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Sistema Musculoesqueletico 
1) Articulação do Cotovelo 
 A articulação do cotovelo é um gínglimo 
modificado (uma face convexa se encaixa em 
uma face côncava), formado pela tróclea e 
capítulo do úmero, incisura troclear da ulna e 
cabeça do rádio. 
 Estruturalmente é classificada como 
sinovial (possuem cavidade, cartilagem e 
cápsula articular, podem conter discos e 
bolsas articulares e ligamentos acessórios) e 
funcionalmente como diartrose (livremente 
móvel). 
 Articulação classificada como composta, 
porque há duas articulações na articulação. 
Mais de 2 ossos se articulando dentro da 
mesma cápsula articular e membrana sinovial. 
 
A) ARTICULAÇÕES: 
é o ponto de 
contato entre o úmero e a ulna. As superfícies 
articulares podem ser encontradas entre 
a tróclea do úmero e a incisura troclear da 
ulna. 
 Então ela é classificado como sinovial, do 
tipo diartrose e é troclear. 
 é o ponto de 
contato entre o úmero e o rádio. Ela também é 
uma articulação uniaxial sinovial em dobradiça, 
que articula o capítulo do úmero à cabeça do 
rádio. 
 Então ela é classificada como sinovial do 
tipo diartrose e esferóidea 
 também é 
uniaxial, mas funciona como uma articulação em 
pivô. Suas superfícies articulares são a cabeça 
do rádio e a incisura radial da ulna. 
 Então ela é classificada como sinovial do 
tipo diartrose e trocóidea. 
 
b) movimentos de Flexão/Extensão e 
Pronação/Supinação 
 indica curvatura ou diminuição do 
ângulo entre os ossos ou partes do corpo. No 
caso da articulação do cotovelo, a flexão 
refere-se ao movimento em direção anterior. 
 indica retificação ou aumento do 
ângulo entre os ossos ou as partes do corpo, 
geralmente ocorre em direção posterior. 
 causa a rotação medial do rádio, 
de modo que a palma da mão fique voltada 
posteriormente e o dorso, anteriormente. 
 é o movimento do antebraço, no 
qual a palma da mão se volta para cima, 
oposto à pronação. 
c) Cápsula articular e membrana sinovial nas 
vistas anterior e posterior 
 A membrana fibrosa da cápsula articular 
envolve a articulação do cotovelo. Está fixada 
ao úmero nas margens das extremidades 
lateral e medial das faces articulares do 
capítulo do úmero e da tróclea. Anterior e 
posteriormente é levada em sentido superior, 
proximal às fossas coronóidea e do olécrano. 
 
 
 A membrana sinovial reveste a face interna 
da membrana fibrosa da cápsula e as partes 
não articulares intracapsulares do úmero. 
Também é contínua inferiormente com a 
membrana sinovial da articulação radiulnar 
proximal. A cápsula articular é fraca nas 
porções anterior e posterior, mas é 
fortalecida de cada lado por ligamentos 
colaterais. 
 
d) Principais ligamentos: 
 Ligamento espesso e 
triangular que se estende do epicôndilo medial 
do úmero até o processo coronoide e o 
olécrano da ulna. Parte desse ligamento 
aprofunda o encaixe para a tróclea do úmero. 
Ligamento forte e 
triangular que se estende do epicôndilo lateral 
do úmero até o ligamento anular do rádio e a 
incisura radial da ulna. 
 forte faixa que 
circunda a cabeça do rádio, mantendo-a na 
incisura radial da ulna. 
 
e) Bolsa olecraneana 
 As três bolsas do olécrano são: 
➭ Bolsa intratendínea do olécrano, que está 
presente algumas vezes no tendão do músculo 
tríceps braquial; 
➭ Bolsa subtendínea do músculo tríceps 
braquial, que está localizada entre o olécrano 
e o tendão do músculo tríceps braquial, 
imediatamente proximal à sua fixação no 
olecrano. 
➭ Bolsa subcutânea do olécrano, que está 
localizada no tecido conjuntivo subcutâneo 
sobre o olécrano. 
 
