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ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 7 DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA Profª Theda Manetta da Cunha Suter INDICAÇÕES ✓ auxiliar a marcha ✓ prevenir quedas ✓ reduzir a sobrecarga articular ✓ melhorar o controle motor (fornecer feedback sensorial adicional) ✓ auxiliar nos cuidados de pacientes com leve dependência. DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA Por outro lado, estudos apontam que o uso de DAM está associado a um risco aumentado de quedas CUIDADOS ✓ utilização inadequada ✓ mau estado ✓ dimensões incorretas do dispositivo ✓ erros na prescrição do tipo de DAM DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA Por outro lado, estudos apontam que o uso de DAM está associado a um risco aumentado de quedas PRSCRIÇÃO A prescrição de um dispositivo adequado depende de avaliação ✓ condição neuromotora (força e resistência muscular à fadiga), ✓ controle postural (equilíbrio e postura), ✓ função cognitiva, ✓ condicionamento cardiorrespiratório ✓ as próprias exigências ambientais do indivíduo. ✓ a presença ou não de dor, sua causa, local e se é uni ou bilateral. ✓ Da carga suportada pelo dispositivo prescrito DISPOSITIVOS AUXILIARES DA MARCHA 5 O treino ◼ Garantir segurança contra eventuais quedas ◼ Aumentar gradualmente repertório de uso (situações diversas) ◼ reduzir gradualmente a assistência ▪ O fisioterapeuta não pode facilmente e precisamente determinar a real carga que o paciente descarrega no membro inferior afetado (YOUDAS, 2005). MULETAS Transferência de peso de 50% Deambulação funcional (LI et al., 2001). Ajuste individual: ◼ Alça de mão: 25-30º- Flexão de cotovelo ◼ Em pé: as pontas das muletas a 15-20 cm p/ frente e lados ◼ Travessa axilar 3cm (2 dedos aprox) da axila ◼ Travessa c/ inclinação = costelas ◼ Travessa não recebe descarga de peso TIPOS ◼ Axilares (padrão) ◼ Canadenses (Lofstrand) Padrões de marcha com muletas ◼ Diferem em termos de gasto energético, descarga de peso, base de apoio e velocidade. São escolhidos de acordo com: o equilíbrio as condições de sustentação de peso a coordenação de movimentos a força muscular ▪ LEHMANN, 1994. Tipos de marchas c/ muletas ◼ Marcha de 4 pontos ◼ Marcha de 3 pontos ◼ Marcha de 2 pontos: Marcha de ½ balanço (sem ultrapassagem) Marcha de balanço total (com ultrapassagem) Marcha de 4 pontos ◼ Máximo de assistência ao equilíbrio ◼ Lenta e estável Marcha de 3 pontos ◼ Para paciente com capacidade de suporte de peso em apenas 1 membro inferior Marcha de 2 pontos ◼ ~ marcha normal ◼ Menos estável que 4 pontos ½ balanço e balanço total Como ensinar o paciente a... com a muleta ◼ Sentar-se e levantar ◼ Subir escadas - a perna sadia inicia o movimento ◼ e descer escadas – a perna afetada desce primeiro Desvantagens da muleta ◼ Menos estáveis que o andador ◼ O uso indevido provoca lesão do nervo axilar e outras estruturas adjacentes à axila (LEHMANN, 1994; YOUDAS et al., 2005). ◼ Exigem bom controle de tronco e fm de mmss ◼ As muletas axilares limitam o uso funcional das mãos; as canadenses permitem parcial uso das mãos Bengalas ◼ base menor do que outros dispositivos ◼ reduzem carga e demanda sobre o membro inferior no máximo em 25% ◼ informação sensitiva adicional ◼ flexão de cotovelo de 25-30º. ◼ ponta de borracha de sucção, + ou – 2,5 cm ◼ comprimento total = d trocanter maior até calcâneo/sapato (LEHMANN, 1994). É usada normalmente em pacientes idosos em uma fase em que a fratura já está estável, no entanto, o paciente ainda não tem segurança suficiente para andar sozinho. Tipos ◼ Simples ◼ De 3 pontos ◼ De 4 pontos (quadrilátera) variações: ◼ Pega em C ◼ pega funcional ◼ h ajustável ◼ Material Madeira Alumínio Obs: Segundo Hoppenfeld e colaboradores (2001) a bengala deve ser usada e segurada pela mão oposta ao lado fraturado, e avançada simultaneamente com o membro fraturado. Uso da bengala ◼ É o dispositivo menos eficaz da minimizar descarga de peso em membros inferiores (YOUDAS et al, 2005) ◼ bengala na mão oposta ao membro inferior afetado - um método efetivo na redução da demanda para os m. abdutores do quadril (NEUMANN1998). ◼ Apoio limitado devido a base pequena Andadores ◼ Assistência máxima no equilíbrio Tipos ◼ Hemiandador ◼ Posterior ◼ Convencional Variações: ◼ Articulado ◼ h regulável ◼ Rolantes ◼ Com plataforma acoplada Uso do andador ◼ Marcha com sustentação parcial de peso: andador - projetado à frente a uma distância aproximada de um braço membro inferior afetado membro inferior não afetado ultrapassa o membro afetado (JOYCE et al., 1991; YOUDAS et al., 2005). ◼ Marcha com apoio nos membros inferiores: andador - projetado à frente a uma distância aproximada de um braço membro inferior (o afetado ou não) com apoio total ao chão; o outro membro inferior ultrapassa o primeiro e também é apoiado totalmente ao chão (O’SULLIVAN, 2004). Desvantagens do andador ◼ Difícil transporte e armazenagem ◼ Limitações de se usar em escadas ◼ Reduz velocidade da marcha ◼ Impossibilita padrão normal de marcha ◼ Eliminam o balanço “fisiológico” dos braços ▪ (O’SULLIVAN, 2004). Treino... ◼ Instrução verbal? visual? ◼ Feedback com aparatos (plataforma de força, balanças, sensores em palmilhas com sinais sonoros)? Fontes: 28 Órteses para mão e membro superior Marisa de Cássia Registro Fonseca RCG 3004 Prótese e órtese 2020 Reabilitação da mão e membro superior Área de atuação fisioterapêutica •Musculoesquelético •Neuromuscular •Tegumentar •Avaliação •Intervenção (FUUJOH�&WJEFODF�JOUP� )BOE�5IFSBQZ�1SBDUJDF� (FUUJOH�&WJEFODF�JOUP�)BOE�5IFSBQZ�1SBDUJDF� 8]g^hi^cV�?ZgdhX]"=ZgdaY�9^e8DI!�BHX!�E]9���HX]dda�d[�6aa^ZY�=ZVai]�Egd[Zhh^dch!�Jc^kZgh^in�d[�:Vhi�6c\a^V!�Cdgl^X]!�J@ 7VgWVgV�HiZlVgY�I9^e8DI!�76!�B6!�E]9��H]Z[Ã�ZaY�=VaaVb�Jc^kZgh^in!�H]Z[Ã�ZaY!�J@ =ZVai]�egd[Zhh^dcVah�VgZ�ZmeZXiZY�id�Zc\V\Z�l^i]�Zk^YZcXZ"WVhZY�egVXi^XZ!�nZi� d[iZc�i]Z�egdXZhh�hZZbh�jcXaZVg�VcY�dcan�eVgi^Vaan�jcYZgiV`Zc#�I]^h�eVeZg�d[[Zgh� V�\j^YZ�id�adXVi^c\�Zk^YZcXZ�[dg�egVXi^XZ#�>i�^aajhigViZh�i]Z�cZZY�[dg�[jaa�WgZVYi]� VcY�YZei]�^c�hZVgX]^c\�VcY�VeegV^hVa!�VcY�i]Z�Veea^XVi^dc�cZZYZY�id�ZchjgZ� i]Vi�i]ZgVen�^h�^c[dgbZY�Wn�WZhi�VkV^aVWaZ�gZhZVgX]�VcY�^h�i]Zc�^ciZ\gViZY�l^i]� egd[Zhh^dcVa�h`^aa�VcY�_jY\ZbZci#�I]Z�egdXZhh�d[�Zk^YZcXZ"WVhZY�egVXi^XZ�^h� ^aajhigViZY�i]gdj\]�V�XVhZ�hijYn�id�YZbdchigViZ�]dl�i]Z�jhZ�d[�WZhi�Zk^YZcXZ�]Vh� id�WZ�iV^adgZY�VcY�cZ\di^ViZY�l^i]�i]Z�Xa^Zci�id�bZZi�i]Z^g�cZZYh�VcY�egZ[ZgZcXZh#� I]Z�YncVb^X�cVijgZ�d[�Zk^YZcXZ"WVhZY�]VcY"i]ZgVen�egVXi^XZ�^h�ZmeadgZY#� >CIGD9J8I>DC � ]Z�XdcXZei�d[�Zk^YZcXZ"WVhZY�� � egVXi^XZ��:7E��^h�cdi�cZl!�Wji�i]Z� cZZY�id�WVhZ�YZX^h^dch�VWdji�i]Z�XVgZ�d[� ^cY^k^YjVa�eVi^Zcih�dc�i]Z�WZhi�VkV^aVWaZ� Zk^YZcXZ�^h�cdl�eVgVbdjci�^c�V�Xa^bViZ� d[�Ã�c^iZ�gZhdjgXZh#�I]Z�^bedgiVcXZ�VcY� gZaZkVcXZ�d[�:7E�id�]VcY�i]ZgVe^hih� lVh�]^\]a^\]iZY�^c�V�heZX^Va�^hhjZ�d[�i]Z� *OURNAL�OF�(AND�4HERAPY���'%%)!�kda�&,!�cd� '�!�i]Vi�lVh�YZY^XViZY�id�i]^h�ide^X# I]Z�bdhi�l^YZan�X^iZY�YZÃ�c^i^dc�d[�:7E� hiZbh�[gdb�9Vk^Y�HVX`Zii!�[djcYZg�d[� i]Z�Dm[dgY�8ZcigZ�[dg�:k^YZcXZ"WVhZY� BZY^X^cZ/ »:k^YZcXZ"WVhZY�]ZVai]XVgZ�PegVXi^XZR�^h� i]Z�XdchX^Zci^djh!�Zmea^X^i�VcY�_jY^X^djh� jhZ�d[�XjggZci�WZhi�Zk^YZcXZ�^c�bV`^c\� YZX^h^dch�VWdji�i]Z�XVgZ�d[�^cY^k^YjVa� eVi^Zcih#�>i�bZVch�^ciZ\gVi^c\�^cY^k^YjVa� Xa^c^XVa�ZmeZgi^hZ�l^i]�i]Z�WZhi�VkV^aVWaZ� ZmiZgcVa�Zk^YZcXZ�[gdb�hnhiZbVi^X� gZhZVgX]¼��3ACKETT�ET�AL������# :7E�]Vh�d[iZc�WZZc�^aajhigViZY�Vh� Vc�^ciZgVXi^dcVa�bdYZa��"URY���-EAD� �����!�XdbedhZY�d[�i]Z�eVi^Zci¼h� cZZYh!�egZ[ZgZcXZh�VcY�kVajZh0�i]Z� i]ZgVe^hi¼h�egd[Zhh^dcVa�ZmeZgi^hZ!�h`^aa� VcY�_jY\ZbZci�VcY�i]Z�WZhi�VkV^aVWaZ� Zk^YZcXZ�^c�i]Z�[dgb�d[�g^\dgdjh�gZhZVgX]� �hZZ�;^\jgZ�&�#�I]Z�bdYZa�YdZh�cdi�^bean� V�]^ZgVgX]n!�gVi]Zg�Vc�^ciZ\gVi^dc�d[�i]ZhZ� i]gZZ�hdjgXZh�d[�Zk^YZcXZ!�l]^X]�YZÃ�cZh� :7E�Vh�Vc�VXi^k^in�i]Vi�gZfj^gZh�XVgZ[jaan� WVaVcXZY�_jY\ZbZcih�id�WZ�bVYZ�VWdji� i]Z�jhZ�VcY�^ciZ\gVi^dc�d[�ZVX]�d[�i]ZhZ�hdjgXZh�d[�^c[dgbVi^dc#�I]^h�eVeZg�YdZh� cdi�hZZ`�id�d[[Zg�V�XdbegZ]Zch^kZ�\j^YZ� id�hZVgX]^c\�VcY�VeegV^h^c\�gZhZVgX]� Vh�i]ZgZ�VgZ�bVcn�ZmXZaaZci�Vgi^XaZh� VcY�iZmih�lg^iiZc�dc�i]^h�hjW_ZXi#�6� a^hi�d[�i]ZhZ�^h�egdk^YZY�Vi�i]Z�ZcY�d[� i]Z�Vgi^XaZ��hZZ�6eeZcY^m�>�#�>chiZVY�^i� X]Vgih�i]Z�egdXZhh�d[�^YZci^[n^c\�VcY� ^ciZ\gVi^c\�Y^[[ZgZci�hdjgXZh�d[�Zk^YZcXZ!� l]^X]�^cXajYZ�eVi^Zci�egZ[ZgZcXZh�VcY� Xa^c^XVa�ZmeZgi^hZ�VcY�d[�Veean^c\�i]ZhZ� id�egVXi^XZ�i]gdj\]�i]Z�jhZ�d[�V�XVhZ� hXZcVg^d#�7n�ZmVb^c^c\�ZVX]�XdbedcZci� d[�:7E�VcY�]dl�Y^[[ZgZci�hdjgXZh�d[� »Zk^YZcXZ¼�XVc�WZ�Veea^ZY�id�Vc�^cY^k^YjVa� eVi^Zci!�i]Z�gZVYZg�^h�^ck^iZY�id�Xdch^YZg� dg�gZXdch^YZg�i]Z^g�dlc�h`^aah!�`cdlaZY\Z� VcY�ZmeZgi^hZ�^c�hZVgX]^c\!�hZaZXi^c\!� VeegV^h^c\�VcY�Veean^c\�Y^[[ZgZci�[dgbh� d[�Zk^YZcXZ�id�egVXi^XZ#� K><C:II: Idb�^h�V�()"nZVg"daY�hZa["ZbeadnZY� XVW^cZi�bV`Zg#�=Z�^h�V�h`^aaZY�XVgeZciZg� l^i]�V�hiZVYn�Wji�cdi�ValVnh�XZgiV^c� ^cXdbZ#�=Z�a^kZh�^c�V�[Vgb]djhZ�l^i]� ldg`h]deh�XdckZgiZY�[dg�]^h�Wjh^cZhh�^c� V�gjgVa�VgZV!�(%�b^aZh�cdgi]�d[�Cdidlc#� Idb�a^kZh�l^i]�6ccV!�]^h�eVgicZg�d[�i]gZZ� nZVgh�VcY�i]Zn�]VkZ�V�cZlWdgc�WVWn!� Bdaan!�l]d�^h�_jhi�h^m�lZZ`h�daY#�6ccV� ldg`h�Vh�V�iZVX]Zg�Wji�^h�XjggZcian�dc� bViZgc^in�aZVkZ#� Idb�^c_jgZY�]^h�]VcY�eaVn^c\�[ddiWVaa�Vi� i]Z�lZZ`ZcY#�=Z�lZci�id�i]Z�6XX^YZci� VcY�:bZg\ZcXn�9ZeVgibZci�Vi�i]Z� Cdidlc�Jc^kZgh^in�=dhe^iVa�l]ZgZ�]Z�lVh� Y^V\cdhZY�Vh�]Vk^c\�V�hbVaa�Vkjah^dc� [gVXijgZ�d[�i]Z�WVhZ�d[�i]Z�Y^hiVa�e]VaVcm� d[�]^h�g^\]i�g^c\�Ã�c\Zg!�Vahd�`cdlc�Vh� bVaaZi�Ã�c\Zg#�6c�d[["i]Z"h]Za[�HiVX`� hea^ci�lVh�Veea^ZY�VcY�]Z�]Vh�WZZc�\^kZc� V�[daadl"je�Veed^cibZci�l^i]�i]Z�]VcY� i]ZgVe^hi# 6h�Vc�ZmeZg^ZcXZY�]VcY�i]ZgVe^hi�ndj� bVn�VagZVYn�]VkZ�[dgbjaViZY�V�eaVc�dc� ]dl�Idb�h]djaY�WZ�bVcV\ZY�Wji�i]ZgZ� VgZ�Vahd�bVcn�fjZhi^dch�i]Vi�cZZY�id�WZ� edhZY�VcY�VYYgZhhZY#�;dg�ZmVbeaZ!� �� h]djaY�i]Z�HiVX`�hea^ci�WZ�gZeaVXZY� l^i]�V�Xjhidb"bVYZ�i]ZgbdeaVhi^X� hea^ci4� �� ]dl�adc\�h]djaY�Idb�WZ�lZVg^c\�]^h� hea^ci4� �� l]Vi�[VXidgh�XdjaY�V[[ZXi�]^h� VY]ZgZcXZ�id�igZVibZci4� �� ]dl�Yd�ndj�^ckdakZ�Idb�^c�]^h� igZVibZci4 I]Z�Ã�ghi�hiZe�id�VchlZg^c\�i]ZhZ�fjZhi^dch� ^h�id�ZmVb^cZ�i]Z�ZmiZgcVa�VkV^aVWaZ� Zk^YZcXZ�YZg^kZY�[gdb�]^\]"fjVa^in� fjVci^iVi^kZ�dg�fjVa^iVi^kZ�gZhZVgX]# I 1"(&�����5IF�#SJUJTI�+PVSOBM�PG�)BOE�5IFSBQZ�4QSJOH������7PM����/P�� EVi^Zci�cZZYh�VcY egZ[ZgZcXZh Egd[Zhh^dcVa�ZmeZgi^hZ! h`^aa�VcY�_jY\ZbZci I]Z�WZhi�VkV^aVWaZ ZmiZgcVa�Zk^YZcXZ ;^\jgZ�&/�:k^YZcXZ"WVhZY�egVXi^XZ Jerosch-Herold, 2006 Reabilitação da mão e membro superior Programa terapêutico • Manejo da cicatriz • Modulação da dor • Controle de edema • Ganho ADM • Trofismo/ tônus muscular • Funcionalidade • Diversos recursos fisioterapêuticos • Órteses/ próteses Handoll et al. 2003, Smidt et al. 2005; Skirven et al, 2011, Brody, 2012 Sultana et al. 2013; Taylor et al. 2014 Órtese • Definição • Objetivos/indicações • Influência das órteses nas propriedades do tecido conjuntivo • Processo de cicatrização dos tecidos e indicações da órteses • Propriedades mecânicas das órteses • Princípios da prescrição e cuidados • Classificação • Exemplos Órtese • Definição: dispositivo aplicado externamente a um segmento para modificar as características estruturais e funcionais do sistema musculoesquelético (sinônimos= splint, brace) • Recurso terapêutico complementar Portaria SAS/MS n.661, 02/12/2010(CBO: FT/TO) • Diversos modelos • Diferentes Materiais McKee, 1998 Fess, 2002 Burtner et al, 2008 May & Lockard, 2011 Skirven et al. 2011 Schwartz, 2012 Marcolino et al.,2015 Fess, 2002 ed b y m ul tip le p ai rs o f to o- lo ng , sp ri ng y, n ar ro w w oo de n sl at s. W he n in p la ce o n th e lo w er l eg , th is sp lin t di st ra ct ed t he f ra ct ur e an d br ou gh t th e bo ne s ba ck in to a lig nm en t. In m ed ie va l tim es ( 10 00 A .D .), u se o f pa lm -b ra nc h ri bs a nd c an e ha lv es f or s pl in tin g co nt in ue d. P la st er - lik e su bs ta nc es w er e m ad e fr om f lo ur d us t an d eg g w hi te s, a nd v eg et ab le c on co ct io ns w er e m ad e of g um - m as tic , c la y, p ul pe d fig , a nd p op py le av es . T he A zt ec s (1 40 0 A .D .) m ad e us e of w oo de n sp lin ts a nd l ar ge le av es h el d in p la ce b y le at he r st ra ps o r re si n pa st e. 40 A lth ou gh m os t an ci en t s pl in ts w er e ap pl ie d to im m o- bi liz e, H ip po cr at es ’ t ib ia l d is tr ac tio n de vi ce is a c le ar ex am pl e of a m ob ili za tio n sp lin t. M ov in g fo rw ar d in t im e, w ith t he i nt ro du ct io n of gu np ow de r in c om ba t, Eu ro pe an a rm or m ak er s w er e fo rc ed t o se ek o th er a ve nu es f or t he ir a rm or f ab ri ca t- in g sk ill s. B ra ce fa br ic at io n w as a c le ar a lte rn at iv e fo r th es e ex pe rt s, w ith t he ir k no w le dg e of m et al w or k, ex te ri or a na to m y, a nd te ch ni ca lit ie s of jo in t a lig nm en t. By 1 51 7, j oi nt c on tr ac tu re s w er e tr ea te d w ith t ur n- bu ck le a nd s cr ew -d ri ve n m et al s pl in ts a pp ro pr ia te ly du bb ed “ ap pl ia nc es fo r cr oo ke d ar m s” (F ig ur e 2) . Th e fir st o ne -p ag e sp lin t m an ua l m ay h av e be en w ri tte n in 1 59 2, b y H ie ro ny m us F ab ri ci us , a s ur ge on , w ho d ev is ed a n ill us tr at ed c om pi la tio n of a rm or - ba se d sp lin ts t o tr ea t co nt ra ct ur es o f al l pa rt s of t he bo dy ( Fi gu re 3) . In F ra nc e an d En gl an d, f ro m t he 17 50 s to th e 18 50 s, s ur ge on s w or ke d cl os el y w ith th ei r fa vo ri te a pp lia nc e m ak er s, o r “m ec ha ni cs ,” t o de si gn an d bu ild c us to m b ra ce s an d sp lin ts . A .M . D el ac ro ix , a hi gh ly r eg ar de d Fr en ch a pp lia nc e m ak er , u se d th in m et al s tr ip s as m ob ili za tio n as si st s in h is b ra ce s. A lth ou gh p la st er o f P ar is w as u se d in 9 70 in P er si a, it w as n ot a cc ep te d un til th e m id -1 80 0s in E ur op e or sl ig ht ly l at er i n A m er ic a, w he re i t w as v ie w ed w ith di sf av or b y in flu en tia l s ur ge on s. E ar ly d is ad va nt ag es in cl ud ed p ro lo ng ed s et -u p tim e an d la ck o f a s ui ta bl e la tt ic in g fa br ic . By 1 88 3, s ur ge on s an d ap pl ia nc e m ak er s ha d be co m e fie rc el y co m pe tit iv e, w ith s ur ge on s fe el in g th at a pp lia nc e m ak er s w er e on ly “ us ef ul i f ke pt i n th ei r pl ac e. ” Th e su rg eo n/ ap pl ia nc e- m ak er s ch is m de ep en ed a nd t he t w o pa rt ie s di ve rg ed , be co m in g in de pe nd en t fa ct io ns f or b ra ce f ab ri ca tio n. B ot h di s- ci pl in es h ad ta le nt ed d ev ot ee s. In 1 88 8, F . G us ta v Er ns t, an a pp lia nc e m ak er , p ub - lis he d a bo ok 44 de sc ri bi ng a nd i llu st ra tin g so ph is ti- ca te d sp lin ts f or t re at in g up pe r ex tr em ity p ro bl em s. Th es e in cl ud ed a s pl in t to s up po rt a p ar al yz ed a rm us in g a co m bi na tio n of g un -lo ck a nd c en tr ifu ga l sp ri ng s; a s up in at io n sp lin t w ith b al l-a nd -s oc ke t sh ou ld er m ov em en t, w ith a s et s cr ewto p re ve nt ro ta - tio n, r ac k- an d- pi ni on e lb ow e xt en si on , an d a tw o- pi ec e fo re ar m tr ou gh w ith ro ta tio n ra tc he t m ov em en t fo r su pi na tio n; a r ac k- an d- pi ni on e lb ow a nd w ri st fle xi on c on tr ac tio n sp lin t w ith r at ch et m ov em en t w ri st r ot at io n; a s pr in g- dr iv en w ri st s pl in t fo r w ri st pa ra ly si s. It a ls o in cl ud ed , f or D up uy tr en ’s d is ea se , a ra ck -a nd -p in io n fin ge r ex te ns io n sp lin t, a si ng le f in - ge r ex te ns io n fla t sp ri ng s pl in t, a pa lm ar r et