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EMBRIOLOGIA DO TRONCO ENCEFÁLICO TRONCO ENCEFÁLICO: - No tubo neural, as moléculas de WNT estão em maior quantidade na região caud em relação à cranial. - São formadas vesículas primordiais, o rombencéfalo, mesencéfalo e prosencéfalo - Na quarta para quinta semana, a região d encéfalo tem segmentações transversais, chamadas de neurômeros, que desaparecem na sexta semana. - Na área do rombencéfalo, na 5 semana, a segmentações transversais são bem visíveis, chamada de R1, R2…, chamados d rombômeros. São importantes no desenvolvimento que leva a diferenciação do rombencéfalo. - O encéfalo subdivide nas vesículas, o prosencéfalo se subdivide em telencéfalo cranialmente e em diencéfalo caudalment O mesencéfalo não se subdivide, mas cresce, devido a molécula sinalizadora EN 2. - do prosencéfalo em direção a medula espinhal é o eixo crânio-caudal, importan local de moléculas sinalizadoras, como a WNT. - o crescimento do tubo neural é desproporcional, promovendo dobras, chamadas de flexuras. Tem a flexura na área ventral do mesencéfalo (flexura do encéfalo médio), outra ventral na medula espinhal para o rombencéfalo (flexura cervical) e outra na região dorsal (flexura pontina). - a flexura pontina que pressiona o rombencéfalo, promovendo mudanças na região do epitélio do tubo neural, como a placa alar passa a se situar lateralmente a placa basal e o alargamento do canal neural. ROMBENCÉFALO: na região da placa basal continuam as moléculas de SSH liberadas pela notocorda, que induzem a região ventral a diferenciar em parte motora. E a placa alar diferencia em parte sensitiva. - também tem participação em menor quantidade de WNT e do ácido retinóide, produzido no sentido caudal para cranial, que induzem a diferenciação do rombencéfalo. - ao mesmo tempo, na região limite, entre o rombencéfalo e o mesencéfalo, é encontrado um grupo de neuroblastos que promovem um limite, chamado de istmo. Está relacionado com a formação de moléculas sinalizadoras, como a OTX2 (produzida no sentido crânio-caudal) e a GBX2 e HOX (produzidas no sentido crania para caudal, induzem o rombencéfalo a diferenciar). - se subdivide em metencéfalo (R1 e R2) e mielencéfalo (R3, R4, R5, R6 e R7), através das moléculas de WNT e retinóide (caudal-cranial) e HOX e GBX 2 (cranial-caudal). - as moléculas de OTX2 e GBX2 se reprimem, formando o istmo. No istmo, neuroblastos produzem FGF 8 (fator de crescimento de fibroblastos tipo 8), que induz para o lado do mesencéfalo a formação do teto óptico, e para o lado do rombencéfalo induz o desenvolvimento do cerebelo. - o metencéfalo dá origem dorsalmente ao cerebelo e ventralmente a ponte, o mielencéfalo dá origem ao bulbo/medula oblonga. - o início do mielencéfalo (caudal) não sofre influência da flexura pontina (a placa alar fica dorsal e a basal fica ventral) , já a região caudal sofre (posiciona a placa alar lateralmente a placa basal). MIELENCÉFALO: forma o bulbo/medula oblonga. -os neuroblastos da placa alar diferenciam-se em núcleos, que são conjunto de corpos celulares de neurônios. - lateralmente é formado o núcleo cuneiforme, medialmente o núcleo grácil. Tem o canal central do tubo e a substância cinzenta central. - a substância branca produz intumescências no bulbo (na região caudal), chamadas de pirâmides bulbares, que correspondem a axônios de neurônios com suas bainhas de mielinas chamadas de fibras corticoespinhais. - a região cranial é pressionada de modo que a placa alar distancie uma da outra e a placa do teto adelgaçam e, com isso, esse movimento chega ao canal neural, que vai alargar para dar origem ao quarto ventrículo. Tem o tecido ependimário, a placa do teto adelgaçada e por fora a pia-máter, os 3 formam a tela coróide. - na região caudal um grupo de neuroblastos da placa alar migram ventralmente no bulbo e dá origem às oliv bulbares. - a placa alar dá origem a coluna dorsal sensitiva e a placa basal a coluna ventral motora. Tem formação de núcleos sensitivos na placa alar e núcleos motores na placa basal, que estão relacionados com os pares de nervos cranianos. Quando as placas completarem sua diferenciação, serão produzidos 4 núcleos sensitivos e 3 núcleos motores. - na região do 4 ventrículo, a tela coróide invagina e forma os plexos coróides do 4 ventrículo, que produzem o líquido cérebro-espinhal. Núcleos sensitivos: 1- Aferente somático especial: as sensações vêm de uma parte específica do corpo, relacionado com a sensação de equilíbrio (no ouvido interno). 2- Aferente somático geral: chegam sensações gerais, como dor, tato, pressão, temperatura. 3- Aferente visceral especial: chegam sensações das vísceras na região da cabeça, relacionado com a gustação. 4- Aferente visceral geral: chegam sensações das vísceras gerais, como tato, dor, calor, temperatura e pressão. Núcleos motores: 1- Eferente visceral geral: os axônio saem e vão inervar as vísceras (musculatura lisa, glândulas salivares e lacrimais). 