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ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 7 
DISPOSITIVOS AUXILIARES DA 
MARCHA
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
INDICAÇÕES
✓ auxiliar a marcha
✓ prevenir quedas
✓ reduzir a sobrecarga articular
✓ melhorar o controle motor (fornecer feedback 
sensorial adicional) 
✓ auxiliar nos cuidados de pacientes com leve 
dependência. 
DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA
Por outro lado, estudos apontam que o uso de DAM 
está associado a um risco aumentado de quedas
CUIDADOS
✓ utilização inadequada
✓ mau estado 
✓ dimensões incorretas do dispositivo
✓ erros na prescrição do tipo de DAM
DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA
Por outro lado, estudos apontam que o uso de DAM 
está associado a um risco aumentado de quedas
PRSCRIÇÃO
A prescrição de um dispositivo adequado
depende de avaliação
✓ condição neuromotora (força e resistência muscular à
fadiga),
✓ controle postural (equilíbrio e postura),
✓ função cognitiva,
✓ condicionamento cardiorrespiratório
✓ as próprias exigências ambientais do indivíduo.
✓ a presença ou não de dor, sua causa, local e se é uni ou
bilateral.
✓ Da carga suportada pelo dispositivo prescrito
DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA
5
O treino
◼ Garantir segurança contra eventuais quedas
◼ Aumentar gradualmente repertório de uso 
(situações diversas)
◼ reduzir gradualmente a assistência
▪ O fisioterapeuta não pode facilmente e precisamente 
determinar a real carga que o paciente descarrega no 
membro inferior afetado (YOUDAS, 2005).
MULETAS
 Transferência de peso de 50%
 Deambulação funcional (LI et al., 2001).
 Ajuste individual:
◼ Alça de mão: 25-30º- Flexão de cotovelo
◼ Em pé: as pontas das muletas a 15-20 cm p/ frente e lados
◼ Travessa axilar 3cm (2 dedos aprox) da axila
◼ Travessa c/ inclinação = costelas
◼ Travessa não recebe descarga de peso
TIPOS
◼ Axilares (padrão)
◼ Canadenses (Lofstrand)
Padrões de marcha com muletas
◼ Diferem em termos de gasto energético, 
descarga de peso, base de apoio e velocidade. 
São escolhidos de acordo com:
 o equilíbrio
 as condições de sustentação de peso
 a coordenação de movimentos
 a força muscular
▪ LEHMANN, 1994.
Tipos de marchas c/ muletas
◼ Marcha de 4 pontos
◼ Marcha de 3 pontos
◼ Marcha de 2 pontos:
Marcha de ½ balanço (sem ultrapassagem)
Marcha de balanço total (com ultrapassagem)
Marcha de 4 pontos
◼ Máximo de assistência ao equilíbrio
◼ Lenta e estável
Marcha de 3 pontos
◼ Para paciente com capacidade de suporte 
de peso em apenas 1 membro inferior
Marcha de 2 pontos
◼ ~ marcha normal
◼ Menos estável que 4 pontos
½ balanço e balanço total
Como ensinar o paciente a... com a muleta
◼ Sentar-se e levantar
◼ Subir escadas - a perna sadia 
inicia o movimento
◼ e descer escadas – a perna 
afetada desce primeiro
Desvantagens da muleta
◼ Menos estáveis que o andador
◼ O uso indevido provoca lesão do nervo axilar e 
outras estruturas adjacentes à axila (LEHMANN, 
1994; YOUDAS et al., 2005).
◼ Exigem bom controle de tronco e fm de mmss
◼ As muletas axilares limitam o uso funcional das
mãos; as canadenses permitem parcial uso das
mãos
Bengalas
◼ base menor do que outros dispositivos
◼ reduzem carga e demanda sobre o membro 
inferior no máximo em 25%
◼ informação sensitiva adicional
◼ flexão de cotovelo de 25-30º.
◼ ponta de borracha de sucção, + ou – 2,5 cm
◼ comprimento total = d trocanter maior até 
calcâneo/sapato
(LEHMANN, 1994).
É usada normalmente em pacientes idosos em uma fase em 
que a fratura já está estável, no entanto, o paciente ainda não 
tem segurança suficiente para andar sozinho.
Tipos
◼ Simples
◼ De 3 pontos
◼ De 4 pontos (quadrilátera)
 variações:
◼ Pega em C
◼ pega funcional
◼ h ajustável
◼ Material
 Madeira
 Alumínio
Obs: Segundo Hoppenfeld e colaboradores
(2001) a bengala deve ser usada e segurada
pela mão oposta ao lado fraturado, e avançada
simultaneamente com o membro fraturado.
Uso da bengala
◼ É o dispositivo menos eficaz da minimizar descarga de peso em
membros inferiores
(YOUDAS et al, 2005)
◼ bengala na mão oposta ao membro inferior afetado - um
método efetivo na redução da demanda para os m. 
abdutores do quadril
(NEUMANN1998).
◼ Apoio limitado devido a base pequena
Andadores
◼ Assistência máxima no equilíbrio
Tipos
◼ Hemiandador
◼ Posterior
◼ Convencional
Variações:
◼ Articulado
◼ h regulável
◼ Rolantes
◼ Com plataforma 
acoplada
Uso do andador
◼ Marcha com sustentação parcial de peso:
 andador - projetado à frente a uma distância aproximada de um 
braço
 membro inferior afetado
 membro inferior não afetado ultrapassa o membro afetado
(JOYCE et al., 1991; YOUDAS et al., 2005).
◼ Marcha com apoio nos membros inferiores:
 andador - projetado à frente a uma distância aproximada de um 
braço
 membro inferior (o afetado ou não) com apoio total ao chão;
 o outro membro inferior ultrapassa o primeiro e também é 
apoiado totalmente ao chão
(O’SULLIVAN, 2004).
Desvantagens do andador
◼ Difícil transporte e armazenagem
◼ Limitações de se usar em escadas
◼ Reduz velocidade da marcha
◼ Impossibilita padrão normal de marcha
◼ Eliminam o balanço “fisiológico” dos 
braços
▪ (O’SULLIVAN, 2004).
Treino...
◼ Instrução verbal? visual?
◼ Feedback com aparatos (plataforma de
força, balanças, sensores em palmilhas
com sinais sonoros)?
Fontes:
28
Órteses para mão e 
membro superior
Marisa de Cássia Registro Fonseca
RCG 3004 Prótese e órtese 
2020
Reabilitação da mão e membro 
superior 
Área de atuação fisioterapêutica
•Musculoesquelético 
•Neuromuscular
•Tegumentar
•Avaliação
•Intervenção
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Jerosch-Herold, 2006
Reabilitação da mão e membro 
superior
Programa terapêutico
• Manejo da cicatriz
• Modulação da dor
• Controle de edema
• Ganho ADM
• Trofismo/ tônus muscular 
• Funcionalidade
• Diversos recursos 
fisioterapêuticos
• Órteses/ próteses
Handoll et al. 2003, Smidt et al. 2005; Skirven 
et al, 2011, Brody, 2012
Sultana et al. 2013; Taylor et al. 2014
Órtese 
• Definição
• Objetivos/indicações
• Influência das órteses nas propriedades do 
tecido conjuntivo
• Processo de cicatrização dos tecidos e 
indicações da órteses
• Propriedades mecânicas das órteses
• Princípios da prescrição e cuidados
• Classificação
• Exemplos
Órtese
• Definição: dispositivo aplicado externamente a 
um segmento para modificar as características 
estruturais e funcionais do sistema 
musculoesquelético
(sinônimos= splint, brace)
• Recurso terapêutico complementar
Portaria SAS/MS n.661, 02/12/2010(CBO: FT/TO)
• Diversos modelos
• Diferentes Materiais
McKee, 1998
Fess, 2002
Burtner et al, 2008
May & Lockard, 2011
Skirven et al. 2011
Schwartz, 2012
Marcolino et al.,2015 
Fess, 2002 
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Órtese X Splint
Objetivos/indicações da intervenção através 
das órteses
• Proteção- restringir ou prevenir movimentos articulares, 
prevenir deformidades articulares, auxílio manejo da dor, 
favorecer a cicatrização de tecidos moles, auxílio na estabilização 
óssea após consolidação da fratura
• Correção- auxílio nas correções de retrações e contraturas 
articulares, sub-luxação de articulações e tendões, controle do 
tônus muscular/espasticidade
• Auxílio na função- auxiliar o movimento das articulações 
durante as atividades funcionais quando os músculos estão 
fracos ou paralisados; reduzir o tônus muscular de músculos 
espásticos visando promover mobilidade articular e reequilíbrio 
muscular
McKee, 1998; Fess, 2002; Skirven et al. 2011, Marcolino et al. 2015
Processo de prescrição Órtese
entrevista
Paciente
Exame físico
Registros
Avaliação 
funcional
Avaliação
Identificar
May, Lockard, 2011
Classificação Internacional
Funcionalidade (CIF)
doença
deficiência
Limitação 
funcional
Restrições na 
atividade e 
participação
Identificar metas 
funcionais
Hipotetizar 
métodos 
intervenção
Objetivos 
paciente
ÓRTESE?
Outras 
intervenções
Propriedades do Tecido Conjuntivo
üHistologia
§ Tendões, ligamentos, cápsula articular e derme
§ Fibras de colágeno + fibras elásticas
§ Orientação das fibras: dependente de tensão
§ TENDÕES: forças unidirecionais > orientação paralela das
fibras > alta força tênsil
McKEE e MORGAN, 1998; GOODMAN e CHOUEKA, 2005
Propriedades do Tecido Conjuntivo
üResposta à carga
§ Aplicação de forças causa deformação
§ Carga retirada dentro da amplitude elástica: retorno
§ Carga excede limite elástico: deformidade plástica
McKEE e MORGAN, 1998, FESS et al, 2005
Propriedades do Tecido Conjuntivo
üCrescimento e Reabsorção Tecidual
§ Estresse prolongado: crescimento (fibroblastos / síntese
de colágeno)
§ Remoção da tensão: reabsorção (encurtamentos)
McKEE e MORGAN, 1998, FESS et al, 2005
Resumindo...
McKEE e MORGAN, 1998
Influência da Órtese nos tecidos
ü Manter a amplitude de movimento, preservando o
comprimento do tecidos e excursão de tendões
ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos
tecidos para reduzir contraturas
ü Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido
McKEE e MORGAN, 1998
Influência da Órtese nos tecidos
ü Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e
excursão de tendões
ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o
crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas
ü Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido
McKEE e MORGAN, 1998; SKIRVEN et al, 2011
Influência da Órtese nos tecidos
ü Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e
excursão de tendões
ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos
tecidos para reduzir contraturas
ü Estabilizar uma articulação instável promovendo
reabsorção suave de tecido
McKEE and MORGAN, 1998
Cicatrização dos Tecidos
Diegelmann e Evans, 2004; Chinchalkar, 2004 
Cicatrização dos Tecidos
ü Fase Inflamatória – primeiros dias
§ Tecidos lesados
§ Hemorragia
§ Resposta vascular e celular
§ Vasoconstricção transitória, seguida de vasodilatação
§ Edema
§ Remoção tecidos necróticos e corpos estranhos (fagocitose)
§ Pode haver contaminação ( bactérias)
Órtese de PROTEÇÃO
FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004
Cicatrização dos Tecidos
ü Fase Inflamatória – primeiros dias
Imobilização
Promover cicatrização
üSituações especiais
§proteção e movimento precoce controlado (Passivo / 
Ativo)
FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004
Cicatrização dos Tecidos
ü Fase Proliferativa – 2 a 5 dias até 2 a 4 semanas
§ Fibroblastos migram para o local para síntese do tecido cicatricial
§ Tecido de granulação
§ Novos capilares
§ Aumento produção colágeno, diminuição presença fibroblastos
Órtese de PROTEÇÃO ou
MOBILIZAÇÃO 
(protegida / direcionada)
FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004
Cicatrização dos Tecidos
ü Fase Proliferativa – 2 a 5 dias até 2 a 4 semanas
Influência na remodelagem cicatricial
aplicação de forças controladas / baixa intensidade
depósito e alinhamento do colágeno = maior força de tensão
ü Movimento Ativo
§ depende tipo tecido, quantidade lesão, força reparo e 
estabilidade, tempo PO, fatores individuais
FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004
Cicatrização dos Tecidos
ü Fase de Remodelação – 2 a 4 sem até ...
§ Inicialmente: tecido cicatricial denso e com fibras colágenas
aleatoriamente depositadas
§ Mudanças na forma, força e volume da cicatriz
§ Reorganização/ remodelação colágeno
§ Produção e reabsorção colágeno simultânea (multifatorial: ex.
idade)
Órtese de MOBILIZAÇÃO 
(aplicação de forças)
FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004
Causas ADM (hipomobilidade)
( Encurtamento adaptativo )
Fatores:
• imobilização prolongada de um 
segmento do corpo
• Estilo de vida sedentário
• Desalinhamento postural e Desequilíbrio 
muscular
• Desempenho muscular comprometido 
(musculoesquelético ou neuromuscular)
• Trauma de tecidos seguido de dor e 
inflamação
• Deformidades congênitas ou adquirida
Causas ADM
( perdas adaptativas )
• Encurtamento tecidos moles - limitação apenas parcial 
de movimento = retração 
• Contratura articular - encurtamento adaptativo da 
unidade musculotendinea e tecidos ao redor da 
articulação, com perda quase completa de movimento
Chinchalkar et al,. 2004 ; Flowers, 2002
Strickland, in Fess, 2005
Retração contratura
Retração contratura
• Fibrose capsular
• Aderência tendinosa
• Tecido cicatricialna pele 
e subcutâneo
Chinchalkar et al,. 2004 ;
Strickland, in Fess, 2005
Teste subjetivo na ADM 
final “end feel”
Classificação contraturas
Kisner,2007
§Miotática redução adaptativa da
unidade musculotendínea
§Pseudomiotática hipertonicidade/
espasticidade / dor
§Artrogênica aderências cartilagem
articular, proliferação membrana
sinovial, derrame articular/formação de
osteófitos
§Fibrótica alterações fibrosas no
tecido conjuntivo periarticulares /
músculos, podendo provocar a
aderência /rigidez da cápsula articular
§irreversível
Fatores que interferem nas 
propriedades mecânicas dos 
tecidos conjuntivos 
• Alinhamento e orientação das fibras
• Influência de diferentes padrões de 
entrelaçamento das moléculas de colágeno 
• Número e área transversa das fibras
• Proporção colágeno e elastina
• Temperatura tecido
• Quantidade, duração e tipo de força aplicada
Fisioterapia
• Modalidades de calor
• Mobilização miofascial dos tecidos 
moles
• Mobilização articular
• Técnicas de energia muscular
• Exercícios ativos, passivos e resistidos
• Uso de órteses (até 6 meses)
• Paciente motivado
Recursos fisioterapêuticos
• Ganho ADM 
articular
- Passiva
- Ativa
- Ativa-assistida
- Resistida
Mobilizações
Órteses
• Ganho 
flexibilidade 
muscular
Alongamentos
Órteses 
• Prevenção e manutenção ADM
• Indicação como: modalidade corretiva
• não realizar manipulações forçadas ® lesão (sangramento) ®
novo processo cicatrização ® resultado ruim
• Deve gerar forças suaves, lenta, persistente, tempo prolongado 
( stress/tensão suave) nos tecidos moles periarticulares
ß
alterar qualidade do tecido cicatricial
BRAND,1978; Fess, 2005, Skirven, 2011, Chinchalkar et al,. 2004 ; Marcolino et al. 
2015
Princípios Mecânicos
órteses
Princípios Mecânicos
ü Sistema de alavancas
§ Aplicação e direcionamento de forças
§ Equilíbrio
FESS et al, 2005, Marcolino et al. 2015
Princípios Mecânicos
üPressão
§ P = F/A
§ Conforto X Lesões
McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005
Princípios Mecânicos
ü Torque
§ Momento de força ( T = F x d )
§ Tendência a causar rotação ao redor de um eixo
§ Braço de Alavanca > Vantagem Mecânica
McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005
Considerações Importantes
ü Contorno / Bordas
ü Fixação
ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário
McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005
Considerações Importantes
ü Contorno / Bordas
ü Fixação
ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário
McKEE e MORGAN, 1998
Considerações Importantes
ü Contorno / Bordas
ü Fixação
ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário
McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005
Pré-requisitos para indicação e 
confecção das órteses
• Conhecimento da 
anatomia, biomecânica, 
cinesiologia e patologia
• Avaliação físico-funcional 
• Escolha do material e 
modelo adequado
• Conforto
• Cosmética
Considerações Anatômicas / Funcionais
McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005
Padrões de preensão 
• Preensão em gancho 
“segurar pasta”
• Preensão cilíndrica
“segurar copo”
• Preensões ações
• Preensão de mão fechada
“segurar martelo”
• Preensão esférica
“segurar bola, maçã,etc”
Kapandji, 2000
returning to their previous employment or activ-
ities, and direct the reconstruction appropriately.
Many classification schemes divide hand
trauma into dorsal, volar, radial, and ulnar inju-
ries [1,3]. When assessing the e!ects of mutilating
trauma on hand mechanics, however, it may be
easier to think of the hand as containing four func-
tional units: (1) the opposable thumb; (2) the index
and long finger, whose stable basal joints serve as
fixed posts for pinch and power functions; (3) the
ring and small finger, which represent the mobile
unit of the hand; and (4) the wrist. It may also help
to think of only two major forms of hand motion,
as opposed to seven: thumb-finger pinch and digi-
topalmar grip. Pinch requires preservation of the
thumb unit and a stable post. If the patient is able
to add a third digit to pinch, they can achieve more
precision. Pinch function tends to be preserved
when the median nerve is intact and the thumb
and index-long units of the hand are salvageable.
Without median nerve function, thumb sensation
and thenar function are lost, making fine motor