en tio n sp lin t, an d a pi st ol -s ha pe d sp lin t f or s lig ht c as es . A pr il– Ju ne 20 02 99 FI G U R E 1. Ex te ns io n im m ob il iz at io n sp li nt , ty pe 0 (1 ). Th is an ci en t Eg yp ti an sp lin t fo r a fr ac tu re da te s fr om 27 50 –2 62 5 B. C . (F ro m B ri tis h M ed ic al J ou rn al , M ar ch 1 90 8. R ep ri nt ed f ro m A m er ic an A ca de m y of O rt ho pa ed ic S ur ge on s: O rth op ae di c A pp lia nc es A tla s, vo l. 1. A nn A rb or , M ic h. : J.W . Ed w ar ds , 1 95 2. ) N O TE :T he sp lin t n am es sh ow n in b ol d ita lic s i n th e l eg en ds a re th e of fic ia l na m es a ss ig ne d by t he A SH T Sp lin t C la ss ifi ca tio n Sy st em 1 an d m ay i nc lu de t he f ol lo w in g ab br ev ia tio ns : C M C , ca rp om et ac ar pa l j oi nt ; D IP , d is ta l i nt er ph al an ge al jo in t; IP , i nt er - ph al an ge al j oi nt ; M P, m et ac ar po ph al an ge al j oi nt ; P IP , p ro xi m al in te rp ha la ng ea l j oi nt . FI G U R E 2. El bo w e xt en si on m ob ili za ti on s pl in t, ty pe 0 (1 ). A t ur nb uc kl e pr ov id es i nc re m en ta l ad ju st m en ts i n th is 1 51 7 sp lin t. (R ep ri nt ed fr om L eV ay D : T he H is to ry o f O rt ho pa ed ic s. Pa rk R id ge , N J: Pa rt he no n, 1 99 0. ) Órtese X Splint Objetivos/indicações da intervenção através das órteses • Proteção- restringir ou prevenir movimentos articulares, prevenir deformidades articulares, auxílio manejo da dor, favorecer a cicatrização de tecidos moles, auxílio na estabilização óssea após consolidação da fratura • Correção- auxílio nas correções de retrações e contraturas articulares, sub-luxação de articulações e tendões, controle do tônus muscular/espasticidade • Auxílio na função- auxiliar o movimento das articulações durante as atividades funcionais quando os músculos estão fracos ou paralisados; reduzir o tônus muscular de músculos espásticos visando promover mobilidade articular e reequilíbrio muscular McKee, 1998; Fess, 2002; Skirven et al. 2011, Marcolino et al. 2015 Processo de prescrição Órtese entrevista Paciente Exame físico Registros Avaliação funcional Avaliação Identificar May, Lockard, 2011 Classificação Internacional Funcionalidade (CIF) doença deficiência Limitação funcional Restrições na atividade e participação Identificar metas funcionais Hipotetizar métodos intervenção Objetivos paciente ÓRTESE? Outras intervenções Propriedades do Tecido Conjuntivo üHistologia § Tendões, ligamentos, cápsula articular e derme § Fibras de colágeno + fibras elásticas § Orientação das fibras: dependente de tensão § TENDÕES: forças unidirecionais > orientação paralela das fibras > alta força tênsil McKEE e MORGAN, 1998; GOODMAN e CHOUEKA, 2005 Propriedades do Tecido Conjuntivo üResposta à carga § Aplicação de forças causa deformação § Carga retirada dentro da amplitude elástica: retorno § Carga excede limite elástico: deformidade plástica McKEE e MORGAN, 1998, FESS et al, 2005 Propriedades do Tecido Conjuntivo üCrescimento e Reabsorção Tecidual § Estresse prolongado: crescimento (fibroblastos / síntese de colágeno) § Remoção da tensão: reabsorção (encurtamentos) McKEE e MORGAN, 1998, FESS et al, 2005 Resumindo... McKEE e MORGAN, 1998 Influência da Órtese nos tecidos ü Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e excursão de tendões ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas ü Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido McKEE e MORGAN, 1998 Influência da Órtese nos tecidos ü Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e excursão de tendões ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas ü Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido McKEE e MORGAN, 1998; SKIRVEN et al, 2011 Influência da Órtese nos tecidos ü Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e excursão de tendões ü Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas ü Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido McKEE and MORGAN, 1998 Cicatrização dos Tecidos Diegelmann e Evans, 2004; Chinchalkar, 2004 Cicatrização dos Tecidos ü Fase Inflamatória – primeiros dias § Tecidos lesados § Hemorragia § Resposta vascular e celular § Vasoconstricção transitória, seguida de vasodilatação § Edema § Remoção tecidos necróticos e corpos estranhos (fagocitose) § Pode haver contaminação ( bactérias) Órtese de PROTEÇÃO FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004 Cicatrização dos Tecidos ü Fase Inflamatória – primeiros dias Imobilização Promover cicatrização üSituações especiais §proteção e movimento precoce controlado (Passivo / Ativo) FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004 Cicatrização dos Tecidos ü Fase Proliferativa – 2 a 5 dias até 2 a 4 semanas § Fibroblastos migram para o local para síntese do tecido cicatricial § Tecido de granulação § Novos capilares § Aumento produção colágeno, diminuição presença fibroblastos Órtese de PROTEÇÃO ou MOBILIZAÇÃO (protegida / direcionada) FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004 Cicatrização dos Tecidos ü Fase Proliferativa – 2 a 5 dias até 2 a 4 semanas Influência na remodelagem cicatricial aplicação de forças controladas / baixa intensidade depósito e alinhamento do colágeno = maior força de tensão ü Movimento Ativo § depende tipo tecido, quantidade lesão, força reparo e estabilidade, tempo PO, fatores individuais FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004 Cicatrização dos Tecidos ü Fase de Remodelação – 2 a 4 sem até ... § Inicialmente: tecido cicatricial denso e com fibras colágenas aleatoriamente depositadas § Mudanças na forma, força e volume da cicatriz § Reorganização/ remodelação colágeno § Produção e reabsorção colágeno simultânea (multifatorial: ex. idade) Órtese de MOBILIZAÇÃO (aplicação de forças) FESS et al, 2005; DIEGELMANN e EVANS, 2004 Causas ADM (hipomobilidade) ( Encurtamento adaptativo ) Fatores: • imobilização prolongada de um segmento do corpo • Estilo de vida sedentário • Desalinhamento postural e Desequilíbrio muscular • Desempenho muscular comprometido (musculoesquelético ou neuromuscular) • Trauma de tecidos seguido de dor e inflamação • Deformidades congênitas ou adquirida Causas ADM ( perdas adaptativas ) • Encurtamento tecidos moles - limitação apenas parcial de movimento = retração • Contratura articular - encurtamento adaptativo da unidade musculotendinea e tecidos ao redor da articulação, com perda quase completa de movimento Chinchalkar et al,. 2004 ; Flowers, 2002 Strickland, in Fess, 2005 Retração contratura Retração contratura • Fibrose capsular • Aderência tendinosa • Tecido cicatricialna pele e subcutâneo Chinchalkar et al,. 2004 ; Strickland, in Fess, 2005 Teste subjetivo na ADM final “end feel” Classificação contraturas Kisner,2007 §Miotática redução adaptativa da unidade musculotendínea §Pseudomiotática hipertonicidade/ espasticidade / dor §Artrogênica aderências cartilagem articular, proliferação membrana sinovial, derrame articular/formação de osteófitos §Fibrótica alterações fibrosas no tecido conjuntivo periarticulares / músculos, podendo provocar a aderência /rigidez da cápsula articular §irreversível Fatores que interferem nas propriedades mecânicas dos tecidos conjuntivos • Alinhamento e orientação das fibras • Influência de diferentes padrões de entrelaçamento das moléculas de colágeno • Número e área transversa das fibras • Proporção colágeno e elastina • Temperatura tecido • Quantidade, duração e tipo de força aplicada Fisioterapia • Modalidades de calor • Mobilização miofascial dos tecidos moles • Mobilização articular • Técnicas de energia muscular • Exercícios ativos, passivos e resistidos • Uso de órteses (até 6 meses) • Paciente motivado Recursos fisioterapêuticos • Ganho ADM articular - Passiva - Ativa - Ativa-assistida - Resistida Mobilizações Órteses • Ganho flexibilidade muscular Alongamentos Órteses • Prevenção e manutenção ADM • Indicação como: modalidade corretiva • não realizar manipulações forçadas ® lesão (sangramento) ® novo processo cicatrização ® resultado ruim • Deve gerar forças suaves, lenta, persistente, tempo prolongado ( stress/tensão suave) nos tecidos moles periarticulares ß alterar qualidade do tecido cicatricial BRAND,1978; Fess, 2005, Skirven, 2011, Chinchalkar et al,. 2004 ; Marcolino et al. 2015 Princípios Mecânicos órteses Princípios Mecânicos ü Sistema de alavancas § Aplicação e direcionamento de forças § Equilíbrio FESS et al, 2005, Marcolino et al. 2015 Princípios Mecânicos üPressão § P = F/A § Conforto X Lesões McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005 Princípios Mecânicos ü Torque § Momento de força ( T = F x d ) § Tendência a causar rotação ao redor de um eixo § Braço de Alavanca > Vantagem Mecânica McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005 Considerações Importantes ü Contorno / Bordas ü Fixação ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005 Considerações Importantes ü Contorno / Bordas ü Fixação ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário McKEE e MORGAN, 1998 Considerações Importantes ü Contorno / Bordas ü Fixação ü Mobilizar / Imobilizar somente o necessário McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005 Pré-requisitos para indicação e confecção das órteses • Conhecimento da anatomia, biomecânica, cinesiologia e patologia • Avaliação físico-funcional • Escolha do material e modelo adequado • Conforto • Cosmética Considerações Anatômicas / Funcionais McKEE e MORGAN, 1998; FESS et al, 2005 Padrões de preensão • Preensão em gancho “segurar pasta” • Preensão cilíndrica “segurar copo” • Preensões ações • Preensão de mão fechada “segurar martelo” • Preensão esférica “segurar bola, maçã,etc” Kapandji, 2000 returning to their previous employment or activ- ities, and direct the reconstruction appropriately. Many classification schemes divide hand trauma into dorsal, volar, radial, and ulnar inju- ries [1,3]. When assessing the e!ects of mutilating trauma on hand mechanics, however, it may be easier to think of the hand as containing four func- tional units: (1) the opposable thumb; (2) the index and long finger, whose stable basal joints serve as fixed posts for pinch and power functions; (3) the ring and small finger, which represent the mobile unit of the hand; and (4) the wrist. It may also help to think of only two major forms of hand motion, as opposed to seven: thumb-finger pinch and digi- topalmar grip. Pinch requires preservation of the thumb unit and a stable post. If the patient is able to add a third digit to pinch, they can achieve more precision. Pinch function tends to be preserved when the median nerve is intact and the thumb and index-long units of the hand are salvageable. Without median nerve function, thumb sensation and thenar function are lost, making fine motor movements negligible. In comparison, ulnar nerve function and the ring-small finger unit are more important for digitopalmar grip, where flexion and sensation in the ulnar digits are essential. Thumb preservation is also important in power grasp to provide stability and control of directional forces. With these principles in mind this article now examines how digital loss a!ects hand function. The biomechanical impact of amputation Partial or complete amputations are present in most mutilating hand injuries. It has been recom- mended that immediate amputation be performed when four of the six basic digital parts (bone, joint, skin, tendon, nerve, and vessel) are injured [8,15– 20]. It is important to consider amputation in these situations because long-term sti!ness and pain in a salvaged digit can severely hamper the rehabilita- tion of the remaining hand. When performing an amputation, however, one should understand how digital loss impacts overall hand function. The thumb The functional importance of each digit has been debated. If one were to prioritize the digits to be saved following mutilating injury, the thumb, with its importance in prehension and in all forms of grasp, takes top priority [109]. It provides 40% of overall hand function in the uninjured setting [21–23]. Following mutilating trauma, when digits are missing or sti!, the thumb can account for greater than 50% of hand function [24]. Its unique- ness and versatility in humans is caused by the Fig. 5. Hook grip. Fig. 6. Power grasp. Fig. 7. Span grasp. 19S.L. Moran, R.A. Berger / Hand Clin 19 (2003) 17–31 Moran, Berger, 2003 Padrões de pinça Polegar- indicador • Ponta a ponta “agulha” • Polpa a polpa “borracha” • Lateral • “chave” Polegar-indicador-dedo médio • Três pontos “caneta” Kapandji, 2000 Mão e Membro superior Ombro Cotovelo Mão Funções: • Preensão ÞForças ÞDestreza e precisão • Sensibilidade • Expressão e comunicação McKee, 1998, Skirven et al, 2011 Kapandji, 2000; Novak,Mackinnon, 2005; Kisner,Colby, 2007 Confecção órteses • Princípios biomecânicos • Preparação do paciente • Posicionamento • Escolha material e modelo individualizado • Moldagem • Orientações específicas • Reavaliações McKee, 1998; Fess, 2005 May & Lockard, 2011; Skirven et al. 2011 Moldagem órteses • Eficácia • Conforto • Durabilidade • desenho, construção acabamento • Fixação Fess, 2005 Moldes McKEE e MORGAN, 1998, Fess, 2005 Cuidados e Orientações ü Tempo de uso (diurno, noturno, intermitente) üCoadjuvante da terapia üObservar áreas de pressão ü Evitar usar sobre áreas com ulcerações ü Evitar aplicar forças excessivas ü Estímulo do uso funcional da mão üHigiene da órtese üModificações Programa de utilização das órteses • Participação ativa do paciente • Monitorado e modificado • Cuidado com edema e imobilização prolongada • Articulações adjacentes ® programa exercícios terapêuticos Indicação de uma órtese requer respostas as perguntas: • Processo patológico? • Objetivos da órtese? • Direção da aplicação da força em uma dada articulação? • Intensidade da força aplicada? • Tempo de aplicação força? • Superfície a ser aplicada a força? • Superfícies anatômicas de apoio? • Medida em qual escala? • Cuidados? Strickland, in Fess, 2005 Bell-Krotoski, Breger-Stanton, in Hunter, 2002 requires longer periods of end-range positioning and higher loads in order to remodel. Some joints feel extremely limited and unyielding when the clinician applies passive force to achieve end range. These joints are said to have a “hard end-feel.”34 In contrast to other splints, static progressive splints are extremely effective with these types of joint range- of-motion problems. Static progressive splints can generatethe appropriate forces and joint position in a way that patients can tolerate for adequate force dosage. Clinical experience and research33 have shown that static progressive splints can make improvements in hard end-feel joints when no other therapeutic intervention other than surgery can. CONTRAINDICATIONS TO STATIC PROGRESSIVE SPLINTING Just as it is important to know indications for a stat- ic progressive splint, it is important to know its contra- indications. These contraindications are the same as those for any type of mobilizing splint. They are: ■ Joint instability ■ Avascular necrosis ■ Acute inflammation* ■ Infection ■ Unstable fractures ■ Marked demineralization ■ Myositis ossificans ■ Heterotopic ossification ■ Exostosis formation ■ Loose body in joint ■ Stress across healing structures that lack adequate blood supply or that lack tensile strength to with- stand tensile stress The clinician must carefully consider the appropri- ateness of applying a static progressive splint when a patient’s