2- Eferente visceral especial: os axônios saem e vão inervar as vísceras que vieram do aparelho faringeo (músculos estriados esqueléticos que vieram do aparelho faringeo de origem braquiomérica) 3- Eferente somático geral: os axônio saem e inervam a musculatura estriada esquelética do corpo e dos miótomos dos somitos occipitais e pré-ópticos. PONTE E CEREBELO: na ponte tem nitidamente os núcleos provenientes da placa basal, mas não é possível ver nitidamente os núcleos da placa alar. - um grupo de neuroblastos da placa alar do metencéfalo migra para a região ventral e dá origem aos núcleos pontinos. - a camada marginal vai dar origem a substância branca da ponte, que é um feixe de axônios em sentido transversal, que crescem na direção do cerebelo em desenvolvimento, e conectam o córtex cerebral com a região medular. - o cerebelo começa a se desenvolver da placa alar do metencéfalo, que cresce e forma uma saliência delgada chamada de lábio rômbico, que, junto com a placa alar forma o cerebelo. - na zona marginal na ponte dá origem ao axônios de neurônios, que vão atravessar a área da parede do tubo neural e se conecta com o cerebelo em desenvolvimento. Liga cerebelo ao córtex cerebral e a medula, um ponte entre essas 3 regiões. - a placa alar tem zona ventricular, zona d manto e zona marginal. - o cérebro em desenvolvimento cresce e produz na região dorsal os hemisférios cerebelares direito e esquerdo. - o cerebelo possui lóbulos, que possuem uma hierarquia evolutiva. O primeiro lóbu a se desenvolver é o lóbulo flóculonodular (arquicerebelo, cuida de movimentos sem precisão); o segundo é o lobo anterior (paleocerebelo, movimentos mais preciso);e o terceiro é o lóbulo posterior (neocerebelo, relaciona os movimentos com as sensações). - à medida que o cerebelo se desenvolve ele também produz núcleos. O maior é o núcleo denteado. - o cerebelo difere das outras áreas pois a substância cinzenta fica externamente a ele, formando o córtex cerebelar. Isso acontece porque a zona do manto tem neuroblastos que vão migrar para fora da zona marginal, formando a substância cinzenta externamente a substância branca. - as células que migram para fora da zona marginal vão dar origem a células córtex cerebelar, chamadas de células em sexto, células estreladas, células de Purkinje e células em candelabros. Na lateral o lábio rômbico também projeta células para fora e produzem a camada germinativa externa, as células também fazem uma migração para a região mais profunda do metencéfalo em desenvolvimento, dando origem inicialmente a camada germinativa interna e, posteriormente, aos núcleos do cerebelo. - a substância cinzenta, o córtex cerebelar, é constituído por 3 regiões: camada molecular (células estreladas e células em sexto), camada de células de Purkinje e a camada granular (células de golgi e célula granular). - o axônio da célula granular lança ramos paralelos na camada molecular, formando as fibras paralelas do córtex cerebelar. - o cerebelo é responsável pelos movimentos do corpo, do mecanismo de aprendizagem e sofisticação dos movimentos. Ele recebeinformações de vias espinocerebelares, ponte, bulbo e da oliva bulbar. - a resposta do cerebelo é feita pelos axônios das fibras de Purkinje (única eferência). AULA 17/04 CIRCUITOS CEREBELARES: - as células estreladas e as em sexto são gabaérgicas (sinapses inibitórias) e são provenientes dos neuroblastos da zona do manto da placa alar do metencéfalo. - na camada de células de purkinje, o corp celular emite um dendrito que ramifica na camada molecular, fazendo sinapses nessa camada. O axônio da célula de purkinje é o único eferente do cerebelo, indo tanto par os núcleos profundos do cerebelo quanto para fora para fora do cerebelo. Também é gabaérgica (sinapses inibitórias) - as células em candelabro são gabaérgica e também vieram dos neuroblastos da zon do manto da placa alar do metencéfalo. - a camada granular tem a maior densidad de neurônios, com as células granulosas que veio da camada granulosa externa do lábio rômbico, que migra para a parte interna no córtex cerebelar. Os axônios formam as fibras paralelas na camada molecular. É glutamatérgica e faz sinapses excitatórias. Também tem a presença de células de lugar (gabaérgica) e unipolares ciliares (glutamatérgica), vieram dos neuroblastos da zona do manto da placa alar do metencéfalo. - a célula de golgi é gabaérgica, faz sinapses inibitórias com as outras células (formando circuitos no cerebelos relacionados com a aprendizagem do movimento). - a célula musgosa (aferência, são axônios de neurônios que chegam no cerebelo de diferentes regiões do sistema nervoso) traz informações sobre um determinado movimento e faz circuitos, chamados de alças de feedback positiva ou negativa, que culminam no final com uma resposta dada pela axônio da célula de purkinje. - a fibra trepadeira (aferência) é proveniente das olivas bulbares. - a célula musgosa e a trepadeira são glutamatérgicas (fazem sinapses excitatórias). - as alças de feedback aumentam o GABA (feedback positivo) ou diminuem o GABA (feedback negativo) nos núcleos profundos do cerebelo. - ex: célula de golgi fazendo sinapse diretamente com a fibra de purkinje: a célula de golgi é gabaérgica e inibe a célula de purkinje, consequentemente, o axônio da célula de purkinje libera menor quantidade de GABA nos núcleos profundos do cerebelo (alça de feedback negativa). Menor quantidade de GABA nos núcleos profundos do cerebelo significa que eles estão menos inibidos, tornando-se mais estimulados para promoverem suas eferências. - ex: célula de golgi inibe a célula estrelada, consequentemente, diminui a liberação de GABA nas células de purkinje, com isso, tendo menor inibição da célula estrelada, libera mais GABA nos núcleos profundos do cerebelo (alça de feedback positiva). - células em cesta fazem sinapse com a célula de purkinje, liberando GABA e a inibindo, a fibra de purkinje libera menor quantidade de GABA nos núcleos profundo do cerebelo (alça de feedback negativo). Os núcleos profundos do cerebelo, ao receberem menores quantidades de GABA ficam mais excitados. - célula granular (glutamatérgica) faz sinapse com os dendritos das células de purkinje, recebendo glutamato e a excita, liberando mais GABA nos núcleos profundos do cerebelo (feedback positiva) Os núcleos profundos do cerebelo, ao receberem maiores quantidades de GABA, ficam menos excitados. - os corpos celulares das fibras