movements negligible. In comparison, ulnar nerve
function and the ring-small finger unit are more
important for digitopalmar grip, where flexion and
sensation in the ulnar digits are essential. Thumb
preservation is also important in power grasp to
provide stability and control of directional forces.
With these principles in mind this article now
examines how digital loss a!ects hand function.
The biomechanical impact of amputation
Partial or complete amputations are present in
most mutilating hand injuries. It has been recom-
mended that immediate amputation be performed
when four of the six basic digital parts (bone, joint,
skin, tendon, nerve, and vessel) are injured [8,15–
20]. It is important to consider amputation in these
situations because long-term sti!ness and pain in a
salvaged digit can severely hamper the rehabilita-
tion of the remaining hand. When performing an
amputation, however, one should understand how
digital loss impacts overall hand function.
The thumb
The functional importance of each digit has
been debated. If one were to prioritize the digits
to be saved following mutilating injury, the thumb,
with its importance in prehension and in all forms
of grasp, takes top priority [109]. It provides 40%
of overall hand function in the uninjured setting
[21–23]. Following mutilating trauma, when digits
are missing or sti!, the thumb can account for
greater than 50% of hand function [24]. Its unique-
ness and versatility in humans is caused by the
Fig. 5. Hook grip.
Fig. 6. Power grasp.
Fig. 7. Span grasp.
19S.L. Moran, R.A. Berger / Hand Clin 19 (2003) 17–31
Moran, Berger, 2003
Padrões de pinça
Polegar- indicador
• Ponta a ponta 
“agulha”
• Polpa a polpa 
“borracha”
• Lateral 
• “chave”
Polegar-indicador-dedo médio
• Três pontos “caneta”
Kapandji, 2000
Mão e Membro superior
Ombro
Cotovelo
Mão
Funções:
• Preensão
ÞForças 
ÞDestreza e precisão 
• Sensibilidade
• Expressão e comunicação
McKee, 1998, Skirven et al, 2011
Kapandji, 2000; Novak,Mackinnon, 2005; Kisner,Colby, 2007
Confecção órteses
• Princípios biomecânicos
• Preparação do paciente
• Posicionamento 
• Escolha material e 
modelo individualizado
• Moldagem
• Orientações específicas
• Reavaliações 
McKee, 1998; Fess, 2005
May & Lockard, 2011; Skirven et al. 2011
Moldagem órteses
• Eficácia
• Conforto
• Durabilidade
• desenho, 
construção 
acabamento
• Fixação
Fess, 2005
Moldes
McKEE e MORGAN, 1998, Fess, 2005
Cuidados e Orientações
ü Tempo de uso (diurno, noturno, intermitente)
üCoadjuvante da terapia
üObservar áreas de pressão
ü Evitar usar sobre áreas com ulcerações
ü Evitar aplicar forças excessivas
ü Estímulo do uso funcional da mão
üHigiene da órtese
üModificações
Programa de utilização das órteses
• Participação ativa do paciente
• Monitorado e modificado
• Cuidado com edema e imobilização prolongada
• Articulações adjacentes ® programa exercícios 
terapêuticos
Indicação de uma órtese
requer respostas as perguntas:
• Processo patológico?
• Objetivos da órtese?
• Direção da aplicação da força 
em uma dada articulação?
• Intensidade da força aplicada?
• Tempo de aplicação força?
• Superfície a ser aplicada a força?
• Superfícies anatômicas de apoio?
• Medida em qual escala?
• Cuidados?
Strickland, in Fess, 2005
Bell-Krotoski, Breger-Stanton, in Hunter, 2002
requires longer periods of end-range positioning and
higher loads in order to remodel. Some joints feel
extremely limited and unyielding when the clinician
applies passive force to achieve end range. These
joints are said to have a “hard end-feel.”34
In contrast to other splints, static progressive splints
are extremely effective with these types of joint range-
of-motion problems. Static progressive splints can
generatethe appropriate forces and joint position in a
way that patients can tolerate for adequate force
dosage. Clinical experience and research33 have shown
that static progressive splints can make improvements
in hard end-feel joints when no other therapeutic
intervention other than surgery can. 
CONTRAINDICATIONS TO STATIC
PROGRESSIVE SPLINTING
Just as it is important to know indications for a stat-
ic progressive splint, it is important to know its contra-
indications. These contraindications are the same as
those for any type of mobilizing splint. They are:
■ Joint instability
■ Avascular necrosis 
■ Acute inflammation*
■ Infection 
■ Unstable fractures
■ Marked demineralization
■ Myositis ossificans
■ Heterotopic ossification
■ Exostosis formation
■ Loose body in joint
■ Stress across healing structures that lack adequate
blood supply or that lack tensile strength to with-
stand tensile stress
The clinician must carefully consider the appropri-
ateness of applying a static progressive splint when a
patient’s status includes of sensory loss or cognitive
impairment, or both. The patient with compromised
sensation or cognition requires a splint design that
ensures skin integrity while minimizing the risk of
vascular compromise and shear. 
The patient with spasticity may benefit from a static
progressive splint. However, because patients with
hypertonic muscles often have sensory or cognitive
impairment as well, the clinician must carefully con-
sider the appropriateness of this splinting approach
for them. In addition, a patient with spasticity may be
dependent on caregivers to don and doff a splint. This
dependency may compromise splint effectiveness if
the caregivers do not have adequate training in apply-
ing and adjusting the splint. Splinting of patients with
hypertonic muscles always requires a great deal of
assessment and clinical problem solving.
Three special diagnostic categories require special
comment. They are:
■ Dupuytren’s contracture 
■ Motion loss due to tissue irradiation 
■ Diseases creating fibrotic tissue
These diagnoses are contraindications to the appli-
cation of not only static progressive splints but also
any type of mobilizing splint.
Dupuytren’s contracture will not respond to low-
load prolonged stress.35,36 Because of the nature of
Dupuytren’s tissue, with its constituent myofibro-
blasts, it will not remodel in the same way as normal
tissue or scar. A patient with Dupuytren’s contrac-
ture will respond to splinting only after surgery,
because the surgery removes the unresponsive tissue
and replaces it with scar. Scar tissue will respond to
the stresses that splinting imparts. 
Irradiated tissue will usually not respond to low-
load prolonged stress. Irradiated tissue is mostly
fibrotic and does not possess the same viscoelastic
properties as normal connective tissue. It lacks the
number and type of live cells required to respond to
the mechanical stimulus and to reorganize. 
April–June 2002 169
*The contraindication to static progressive splinting in the pres-
ence of acute inflammation is diagnosis dependent and does not
apply across the board. (See discussion of splinting during the
inflammatory phase, under “Splint Indications Algorithm—
Applying Static Progressive Splints.”)
FIGURE 5. As a foundation for making the choice
between the various splinting approaches, clinicians
have developed various algorithms that match the
type of splint with the phase of wound healing.
Schultz-Johnson, 2002
initial phase of soft tissue response to stress has
been called ‘adaption’ or ‘unfolding’ (Thompson 1995,
Wilton 1997, Brand and Hollister 1999) and is influ-
enced by both viscous and elastic elements. As
stress continues, collagen fibres shuffle and slide
in relation to each other, within the fluid of the
extracellular space, to allow further elongation or
realignment (phase two) (Thompson 1995). This uses
the principle of stress relaxation. That is, move-
ment of fluid away from the extracellular matrix
provides room for collagen fibrils to slide past each
other allowing further elongation (Brand and Hollister
1999). Once again, both viscous and elastic elements
are involved in phase two. Once further elongation
and sliding are no longer possible, collagen fibres
will stiffen (phase three) and, if stress continues,
will eventually fail (phase four) (Thompson 1995,
Brand and Hollister 1999) (refer to Figure 2). Hence,
phases three and four are primarily influenced by
elastic factors, in particular collagen, whilst phases
one and two are strongly influenced by viscous
factors. It is important to note that with the 
TAC technique, stress is applied only to the level
required to achieve collagen stiffening, but not
failure. Hence the TAC technique summarises the
response of soft tissues to the first three phases
of stress application. 
Figure 3 further clarifies how the TAC can be
used to examine the quantity and quality of joint
stiffness. Two separate curves are plotted for two
different stiff thumb IP joints. Curve A indicates a
particularly stiff joint with a greater proportion of
stiffness attributable to collagen (elastic stiffness).
As collagen permits only a small amount of elon-
gation prior to stiffening and failure, the slope of
the curve rises steeply as the elastic limit (stiff-
ening of collagen) is quickly reached. In contrast
curve B indicates a joint with a larger element of
viscous stiffness, reflected in the long gradual slope
and a longer phase one and two. This suggests that
this joint has greater capacity to adapt to stress
applied, with shifting of fluid components permit-
ting gradual increased range of motion. Towards the
end of curve B the steepness of the slope increases,
indicating that the elastic limit is being reached.
This occurs much later in the range than in curve A.
In summary, a steep short TAC indicates a stiffer
joint with a greater percentage of the stiffness
due to the restraints of collagen (elastic stiffness).
A long graduated curve indicates a greater percent-
age of stiffness associated with viscous factors (a
longer phase one and phase two). According to Brand
and Hollister (1999), the more gradual the slope, the
more likely it is that the joint will respond to hand
therapy. This remains to be determined empirically. 
Weeks and Wray Test
The Weeks and Wray (1973) method provides an
alternative means of assessing joint stiffness in an
objective fashion. A specified torque is applied to
the stiff joint and the change in ROM over time 
is calculated (Weeks and Wray 1973). For example,
a 430gm force is applied to a stiff MCP joint for 
20 minutes until gains in flexion ROM plateau. A
higher force of 510gm is then applied for a further
10 minutes until range plateaus once more. The
change in PROM is considered to be an estimate of
tissue compliance (Weeks and Wray 1973) and has
been used to determine when joints will respond
to therapy, or alternatively when surgical release
is required. The Weeks and Wray (1973) technique
provides a good assessment of the viscous com-
ponent of joint stiffness by studying the compli-
ance of tissues over time with a constant force
(Brand and Hollister 1999). As the joint is held on
stretch at a constant level of force for a prolonged
13 British Journal of Hand Therapy 2004 Vol 9 No 1
Measurement of Joint Stiffness in the Hand: A Preliminary Investigation of the Reliability and Validity of Torque Angle Curves
0
100
200
300
400
500
600
700
800
900
1000
0 20 40 60 80
Range of Motion - Flexion (degrees˚)
G
ra
m
s
Figure 3
Torque Angle Curves for the
IP joint of two separate
thumbs indicating: A) a less
compliant contracture with a
high degree of joint stiffness,
and B) a contracture with a
greater viscous component
and a low degree of joint
stiffness. The steeper the
slope between 200 and
800gm, the stiffer the joint.
T
e
n
s
io
n
Length
1
2
3
4
Key: 1 = unfolding, 2 = alignment, 3 = stiffening,4 = failure
Figure 2
The response of soft tissue to stress (taken from Wilton
1997). The TAC summarises three of these four phases.
A B
 at CIDADE UNIVERSITARIA on February 26, 2015hth.sagepub.comDownloaded from 
Glasgow et al. 2004
Indicação e prescrição 
órteses 
Fatores a serem 
analisados
Paciente
•Doença
•cronicidade
•Comorbidades
Fatores a serem 
analisados 
Órtese
•Modelo
•Tempo de uso
•Material
Idade/cuidador
Funcionalidade
Processo reabilitação
Classificação
• Pela articulação envolvida
• Pela superfície contato ( volar / dorsal )
• Pela função que exerce
• Pelo nome da pessoa que a desenvolveu ( ex: 
Kleinert)
• ESTÁTICO E DINÂMICO
• Rígidos ou flexíveis
• Descrição em cascata (ASHT, 1992)
Classificação
ü Superfície
üBase
üDesenho
üArticulação Alvo
üObjetivo
üVariáveis
Órtese Estática Volar para 
Correção de Dedo em Martelo
McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal
Classificação
ü Estáticas
§ Seriada
§ Progressiva
§ De bloqueio
§ Não-articulares
McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal 
Classificação
ü Estáticas
§ Seriada
§ Progressiva
§ De bloqueio
§ Não-articulares
McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal 
Classificação
ü Estáticas
§ Seriada
§ Progressiva
§ De bloqueio
§ Não-articulares
McKEE e MORGAN, 1998; Fess, 2005
Classificação
ü Estáticas
§ Seriada
§ Progressiva
§ De bloqueio
§ Não-articulares
McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal 
Exemplos
Órtese Dinâmica dorsal para Lesão do Nervo Radial
Órtese Estática de Posicionamento Para Mão Reumatóide
Exemplos
“ Buddy tape ”
Órtese Estática de Posicionamento Para Doença de Dupuytren
Órtese estática
liberação partes moles 
em MMSS Paralisia cerebral
EWHO - Elbow Wrist Hand Orthose
Órtese estática progressiva
para ganho de flexão cotovelo
Órtese estática seriada
ou tala gessada seriada
Fase de remodelação
tensão suave tempo prolongado
Órtese estática
Dedo em martelo
Órtese estática
deformidade congênita
Órtese estática
deformidade congênita
Órtese estática
fratura escafóide
Órteses estáticas não rígidas ou 
flexíveis
Tenossinovite de De Quervain
Órtese tipo spica
Órtese dinâmica progressiva
“gafanhoto”
Órtese na 
lesão nervo ulnar
Hanseníase
Hemiplegia
Adaptações
Epidermólise bolhosa
Epidermólise bolhosa
Talas aramadas revestidas de espuma
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 8 
ÓRTESES DE MMSS
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
CLASSIFICAÇÃO
3
• Pela articulação envolvida
• Pela superfície contato ( volar / dorsal )
• Pela função que exerce
• Estática E Dinâmica
• Rígidos ou flexíveis
4
INFLUÊNCIA DA ÓRTESE NOS TECIDOS5
❖ Manter a amplitude de movimento, preservando o
comprimento do tecidos e excursão de tendões
❖ Aumentar a amplitude de movimento promovendo o
crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas
❖ Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção
suave de tecido
Considerações Importantes
✓ Contorno / Bordas
✓ Fixação
✓ Mobilizar / Imobilizar somente o necessário
• Órteses para mão e punho e mão;
• Órteses para antebraço e cotovelo;
• Órteses para ombro.
TIPOS
Órteses de Apoio
de Apoio –
Geralmente chamadas de
talas, são utilizadas para
oumanter
limitar
uma posição
um
movimento.
determinado
Pode
prevenir contraturas ou 
imobilizar um segmento.
Rizartrose
Artrite 
reumatóide
Órteses de Apoio
PC – mantêm em posição funcional
AVC, PC, tendinite, 
artrite ....
AVC, PC , REUMATISMOS ...
AVC, PC , REUMATISMOS ...
Órteses de Substituição
• Órteses de Substituição
– Auxiliam alguma
função da mão, como possibilitar a
preensão palmar. Estão indicadas em
tetraparesias.
Órteses corretivas
• Órteses corretivas –
Aplicam força constante e
de baixa intensidade,
contraria a uma possível
contratura. 
objetivo de
Possuem o 
correção de
contraturas.
• Também chamada de 
órtese dinâmica.
ÓRTESES PARA ANTEBRAÇO E COTOVELO
• Órteses para proteção e correção.
• Órtese de apoio e substituição.
Órteses para proteção e correção
• Proteção – Diminui o estresse 
sobre os extensores do punho.
• Ex: Manguito para antebraço.
• Correção – Órtese extensora do 
cotovelo. A extensão é ajustada a 
medida que a contratura é revertida 
ou a extensão é forçada 
constantemente.
• Ex: Órtese extensora ou flexor
do cotovelo
Órtese de apoio
• Utilizada para manter o
cotovelo em flexão parcial e o 
antebraço em posição neutra.
Utilizada 
paralisia
em portadores de 
dos flexores e
extensores do cotovelo.
• Ex: Estabilizador do cotovelo
ÓRTESES DE OMBRO
• Órteses de proteção.
• Órteses corretivas.
• Órteses de apoio.
Órteses de proteção
• Utilizada para proteger 
estruturas do ombro.
• Ex: Tipóia
Órteses corretivas.
• Utilizadas para 
correção de 
contraturas.
• Ex: Órtese abdutora 
do ombro
Órteses de apoio
• Utilizadas em pacientes 
que mantêm a função da 
mão e do cotovelo, mas 
que tenham perdido o 
controle do ombro.
• Ex: Órtese Balanceada 
para o antebraço.
Fontes:
19
PARA A PRÓXIMA AULA!!
20
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1 
 