 O ácido úrico é um produto residual 
originado durante o metabolismo das 
subunidades do ácido nucleico (DNA e RNA). 
A pessoa que sofre de gota produz 
quantidades excessivas de ácido úrico ou não 
consegue excretá-lo de maneira normal. 
 A consequência disso é o acúmulo de ácido 
úrico no sangue. Esse excesso de ácido reage 
com o sódio para formar um sal chamado de 
urato de sódio. Os cristais desse sal se 
acumulam nos tecidos moles, como os rins, e 
na cartilagem das orelhas e articulações. 
 Na artrite gotosa, cristais de urato de 
sódio se depositam nos tecidos moles das 
articulações. Os cristais irritam e erodem a 
cartilagem, causando inflamação, edema e dor 
aguda. Por fim, os cristais destroem todos os 
tecidos articulares. Se o distúrbio não for 
tratado, as extremidades dos ossos da 
articulação se fundem e a articulação se 
torna imóvel. 
2) Articulações do punho/carpo 
 A articulação do punho é formada pelas 
articulações radio-ulnar distal e rádiocarpal. 
A) Articulação radioulnar distal 
 A articulação radioulnar distal (inferior) é 
classificada estruturalmente como sinovial do 
tipo trocóidea (uma face redonda ou 
pontiaguda se encaixa em um anel 
parcialmente formado por osso e 
parcialmente por ligamento), e funcionalmente 
como diartrose. 
 Então ela é classificada como sinovial do 
tipo diartrose e trocóidea. 
 
 A cabeça arredondada da ulna articula-se 
com a incisura ulnar na face medial da 
extremidade distal do rádio. 
 Um disco articular triangular e 
fibrocartilagíneo da articulação radiulnar 
distal une as extremidades da ulna e do rádio 
e é a principal estrutura de união da 
articulação. 
 A da cápsula articular 
reveste a articulação radiulnar distal, mas é 
deficiente na parte superior. 
 A estende-se 
superiormente entre o rádio e a ulna para 
formar o recesso saciforme da articulação 
radiulnar distal. 
B) Articulação radiocarpal 
 A articulação radiocarpal (punho) é um tipo 
elipsóideo de articulação sinovial. A posição 
aproximada da articulação é indicada por uma 
linha que une os processos estiloides do rádio 
e da ulna, ou pela prega proximal do punho. 
 Então ela é classificada estruturalmente 
como sinovial do tipo elipsóidea (uma projeção 
ovoide se encaixa em uma depressão oval), e 
funcionalmente como diartrose. 
 
 A ulna não tem participação direta na 
articulação radiocarpal. A extremidade distal 
do rádio e o disco da articulação radiulnar 
distal articulam-se com a fileira proximal de 
ossos carpais, com exceção do osso pisiforme. 
O disco articular presente entre cabaça da 
ulna e piramidal. 
 A da cápsula articular 
circunda a articulação radiocarpal e está 
fixada às extremidades distais do rádio e da 
ulna e à fileira proximal de ossos carpais 
(escafoide, semilunar e piramidal). 
 A reveste a face interna 
da membrana fibrosa da cápsula articular e 
está fixada às margens das faces articulares. 
c) movimentos de Flexão / Extensão, Pronação / 
Supinação e Desvios Radial (Abdução) / Ulnar 
(Adução) 
 Durante a 
pronação do antebraço e da mão, a 
extremidade distal do rádio gira anterior e 
medialmente, cruzando sobre a ulna 
anteriormente. 
 Durante a supinação, o rádio descruza em 
relação à ulna, sua extremidade distal gira 
lateral e posteriormente, de modo que os 
ossos fiquem paralelos. 
 O grau de flexão da 
mão sobre o antebraço é maior do que o grau 
de extensão. A adução da mão é maior do que 
a abdução. A maior parte da adução ocorre na 
articulação radiocarpal. A abdução a partir da 
posição neutra ocorre na articulação 
mediocarpal. A circundução da mão é a 
sequência de flexão, adução, extensão e 
abdução. 
 
d) Os principais ligamentos: 
 está fixado ao processo 
estiloide do rádio e ao osso escafoide, 
reforça a cápsula articular lateralmente. 
está fixado ao processo 
estiloide da ulna e ao osso piramidal, reforça 
a cápsula articular medialmente. 
O tubérculo do 
trapézio forma a eminência palpável no lado 
radial, enquanto o hâmulo do hamato e o 
pisiforme formam a eminência no lado ulnar. O 
retináculo dos Mm. flexores estende-se entre 
eles, fechando o túnel do carpo, na face 
palmar. 
 Retináculos são estruturasmembranosas 
que servem como suporte para os tendões, 
bainhas e nervos. Se encontram nos músculos 
flexores e extensores da mão, ambos no nível 
do punho. 
 retináculo 
flexor profundo. 
 
