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Projeto Integrador - Protocolo de tratamento (Lesão - Meniscal) (1)

Roteiro de protocolo de reabilitação na fase aguda da lesão de menisco para aluno: apresenta objetivos de aprendizagem, orientações acadêmicas (formatação, plágio), instruções para prática em laboratório em duplas e embasamento teórico sobre anatomia e função dos meniscos.

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Ana Foletto

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ROTEIRO DA APA
PARA O ALUNO 
PROJETO INTEGRADOR: PROTOCOLO
DE TRATAMENTO: LESÃO MENISCAL
Professor(a): Esp. Jamile Rahal Cardoso
2
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO PARA LESÃO DE MENISCO FASE AGUDA
01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, 
a atividade será zerada.
03. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como 
plágio, sendo o trabalho zerado.
04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser 
referenciados conforme as normas da ABNT.
05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no 
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 
07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
3
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
Objetivos da prática:
 – Compreender a anatomia e biomecânica do joelho: É essencial para os 
fisioterapeutas entenderem a estrutura e função do joelho, incluindo os componentes do 
menisco, para fornecer uma reabilitação eficaz.
 – Reconhecer os tipos de lesões de menisco: Existem diferentes tipos de lesões de 
menisco, como as lesões longitudinais, transversais, radiais e complexas. É importante 
que os fisioterapeutas possam reconhecer essas lesões e entender suas implicações 
na reabilitação.
 – Conhecer os protocolos de tratamento: Aprendendo sobre os protocolos de 
tratamento atualizados para a fase aguda da lesão de menisco, os fisioterapeutas podem 
ajudar na redução da dor, inflamação e na promoção da cicatrização do tecido.
 – Desenvolver habilidades de avaliação: Os fisioterapeutas precisam ser capazes de 
realizar uma avaliação completa do paciente para identificar déficits funcionais, restrições 
de movimento e instabilidade associada à lesão de menisco.
 – Aprender técnicas de intervenção precoce: Durante a fase aguda da lesão de 
menisco, intervenções como mobilizações articulares suaves, crioterapia, modalidades 
de controle da dor e exercícios terapêuticos específicos podem ser benéficas para 
promover a recuperação inicial.
 – Fornecer educação ao paciente: Parte importante da reabilitação é educar o paciente 
sobre sua lesão, prognóstico e o papel do exercício e da terapia na recuperação. Os 
acadêmicos de fisioterapia aprendem a fornecer informações precisas e motivar os 
pacientes a aderir ao programa de reabilitação.
 – Colaborar com outros profissionais de saúde: Os fisioterapeutas frequentemente 
trabalham em equipe com cirurgiões ortopédicos, médicos e outros profissionais de 
saúde no manejo da lesão de menisco. Portanto, é importante que os acadêmicos de 
fisioterapia aprendam a colaborar efetivamente com outros membros da equipe de saúde.
 – Promover a prevenção de lesões futuras: Além de tratar a lesão de menisco atual, 
os fisioterapeutas também podem ajudar os pacientes a identificar e corrigir fatores de 
risco para lesões futuras, como desequilíbrios musculares e padrões de movimento 
inadequados.
Em resumo, aprender sobre a reabilitação da lesão de menisco na fase aguda prepara os 
acadêmicos de fisioterapia para fornecer uma abordagem abrangente e eficaz no manejo dessa 
condição, visando à recuperação funcional e à prevenção de complicações a longo prazo.
4
AMBIENTE NA PRÁTICA
Essa atividade prática será realizada em um laboratório com macas, é importante você 
estar de jaleco, e levar uma roupa de prática como um shorts ou bermuda.
A atividade será realizada em duplas, de forma que possam executar e receber a conduta.
Obs.: Caro(a) aluno(a), no caso de atividades práticas em ambientes profissionais você 
deve verificar o calendário destas atividades com o seu polo de apoio presencial UniFatecie. 
Caso haja dúvidas, ou não possuir polo, entre em contato com seu tutor.
5
EMBASAMENTO TEÓRICO
Os meniscos são estruturas fibrocartilaginosas formadas entre a 8ª e 10ª semanas de gestação, 
cuja função principal é aprofundar a superfície da tíbia e acomodar os côndilos femorais medial e 
lateral. Eles são compostos principalmente por colágeno tipo I e uma variedade de proteínas não 
colágenas, além de glicosaminoglicanos e glicoproteínas (Goes e McCormack, 2019).