Confecção de órteses para punho e mão através de massa moldável 
constituída de porcelana fria, massa corrida e fibra de curauá 
 
 
Fabrícia da cunha ximenes
1
 
f_c_ximenes@hotmail.com 
Pós-graduação em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Ávila 
 
 
Resumo 
A órtese é um excelente recurso terapêutico e quando bem prescrita proporciona benefícios 
para a evolução clínica do paciente. O arsenal de órteses disponível no mercado é amplo, 
porém nem sempre acessível à população devido aos altos custos exigidos pelas empresas. O 
presente estudo científico teve como objetivos elaborar órteses para punho e mão, através de 
uma massa moldável constituída a partir da mistura entre porcelana fria, massa corrida PVA 
e fibra de curauá, para pacientes com disfunção neuromusculoesquelética, e verificar se as 
órteses fabricadas a partir deste material possuem baixo custo, durabilidade, aceitação e 
aplicação terapêutica similar ao de uma órtese convencional. O estudo foi desenvolvido 
seguindo um enfoque quanti-qualitativo, através de uma pesquisa experimental e de campo, 
paralelo a uma pesquisa literária sobre aspectos relevantes à confecção de órteses. A 
pesquisa de campo compreendeu três etapas: o aprimoramento da mistura, o aprimoramento 
da técnica de moldagem anatômica da massa; e a avaliação da aplicação das órteses nos 
pacientes. Os resultados mostraram que a confecção de órteses com o novo material 
apresentou grande resistência e valor terapêutico. A Massa Ortética Moldável, definiu-se 
como resistente, com valor terapêutico, baixo custo e praticidade, passível de ser 
confeccionado em um atendimento fisioterapêutico. 
Palavras-Chaves: Órtese; Massa ortética moldável, Resistência 
 
 
1. Introdução 
A mão do homem é uma ferramenta maravilhosa, capaz de executar inúmeras ações graças à 
sua função principal: a preensão. Fisiologicamente, representa a extremidade realizadora do 
membro superior, que constitui o seu suporte e lhe permite adotar a posição mais favorável 
para uma determinada ação. É uma estrutura perfeitamente lógica e adaptada às suas 
diferentes funções, como as habilidades motoras finas ou o recrutamento muscular em 
atividades contra resistência. (KAPANDJI, 2000; KONIN, 2006; SAURON, 1998). 
Ela é o segmento anatômico mais usado para desempenhar plenamente as atividades da vida 
diária. Qualquer disfunção que a afete parcial ou totalmente acarretará sérios prejuízos 
funcionais para o indivíduo. São nestas situações que a órtese se destaca como recurso 
terapêutico na tentativa de prevenção e recuperação da lesão (RUARO, 2003).A órtese é um excelente dispositivo terapêutico de repouso ou auxílio funcional, que quando 
bem prescrita alcança bons resultados para o usuário, visto que, por sua capacidade de 
adaptação, facilita ou auxilia na realização de diversas tarefas (LIANZA, 2001; PAN, 2006). 
As órteses podem ser aplicadas em diversas patologias, que incluem as traumáticas, 
ortopédicas e neurológicas. Em muitas destas condições clínicas, o uso de um equipamento 
 
1
 Pós-graduanda em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual 
2 
 
ortético pode trazer inúmeros benefícios aos pacientes. Entretanto, boa parcela da população 
afetada não consegue adquirir uma órtese pré-fabricada, ficando condenada aos 
comprometimentos futuros da doença, como a espasticidade, deformidades articulares e 
retrações musculares (EDELSTEIN E BRUCKNER, 2006; RODRIGUES JÚNIOR, 2005). 
Apesar das indústrias possibilitarem uma enorme variedade de opções ortéticas, estes 
dispositivos em grande parte, são fabricados em tamanhos padronizados, o que dificulta as 
adaptações necessárias para cada quadro patológico, que se manifestam de uma forma clínica 
bastante variada, necessitando assim do uso de uma órtese personalizada (SAURON, 1998; 
TORRES, 2001). 
Entre os materiais utilizados para a confecção destes equipamentos predominam os 
termoplásticos como o polipropileno e o ezeform, que são polímeros que quando expostos a 
altas temperaturas tornam-se moldáveis (SAURON, 1998; LIMA, S. et al., 2006). 
Atualmente já é bastante conhecida no meio científico a busca por novos materiais e 
tecnologias que possam ser empregadas para a confecção de dispositivos ortésicos, almejando 
principalmente órteses sem perdas relacionadas à funcionalidade, qualidade e estética, além 
de redução de custos, praticidade de fabricação e conseqüente popularização do uso destes 
equipamentos (RODRIGUES JÚNIOR, 2005). 
Entre os materiais já conhecidos o gesso surge como o mais empregado para esta aplicação, 
trazendo, contudo, algumas desvantagens de seu uso como a impermeabilidade (VIEIRA, et 
al, 2006). O PVC (Policloreto de Vinila), também vem sendo estudado como material 
alternativo e já possui, inclusive, centros de referência em reabilitação que o utiliza para este 
fim, com grande sucesso (RODRIGUES JÚNIOR, 2005). 
Baseado neste contexto se lançou a proposta de criar uma massa moldável, tendo como base a 
massa de porcelana fria ou massa “biscuit”, que se tornasse suficientemente rígida após sua 
secagem, capaz de oferecer os mesmos benefícios terapêuticos das órteses já disponibilizadas 
para o segmento punho e mão, e que fosse de fácil e prática fabricação, além de um custo 
reduzido. 
 
 
2. Metodologia 
 1º Etapa: Elaboração das Órteses 
a) Definição dos Elementos e da Técnica de Mistura da Massa 
No laboratório de Fisiologia e Biofísica da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Núcleo 
de Santarém, no período de 03 a 08 de Agosto de 2007, foram realizadas experimentações 
para se alcançar uma massa de aplicação ortética após sua secagem, com os mesmos 
benefícios terapêuticos dos materiais já conhecidos para este fim, sendo ainda de baixo custo. 
Este estudo adotou como método, testes com mudanças da quantidade e substâncias para o 
alcance de uma mistura ideal de massa, com fins ortéticos. A matéria-prima primordial da 
massa de porcelana branca (massa biscuit) constitui-se de amido de milho (200ml) e cola 
(200ml), misturados antes do aquecimento, além de vaselina (10ml) e ácido acético (10ml), 
misturados na etapa após o aquecimento em fogo brando. Para que esta mistura atinja boas 
condições de resistência, é realizada a sua secagem ao ar livre (KAWAKITA, 2005). 
3 
 
Partindo-se desta mistura original foram realizadas sucessivas experimentações a fim se obter 
uma massa de fácil fabricação, com boas condições de resistência, com o menor tempo de 
endurecimento possível e custo reduzido. 
Inicialmente optou-se pela tentativa de mudança na proporção original dos elementos 
empregados para a confecção da massa de porcelana fria, através do aumento da quantidade 
de amido de milho. 
Após esta tentativa, optou-se pela inclusão de um novo elemento à massa de porcelana 
branca. A substância de escolha foi a massa corrida PVA, devido as suas propriedades físicas 
de endurecimento, que induziram a uma expectativa de que a peça obtida ao final desta 
mistura e secagem poderia ser mais resistente. O emprego deste material em trabalhos 
artesanais objetiva maior rigidez das peças confeccionadas o que influenciou a sua escolha 
neste estudo. 
Após o alcance de uma rigidez satisfatória para aplicação ortética, tornou-se necessário ainda, 
prevenir o surgimento de rachaduras e aumentar a resistência tênsil das peças confeccionadas. 
Com o intuito de melhorar estas propriedades, optou-se pelo acréscimo de uma fibra a esta 
nova massa. 
A fibra de vidro foi inicialmente testada e sua mistura era realizada após o aquecimento da 
nova massa. Em seguida optou-se pelo emprego da fibra de curauá (Ananas erictifolius) 
planta nativa da Amazônia, que atendeu a essa expectativa. 
As propriedades desta fibra natural são comparáveis as da fibra de vidro, pela sua elevada 
resistência e peso reduzido, com a vantagem de ser reciclável, de textura macia, 
biodegradável e de menor custo (ERENO, 2004; MONTEIRO et al, 2006). 
Deste modo, com estes materiais (figura 1), foi alcançada a mistura ideal de elementos para a 
produção de uma massa que após a secagem produzia peças de rigidez significativa, textura 
agradável e de potencial alérgico reduzido, o que, portanto, possibilitava sua aplicação para a 
confecção de órteses de punho e mão. A esta massa denominou-se Massa Ortética Moldável 
(MOM). 
 
 
Figura 1 – Materais utilizados na confecção da MOM 
 
b) Definição da Técnica de Expansão da Massa Ortética Moldável; 
4 
 
Com a possibilidade de se aplicar a MOM sobre os moldes de punho e mão para a confecção 
de órteses, fez-se necessário elaborar uma técnica de expansão desta massa, para a mesma 
alcançar um formato plano e homogêneo em sua espessura. 
O procedimento de expansão, inicialmente era executado sobre uma pedra de mármore, 
coberta com uma fina camada de creme hidratante, utilizando-se a força manual imprimida 
sobre um cano de PVC (Tigre ®) (figura 2A) com 60mm de diâmetro. 
Em seguida optou-se pelo emprego de um rolo de tração manual (figura 2B), utilizado em 
culinária, sobre a MOM, devido este equipamento possibilitar a homogeneidade de toda 
massa, além de possibilitar o prévio estabelecimento de sua espessura. 
 
 
Figura 2 (A e B) – Instrumentos utilizados para definir a técnica de expansão da MOM 
 
c) Definição da Técnica de Moldagem da Órtese; 
Os testes foram efetuados nos próprios pesquisadores aplicando-se a MOM expandida 
diretamente sobre a mão e o punho do indivíduo molde (figura 3A), posicionados em 
supinação de antebraço, e posteriormente revestindo a mesma com três camadas de atadura 
gessada, aplicadas após sua imersão (figura 3B). A aplicação da tripla camada de atadura 
gessada teve por objetivo auxiliar a manter o formato da mão do paciente sobre a MOM 
aplicada. 
Em seguida percebeu-se a necessidade de aplicação de uma camada isolante entre a MOM e a 
atadura gessada. Neste momento optou-se pelo emprego de um papel filme de PVC (papel 
filme Red Rose®), para a sua aplicação entre a MOM e a camada tripla de atadura gessada. 
Vale ressaltar que, após a aplicação destes elementos, seguia-se um deslizamento manual, 
com ligeira pressão, por sobre a camada tripla de atadura gessada, auxiliando que a MOM 
assumisse os contornos do segmento molde. 
 
5 
 
 
Figura 3 (A e B) – Técnica de moldagem da órtese 
 
d) Definição da Técnica de Secagem da Órtese; 
A peça ortética juntamente com o seu arcabouço de atadura gessada, inicialmente ficavam 
expostos ao arlivre e em temperatura ambiente, em um processo de secagem que tinha tempo 
variável de 72 a 120 horas, visto que dependia diretamente das condições climáticas do dia. 
Com este tempo prolongado para secagem, o que conseqüentemente retardaria o uso do 
dispositivo ortético para um eventual tratamento, foi preciso idealizar um mecanismo que 
acelerasse este processo. 
A construção de uma estufa cúbica regular em madeira, com medidas de 50x50x50cm, 
equipada com três lâmpadas incandescente de 110Watts (Philips®) em seu interior, atendeu 
as expectativas de redução do tempo de secagem (figura 4). 
 
 
Figura 4 – Estufa para secagem da órtese 
 
e) Definição da Técnica de Acabamento da Órtese. 
Para a definição de bordas da peça ortética, o emprego de folhas de lixa nº 100 aplicadas 
manualmente, consistiram na primeira alternativa para realizar esta etapa da fabricação. Em 
outra experimentação utilizou-se uma furadeira Super Hobby Bosch®, com diferentes brocas 
texturizadas em lixa (figura 5). 
6 
 
A próxima fase de acabamento ortético, visou revestir a órtese já modelada, seca e com 
contorno de bordas, para sua impermeabilização e apresentação final. Para este fim foi 
utilizado verniz da marca Verniz Geral (Acrilex®), através de aplicação por meio de 
pinceladas em sua superfície, até a sua completa cobertura. 
Com o objetivo de impedir o contato direto da pele do paciente ao verniz utilizado, assim 
como para proporcionar maior conforto ao uso deste dispositivo, optou-se pelo revestimento 
da superfície interna da peça ortética primitiva, com folha de EVA, de 2mm. Este material foi 
empregado devido a sua já reconhecida aplicabilidade para fins de forramento de órteses sem 
causar transtornos aos pacientes (VILADOTT, 1995). 
A folha de EVA era recortada com uma área de superfície superior a da peça ortética 
primitiva, e em seguida superaquecida em forno comum, até uma temperatura aproximada de 
80ºC, por um período de 4 minutos. 
Após seu amolecimento, a folha de EVA era então comprimida por sobre a superfície interna 
da peça ortética primitiva, até assumir o seu formato. Para a fixação da folha de EVA sobre a 
superfície interna da peça ortética, foi utilizado o adesivo de contato Cascola® tendo o seu 
tempo de secagem calculado em 05 minutos. 
Para a fixação das órteses nos segmentos punho e mão dos pacientes, foi idealizada a 
colocação de tiras de velcro com largura de 20mm. Estas tiras eram posicionadas em furos 
laterais das peças ortéticas primitivas, que eram realizados após a separação da massa ortética 
moldável do segmento molde (punho e mão do paciente), pouco antes desta ser colocada na 
estufa de secagem. 
 