3) Articulações da mão
A) Articulação carpometacarpal do Iº dedo 
 É uma articulação classificada 
estruturalmente como sinovial do tipo selar (a 
face articular de um osso tem forma de 
sela), e funcionalmente como diartrose. 
 As faces distais dos ossos carpais da 
fileira distal articulam-se com as faces 
carpais das bases dos ossos metacarpais nas 
articulações CMC. A importante articulação 
CMC do polegar está situada entre o osso 
trapézio e a base do metacarpal I; tem uma 
cavidade articular separada. 
 
 A da articulação CMC do 
polegar circunda a articulação e está fixada 
às margens das faces articulares. 
 A reveste a face interna 
da membrana fibrosa. A frouxidão da cápsula 
facilita o livre movimento da articulação do 
polegar. 
 
b) movimentos do polegar 
 A articulação CMC do polegar permite 
movimentos angulares em qualquer plano 
(flexão–extensão, abdução–adução ou 
circundução) e um grau restrito de rotação 
axial. O mais importante é que o movimento 
essencial para oposição do polegar ocorre 
aqui. Embora o oponente do polegar seja o 
agonista primário, todos os músculos 
hipotenares contribuem para a oposição. 
4) Joelho 
a) Compreender o joelho como região e como 
articulação 
 A articulação do joelho (articulação 
tibiofemoral) é a maior e mais complexa 
articulação do corpo. Trata-se de uma 
articulação do tipo gínglimo modificada 
(porque seu movimento principal é um 
movimento de dobradiça uniaxial) que consiste 
em 3 articulações dentro de uma única 
cavidade articular. 
 O joelho é classificado como uma 
articulação composta: mais de 2 ossos se 
articulando em dentro da mesma cápsula 
articular e membrana sinovial. Também 
classificada como uma articulação complexa 
devido a presença dos 2 meniscos. 
 A fíbula não participa da articulação do 
joelho. 
 
b) ARTICULAÇÕES 
Existem duas 
articulações tibiofemorais, uma lateral e a 
outra medial. 
 A articulação tibiofemoral lateral, está 
entre o côndilo lateral do fêmur, o menisco 
lateral e o côndilo lateral da tíbia, que 
consiste no osso de sustentação de peso da 
perna. 
 A articulação tibiofemoral medial, está 
entre o côndilo medial do fêmur, o menisco 
medial e o côndilo medial da tíbia. 
 Então essas articulações são classificadas 
estruturalmente como sinovial do tipo gínglimo 
modificado ou condilar, e funcionalmente como 
diartrose. 
 é aquela intermediária 
entre a patela e a face patelar do fêmur. 
 Então ela é classificada estruturalmente 
como sinovial do tipo troclear, e 
funcionalmente como diartrose. 
 
c) movimentos de Flexão/Extensão e os 
movimentos de torsão/rotação medial e torsão 
lateral 
 A flexão e a extensão são os principais 
movimentos do joelho; há alguma rotação 
quando o joelho está fletido. 
d) Cápsula articular e membrana sinovial nas 
vistas anterior e posterior 
 A é independente e 
incompleta une os ossos da articulação do 
joelho. Ela possui uma camada fibrosa externa 
e uma membrana sinovial interna. 
 A camada fibrosa tem algumas partes 
espessas que formam ligamentos intrínsecos, 
mas é fina em sua maior parte e, na verdade, 
incompleta em algumas áreas. 
 A bainha ligamentar ao redor da articulação 
consiste, principalmente, em tendões 
musculares e suas expansões. Há, no entanto, 
algumas fibras capsulares conectando os 
ossos da articulação. 
 A extensa da cápsula 
reveste todas as superfícies que limitam a 
cavidade articular (o espaço que contém 
líquido sinovial) e não são cobertas por 
cartilagem articular. 
 
 
 
e) Os principais ligamentos: 
 A cápsula articular é 
fortalecida por cinco ligamentos 
extracapsulares ou capsulares (intrínsecos): 
ligamento da patela, ligamento colateral 
fibular, ligamento colateral tibial, ligamento 
poplíteo oblíquo e ligamento poplíteo arqueado. 
 Ligamento 
largo e achatado que se encontra na face 
medial da articulação e que se estende do 
côndilo medial do fêmur até o côndilo medial 
da tíbia. O ligamento colateral tibial está 
firmemente fixado ao menisco medial. 
 