O menisco medial cobre aproximadamente 64% do platô medial, enquanto o menisco lateral 
cobre cerca de 84% do platô lateral. Sua estrutura periférica é espessa e convexa, fundindo-se 
com a cápsula articular e afinando-se para a periferia. 
Os meniscos desempenham um papel crucial na estabilidade e na distribuição de peso 
do fêmur sobre a tíbia, atuando como um amortecedor elástico. Eles são compostos por corno 
posterior, corpo e corno anterior, sendo o corno posterior do menisco medial maior que o corno 
anterior, enquanto no menisco lateral, os tamanhos dos cornos são semelhantes. 
Histologicamente, eles consistem em fibroblastos e células fibrocartilaginosas organizadas 
em uma matriz de fibras colágenas, projetadas para absorver cargas compressivas.
O menisco medial tem uma forma semelhante a um “C”, quase semicircular, com 
aproximadamente 3,5 cm de comprimento. Seu corte transversal é triangular e assimétrico, 
destacando-se o corno posterior, que é consideravelmente maior que o corno anterior. O corno 
posterior está ligado à fossa intercondilar da tíbia por um ligamento chamado ligamento raiz, 
posicionado diretamente anterior à inserção do ligamento cruzado posterior (LCP). A fixação 
anterior do menisco medial é variável, cobrindo uma área maior, aproximadamente 61,4 mm. 
Geralmente, o menisco está firmemente ancorado à fossa intercondilar anterior, cerca de 7 
mm à frente da margem de inserção do ligamento cruzado anterior (LCA), alinhado ao tubérculo 
tibial medial. No fêmur, o menisco medial é mais firmemente fixado por um espessamento 
capsular chamado ligamento medial profundo. Sua fixação na tíbia é realizada pelos ligamentos 
coronarianos, cerca de 5 milímetros distais à superfície articular. 
Posteriomedialmente, o menisco recebe uma parte da inserção do músculo semimembranoso, 
que se estende até a cápsula articular. Anatomicamente, o menisco medial pode ser dividido 
em cinco zonas distintas: raiz anterior (zona 1); anteromedial (zonas 2a e 2b); medial (zona 3); 
Vídeo Embasamento - Prática 1
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=y-thXYeQGMHPXcs5
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=y-thXYeQGMHPXcs5
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=y-thXYeQGMHPXcs5
6
posterior (zona 4); e raiz posterior (zona 5). Essa divisão zonal baseia-se em características 
anatômicas diferentes, que ajudam a compreender melhor as forças mecânicas que atuam em 
cada área específica (Goes e McCormack, 2019).
O menisco lateral tem uma forma quase circular e cobre uma ampla área da superfície 
articular. O corno anterior está firmemente ligado à fossa intercondilar, diretamente anterior 
ao tubérculo tibial lateral e adjacente ao LCA, enquanto o corno posterior está localizado 
posteriormente à espinha tibial lateral, um pouco à frente da inserção do corno posterior do 
menisco medial. Os ligamentos raízes do menisco lateral (anterior e posterior) são estruturas 
planas e largas, com uma inserção em forma de leque. 
O ponto de fixação do ligamento raiz do corno posterior do menisco lateral está anterior à 
inserção do corno posterior do menisco medial, medialmente à margem articular do platô tibial 
lateral e posteriormente à inserção tibial do LCA. Comparativamente à inserção do menisco 
medial, o lado lateral é mais complexo e diversificado. 
Os ligamentos raízes são compostos por quatro zonas: fibras meniscais, fibrocartilagem não 
calcificada, fibrocartilagem calcificada e osso. A fixação do ligamento raiz posterior do menisco 
lateral pode ocorrer em três formas diferentes, sendo que na maioria dos casos (76%) há duas 
inserções principais entre os tubérculosMaterial a ser fornecido pelo aluno 
Jaleco Material a ser fornecido pelo aluno 
Laboratório de fisioterapia
Maca
Disco proprioceptivo
Thera band
Material a ser fornecido pela UniFatecie 
 
Software/aplicativo/simulador 
Sim ( ) Não ( x ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição do software/aplicativo/simulador: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
Kit Laboratório individual de atividade prática
Sim ( x ) Não ( ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( x ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição dos materiais do kit: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
41
Para essa atividade prática, é importante o uso do jaleco, sapato fechado, máscara 
descartável, touca descartável.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
42
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
Em duplas simular um atendimento, na fase de reabilitação para propriocepção e 
fortalecimento, seguindo a proposta descrita abaixo: 
01. Utilização de elásticos para abdução, extensão, flexão e adução do quadril, e flexão 
dos isquiotibiais, em pé de frente para o espaldar. Realizar os exercícios em 3 séries de 
15 repetições.