 
Figura 5 – Uso da furadeira como acabamento da órtese 
 
 2º Etapa: Teste de Resistência das Peças Ortéticas Primitivas 
Os materiais selecionados para os ensaios de flexão foram os seguintes: termoplástico 
(polipropileno); atadura gessada e MOM. 
Os testes consistiram na aplicação de uma força pré-definida e constante sobre região central 
(ensaio de flexão horizontal) e sobre as bordas superiores (ensaio de flexão vertical), das 
placas confeccionadas com os referidos materiais, para assim verificar suas capacidades de 
resistência a deformação (figura 06 A e B). 
7 
 
Para estes testes foram confeccionadas 30 placas (Corpos de Prova), com 120mm de 
comprimento, por 47mm de largura e com uma espessura de aproximadamente 4mm, 
seguindo-se a mesma padronização de medidas utilizada por Vieira et al, 2006 em seu estudo. 
Cada um dos 03 materiais já mencionados constituía um grupo distinto, formado por 10 
Corpos de Prova (CDPs). Dentro de cada um destes grupos, 05 CDPs se destinavam ao ensaio 
de flexão horizontal e 05 CDPs para o ensaio de flexão vertical. 
O tempo de secagem para a aplicação das peças de atadura gessada, confeccionadas com rolo 
da marca Cremer® nos ensaios de flexão foi padronizado em 72 horas (03 dias), seguindo-se 
o descrito por Vieira et al, 2006 (figura 27). Para os CDPs confeccionados através da MOM, 
este tempo foi de 06 horas em estufa e mais 42 horas em temperatura ambiente. Não houve 
tempo de secagem para os CDPs de termoplástico, uma vez que trata-se de um material pré-
fabricado. 
Os ensaios de flexão foram realizados na sala de musculação da Universidade do Estado do 
Pará, campus de Santarém, utilizando aparelhos de musculação do tipo Cadeira Abdutora VIP 
(Physicus®) e Cadeira Adutora VIP (Physicus®), no período de 05 a 12 de novembro de 
2007. A força padronizada para os ensaios de flexão foi de 50N, fornecida por uma anilha de 
05Kg, que era posicionada acima dos CDPs. 
As placas permaneciam sob a anilha durante 30 minutos e neste período realizava-se um 
acompanhamento fotográfico com máquinas digitais modelo Cyber-shot DSC-S650 Sony® de 
7.2 megapixels de definição. As fotografias foram realizadas em resolução média 156 Kbs, a 
uma distância de 0,6m entre a máquina fotográfica e o CDP testado, registrando as fotos no 
tempo 00 (sem carga), no 1º minuto e a cada 2 minutos após a colocação da carga, o que 
forneceu um total de 31 imagens por ensaio. 
Para os ensaios de flexão em posição horizontal, as placas eram posicionadas horizontalmente 
sobre 02 suportes de madeira com 07cm de altura, localizados sobre a anilha inferior do 
aparelho, e mantendo uma distância de 08cm entre si, de maneira que oferecesse espaço 
suficiente para a deformação das placas testadas. A resistência aplicada era pontual sobre o 
centro dos CDPs, através de um dispositivo adaptado abaixo da anilha superior. 
Para os ensaios de flexão em posição vertical, as placas eram posicionadas verticalmente entre 
as anilhas de resistência destes equipamentos, de maneira que suas bordas laterais ficassem 
alinhadas em perfil com a lente da máquina fotográfica. 
Após os registros fotográficos de todos os ensaios de flexão, as imagens digitalizadas dos 
CDPs (930 fotos) foram transferidas para um microcomputador, onde através do uso do 
software CorelDRAW® X3 versão 13, foi possível calcular o grau de deformação de cada 
CDP testado, possibilitando verificar o comportamento deformante destas peças durante todo 
o período de teste. 
 
8 
 
 
Figura 6 (A e B) – Ensaios de flexão horizontal e vertical respectivamente 
 
Com o uso do software estatístico BioEstat® 4.0, os dados foram analisados descritivamente 
para a obtenção da média aritmética e desvio padrão das deformações verticais e horizontais 
de cada um dos grupos de materiais testados. 
 
 
3. Resultados 
 Resultados da Elaboração da Massa Ortética Moldável: 
Em relação à definição dos elementos e da técnica de mistura da MOM, adotou-se a mistura 
dos seguintes elementos e quantidades: amido de milho (200ml), cola de biscuit (200ml) e 
massa corrida PVA (200ml), misturados antes do aquecimento, além de vaselina (10ml), 
ácido acético (10ml) e fibra do curauá (08g), misturados à massa após o aquecimento dos 
primeiros elementos. 
Esta mistura apresentou resultados satisfatórios para os objetivos desta pesquisa 
demonstrando rigidez, textura agradável e baixo potencial alérgico, pelas características de 
seus elementos, sendo, portanto sugestiva a sua aplicação para a confecção de materiais 
ortéticos. 
Na técnica de expansão da MOM, empregou-se o rolo mecânico de tração manual, que 
garantiu uma massa com espessura homogênea, possibilitando assim a definição prévia da 
espessura da massa a ser trabalhada para a confecção de uma órtese. 
Quanto à técnica de moldagem da MOM, foi definida a seguinte seqüência de eventos: 1- 
posicionar o segmento molde (punho e mão do paciente) em supinação; 2- aplicar a MOM já 
expandida sobre o segmento molde; 3- aplicar uma camada de papel filme de PVC sobre a 
MOM; 4- aplicar uma camada tripla de atadura gessada umedecida sobre a camada de papel 
filme de PVC; 5- manter a posição estática do segmento punho e mão até o ponto de relativa 
secagem da atadura gessada(03 minutos); 6- retirar cuidadosamente o conjunto de maneira 
que as formas assumidas pela MOM não sejam perdidas ou alteradas. 
Quanto a definição da técnica de secagem, o uso de uma estufa cúbica regular em madeira, 
equipada com três lâmpadas incandescentes de 110Watts (Philips®) determinou o tempo total 
de secagem das peças ortéticas em até 06 horas. 
Para definir as bordas das órteses, a aplicação de uma furadeira Bosch® (Modelo Super 
Hobby) com diferentes brocas texturizadas em lixa, proporcionou a retirada das 
irregularidades das bordas com bastante praticidade e reduzido esforço. 
9 
 
Para a impermeabilização de superfície, a aplicação de verniz da marca Verniz Geral 
(Acrilex®), com o uso de pincel na superfície da peça ortética, até a sua completa cobertura, 
demonstrou-se suficientemente prática para este fim. Esse produto apresentou secagem ideal 
para manuseio em 20 minutos e proporcionou característica de impermeabilidade, além de 
oferecer um melhor acabamento estético. 
Para o acolchoamento da órtese, utilizou-se EVA de 2mm de espessura, superaquecido em 
forno comum, sobre a superfície interna da órtese, com uso de adesivo de contato Cascola®. 
Em seguida, para a fixação da órtese, adotou-se tiras de velcro de 02cm e 3,5cm de largura 
fixadas com furos laterais na órtese (fig 7). 
 
 
Figura 7 – Órtese pronta para uso 
 
 Resultados dos Testes de Resistência das Peças Ortéticas Primitivas 
Os gráficos 1 e 2 demonstram a variação média de deformação (em milímetros) dos CDPs, 
durante o tempo de execução dos testes de resistência dos materiais utilizados para a 
confecção de órteses de punho e mão (termoplástico, atadura gessada e MOM). 
a) Apresentação dos dados referentes aos Ensaios de Flexão Horizontal 
 
 
Gráfico 1 – Ensaio de Flexão Horizontal em CDP’s de 4 mm (Média Aritmética) 
10 
 
 
Os dados do ensaio de flexão horizontal, demonstram que a MOM, apresentou um grau 
intermediário, de resistência a deformação horizontal, em relação à atadura gessada e ao 
termoplástico, durante todo o teste. Esses valores transmitem ainda, a maior fragilidade dos 
CDPs de atadura gessada em deformar, imediatamente ao receber a carga de 50N (1º minuto). 
Contudo vale ressaltar que os CDPs de MOM, apresentaram a menor estabilidade e maior 
plasticidade durante este teste. Isto é facilmente percebido pela curva progressivamente 
ascendente de seus resultados, enquanto os demais CDPs, tendem a uma maior estabilização 
nos últimos minutos de teste. 
 
b) Apresentação dos dados referentes aos Ensaios de Flexão Vertical 
 
 
Gráfico 2 – Ensaio de Flexão Vertical em CDP’s de 4 mm (Média Aritmética) 
 
O gráfico 2 demonstra que a MOM obteve um desempenho de resistência, superior em 
relação aos outros materiais, quanto ao grau de deformação vertical. A partir do minuto 19, a 
MOM apresentou estabilização quanto a sua deformação vertical. Ao final dos 29 minutos, a 
MOM ainda permaneceu com uma deformação menor que a da atadura gessada. 
 
 
4. Discussão 
O trabalho inovador de Rodrigues Júnior (2005), em sua busca por apresentar um novo 
material para a confecção de órteses, exemplifica de maneira clara a necessidade, percebida 
pelos profissionais da reabilitação, para que se descubram novos materiais e tecnologias que 
possam ser empregadas para a confecção de dispositivos ortéticos, reduzindo-se os custos 
para o paciente, sem comprometer os resultados terapêuticos de sua aplicação, e assim atingir 
uma maior popularização do uso destes equipamentos. 
No presente trabalho, um novo material e uma nova metodologia de fabricação de órteses, são 
propostos com estes mesmos objetivos, além de procurar simplificar a confecção destes 
11 
 
dispositivos, dispensando etapas de risco deste processo e tornando assim, a sua fabricação de 
fácil acesso também para o terapeuta. 
A escolha da porcelana fria como matéria-prima precursora desta pesquisa, demonstra 
claramente esta preocupação, haja vista a facilidade de obtenção dos elementos que a compõe 
e a simplicidade de sua mistura, para que se atinja a rigidez necessária para trabalhos 
artesanais. 
Os métodos e técnicas empregados para se atingir a MOM, assim como para estabelecer sua 
técnica de aplicação e confecção de órtese para punho e mão, apesar de seguirem princípios 
empíricos, foram sempre idealizados dentro de parâmetros que levavam em consideração 
critérios como a disponibilidade do material empregado, custo, praticidade e potencial lesivo 
em contato com a pele. 
Dentro destes critérios, os autores deste estudo alcançaram resultados considerados como 
satisfatórios, haja vista que os elementos empregados para se atingir a MOM, são de fácil 
obtenção, baixo custo e de potencial lesivo reduzido para as quantidades que foram 
empregadas neste estudo. 
No quesito agressividade à pele, considera-se que dentre todos os elementos empregados 
neste estudo, a massa corrida PVA e o verniz, sejam os de maiores riscos. No entanto a 
reduzida quantidade que é incorporada a MOM e sua associação com os outros elementos 
possivelmente minimizam estes riscos. Vale ressaltar ainda que o uso de um forro interno em 
EVA, como os que são comumente empregados para este fim em oficinas ortéticas, impedem 
o contato direto da MOM com a pele do paciente. 
Deu-se ênfase neste estudo para a busca de um material que apresentasse uma resistência 
similar a de outros materiais comumente empregados para a confecção de órteses de punho e 
mão. Neste sentido os resultados dos testes de flexão horizontal e vertical de placas, 
ofereceram um excelente parâmetro de comparação. 
Os resultados destes ensaios de flexão demonstraram um desempenho altamente satisfatório 
da MOM, haja vista que obteve índices de resistência similares, e até superiores, aos outros 
dois materiais testados e já amplamente utilizados para fins de confecção de órteses. 
Estes resultados são de difícil relação com outros estudos haja vista que a técnica empregada 
para esta avaliação de resistência foi adaptada de acordo com os equipamentos disponíveis 
para a realização deste estudo. 
Vieira et al (2006) por exemplo, realizou testes de resistência com diferentes marcas de 
atadura gessada para determinar qual seria a mais adequada para a confecção de órteses. No 
entanto este autor utilizou um equipamento específico para este fim, com tecnologia 
desenvolvida para aplicação em testes de resistência, e seus resultados são observados a partir 
de diferentes parâmetros, não aplicáveis no presente estudo. 
No entanto, vale ressaltar que existe um número bastante extenso de pesquisas com materiais 
alternativos para a confecção de órteses, que apesar de não terem como objetivo verificar as 
suas resistências demonstram resultados positivos quanto a sua aplicação, como é o caso do 
estudo desenvolvido por Rodrigues Júnior (2005), com adaptações em PVC tubular. 
A MOM também se apresenta satisfatória em relação a outras propriedades. Possui uma 
técnica de confecção mais rápida, mais barata e com poucos riscos de acidentes durante sua 
confecção, comparada, por exemplo, ao termoplástico, que conforme o descrito por Torres 
(2001) apresenta possíveis riscos de queimaduras. 
 
12 
 
 
5. Considerações finais 
O material obtido pelos pesquisadores, chamado por estes de Massa Ortética Moldável 
(MOM), mostrou-se confiável quanto à sua resistência, sendo esta característica comparável a 
de outros materiais aplicados para a confecção de órteses de punho e mão. 
A massa desenvolvida neste estudo, juntamente com sua técnica de aplicação, apontam para a 
possibilidade de seu uso terapêutico enquanto matéria-prima para a confecção de órteses de 
punho e mão, quisá incluindo-se como mais um recurso ao arsenal fisioterapêutico. 
Além disso, o baixo custo e praticidade agregados às fases de preparo e confecção da MOM 
demonstram-se extremamente atraentes para sua futura aplicação em serviçosde saúde 
públicos, que por terem uma demanda elevada de pacientes que necessitem deste recurso, mas 
que nem sempre conseguem ter acesso ao mesmo. 
No entanto, este recurso ainda necessita de novos estudos para que sua aplicação possa ser 
garantida com total respaldo científico, abrindo-se por tanto uma infinidade de temas que 
podem ser estudados a partir do que foi desenvolvido nesta pesquisa, principalmente no 
sentido de se estudar outras propriedades desta massa como: resistência a umidade e à 
temperaturas extremas, potencial inflamável, emissão de resíduos tóxicos, potencial alérgico e 
toxicidade. 
 
