e
12.
* NC do aparelho faríngeo: diretamente
relacionado com o aparelho faríngeo.
Corresponde aos pares 5,7,9 ,10 e 11.
* NC dos sentidos especiais:
correspondentes aos sentidos especiais.
Corresponde aos pares 1,2 e 8.
NERVOS CRANIANOS SOMÁTICOS
EFERENTES: inervam a musculatura
estriada esquelética.
- correspondem ao 3º par (oculomotor), 4º
par (troclear), 6º par (abducente) e 12º par
(hipoglosso). O 3º e 4º o núcleo está no
mesencéfalo, o 6º está na ponte e 12º está
no bulbo.
Nervo hipoglosso (12º par): os corpos
celulares desse nervo estão na região
ventromedial do bulbo, que corresponde a
uma coluna eferente somática geral do
nervo hipoglosso.
- é exclusivamente motor.
- inerva os músculos intrínsecos e
extrínsecos (exceto o palatoglosso) da
língua (são músculos que vieram de
mioblastos que migraram de miótomos do
somitos occipitais, são de origem
miotomica).
- na paralisia bilateral do hipoglosso a
pessoa tem dificuldade de movimentar a
língua para dentro da cavidade oral.
Nervo abducente (6ºpar) e nervo troclear
(4ºpar): o núcleo do abducente está na
ponte na coluna ventromedial, os axônios
dos neurônios emergem ventralmente e dã
origem ao nervo. Inerva o músculo reto
lateral do globo ocular.
- lesão no nervo abducente pode causar
estrabismo.
- o núcleo do troclear está no mesencéfalo
os axônios dos neurônios emergem
dorsalmente e dão origem ao nervo. Inerva
o músculo oblíquo superior do globo ocula
- lesão no nervo troclear pode causar
diplopia (visão dupla).
Nervo oculomotor (3º par): inerva os
outros músculos do globo ocular (reto
superior, inferior, medial e oblíquo
inferior) e está relacionado também com a
dilatação pupilar e o levantamento da
pálpebra.
- os corpos celulares estão presentes na
placa basal do mesencéfalo, é um núcleo
somático eferente.
- o núcleo de Edinger Westphal é uma
ramificaçãodo nervo oculomotor, que faz
com que o nervo não seja 100% motor, já
que ele é um núcleo eferente visceral geral.
Essas fibras inervam os músculos
intrínsecos do bulbo ocular, o músculo
ciliar e o músculo esfíncter da pupila.
- lesão deste nervo pode causar ptose
palpebral e midríase.
NERVOS CRANIANOS DO APARELHO
FARÍNGEO: são mistos, possuem vários
componentes.
- são o trigêmeo (V), facial (VII),
glossofaríngeo(IX), vago (X) e o acessório
(XI).
Nervo trigêmeo (5º par): o gânglio do
nervo trigêmeo é originado de células das
cristas neurais. O gânglio trigêmeo tem 3
grandes divisões, os nervos oftálmico,
maxilar e mandibular.
- os prolongamentos sensitivos destas
células do gânglio trigêmeo penetram na
ponte e chegam a coluna aferente somática
geral (dor, tato, temperatura, pressão de
partes do corpo). As fibras sensitivas do
nervo trigêmeo inervam a pele da face e o
revestimento da boca e do nariz.
- o nervo oftálmico é somente sensitivo;o
nervo maxilar é somente sensitivo, inerva a
pálpebra inferior, mucosa nasal, dentes
superior, lábio superior e nariz; e o nervo
mandibular é sensorial e motor, a parte
sensitiva da face, cavidade bucal, língua,
dentes mandibulares, lábio inferior, pele e
face, e a parte motora inerva os músculos
masseter, pterigóideo, milo hióideo,
digástrico rostral e temporal.
- a porção motora sai da coluna eferente
visceral especial da ponte e inervam os
músculos da mastigação (temporal,
masseter, pterigóideo medial e lateral,
milo-hióideo, e ventre anterior do
digástrico, tensor do tímpano e tensor do
véu palatino).
Nervo facial: é um nervo misto.
- a parte motora está relacionada com a
inervação de músculos de expressão facial
que são provenientes do componente
muscular do 2º arco faríngeo. É originado
de fibras da coluna visceral eferente especia
da ponte.
- forma também um componente aferente
somático geral, que inerva o pavilhão
auditivo e o meato acústico externo.