status includes of sensory loss or cognitive impairment, or both. The patient with compromised sensation or cognition requires a splint design that ensures skin integrity while minimizing the risk of vascular compromise and shear. The patient with spasticity may benefit from a static progressive splint. However, because patients with hypertonic muscles often have sensory or cognitive impairment as well, the clinician must carefully con- sider the appropriateness of this splinting approach for them. In addition, a patient with spasticity may be dependent on caregivers to don and doff a splint. This dependency may compromise splint effectiveness if the caregivers do not have adequate training in apply- ing and adjusting the splint. Splinting of patients with hypertonic muscles always requires a great deal of assessment and clinical problem solving. Three special diagnostic categories require special comment. They are: ■ Dupuytren’s contracture ■ Motion loss due to tissue irradiation ■ Diseases creating fibrotic tissue These diagnoses are contraindications to the appli- cation of not only static progressive splints but also any type of mobilizing splint. Dupuytren’s contracture will not respond to low- load prolonged stress.35,36 Because of the nature of Dupuytren’s tissue, with its constituent myofibro- blasts, it will not remodel in the same way as normal tissue or scar. A patient with Dupuytren’s contrac- ture will respond to splinting only after surgery, because the surgery removes the unresponsive tissue and replaces it with scar. Scar tissue will respond to the stresses that splinting imparts. Irradiated tissue will usually not respond to low- load prolonged stress. Irradiated tissue is mostly fibrotic and does not possess the same viscoelastic properties as normal connective tissue. It lacks the number and type of live cells required to respond to the mechanical stimulus and to reorganize. April–June 2002 169 *The contraindication to static progressive splinting in the pres- ence of acute inflammation is diagnosis dependent and does not apply across the board. (See discussion of splinting during the inflammatory phase, under “Splint Indications Algorithm— Applying Static Progressive Splints.”) FIGURE 5. As a foundation for making the choice between the various splinting approaches, clinicians have developed various algorithms that match the type of splint with the phase of wound healing. Schultz-Johnson, 2002 initial phase of soft tissue response to stress has been called ‘adaption’ or ‘unfolding’ (Thompson 1995, Wilton 1997, Brand and Hollister 1999) and is influ- enced by both viscous and elastic elements. As stress continues, collagen fibres shuffle and slide in relation to each other, within the fluid of the extracellular space, to allow further elongation or realignment (phase two) (Thompson 1995). This uses the principle of stress relaxation. That is, move- ment of fluid away from the extracellular matrix provides room for collagen fibrils to slide past each other allowing further elongation (Brand and Hollister 1999). Once again, both viscous and elastic elements are involved in phase two. Once further elongation and sliding are no longer possible, collagen fibres will stiffen (phase three) and, if stress continues, will eventually fail (phase four) (Thompson 1995, Brand and Hollister 1999) (refer to Figure 2). Hence, phases three and four are primarily influenced by elastic factors, in particular collagen, whilst phases one and two are strongly influenced by viscous factors. It is important to note that with the TAC technique, stress is applied only to the level required to achieve collagen stiffening, but not failure. Hence the TAC technique summarises the response of soft tissues to the first three phases of stress application. Figure 3 further clarifies how the TAC can be used to examine the quantity and quality of joint stiffness. Two separate curves are plotted for two different stiff thumb IP joints. Curve A indicates a particularly stiff joint with a greater proportion of stiffness attributable to collagen (elastic stiffness). As collagen permits only a small amount of elon- gation prior to stiffening and failure, the slope of the curve rises steeply as the elastic limit (stiff- ening of collagen) is quickly reached. In contrast curve B indicates a joint with a larger element of viscous stiffness, reflected in the long gradual slope and a longer phase one and two. This suggests that this joint has greater capacity to adapt to stress applied, with shifting of fluid components permit- ting gradual increased range of motion. Towards the end of curve B the steepness of the slope increases, indicating that the elastic limit is being reached. This occurs much later in the range than in curve A. In summary, a steep short TAC indicates a stiffer joint with a greater percentage of the stiffness due to the restraints of collagen (elastic stiffness). A long graduated curve indicates a greater percent- age of stiffness associated with viscous factors (a longer phase one and phase two). According to Brand and Hollister (1999), the more gradual the slope, the more likely it is that the joint will respond to hand therapy. This remains to be determined empirically. Weeks and Wray Test The Weeks and Wray (1973) method provides an alternative means of assessing joint stiffness in an objective fashion. A specified torque is applied to the stiff joint and the change in ROM over time is calculated (Weeks and Wray 1973). For example, a 430gm force is applied to a stiff MCP joint for 20 minutes until gains in flexion ROM plateau. A higher force of 510gm is then applied for a further 10 minutes until range plateaus once more. The change in PROM is considered to be an estimate of tissue compliance (Weeks and Wray 1973) and has been used to determine when joints will respond to therapy, or alternatively when surgical release is required. The Weeks and Wray (1973) technique provides a good assessment of the viscous com- ponent of joint stiffness by studying the compli- ance of tissues over time with a constant force (Brand and Hollister 1999). As the joint is held on stretch at a constant level of force for a prolonged 13 British Journal of Hand Therapy 2004 Vol 9 No 1 Measurement of Joint Stiffness in the Hand: A Preliminary Investigation of the Reliability and Validity of Torque Angle Curves 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 0 20 40 60 80 Range of Motion - Flexion (degrees˚) G ra m s Figure 3 Torque Angle Curves for the IP joint of two separate thumbs indicating: A) a less compliant contracture with a high degree of joint stiffness, and B) a contracture with a greater viscous component and a low degree of joint stiffness. The steeper the slope between 200 and 800gm, the stiffer the joint. T e n s io n Length 1 2 3 4 Key: 1 = unfolding, 2 = alignment, 3 = stiffening,4 = failure Figure 2 The response of soft tissue to stress (taken from Wilton 1997). The TAC summarises three of these four phases. A B at CIDADE UNIVERSITARIA on February 26, 2015hth.sagepub.comDownloaded from Glasgow et al. 2004 Indicação e prescrição órteses Fatores a serem analisados Paciente •Doença •cronicidade •Comorbidades Fatores a serem analisados Órtese •Modelo •Tempo de uso •Material Idade/cuidador Funcionalidade Processo reabilitação Classificação • Pela articulação envolvida • Pela superfície contato ( volar / dorsal ) • Pela função que exerce • Pelo nome da pessoa que a desenvolveu ( ex: Kleinert) • ESTÁTICO E DINÂMICO • Rígidos ou flexíveis • Descrição em cascata (ASHT, 1992) Classificação ü Superfície üBase üDesenho üArticulação Alvo üObjetivo üVariáveis Órtese Estática Volar para Correção de Dedo em Martelo McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal Classificação ü Estáticas § Seriada § Progressiva § De bloqueio § Não-articulares McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal Classificação ü Estáticas § Seriada § Progressiva § De bloqueio § Não-articulares McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal Classificação ü Estáticas § Seriada § Progressiva § De bloqueio § Não-articulares McKEE e MORGAN, 1998; Fess, 2005 Classificação ü Estáticas § Seriada § Progressiva § De bloqueio § Não-articulares McKEE e MORGAN, 1998; arquivo pessoal Exemplos Órtese Dinâmica dorsal para Lesão do Nervo Radial Órtese Estática de Posicionamento Para Mão Reumatóide Exemplos “ Buddy tape ” Órtese Estática de Posicionamento Para Doença de Dupuytren Órtese estática liberação partes moles em MMSS Paralisia cerebral EWHO - Elbow Wrist Hand Orthose Órtese estática progressiva para ganho de flexão cotovelo Órtese estática seriada ou tala gessada seriada Fase de remodelação tensão suave tempo prolongado Órtese estática Dedo em martelo Órtese estática deformidade congênita Órtese estática deformidade congênita Órtese estática fratura escafóide Órteses estáticas não rígidas ou flexíveis Tenossinovite de De Quervain Órtese tipo spica Órtese dinâmica progressiva “gafanhoto” Órtese na lesão nervo ulnar Hanseníase Hemiplegia Adaptações Epidermólise bolhosa Epidermólise bolhosa Talas aramadas revestidas de espuma ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 8 ÓRTESES DE MMSS Profª Theda Manetta da Cunha Suter CLASSIFICAÇÃO 3 • Pela articulação envolvida • Pela superfície contato ( volar / dorsal ) • Pela função que exerce • Estática E Dinâmica • Rígidos ou flexíveis 4 INFLUÊNCIA DA ÓRTESE NOS TECIDOS5 ❖ Manter a amplitude de movimento, preservando o comprimento do tecidos e excursão de tendões ❖ Aumentar a amplitude de movimento promovendo o crescimento suave dos tecidos para reduzir contraturas ❖ Estabilizar uma articulação instável promovendo reabsorção suave de tecido Considerações Importantes ✓ Contorno / Bordas ✓ Fixação ✓ Mobilizar / Imobilizar somente o necessário • Órteses para mão e punho e mão; • Órteses para antebraço e cotovelo; • Órteses para ombro. TIPOS Órteses de Apoio de Apoio – Geralmente chamadas de talas, são utilizadas para oumanter limitar uma posição um movimento. determinado Pode prevenir contraturas ou imobilizar um segmento. Rizartrose Artrite reumatóide Órteses de Apoio PC – mantêm em posição funcional AVC, PC, tendinite, artrite .... AVC, PC , REUMATISMOS ... AVC, PC , REUMATISMOS ... Órteses de Substituição • Órteses de Substituição – Auxiliam alguma função da mão, como possibilitar a preensão palmar. Estão indicadas em tetraparesias. Órteses corretivas • Órteses corretivas – Aplicam força constante e de baixa intensidade, contraria a uma possível contratura. objetivo de Possuem o correção de contraturas. • Também chamada de órtese dinâmica. ÓRTESES PARA ANTEBRAÇO E COTOVELO • Órteses para proteção e correção. • Órtese de apoio e substituição. Órteses para proteção e correção • Proteção – Diminui o estresse sobre os extensores do punho. • Ex: Manguito para antebraço. • Correção – Órtese extensora do cotovelo. A extensão é ajustada a medida que a contratura é revertida ou a extensão é forçada constantemente. • Ex: Órtese extensora ou flexor do cotovelo Órtese de apoio • Utilizada para manter o cotovelo em flexão parcial e o antebraço em posição neutra. Utilizada paralisia em portadores de dos flexores e extensores do cotovelo. • Ex: Estabilizador do cotovelo ÓRTESES DE OMBRO • Órteses de proteção. • Órteses corretivas. • Órteses de apoio. Órteses de proteção • Utilizada para proteger estruturas do ombro. • Ex: Tipóia Órteses corretivas. • Utilizadas para correção de contraturas. • Ex: Órtese abdutora do ombro Órteses de apoio • Utilizadas em pacientes que mantêm a função da mão e do cotovelo, mas que tenham perdido o controle do ombro. • Ex: Órtese Balanceada para o antebraço. Fontes: 19 PARA A PRÓXIMA AULA!! 20 https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM ASSISTIR: Se preparar com materiais...faremos uma aula prática! https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM 1 Confecção de órteses para punho e mão através de massa moldável constituída de porcelana fria, massa corrida e fibra de curauá Fabrícia da cunha ximenes 1 f_c_ximenes@hotmail.com Pós-graduação em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual – Faculdade Ávila Resumo A órtese é um excelente recurso terapêutico e quando bem prescrita proporciona benefícios para a evolução clínica do paciente. O arsenal de órteses disponível no mercado é amplo, porém nem sempre acessível à população devido aos altos custos exigidos pelas empresas. O presente estudo científico teve como objetivos elaborar órteses para punho e mão, através de uma massa moldável constituída a partir da mistura entre porcelana fria, massa corrida PVA e fibra de curauá, para pacientes com disfunção neuromusculoesquelética, e verificar se as órteses fabricadas a partir deste material possuem baixo custo, durabilidade, aceitação e aplicação terapêutica similar ao de uma órtese convencional. O estudo foi desenvolvido seguindo um enfoque quanti-qualitativo, através de uma pesquisa experimental e de campo, paralelo a uma pesquisa literária sobre aspectos relevantes à confecção de órteses. A pesquisa de campo compreendeu três etapas: o aprimoramento da mistura, o aprimoramento da técnica de moldagem anatômica da massa; e a avaliação da aplicação das órteses nos pacientes. Os resultados mostraram que a confecção de órteses com o novo material apresentou grande resistência e valor terapêutico. A Massa Ortética Moldável, definiu-se como resistente, com valor terapêutico, baixo custo e praticidade, passível de ser confeccionado em um atendimento fisioterapêutico. Palavras-Chaves: Órtese; Massa ortética moldável, Resistência 1. Introdução A mão do homem é uma ferramenta maravilhosa, capaz de executar inúmeras ações graças à sua função principal: a preensão. Fisiologicamente, representa a extremidade realizadora do membro superior, que constitui o seu suporte e lhe permite adotar a posição mais favorável para uma determinada ação. É uma estrutura perfeitamente lógica e adaptada às suas diferentes funções, como as habilidades motoras finas ou o recrutamento muscular em atividades contra resistência. (KAPANDJI, 2000; KONIN, 2006; SAURON, 1998). Ela é o segmento anatômico mais usado para desempenhar plenamente as atividades da vida diária. Qualquer disfunção que a afete parcial ou totalmente acarretará sérios prejuízos funcionais para o indivíduo. São nestas situações que a órtese se destaca como recurso terapêutico na tentativa de prevenção e recuperação da lesão (RUARO, 2003).A órtese é um excelente dispositivo terapêutico de repouso ou auxílio funcional, que quando bem prescrita alcança bons resultados para o usuário, visto que, por sua capacidade de adaptação, facilita ou auxilia na realização de diversas tarefas (LIANZA, 2001; PAN, 2006). As órteses podem ser aplicadas em diversas patologias, que incluem as traumáticas, ortopédicas e neurológicas. Em muitas destas condições clínicas, o uso de um equipamento 1 Pós-graduanda em Fisioterapia Traumato-ortopédica com ênfase em Terapia Manual 2 ortético pode trazer inúmeros benefícios aos pacientes. Entretanto, boa parcela da população afetada não consegue adquirir uma órtese pré-fabricada, ficando condenada aos comprometimentos futuros da doença, como a espasticidade, deformidades articulares e retrações musculares (EDELSTEIN E BRUCKNER, 2006; RODRIGUES JÚNIOR, 2005). Apesar das indústrias possibilitarem uma enorme variedade de opções ortéticas, estes dispositivos em grande parte, são fabricados em tamanhos padronizados, o que dificulta as adaptações necessárias para cada quadro patológico, que se manifestam de uma forma clínica bastante variada, necessitando assim do uso de uma órtese personalizada (SAURON, 1998; TORRES, 2001). Entre os materiais utilizados para a confecção destes equipamentos predominam os termoplásticos como o polipropileno e o ezeform, que são polímeros que quando expostos a altas temperaturas tornam-se moldáveis (SAURON, 1998; LIMA, S. et al., 2006). Atualmente já é bastante conhecida no meio científico a busca por novos materiais e tecnologias que possam ser empregadas para a confecção de dispositivos ortésicos, almejando principalmente órteses sem perdas relacionadas à funcionalidade, qualidade e estética, além de redução de custos, praticidade de fabricação e conseqüente popularização do uso destes equipamentos (RODRIGUES JÚNIOR, 2005). Entre os materiais já conhecidos o gesso surge como o mais empregado para esta aplicação, trazendo, contudo, algumas desvantagens de seu uso como a impermeabilidade (VIEIRA, et al, 2006). O PVC (Policloreto de Vinila), também vem sendo estudado como material alternativo e já possui, inclusive, centros de referência em reabilitação que o utiliza para este fim, com grande sucesso (RODRIGUES JÚNIOR, 2005). Baseado neste contexto se lançou a proposta de criar uma massa moldável, tendo como base a massa de porcelana fria ou massa “biscuit”, que se tornasse suficientemente rígida após sua secagem, capaz de oferecer os mesmos benefícios terapêuticos das órteses já disponibilizadas para o segmento punho e mão, e que fosse de fácil e prática fabricação, além de um custo reduzido. 