 
6. Referências 
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Fisioterapia Prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 
ERENO, Dinorah., Fibra para Toda Obra. Boletim Eletrônico Fapesp, n. 104, out 2004. 
Disponível em: <http://www.fapesp.br/agencia/boletim_dentro.php?data%5Bid 
_materia_boletim%5D=2621>. Acesso em: 10 set 2007. 
KAPANDJI, A. I. Fisiologia articular. 5 ed, São Paulo: Panamericana, 2000. 
KAWAKITA, Tanea. História do Biscuit. 2005. Disponível em: 
<http://www.taneakawakita.com/historia_do_biscuit.htm >. Acesso em: 07 jul 2007. 
KONIN, Jeff G. Cinesiologia Prática para Fisioterapeutas. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2006. 
LIANZA, Sérgio. Medicina da Reabilitação. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 
LIMA, Simone M. P. F.; LINZMEYER, Jeanine M.; MASIERO, Danilo. Tecnologia 
Reabilitadora: Órteses. Publicado em 17 out 2006. Disponível em: 
<http://www.casadato.com.br/Noticia.asp?ID=281>. Acesso em: 25 Mai 2007. 
MONTEIRO, Sergio N; COELI, Regina M.; AQUINO, Felipe P. D et al. Comportamento 
Mecânico e Características Estruturais de Compósitos Poliméricos Reforçados com 
Fibras Contínuas e Alinhadas de Curauá. Revista Matéria, v. 11, n. 3, pp. 197 – 203, 2006. 
Disponível em: <http://www.materia.coppe.ufrj.br/sarra/artigos/artigo10790>. Acesso em 03 
out 2007. 
13 
 
PAN, Roselene. Tecnolologias da Informação e Comunicação na Promoção da 
Aprendizagem: Órteses e Próteses. UNISC: 2006/ 2007. Disponível em: 
<http://www.assistiva.org.br>. Acesso em: 15 nov. 2007. 
RODRIGUES JUNIOR, Jorge Lopes. Confecção de Órteses e Adaptações em PVC 
Tubular e Materiais de Baixo Custo. Universidade do Estado do Pará. Belém: 2005. 
RUARO, João Afonso. Análise da Adequação de Técnicas de Terapia Manual de 
Cotovelo e Punho no Tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo: Estudo de Caso. 
Trabalho de Conclusão de Curso (Fisioterapia) - Universidade Estadual do Oeste do Paraná, 
Cascavel, 2003. 
SAURON, Françoise N. Reabilitação Física – Órteses. Associação Brasileira de Paralisia 
Cerebral. (ABPC), 1998. Disponível em: <http://www.abpc.org/Fran.htm>. Acesso em: 28 
fev 2007. 
TORRES, Maria D. Órteses e suas aplicações em Fisioterapia. Disponível em: 
<http://www.interfisio.com.br/index.asp?id=1&ac=1>. Acesso em: 26 fev 2007. 
VIEIRA, Gustavo; FONSECA, Marisa; SHIMANO, Antônio Carlos; et al. Avaliação das 
propriedades mecânicas de atadura gessada de três diferentes fabricantes, utilizada 
para confecção de órteses. Revista Acta Brasileira Ortopédica, v. 14, n. 3. São Paulo, 2006. 
Disponível em: < www.scielo.br/pdf/aob/v14n3/a01v14n3.pdf >. Acesso em: 22 fev 2007. 
VILADOT, R.; COHI, O.; CLAVELL, S. Coluna Vertebral: Órtese e Prótese do Aparelho 
Locomotor. São Paulo: San 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ÓRTESES DE MÃOS 
 
ÓRTESES: Vem da palavra grega orthos que significa corrigir. 
 
O que é Órtose: é um dispositivo utilizado para suportar, imobilizar um 
segmento durante a fase de recuperação, ou para corrigir e prevenir 
deformidades, podendo ser estáticas, dinâmicas seriadas e progressivas. 
 
O principal objetivo: é promover o equilíbrio biomecânico, por meio da 
aplicação de forças de contenção externa ao segmento comprometido. 
 
As indicações quanto seu uso: Imobilização de um segmento; auxílio nos 
movimentos da mão, correção e prevenção nas deformidades, alívio da dor; 
melhorar o posicionamento da mão. 
 
Quanto sua classificação: 
 Antebraço, mão, dedo, palmar, dorsal, rígido ou macio 
 
Quem pode indicar o uso da órtese: 
Somente o Médico e o Terapeuta responsável, experiente que poderá indicar 
qual o tipo de órtese adequada. 
 
Quanto ao material 
Existem vários materiais disponíveis no mercado que distinguem por sua 
composição sintética. O material a ser adotado depende da finalidade e a 
experiência do terapeuta. 
 
A órtese deverá ser: Simples, confortável, de fácil colocação, livre de pontos 
de pressão, facilmente ajustável, leve, prática, moldável e de fácil manutenção 
para a limpeza. É de material importado, possui memória, permitindo ser 
remodelado conforme necessidade. Seu tempo de garantia é aproximadamente 
12 meses e ser conservado seu tempo é bem maior. 
 
IMPORTANTE: As órteses são confeccionadas por um Terapeuta Ocupacional 
ou Terapeuta de Mão com especialidade em Terapia da mão e com 
treinamento especializado e com muita experiência. 
 
MODELOS DE ORTESES CONFECCIONADAS 
 
1- Órtese dinâmica para lesão do nervo radial 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Lesão do nervo radial no pré e pós operatório. 
Objetivo: Promover a extensão de punho e dedos, facilitando a manipulação 
dos objetos, auxilia no fortalecimento da musculatura extensora pela 
resistência oferecida pelos elásticos e melhorando o efeito tenodese. 
 
2- Órtese para lesão mista de nervo ulnar e nervo mediano 
 
 
 
 
 
 
 
Indicação: É comum este tipo de lesão nervosa próxima ao punho na zona de 
Verdan. 
Objetivo: Prevenção da deformidade em contratura em adução do 1º espaço, 
mão em garra e dificuldade para oposição. 
 
 
 
 
3 - Órtese para Dupuytren 
 
 
 
 
 
 
Indicação: É uma intervenção terapêutica essencial no pós operatório, sendo 
sua utilização iniciada precocemente. 
Objetivo: Para manter o ganho da extensão dos dedos pós - cirúrgico. 
 
4- Órtese para dedo em martelo 
 
 
 
 
 
 
Indicação: O tratamento do dedo martelo depende do tempo de lesão e grau 
de deformidade em flexão. 
Objetivo: Recomenda-se a imobilização interrupta por 6 a 8 semanas. 
 
5- Órtese dinâmica para lesão de nervo mediano ou contratura articular 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Quando a limitação do movimento da mão estiver comprometida e 
ainda, com encurtamento da musculatura intrínseca e extrínseca da mão. 
Objetivo: Para prevenção de contratura da musculatura intrínseca da mão e no 
auxilio da flexão das metacarpofalangianas. 
 
6- Órtese do tipo Cock- up 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Utilizada em várias patologias sendo elas neurológicas e/ou 
ortopédicas. 
Objetivo: Estabilizar, prevenir e corrigir o desempenho funcional da mão. 
 
7- Órtese dinâmica de punho 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Para ganho da extensão e flexão do punho 
Objetivo: restaurar a amplitude dos movimentos perdidos após uma lesão e 
/ou estabilizar uma fratura. 
 
8 – Ortese dinâmica para rigidez da falange proximal 
 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Para o uso em lesões tendinosas e fraturas de falange. 
Objetivo: Prevenção e correção de contratura muscular, rigidez articular e 
ganho de amplitude do movimento. 
 
9- Órtese modelo funcional 
 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Utilizadas para patologias neurológicas e ortopédicas. 
Objetivo: Manutenção do arco funcional da mão e prevenção de deformidade. 
 
10- Órtese de nervo ulnar 
 
 
 
 
 
 
 
Indicação: Indicadas para lesões do nervo ulnar 
Objetivo: Para correção da musculatura intrínseca da mão e restaurar a flexão 
das metacarpofalangiana causada pela lesão do nervo ulnar. 
 
 
Drª Vera Lúcia Mendes Lehm 
CREFITO Nº 11023 
Terapeuta Ocupacional 
Terapia da Mão 
 
 
Terapeuta Ocupacional responsável pelas confecções das órteses ilustradas 
 
 
 