- também está relacionado com a inervaçã
das glândulas submandibular, sublingual 
lacrimal, sendo um componente eferente
visceral geral.
- inerva também os ⅔ anteriores da língu
(gustação) e do palato mole, o component
é aferente visceral especial.
Nervo glossofaríngeo: inerva o 3º arco
faríngeo, e proveniente das colunas
viscerais eferentes especiais e eferentes
gerais do bulbo, possui 2 núcleos motores 
2 núcleos sensitivos.
- inerva os músculos constrictor superior
da faringe e o músculo estilofaríngeo. Este
componente está na coluna eferente viscera
especial do bulbo.
- inerva o terço posterior da língua
(gustação), o componente é aferente viscer
especial.
- também inerva a glândula parótida, o
componente é eferente visceral geral.
- faz também a inervação sensitiva geral do
terço posterior da língua, faringe, úvula,
tonsilas, tuba auditiva, seio e corpos
carotídeo, classificado como aferente
visceral geral.
- inerva o meato acústico externo e o
pavilhão auditivo (dor, tato, temperatura),
o componente é aferente somática geral.
Nervo vago: é formado pela união de nervos
dos 4º e 6º arcos faríngeos. Seus núcleos
estão localizados nas colunas eferente
visceral e aferente visceral do bulbo. É um
nervo misto.
-o nervo do 4º arco faríngeo forma o nervo
laríngeo superior e inerva o músculo
cricotireóideo e constritores da faringe
(exceto o constritor superior), o
componente é eferente visceral especial
(músculos branquioméricos). O nervo do 6º
arco faríngeo forma o nervo laríngeo
recorrente e inerva músculos intrínsecos da
laringe.
- o nervo laríngeo superior e o laríngeo
recorrente se juntam e formam o nervo
vago.
- também lança ramos para a musculatura
lisa, um componente eferente visceral geral.
Nervo acessório: é formado a partir de 5 ou
6 raízes dos segmentos cervicais craniais da
medula espinhal.
- faz a inervação do músculo
esternocleidomastóideo e do trapézio
(origem branquiomérica), sendo um
componente eferente visceral especial.
- têm ramificações que acompanham as do
vago e inervam vísceras torácicas,
promovendo a inervação da musculatura
lisa das vísceras. Sendo um componente
eferente visceral geral.
NERVOS CRANIANOS ESPECIAIS: não tem
relação com o tronco encefálico.
Nervo olfatório (I): as fibras amielínicas
dos axônios bipolares provenientes da
mucosa olfatória, atravessam a placa
crivosa do osso etmóide e chegam ao bulbo
olfatório.
- é um nervo aferente visceral especial.
Nervo óptico (II): é proveniente de fibras
provenientes de neuroblastos da retina.
Liga-se ao diencéfalo através do quiasma
óptico.
- é um nervo aferente somático especial.
Nervo vestibulococlear: possui 2 tipos de
fibras sensitivas, as fibras do nervo coclea
provenientes do órgão de corti, e as fibras
do nervo vestibular provenientes da região
dos canais semicirculares.
- é um nervo aferente somático especial.
APARELHO FARÍNGEO
FORMAÇÃO: a região do intestino anterior
vai dar origem a faringe, esôfago, estômag
e região cranial do duodeno.
- a faringe primitiva produz dilatações
laterais e modificações ventro mediais que
formam o aparelho faríngeo. Ocorre
desenvolvimento de protuberâncias latera
que correspondem aos arcos faríngeos.
- com 1 mês já aparecem 3 arcos faríngeos
na 5ª semana tem 4 arcos faríngeos.
-a formação dos arcos faríngeos ocorre no
sentido crânio-caudal.
- externamente, o embrião está
desenvolvendo palato, face, placóides,
língua, epiglote, etc.
- o ectoderma da superfície espessa para
a formação do placóide nasal.
- o 1 arco faríngeo tem 2 saliências: a
proeminência maxilar e mandibular. Se
formam na região do estomodeu.
COMPONENTES DO APARELHO FARÍNGEO
estão relacionados com estruturas da regiã
do pescoço e da cabeça em
desenvolvimento.
- o aparelho faríngeo está no assoalho da
faringe, possui dilatações que são os arcos
Entre um arco e outro, internamente o
endoderma evagina e dá origem às bolsas
faríngeas e externamente o ectoderma dá
origem aos sulcos faríngeos.