2. Metodologia 1º Etapa: Elaboração das Órteses a) Definição dos Elementos e da Técnica de Mistura da Massa No laboratório de Fisiologia e Biofísica da Universidade do Estado do Pará (UEPA), Núcleo de Santarém, no período de 03 a 08 de Agosto de 2007, foram realizadas experimentações para se alcançar uma massa de aplicação ortética após sua secagem, com os mesmos benefícios terapêuticos dos materiais já conhecidos para este fim, sendo ainda de baixo custo. Este estudo adotou como método, testes com mudanças da quantidade e substâncias para o alcance de uma mistura ideal de massa, com fins ortéticos. A matéria-prima primordial da massa de porcelana branca (massa biscuit) constitui-se de amido de milho (200ml) e cola (200ml), misturados antes do aquecimento, além de vaselina (10ml) e ácido acético (10ml), misturados na etapa após o aquecimento em fogo brando. Para que esta mistura atinja boas condições de resistência, é realizada a sua secagem ao ar livre (KAWAKITA, 2005). 3 Partindo-se desta mistura original foram realizadas sucessivas experimentações a fim se obter uma massa de fácil fabricação, com boas condições de resistência, com o menor tempo de endurecimento possível e custo reduzido. Inicialmente optou-se pela tentativa de mudança na proporção original dos elementos empregados para a confecção da massa de porcelana fria, através do aumento da quantidade de amido de milho. Após esta tentativa, optou-se pela inclusão de um novo elemento à massa de porcelana branca. A substância de escolha foi a massa corrida PVA, devido as suas propriedades físicas de endurecimento, que induziram a uma expectativa de que a peça obtida ao final desta mistura e secagem poderia ser mais resistente. O emprego deste material em trabalhos artesanais objetiva maior rigidez das peças confeccionadas o que influenciou a sua escolha neste estudo. Após o alcance de uma rigidez satisfatória para aplicação ortética, tornou-se necessário ainda, prevenir o surgimento de rachaduras e aumentar a resistência tênsil das peças confeccionadas. Com o intuito de melhorar estas propriedades, optou-se pelo acréscimo de uma fibra a esta nova massa. A fibra de vidro foi inicialmente testada e sua mistura era realizada após o aquecimento da nova massa. Em seguida optou-se pelo emprego da fibra de curauá (Ananas erictifolius) planta nativa da Amazônia, que atendeu a essa expectativa. As propriedades desta fibra natural são comparáveis as da fibra de vidro, pela sua elevada resistência e peso reduzido, com a vantagem de ser reciclável, de textura macia, biodegradável e de menor custo (ERENO, 2004; MONTEIRO et al, 2006). Deste modo, com estes materiais (figura 1), foi alcançada a mistura ideal de elementos para a produção de uma massa que após a secagem produzia peças de rigidez significativa, textura agradável e de potencial alérgico reduzido, o que, portanto, possibilitava sua aplicação para a confecção de órteses de punho e mão. A esta massa denominou-se Massa Ortética Moldável (MOM). Figura 1 – Materais utilizados na confecção da MOM b) Definição da Técnica de Expansão da Massa Ortética Moldável; 4 Com a possibilidade de se aplicar a MOM sobre os moldes de punho e mão para a confecção de órteses, fez-se necessário elaborar uma técnica de expansão desta massa, para a mesma alcançar um formato plano e homogêneo em sua espessura. O procedimento de expansão, inicialmente era executado sobre uma pedra de mármore, coberta com uma fina camada de creme hidratante, utilizando-se a força manual imprimida sobre um cano de PVC (Tigre ®) (figura 2A) com 60mm de diâmetro. Em seguida optou-se pelo emprego de um rolo de tração manual (figura 2B), utilizado em culinária, sobre a MOM, devido este equipamento possibilitar a homogeneidade de toda massa, além de possibilitar o prévio estabelecimento de sua espessura. Figura 2 (A e B) – Instrumentos utilizados para definir a técnica de expansão da MOM c) Definição da Técnica de Moldagem da Órtese; Os testes foram efetuados nos próprios pesquisadores aplicando-se a MOM expandida diretamente sobre a mão e o punho do indivíduo molde (figura 3A), posicionados em supinação de antebraço, e posteriormente revestindo a mesma com três camadas de atadura gessada, aplicadas após sua imersão (figura 3B). A aplicação da tripla camada de atadura gessada teve por objetivo auxiliar a manter o formato da mão do paciente sobre a MOM aplicada. Em seguida percebeu-se a necessidade de aplicação de uma camada isolante entre a MOM e a atadura gessada. Neste momento optou-se pelo emprego de um papel filme de PVC (papel filme Red Rose®), para a sua aplicação entre a MOM e a camada tripla de atadura gessada. Vale ressaltar que, após a aplicação destes elementos, seguia-se um deslizamento manual, com ligeira pressão, por sobre a camada tripla de atadura gessada, auxiliando que a MOM assumisse os contornos do segmento molde. 5 Figura 3 (A e B) – Técnica de moldagem da órtese d) Definição da Técnica de Secagem da Órtese; A peça ortética juntamente com o seu arcabouço de atadura gessada, inicialmente ficavam expostos ao arlivre e em temperatura ambiente, em um processo de secagem que tinha tempo variável de 72 a 120 horas, visto que dependia diretamente das condições climáticas do dia. Com este tempo prolongado para secagem, o que conseqüentemente retardaria o uso do dispositivo ortético para um eventual tratamento, foi preciso idealizar um mecanismo que acelerasse este processo. A construção de uma estufa cúbica regular em madeira, com medidas de 50x50x50cm, equipada com três lâmpadas incandescente de 110Watts (Philips®) em seu interior, atendeu as expectativas de redução do tempo de secagem (figura 4). Figura 4 – Estufa para secagem da órtese e) Definição da Técnica de Acabamento da Órtese. Para a definição de bordas da peça ortética, o emprego de folhas de lixa nº 100 aplicadas manualmente, consistiram na primeira alternativa para realizar esta etapa da fabricação. Em outra experimentação utilizou-se uma furadeira Super Hobby Bosch®, com diferentes brocas texturizadas em lixa (figura 5). 6 A próxima fase de acabamento ortético, visou revestir a órtese já modelada, seca e com contorno de bordas, para sua impermeabilização e apresentação final. Para este fim foi utilizado verniz da marca Verniz Geral (Acrilex®), através de aplicação por meio de pinceladas em sua superfície, até a sua completa cobertura. Com o objetivo de impedir o contato direto da pele do paciente ao verniz utilizado, assim como para proporcionar maior conforto ao uso deste dispositivo, optou-se pelo revestimento da superfície interna da peça ortética primitiva, com folha de EVA, de 2mm. Este material foi empregado devido a sua já reconhecida aplicabilidade para fins de forramento de órteses sem causar transtornos aos pacientes (VILADOTT, 1995). A folha de EVA era recortada com uma área de superfície superior a da peça ortética primitiva, e em seguida superaquecida em forno comum, até uma temperatura aproximada de 80ºC, por um período de 4 minutos. Após seu amolecimento, a folha de EVA era então comprimida por sobre a superfície interna da peça ortética primitiva, até assumir o seu formato. Para a fixação da folha de EVA sobre a superfície interna da peça ortética, foi utilizado o adesivo de contato Cascola® tendo o seu tempo de secagem calculado em 05 minutos. Para a fixação das órteses nos segmentos punho e mão dos pacientes, foi idealizada a colocação de tiras de velcro com largura de 20mm. Estas tiras eram posicionadas em furos laterais das peças ortéticas primitivas, que eram realizados após a separação da massa ortética moldável do segmento molde (punho e mão do paciente), pouco antes desta ser colocada na estufa de secagem. Figura 5 – Uso da furadeira como acabamento da órtese 2º Etapa: Teste de Resistência das Peças Ortéticas Primitivas Os materiais selecionados para os ensaios de flexão foram os seguintes: termoplástico (polipropileno); atadura gessada e MOM. Os testes consistiram na aplicação de uma força pré-definida e constante sobre região central (ensaio de flexão horizontal) e sobre as bordas superiores (ensaio de flexão vertical), das placas confeccionadas com os referidos materiais, para assim verificar suas capacidades de resistência a deformação (figura 06 A e B). 7 Para estes testes foram confeccionadas 30 placas (Corpos de Prova), com 120mm de comprimento, por 47mm de largura e com uma espessura de aproximadamente 4mm, seguindo-se a mesma padronização de medidas utilizada por Vieira et al, 2006 em seu estudo. Cada um dos 03 materiais já mencionados constituía um grupo distinto, formado por 10 Corpos de Prova (CDPs). Dentro de cada um destes grupos, 05 CDPs se destinavam ao ensaio de flexão horizontal e 05 CDPs para o ensaio de flexão vertical. O tempo de secagem para a aplicação das peças de atadura gessada, confeccionadas com rolo da marca Cremer® nos ensaios de flexão foi padronizado em 72 horas (03 dias), seguindo-se o descrito por Vieira et al, 2006 (figura 27). Para os CDPs confeccionados através da MOM, este tempo foi de 06 horas em estufa e mais 42 horas em temperatura ambiente. Não houve tempo de secagem para os CDPs de termoplástico, uma vez que trata-se de um material pré- fabricado. Os ensaios de flexão foram realizados na sala de musculação da Universidade do Estado do Pará, campus de Santarém, utilizando aparelhos de musculação do tipo Cadeira Abdutora VIP (Physicus®) e Cadeira Adutora VIP (Physicus®), no período de 05 a 12 de novembro de 2007. A força padronizada para os ensaios de flexão foi de 50N, fornecida por uma anilha de 05Kg, que era posicionada acima dos CDPs. As placas permaneciam sob a anilha durante 30 minutos e neste período realizava-se um acompanhamento fotográfico com máquinas digitais modelo Cyber-shot DSC-S650 Sony® de 7.2 megapixels de definição. As fotografias foram realizadas em resolução média 156 Kbs, a uma distância de 0,6m entre a máquina fotográfica e o CDP testado, registrando as fotos no tempo 00 (sem carga), no 1º minuto e a cada 2 minutos após a colocação da carga, o que forneceu um total de 31 imagens por ensaio. Para os ensaios de flexão em posição horizontal, as placas eram posicionadas horizontalmente sobre 02 suportes de madeira com 07cm de altura, localizados sobre a anilha inferior do aparelho, e mantendo uma distância de 08cm entre si, de maneira que oferecesse espaço suficiente para a deformação das placas testadas. A resistência aplicada era pontual sobre o centro dos CDPs, através de um dispositivo adaptado abaixo da anilha superior. Para os ensaios de flexão em posição vertical, as placas eram posicionadas verticalmente entre as anilhas de resistência destes equipamentos, de maneira que suas bordas laterais ficassem alinhadas em perfil com a lente da máquina fotográfica. Após os registros fotográficos de todos os ensaios de flexão, as imagens digitalizadas dos CDPs (930 fotos) foram transferidas para um microcomputador, onde através do uso do software CorelDRAW® X3 versão 13, foi possível calcular o grau de deformação de cada CDP testado, possibilitando verificar o comportamento deformante destas peças durante todo o período de teste. 8 Figura 6 (A e B) – Ensaios de flexão horizontal e vertical respectivamente Com o uso do software estatístico BioEstat® 4.0, os dados foram analisados descritivamente para a obtenção da média aritmética e desvio padrão das deformações verticais e horizontais de cada um dos grupos de materiais testados. 3. Resultados Resultados da Elaboração da Massa Ortética Moldável: Em relação à definição dos elementos e da técnica de mistura da MOM, adotou-se a mistura dos seguintes elementos e quantidades: amido de milho (200ml), cola de biscuit (200ml) e massa corrida PVA (200ml), misturados antes do aquecimento, além de vaselina (10ml), ácido acético (10ml) e fibra do curauá (08g), misturados à massa após o aquecimento dos primeiros elementos. Esta mistura apresentou resultados satisfatórios para os objetivos desta pesquisa demonstrando rigidez, textura agradável e baixo potencial alérgico, pelas características de seus elementos, sendo, portanto sugestiva a sua aplicação para a confecção de materiais ortéticos. Na técnica de expansão da MOM, empregou-se o rolo mecânico de tração manual, que garantiu uma massa com espessura homogênea, possibilitando assim a definição prévia da espessura da massa a ser trabalhada para a confecção de uma órtese. Quanto à técnica de moldagem da MOM, foi definida a seguinte seqüência de eventos: 1- posicionar o segmento molde (punho e mão do paciente) em supinação; 2- aplicar a MOM já expandida sobre o segmento molde; 3- aplicar uma camada de papel filme de PVC sobre a MOM; 4- aplicar uma camada tripla de atadura gessada umedecida sobre a camada de papel filme de PVC; 5- manter a posição estática do segmento punho e mão até o ponto de relativa secagem da atadura gessada(03 minutos); 6- retirar cuidadosamente o conjunto de maneira que as formas assumidas pela MOM não sejam perdidas ou alteradas. Quanto a definição da técnica de secagem, o uso de uma estufa cúbica regular em madeira, equipada com três lâmpadas incandescentes de 110Watts (Philips®) determinou o tempo total de secagem das peças ortéticas em até 06 horas. Para definir as bordas das órteses, a aplicação de uma furadeira Bosch® (Modelo Super Hobby) com diferentes brocas texturizadas em lixa, proporcionou a retirada das irregularidades das bordas com bastante praticidade e reduzido esforço. 