 
Email: vera.lehm@hotmail.com 
Telefone: (47) 3026-5155 / 9954-9648 
Av. GetúlioVargas 292 - Anita Garibaldi - Joinville – SC 
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 9 
AULA PRÁTICA
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
PARA A PRÓXIMA AULA!!
2
https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM
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ASSISTIR:
Se preparar com materiais...faremos uma aula prática!
https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM
https://youtu.be/TUFgvE8UnKI
https://www.youtube.com/watch?v=kqxXJ2HKJ6Q
https://www.youtube.com/watch?v=CMSCwBZoZWY
https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/32/117_-
_ConfecYYo_de_Yrteses_para_punho_e_mYo_atravYs_de_
massa_moldYvel_constituYda_de_porcelana_fria_massa_c
orrida_e_fibra_de_curauY.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM
https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM
3
HOJE É NOSSA AULA PRÁTICA!!!!!
Após tanto aprendizado, faremos uma órtese!!!!
Durante a semana as monitoras disponibilizaram no 
grupo da disciplina alguns links para auxiliá-los!
Use o que tem disponível na sua casa e...mãos à obra!!!!
1) Decida o que vai produzir, planeje 
a sequência e separe seus 
materiais
2) Faça-a, vá registrando cada passo 
e, ao final, produza um material 
(word com fotos, ou ppt, ou vídeo) 
explicando o objetivo da órtese e 
como fazer.
3) Poste no teams na pasta – AULA 
PRÁTICA 27-10
4
Eu já comecei a minha! E vou terminar junto com vocês!
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 10 
PRÓTESE
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
O relato mais antigo data de 2300 a.C. quando
arqueólogos russos descobriram o esqueleto de uma
mulher com pé esquerdo artificial.
BREVE HISTÓRICO
A prótese era composta por um pé-de-
cabra adaptado ao coto mediante um encaixe
feito pela própria pele dissecada do animal.
BREVE HISTÓRICO
É certo que a guerra e os trabalhos de arma foram os geradoresdo progresso
em matéria de prótese.
Os materiais utilizados sendo no
início a madeira, o couro (cabedal), o
feltro (estufa não trançado feito de
pêlos ou de lã aglutinados e
comprimidos), o aço e o duralumínio
(aliado do cobre e alumínio, duro e
leve).
A chegada das matérias
plásticas revolucionaram a arte da
prótese.
• Atualmente quase todas as
próteses são construídas com
resinas sintéticas.
• Utilizam em sua construção, vários
componentes – joelhos, cotovelos,
tornozelos, punhos e ganchos.
• Em geral são feitos em metal,
mais especificamente em
duralumínio e em titânio, por
serem mais leves e tão resistentes
como o aço.
PRÓTESE
Componente artificial que tem por finalidade suprir necessidades e funções de
indivíduos sequelados por amputações, traumáticas ou não.
Tithemi = eu
coloco;
• Pró =no lugar de
DEFINIÇÃO
• As próteses podem também ser internas,
para substituição de articulações ósseas
(artroplastias de joelho e quadril).
• Geralmente são prescritas por
médicos, dentistas, veterinários,
fisioterapeutas e terapeutas
ocupacionais.
• Uma prótese substitui um membro ou uma
parte do organismo - prótese de mão
(mão artificial, prótese de membro inferior
(perna artificial) -, enquanto um implante
acrescenta volume ou função a algo que
já existe (implante mamário, implante
peniano).
• Quando uma pessoa perde algum
membro do corpo, no lugar é posto uma
prótese mecânica. Essa prótese responde
a qualquer impulso nervoso , virando um
substituto ideal, com a vantagem de ser
mais resistente. (???)
PRÓTESE X IMPLANTE
Vantagens
• Sustentação
• acabamento estético
• Resistência
• durabilidade
• manutenção das próteses
Desvantagens
•Não permitem aos pacientes a
realização de atividades mais
sofisticadas.
• Menor opção de
componentes
• dificuldades para
realinhamentos
• impossibilidade de
intercâmbio rápido de
componentes.
Exoesquelética (convencional):
Componentes: As produzidas com componentes plásticos são geralmente
utilizadas para confecção de próteses de banho e geriártricas.
TIPOS DE PRÓTESES
TIPOS DE PRÓTESES
Vantagens
• Constituídas porvários 
módulos ajustáveise 
intercambiaisentre si
• Leves
• Estética
• Revestidas de espuma
cosmética
• Em constante 
aperfeiçoamento.
Desvantagens
• Deixam amputação
em evidencia
• Maiormanutenção
• Valor mais elevado
• Menos duráveis
ENDOESQUELÉTICA(MODULARES):
Essaspróteses oferecem ampla linha de opções para uma protetização eficaz.
Este sistema foi lançado em 1969,pela OTTO BOCK.
Componentes:,seuscomponentespodem serem aço, titânio(metal
extremamente leve e resistente),alumínio e fibra de carbono.
Numa prótese transfemoral devem ter-
se em conta 3 pontos importantes que
condicionam a marcha do amputado:
o encaixe (1), o joelho (2) e o pé (3).
*(4) segmento da perna / coxa
Prótese para desarticulação do quadril: 
com componentes em fibra de carbono, 
demonstrando as diferentes partes:
A. encaixe;
B. articulação do quadril, com trava
opcional;
C. peça tubularde acoplamento;
D. joelho policêntrico pneumático;
E. sistema de pé em lâmina flexível.)
4
COMPONENTES DE UMA PRÓTESE
• Englobar o volume do coto sem inibir a 
circulação sanguínea;
• Fixar a prótese ao coto do paciente 
(sistemas de suspensão);
• Transmitir forças
• Controlar movimentos.
ENCAIXE
O que é Liner? É um revestimento que serve para proteger o coto, aumentar a fixação
da prótese, aumentar o conforto e a segurança durante os movimentos, além disso
um Liner de qualidade e utilizado da forma correta pode reduzir a transpiração na área
de contato entre a pele e o encaixe da prótese
É o principal componente da prótese. É o elo entre o coto e a prótese e
tem algumas funções:
*Liners de silicone
Os joelhostêm como função proporcionar estabilidade na fase de
apoio e controle na fase de balanço durante a marcha.
Esses controles podem ser feitos através de ajustes mecânicos ou até
mesmo por microprocessador.Os joelhossão encontrados em modelos
convencionais e modulares. Os modulares adaptam-se para todos os
níveisde amputação acima do joelho.
JOELHOS
• Princípio cinemático
Articulação monocêntrica:
- centro de rotação fixo
Articulação policêntrica:
- centro de rotação
momentâneo
Controle da fase de balanço:
• Sistema mecânico: composto por uma mola, limitação 
velocidade de marcha
• Sistema hidráulico e pneumático: controle mais preciso 
velocidade pendular, adaptação automática diferentes 
velocidades de marcha
JOELHOS
• Joelho computadorizado: controlado por 
microprocessador com fases de apoio e de 
balanço, oferecendo estabilidade, confiança e 
funções sem precedentes.
JOELHOS
TIPOS DE PÉ
Pés sem articulação (não articulado)
Pé SACH (mais comum): calcanhar 
macio, absorção impacto, dinamiza 
marcha, projeção anterior
Pé geriátrico: calcanhar +macio, 
absorção impacto, simula flexão 
plantar
Pé dinâmico: calcanhar macio, antepé 
flexível, liberação energia
Pé Dinamic Plus : estrutura interna, 
absorção energia, mola forma de “S”, 
dinamiza marcha
Pé articulado
• uniaxial
TIPOS DE PÉ
Pé multiaxial:
Facilita a deambulação
em terrenos acidentados
Pés de resposta dinâmica –usado apenas por 
atletas de corrida.
TIPOS DE PÉ
• Pés computadorizados (biônicas)
TIPOS DE PÉ
AMPUTAÇÕES 
X
PRÓTESES
O objetivo da protetização é reabilitar o paciente para
que ele possa realizar suas atividades normalmente,
reintegrando-se à sociedade, permitindo a sua
locomoção através da prótese e melhorando sua
qualidade de vida e sua autoestima.
Muitos pacientes protetizados apresentam desvios ou
modificações na marcha, sendo que essas alterações
podem ser decorrentes de causas biológicas ou
protéticas.
Dentre as causas protéticas podemos descrever:
• problemas de alinhamento protético, componentes
não apropriados e a altura inadequada da prótese,
Entre as causas biológicas podemos citar:
• fraqueza e encurtamento muscular, áreas hipersensíveis
do coto, além de falta de confiança e de segurança
do paciente.
AMPUTAÇÕES X PRÓTESES
21
DESARTICULAÇÃO QUADRIL
Prótese canadense 
(endoesquelética ou 
exoesquelética)
Encaixe:cesto
Dificuldade para sentar nivelado
uso de articulações modulares, 
centro de rotação anterior
COLOCAÇÃO DA PRÓTESEUsuária em ortostase veste o 
easyfit, abre a válvula da 
prótese (3C); Usuária coloca o 
coto no encaixe e passa o 
easyfit através da válvula em 
ortostase (3D); O easyfit é 
retirado, a tampa é fechada e a 
prótese fica fixa por vácuo (3E).
Coto com boa alavanca e musculatura preservada
Apoio distal
Suspensão supracondiliana
DESARTICULAÇÃO JOELHO
AMPUTAÇÕES NO PÉ
LISFRANC
FISIOTERAPIA26
OBJETIVOS - FASE PRÉ-PROTETIZAÇÃO
• Acolher o paciente de forma humanizada.
• Desenvolver habilidades e realizar atividades 
sem a prótese.
• Conseguir um bom equilíbrio muscular.
• Treinar transferências e equilíbrio ortostático.
• Treinar e proporcionar marcha com auxiliares e 
locomoção em CR para melhorar suas AVDs.
• Recuperar a função muscular prévia.
• Impedir e eliminar contraturas prevenindo 
deformidades secundárias.
• Diminuir e eliminar estados dolorosos.
• Modelar e maturar o coto.
FISIOTERAPIA27
OBJETIVOS - FASE PÓS-PROTETIZAÇÃO
• Orientar quanto aos cuidados do coto de
amputação com relação a prótese para prevenir
ulcerações.
• Orientar a colocação da prótese adequadamente.
• Treinar a marcha, equilíbrio e adaptação à
prótese.
• Corrigir postura e alinhamento da prótese durante
a marcha.
• Acompanhar os ajustes técnicos da prótese.
Escoliose 
O que é Escoliose ?
• A escoliose, popularmente conhecida por "coluna torta", é um 
desvio lateral em que a coluna passa a ter a forma de C ou S.
• Quando uma escoliose se desenvolve, a coluna 
vertebral dobra-se lateralmente e gira ao longo de seu eixo 
vertical. Estas alterações têm efeitos estéticos e fisiológicos, 
com consequências a longo prazo, que podem resultar em 
problemas de saúde significativos na presença de escoliose 
grave, de alta curvatura.
Sinais e Sintomas para serem 
observados 
• A Escoliose nem sempre é perceptível, tornando-se perceptível 
apenas quando a curva progride significativamente.
• Ombros ou quadris (cintura) assimétricos;
• Tronco inclinado para o lado, resultante do encurvamento da 
coluna lateralmente;
• Clavícula proeminente;
• Cansaço e dor nas costas após tempo prolongado em posição 
sentada ou de pé
Diagnóstico 
Teste de Adam – Manobra de Adams
Diagnóstico
• Exame de raio-X
Tipos de Escoliose 
A escoliose pode ser classificada de acordo com sua curvatura: 
• escoliose lombar: se a curvatura estiver localizada na parte 
inferior da coluna.
• escoliose torácica: parte média da coluna
• escoliose toracolombar: pode ir desde a parte inferior à 
superior
Tipos de escoliose 
• Escoliose funcional ou postural: a coluna é estruturalmente 
normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, 
como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos 
musculares nos músculos das costas.
• Escoliose estrutural: Nestes casos, a curvatura é fixa e não 
desaparece quando a pessoa muda de posição.
Tipos de Escoliose 
• Escoliose Congênita: Este tipo de curva se desenvolve por 
causa de vértebras congenitamente anormais.
• Escoliose Neuromuscular: Uma grande variedade de 
doenças e distúrbios do sistema nervoso central (cérebro), 
nervos e músculos pode resultar no desenvolvimento de 
escoliose
• Escoliose Paralítica: É o termo aplicado à curvatura que se 
desenvolve com freqüência quando há perda precoce da 
função da medula espinhal por doença ou desordem e 
particularmente lesão (tetraplegia e paraplegia).
Tipos de Escoliose 
• Escoliose Lombar Degenerativa: Resultado da degeneração 
assimétrica da coluna vertebral.
• Escoliose Idiopática: Isto significa que a causa não é 
conhecida
Escoliose Idiopática 
• ESCOLIOSE INFANTIL (até 2 anos de idade) –Uma curvatura 
que se desenvolve antes da criança completar dois anos de 
idade.
• ESCOLIOSE JUVENIL IDIOPÁTICA (2 a 10 anos de idade) –
Uma curva que se desenvolve na faixa etária de dois a dez 
anos de idade.
Escoliose 
Idiopática 
• ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO 
ADOLESCENTE (EIA – 11 a 17 
anos) – Este tipo de escoliose 
aparece no início da adolescência 
e é muito mais comum em 
meninas do que em meninos.
• ESCOLIOSE DO ADULTO (acima 
de 18 anos) – A escoliose que se 
desenvolve após a idade de 18 
anos por fatores ambientais e 
físicos tardios.
Tratamento 
• 1. Moldagem
• Em crianças pequenas, coletes de 
gesso são aplicados em torno do 
tronco, sob anestesia geral, para 
se endireitar a coluna.
Coletes
O tratamento de suporte visa controlar uma curva e contê-la em 
um ângulo aceitável durante a fase de crescimento. Ela não cura 
a escoliose. Em candidatos adequados para um programa com 
esse tipo de tratamento a taxa de sucesso é da ordem de 80% e, 
portanto, nesses pacientes uma operação é evitada
Coletes
Coletes
Coletes
Cirurgia de Escoliose
Esse método não é considerado a primeira opção de tratamento 
dada a alta taxa de complicações. O princípio da cirurgia é 
colocar pontos de ancoragem nas extremidades superior e 
inferior da curvatura (parafusos ou ganchos), sem expor o resto 
da coluna vertebral.
• A) Hastes tradicionais Para permitir o crescimento, as hastes 
precisam ser desbloqueadas e alongadas com uma operação a 
cada 6 a 9 meses. As cirurgias repetidas podem causar 
problemas com cicatrizes e infecção.
• B) Hastes de crescimento guiadas A técnica Shilla usa uma 
combinação de fusão local na qual as hastes são bloqueadas, 
e parafusos acima e abaixo permitem que as hastes deslizem 
livremente. Isso permite um alongamento “automático”.
• C) Hastes magnéticas: Estas hastes 
são inseridas como as 
hastes tradicionais. No entanto, após 
a cirurgia elas são alongadas, 
simplesmente colocando-se um ímã 
giratório sobre a pele, sem 
necessidade de cirurgia.
Cirurgias de Escoliose 
• https://www.scielo.br/j/rbfis/a/tDpXMKnPmJfZk8tSdYsvWwg/?forma
t=pdf&lang=pt
Plexo 
Braquial 
O que é ? 
• Plexo braquial é o conjunto de nervos que faz a comunicação entre
os braços e o cérebro. Eles se originam na região cervical e formam
um emaranhado nervoso que segue próximo à região da clavícula.
• A união destas raízes origina troncos e fascículos nervosos que
posteriormente darão origem aos principais nervos responsáveis
pela inervação sensitiva e motora dos membros superiores.
• Portanto, estes nervos são importantes para os movimentos e
sensibilidade do braço, antebraço e mão.
Estrutura do Plexo Braquial 
O plexo braquial é dividido em:
cinco raízes, 
Três troncos, 
seis divisões, três fascículos
cinco ramos. Há cinco ramos terminais e inúmeros outros ramos "pré-terminais" ou "colaterais", que 
saem do plexo em vários pontos ao longo de seu comprimento
Raizes 
• O plexo braquial 
emerge em cinco 
níveis diferentes: 
C5, C6, C7, C8 e T1
Troncos 
• Ao se juntarem, as raízes fomam três troncos:
• Superior (C5-C6)
• Intermediário (C7)
• Inferior" (C8-T1)
Divisões
• Cada tronco, por sua vez, divide-se em dois, formando 
assim seis divisões:
• divisões anteriores dos troncos: superior, médio e inferior
• divisões posteriores dos troncos: superior, médio e inferior
Fascículos 
• Essas seis divisões reagrupam-se e se tornam três fascículos, três 
grandes feixes de fibras. Essas espécies de "cabos" recebem 
nomes em função de suas posições em relação à artéria axilar 
• O fascículo posterior, formado a partir das três divisões posteriores 
dos troncos (C5-C8, T1)
• O fascículo lateral, formado a partir das divisões anteriores dos 
troncos superior e médio (C5-C7)
• O fascículo medial, simplesmente uma continuação da divisão 
anterior do tronco inferior (C8, T1)
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_posterior&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_lateral&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_medial&action=edit&redlink=1
Ramos
• A maioria dos ramos tem origem dos fascículos, mas 
alguns podem ter origem em outras estruturas. Os cinco 
ramos à esquerda são considerados "ramos terminais". 
Há variações reportadasno padrão de ramificação, mas 
se trata de casos atípicos.
Lesões no Plexo Braquial 
• Há muitas formas de lesão do PB, mas a grande maioria é devido a 
traumas, principalmente decorrentes de acidentes automobilísticos e de 
motocicleta, mais de 80% das lesões são decorrentes de acidentes de 
moto;
• Também pode haver lesão por quedas, sustentação de carga pesada nos 
ombros, agressões por objetos cortantes e armas de fogo, podendo 
ocorrer juntamente com fratura de clavícula.
Lesões no Plexo Braquial
• Pode ocorrer na criança no momento do parto, condição conhecida como 
paralisia obstétrica. 
• Dependendo do mecanismo de lesão, as raízes nervosas podem sofrer 
avulsão, estiramento ou ruptura.
Tipos de Lesões
• As lesões traumáticas do plexo braquial são muito variadas, e podem afetar 
o conjunto de nervos de diferentes formas. Os sintomas e até mesmo o 
tratamento vão depender do local e da gravidade da lesão
• Os que ocorrem com maior frequência são: Paralisia de Erb:
• •as raízes C5 e C6 são acometidas, podendo ter acometimento também de 
C7. Com a lesão destas raízes os músculos afetados são o supraespinal, 
infraespinal, bíceps supinadores, 
• comprometendo a abdução, rotação lateral, flexão e supinação.
Tipos de Lesões 