- a membrana faríngea é constituída do
ectoderma do sulco faríngeo, do endoderm
das bolsas faríngeas e do mesênquima
interposto.
- o assoalho da faringe desenvolve o
mesênquima, que produz saliências, que
contribuem com um aspecto no
desenvolvimento do pescoço.
1-Arco faríngeo: é uma dilatação
constituída de 4 estruturas.
- tem um componente cartilaginoso, um
aórtico (um vaso sanguíneo do tipo artério
derivado do saco aórtico), um muscular e
um nervoso.
DERIVADOS DA CARTILAGEM DO PRIMEIRO
ARCO FARÍNGEO: é uma cartilagem hialina
coberta por pericôndrio.
- dividida em região ventral, medial e
dorsal.
- na região dorsal, a cartilagem vai dar
origem aos 2 primeiros ossículos da orelha
média, o martelo e a bigorna.
-medialmente é formado também
ligamentos; quando o ligamento está sendo
formado, a cartilagem regride e o
pericôndrio desenvolve, formando o
ligamento anterior do martelo e o
ligamento esfenomandibular.
- ventralmente a cartilagem do primeiro
arco faríngeo vai dar origem a mandíbula, a
cartilagem regride/degenera e sobre ela
vem um molde de membrana conjuntiva
(mesenquimal), que passa por ossificação
intramembranosa para formar a mandíbula
DERIVADOS DA CARTILAGEM DO SEGUNDO
ARCO FARÍNGEO: o estribo é proveniente da
cartilagem do 2º arco faríngeo, o processo
estilóide também (dorsal).
- no ligamento estilo-hióideo houve a
regressão da cartilagem e o
desenvolvimento do pericôndrio (medial).
- o corno menor do osso hióide também é
derivado dessa cartilagem. (ventral).
DERIVADOS DA CARTILAGEM DO TERCEIRO,
QUARTO E SEXTO ARCO FARÍNGEO:
o componente cartilaginoso do 3º arco vai
formar o restante do osso hióide (corpo e
corno maior).
- o 4º e o 6º vão dar origem a componente
cartilaginoso da laringe, que forma o
arcabouço da glote. A cartilagem tireóide
veio do 4º e a cartilagem cricóide veio do 6
- o 6º arco também forma a cartilagem
aritenóide e corniculada.
- o 4º arco faríngeo forma a cartilagem
tireóide e a epiglote (região ventromedial d
faringe primitiva).
DERIVADOS DO COMPONENTE ARCO
AÓRTICO: as artérias arco aórtico são
derivadas do saco aórtico.
- os arcos faríngeos derivam as artérias
arcos faríngeos, quefazem sua irrigação.
- o 1º arco aórtico vai dar origem a artéria
maxilar, o 2º arco a artéria estapédica, o 3º
as artérias carótidas comuns e início das
carótidas internas e externas.
- o lado direito do 4º arco aórtico forma a
região proximal da artéria subclávia direit
e o lado esquerdo contribui para a formaçã
do arco da aorta.
- o 6º arco aórtico forma as artérias
pulmonares direita e esquerda (a esquerda
dá origem ao ducto arterial).
DERIVADOS DO COMPONENTE MUSCULAR: as
massas musculares dos arcos faríngeos vão
se diferenciar em músculos estriados
esqueléticos de origem branquiomérica (o
componente nervoso é o eferente visceral
especial).
- o componente muscular do 1º arco
faríngeo vai dar origem à músculos de
mastigação (temporal, masseter,
milo-hióideo…).
- o componente muscular do 2º arco
faríngeo vai dar origem a músculos de
expressão facial.
- o componente muscular do 3º arco vai dá
origem ao músculo estilofaríngeo e
constritor superior da faringe.
- o 4º e 6º arcos vão dar origem a músculos
da faringe e músculos da laringe.
DERIVADOS DO COMPONENTE NERVOSO: os
nervos cranianos provenientes do aparelh
faríngeo são o trigêmeo (NC V), facial (NC
VII), glossofaríngeo (NC IX) e vago (NC X)
2- Bolsas faríngeas: são evaginações
laterais do endoderma.
- essas evaginações produzem a 1ª, 2ª, 3ª 
4ª bolsa faríngeo. Tem o rudimento da 5ª
bolsa, chamada de corpo último
faríngeo/último branquial, ela aloja célula
que vieram da crista neural.