9 Para a impermeabilização de superfície, a aplicação de verniz da marca Verniz Geral (Acrilex®), com o uso de pincel na superfície da peça ortética, até a sua completa cobertura, demonstrou-se suficientemente prática para este fim. Esse produto apresentou secagem ideal para manuseio em 20 minutos e proporcionou característica de impermeabilidade, além de oferecer um melhor acabamento estético. Para o acolchoamento da órtese, utilizou-se EVA de 2mm de espessura, superaquecido em forno comum, sobre a superfície interna da órtese, com uso de adesivo de contato Cascola®. Em seguida, para a fixação da órtese, adotou-se tiras de velcro de 02cm e 3,5cm de largura fixadas com furos laterais na órtese (fig 7). Figura 7 – Órtese pronta para uso Resultados dos Testes de Resistência das Peças Ortéticas Primitivas Os gráficos 1 e 2 demonstram a variação média de deformação (em milímetros) dos CDPs, durante o tempo de execução dos testes de resistência dos materiais utilizados para a confecção de órteses de punho e mão (termoplástico, atadura gessada e MOM). a) Apresentação dos dados referentes aos Ensaios de Flexão Horizontal Gráfico 1 – Ensaio de Flexão Horizontal em CDP’s de 4 mm (Média Aritmética) 10 Os dados do ensaio de flexão horizontal, demonstram que a MOM, apresentou um grau intermediário, de resistência a deformação horizontal, em relação à atadura gessada e ao termoplástico, durante todo o teste. Esses valores transmitem ainda, a maior fragilidade dos CDPs de atadura gessada em deformar, imediatamente ao receber a carga de 50N (1º minuto). Contudo vale ressaltar que os CDPs de MOM, apresentaram a menor estabilidade e maior plasticidade durante este teste. Isto é facilmente percebido pela curva progressivamente ascendente de seus resultados, enquanto os demais CDPs, tendem a uma maior estabilização nos últimos minutos de teste. b) Apresentação dos dados referentes aos Ensaios de Flexão Vertical Gráfico 2 – Ensaio de Flexão Vertical em CDP’s de 4 mm (Média Aritmética) O gráfico 2 demonstra que a MOM obteve um desempenho de resistência, superior em relação aos outros materiais, quanto ao grau de deformação vertical. A partir do minuto 19, a MOM apresentou estabilização quanto a sua deformação vertical. Ao final dos 29 minutos, a MOM ainda permaneceu com uma deformação menor que a da atadura gessada. 4. Discussão O trabalho inovador de Rodrigues Júnior (2005), em sua busca por apresentar um novo material para a confecção de órteses, exemplifica de maneira clara a necessidade, percebida pelos profissionais da reabilitação, para que se descubram novos materiais e tecnologias que possam ser empregadas para a confecção de dispositivos ortéticos, reduzindo-se os custos para o paciente, sem comprometer os resultados terapêuticos de sua aplicação, e assim atingir uma maior popularização do uso destes equipamentos. No presente trabalho, um novo material e uma nova metodologia de fabricação de órteses, são propostos com estes mesmos objetivos, além de procurar simplificar a confecção destes 11 dispositivos, dispensando etapas de risco deste processo e tornando assim, a sua fabricação de fácil acesso também para o terapeuta. A escolha da porcelana fria como matéria-prima precursora desta pesquisa, demonstra claramente esta preocupação, haja vista a facilidade de obtenção dos elementos que a compõe e a simplicidade de sua mistura, para que se atinja a rigidez necessária para trabalhos artesanais. Os métodos e técnicas empregados para se atingir a MOM, assim como para estabelecer sua técnica de aplicação e confecção de órtese para punho e mão, apesar de seguirem princípios empíricos, foram sempre idealizados dentro de parâmetros que levavam em consideração critérios como a disponibilidade do material empregado, custo, praticidade e potencial lesivo em contato com a pele. Dentro destes critérios, os autores deste estudo alcançaram resultados considerados como satisfatórios, haja vista que os elementos empregados para se atingir a MOM, são de fácil obtenção, baixo custo e de potencial lesivo reduzido para as quantidades que foram empregadas neste estudo. No quesito agressividade à pele, considera-se que dentre todos os elementos empregados neste estudo, a massa corrida PVA e o verniz, sejam os de maiores riscos. No entanto a reduzida quantidade que é incorporada a MOM e sua associação com os outros elementos possivelmente minimizam estes riscos. Vale ressaltar ainda que o uso de um forro interno em EVA, como os que são comumente empregados para este fim em oficinas ortéticas, impedem o contato direto da MOM com a pele do paciente. Deu-se ênfase neste estudo para a busca de um material que apresentasse uma resistência similar a de outros materiais comumente empregados para a confecção de órteses de punho e mão. Neste sentido os resultados dos testes de flexão horizontal e vertical de placas, ofereceram um excelente parâmetro de comparação. Os resultados destes ensaios de flexão demonstraram um desempenho altamente satisfatório da MOM, haja vista que obteve índices de resistência similares, e até superiores, aos outros dois materiais testados e já amplamente utilizados para fins de confecção de órteses. Estes resultados são de difícil relação com outros estudos haja vista que a técnica empregada para esta avaliação de resistência foi adaptada de acordo com os equipamentos disponíveis para a realização deste estudo. Vieira et al (2006) por exemplo, realizou testes de resistência com diferentes marcas de atadura gessada para determinar qual seria a mais adequada para a confecção de órteses. No entanto este autor utilizou um equipamento específico para este fim, com tecnologia desenvolvida para aplicação em testes de resistência, e seus resultados são observados a partir de diferentes parâmetros, não aplicáveis no presente estudo. No entanto, vale ressaltar que existe um número bastante extenso de pesquisas com materiais alternativos para a confecção de órteses, que apesar de não terem como objetivo verificar as suas resistências demonstram resultados positivos quanto a sua aplicação, como é o caso do estudo desenvolvido por Rodrigues Júnior (2005), com adaptações em PVC tubular. A MOM também se apresenta satisfatória em relação a outras propriedades. Possui uma técnica de confecção mais rápida, mais barata e com poucos riscos de acidentes durante sua confecção, comparada, por exemplo, ao termoplástico, que conforme o descrito por Torres (2001) apresenta possíveis riscos de queimaduras. 12 5. Considerações finais O material obtido pelos pesquisadores, chamado por estes de Massa Ortética Moldável (MOM), mostrou-se confiável quanto à sua resistência, sendo esta característica comparável a de outros materiais aplicados para a confecção de órteses de punho e mão. A massa desenvolvida neste estudo, juntamente com sua técnica de aplicação, apontam para a possibilidade de seu uso terapêutico enquanto matéria-prima para a confecção de órteses de punho e mão, quisá incluindo-se como mais um recurso ao arsenal fisioterapêutico. Além disso, o baixo custo e praticidade agregados às fases de preparo e confecção da MOM demonstram-se extremamente atraentes para sua futura aplicação em serviçosde saúde públicos, que por terem uma demanda elevada de pacientes que necessitem deste recurso, mas que nem sempre conseguem ter acesso ao mesmo. No entanto, este recurso ainda necessita de novos estudos para que sua aplicação possa ser garantida com total respaldo científico, abrindo-se por tanto uma infinidade de temas que podem ser estudados a partir do que foi desenvolvido nesta pesquisa, principalmente no sentido de se estudar outras propriedades desta massa como: resistência a umidade e à temperaturas extremas, potencial inflamável, emissão de resíduos tóxicos, potencial alérgico e toxicidade. 6. Referências EDELSTEIN, Joan; BRUCKNNER, Jan. Órteses: Abordagem Clínica. Série Physio: Fisioterapia Prática. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. ERENO, Dinorah., Fibra para Toda Obra. Boletim Eletrônico Fapesp, n. 104, out 2004. Disponível em: <http://www.fapesp.br/agencia/boletim_dentro.php?data%5Bid _materia_boletim%5D=2621>. Acesso em: 10 set 2007. KAPANDJI, A. I. Fisiologia articular. 5 ed, São Paulo: Panamericana, 2000. KAWAKITA, Tanea. História do Biscuit. 2005. 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Quanto sua classificação: Antebraço, mão, dedo, palmar, dorsal, rígido ou macio Quem pode indicar o uso da órtese: Somente o Médico e o Terapeuta responsável, experiente que poderá indicar qual o tipo de órtese adequada. Quanto ao material Existem vários materiais disponíveis no mercado que distinguem por sua composição sintética. O material a ser adotado depende da finalidade e a experiência do terapeuta. A órtese deverá ser: Simples, confortável, de fácil colocação, livre de pontos de pressão, facilmente ajustável, leve, prática, moldável e de fácil manutenção para a limpeza. É de material importado, possui memória, permitindo ser remodelado conforme necessidade. Seu tempo de garantia é aproximadamente 12 meses e ser conservado seu tempo é bem maior. IMPORTANTE: As órteses são confeccionadas por um Terapeuta Ocupacional ou Terapeuta de Mão com especialidade em Terapia da mão e com treinamento especializado e com muita experiência. MODELOS DE ORTESES CONFECCIONADAS 1- Órtese dinâmica para lesão do nervo radial Indicação: Lesão do nervo radial no pré e pós operatório. Objetivo: Promover a extensão de punho e dedos, facilitando a manipulação dos objetos, auxilia no fortalecimento da musculatura extensora pela resistência oferecida pelos elásticos e melhorando o efeito tenodese. 2- Órtese para lesão mista de nervo ulnar e nervo mediano Indicação: É comum este tipo de lesão nervosa próxima ao punho na zona de Verdan. Objetivo: Prevenção da deformidade em contratura em adução do 1º espaço, mão em garra e dificuldade para oposição. 3 - Órtese para Dupuytren Indicação: É uma intervenção terapêutica essencial no pós operatório, sendo sua utilização iniciada precocemente. Objetivo: Para manter o ganho da extensão dos dedos pós - cirúrgico. 4- Órtese para dedo em martelo Indicação: O tratamento do dedo martelo depende do tempo de lesão e grau de deformidade em flexão. Objetivo: Recomenda-se a imobilização interrupta por 6 a 8 semanas. 5- Órtese dinâmica para lesão de nervo mediano ou contratura articular Indicação: Quando a limitação do movimento da mão estiver comprometida e ainda, com encurtamento da musculatura intrínseca e extrínseca da mão. Objetivo: Para prevenção de contratura da musculatura intrínseca da mão e no auxilio da flexão das metacarpofalangianas. 6- Órtese do tipo Cock- up Indicação: Utilizada em várias patologias sendo elas neurológicas e/ou ortopédicas. Objetivo: Estabilizar, prevenir e corrigir o desempenho funcional da mão. 7- Órtese dinâmica de punho Indicação: Para ganho da extensão e flexão do punho Objetivo: restaurar a amplitude dos movimentos perdidos após uma lesão e /ou estabilizar uma fratura. 8 – Ortese dinâmica para rigidez da falange proximal Indicação: Para o uso em lesões tendinosas e fraturas de falange. Objetivo: Prevenção e correção de contratura muscular, rigidez articular e ganho de amplitude do movimento. 9- Órtese modelo funcional Indicação: Utilizadas para patologias neurológicas e ortopédicas. Objetivo: Manutenção do arco funcional da mão e prevenção de deformidade. 10- Órtese de nervo ulnar Indicação: Indicadas para lesões do nervo ulnar Objetivo: Para correção da musculatura intrínseca da mão e restaurar a flexão das metacarpofalangiana causada pela lesão do nervo ulnar. Drª Vera Lúcia Mendes Lehm CREFITO Nº 11023 Terapeuta Ocupacional Terapia da Mão Terapeuta Ocupacional responsável pelas confecções das órteses ilustradas Email: vera.lehm@hotmail.com Telefone: (47) 3026-5155 / 9954-9648 Av. GetúlioVargas 292 - Anita Garibaldi - Joinville – SC ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 9 AULA PRÁTICA Profª Theda Manetta da Cunha Suter PARA A PRÓXIMA AULA!! 2 https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM ASSISTIR: Se preparar com materiais...faremos uma aula prática! https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM https://youtu.be/TUFgvE8UnKI https://www.youtube.com/watch?v=kqxXJ2HKJ6Q https://www.youtube.com/watch?v=CMSCwBZoZWY https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/32/117_- _ConfecYYo_de_Yrteses_para_punho_e_mYo_atravYs_de_ massa_moldYvel_constituYda_de_porcelana_fria_massa_c orrida_e_fibra_de_curauY.pdf https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM https://www.youtube.com/watch?v=u4tRuBmutwM 3 HOJE É NOSSA AULA PRÁTICA!!!!! Após tanto aprendizado, faremos uma órtese!!!! Durante a semana as monitoras disponibilizaram no grupo da disciplina alguns links para auxiliá-los! Use o que tem disponível na sua casa e...mãos à obra!!!! 1) Decida o que vai produzir, planeje a sequência e separe seus materiais 2) Faça-a, vá registrando cada passo e, ao final, produza um material (word com fotos, ou ppt, ou vídeo) explicando o objetivo da órtese e como fazer. 3) Poste no teams na pasta – AULA PRÁTICA 27-10 4 Eu já comecei a minha! E vou terminar junto com vocês! ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 10 PRÓTESE Profª Theda Manetta da Cunha Suter O relato mais antigo data de 2300 a.C. quando arqueólogos russos descobriram o esqueleto de uma mulher com pé esquerdo artificial. BREVE HISTÓRICO A prótese era composta por um pé-de- cabra adaptado ao coto mediante um encaixe feito pela própria pele dissecada do animal. BREVE HISTÓRICO É certo que a guerra e os trabalhos de arma foram os geradoresdo progresso em matéria de prótese. Os materiais utilizados sendo no início a madeira, o couro (cabedal), o feltro (estufa não trançado feito de pêlos ou de lã aglutinados e comprimidos), o aço e o duralumínio (aliado do cobre e alumínio, duro e leve). A chegada das matérias plásticas revolucionaram a arte da prótese. • Atualmente quase todas as próteses são construídas com resinas sintéticas. • Utilizam em sua construção, vários componentes – joelhos, cotovelos, tornozelos, punhos e ganchos. • Em geral são feitos em metal, mais especificamente em duralumínio e em titânio, por serem mais leves e tão resistentes como o aço. PRÓTESE Componente artificial que tem por finalidade suprir necessidades e funções de indivíduos sequelados por amputações, traumáticas ou não. Tithemi = eu coloco; • Pró =no lugar de DEFINIÇÃO • As próteses podem também ser internas, para substituição de articulações ósseas (artroplastias de joelho e quadril). • Geralmente são prescritas por médicos, dentistas, veterinários, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. • Uma prótese substitui um membro ou uma parte do organismo - prótese de mão (mão artificial, prótese de membro inferior (perna artificial) -, enquanto um implante acrescenta volume ou função a algo que já existe (implante mamário, implante peniano). • Quando uma pessoa perde algum membro do corpo, no lugar é posto uma prótese mecânica. Essa prótese responde a qualquer impulso nervoso , virando um substituto ideal, com a vantagem de ser mais resistente. (???) PRÓTESE X IMPLANTE Vantagens • Sustentação • acabamento estético • Resistência • durabilidade • manutenção das próteses Desvantagens •Não permitem aos pacientes a realização de atividades mais sofisticadas. • Menor opção de componentes • dificuldades para realinhamentos • impossibilidade de intercâmbio rápido de componentes. Exoesquelética (convencional): Componentes: As produzidas com componentes plásticos são geralmente utilizadas para confecção de próteses de banho e geriártricas. TIPOS DE PRÓTESES TIPOS DE PRÓTESES Vantagens • Constituídas porvários módulos ajustáveise intercambiaisentre si • Leves • Estética • Revestidas de espuma cosmética • Em constante aperfeiçoamento. Desvantagens • Deixam amputação em evidencia • Maiormanutenção • Valor mais elevado • Menos duráveis ENDOESQUELÉTICA(MODULARES): Essaspróteses oferecem ampla linha de opções para uma protetização eficaz. Este sistema foi lançado em 1969,pela OTTO BOCK. Componentes:,seuscomponentespodem serem aço, titânio(metal extremamente leve e resistente),alumínio e fibra de carbono. Numa prótese transfemoral devem ter- se em conta 3 pontos importantes que condicionam a marcha do amputado: o encaixe (1), o joelho (2) e o pé (3). *(4) segmento da perna / coxa Prótese para desarticulação do quadril: com componentes em fibra de carbono, demonstrando as diferentes partes: A. encaixe; B. articulação do quadril, com trava opcional; C. peça tubularde acoplamento; D. joelho policêntrico pneumático; E. sistema de pé em lâmina flexível.) 