trepadeira ficam nas olivas bulbares que fazem sinapses com as células de purkinje, os núcleos olivares têm conexão com o córtex cerebral. O córtex cerebral analisa o movimento, quando o movimento executado é igual ao movimento pretendido, o córtex cerebral envia sinaps para os núcleos olivares, que enviam sinapses para as fibras de purkinje, que sã disparos simples. Mas quando o córtex cerebral envia sinais para as olivas bulbare indicando que o movimento executado tá diferente do movimento pretendido, as fibras trepadeiras enviam para as fibras de purkinje do cerebelo disparos complexos, modificando o circuito no cerebelo, fazend com que as células de purkinje promovam depressão a longo prazo, indicando a correção do movimento. MESENCÉFALO: não sofre subdivisão, está no limite com o rombencéfalo, no istmo, onde tem, para o lado do mesencéfalo, moléculas de OTX2. - na área do istmo também é produzido o FGF8 que, voltado para o mesencéfalo, induzem as modificações no teto. - não sofre alteração da flexura pontina, ou seja, a placa alar vai se situar na parte dorsal e a placa basal na parte ventral, no meio tem o canal neural. - à medida que o mesencéfalo desenvolve, neuroblastos da placa alar migram tanto para a região dorsal quanto para a ventral, para produção de núcleos. A placa basal também diferencia em núcleos e a substância branca torna-se cada vez mais espessa, diminuindo o diâmetro do canal neural. - com isso, no estágio intermediário do desenvolvimento do mesencéfalo, observa-se neuroblastos da zona do mant da placa alar do mesencéfalo migram para a região dorsal, dando origem aos corpos quadrigêmeos, aos colículos superiores (relacionados com visão) e inferiores (relacionados com audição) e ao núcleo sensitivo do trigêmeo. A placa basal diferencia em núcleos motores (núcleos oculomotor, troclear, e núcleo Edinger-Westphal em desenvolvimento) e substância branca tem axônios que vão pa a ponte, medula, bulbo e produzem os pedúnculos cerebrais (correspondem a fibras corticobulbares, córtico pontinas e corticoespinhais) - neuroblastos da placa alar do mesencéfa migram a região ventral e produzem a substância negra do mesencéfalo e o núcle rubro. A placa alar também dá origem a substância cinzenta periaquedutal. - o neuroepitélio torna-se cada vez mais espesso, diminuindo o diâmetro do canal neural. - com o mesencéfalo complementando o seu desenvolvimento, é observado que a parede do tubo neural ficou espessa, promovendo a diminuição do diâmetro do canal neural, que passa a ser chamado de aqueduto de Sylvius, que comunica o 3 ventrículo com o 4. - a placa basal está produzindo o núcleo motor somático do nervo oculomotor (III) que inervam os músculos extrínsecos do globo ocular, exceto o reto lateral e o oblíquo superior, e produzindo o núcleo motor visceral do nervo oculomotor (III), que inerva os músculos constritores da pupila e os músculos ciliares. Além disso, tem outro núcleo referente ao IV par de nervo craniano, o nervo troclear, que inversa o músculo oblíquo superior do globo ocular. - o núcleo rubro/vermelho recebe este nome por ser muito vascularizado, recebe fibras do núcleo denteado do cerebelo e envia fibras para o núcleo olivar inferior, relacionados com a aprendizagem de padrões complexos de movimentos. - se o aqueduto de Sylvius for bloqueado total ou parcialmente durante o período fetal ocorre hidrocefalia. Ocorre obstrução do fluxo de líquido cerebroespinhal, os ventrículos laterais e terceiro ventrículo aumentam de volume, as suturas craniais se separam, o córtex cerebral torna-se delgado e os ossos da calvária aumentam de tamanho. - a substância negra do mesencéfalo está relacionada com o mal de Parkinson. Ela tem uma área compacta que produz melanina e dopamina e uma área reticular que produz GABA e acetilcolina; a área compacta faz uma via que vai para a área dos núcleos da base (sistema nigroestriado da dopamina), ao chegar nos núcleos, a dopamina ajuda no controle dos movimentos. Na doença de Parkinson, os neurônios dessa via são destruídos, faltando dopamina nos núcleos da base, acarretando na análise incorreta dos movimentos. AULA 19/04 PARES DE NERVOS CRANIANOS: 12 pares de nervos. - dos 12 pares, 2 não estão relacionados diretamente com o tronco encefálico, que são o nervo olfatório e o nervo óptico. - nervo olfatório, nervo óptico, nervo oculomotor, nervo troclear, nervo trigêmi nervo abducente, nervo facial, nervo vestibulococlear, nervo glossofaríngeo, nervo vago, nervo acessório e nervo hipoglosso. EMBRIOLOGIA DOS PARES DE NERVOS CRANIANOS: no 28 dia da gravidez já é notado as raízes dos nervos na região do tubo neural. - ventralmente tem o desenvolvimentodo aparelho faringeo, com os arcos faríngeos - os nervos podem inervam tanto musculatura lisa (componente eferente visceral geral) quanto musculatura estriad (se for de origem do aparelho faringeo é componente eferente visceral especial, se for proveniente dos miótomos dos somito é componente somático). - nos somitos occipitais os miótomos tem mioblastos que migram para a região da língua em desenvolvimento, para formar a musculatura estriada esquelética. - também tem a vesícula óptica e antes dela tem os somitos pré-ópticos, que possuem mioblastos que migram para a região do globo ocular em desenvolvimento para formação da musculatura extrínseca do globo ocular. A vesícula óptica veio do placóide óptico, formado no ectoblasto, que afunda no mesênquima do prosencéfalo em desenvolvimento e vai produzir as partes membranosas da orelha interna, no qual é econtrado os sensores para equilíbrio e audição. - o nervo trigêmio (5º par), recebe esse nome porque emite um ramo para a inervação próxima a área do globo ocular em