• Isso gera redução dos movimentos do braço e o paciente apresenta a 
posição de “mão em gorjeta do garçom”, caracterizada por ombro em 
rotação interna e adução, cotovelo em extensão, antebraço em pronação e 
punho em flexão.
• As causas mais comuns são lesões durante o parto, trauma de membro 
superior e cirurgias. Geralmente acontece em neonatos que tem um 
aumento excessivo do ângulo entre a cabeça e o ombro durante o parto.
Mão em Gorjeta de Garçom 
Lesão do Nervo Torácico Longo:•
• em suas raízes, de C5 a C7, há acometimento das funções do músculo serrátil 
anterior e assim, afeta a função de prostração da escápula, ocasionando alteração da 
estabilidade e força do ombro e gerando a posição de escápula alada.
• • As causas mais comuns são acometimento do nervo durante ressecção de 
linfonodo axilar, esfaqueamento e também tem sido descrita em modalidades esportivas 
como tênis, vôlei e boliche.
• • A lesão, geralmente, tem um bom prognóstico com reversibilidade após um ano 
com tratamento conservador a base de anti-inflamatórios não hormonais e repouso 
relativo, evitando peso, mas mantendo a amplitude do movimento do ombro.
Lesão do Nervo Axilar
• em suas raízes em C5 e C6 os músculos afetados são : o deltoide e redondo 
menor, o que causa dificuldade em levantar o braço;
• • diminuição de força de rotação externa e diminuição de sensibilidade 
na face lateral do deltoide. 
• • As causas mais comuns são fratura de colo do úmero e deslocamento 
do ombro.
Lesão do Nervo Radial:•
• :• em raízes de C5 a T1, há acometimento dos músculos extensores e da 
sensibilidade do membro superior.
• • A causa mais comum é a Paralisia do “Sábado à noite”, que ocorre 
quando o paciente dorme sobre o braço, geralmente com sono induzido 
por substâncias como álcool ou medicamentos que alteram os reflexos.
• • Isso leva à falta de circulação adequada do membro que causa 
paresia e parestesia temporária com sensação de impossibilidade de 
extensão do punho e dos dedos acompanhada de formigamento no 
antebraço e dorso da mão lateral à linha axial do 4º dedo.
Lesão total do Plexo Braquial
• há acometimento de toda musculatura do membro superior;
• •gera paralisia e parestesia do membro superior acometido.
• •As causas mais comuns são traumas graves, podendo ocorrer também 
durante o parto.
Sinais e sintomas da lesão:
• Depende do local, tipo e gravidade da mesma:
• •Lesão do tronco superior (formado pela união das raízes C5 e C6), pode 
acarretar dificuldades para movimentar a região do ombro;
• • Quando o tronco médio é afetado (raiz C7), pode haver dificuldade 
de movimentos do cotovelo;
• • No comprometimento do tronco inferior (raízes C8 e T1), pode 
dificultar o movimento da mão;
• • Quando ocorre lesão dos três troncos, pode haver paralisia total do 
membro superior e fraqueza muscular, 
Sinais e Sintomas da Lesão 
a lesão do PB também pode 
acarretar: atrofias e 
encurtamentos musculares;
• rigidez nas 
articulações e deformidades 
musculoesqueléticas no 
membro superior afetado, 
podendo levar até mesmo a 
alterações posturais;
• Falta de controle dos 
movimentos;
• Braço e/ou mão 
flácido ou paralisado;
• Alterações da 
sensibilidade, tais como 
formigamento, dormência, 
sensação de choques e dor, 
ou falta de sensibilidade;
• Inchaço, aumento ou 
diminuição do suor.
Consequências da lesão no dia-a-dia:
pentear os 
cabelos, 
beber água, 
alimentar-se,
tomar banho, 
vestir-se,
escrever, 
praticar 
esportes, etc. 
Devido principalmente à 
fraqueza muscular, rigidez 
nas articulações e dor, a 
lesão pode afetar a 
qualidade de vida do 
indivíduo podendo até 
mesmo limitar atividades de 
lazer ou restringir seu 
desempenho no trabalho, 
gerando conseqüências
emocionais, sociais e econômicas.
Tratamento:
• Dependendo do tipo e 
gravidade da lesão, alguns 
casos podem necessitar de 
abordagem cirúrgica, seguindo 
critérios avaliados pelo 
neurocirurgião e sua equipe.
• Existem diversos tipos 
de cirurgia que visam restaurar 
ou otimizar a função dos 
nervos comprometidos.
Tratamento Fisioterapêutico 
• • é de extrema importancia o acompanhamento fisioterapêutico especializado
• .• A fisioterapia após uma lesão traumática do plexo braquial tem como objetivos 
recuperar as funções sensoriais e motoras do indivíduo e evitar ou minimizar as 
deformidades articulares e alterações musculares, como encurtamentos e atrofia, visando 
maior independência e melhor qualidade de vida.
• • O tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado precocemente. Nos casos 
cirúrgicos, é importante a abordagem ainda no período pré-operatório.
• • A fisioterapia visa a recuperação da força muscular, restauração ou manutenção da 
mobilidade das articulações e da flexibilidade dos músculos, prevenção de deformidades 
e alterações posturais, melhora da dor e treino das atividades do dia a dia que estiverem 
comprometidas.
Fisioterapia Neurofuncional na Lesão do Plexo Braquial:
• A abordagem fisioterapêutica tem como objetivos a recuperação funcional e a 
redução de possíveis complicações, visando maior independência e melhor qualidade de 
vida. 
• A fisioterapia deve ser iniciada precocemente; nos casos cirúrgicos, é importante a 
abordagem ainda no período pré-operatório, com a realização de uma avaliação detalhada, 
além de orientações gerais dadas ao paciente e sua família e/ou cuidadores. 
• Quando não há prevenção das complicações precocemente, a recuperação do 
paciente pode ficar muito prejudicada. Por isso, é de extrema importância a atuação de um 
fisioterapeuta neurofuncional, já que a lesão de PB tem especificidades que requerem 
conhecimentos específicos.
Tratamento Fisioterapêutico 
• • A fisioterapia inclui atividades que visam a recuperação da força muscular, 
restauração da mobilidade das articulações e da flexibilidade dos músculos, 
prevenção de deformidades e alterações posturais, melhora da dor e treino das 
atividades funcionais que foram comprometidas. 
• • É importante ainda orientar os pacientes quanto ao posicionamento do 
membro superior comprometido e atenção aos riscos de lesão, como 
queimaduras, por exemplo, devido à falta de sensibilidade 
• .• Em alguns casos, há necessidade de indicar órteses e dispositivos 
adequados para auxiliar a estabilidade do ombro e prevenir deformidades. Alguns 
dispositivos podem facilitar a execução de atividades funcionais
Órteses de 
Manguito Umeral 
Órtese de 
Posicionamento
Substituidor de Pressão 
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
SEJAM TODOS BEM-VINDOS!!!!
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
Eu te conheço?
Quero saber de sua vida.
- ACESSE: 
https://forms.gle/ughnBfHGBqqG87EM9
2
Sou Profª Theda Manetta da Cunha Suter
DEONDE É ISSO?
https://www.youtube.com/watch?v=fN_xL-SU6fA
TEM MAIS
https://youtu.be/HL2GPtGrPTc
https://youtu.be/w-vnwQKAoAs
PLANO DE ENSINO
➢ Conceituar os principais termos utilizados na aplicação das órteses e 
próteses
➢ Enumerar as diferenças entre próteses e órteses
➢ Conhecer os métodos de construção das próteses e órteses
➢ Conhecer a biomecânica envolvida na criação das órteses e próteses
➢ Classificar estruturalmente e funcionalmente os diversos tipos de órteses
➢ Prescrever a prótese ou órtese correta para utilização nas disfunções ou
ausência das partes móveis do corpo
➢ Aplicar corretamente as órteses e próteses nos seus respectivos 
segmentos
OBJETIVO
5
PLANO DE ENSINO
UNIDADE 1: Introdução à Ortótica
UNIDADE 2: Órteses Tornozelo Pé
UNIDADE 3: Órteses Joelho-Tornozelo-Pé e
Órtese para Joelho
UNIDADE 4: Órteses para Paraplegia e
Transtornos do Quadril
UNIDADE 5: Órteses para Tronco e
Pescoço
EMENTA/CONTEÚDO
6
PLANO DE ENSINO
UNIDADE 6: Órteses para Membros Superiores
UNIDADE 7: Órteses para Transtornos de
Tecido Mole
UNIDADE 8: Próteses para Membros Inferiores.
EMENTA/CONTEÚDO
7
PLANO DE ENSINO
- SEMPRE AULAS DIALOGADAS
- USO DE CASOS CLÍNICOS PARA 
RESOLUÇÃO E ARTIGOS CIENTÍFICOS
- AVALIAÇÕES: AV1, AV2 e AV3
MÉTODO
8
PLANO DE ENSINO
➢Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. 
Confecção e manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção: 
confecção e manutenção de próteses de membros inferiores, órteses suropodálicas e 
adequação postural em cadeira de rodas. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013. 
Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/confecao_manutencao_orteses_proteses.pdf
➢CARVALHO, José André. Órteses : Um Recurso Terapêutico Complementar (livro 
eletrônico). 2ed. São Paulo: Manole, 2012. Disponível em: 
https://plataforma.bvirtual.com.br/
➢FERNADES, Antonio Carlos... [et al.]. Reabilitação [livro eletrônico].. 2.ed. Barueri, SP: 
Manole, 2015. Disponível em: 
https://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520434932/pages/5
BIBLIOGRAFIA
9
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/confecao_manutencao_orteses_proteses.pdf
PLANO DE ENSINO
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 
Atenção à saúde da pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde ? SUS. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 
2009.. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 
Diretrizes de atenção à pessoa amputada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de 
Ações Programáticas Estratégicas.. 1. ed. 1. reimp.. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013.. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf
- BUCHOLZ, Robert W e col. Fraturas em Adultos de Rockwood & Green (livro eletrônico). 1ed. São Paulo: Pearson, 
2013. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
- KEIL, Anne. Bandagem terapêutica no esporte e na reabilitação. [livro eletrônico].. Barueri: São Paulo: Manole, 2014. 
Disponível em: http://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520435359/pages/7
- Pandey Sureshwar, Pandey Anil Kumar. Fundamentals of Orthopedics & Trauma (livro eletrônico). São Paulo: 
Pearson, 2015. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
BIBLIOGRAFIA
10
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/
PLANO DE ENSINO
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 
Atenção à saúde da pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde ? SUS. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 
2009.. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf
- Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. 
Diretrizes de atenção à pessoa amputada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de 
Ações Programáticas Estratégicas.. 1. ed. 1. reimp.. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013.. Disponível em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf
- BUCHOLZ, Robert W e col. Fraturas em Adultos de Rockwood & Green (livro eletrônico). 1ed. São Paulo: Pearson, 
2013. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
- KEIL, Anne. Bandagem terapêutica no esporte e na reabilitação. [livro eletrônico].. Barueri: São Paulo: Manole, 2014. 
Disponível em: http://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520435359/pages/7
- Pandey Sureshwar, Pandey Anil Kumar. Fundamentals of Orthopedics & Trauma (livro eletrônico). São Paulo: 
Pearson, 2015. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/
BIBLIOGRAFIA
11
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf
https://plataforma.bvirtual.com.br/
VAMOS COMEÇAR?
- Surgimento após a Primeira Guerra Mundial - grande número de pessoas 
mutiladas.
- O número de amputados no Brasil é grande em decorrência de acidentes de 
transito, de trabalho, de doenças como diabetes, hanseníase, vasculares e 
outras.
- No Brasil 6,5 milhões de pessoas possuem alguma deficiência física ou 
motora
- Em dados de 2005 à 2011- 42 mil amputações por ano (DATASUS)
12
DESDE O INÍCIO ATÉ HOJE
UM POUCO DE HISTÓRIA
https://www.youtube.com/watch?v=d57ytOhfa28
✓ As órteses já eram utilizadas desde a 
antiguidade. Eram fabricadas de forma 
artesanal, com materiais rústicos e pesados.
✓ Atualmente as técnicas de confecção são mais
sofisticadas, com materiais mais leves -
resultados mais funcionais e valorização da
estética
https://www.youtube.com/watch?v=d57ytOhfa28
DEFINIÇÕES :
Orthos : reto/ direto/ correção + Sis : Ação
• Órtese :
– Palavra Derivada do Grego :
ORTHOSIS
Portando, define-se como um dispositivo terapêutico aplicado externamente 
ao segmento corpóreo com objetivo de melhorar mobilidade e função.
CARVALHO, 2013
DEFINIÇÕES
• Prótese
– Toda peça ou aparelho artificial destinada a substituir parte do corpo,
mecanismo que aumenta ou melhora sua função.
ÓRTESE X PRÓTESE
X
Atuação do Fisioterapeuta
➢ O Fisioterapeuta é responsável pela preparação do coto para colocação da 
prótese:
➢ Redução do edema;
➢ Enfaixamento;
➢ Desensibilização;
➢ Alongamento;
➢ Fortalecimento Muscular;
➢ Avaliação: Amplitude de movimento ativa e passiva, força muscular, função 
sensorial e pele do coto e ensinar o paciente a se auto avaliar;
➢ Avaliação estática: paciente em pé
➢ Avaliação dinâmica: deambulação, distribuição de peso, pontos de contato da 
prótese (para evitar escaras)
17
TERMINOLOGIA
18
Fonte: 
https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE
19
TERMINOLOGIA
Fonte: 
https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE
VAMOS COMEÇAR?
20
Fonte: 
https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE
FONTES
https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE
https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 2 – ÓRTESES TORNOZELO PÉ
Baseada na aula da Profª
Ms. Beatriz Bregantin Pinheiro
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
COMEÇANDO COM OS TERMOS
Convencionou-se utilizar as iniciais em ingles das articulações ou seguimentos corporais 
envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose).
DIFERENTES NOMENCLATURAS
Souza, Fernandes, Shimano, 2015
BIOMECÂNICA
➢ Sistema de força com 3 pontos de fixação
➢ Sistema em equilíbrio: soma das forças = 0
Souza, Fernandes, Shimano, 2015
Biomecânica da Marcha
https://www.youtube.com/watch
?v=4BiRCzCKrd0
GUARDEM ESTE ENDEREÇO 
E ASSISTAM ESTE VÍDEO 
UMA VEZ POR MÊS
https://www.youtube.com/watch?v=4BiRCzCKrd0
UTILIZAÇÃO DAS ÓRTESES DE MMII
FUNÇÃO :
✓ Prevenir ou corrigir deformidades MMII
✓ Suportar/ sustentar peso corporal
✓ Imobilizar MMII
✓ Estabilizar/proteger MMII
• Nomenclatura
Antigamente , as órteses eram identificadas e batizadas com:
▪ Nomes de seus inventores e pesquisadores
▪ Nomes das cidades de origem ou dos centros de reabilitação onde foram criadadas.
Harris em 1973, foi autor de um relatório que preparou a padronização das
terminologias referentes a órteses a qual passou a ser aceita e aplicada .
CLASSIFICAÇÃO DAS ÓRTESES DE MMII
➢ Órteses plantares
➢ Órteses curtas (AFOs)
➢ Órteses longas (KAFOs e HKAFOs)
➢ Órteses de reciprocação (RGOs)
➢ Órteses para região pélvica
https://www.medicalexpo.com/pt/prod/ottobock/product-74842-469082.html
FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ
Indicações: minimizar a dor através da melhor distribuição da carga
.
Redistribuição de peso
Base para órteses mais extensas
Base para a maioria das órteses de MMII
Distribuição de forças, conforto, função e aparência
Reduzir a pressão sobre áreas deformadas ou sensíveis
FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ
Palmilhas:
✓ Melhora da função
✓ Alivio da dor
✓ Transição na fase de apoio
✓ Transferir Tensões da sustentação
de peso
Palmilhas:
Comprimento da Sola → Restrição Anterior
Modificações Fixas: Limitação a um Único Sapato
MELHORA DA MARCHA
Palmilhas e
Modificações Internas
>Proximidade do pé
> Eficiência
FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ
➢ PALMILHAS DE MATERIAIS MOLES (Plásticos Visco elásticos)
✓ Reduzir cisalhamento e impactos
✓ Proteger contra dor e sensibilidade
Plásticos Semirrígidos ou rígidos, borracha ou metal
➢ Materiais : Plastazote, Silicone
Coxim metatarsiano
Coxim para esporão calcâneo
PALMILHA SILIGEL COM ARCO 
E BARRA METATARSAL
MODIFICAÇÕES EXTERNAS:
➢ Desgaste
➢ Discrição
➢ Limitação ao calçado modificado
FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ
SALTO DE THOMAS
BARRA METATARSIANA
BARRA DE BALANÇO
CALÇO DE CALCANHAR
➢ Sapatos adaptados
Indicação:
Pacientes com alterações ósseas importantes
-pés neuropaticos graves,
-pés reumáticos,
-dismetrias de MMII,
-amputações
Pré-fabricados ou confeccionados sob medida
FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ
CONFECÇÃO DE ÓRTESES
Molde negativo
Termomodelagem em termoplástico de
alta temperaturaMolde positivo
ÓRTESES CURTAS
➢AFOs
-Submaleolar (SubMO)
-Supramaleolar (SMO)
-Dinâmica
-Semirrígida
-Articulada
-Rígida (fixa)
-Reação ao solo
-AFO com estimulação elétrica
ÓRTESE SUBMALEOLAR ( SubMo)
✓ Promove estabilidade médio lateral do
retro, médio e antepé
✓ Estabilidade do calcâneo e mantém livre
ADM de tornozelo nos planos sagital e
frontal
Indicações: pacientes hipotônicos
ÓRTESE SUPRAMEOLAR (SMO)
✓ Para pacientes com instabilidade e desvios importantes em inversão ou eversão
✓ Recorte próximo aos maléolos promove estabilidade, porém não controla 
Dorsiflexão e Flexãoplantar
ANKLE - FOOT ORTHOSIS
• Ankle - Foot Orthosis
Indicações:
Pacientes com sequelas neuromusculares de origem central ou 
periférica espásticas e flácidas.
Materiais: Termoplásticos, metálicas ou fibras de carbono.