02. Elevação do quadril a partir da região lombar (ponte), realizar 3 séries de 15 repetições.
03. Adução do quadril: utilizando elásticos, são incorporados os seguintes três exercícios: 
 – 1. Adução pura do quadril. 
 – 2. Desenho de um círculo no chão com o dedão do pé no sentido anti-horário.
 – 3. Desenho de um círculo no ar no sentido anti-horário.
 – Extensão do quadril: realizando extensão pura em uma plataforma, visando um bom 
alinhamento da pelve.
 – Flexão do quadril: realizando flexão pura, começando na posição de corredor.
 – Fortalecimento dos músculos isquiotibiais: sentado, com aumento da resistência.
 – Em pé sobre o disco proprioceptivo, arremessar bola com membro superior e alternar 
o peso em membros inferiores.
 – Em pé sobre a cama elástica, promover alternância entre os membros inferiores.
Realizar todos os exercícios descritos em duplas, simulando um atendimento e em seguida 
trocar as duplas, de forma que um seja o fisioterapeuta e outro o paciente e todos passam aplicar 
e receber o tratamento proposto. 
Vídeo - Prática 2
https://youtu.be/JycbsvNIdBo?si=pX3a2Ew_KGCF3KqA
https://youtu.be/JycbsvNIdBo?si=pX3a2Ew_KGCF3KqA
https://youtu.be/JycbsvNIdBo?si=pX3a2Ew_KGCF3KqA
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RELATÓRIO
Caro(a) aluno(a), como resultado desta atividade prática anexar duas fotografias da 
reabilitação, uma foto demostrando um exercício de propriocepção e outra demonstrando um 
exercício de fortalecimento.
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o 
download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
44
MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
BESSA, A. Exercício Físico Aplicado na Recuperação de Lesões do Menisco. Porto. 
2023. Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/151720/2/635975.pdf. 
Acesso em: 13 maio. 2024.
SOUZA, A. G. M.; SOUZA, E. C. O.; SILVA, H. R. B. Tratamento fisioterapêutico no pós-
operatório das lesões referente ao ligamento cruzado anterior e menisco medial em atletas. 
Feira de Santana. 2020. Disponível em: https://unifan.net.br/wp-content/uploads/2022/11/
TRATAMENTO-FISIOTERAPEUTICO-NO-POS-OPERATORIO-DAS-LESOES-REFERENTE-
AO-LIGAMENTO-CRUZADO-ANTERIOR-E-MENISCO-MEDIAL-EM-ATLETAS.pdf. Acesso 
em: 13 maio. 2024.
https://unifan.net.br/wp-content/uploads/2022/11/TRATAMENTO-FISIOTERAPEUTICO-NO-POS-OPERATORIO-DAS-LESOES-REFERENTE-AO-LIGAMENTO-CRUZADO-ANTERIOR-E-MENISCO-MEDIAL-EM-ATLETAS.pdf
https://unifan.net.br/wp-content/uploads/2022/11/TRATAMENTO-FISIOTERAPEUTICO-NO-POS-OPERATORIO-DAS-LESOES-REFERENTE-AO-LIGAMENTO-CRUZADO-ANTERIOR-E-MENISCO-MEDIAL-EM-ATLETAS.pdf
https://unifan.net.br/wp-content/uploads/2022/11/TRATAMENTO-FISIOTERAPEUTICO-NO-POS-OPERATORIO-DAS-LESOES-REFERENTE-AO-LIGAMENTO-CRUZADO-ANTERIOR-E-MENISCO-MEDIAL-EM-ATLETAS.pdf
45
BRUMITT, J.; JOBST, E. E. Casos clínicos em fisioterapia ortopédica. Porto Alegre: Artmed, 2015.
CALANNA, F.; DUTHON, V.; MENETREY, J. Reabilitação e retorno ao esporte após reparos 
meniscais isolados: um novo protocolo baseado em evidências. J Exp. Ortopédia. 2022. Disponível 
em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35976500/ Acesso em: 05 abr. 2024.