desenvolvimento (ramo oftálmico), outro para a região onde está sendo a formação da maxila (ramo maxilar) e outro ramo para a região da área da saliência mandibular (ramo mandibular). - o 2º arco faríngeo é inervado pelo nervo facial (7º par), o primeiro ramo vai para a o 1º arco faríngeo e recebe o nome de corda do tímpano (está relacionado com a inervação dos ⅔ anteriores da língua). - no 3º arco faríngeo é inervado pelo nervo glossofaríngeo (9º par), que tem uma ramificação para o 2º arco faríngeo. A musculatura da faringe na parte superior é inervada por ele. - o 4º e 6º arco faríngeo são inervados pelo maior nervo craniano, o nervo vago (10º par). - esses nervos (5,7,9 e 10) são classificados como pares cranianos dos arcos faríngeos. - as raízes cervicais dão origem ao 11º par de nervo craniano, que inerva o músculo trapézio e esternocleidomastóideo. - na parte do bulbo, na região ventromedial, tem corpos celulares que dã origem a coluna eferente somática, que forma axônios que dão origem ao nervo hipoglosso (12º par). É um nervo eferente somático, que inerva os mioblastos dos somitos occipitais, que migram para a região da língua em desenvolvimento, fazendo a inervação dessa região. - a vesícula óptica ao afundar no mesênquima no prosencéfalo em desenvolvimento produz a orelha interna com a formação dos canais semicirculares com as cristas ampolares, do sáculo e do utrículo com suas máculas. Esses 3 sensor (máculas do utrículo e do sáculo e canais semicirculares) estão relacionados com o equilíbrio, formando o nervo vestibular, que sai junto com uma área também vinda da vesícula óptica, chamada cóclea. Internamente, a cóclea tem o órgão de corte, cujos axônios dos neurônios formam o nervo coclear, que sai junto com o nervo vestibular, dando origem ao 8º par de nerv craniano, o nervo vestibulococlear. - antes da vesícula óptica, tem os somitos pré ópticos relacionados a formação da musculatura extrínseca do globo ocular. Tem 3 pares de nervos cranianos relacionados com a inervação desses músculos: nervo abducente (6º par, inerva o músculo reto lateral), nervo troclear (4º par, inerva o músculo oblíquo superior) e o nervo oculomotor (3º par, inerva os outros músculos). - o nervo óptico (2º par) e o nervo olfatório (1ºpar) vão direto para a região do encéfalo. - os arcos faríngeos possuem componente muscular, que vai dar origem a músculos branquioméricos (m. e. e.). Os nervos que fazem a inervação desses músculos são caracterizados como eferentes viscerais especiais. - no 1º arco faríngeo (inervado pelo nervo trigêmeo), tem um componente muscular que vai dar origem a músculos de mastigação, correspondente a massa muscular mastigatória. O nervo trigêmeo é eferente somático. - o 7º par de NC (facial) tem um núcleo na ponte, que um dos ramos inerva a massa muscular facial no 2º arco faríngeo, que vai dar origem aos músculos de expressão facial. O nervo facial é misto, um dos seus componentes é o componente eferente visceral, que inerva os músculos de expressão facial. - o 3º arco faríngeo é inervado pelo 9º par de NC (nervo glossofaríngeo) e tem uma massa muscular chamada de estilo faríngea, que dá origem a alguns músculos da faringe (músculo estilo faríngea). - o 4º e o 6º arcos faríngeos são inervados pelo 10º par de NC (nervo vago) e tem massas musculares, chamada de massa muscular da faringe e da laringe, para formação de músculos tanto da faringe quanto da laringe. - os músculos derivados do aparelho faringeo caracteriza-os como músculos braquioméricos. - o outro grupo de músculos estriados esqueléticos são provenientes dos somitos pré-ópticos, que migram para o entorno do globo ocular (para formar os músculos extrínsecos do globo ocular). O componente nervoso é um componente eferente somático geral (inervam músculos estriados esqueléticos de origem miotômica). - vindo da área do bulbo em desenvolvimento mais caudalmente tem o 12º par de NC, o hipoglosso, que inerva a musculatura estriada esquelética da língua vindo dos somitos occipitais. - junto com os pares cranianos do aparelh faríngeo (5,7,9 e 10), tem o desenvolvimento do músculo trapézio e esternocleidomastóideo (massa muscular esternocleidomastóidea e trapézio), que sã inervados pelo 11º par de NC, o nervo acessório. Tem o componente eferente visceral especial. COMPONENTES DOS PARES DE NERVOS CRANIANOS: - Aferente somática especial: vem do ouvido interno, relacionada com o equilíbrio. - Aferente somática geral: relacionada com as sensações de dor, tato, equilíbrio do organismo. - Aferente visceral especial: relacionado com a gustação - Aferente visceral geral: dor, tato, pressão, temperatura das vísceras do organismos. - Eferente visceral geral: inerva a musculatura lisa. - Eferente visceral especial: inerva a musculatura proveniente do componente muscular do aparelho faringeo. - Eferente somático geral: inerva os músculos que vieram dos somitos occipita e pré-ópticos. - uma maneira de classificar os pares de NC é observar características embriológicas. Encontra-se 3 grupos: * NC somáticos eferentes: relacionados a musculatura estriada esquelética de origem dos somitos. Corresponde aos pares 3,4,6 e 12. * NC do aparelho faríngeo: diretamente relacionado com o aparelho faríngeo. Corresponde aos pares 5,7,9 ,10 e 11. * NC dos sentidos especiais: correspondentes aos sentidos especiais. Corresponde aos pares 1,2 e 8. NERVOS CRANIANOS SOMÁTICOS EFERENTES: inervam a musculatura estriada esquelética. - correspondem ao 3º par (oculomotor), 4º par (troclear), 6º par (abducente) e 12º par (hipoglosso). O 3º e 4º o núcleo está no mesencéfalo, o 6º está na ponte e 12º está no bulbo. Nervo hipoglosso (12º par): os corpos celulares desse nervo estão na