- os componentes das bolsas estão em
início de desenvolvimento.
- a região ventromedial da faringe primitiv
também produz saliências, como o forame
cego, que na fase embrionária, é uma
evaginação do assoalho da faringe primitiv
entre o 1º e 2º arco faríngeo.
- essa evaginação dá origem ao primórdia
da tireoide, que migra para a base do
pescoço por um ducto que desaparece
depois
- os componentes da 3ª e 4ª bolsas
acompanham essa migração da tireoide.
- a 1ª bolsa faríngea alonga-se e dilata-se
na parte final, a dilatação dá origem ao
antro mastóideo/a cavidade da orelha
média, onde ficam o martelo, bigorna e
estribo. Voltada para a cavidade oral, tem a
tuba auditiva.
- na 2 bolsa faríngea o endoderma
diferencia para formar elementos de
sustentação da futura tonsila palatina
(parênquima).
- a 3 bolsa faríngea dilata para a região
superior e dilata em forma de tubo para a
inferior. A região dorsal/superior
desenvolve a paratireóide inferior, e a parte
inferior/ventral dá origem ao timo.
- a 4 bolsa dá origem a glândula
paratireóide superior.
- na região ventromedial da faringe
primitiva, entre o 1 e 2 arco faríngeo, está
ocorrendo o desenvolvimento da tireoide.
- o ducto que leva a tireoide para a base do
pescoço é o tireoglosso, que desaparece
quando a migração é completada, ficando
uma depressão que passa a ser chamado de
forame cedo da língua.
- as estruturas da 3ª, 4ª e o rudimento da 5ª
bolsa acompanham a migração da tireoide.
-o timo migra para a base do pescoço e puxa
sua região superior que dá origem a
paratireoide inferior.
- a tireoide, a medida que desenvolve,
recebe a 4ª bolsa na região superior e vai
dar origem a paratireóide superior, a 3ª
bolsa é puxada para a região inferior pelo
crescimento do timo, com isso, a parte
dorsal/superior da 3ª bolsa incrusta na
tireoide e dá origem a paratireoide inferior
- o corpo ultimobranquial entra na tireoid
e dissemina as células da crista neural, que
diferenciam e dão origem às células
parafoliculares (células C) da tireóide,
produtoras de calcitonina. Enquanto o
endoderma da tireoide diferencia-se nas
células foliculares, produtoras de T3 e T4.
3- Membranas e 4-Sulcos faríngeos:
membrana é o ectoderma do sulco, o
endoderma do sulco e o mesênquima
interposto.
- o sulco é a parte externa do ectoderma.
- a 1ª membrana faríngea vai dar origem ao
tímpano, a membrana timpânica. O 1º sulco
faríngeo forma o canal auditivo externo/
meato acústico externo.
- nas outras membranas e sulcos o
mesênquima do 2º arco cresce muito na
direção do 4º arco (e vice-versa), com isso,
elas se fusionam, formando uma cavidade,
chamada de seio cervical.
- a proliferação do 2º e 4º arco fazem a
fusão e continuam crescendo até que o seio
cervical desapareça por completo. Eles
determinam o contorno liso do pescoço.
- essa proliferação faz com que as
membranas e sulcos desapareçam.
CISTOS E FÍSTULAS FARÍNGEAS: pode
existir uma abertura no pescoço quando não
há fusionamento e proliferação do 2º e 4º
arco faríngeo, formando um canal, que é
uma fístula faríngea.
- a fístula pode ser formada também
quando o endoderma e o ectoderma
fusionam e formam um abertura entre eles,
que comunica a faringe com o meio externo;
se a abertura permanece, o pescoço espessa
e a abertura espessa também, formando a
fístula.
- a tireóide migra para a base do pescoço
pelo ducto tireoglosso. O ducto desaparece
mas se ele permanece total ou um pedaço
dele, forma-se um cisto.
- a tireóide a medida que migra recebe o
corpo último faríngeo, que dissemina suas
células no interior da tireóide. Caso ele
persista, ele pode formar um lobo na
tireóide.
SÍNDROME DE DiGEORGE: ocorre
alterações auditivas, no coração, no
aparelho faríngeo.
- pessoas com essas síndrome não formam
a paratireóide e o timo (problemas na 3ª e
4ª bolsa), que levam a problemas no
mecanismo de defesa e no controle da
calcemia.