4 COMPONENTES DE UMA PRÓTESE • Englobar o volume do coto sem inibir a circulação sanguínea; • Fixar a prótese ao coto do paciente (sistemas de suspensão); • Transmitir forças • Controlar movimentos. ENCAIXE O que é Liner? É um revestimento que serve para proteger o coto, aumentar a fixação da prótese, aumentar o conforto e a segurança durante os movimentos, além disso um Liner de qualidade e utilizado da forma correta pode reduzir a transpiração na área de contato entre a pele e o encaixe da prótese É o principal componente da prótese. É o elo entre o coto e a prótese e tem algumas funções: *Liners de silicone Os joelhostêm como função proporcionar estabilidade na fase de apoio e controle na fase de balanço durante a marcha. Esses controles podem ser feitos através de ajustes mecânicos ou até mesmo por microprocessador.Os joelhossão encontrados em modelos convencionais e modulares. Os modulares adaptam-se para todos os níveisde amputação acima do joelho. JOELHOS • Princípio cinemático Articulação monocêntrica: - centro de rotação fixo Articulação policêntrica: - centro de rotação momentâneo Controle da fase de balanço: • Sistema mecânico: composto por uma mola, limitação velocidade de marcha • Sistema hidráulico e pneumático: controle mais preciso velocidade pendular, adaptação automática diferentes velocidades de marcha JOELHOS • Joelho computadorizado: controlado por microprocessador com fases de apoio e de balanço, oferecendo estabilidade, confiança e funções sem precedentes. JOELHOS TIPOS DE PÉ Pés sem articulação (não articulado) Pé SACH (mais comum): calcanhar macio, absorção impacto, dinamiza marcha, projeção anterior Pé geriátrico: calcanhar +macio, absorção impacto, simula flexão plantar Pé dinâmico: calcanhar macio, antepé flexível, liberação energia Pé Dinamic Plus : estrutura interna, absorção energia, mola forma de “S”, dinamiza marcha Pé articulado • uniaxial TIPOS DE PÉ Pé multiaxial: Facilita a deambulação em terrenos acidentados Pés de resposta dinâmica –usado apenas por atletas de corrida. TIPOS DE PÉ • Pés computadorizados (biônicas) TIPOS DE PÉ AMPUTAÇÕES X PRÓTESES O objetivo da protetização é reabilitar o paciente para que ele possa realizar suas atividades normalmente, reintegrando-se à sociedade, permitindo a sua locomoção através da prótese e melhorando sua qualidade de vida e sua autoestima. Muitos pacientes protetizados apresentam desvios ou modificações na marcha, sendo que essas alterações podem ser decorrentes de causas biológicas ou protéticas. Dentre as causas protéticas podemos descrever: • problemas de alinhamento protético, componentes não apropriados e a altura inadequada da prótese, Entre as causas biológicas podemos citar: • fraqueza e encurtamento muscular, áreas hipersensíveis do coto, além de falta de confiança e de segurança do paciente. AMPUTAÇÕES X PRÓTESES 21 DESARTICULAÇÃO QUADRIL Prótese canadense (endoesquelética ou exoesquelética) Encaixe:cesto Dificuldade para sentar nivelado uso de articulações modulares, centro de rotação anterior COLOCAÇÃO DA PRÓTESEUsuária em ortostase veste o easyfit, abre a válvula da prótese (3C); Usuária coloca o coto no encaixe e passa o easyfit através da válvula em ortostase (3D); O easyfit é retirado, a tampa é fechada e a prótese fica fixa por vácuo (3E). Coto com boa alavanca e musculatura preservada Apoio distal Suspensão supracondiliana DESARTICULAÇÃO JOELHO AMPUTAÇÕES NO PÉ LISFRANC FISIOTERAPIA26 OBJETIVOS - FASE PRÉ-PROTETIZAÇÃO • Acolher o paciente de forma humanizada. • Desenvolver habilidades e realizar atividades sem a prótese. • Conseguir um bom equilíbrio muscular. • Treinar transferências e equilíbrio ortostático. • Treinar e proporcionar marcha com auxiliares e locomoção em CR para melhorar suas AVDs. • Recuperar a função muscular prévia. • Impedir e eliminar contraturas prevenindo deformidades secundárias. • Diminuir e eliminar estados dolorosos. • Modelar e maturar o coto. FISIOTERAPIA27 OBJETIVOS - FASE PÓS-PROTETIZAÇÃO • Orientar quanto aos cuidados do coto de amputação com relação a prótese para prevenir ulcerações. • Orientar a colocação da prótese adequadamente. • Treinar a marcha, equilíbrio e adaptação à prótese. • Corrigir postura e alinhamento da prótese durante a marcha. • Acompanhar os ajustes técnicos da prótese. Escoliose O que é Escoliose ? • A escoliose, popularmente conhecida por "coluna torta", é um desvio lateral em que a coluna passa a ter a forma de C ou S. • Quando uma escoliose se desenvolve, a coluna vertebral dobra-se lateralmente e gira ao longo de seu eixo vertical. Estas alterações têm efeitos estéticos e fisiológicos, com consequências a longo prazo, que podem resultar em problemas de saúde significativos na presença de escoliose grave, de alta curvatura. Sinais e Sintomas para serem observados • A Escoliose nem sempre é perceptível, tornando-se perceptível apenas quando a curva progride significativamente. • Ombros ou quadris (cintura) assimétricos; • Tronco inclinado para o lado, resultante do encurvamento da coluna lateralmente; • Clavícula proeminente; • Cansaço e dor nas costas após tempo prolongado em posição sentada ou de pé Diagnóstico Teste de Adam – Manobra de Adams Diagnóstico • Exame de raio-X Tipos de Escoliose A escoliose pode ser classificada de acordo com sua curvatura: • escoliose lombar: se a curvatura estiver localizada na parte inferior da coluna. • escoliose torácica: parte média da coluna • escoliose toracolombar: pode ir desde a parte inferior à superior Tipos de escoliose • Escoliose funcional ou postural: a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. • Escoliose estrutural: Nestes casos, a curvatura é fixa e não desaparece quando a pessoa muda de posição. Tipos de Escoliose • Escoliose Congênita: Este tipo de curva se desenvolve por causa de vértebras congenitamente anormais. • Escoliose Neuromuscular: Uma grande variedade de doenças e distúrbios do sistema nervoso central (cérebro), nervos e músculos pode resultar no desenvolvimento de escoliose • Escoliose Paralítica: É o termo aplicado à curvatura que se desenvolve com freqüência quando há perda precoce da função da medula espinhal por doença ou desordem e particularmente lesão (tetraplegia e paraplegia). Tipos de Escoliose • Escoliose Lombar Degenerativa: Resultado da degeneração assimétrica da coluna vertebral. • Escoliose Idiopática: Isto significa que a causa não é conhecida Escoliose Idiopática • ESCOLIOSE INFANTIL (até 2 anos de idade) –Uma curvatura que se desenvolve antes da criança completar dois anos de idade. • ESCOLIOSE JUVENIL IDIOPÁTICA (2 a 10 anos de idade) – Uma curva que se desenvolve na faixa etária de dois a dez anos de idade. Escoliose Idiopática • ESCOLIOSE IDIOPÁTICA DO ADOLESCENTE (EIA – 11 a 17 anos) – Este tipo de escoliose aparece no início da adolescência e é muito mais comum em meninas do que em meninos. • ESCOLIOSE DO ADULTO (acima de 18 anos) – A escoliose que se desenvolve após a idade de 18 anos por fatores ambientais e físicos tardios. Tratamento • 1. Moldagem • Em crianças pequenas, coletes de gesso são aplicados em torno do tronco, sob anestesia geral, para se endireitar a coluna. Coletes O tratamento de suporte visa controlar uma curva e contê-la em um ângulo aceitável durante a fase de crescimento. Ela não cura a escoliose. Em candidatos adequados para um programa com esse tipo de tratamento a taxa de sucesso é da ordem de 80% e, portanto, nesses pacientes uma operação é evitada Coletes Coletes Coletes Cirurgia de Escoliose Esse método não é considerado a primeira opção de tratamento dada a alta taxa de complicações. O princípio da cirurgia é colocar pontos de ancoragem nas extremidades superior e inferior da curvatura (parafusos ou ganchos), sem expor o resto da coluna vertebral. • A) Hastes tradicionais Para permitir o crescimento, as hastes precisam ser desbloqueadas e alongadas com uma operação a cada 6 a 9 meses. As cirurgias repetidas podem causar problemas com cicatrizes e infecção. • B) Hastes de crescimento guiadas A técnica Shilla usa uma combinação de fusão local na qual as hastes são bloqueadas, e parafusos acima e abaixo permitem que as hastes deslizem livremente. Isso permite um alongamento “automático”. • C) Hastes magnéticas: Estas hastes são inseridas como as hastes tradicionais. No entanto, após a cirurgia elas são alongadas, simplesmente colocando-se um ímã giratório sobre a pele, sem necessidade de cirurgia. Cirurgias de Escoliose • https://www.scielo.br/j/rbfis/a/tDpXMKnPmJfZk8tSdYsvWwg/?forma t=pdf&lang=pt Plexo Braquial O que é ? • Plexo braquial é o conjunto de nervos que faz a comunicação entre os braços e o cérebro. Eles se originam na região cervical e formam um emaranhado nervoso que segue próximo à região da clavícula. • A união destas raízes origina troncos e fascículos nervosos que posteriormente darão origem aos principais nervos responsáveis pela inervação sensitiva e motora dos membros superiores. • Portanto, estes nervos são importantes para os movimentos e sensibilidade do braço, antebraço e mão. Estrutura do Plexo Braquial O plexo braquial é dividido em: cinco raízes, Três troncos, seis divisões, três fascículos cinco ramos. Há cinco ramos terminais e inúmeros outros ramos "pré-terminais" ou "colaterais", que saem do plexo em vários pontos ao longo de seu comprimento Raizes • O plexo braquial emerge em cinco níveis diferentes: C5, C6, C7, C8 e T1 Troncos • Ao se juntarem, as raízes fomam três troncos: • Superior (C5-C6) • Intermediário (C7) • Inferior" (C8-T1) Divisões • Cada tronco, por sua vez, divide-se em dois, formando assim seis divisões: • divisões anteriores dos troncos: superior, médio e inferior • divisões posteriores dos troncos: superior, médio e inferior Fascículos • Essas seis divisões reagrupam-se e se tornam três fascículos, três grandes feixes de fibras. Essas espécies de "cabos" recebem nomes em função de suas posições em relação à artéria axilar • O fascículo posterior, formado a partir das três divisões posteriores dos troncos (C5-C8, T1) • O fascículo lateral, formado a partir das divisões anteriores dos troncos superior e médio (C5-C7) • O fascículo medial, simplesmente uma continuação da divisão anterior do tronco inferior (C8, T1) https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_posterior&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_lateral&action=edit&redlink=1 https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Fasc%C3%ADculo_medial&action=edit&redlink=1 Ramos • A maioria dos ramos tem origem dos fascículos, mas alguns podem ter origem em outras estruturas. Os cinco ramos à esquerda são considerados "ramos terminais". Há variações reportadasno padrão de ramificação, mas se trata de casos atípicos. Lesões no Plexo Braquial • Há muitas formas de lesão do PB, mas a grande maioria é devido a traumas, principalmente decorrentes de acidentes automobilísticos e de motocicleta, mais de 80% das lesões são decorrentes de acidentes de moto; • Também pode haver lesão por quedas, sustentação de carga pesada nos ombros, agressões por objetos cortantes e armas de fogo, podendo ocorrer juntamente com fratura de clavícula. Lesões no Plexo Braquial • Pode ocorrer na criança no momento do parto, condição conhecida como paralisia obstétrica. • Dependendo do mecanismo de lesão, as raízes nervosas podem sofrer avulsão, estiramento ou ruptura. Tipos de Lesões • As lesões traumáticas do plexo braquial são muito variadas, e podem afetar o conjunto de nervos de diferentes formas. Os sintomas e até mesmo o tratamento vão depender do local e da gravidade da lesão • Os que ocorrem com maior frequência são: Paralisia de Erb: • •as raízes C5 e C6 são acometidas, podendo ter acometimento também de C7. Com a lesão destas raízes os músculos afetados são o supraespinal, infraespinal, bíceps supinadores, • comprometendo a abdução, rotação lateral, flexão e supinação. Tipos de Lesões • Isso gera redução dos movimentos do braço e o paciente apresenta a posição de “mão em gorjeta do garçom”, caracterizada por ombro em rotação interna e adução, cotovelo em extensão, antebraço em pronação e punho em flexão. • As causas mais comuns são lesões durante o parto, trauma de membro superior e cirurgias. Geralmente acontece em neonatos que tem um aumento excessivo do ângulo entre a cabeça e o ombro durante o parto. Mão em Gorjeta de Garçom Lesão do Nervo Torácico Longo:• • em suas raízes, de C5 a C7, há acometimento das funções do músculo serrátil anterior e assim, afeta a função de prostração da escápula, ocasionando alteração da estabilidade e força do ombro e gerando a posição de escápula alada. • • As causas mais comuns são acometimento do nervo durante ressecção de linfonodo axilar, esfaqueamento e também tem sido descrita em modalidades esportivas como tênis, vôlei e boliche. • • A lesão, geralmente, tem um bom prognóstico com reversibilidade após um ano com tratamento conservador a base de anti-inflamatórios não hormonais e repouso relativo, evitando peso, mas mantendo a amplitude do movimento do ombro. Lesão do Nervo Axilar • em suas raízes em C5 e C6 os músculos afetados são : o deltoide e redondo menor, o que causa dificuldade em levantar o braço; • • diminuição de força de rotação externa e diminuição de sensibilidade na face lateral do deltoide. • • As causas mais comuns são fratura de colo do úmero e deslocamento do ombro. Lesão do Nervo Radial:• • :• em raízes de C5 a T1, há acometimento dos músculos extensores e da sensibilidade do membro superior. • • A causa mais comum é a Paralisia do “Sábado à noite”, que ocorre quando o paciente dorme sobre o braço, geralmente com sono induzido por substâncias como álcool ou medicamentos que alteram os reflexos. • • Isso leva à falta de circulação adequada do membro que causa paresia e parestesia temporária com sensação de impossibilidade de extensão do punho e dos dedos acompanhada de formigamento no antebraço e dorso da mão lateral à linha axial do 4º dedo. Lesão total do Plexo Braquial • há acometimento de toda musculatura do membro superior; • •gera paralisia e parestesia do membro superior acometido. • •As causas mais comuns são traumas graves, podendo ocorrer também durante o parto. Sinais e sintomas da lesão: • Depende do local, tipo e gravidade da mesma: • •Lesão do tronco superior (formado pela união das raízes C5 e C6), pode acarretar dificuldades para movimentar a região do ombro; • • Quando o tronco médio é afetado (raiz C7), pode haver dificuldade de movimentos do cotovelo; • • No comprometimento do tronco inferior (raízes C8 e T1), pode dificultar o movimento da mão; • • Quando ocorre lesão dos três troncos, pode haver paralisia total do membro superior e fraqueza muscular, Sinais e Sintomas da Lesão a lesão do PB também pode acarretar: atrofias e encurtamentos musculares; • rigidez nas articulações e deformidades musculoesqueléticas no membro superior afetado, podendo levar até mesmo a alterações posturais; • Falta de controle dos movimentos; • Braço e/ou mão flácido ou paralisado; • Alterações da sensibilidade, tais como formigamento, dormência, sensação de choques e dor, ou falta de sensibilidade; • Inchaço, aumento ou diminuição do suor. Consequências da lesão no dia-a-dia: pentear os cabelos, beber água, alimentar-se, tomar banho, vestir-se, escrever, praticar esportes, etc. Devido principalmente à fraqueza muscular, rigidez nas articulações e dor, a lesão pode afetar a qualidade de vida do indivíduo podendo até mesmo limitar atividades de lazer ou restringir seu desempenho no trabalho, gerando conseqüências emocionais, sociais e econômicas. Tratamento: • Dependendo do tipo e gravidade da lesão, alguns casos podem necessitar de abordagem cirúrgica, seguindo critérios avaliados pelo neurocirurgião e sua equipe. • Existem diversos tipos de cirurgia que visam restaurar ou otimizar a função dos nervos comprometidos. Tratamento Fisioterapêutico • • é de extrema importancia o acompanhamento fisioterapêutico especializado • .