BASE
ANKLE - FOOT ORTHOSIS
AFO DINÂMICA
✓ Permite movimento passivo de dorsiflexão com grande amplitude e limitação da flexão
plantar
Indicação: pacientes com lesões periféricas ou paralisias flácidas (sequela de “pé caído”)
Materiais: termoplástico, fibra de carbono
AFO SEMIRRIGIDA
✓ Permite alguns graus de dorsiflexão .
Indicação: pacientes com lesões periféricas com grandes desvios rotacionais e lesões 
centrais com espasticidade leve ou moderada com o pé em equino
AFO ARTICULADA
Indicação:
Pacientes deambuladores que apresentam movimentos passivos de dorsiflexão, seja em 
sequelas espásticas ou flácidas
Não indicadas: para cadeirantes, uso noturno.
AFO RÍGIDA
✓ Não permite movimentação articular do tornozelo.
Indicação : pacientes com espasticidade grave e deformidades já instaladas em equino ou 
equino varo
AFO DE REAÇÃO AO SOLO
✓ Tem como principal objetivo a extensão do joelho durante a fase de apoio .
Indicação: pacientes com fraqueza dos músculos sóleo e gastrocnêmio
AFO COM ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA
Indicação: pacientes com lesões do tipo flácidas ou com discreta hipertonia
➢ Sensor sob o calcâneo e os eletrodos de
superfície nos músculos dorsiflexores
➢ Sensor é acionado ao perder contato
com o solo
➢Musculatura é estimulada, simulando o 
controle normal da marcha
MATERIAL DAS ÓRTESES
➢ TERMOPLÁSTICO
✓ Resistência ao estiramento.
✓ Capacidade de retorno da placa quando reaquecida (memória),
✓ Modelado e reajustado, aquecidos em água em temperatura entre 60ºC e 77ºC.
✓ Rigidez, durabilidade, autoaderência, boa adaptação
➢ FIBRA DE CARBONO
✓ Leve e resistente.
✓ Durável e impermeável à água, umidade, calor, frio e corrosão.
✓ Liberação de energia armazenada, energia elástica.
SUPORTES
Tem tarefa no teams!
https://ib.rc.unesp.br/Home/Departamentos47/EducacaoFisica/labiomec/2007
-silva-e-goncalves-suportes-de-pe-e-tornozelo-motriz.pdf
https://ib.rc.unesp.br/Home/Departamentos47/EducacaoFisica/labiomec/2007-silva-e-goncalves-suportes-de-pe-e-tornozelo-motriz.pdf
FONTES
https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5210544/mod_folder/content/0/Conceitos sobre %C3%93rteses de Membros Inferiores e Coluna-2.pdf?forcedownload=1
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 3 – ÓRTESES TORNOZELO PÉ
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
Baseada na aula da Profª
Ms. Beatriz Bregantin Pinheiro
COMEÇANDO COM OS TERMOS
Convencionou-se utilizar as iniciais em ingles das articulações ou seguimentos corporais 
envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose).
ÓRTESES LONGAS
Knee - Ankle - Foot Orthosis
Indicação: Pacientes hemiplégicos ou paraplégicos com controle pélvico e total ou parcial 
controle sobre as articulações do joelho e tornozelo.
•Redução do Peso
•Redução da pressão pelas cintas
•Padrão mais fisiológico da marcha
RESTRIÇÃO: Medial/Lateral e
Hiperextensão
ÓRTESES LONGAS
Knee - Ankle - Foot Orthosis
Indicação: Pacientes hemiplégicos ou paraplégicos com controle pélvico e total ou parcial 
controle sobre as articulações do joelho e tornozelo.
➢Rígida ou Articulada (livre, trava anel, suíça, gatilho)
➢Tutor Longo ou Tutor Curto
➢Com ou sem apoio isquiático
ÓRTESE EXTENSORA DE JOELHO
✓ Goteira ou lona extensora de joelho
Material: lona e barras metálicas
Indicação :
▪ paralisia do aparelho extensor
▪ manutenção do joelho em extensão para :
- treino de bipedestação,
- descarga de peso,
- posição ortostática
- Pós-operatórios
IMOBILIZADOR PARA PO JOELHO -BRACE
ÓRTESE DE SARMIENTO PARA FRATURA DE TÍBIA
A Órtese de Sarmiento para fratura de Tíbia é confeccionada em termoplástico, sob medida e
imobiliza a área fraturada para consolidação óssea correta, permitindo o movimento das articulações
do joelho e tornozelo.
ÓRTESE DE JOELHO (KO)
KO para proteger e estabilizar o joelho – estabilizam o joelho protegendo contra ADMs indesejadas.
DONJOY RENEGADE BRACE PARA JOELHO
ÓRTESES LONGAS
Hip - Knee – Ankle - Foot Orthosis ou Tutor Longo
KAFO CINTA PÉLVICA ARTICULAÇÃO DO QUADRIL+ +
Fixa HKAFO no tronco.
Entre trocanter maior e crista ilíaca
RESTRIÇÃO:
Abdução X Plano Frontal 
Adução X Plano Frontal 
Rotação X Plano Transversal
Padrão da Marcha
ÓRTESES LONGAS
Indicação :
Pacientes que não apresentam controle 
sobre as articulações do quadril, joelho e 
do tornozelo.
Indicação com componente torácico :
Para pacientes sem controle de tronco
THKAFO 
(trunk hip knee ankle foot
orthosis)
HKAFOs
➢ Articulação do quadril sem trava:
Para pacientes com controle pélvico parcial
➢ Articulação do quadril com trava:
Para pacientes sem controle pélvico
➢ Com componente torácico para pacientes sem
controle de tronco
Indicação: estabilização tronco pouco indicadapara marcha
ÓRTESES LONGAS
Trunk - Hip - Knee - Ankle - Foot Orthosis
KAFO + ÓRTESE LOMBOSSACRAL
✓Maior Estabilidade
✓ Dificil Colocação
✓Mais Pesada
✓ Pouco utilizadas
RESTRIÇÃO:
Abdução
Adução
Rotação
Padrão da Marcha
ÓRTESE LONGA NÃO ARTICULADA
Objetivo: manter articulações dos MMII em posição funcional durante o
desenvolvimento para evitar complicações
Indicação: pacientes sem controle motor das articulações do quadril e MMII
Materiais:
-Polipropileno em molde de gesso
-Reajuste conforme crescimento da criança ou necessidades terapêuticas.
TLSO + HKAFO ou leito de posicionamento
RECIPROCATION GAIT ORTHOSES (RGO)
✓ Órtese de reciprocação
MECANISMO DE RECIPROCAÇÃO:
à medida que estende um quadril, o quadril colateral automaticamente entra em flexão.
Características: Tornozelos rígidos, hastes laterais rígidas
Modelos disponíveis no mercado: Parawalker , Walkabout , ARGO, Lsu.
GASTO
ENERGÉTICO VELOCIDADE
ÓRTESE DE LOCOMOÇÃO VERTICAL
SWIVEL-WALKER
Permite Ortostatismo e Locomoção vertical
Indicação: pacientes que não conseguem manter-se 
na posição em pé independente.
https://www.youtube.com/watch?v=04Rb5RX7Tec
https://www.youtube.com/watch?v=04Rb5RX7Tec
ÓRTESE HIBRIDAS – EXOESQUELETO
✓ Componentes mecânicos e eletrônicos (motores de correntes contínuas e baterias
recarregáveis)
Modelos Disponíveis:
ReWalk RexBionics
eLEGS
ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA
FRALDA FREJKA
-Mantém cabeça femoral centralizada no acetábulo
Indicação: Displasia coxofemoral congênita, 1º mês de vida
ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA
DENNIS BROWN
-Prevenção da deformidade em rotação interna de quadris
-“Sapatilhas” unidas por uma barra rígida
-Angulação ajustada conforme necessidade
ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA
SUSPENSÓRIO DE PAVLICK
Órtese dinâmica
-Permite flexão/abdução (quadril) e impede extensão/adução (quadril)
-Manutenção da abdução e rotação externa, nos casos de luxação congênita dos quadris
➢ Suporte para ficar em pé com a base plana
➢ Marcha com muleta ou andador
➢ Esteticamente desagradável
PARAPÓDIO
ORTHOWALK
O OrthoWalk é um exoesqueleto não robotizado, dividido em duas partes
- A parte inferior do equipamento (KAFO) com suporte de tronco rígido
SISTEMA WALKAIDE
O Walkaide é destinado para o pé caído em pacientes com danos nas vias ou neurônios motores 
superiores (cérebro ou medula).
INDICAÇÕES:
– Acidente Vascular Cerebral (AVC)
– Esclerose Múltipla
– Lesão Medular Incompleta
– Traumatismo Craniano
– Tumor no Sistema Nervoso Central
– Paralisia Cerebral
https://adpostural.com.br/vendas-de-walkaide-system-em-itajai/
SISTEMA WALKAIDE
SISTEMA WALKAIDE
SISTEMA WALKAIDE
https://www.youtube.com/watch?v=6V3B1MoXZ90
https://www.youtube.com/watch?v=6V3B1MoXZ90
VAMOS PRATICAR
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 4 – ÓRTESES QUADRIL, 
JOELHO, TORNOZELO PÉ
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
VAMOS PRATICAR
SOBRE A AULA PASSADA!
COMEÇANDO COM OS TERMOS
Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das articulações ou seguimentos corporais 
envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose).
VAMOS FAZER A LEITURA!
Carvalho, José André. Órteses: um recurso terapêutico 
complementar. 2ª ed., Barueri: Manole. 2013. p 37-48.
Capítulo 3 - Componentes para órteses de membros inferiores
Disponível em: SIA – BIBLIOTECAS - MINHA BIBLIOTECA
APÓS A LEITURA:
1A- Diferença do tornozelo livre e fixo
2B- Articulação livre do tornozelo: diferença entre 
movimento limitado e movimento assistido
3C- Joelho: particularidades e articulação livre
4-D Joelho: trava em anel
5E- Joelho: trava Suíça
6F- Joelho: trava em gatilho e trava eletrônica
7F- Quadril
• DIVISÃO EM 7 GRUPOS
• FAZER A LEITURA 
• PREPARAR A EXPLICAÇÃO DE
Usem o capítulo, busquem
outros materiais, preparem
uma breve apresentação!
A- JOÃO PEDRO CADAMURO
B- WELLINGTON VALENTIM
C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS
D- EDUARDO FORTES
E- HENRIQUE GABRIEL
F- TAINÁ FRANCISQUINI 
LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO
LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO
A- JOÃO PEDRO CADAMURO
B- WELLINGTON VALENTIM
C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS
D- EDUARDO FORTES
E- HENRIQUE GABRIEL
F- TAINÁ 
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 5 – ÓRTESES QUADRIL, 
JOELHO, TORNOZELO PÉ
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
COMEÇANDO COM OS TERMOS
Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das articulações ou seguimentos corporais 
envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose).
VAMOS FAZER A LEITURA!
Carvalho, José André. Órteses: um recurso terapêutico 
complementar. 2ª ed., Barueri: Manole. 2013. p 37-48.
Capítulo 3 - Componentes para órteses de membros inferiores
Disponível em: SIA – BIBLIOTECAS - MINHA BIBLIOTECA
APÓS A LEITURA:
1A- Diferença do tornozelo livre e fixo
2B- Articulação livre do tornozelo: diferença entre 
movimento limitado e movimento assistido
3C- Joelho: particularidades e articulação livre
4-D Joelho: trava em anel
5E- Joelho: trava Suíça
6F- Joelho: trava em gatilho e trava eletrônica
7F- Quadril
• DIVISÃO EM 7 GRUPOS
• FAZER A LEITURA 
• PREPARAR A EXPLICAÇÃO DE
Usem o capítulo, busquem
outros materiais, preparem
uma breve apresentação!
A- JOÃO PEDRO CADAMURO
B- WELLINGTON VALENTIM
C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS
D- EDUARDO FORTES
E- HENRIQUE GABRIEL
F- TAINÁ FRANCISQUINI 
LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO
CONTINUANDO!
ÓRTESES ESTÁTICAS E DINÂMICAS
ESTÁTICAS 
Visam prover suporte a áreas do corpo e não têm partes móveis
DINÂMICAS 
Visam imobilizar algumas regiões e têm uma ou mais partes móveis. 
ÓRTESES ESTÁTICAS E DINÂMICAS
ESTÁTICAS 
Visam prover suporte a áreas do corpo e não têm partes móveis
DINÂMICAS 
Visam imobilizar algumas regiões e têm uma ou mais partes móveis. 
ÓRTESES - CLASSIFICAÇÃO
ÓRTESES
ÓRTESES
ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958
AULA 6 
ÓRTESES DE PESCOÇO E COLUNA
Profª Theda Manetta da Cunha Suter
Colar Cervical
• São flexíveis ou semi-rígidas. 
• Envolvem o pescoço, lembrando ao usuário para 
evitar movimentos bruscos. 
• Mantém o calor, evitando espasmos musculares. 
• INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, 
traumatismos leves, artroses, artrites, torcicolos e 
afecções da coluna cervical
R$ 12,95
Colar Cervical de THOMAS
• Envolve o pescoço, lembrando ao usuário para 
evitar movimentos bruscos. 
• Mantém o calor, evitando espasmos musculares.
• Mais flexível, permite o movimento de flexão 
controlada. 
• INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, 
traumatismos leves, artroses, artrites, torcicolos e 
afecções da coluna cervical
R$ 92,95
Colar Cervical com Apoio Mentoniano
• FUNÇÃO: Proporcionar um maior suporte para a 
cabeça devido ao apoio mentoniano (para o 
queixo) para reduzir o movimento e assim limita o 
movimento de flexão cervical.
• INDICAÇÕES: Artrite reumatóide, artroses, 
torcicolos, traumatismos, pós operatórios 
ortopédicos ou neurológicos de coluna cervical e 
afecções da coluna cervical.
R$ 98,00
Colar Cervical Philadelphia
• FUNÇÃO: Imobilizar a região cervical a 
fim de proporcionar maior estabilidade, 
controle nos movimentos de flexão, 
extensão e rotação cervical.
• INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, 
fratura, pós operatórios, traumatismos, 
artroses, artrites, torcicolos e afecções 
da coluna cervical. R$169,20
Colar Cervical Philadelphia
Colar Miami
• FUNÇÃO: Imobilizar a região
cervical a fim de proporcionar
maior estabilidade, controle nos
movimentos de flexão, extensão e
rotação cervical.
• INDICAÇÕES: Cervicalgia com
irradiação, fratura, pós operatórios,
traumatismos, artroses, artrites,
torcicolos e afecções da coluna
cervical.
R$ 522,00
Colete de Minerva
FUNÇÃO: Imobilizar a região cervical a
fim de proporcionar maior estabilidade,
controle nos movimentos de flexão,
extensão e rotação cervical.
Possui componentes de tração cervical
INDICAÇÕES: Cervicalgia com
irradiação, fraturas (principalmente por
compresssão, pós operatórios,
traumatismos, artroses, artrites,torcicolos
e afecções da coluna cervical.
R$ 555,00
Colete de Minerva
Cervical Brace
Halo
É o único invasivo, é como uma fixação
externa colado sob cirurgia.
São feitos dois furos na calota craniana
anteriormente e posteriormente,
(parafuso), sendo usado somente em
casos de fraturas graves, principalmente
altas (c1 e c2, dente do áxis).
Possui componente de tração, o paciente
geralmente está no leito.
Colete Halo West
• FUNÇÃO: Tem como função imobilizar a
coluna cervical, com inúmeras
vantagens sobre os demais modelos,
pois permite que o paciente possa se
locomover e trabalhar normalmente,
não exigindo uma imobilização no leito.
•
INDICAÇÕES: Fraturas cervicais altas
(fraturas cervicais com ou sem luxação,
pós operatório de artrodese cervical.
ÓRTESE CÉRVICO-TÓRACO-LOMBO-SACRA
OCTLS
ÂNGULO DE COBB DE 25 A 45º
Colete de Milwaukee
• FUNÇÃO:. Promove a correção e estabilidade
dos componentes articulares da coluna
vertebral a fim de bloquear e reduzir a
progressão das alterações posturais.
• INDICAÇÕES: Curvaturas escolióticas de 20 a
40 graus, e ou escolioses com angulação de 40
a 60 graus caso o paciente não aceite a
realização da cirurgia ou tenha impossibilidade
de realizá-la; em hipercifoses posturais, doença
de Scheuermann e hiperlordoses.
Colete de Boston
• FUNÇÃO: Estabilizar a coluna vertebral, 
corrigir e manter as curvas escolióticas com 
ápice abaixo de T7 ou cifoses dorsais com 
ápice em T8 mediante compressão e contra 
rotação da coluna vertebral.
• INDICAÇÃO: Alterações posturais como 
escolioses, cifoses e hiperlordoses, fraturas 
torácicas ou lombares e pós cirúrgicos, 
melhora do esquema e imagem corporal
Colete de Boston
Bivalvado
• FUNÇÃO: Proporcionar o maior grau
de controle sendo ajustável a
possíveis mudanças. Este estilo
permite uma maior facilidade de
colocação e é usado muitas vezes em
casos de pós operatórios.
• INDICAÇÃO: Esta órtese é indicada
em casos de pós operatório de
cirurgias lombares, hérnias discais,
lombalgia, fratura por compressão,
espondilolistese, desordens
degenerativas de disco.
OLS com sobreposição Anterior
• FUNÇÃO: Oferece ótima
ajustabilidade sem comprometer a
integridade da função pretendida.
Este método de tratamento é
habitualmente escolhido em casos de
presença de lombalgia.
• INDICAÇÃO: É indicado para
espondilolistese, fusão lombar,
desordens degenerativas de disco,
laminectomias, injurias de esporte,
fraturas por compressão, espondilites.
Órtese Jewett
• FUNÇÃO: Permite que a coluna lombar
permaneça em lordose, sendo utilizado
dessa forma para controle da flexão.
• INDICAÇÕES: Pacientes com postura
cifótica,, osteocondrites, osteoporose,
osteoartrite vertebral, fratura pequenas
de vértebra torácica ou lombar sem
comprometimento neurológico.
Órtese Jewett
OTLS com apoio esternal para controle 
de flexão
• FUNÇÃO: Esta órtese de perfil baixo
apresenta uma barra de alumínio e
reforços posteriores a fim de criar uma
órtese altamente ajustável. O paciente
pode mascarar esta órtese com sua
roupa aumentando assim o uso diurno.
• INDICAÇÃO: Cifose de Sheuermann,
cifose estrutural leve, estabilização
postural e cifoescoliose.
Órtese para controle de flexão
(colete três pontos)
• FUNÇÃO: Permitir que a coluna lombar
permaneça em lordose, a fim de manter uma
postura ereta e evitando a flexão.
• INDICAÇÕES: Indivíduos que não podem
utilizar o colete de Jewett, como em casos de
busto volumoso ou que utilizam bolsa de
colostomia. Pacientes com postura cifótica,
osteoporose, osteoartrite vertebral, fratura
de vértebra torácica ou lombar (corpo) sem
comprometimento neurológico.
OLS Putty
(colete de contenção lombossacra)
• FUNÇÃO: Realizar o suporte local, diminuir a
mobilidade da região lombossacra e
compressão abdominal transmitida nos
sentidos ântero-posterior, superior e inferior e
laterais resultando num alívio local.
• INDICAÇÕES: Contraturas paravertebrais pós-
traumáticas, artroses, hérnias discais sujeita a
cirurgia ou não, espondilolistese, estabilização
no tronco do lesado medular, lombalgias,
lombociatalgias, osteoropose avançada,
fraturas osteoporóticas e trauma local.
Faixa ou Tensor
Abdominal
• Função: Aumento da PIA,
limitação do movimento e
melhora da estabilidade.
• Indicação: Lombalgia,
hérnia de disco, cirurgias
abdominais e
lipoaspirações.
Tensor
Abdominal com alça

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