região ventromedial do bulbo, que corresponde a uma coluna eferente somática geral do nervo hipoglosso. - é exclusivamente motor. - inerva os músculos intrínsecos e extrínsecos (exceto o palatoglosso) da língua (são músculos que vieram de mioblastos que migraram de miótomos do somitos occipitais, são de origem miotomica). - na paralisia bilateral do hipoglosso a pessoa tem dificuldade de movimentar a língua para dentro da cavidade oral. Nervo abducente (6ºpar) e nervo troclear (4ºpar): o núcleo do abducente está na ponte na coluna ventromedial, os axônios dos neurônios emergem ventralmente e dã origem ao nervo. Inerva o músculo reto lateral do globo ocular. - lesão no nervo abducente pode causar estrabismo. - o núcleo do troclear está no mesencéfalo os axônios dos neurônios emergem dorsalmente e dão origem ao nervo. Inerva o músculo oblíquo superior do globo ocula - lesão no nervo troclear pode causar diplopia (visão dupla). Nervo oculomotor (3º par): inerva os outros músculos do globo ocular (reto superior, inferior, medial e oblíquo inferior) e está relacionado também com a dilatação pupilar e o levantamento da pálpebra. - os corpos celulares estão presentes na placa basal do mesencéfalo, é um núcleo somático eferente. - o núcleo de Edinger Westphal é uma ramificaçãodo nervo oculomotor, que faz com que o nervo não seja 100% motor, já que ele é um núcleo eferente visceral geral. Essas fibras inervam os músculos intrínsecos do bulbo ocular, o músculo ciliar e o músculo esfíncter da pupila. - lesão deste nervo pode causar ptose palpebral e midríase. NERVOS CRANIANOS DO APARELHO FARÍNGEO: são mistos, possuem vários componentes. - são o trigêmeo (V), facial (VII), glossofaríngeo(IX), vago (X) e o acessório (XI). Nervo trigêmeo (5º par): o gânglio do nervo trigêmeo é originado de células das cristas neurais. O gânglio trigêmeo tem 3 grandes divisões, os nervos oftálmico, maxilar e mandibular. - os prolongamentos sensitivos destas células do gânglio trigêmeo penetram na ponte e chegam a coluna aferente somática geral (dor, tato, temperatura, pressão de partes do corpo). As fibras sensitivas do nervo trigêmeo inervam a pele da face e o revestimento da boca e do nariz. - o nervo oftálmico é somente sensitivo;o nervo maxilar é somente sensitivo, inerva a pálpebra inferior, mucosa nasal, dentes superior, lábio superior e nariz; e o nervo mandibular é sensorial e motor, a parte sensitiva da face, cavidade bucal, língua, dentes mandibulares, lábio inferior, pele e face, e a parte motora inerva os músculos masseter, pterigóideo, milo hióideo, digástrico rostral e temporal. - a porção motora sai da coluna eferente visceral especial da ponte e inervam os músculos da mastigação (temporal, masseter, pterigóideo medial e lateral, milo-hióideo, e ventre anterior do digástrico, tensor do tímpano e tensor do véu palatino). Nervo facial: é um nervo misto. - a parte motora está relacionada com a inervação de músculos de expressão facial que são provenientes do componente muscular do 2º arco faríngeo. É originado de fibras da coluna visceral eferente especia da ponte. - forma também um componente aferente somático geral, que inerva o pavilhão auditivo e o meato acústico externo. - também está relacionado com a inervaçã das glândulas submandibular, sublingual lacrimal, sendo um componente eferente visceral geral. - inerva também os ⅔ anteriores da língu (gustação) e do palato mole, o component é aferente visceral especial. Nervo glossofaríngeo: inerva o 3º arco faríngeo, e proveniente das colunas viscerais eferentes especiais e eferentes gerais do bulbo, possui 2 núcleos motores 2 núcleos sensitivos. - inerva os músculos constrictor superior da faringe e o músculo estilofaríngeo. Este componente está na coluna eferente viscera especial do bulbo. - inerva o terço posterior da língua (gustação), o componente é aferente viscer especial. - também inerva a glândula parótida, o componente é eferente visceral geral. - faz também a inervação sensitiva geral do terço posterior da língua, faringe, úvula, tonsilas, tuba auditiva, seio e corpos carotídeo, classificado como aferente visceral geral. - inerva o meato acústico externo e o pavilhão auditivo (dor, tato, temperatura), o componente é aferente somática geral. Nervo vago: é formado pela união de nervos dos 4º e 6º arcos faríngeos. Seus núcleos estão localizados nas colunas eferente visceral e aferente visceral do bulbo. É um nervo misto. -o nervo do 4º arco faríngeo forma o nervo laríngeo superior e inerva o músculo cricotireóideo e constritores da faringe (exceto o constritor superior), o componente é eferente visceral especial (músculos branquioméricos). O nervo do 6º arco faríngeo forma o nervo laríngeo recorrente e inerva músculos intrínsecos da laringe. - o nervo laríngeo superior e o laríngeo recorrente se juntam e formam o nervo vago. - também lança ramos para a musculatura lisa, um componente eferente visceral geral. Nervo acessório: é formado a partir de 5 ou 6 raízes dos segmentos cervicais craniais da medula espinhal. - faz a inervação do músculo esternocleidomastóideo e do trapézio (origem branquiomérica), sendo um componente eferente visceral especial. - têm ramificações que acompanham as do vago e inervam vísceras torácicas, promovendo a inervação da musculatura lisa das vísceras. Sendo um componente eferente visceral geral. NERVOS CRANIANOS ESPECIAIS: não tem relação com o tronco encefálico. Nervo olfatório (I): as fibras amielínicas dos axônios bipolares provenientes da mucosa olfatória, atravessam a placa crivosa do osso etmóide e chegam ao bulbo olfatório. - é um nervo aferente visceral especial. Nervo óptico (II): é proveniente de fibras provenientes de neuroblastos