 Forte 
ligamento arredondado que se encontra na 
face lateral da articulação e que se estende 
do côndilo lateral do fêmur até o lado lateral 
da cabeça da fíbula. Reforça a face lateral da 
articulação. 
 Um largo ligamento 
achatado que se estende da fossa 
intercondilar e do côndilo lateral do fêmur até 
a cabeça e o côndilo medial da tíbia. O 
ligamento reforça a parte posterior da 
articulação.
 Estende-se do 
côndilo lateral do fêmur até o processo 
estiloide da cabeça da fíbula. Reforça a parte 
lateral e inferior da face posterior da 
articulação. 
Ligamentos encontrados 
dentro da cápsula que conectam a tíbia e o 
fêmur.
 Estende-se 
posterior e lateralmente de um ponto anterior 
à área intercondilar da tíbia até a parte 
posterior da face medial do côndilo lateral do 
fêmur. O LCA limita a hiperextensão do joelho 
e evita o deslizamento anterior da tíbia sobre 
o fêmur.
 Estende-se 
anterior e medialmente a partir de uma 
depressão na área intercondilar posterior da 
tíbia e do menisco lateral até a parte anterior 
da face lateral do côndilo medial do fêmur. O 
LCP evita o deslizamento posterior da tíbia (e 
deslizamento anterior do fêmur) quando o 
joelho é flexionado, o que é muito importante 
para descer degraus ou uma ladeira íngreme.
É uma faixa fibrosa 
delgada, une-se às margens anteriores dos 
meniscos, cruzando a área intercondilar 
anterior e fixando os meniscos um ao outro 
durante movimentos do joelho. 
 menisco lateral 
possui o ligamento meniscofemoral (porção 
anterior e porção posterior) que o liga ao 
ligamento cruzado posterior e ao côndilo 
medial do fêmur. A parte posterior do 
ligamento meniscofemoral é chamada 
de ligamento de Wrisberg. A parte anterior 
do ligamento meniscofemoral é conhecida 
como ligamento de Humphrey. 
 são partes da cápsula 
articular que se estendem entre as margens 
dos meniscos e a maior parte da periferia dos 
côndilos da tíbia. 
 
 As lesões de LCA são muito mais comuns 
em mulheres do que em homens. As razões 
para isso não são claras: 
➭ mas podem ter relação com o fato de 
haver menos espaço entre o côndilo femoral 
nas mulheres de forma a limitar o espaço 
para o movimento do LCA; 
➭ com a pelve mais larga das mulheres que 
cria um ângulo maior entre o fêmur e a tíbia 
e aumenta o risco de ruptura de LCA; 
➭ com os hormônios femininos que conferem 
maior flexibilidade aos ligamentos, músculos e 
tendões, e que não os fazem absorver os 
estresses aplicados a eles, transferindo, 
dessa forma, os estresses ao LCA; 
➭ com a força muscular menor das mulheres, 
que as torna mais dependentes do LCA para 
manter o joelho no lugar. 
 Local de inserção do m. 
adutor magno. Local 
importante devido a 
formação do hiato adutor. 
 O músculo adutor magno 
participa da formação dos 
limites do canal dos 
adutores, também 
chamado de canal de 
Hunter. O canal dos 
adutores é uma passagem 
estreita no terço médio da 
coxa que conduz os ramos 
descendentes genicular e musculares da 
artéria femoral, e suas veias correspondentes, 
o nervo safeno e o nervo para o vasto medial. 
O canal dos adutores termina passando 
através do hiato adutor e entrando na fossa 
poplítea. 
 A condromalácia patelar ou síndrome da dor 
patelofemoral caracteriza-se pela 
degeneração da cartilagem articular da patela 
(ou rótula), um osso localizado na frente do 
joelho. Esse desgaste pode ocorrer devido a 
uma série de fatores, como traumas na 
região, sedentarismo, excesso de peso, 
desalinhamento do joelho, atividades física de 
alto impacto eidade. 
f) Meniscos medial e lateral 
 Os meniscos são dois discos de 
fibrocartilagem entre os côndilos tibial e 
femoral ajudam a compensar as formas 
irregulares dos ossos e a fazer circular o 
líquido sinovial. 
➭ é um pedaço semicircular de 
fibrocartilagem (em forma de C). Sua 
extremidade anterior está fixada à fossa 
intercondilar anterior da tíbia, anteriormente 
ao ligamento cruzado anterior. Sua 
extremidade posterior está presa à fossa 
intercondilar posterior da tíbia entre as 
inserções do ligamento cruzado posterior e do 
menisco lateral. 
➭ é um pedaço praticamente 
circular de fibrocartilagem (formato próximo 
de um O incompleto). Sua extremidade 
anterior está fixada anteriormente à 
eminência intercondilar da tíbia e lateral e 
posteriormente ao ligamento cruzado 
anterior. Sua extremidade posterior está 
presa posteriormente à eminência 
intercondilar da tíbia e anteriormente à 
extremidade posterior do menisco medial. 
 
