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LIBERDADE: Contingências culturais com planejamento de controles 
Larissa Costa Braz & Maria Cecília Rocha Barbosa 
 
MELO, Camila M.; ROSE, Júlio C. O conceito de cultura e de liberdade na teoria 
de B.F. Skinner: implicações do controle do comportamento humano no 
fortalecimento da cultura.1 
 
O estudo realizado por Melo & Rose (2007) sobre os “fenômenos sociais” a 
partir de uma perspectiva filosófica do Behaviorismo Radical skinneriano, caracteriza 
a evolução das culturas como um terceiro nível de processos de variação e seleção 
pelas consequências. 
Esse modelo causal se dá a partir da distinção entre contingências de reforço 
e culturais. As contingências de reforço são os operantes (classes de respostas) que 
podem ser selecionados pelas consequências de reforço, já as contingências culturais 
trata de práticas que envolvem o comportamento de pessoas em grupo e produzem 
consequências culturais que podem ter efeito seletivo sobre elas mesmas. Um dos 
aspectos centrais para essa elaboração é a definição de prática cultural, Dittrich (2004, 
apud MELO & ROSE, 2007, p. 88) aponta como relevante para tal definição o 
reforçamento de um conjunto de operantes pelos membros de uma cultura, a 
necessidade de transmissão dos operantes como parte de um ambiente social e, 
também, o asseguramento de uma transmissão intergeracional de operantes que 
pode se relacionar diretamente com a evolução cultural propriamente dita. Skinner 
(1971, apud MELO & ROSE, 2007, p. 91) trata o conceito de liberdade incidindo sobre 
o controle do comportamento, com ausência de controle aversivo gerado pelo 
ambiente natural ou social e presença de controle positivo que não pode gerar 
consequências aversivas adiante. Nesse sentido, a liberdade se apresenta como uma 
possibilidade para planejar as contingências que favoreçam o fortalecimento cultural. 
Podemos concluir, a partir da perspectiva skinneriana, que um planejamento 
cultural nos permite identificar as formas de controle do comportamento e planejar 
contingências que o façam positivamente tanto a nível individual, quanto a nível 
coletivo. Nesse sentido liberdade deve ser entendida como uma adequação cultural 
dos controles que estão inseridos no ambiente social. 
 
1 GUILHARDI, H.J.; AGUIRRE, N.C.(Orgs.). Sobre comportamento e cognição:Vol.18.Expondo a variabilidade. 
Santo André: Esetec,2006.

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