CAMANHO, Gilberto L. Joelho Agudo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2020. 
DUTTON, Marcos. Fisioterapia Ortopédica. São Paulo: Artmed. 2010.
GOES, Rodrigo A.; MCCORMACK, Robert G. O Menisco: Da Avaliação e Lesão ao Transplante. 
Rio de Janeiro: Thieme Revinter. 2019.
GUIRRO, E. C. O.; GUIRRO, R. R. de J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos 
e patologias. São Paulo: Manole. 2004.
LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. 2 ed. São Paulo: Manole, 2000.
LOGERSTEDT, D.S. et al. Dor no Joelho e Deficiências de Mobilidade: Revisão de Lesões 
Meniscais e Cartilaginosas Articulares. Journal of Orthopaedic Sports Physical Therapy. Feb. V. 
48. N.2. 2018. Disponível em: https://www.jospt.org/doi/10.2519/jospt.2018.0301 Acesso em: 05 
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OLIVEIRA, Rogério M.; Oliveira, Adriana W.; CURRIER, Reitor P. Eletroterapia Clínica. São 
Paulo: Manole. 2003.
PEREIRA, Maria de Fátima Lima. Eletroterapia. São Paulo: Editora Difusão, 2016.
RODRIGUES, Paula A.; PETRI, Tatiana C. Eletroterapia facial e corporal avançada. Porto Alegre: 
SAGAH. 2018.
REFERÊNCIASREFERÊNCIAS
46
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SAGAH. 2018.
SANTOS, Vera Lúcia dos; JÚNIOR, Aires Duarte. Fisioterapia nas lesões do esporte. São Paulo: 
Atheneu, 2014.
TORRES, Diego de Faria M. Fisioterapia - Guia Prático para a Clínica. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan. 2006.
VASCONCELOS, Gabriela Souza de. Métodos de avaliação aplicados à fisioterapia esportiva. 
São Paulo: Saraiva. 2021.tibiais, com uma extensão anterior à espinha tibial medial 
e um componente menor ao slope posterior, alinhado à espinha tibial lateral. 
Os ligamentos meniscofemorais conectam o corno posterior do menisco lateral à parede 
intercondilar do côndilo femoral medial. O ligamento de Humphry passa anteriormente ao LCP, 
enquanto o de Wrisberg passa posteriormente ao LCP. 
O hiato poplíteo interrompe a fixação do menisco lateral e é atravessado pelo tendão 
poplíteo. Diferentemente do lado medial, o menisco lateral não possui fixação direta ao ligamento 
colateral, o que explica sua maior mobilidade. 
Segundo Goes e McCormack (2019) existem quatro ligamentos menisco-meniscais 
distintos que conectam o menisco medial ao lateral: o ligamento intermeniscal oblíquo medial; o 
ligamento intermeniscal oblíquo lateral; o ligamento anterior, também conhecido como ligamento 
transverso; e o ligamento intermeniscal posterior. 
O ligamento transverso, o mais prevalente, é encontrado em 60-94% dos joelhos, enquanto 
o ligamento intermeniscal posterior é muito menos comum, presente em apenas 1-4% dos casos. 
O ligamento intermeniscal oblíquo medial é observado em apenas 1% dos joelhos e se 
estende da raiz anterior do menisco medial para a parte superior do corno posterior do menisco 
lateral, em uma trajetória oblíqua para trás. 
O ligamento intermeniscal lateral, encontrado em apenas 4% dos joelhos, tem origem na 
raiz anterior do menisco lateral e se insere na parte superior da raiz posterior do menisco medial.
01. Função dos meniscos
A posição ortostática gera no joelho forças na direção do eixo, que pressionam os meniscos, 
gerando um estresse que, devido à disposição radial de suas fibras, transforma essas forças em 
7
tensão ao redor e auxilia na distribuição da carga pela articulação, ampliando a área de contato 
e reduzindo o pico de pressão nos compartimentos interno e externo dos joelhos. 
Quando os meniscos estão intactos, essas cargas tendem a se distribuir uniformemente por 
toda a sua estrutura; no entanto, a remoção do menisco medial pode diminuir a área de contato entre 
as superfícies articulares em 50 a 70%, aumentando a carga na área de contato em até 100%.
Os mecanismos de feedback sensorial desempenham um papel crucial na proteção e 
funcionamento adequado das articulações, semelhantes ao tato e à dor que protegem a pele. 