 As faces anteriores dos meniscos lateral e 
medial estão conectadas uma à outra pelo 
ligamento transverso do joelho e às margens 
da cabeça da tíbia pelos ligamentos coronários 
do joelho. 
 
 O menisco é uma estrutura de cartilagem 
presente no joelho que serve para proteger os 
joelhos quando há impacto ou numa pancada 
diretamente no joelho ou na perna, por 
exemplo. Essa cartilagem é muito propensa a 
lesões em atletas, pessoas com excesso de 
peso, com artrite, artrose ou outro problema 
que afete a articulação dos joelhos. 
g) art. Tibiofibular proximal 
 A articulação tibiofibular é uma articulação 
sinovial plana entre a face articular plana na 
cabeça da fíbula e uma face articular 
semelhante em posição posterolateral no 
côndilo lateral da tíbia. 
 Uma tensa circunda a 
articulação e fixa-se nas margens das faces 
articulares da fíbula e tíbia. A cápsula 
articular é fortalecida pelos ligamentos 
anterior e posterior da cabeça da fíbula, que 
seguem em sentido superomedial desde a 
cabeça da fíbula até o côndilo lateral da tíbia. 
A articulação é cruzada posteriormente pelo 
tendão do poplíteo. 
 Uma bolsa de da 
articulação do joelho, o recesso poplíteo, 
passa entre o tendão do poplíteo e o côndilo 
lateral da tíbia 
 Então essa articulação é classificada 
estruturalmente como sinovial do tipo plana e 
estruturalmente como diartrose.
 
h) Principais bolsas 
 As bolsas mais importantes do joelho são: 
➭ Bolsa subcutânea pré-patelar entre a 
patela e a pele. 
➭ Bolsa infrapatelar profunda entre a parte 
superior da tíbia e o ligamento da patela. 
➭ Bolsa suprapatelar entre a parte inferior 
do fêmur e a face profunda do músculo 
quadríceps femoral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5) Articulação do tornozelo 
A) Talocrural ou Tibiotarsica 
 A articulação talocrural (articulação do 
tornozelo) é sinovial do tipo gínglimo. Está 
localizada entre as extremidades distais da 
tíbia e da fíbula e a parte superior do tálus. 
 Então a articulação é classificada 
estruturalmente como sinovial do tipo gínglimo 
modificada, e funcionalmente como diartrose. 
 As extremidades distais da tíbia e da fíbula 
formam um encaixe maleolar no qual se 
encaixa a tróclea do tálus, que tem formato 
de polia. A tróclea é a face articular superior 
arredondada do tálus. A face medial do 
maléolo lateral articula-se com a face lateral 
do tálus. 
 A cápsula da articulação talocrural é fina 
nas partes anterior e posterior, mas é 
sustentada de cada lado pelos fortes 
ligamentos colaterais medial e lateral. 
 A camada fibrosa está fixada 
superiormente às margens das faces 
articulares da tíbia e maléolos, e 
inferiormente ao tálus. 
 A membrana sinovial é frouxa e reveste a 
camada fibrosa da cápsula. A cavidade sinovial 
costuma estender-se superiormente entre a 
tíbia e a fíbula até o ligamento tibiofibular 
interósseo. 
 A dorsiflexão do tornozelo é produzida pelos 
músculos no compartimento anterior da perna. 
A dorsiflexão geralmente é limitada pela 
resistência passiva do músculo tríceps sural 
ao estiramento e por tensão nos ligamentos 
colaterais medial e lateral. 
 A flexão plantar do tornozelo é produzida 
pelos músculos no compartimento posterior da 
perna. Quando os bailarinos dançam na ponta 
dos pés, por exemplo, o dorso do pé está 
alinhado com a face anterior da perna. 
b) Principais ligamentos e correlações clínicas: 
 Todos estes ligamentos formam um feixe 
de forma triangular chamado em conjunto de 
lig. Deltoide. 
 Os ligamentos da sindesmose consistem 
do na parte 
ventral e do na 
parte dorsal da porção distal da perna.
dá estabilidade 
ligamentar para ambas as articulações 
subtalar e tibiotársica.
um cordão redondo 
que segue em sentido posteroinferior da 
extremidade do maléolo lateral até a face 
lateral do calcâneo. 
 Entorse por eversão, a planta do pé vira 
para fora, levando à lesão dos ligamentos 
mediais. 
 Às vezes, as forças de eversão são 
transmitidas até a fíbula, fraturando a 
cabeça fibular um pouco abaixo do joelho 
(chamada de fratura de Maisonneuve). As 
entorses de tornozelo recorrentes podem 
comprometer a propriocepção do tornozelo e, 
portanto, predispor a futuras entorses do 
tornozelo. 
c) art. Tibiofibular distal 
 A sindesmose tibiofibular é uma articulação 
fibrosa composta. É a união fibrosa da tíbia e 
fíbula por meio da membrana interóssea e os 
ligamentos tibiofibulares anterior, interósseo 
e posterior (estes últimos formam a parte 
inferior da articulação, que une as 
extremidades distais dos ossos). A integridade 
da sindesmose tibiofibular é essencial para a 
estabilidade da articulação talocrural porque 
mantém o maléolo lateral firmemente 
contra a face lateral do tálus. 
 Então a articulação é classificada 
estruturalmente como fibrosa, 
estruturalmente como sinartrose, do 
subtipo sindesmose. 
 A área articular triangular áspera na 
face medial da extremidade inferior da 
fíbula articula-se com uma face na 
extremidade inferior da tíbia. 
d) Ligamentos 
 A articulação também é fortalecida nas 
partes anterior e posterior pelos fortes 
 é profundo, 
contínuo superiormente com a membrana 
interóssea, forma a principal conexão entre a 
tíbia e a fíbula. 
 