da retina. Liga-se ao diencéfalo através do quiasma óptico. - é um nervo aferente somático especial. Nervo vestibulococlear: possui 2 tipos de fibras sensitivas, as fibras do nervo coclea provenientes do órgão de corti, e as fibras do nervo vestibular provenientes da região dos canais semicirculares. - é um nervo aferente somático especial. APARELHO FARÍNGEO FORMAÇÃO: a região do intestino anterior vai dar origem a faringe, esôfago, estômag e região cranial do duodeno. - a faringe primitiva produz dilatações laterais e modificações ventro mediais que formam o aparelho faríngeo. Ocorre desenvolvimento de protuberâncias latera que correspondem aos arcos faríngeos. - com 1 mês já aparecem 3 arcos faríngeos na 5ª semana tem 4 arcos faríngeos. -a formação dos arcos faríngeos ocorre no sentido crânio-caudal. - externamente, o embrião está desenvolvendo palato, face, placóides, língua, epiglote, etc. - o ectoderma da superfície espessa para a formação do placóide nasal. - o 1 arco faríngeo tem 2 saliências: a proeminência maxilar e mandibular. Se formam na região do estomodeu. COMPONENTES DO APARELHO FARÍNGEO estão relacionados com estruturas da regiã do pescoço e da cabeça em desenvolvimento. - o aparelho faríngeo está no assoalho da faringe, possui dilatações que são os arcos Entre um arco e outro, internamente o endoderma evagina e dá origem às bolsas faríngeas e externamente o ectoderma dá origem aos sulcos faríngeos. - a membrana faríngea é constituída do ectoderma do sulco faríngeo, do endoderm das bolsas faríngeas e do mesênquima interposto. - o assoalho da faringe desenvolve o mesênquima, que produz saliências, que contribuem com um aspecto no desenvolvimento do pescoço. 1-Arco faríngeo: é uma dilatação constituída de 4 estruturas. - tem um componente cartilaginoso, um aórtico (um vaso sanguíneo do tipo artério derivado do saco aórtico), um muscular e um nervoso. DERIVADOS DA CARTILAGEM DO PRIMEIRO ARCO FARÍNGEO: é uma cartilagem hialina coberta por pericôndrio. - dividida em região ventral, medial e dorsal. - na região dorsal, a cartilagem vai dar origem aos 2 primeiros ossículos da orelha média, o martelo e a bigorna. -medialmente é formado também ligamentos; quando o ligamento está sendo formado, a cartilagem regride e o pericôndrio desenvolve, formando o ligamento anterior do martelo e o ligamento esfenomandibular. - ventralmente a cartilagem do primeiro arco faríngeo vai dar origem a mandíbula, a cartilagem regride/degenera e sobre ela vem um molde de membrana conjuntiva (mesenquimal), que passa por ossificação intramembranosa para formar a mandíbula DERIVADOS DA CARTILAGEM DO SEGUNDO ARCO FARÍNGEO: o estribo é proveniente da cartilagem do 2º arco faríngeo, o processo estilóide também (dorsal). - no ligamento estilo-hióideo houve a regressão da cartilagem e o desenvolvimento do pericôndrio (medial). - o corno menor do osso hióide também é derivado dessa cartilagem. (ventral). DERIVADOS DA CARTILAGEM DO TERCEIRO, QUARTO E SEXTO ARCO FARÍNGEO: o componente cartilaginoso do 3º arco vai formar o restante do osso hióide (corpo e corno maior). - o 4º e o 6º vão dar origem a componente cartilaginoso da laringe, que forma o arcabouço da glote. A cartilagem tireóide veio do 4º e a cartilagem cricóide veio do 6 - o 6º arco também forma a cartilagem aritenóide e corniculada. - o 4º arco faríngeo forma a cartilagem tireóide e a epiglote (região ventromedial d faringe primitiva). DERIVADOS DO COMPONENTE ARCO AÓRTICO: as artérias arco aórtico são derivadas do saco aórtico. - os arcos faríngeos derivam as artérias arcos faríngeos, quefazem sua irrigação. - o 1º arco aórtico vai dar origem a artéria maxilar, o 2º arco a artéria estapédica, o 3º as artérias carótidas comuns e início das carótidas internas e externas. - o lado direito do 4º arco aórtico forma a região proximal da artéria subclávia direit e o lado esquerdo contribui para a formaçã do arco da aorta. - o 6º arco aórtico forma as artérias pulmonares direita e esquerda (a esquerda dá origem ao ducto arterial). DERIVADOS DO COMPONENTE MUSCULAR: as massas musculares dos arcos faríngeos vão se diferenciar em músculos estriados esqueléticos de origem branquiomérica (o componente nervoso é o eferente visceral especial). - o componente muscular do 1º arco faríngeo vai dar origem à músculos de mastigação (temporal, masseter, milo-hióideo…). - o componente muscular do 2º arco faríngeo vai dar origem a músculos de expressão facial. - o componente muscular do 3º arco vai dá origem ao músculo estilofaríngeo e constritor superior da faringe. - o 4º e 6º arcos vão dar origem a músculos da faringe e músculos da laringe. DERIVADOS DO COMPONENTE NERVOSO: os nervos cranianos provenientes do aparelh faríngeo são o trigêmeo (NC V), facial (NC VII), glossofaríngeo (NC IX) e vago (NC X) 2- Bolsas faríngeas: são evaginações laterais do endoderma. - essas evaginações produzem a 1ª, 2ª, 3ª 4ª bolsa faríngeo. Tem o rudimento da 5ª bolsa, chamada de corpo último faríngeo/último branquial, ela aloja célula que vieram da crista neural. - os componentes das bolsas estão em início de desenvolvimento. - a região ventromedial da faringe primitiv também produz saliências, como o forame cego, que na fase embrionária, é uma evaginação do assoalho da faringe primitiv entre o 1º e 2º arco faríngeo. - essa evaginação dá origem ao primórdia da tireoide, que migra para a base do pescoço por um ducto que desaparece depois - os componentes da 3ª e 4ª bolsas acompanham essa migração da tireoide. - a 1ª bolsa faríngea alonga-se e dilata-se na parte final, a dilatação dá origem ao antro mastóideo/a cavidade da orelha média, onde ficam o martelo, bigorna e estribo. Voltada para a cavidade