• A fisioterapia após uma lesão traumática do plexo braquial tem como objetivos recuperar as funções sensoriais e motoras do indivíduo e evitar ou minimizar as deformidades articulares e alterações musculares, como encurtamentos e atrofia, visando maior independência e melhor qualidade de vida. • • O tratamento fisioterapêutico deve ser iniciado precocemente. Nos casos cirúrgicos, é importante a abordagem ainda no período pré-operatório. • • A fisioterapia visa a recuperação da força muscular, restauração ou manutenção da mobilidade das articulações e da flexibilidade dos músculos, prevenção de deformidades e alterações posturais, melhora da dor e treino das atividades do dia a dia que estiverem comprometidas. Fisioterapia Neurofuncional na Lesão do Plexo Braquial: • A abordagem fisioterapêutica tem como objetivos a recuperação funcional e a redução de possíveis complicações, visando maior independência e melhor qualidade de vida. • A fisioterapia deve ser iniciada precocemente; nos casos cirúrgicos, é importante a abordagem ainda no período pré-operatório, com a realização de uma avaliação detalhada, além de orientações gerais dadas ao paciente e sua família e/ou cuidadores. • Quando não há prevenção das complicações precocemente, a recuperação do paciente pode ficar muito prejudicada. Por isso, é de extrema importância a atuação de um fisioterapeuta neurofuncional, já que a lesão de PB tem especificidades que requerem conhecimentos específicos. Tratamento Fisioterapêutico • • A fisioterapia inclui atividades que visam a recuperação da força muscular, restauração da mobilidade das articulações e da flexibilidade dos músculos, prevenção de deformidades e alterações posturais, melhora da dor e treino das atividades funcionais que foram comprometidas. • • É importante ainda orientar os pacientes quanto ao posicionamento do membro superior comprometido e atenção aos riscos de lesão, como queimaduras, por exemplo, devido à falta de sensibilidade • .• Em alguns casos, há necessidade de indicar órteses e dispositivos adequados para auxiliar a estabilidade do ombro e prevenir deformidades. Alguns dispositivos podem facilitar a execução de atividades funcionais Órteses de Manguito Umeral Órtese de Posicionamento Substituidor de Pressão ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 SEJAM TODOS BEM-VINDOS!!!! Profª Theda Manetta da Cunha Suter Eu te conheço? Quero saber de sua vida. - ACESSE: https://forms.gle/ughnBfHGBqqG87EM9 2 Sou Profª Theda Manetta da Cunha Suter DEONDE É ISSO? https://www.youtube.com/watch?v=fN_xL-SU6fA TEM MAIS https://youtu.be/HL2GPtGrPTc https://youtu.be/w-vnwQKAoAs PLANO DE ENSINO ➢ Conceituar os principais termos utilizados na aplicação das órteses e próteses ➢ Enumerar as diferenças entre próteses e órteses ➢ Conhecer os métodos de construção das próteses e órteses ➢ Conhecer a biomecânica envolvida na criação das órteses e próteses ➢ Classificar estruturalmente e funcionalmente os diversos tipos de órteses ➢ Prescrever a prótese ou órtese correta para utilização nas disfunções ou ausência das partes móveis do corpo ➢ Aplicar corretamente as órteses e próteses nos seus respectivos segmentos OBJETIVO 5 PLANO DE ENSINO UNIDADE 1: Introdução à Ortótica UNIDADE 2: Órteses Tornozelo Pé UNIDADE 3: Órteses Joelho-Tornozelo-Pé e Órtese para Joelho UNIDADE 4: Órteses para Paraplegia e Transtornos do Quadril UNIDADE 5: Órteses para Tronco e Pescoço EMENTA/CONTEÚDO 6 PLANO DE ENSINO UNIDADE 6: Órteses para Membros Superiores UNIDADE 7: Órteses para Transtornos de Tecido Mole UNIDADE 8: Próteses para Membros Inferiores. EMENTA/CONTEÚDO 7 PLANO DE ENSINO - SEMPRE AULAS DIALOGADAS - USO DE CASOS CLÍNICOS PARA RESOLUÇÃO E ARTIGOS CIENTÍFICOS - AVALIAÇÕES: AV1, AV2 e AV3 MÉTODO 8 PLANO DE ENSINO ➢Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Confecção e manutenção de órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção: confecção e manutenção de próteses de membros inferiores, órteses suropodálicas e adequação postural em cadeira de rodas. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/confecao_manutencao_orteses_proteses.pdf ➢CARVALHO, José André. Órteses : Um Recurso Terapêutico Complementar (livro eletrônico). 2ed. São Paulo: Manole, 2012. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/ ➢FERNADES, Antonio Carlos... [et al.]. Reabilitação [livro eletrônico].. 2.ed. Barueri, SP: Manole, 2015. Disponível em: https://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520434932/pages/5 BIBLIOGRAFIA 9 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/confecao_manutencao_orteses_proteses.pdf PLANO DE ENSINO - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção à saúde da pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde ? SUS. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2009.. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa amputada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.. 1. ed. 1. reimp.. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013.. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf - BUCHOLZ, Robert W e col. Fraturas em Adultos de Rockwood & Green (livro eletrônico). 1ed. São Paulo: Pearson, 2013. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/ - KEIL, Anne. Bandagem terapêutica no esporte e na reabilitação. [livro eletrônico].. Barueri: São Paulo: Manole, 2014. Disponível em: http://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520435359/pages/7 - Pandey Sureshwar, Pandey Anil Kumar. Fundamentals of Orthopedics & Trauma (livro eletrônico). São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/ BIBLIOGRAFIA 10 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf https://plataforma.bvirtual.com.br/ PLANO DE ENSINO - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Atenção à saúde da pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde ? SUS. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2009.. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa amputada / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.. 1. ed. 1. reimp.. Brasília: DF: Ministério da Saúde, 2013.. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf - BUCHOLZ, Robert W e col. Fraturas em Adultos de Rockwood & Green (livro eletrônico). 1ed. São Paulo: Pearson, 2013. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/ - KEIL, Anne. Bandagem terapêutica no esporte e na reabilitação. [livro eletrônico].. Barueri: São Paulo: Manole, 2014. Disponível em: http://estacio.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788520435359/pages/7 - Pandey Sureshwar, Pandey Anil Kumar. Fundamentals of Orthopedics & Trauma (livro eletrônico). São Paulo: Pearson, 2015. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br/ BIBLIOGRAFIA 11 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/atencao_saude_pessoa_deficiencia_sus.pdf https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_pessoa_amputada.pdf https://plataforma.bvirtual.com.br/ VAMOS COMEÇAR? - Surgimento após a Primeira Guerra Mundial - grande número de pessoas mutiladas. - O número de amputados no Brasil é grande em decorrência de acidentes de transito, de trabalho, de doenças como diabetes, hanseníase, vasculares e outras. - No Brasil 6,5 milhões de pessoas possuem alguma deficiência física ou motora - Em dados de 2005 à 2011- 42 mil amputações por ano (DATASUS) 12 DESDE O INÍCIO ATÉ HOJE UM POUCO DE HISTÓRIA https://www.youtube.com/watch?v=d57ytOhfa28 ✓ As órteses já eram utilizadas desde a antiguidade. Eram fabricadas de forma artesanal, com materiais rústicos e pesados. ✓ Atualmente as técnicas de confecção são mais sofisticadas, com materiais mais leves - resultados mais funcionais e valorização da estética https://www.youtube.com/watch?v=d57ytOhfa28 DEFINIÇÕES : Orthos : reto/ direto/ correção + Sis : Ação • Órtese : – Palavra Derivada do Grego : ORTHOSIS Portando, define-se como um dispositivo terapêutico aplicado externamente ao segmento corpóreo com objetivo de melhorar mobilidade e função. CARVALHO, 2013 DEFINIÇÕES • Prótese – Toda peça ou aparelho artificial destinada a substituir parte do corpo, mecanismo que aumenta ou melhora sua função. ÓRTESE X PRÓTESE X Atuação do Fisioterapeuta ➢ O Fisioterapeuta é responsável pela preparação do coto para colocação da prótese: ➢ Redução do edema; ➢ Enfaixamento; ➢ Desensibilização; ➢ Alongamento; ➢ Fortalecimento Muscular; ➢ Avaliação: Amplitude de movimento ativa e passiva, força muscular, função sensorial e pele do coto e ensinar o paciente a se auto avaliar; ➢ Avaliação estática: paciente em pé ➢ Avaliação dinâmica: deambulação, distribuição de peso, pontos de contato da prótese (para evitar escaras) 17 TERMINOLOGIA 18 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE 19 TERMINOLOGIA Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE VAMOS COMEÇAR? 20 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE FONTES https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE https://www.youtube.com/watch?v=XZ0gTPzY0bE ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 2 – ÓRTESES TORNOZELO PÉ Baseada na aula da Profª Ms. Beatriz Bregantin Pinheiro Profª Theda Manetta da Cunha Suter COMEÇANDO COM OS TERMOS Convencionou-se utilizar as iniciais em ingles das articulações ou seguimentos corporais envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose). DIFERENTES NOMENCLATURAS Souza, Fernandes, Shimano, 2015 BIOMECÂNICA ➢ Sistema de força com 3 pontos de fixação ➢ Sistema em equilíbrio: soma das forças = 0 Souza, Fernandes, Shimano, 2015 Biomecânica da Marcha https://www.youtube.com/watch ?v=4BiRCzCKrd0 GUARDEM ESTE ENDEREÇO E ASSISTAM ESTE VÍDEO UMA VEZ POR MÊS https://www.youtube.com/watch?v=4BiRCzCKrd0 UTILIZAÇÃO DAS ÓRTESES DE MMII FUNÇÃO : ✓ Prevenir ou corrigir deformidades MMII ✓ Suportar/ sustentar peso corporal ✓ Imobilizar MMII ✓ Estabilizar/proteger MMII • Nomenclatura Antigamente , as órteses eram identificadas e batizadas com: ▪ Nomes de seus inventores e pesquisadores ▪ Nomes das cidades de origem ou dos centros de reabilitação onde foram criadadas. Harris em 1973, foi autor de um relatório que preparou a padronização das terminologias referentes a órteses a qual passou a ser aceita e aplicada . CLASSIFICAÇÃO DAS ÓRTESES DE MMII ➢ Órteses plantares ➢ Órteses curtas (AFOs) ➢ Órteses longas (KAFOs e HKAFOs) ➢ Órteses de reciprocação (RGOs) ➢ Órteses para região pélvica https://www.medicalexpo.com/pt/prod/ottobock/product-74842-469082.html FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ Indicações: minimizar a dor através da melhor distribuição da carga . Redistribuição de peso Base para órteses mais extensas Base para a maioria das órteses de MMII Distribuição de forças, conforto, função e aparência Reduzir a pressão sobre áreas deformadas ou sensíveis FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ Palmilhas: ✓ Melhora da função ✓ Alivio da dor ✓ Transição na fase de apoio ✓ Transferir Tensões da sustentação de peso Palmilhas: Comprimento da Sola → Restrição Anterior Modificações Fixas: Limitação a um Único Sapato MELHORA DA MARCHA Palmilhas e Modificações Internas >Proximidade do pé > Eficiência FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ ➢ PALMILHAS DE MATERIAIS MOLES (Plásticos Visco elásticos) ✓ Reduzir cisalhamento e impactos ✓ Proteger contra dor e sensibilidade Plásticos Semirrígidos ou rígidos, borracha ou metal ➢ Materiais : Plastazote, Silicone Coxim metatarsiano Coxim para esporão calcâneo PALMILHA SILIGEL COM ARCO E BARRA METATARSAL MODIFICAÇÕES EXTERNAS: ➢ Desgaste ➢ Discrição ➢ Limitação ao calçado modificado FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ SALTO DE THOMAS BARRA METATARSIANA BARRA DE BALANÇO CALÇO DE CALCANHAR ➢ Sapatos adaptados Indicação: Pacientes com alterações ósseas importantes -pés neuropaticos graves, -pés reumáticos, -dismetrias de MMII, -amputações Pré-fabricados ou confeccionados sob medida FOOT ORTHOSIS - ÓRTESES DE PÉ CONFECÇÃO DE ÓRTESES Molde negativo Termomodelagem em termoplástico de alta temperaturaMolde positivo ÓRTESES CURTAS ➢AFOs -Submaleolar (SubMO) -Supramaleolar (SMO) -Dinâmica -Semirrígida -Articulada -Rígida (fixa) -Reação ao solo -AFO com estimulação elétrica ÓRTESE SUBMALEOLAR ( SubMo) ✓ Promove estabilidade médio lateral do retro, médio e antepé ✓ Estabilidade do calcâneo e mantém livre ADM de tornozelo nos planos sagital e frontal Indicações: pacientes hipotônicos ÓRTESE SUPRAMEOLAR (SMO) ✓ Para pacientes com instabilidade e desvios importantes em inversão ou eversão ✓ Recorte próximo aos maléolos promove estabilidade, porém não controla Dorsiflexão e Flexãoplantar ANKLE - FOOT ORTHOSIS • Ankle - Foot Orthosis Indicações: Pacientes com sequelas neuromusculares de origem central ou periférica espásticas e flácidas. Materiais: Termoplásticos, metálicas ou fibras de carbono. BASE ANKLE - FOOT ORTHOSIS AFO DINÂMICA ✓ Permite movimento passivo de dorsiflexão com grande amplitude e limitação da flexão plantar Indicação: pacientes com lesões periféricas ou paralisias flácidas (sequela de “pé caído”) Materiais: termoplástico, fibra de carbono AFO SEMIRRIGIDA ✓ Permite alguns graus de dorsiflexão . Indicação: pacientes com lesões periféricas com grandes desvios rotacionais e lesões centrais com espasticidade leve ou moderada com o pé em equino AFO ARTICULADA Indicação: Pacientes deambuladores que apresentam movimentos passivos de dorsiflexão, seja em sequelas espásticas ou flácidas Não indicadas: para cadeirantes, uso noturno. AFO RÍGIDA ✓ Não permite movimentação articular do tornozelo. Indicação : pacientes com espasticidade grave e deformidades já instaladas em equino ou equino varo AFO DE REAÇÃO AO SOLO ✓ Tem como principal objetivo a extensão do joelho durante a fase de apoio . Indicação: pacientes com fraqueza dos músculos sóleo e gastrocnêmio AFO COM ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA Indicação: pacientes com lesões do tipo flácidas ou com discreta hipertonia ➢ Sensor sob o calcâneo e os eletrodos de superfície nos músculos dorsiflexores ➢ Sensor é acionado ao perder contato com o solo ➢Musculatura é estimulada, simulando o controle normal da marcha MATERIAL DAS ÓRTESES ➢ TERMOPLÁSTICO ✓ Resistência ao