- a boca é pequena, chamada de
micrognatia.
- filtro quase liso.
- ponte nasal proeminente e orelhas com
rotação para trás.
- o lábio superior é proeminente.
SEQUÊNCIA DE ROBIN: a mandíbula é
muito reduzida (saliência mandibular do 1º
arco faríngeo), chamado de micrognatismo.
- internamente, tem fenda palatina.
- como a mandíbula é reduzida, ocorre
glossoptose (a língua cai).
DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA: na área
ventromedial da faringe ocorre formação de
saliências que completam a formação de
área do pescoço e da cabeça.
- na região ventromedial do 1º arco são
produzidos 2 saliências laterais chamadas
de brotos linguais distais e 1 saliência
medial chamada de broto lingual mediano.
Elas contribuem para a formação da língua.
- no 2º arco faríngeo tem o
desenvolvimento de outra saliência
pequena chamada de cópula e na transição
entre o 1º e o 2º arco tem o forame cedo da
língua.
- na área do 3º e 4º arco faríngeo
ventralmente tem a formação da saliência
hipofaríngea (mesênquima cranial e
caudal).
- essas saliências vão formar estruturas, o
mesênquima do broto lingual distal direito
e esquerdo vão crescer anteriormente e vã
formar os ⅔ anteriores da língua.
- a saliência hipofaríngea na sua região
cranial vai crescer em direção anterior e
acaba engolindo a cópula, ela fusiona com
os brotos linguais distais, dando origem ao
terço posterior da língua.
- à medida que as semanas vão passando,
os brotos linguais distais vão crescer
anteriormente, acabam absorvendo o brot
lingual mediano.
- o mesênquima da região caudal da
saliência hipofaríngea vai dar origem a
cartilagem epiglote.
- os mioblastos dos miótomos dos somitos
occipitais migram para a área da língua em
desenvolvimento e vão formar a
musculatura estriada da língua, inervada
pelo nervo hipoglosso.
-tanto na região anterior, quanto na
posterior começa o desenvolvimento das
papilas.
DESENVOLVIMENTO DA FACE: as células
da crista neural migram para a área da face
e vão produzir o mesênquima dessa região.
- as células formam 5 saliências: saliência
frontonasal (1), saliência maxilar 92) e
saliência mandibular (2). Eles estão no
limite do estomodeu.
- cobrindo toda a área está o ectoblasto, que
produz espessamentos, que dão origem aos
placóides ótico (orelha interna), óptico
(cristalino) e o nasal.
- o placóide nasal afunda na saliência
frontonasal e dá origem a fosseta nasal, e o
mesênquima do entorno da fosfata nasal
acabam recebendo nomes específicos.
- ao mesmo tempo, tem o crescimento das
saliências maxilares para dentro da
cavidade oronasal, para a região cranial e
para a região medial.
- as saliências mandibulares também
crescem para a região medial e para a região
cranial. Isso modifica a posição dos
placóides.- a elevação medial da fosseta nasal é
chamada de saliência nasal medial e a
elevação lateral de saliência nasal lateral.
- a saliência nasal lateral está no limite da
saliência maxilar, entre as 2 é formado o
sulco nasolacrimal, local onde é formado o
ducto lacrimal.
- à medida que as saliências maxilares e
mandibulares crescem cranialmente elas
vão começar a posicionar o cristalino mais
para a região medial e aproximam as
saliências medial e lateral. Elas também
acabam formando a bochecha.
- 3 saliências mandibulares e 3 maxilares
produzem o pavilhão auditivo externo, que
vai parcialmente ascender pelo cresciment
dessas saliências.
- o ectoderma que cobre o sulco
nasolacrimal vai produzir um cordão de
células que se alojam no sulco e mais tarde
vai determinar a formação do ducto
lacrimal.
- com a aproximação da saliência nasal
medial e lateral elas acabam pressionando
uma a outra, formando derivados.
- as saliências nasais mediais fundem-se
no plano mediano e dão origem ao septo
nasal. Porém, anteriormente, a fusão das
saliências nasais mediais vão produzir o
segmento intermaxilar da maxila.
- nesta região acaba tendo a formação do
filtro do lábio, para a parte interna a
gengiva associada e o processo palatino
mediano.
- as saliências maxilares crescem para
dentro da cavidade oronasal e formam os
processos palatinos laterais.
- com isso, o processo palatino mediano e
os laterais contribuem para a formação do
palato.