oral, tem a tuba auditiva. - na 2 bolsa faríngea o endoderma diferencia para formar elementos de sustentação da futura tonsila palatina (parênquima). - a 3 bolsa faríngea dilata para a região superior e dilata em forma de tubo para a inferior. A região dorsal/superior desenvolve a paratireóide inferior, e a parte inferior/ventral dá origem ao timo. - a 4 bolsa dá origem a glândula paratireóide superior. - na região ventromedial da faringe primitiva, entre o 1 e 2 arco faríngeo, está ocorrendo o desenvolvimento da tireoide. - o ducto que leva a tireoide para a base do pescoço é o tireoglosso, que desaparece quando a migração é completada, ficando uma depressão que passa a ser chamado de forame cedo da língua. - as estruturas da 3ª, 4ª e o rudimento da 5ª bolsa acompanham a migração da tireoide. -o timo migra para a base do pescoço e puxa sua região superior que dá origem a paratireoide inferior. - a tireoide, a medida que desenvolve, recebe a 4ª bolsa na região superior e vai dar origem a paratireóide superior, a 3ª bolsa é puxada para a região inferior pelo crescimento do timo, com isso, a parte dorsal/superior da 3ª bolsa incrusta na tireoide e dá origem a paratireoide inferior - o corpo ultimobranquial entra na tireoid e dissemina as células da crista neural, que diferenciam e dão origem às células parafoliculares (células C) da tireóide, produtoras de calcitonina. Enquanto o endoderma da tireoide diferencia-se nas células foliculares, produtoras de T3 e T4. 3- Membranas e 4-Sulcos faríngeos: membrana é o ectoderma do sulco, o endoderma do sulco e o mesênquima interposto. - o sulco é a parte externa do ectoderma. - a 1ª membrana faríngea vai dar origem ao tímpano, a membrana timpânica. O 1º sulco faríngeo forma o canal auditivo externo/ meato acústico externo. - nas outras membranas e sulcos o mesênquima do 2º arco cresce muito na direção do 4º arco (e vice-versa), com isso, elas se fusionam, formando uma cavidade, chamada de seio cervical. - a proliferação do 2º e 4º arco fazem a fusão e continuam crescendo até que o seio cervical desapareça por completo. Eles determinam o contorno liso do pescoço. - essa proliferação faz com que as membranas e sulcos desapareçam. CISTOS E FÍSTULAS FARÍNGEAS: pode existir uma abertura no pescoço quando não há fusionamento e proliferação do 2º e 4º arco faríngeo, formando um canal, que é uma fístula faríngea. - a fístula pode ser formada também quando o endoderma e o ectoderma fusionam e formam um abertura entre eles, que comunica a faringe com o meio externo; se a abertura permanece, o pescoço espessa e a abertura espessa também, formando a fístula. - a tireóide migra para a base do pescoço pelo ducto tireoglosso. O ducto desaparece mas se ele permanece total ou um pedaço dele, forma-se um cisto. - a tireóide a medida que migra recebe o corpo último faríngeo, que dissemina suas células no interior da tireóide. Caso ele persista, ele pode formar um lobo na tireóide. SÍNDROME DE DiGEORGE: ocorre alterações auditivas, no coração, no aparelho faríngeo. - pessoas com essas síndrome não formam a paratireóide e o timo (problemas na 3ª e 4ª bolsa), que levam a problemas no mecanismo de defesa e no controle da calcemia. - a boca é pequena, chamada de micrognatia. - filtro quase liso. - ponte nasal proeminente e orelhas com rotação para trás. - o lábio superior é proeminente. SEQUÊNCIA DE ROBIN: a mandíbula é muito reduzida (saliência mandibular do 1º arco faríngeo), chamado de micrognatismo. - internamente, tem fenda palatina. - como a mandíbula é reduzida, ocorre glossoptose (a língua cai). DESENVOLVIMENTO DA LÍNGUA: na área ventromedial da faringe ocorre formação de saliências que completam a formação de área do pescoço e da cabeça. - na região ventromedial do 1º arco são produzidos 2 saliências laterais chamadas de brotos linguais distais e 1 saliência medial chamada de broto lingual mediano. Elas contribuem para a formação da língua. - no 2º arco faríngeo tem o desenvolvimento de outra saliência pequena chamada de cópula e na transição entre o 1º e o 2º arco tem o forame cedo da língua. - na área do 3º e 4º arco faríngeo ventralmente tem a formação da saliência hipofaríngea (mesênquima cranial e caudal). - essas saliências vão formar estruturas, o mesênquima do broto lingual distal direito e esquerdo vão crescer anteriormente e vã formar os ⅔ anteriores da língua. - a saliência hipofaríngea na sua região cranial vai crescer em direção anterior e acaba engolindo a cópula, ela fusiona com os brotos linguais distais, dando origem ao terço posterior da língua. - à medida que as semanas vão passando, os brotos linguais distais vão crescer anteriormente, acabam absorvendo o brot lingual mediano. - o mesênquima da região caudal da saliência hipofaríngea vai dar origem a cartilagem epiglote. - os mioblastos dos miótomos dos somitos occipitais migram para a área da língua em desenvolvimento e vão formar a musculatura estriada da língua, inervada pelo nervo hipoglosso. -tanto na região anterior, quanto na posterior começa o desenvolvimento das papilas. DESENVOLVIMENTO DA FACE: as células da crista neural migram para a área da face e vão produzir o mesênquima dessa região. - as células formam 5 saliências: saliência frontonasal (1), saliência maxilar 92) e saliência mandibular (2). Eles estão no limite do estomodeu. - cobrindo toda a área está o ectoblasto, que produz espessamentos, que dão origem aos placóides ótico (orelha interna), óptico (cristalino) e o nasal. - o placóide nasal afunda na saliência frontonasal e dá origem a fosseta nasal, e o mesênquima do entorno da fosfata nasal acabam recebendo nomes específicos. - ao mesmo tempo, tem o crescimento das saliências maxilares para dentro da cavidade oronasal, para a região cranial e para a região medial. - as saliências mandibulares também crescem para a região medial e para a região cranial. Isso modifica a posição dos placóides.