estiramento. ✓ Capacidade de retorno da placa quando reaquecida (memória), ✓ Modelado e reajustado, aquecidos em água em temperatura entre 60ºC e 77ºC. ✓ Rigidez, durabilidade, autoaderência, boa adaptação ➢ FIBRA DE CARBONO ✓ Leve e resistente. ✓ Durável e impermeável à água, umidade, calor, frio e corrosão. ✓ Liberação de energia armazenada, energia elástica. SUPORTES Tem tarefa no teams! https://ib.rc.unesp.br/Home/Departamentos47/EducacaoFisica/labiomec/2007 -silva-e-goncalves-suportes-de-pe-e-tornozelo-motriz.pdf https://ib.rc.unesp.br/Home/Departamentos47/EducacaoFisica/labiomec/2007-silva-e-goncalves-suportes-de-pe-e-tornozelo-motriz.pdf FONTES https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5210544/mod_folder/content/0/Conceitos sobre %C3%93rteses de Membros Inferiores e Coluna-2.pdf?forcedownload=1 ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 3 – ÓRTESES TORNOZELO PÉ Profª Theda Manetta da Cunha Suter Baseada na aula da Profª Ms. Beatriz Bregantin Pinheiro COMEÇANDO COM OS TERMOS Convencionou-se utilizar as iniciais em ingles das articulações ou seguimentos corporais envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose). ÓRTESES LONGAS Knee - Ankle - Foot Orthosis Indicação: Pacientes hemiplégicos ou paraplégicos com controle pélvico e total ou parcial controle sobre as articulações do joelho e tornozelo. •Redução do Peso •Redução da pressão pelas cintas •Padrão mais fisiológico da marcha RESTRIÇÃO: Medial/Lateral e Hiperextensão ÓRTESES LONGAS Knee - Ankle - Foot Orthosis Indicação: Pacientes hemiplégicos ou paraplégicos com controle pélvico e total ou parcial controle sobre as articulações do joelho e tornozelo. ➢Rígida ou Articulada (livre, trava anel, suíça, gatilho) ➢Tutor Longo ou Tutor Curto ➢Com ou sem apoio isquiático ÓRTESE EXTENSORA DE JOELHO ✓ Goteira ou lona extensora de joelho Material: lona e barras metálicas Indicação : ▪ paralisia do aparelho extensor ▪ manutenção do joelho em extensão para : - treino de bipedestação, - descarga de peso, - posição ortostática - Pós-operatórios IMOBILIZADOR PARA PO JOELHO -BRACE ÓRTESE DE SARMIENTO PARA FRATURA DE TÍBIA A Órtese de Sarmiento para fratura de Tíbia é confeccionada em termoplástico, sob medida e imobiliza a área fraturada para consolidação óssea correta, permitindo o movimento das articulações do joelho e tornozelo. ÓRTESE DE JOELHO (KO) KO para proteger e estabilizar o joelho – estabilizam o joelho protegendo contra ADMs indesejadas. DONJOY RENEGADE BRACE PARA JOELHO ÓRTESES LONGAS Hip - Knee – Ankle - Foot Orthosis ou Tutor Longo KAFO CINTA PÉLVICA ARTICULAÇÃO DO QUADRIL+ + Fixa HKAFO no tronco. Entre trocanter maior e crista ilíaca RESTRIÇÃO: Abdução X Plano Frontal Adução X Plano Frontal Rotação X Plano Transversal Padrão da Marcha ÓRTESES LONGAS Indicação : Pacientes que não apresentam controle sobre as articulações do quadril, joelho e do tornozelo. Indicação com componente torácico : Para pacientes sem controle de tronco THKAFO (trunk hip knee ankle foot orthosis) HKAFOs ➢ Articulação do quadril sem trava: Para pacientes com controle pélvico parcial ➢ Articulação do quadril com trava: Para pacientes sem controle pélvico ➢ Com componente torácico para pacientes sem controle de tronco Indicação: estabilização tronco pouco indicadapara marcha ÓRTESES LONGAS Trunk - Hip - Knee - Ankle - Foot Orthosis KAFO + ÓRTESE LOMBOSSACRAL ✓Maior Estabilidade ✓ Dificil Colocação ✓Mais Pesada ✓ Pouco utilizadas RESTRIÇÃO: Abdução Adução Rotação Padrão da Marcha ÓRTESE LONGA NÃO ARTICULADA Objetivo: manter articulações dos MMII em posição funcional durante o desenvolvimento para evitar complicações Indicação: pacientes sem controle motor das articulações do quadril e MMII Materiais: -Polipropileno em molde de gesso -Reajuste conforme crescimento da criança ou necessidades terapêuticas. TLSO + HKAFO ou leito de posicionamento RECIPROCATION GAIT ORTHOSES (RGO) ✓ Órtese de reciprocação MECANISMO DE RECIPROCAÇÃO: à medida que estende um quadril, o quadril colateral automaticamente entra em flexão. Características: Tornozelos rígidos, hastes laterais rígidas Modelos disponíveis no mercado: Parawalker , Walkabout , ARGO, Lsu. GASTO ENERGÉTICO VELOCIDADE ÓRTESE DE LOCOMOÇÃO VERTICAL SWIVEL-WALKER Permite Ortostatismo e Locomoção vertical Indicação: pacientes que não conseguem manter-se na posição em pé independente. https://www.youtube.com/watch?v=04Rb5RX7Tec https://www.youtube.com/watch?v=04Rb5RX7Tec ÓRTESE HIBRIDAS – EXOESQUELETO ✓ Componentes mecânicos e eletrônicos (motores de correntes contínuas e baterias recarregáveis) Modelos Disponíveis: ReWalk RexBionics eLEGS ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA FRALDA FREJKA -Mantém cabeça femoral centralizada no acetábulo Indicação: Displasia coxofemoral congênita, 1º mês de vida ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA DENNIS BROWN -Prevenção da deformidade em rotação interna de quadris -“Sapatilhas” unidas por uma barra rígida -Angulação ajustada conforme necessidade ÓRTESES PARA REGIÃO PÉLVICA SUSPENSÓRIO DE PAVLICK Órtese dinâmica -Permite flexão/abdução (quadril) e impede extensão/adução (quadril) -Manutenção da abdução e rotação externa, nos casos de luxação congênita dos quadris ➢ Suporte para ficar em pé com a base plana ➢ Marcha com muleta ou andador ➢ Esteticamente desagradável PARAPÓDIO ORTHOWALK O OrthoWalk é um exoesqueleto não robotizado, dividido em duas partes - A parte inferior do equipamento (KAFO) com suporte de tronco rígido SISTEMA WALKAIDE O Walkaide é destinado para o pé caído em pacientes com danos nas vias ou neurônios motores superiores (cérebro ou medula). INDICAÇÕES: – Acidente Vascular Cerebral (AVC) – Esclerose Múltipla – Lesão Medular Incompleta – Traumatismo Craniano – Tumor no Sistema Nervoso Central – Paralisia Cerebral https://adpostural.com.br/vendas-de-walkaide-system-em-itajai/ SISTEMA WALKAIDE SISTEMA WALKAIDE SISTEMA WALKAIDE https://www.youtube.com/watch?v=6V3B1MoXZ90 https://www.youtube.com/watch?v=6V3B1MoXZ90 VAMOS PRATICAR ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 4 – ÓRTESES QUADRIL, JOELHO, TORNOZELO PÉ Profª Theda Manetta da Cunha Suter VAMOS PRATICAR SOBRE A AULA PASSADA! COMEÇANDO COM OS TERMOS Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das articulações ou seguimentos corporais envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose). VAMOS FAZER A LEITURA! Carvalho, José André. Órteses: um recurso terapêutico complementar. 2ª ed., Barueri: Manole. 2013. p 37-48. Capítulo 3 - Componentes para órteses de membros inferiores Disponível em: SIA – BIBLIOTECAS - MINHA BIBLIOTECA APÓS A LEITURA: 1A- Diferença do tornozelo livre e fixo 2B- Articulação livre do tornozelo: diferença entre movimento limitado e movimento assistido 3C- Joelho: particularidades e articulação livre 4-D Joelho: trava em anel 5E- Joelho: trava Suíça 6F- Joelho: trava em gatilho e trava eletrônica 7F- Quadril • DIVISÃO EM 7 GRUPOS • FAZER A LEITURA • PREPARAR A EXPLICAÇÃO DE Usem o capítulo, busquem outros materiais, preparem uma breve apresentação! A- JOÃO PEDRO CADAMURO B- WELLINGTON VALENTIM C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS D- EDUARDO FORTES E- HENRIQUE GABRIEL F- TAINÁ FRANCISQUINI LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO A- JOÃO PEDRO CADAMURO B- WELLINGTON VALENTIM C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS D- EDUARDO FORTES E- HENRIQUE GABRIEL F- TAINÁ ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 5 – ÓRTESES QUADRIL, JOELHO, TORNOZELO PÉ Profª Theda Manetta da Cunha Suter COMEÇANDO COM OS TERMOS Convencionou-se utilizar as iniciais em inglês das articulações ou seguimentos corporais envolvidas pelas órteses no sentido crânio- caudal seguida da letra “O” (Orthose). VAMOS FAZER A LEITURA! Carvalho, José André. Órteses: um recurso terapêutico complementar. 2ª ed., Barueri: Manole. 2013. p 37-48. Capítulo 3 - Componentes para órteses de membros inferiores Disponível em: SIA – BIBLIOTECAS - MINHA BIBLIOTECA APÓS A LEITURA: 1A- Diferença do tornozelo livre e fixo 2B- Articulação livre do tornozelo: diferença entre movimento limitado e movimento assistido 3C- Joelho: particularidades e articulação livre 4-D Joelho: trava em anel 5E- Joelho: trava Suíça 6F- Joelho: trava em gatilho e trava eletrônica 7F- Quadril • DIVISÃO EM 7 GRUPOS • FAZER A LEITURA • PREPARAR A EXPLICAÇÃO DE Usem o capítulo, busquem outros materiais, preparem uma breve apresentação! A- JOÃO PEDRO CADAMURO B- WELLINGTON VALENTIM C- NOÉLLE GABRIELE SANTOS D- EDUARDO FORTES E- HENRIQUE GABRIEL F- TAINÁ FRANCISQUINI LÍDERES DOS GRUPOS DE TRABALHO CONTINUANDO! ÓRTESES ESTÁTICAS E DINÂMICAS ESTÁTICAS Visam prover suporte a áreas do corpo e não têm partes móveis DINÂMICAS Visam imobilizar algumas regiões e têm uma ou mais partes móveis. ÓRTESES ESTÁTICAS E DINÂMICAS ESTÁTICAS Visam prover suporte a áreas do corpo e não têm partes móveis DINÂMICAS Visam imobilizar algumas regiões e têm uma ou mais partes móveis. ÓRTESES - CLASSIFICAÇÃO ÓRTESES ÓRTESES ÓRTESES E PRÓTESES- SDE3958 AULA 6 ÓRTESES DE PESCOÇO E COLUNA Profª Theda Manetta da Cunha Suter Colar Cervical • São flexíveis ou semi-rígidas. • Envolvem o pescoço, lembrando ao usuário para evitar movimentos bruscos. • Mantém o calor, evitando espasmos musculares. • INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, traumatismos leves, artroses, artrites, torcicolos e afecções da coluna cervical R$ 12,95 Colar Cervical de THOMAS • Envolve o pescoço, lembrando ao usuário para evitar movimentos bruscos. • Mantém o calor, evitando espasmos musculares. • Mais flexível, permite o movimento de flexão controlada. • INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, traumatismos leves, artroses, artrites, torcicolos e afecções da coluna cervical R$ 92,95 Colar Cervical com Apoio Mentoniano • FUNÇÃO: Proporcionar um maior suporte para a cabeça devido ao apoio mentoniano (para o queixo) para reduzir o movimento e assim limita o movimento de flexão cervical. • INDICAÇÕES: Artrite reumatóide, artroses, torcicolos, traumatismos, pós operatórios ortopédicos ou neurológicos de coluna cervical e afecções da coluna cervical. R$ 98,00 Colar Cervical Philadelphia • FUNÇÃO: Imobilizar a região cervical a fim de proporcionar maior estabilidade, controle nos movimentos de flexão, extensão e rotação cervical. • INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, fratura, pós operatórios, traumatismos, artroses, artrites, torcicolos e afecções da coluna cervical. R$169,20 Colar Cervical Philadelphia Colar Miami • FUNÇÃO: Imobilizar a região cervical a fim de proporcionar maior estabilidade, controle nos movimentos de flexão, extensão e rotação cervical. • INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, fratura, pós operatórios, traumatismos, artroses, artrites, torcicolos e afecções da coluna cervical. R$ 522,00 Colete de Minerva FUNÇÃO: Imobilizar a região cervical a fim de proporcionar maior estabilidade, controle nos movimentos de flexão, extensão e rotação cervical. Possui componentes de tração cervical INDICAÇÕES: Cervicalgia com irradiação, fraturas (principalmente por compresssão, pós operatórios, traumatismos, artroses, artrites,torcicolos e afecções da coluna cervical. R$ 555,00 Colete de Minerva Cervical Brace Halo É o único invasivo, é como uma fixação externa colado sob cirurgia. São feitos dois furos na calota craniana anteriormente e posteriormente, (parafuso), sendo usado somente em casos de fraturas graves, principalmente altas (c1 e c2, dente do áxis). Possui componente de tração, o paciente geralmente está no leito. Colete Halo West • FUNÇÃO: Tem como função imobilizar a coluna cervical, com inúmeras vantagens sobre os demais modelos, pois permite que o paciente possa se locomover e trabalhar normalmente, não exigindo uma imobilização no leito. • INDICAÇÕES: Fraturas cervicais altas (fraturas cervicais com ou sem luxação, pós operatório de artrodese cervical. ÓRTESE CÉRVICO-TÓRACO-LOMBO-SACRA OCTLS ÂNGULO DE COBB DE 25 A 45º Colete de Milwaukee • FUNÇÃO:. Promove a correção e estabilidade dos componentes articulares da coluna vertebral a fim de bloquear e reduzir a progressão das alterações posturais. • INDICAÇÕES: Curvaturas escolióticas de 20 a 40 graus, e ou escolioses com angulação de 40 a 60 graus caso o paciente não aceite a realização da cirurgia ou tenha impossibilidade de realizá-la; em hipercifoses posturais, doença de Scheuermann e hiperlordoses. Colete de Boston • FUNÇÃO: Estabilizar a coluna vertebral, corrigir e manter as curvas escolióticas com ápice abaixo de T7 ou cifoses dorsais com ápice em T8 mediante compressão e contra rotação da coluna vertebral. • INDICAÇÃO: Alterações posturais como escolioses, cifoses e hiperlordoses, fraturas torácicas ou lombares e pós cirúrgicos, melhora do esquema e imagem corporal Colete de Boston Bivalvado • FUNÇÃO: Proporcionar o maior grau de controle sendo ajustável a possíveis mudanças. Este estilo permite uma maior facilidade de colocação e é usado muitas vezes em casos de pós operatórios. • INDICAÇÃO: Esta órtese é indicada em casos de pós operatório de cirurgias lombares, hérnias discais, lombalgia, fratura por compressão, espondilolistese, desordens degenerativas de disco. OLS com sobreposição Anterior • FUNÇÃO: Oferece ótima ajustabilidade sem comprometer a integridade da função pretendida. Este método de tratamento é habitualmente escolhido em casos de presença de lombalgia. • INDICAÇÃO: É indicado para espondilolistese, fusão lombar, desordens degenerativas de disco, laminectomias, injurias de esporte, fraturas por compressão, espondilites. Órtese Jewett • FUNÇÃO: Permite que a coluna lombar permaneça em lordose, sendo utilizado dessa forma para controle da flexão. • INDICAÇÕES: Pacientes com postura cifótica,, osteocondrites, osteoporose, osteoartrite vertebral, fratura pequenas de vértebra torácica ou lombar sem comprometimento neurológico. Órtese Jewett OTLS com apoio esternal para controle de flexão • FUNÇÃO: Esta órtese de perfil baixo apresenta uma barra de alumínio e reforços posteriores a fim de criar uma órtese altamente ajustável. O paciente pode mascarar esta órtese com sua roupa aumentando assim o uso diurno. • INDICAÇÃO: Cifose de Sheuermann, cifose estrutural leve, estabilização postural e cifoescoliose. Órtese para controle de flexão (colete três pontos) • FUNÇÃO: Permitir que a coluna lombar permaneça em lordose, a fim de manter uma postura ereta e evitando a flexão. • INDICAÇÕES: Indivíduos que não podem utilizar o colete de Jewett, como em casos de busto volumoso ou que utilizam bolsa de colostomia. Pacientes com postura cifótica, osteoporose, osteoartrite vertebral, fratura de vértebra torácica ou lombar (corpo) sem comprometimento neurológico. OLS Putty (colete de contenção lombossacra) • FUNÇÃO: Realizar o suporte local, diminuir a mobilidade da região lombossacra e compressão abdominal transmitida nos sentidos ântero-posterior, superior e inferior e laterais resultando num alívio local. • INDICAÇÕES: Contraturas paravertebrais pós- traumáticas, artroses, hérnias discais sujeita a cirurgia ou não, espondilolistese, estabilização no tronco do lesado medular, lombalgias, lombociatalgias, osteoropose avançada, fraturas osteoporóticas e trauma local. Faixa ou Tensor Abdominal • Função: Aumento da PIA, limitação do movimento e melhora da estabilidade. • Indicação: Lombalgia, hérnia de disco, cirurgias abdominais e lipoaspirações. Tensor Abdominal com alça