- as saliências maxilares crescem para o
plano mediano, fusionam-se ao filtro do
lábio e vão dar origem ao lábio superior.
- as saliências nasais laterais vão formar as
laterais do nariz e o sulco nasolacrimal vai
alojar um cordão de células epiteliais que
mais tarde dá origem ao ducto
nasolacrimal.
- o crescimento lateral da saliência maxilar
e mandibular forma a bochecha e posiciona
tanto as narinas quanto o olho para a região
mediana, e promove a ascensão da orelha
externa.
- as saliências maxilares direita e esquerda
crescem medialmente e encontram-se no
plano mediano, formando o mandíbulo, o
queixo e o lábio superior.
- a parte da saliência frontonasal que não
veio formar estruturas do nariz vai formar a
testa.
- a fusão das saliências nasais mediais vai
dar origem ao septo nasal, fusão que ocorre
devido o pressionamento de uma saliência
nasal contra a outra. Esse pressionamento
continua e o septo nasal cresce para dentro
da cavidade oronasal.
DESENVOLVIMENTO DAS CAVIDADES
NASAIS E DO PALATO: o palato primário
veio quando as saliência nasais mediais
fusionaram no plano mediano, deram
origem ao septo nasal que cresce para
dentro da cavidade oronasal e forma um
segmento intermaxilar da maxila.
- um pedaço do segmento intermaxilar da
máxima é o processo palatino mediano, qu
vai dar origem ao palato primário.
- o placóide nasal afunda e forma a fosseta
nasal, que continua afundando e dá origem
ao saco nasal, que continua afundando e
forma as fossas nasais. O epitélio (colunar
simples com células caliciformes) que cob
as fossas nasais é oriundo do ectoblasto.
- tem a membrana oronasal, que separa a
fossa nasal em desenvolvimento da
cavidade oral, onde tem o desenvolviment
da língua. A membrana começa a ter
apoptose celular, ocorrendo um
rompimento, tendo uma comunicação
grande e livre entre fossa nasal e cavidade
oral, chamada de coana primitiva.
- na parte superior da fossa nasal o
ectoderma diferencia-se em neurônios
bipolares, que vão dar origem ao nervo
olfatório, que está sendo construído no
mesênquima que vai formar o osso etmóide,
formando a placa crivosa.
- a coana primitiva liga a cavidade nasal
com a oral, só que com a medida que as
semanas se passam, é formado nesse local o
palato secundário.
- o septo nasal formado cresce para a região
interna das fossas nasais e encosta no
palato em desenvolvimento, contribuindo
para a formação do palato.
- as paredes laterais das fossas nasais
desenvolvem as dobras da mucosa, que dão
origem as conchas nasais superior, média e
inferior.
DESENVOLVIMENTO DO PALATO: as
saliências maxilares para dentro da
cavidade oronasal crescem e produzem os
processos palatinos laterais.
- as saliências nasais mediais fusionam
uma a outra, formando o septo nasal, que
cresce para a região interna. Quando
fusionaram, na região anterior, deram
origem ao segmento intermaxilar da maxila
que, por fora, vai formar o filtro do lábio, a
gengiva associada a maxila e ao processo
palatino mediano (forma o palato
primário).
- o crescimento dos processos palatinos
mediais para a região mediana vai formar o
palato secundário, que vai ter a contribuição
do crescimento do septo nasal.
- ocorre fusão do processo palatino
mediano com o lateral.
- o palato primário e o secundário passam
por ossificação e dão origem ao palato dur
menos a sua porção final, perto da úvula,
que não tem ossificação e dá origem ao
palato mole.
DEFEITOS CONGÊNITOS:
*Normal: houve mesênquima suficiente
para produção do palato primário, lábios,
palato secundário, rafe palatina.
*Fenda labial unilateral: falta mesênquima
para completar o desenvolvimento da
saliência maxilar.
*Fenda unilateral envolvendo lábio e maxila:
falta mesênquima para completar o
desenvolvimento da saliência maxilar, do
lábio e da gengiva associada.
*Fenda bilateral: falta mesênquima para
completar o desenvolvimento da saliência
maxilar tanto do lado direito quanto
esquerdo.
*Fenda palatina isolada: é uma fenda de
palato secundário.
*Fenda palatina combinada: fenda de palato
secundário e falta de mesênquima das
saliências maxilares.

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