- a elevação medial da fosseta nasal é chamada de saliência nasal medial e a elevação lateral de saliência nasal lateral. - a saliência nasal lateral está no limite da saliência maxilar, entre as 2 é formado o sulco nasolacrimal, local onde é formado o ducto lacrimal. - à medida que as saliências maxilares e mandibulares crescem cranialmente elas vão começar a posicionar o cristalino mais para a região medial e aproximam as saliências medial e lateral. Elas também acabam formando a bochecha. - 3 saliências mandibulares e 3 maxilares produzem o pavilhão auditivo externo, que vai parcialmente ascender pelo cresciment dessas saliências. - o ectoderma que cobre o sulco nasolacrimal vai produzir um cordão de células que se alojam no sulco e mais tarde vai determinar a formação do ducto lacrimal. - com a aproximação da saliência nasal medial e lateral elas acabam pressionando uma a outra, formando derivados. - as saliências nasais mediais fundem-se no plano mediano e dão origem ao septo nasal. Porém, anteriormente, a fusão das saliências nasais mediais vão produzir o segmento intermaxilar da maxila. - nesta região acaba tendo a formação do filtro do lábio, para a parte interna a gengiva associada e o processo palatino mediano. - as saliências maxilares crescem para dentro da cavidade oronasal e formam os processos palatinos laterais. - com isso, o processo palatino mediano e os laterais contribuem para a formação do palato. - as saliências maxilares crescem para o plano mediano, fusionam-se ao filtro do lábio e vão dar origem ao lábio superior. - as saliências nasais laterais vão formar as laterais do nariz e o sulco nasolacrimal vai alojar um cordão de células epiteliais que mais tarde dá origem ao ducto nasolacrimal. - o crescimento lateral da saliência maxilar e mandibular forma a bochecha e posiciona tanto as narinas quanto o olho para a região mediana, e promove a ascensão da orelha externa. - as saliências maxilares direita e esquerda crescem medialmente e encontram-se no plano mediano, formando o mandíbulo, o queixo e o lábio superior. - a parte da saliência frontonasal que não veio formar estruturas do nariz vai formar a testa. - a fusão das saliências nasais mediais vai dar origem ao septo nasal, fusão que ocorre devido o pressionamento de uma saliência nasal contra a outra. Esse pressionamento continua e o septo nasal cresce para dentro da cavidade oronasal. DESENVOLVIMENTO DAS CAVIDADES NASAIS E DO PALATO: o palato primário veio quando as saliência nasais mediais fusionaram no plano mediano, deram origem ao septo nasal que cresce para dentro da cavidade oronasal e forma um segmento intermaxilar da maxila. - um pedaço do segmento intermaxilar da máxima é o processo palatino mediano, qu vai dar origem ao palato primário. - o placóide nasal afunda e forma a fosseta nasal, que continua afundando e dá origem ao saco nasal, que continua afundando e forma as fossas nasais. O epitélio (colunar simples com células caliciformes) que cob as fossas nasais é oriundo do ectoblasto. - tem a membrana oronasal, que separa a fossa nasal em desenvolvimento da cavidade oral, onde tem o desenvolviment da língua. A membrana começa a ter apoptose celular, ocorrendo um rompimento, tendo uma comunicação grande e livre entre fossa nasal e cavidade oral, chamada de coana primitiva. - na parte superior da fossa nasal o ectoderma diferencia-se em neurônios bipolares, que vão dar origem ao nervo olfatório, que está sendo construído no mesênquima que vai formar o osso etmóide, formando a placa crivosa. - a coana primitiva liga a cavidade nasal com a oral, só que com a medida que as semanas se passam, é formado nesse local o palato secundário. - o septo nasal formado cresce para a região interna das fossas nasais e encosta no palato em desenvolvimento, contribuindo para a formação do palato. - as paredes laterais das fossas nasais desenvolvem as dobras da mucosa, que dão origem as conchas nasais superior, média e inferior. DESENVOLVIMENTO DO PALATO: as saliências maxilares para dentro da cavidade oronasal crescem e produzem os processos palatinos laterais. - as saliências nasais mediais fusionam uma a outra, formando o septo nasal, que cresce para a região interna. Quando fusionaram, na região anterior, deram origem ao segmento intermaxilar da maxila que, por fora, vai formar o filtro do lábio, a gengiva associada a maxila e ao processo palatino mediano (forma o palato primário). - o crescimento dos processos palatinos mediais para a região mediana vai formar o palato secundário, que vai ter a contribuição do crescimento do septo nasal. - ocorre fusão do processo palatino mediano com o lateral. - o palato primário e o secundário passam por ossificação e dão origem ao palato dur menos a sua porção final, perto da úvula, que não tem ossificação e dá origem ao palato mole. DEFEITOS CONGÊNITOS: *Normal: houve mesênquima suficiente para produção do palato primário, lábios, palato secundário, rafe palatina. *Fenda labial unilateral: falta mesênquima para completar o desenvolvimento da saliência maxilar. *Fenda unilateral envolvendo lábio e maxila: falta mesênquima para completar o desenvolvimento da saliência maxilar, do lábio e da gengiva associada. *Fenda bilateral: falta mesênquima para completar o desenvolvimento da saliência maxilar tanto do lado direito quanto esquerdo. *Fenda palatina isolada: é uma fenda de palato secundário. *Fenda palatina combinada: fenda de palato secundário e falta de mesênquima das saliências maxilares.