 Entorse em inversão, o pé vira para fora, 
fazendo com que a planta do pé fique voltada 
para o outro pé, causando 
dor ao longo do lado 
externo. Corresponde à 
esmagadora maioria das 
entorses, levando à lesão 
dos ligamentos laterais. O 
ligamento mais lesionado é o 
talofibular anterior, seguido 
pelo calcaneofibular 
do tornozelo. 
6) Compreender os ossos do pé divididos em: 
RETRO-PÉ / MÉDIO-PÉ / ANTE-PÉ. 
 O pé pode ser dividido em três regiões, o 
antepé, o médiopé e o retropé. A dor no 
mediopé, como o próprio nome já diz, é 
sentida no meio do pé, entre a região do 
calcanhar e dos metatarsos. 
a) Articulação transversa do pé 
 A articulação transversa do tarso é uma 
articulação composta formada por duas 
articulações separadas alinhadas 
transversalmente: a parte talonavicular da 
articulação talocalcaneonavicular e a 
articulação calcaneocubóidea. Nessa 
articulação, as partes média e anterior do pé 
giram como uma unidade sobre a parte 
posterior do pé, em torno de um eixo 
longitudinal (AP), aumentando os movimentos 
de inversão e eversão que ocorrem na 
articulação talocalcânea clínica. A transecção 
da articulação transversa é um método 
padronizado para amputação cirúrgica do pé. 
b) Articulação tarsometatársica 
 A articulação tarsometatarsal tem como 
face articular os ossos tarsais anteriores 
articulam-se com as bases dos ossos 
metatarsais. 
 Cápsulas articulares separadas envolvem 
cada articulação. 
 Os ligamentos tarsometatarsais dorsais, 
plantares e interósseos unem os ossos. 
 
 
 O mediopé é formado por cinco ossos 
distintos: o navicular, o cubóide e os 
cuneiformes medial, intermédioe lateral. Essa 
região é separada do antepé e do retropé por 
duas linhas articulares bem específicas: a 
articulação de Chopart e a articulação de 
Lisfranc. 
 A articulação de Chopart subdivide o pé em 
retropé e mediopé. É formada pelas 
articulações entre o tálus e o navicular, e 
entre o calcâneo e o cuboide. 
 A articulação de Lisfranc subdivide o pé em 
mediopé e antepé. É formada pelas 
articulações entre os três cuneiformes, os 
três primeiros metatarsos (1º, 2º e 3º), o 
cubóide e os dois metatarsos laterais (4º e 
5º). 
 
Esta modalidade de desarticulação baseia-se 
na articulação entre os ossos do tarso e os 
metatarsos (os ossos cuneiformes medial, 
intermédio e lateral se articulam com o 
primeiro segundo e terceiro metatarsos e o 
cubóide com o quarto e quinto metatarsos). 
 é uma desarticulação 
realizada entre os ossos navicular e cuboide 
com o tálus e o calcâneo, respectivamente.

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