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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DAYSE SOARES DE CAMPOS RESENHA DE “A HISTÓRIA DA GUERRA DO PELOPONESO” E “DIALOGO MELIANO” ESCRITO POR TUCÍDIDES TERESINA 2021 REFERÊNCIAS TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso, 3ª Ed., tradução Mario da Gama Kury, Brasília: Editora da Unb, 1987. (Livro II). CREDENCIAIS DO AUTOR Tucídides foi um aristocrata ateniense, membro de uma das mais nobres famílias e general na Guerra do Peloponeso Ele deixou várias impressões sobre esse fato em sua obra História da Guerra do Peloponeso, tanto sobre a constituição política das cidades envolvidas quanto sobre a guerra, a peste que assolou Antenas e vários outros acontecimentos. INTRODUÇÃO Tucídides relata em “História da Guerra do Peloponeso” uma das maiores batalhas da época onde foi combatente, mostrando a verdade a partir da sua própria experiência. Ele propõe uma análise lógica dos fatos, marcando uma fronteira entre o mito e a razão. Essa resenha tem como objetivo mostrar os acontecimentos do livro de Tucídides e fazer uma relação com a política e o mundo contemporâneo. A GUERRA DO PELOPONESO No início de tudo, Esparta e Atenas eram aliadas na guerra contra os Persas. Mas, após a vitória, elas começaram a disputar entre si pelo domínio perante as outras cidades gregas. A guerra teve seu primeiro e principal foco entre duas cidades, Corinto (dominado por Esparta) e Megara (dominado por Atenas). Por 15 anos uma cidade guerreou com a outra pelo domínio do Istmo de Corinto e das ilhas da região. Não aconteceram grandes conquistas para ambos os lados nesse período, que foi denominado de Primeira Guerra do Peloponeso. Mesmo após um acordo de paz, as duas cidades continuaram a guerrear até que Atenas bloqueou o comércio pelo Istmo e Esparta não aceitou, ameaçando tirar Corinto da Liga. Atenas convocou o Congresso dos Aliados e decidiu quebrar o acordo de paz. Diante disso, A Guerra do Peloponeso durou 27 anos tendo 3 fases importantes em que em todas elas, Esparta levava a melhor. Até que Atenas decidiu se render. DIÁLOGO MELIANO A Ilha de Melos era neutra durante a Guerra do Peloponeso. Os melianos tinham relações com Esparta mas não lutaram com eles. Porém, em 416 a.c os atenienses enviaram 38 navios e 3 mil soldados para capturar a Ilha de Melos ou força-los a pagar tributos. No dialogo escrito por Tucídides, os melianos disseram que não era moral atacar pessoas que eram neutras, já que Atenas era considerada o berço da justiça. Mas, os atenienses responderam que “Os fortes fazem o que podem e os fracos sofrem o que devem”. Com isso, após lutar e fracassar, os melianos se rendem e os soldados matam todos os homens de Melos, e vendem todas as mulheres e crianças melianas para a escravidão. CONCLUSÃO Tucídides parece ter dado um salto espetacular rumo à modernidade. Ele não aceitava nem racionalizava os mitos, mas analisava os fatos que realmente ocorriam. Não buscava na vontade dos deuses as explicações para o comportamento humano, mas numa análise geral do comportamento dos homens na sociedade. É visível, no diálogo meliano, que até os dias de hoje há uma vantagem maior para aqueles que possuem poder. Pois, querendo ou não, os ricos continuam fazendo o que podem e os pobres continuam sofrendo o que devem. Portanto, o campo de pesquisa de Tucídides não era a natureza física do universo nem a natureza física do homem, mas a sociedade do homem que vive na polis. Porque para ele, política, no seu mais amplo sentido, era a compreensão do comportamento do homem em sociedade.