Os corpúsculos de Paccini e Ruffini, como mecanorreceptores, fornecem informações sensoriais 
essenciais para a integridade dos ligamentos e articulações, e também estão sujeitos a disfunções 
relacionadas à idade e a doenças neurodegenerativas. 
Segundo Goes e McCormack (2019) os elementos proprioceptivos também foram identificados 
nos meniscos, e estudos indicam que a evolução degenerativa da articulação não pode ser atribuída 
apenas à falta mecânica dos meniscos. Pesquisas mostraram comprometimento da propriocepção 
articular após meniscectomia, mesmo em casos parciais, destacando a importância da preservação 
dos meniscos por meio de reconstrução e suturas, mesmo em lesões não agudas.
Além de suas funções de distribuição de carga, estabilidade articular e propriocepção, 
os meniscos também influenciam significativamente a biomecânica dos movimentos do joelho 
durante as atividades motoras. Estudos mostraram que a meniscectomia resulta em diferenças 
no deslocamento angular e nas forças internas dos joelhos, levando a um aumento da carga no 
compartimento medial, o que, combinado com a menor área de contato articular devido à lesão 
meniscal, pode contribuir para o desenvolvimento precoce de osteoartrite. 
A marcha de pacientes com lesões de menisco também foi estudada, revelando estratégias 
de proteção à dor que envolvem menor flexão e torque extensor do joelho. Essa redução na 
demanda do quadríceps é compensada por um aumento no torque extensor do quadril, resultando 
em maior carga na articulação coxofemoral (Goes e McCormack, 2019).
A maioria das lesões meniscais no esporte resulta de entorses no joelho, devido à localização 
vulnerável dos meniscos, especialmente durante movimentos rotacionais. As lesões traumáticas 
ocorrem quando a tensão de cisalhamento dentro do joelho, combinada com rotação femoral, 
excede a resistência do colágeno meniscal. 
O mecanismo mais comum envolve uma torção do membro inferior com o pé fixado no chão, 
frequentemente durante atividades como futebol e basquete. Por outro lado, as lesões degenerativas 
ocorrem em faixas etárias mais avançadas e geralmente não têm um evento específico desencadeador. 
Fatores como desidratação dos tecidos, degradação do colágeno e perda de capacidade de absorção 
de choque podem contribuir para essas lesões, comuns em praticantes de corrida e ciclismo, 
especialmente acima dos 40 anos, devido aos microtraumas repetitivos.
A avaliação clínica do joelho é fundamental para diagnosticar lesões meniscais, com 
exames físicos sendo cruciais, complementados por exames de imagem. A localização da dor e 
sintomas mecânicos devem ser precisamente identificados. Embora a incidência exata de lesões 
meniscais seja desconhecida, elas são as condições cirúrgicas mais comuns no joelho, com a 
8
maioria das lesões ocorrendo em atividades não esportivas, especialmente durante movimentos 
como agachar ou levantar. 
Lesões traumáticas podem ocorrer devido a diferentes mecanismos, como torção do pé 
fixo, mudança abrupta de direção ou hiperflexão do joelho. 
A história clínica detalhada é fundamental, abordando o mecanismo de trauma, localização 
da dor e sintomas associados, como estalidos ou bloqueio articular. A dor deve ser avaliada 
considerando sua localização, periodicidade e fatores agravantes. O derrame articular e o estalido 
podem ser indicativos de lesões meniscais agudas. 
O falseio pode estar relacionado à instabilidade ligamentar ou outras causas, como corpos 
livres articulares. O bloqueio articular pode resultar de interposição de lesão meniscal ou corpo 
livre. Alguns pacientes podem apresentar cistos ao redor do joelho, indicativos de lesões 
meniscais, especialmente em pacientes acima de 40 anos.
Segundo Camanho (2020) as lesões meniscais são comumente classificadas de acordo 
com diferentes etiologias, padrões e métodos de avaliação, incluindo os seguintes tipos de 
categorização:
QUADRO 1: LESÕES MENISCAIS
Fonte: Camanho, 2020. p. 237.
Na classificação etiológica, as lesões meniscais podem surgir de origem traumática ou 
degenerativa:
 – Traumática: Predominantemente associada ao menisco lateral e pode ser 
categorizada, temporalmente, como aguda ou crônica.
 – Degenerativa: Principalmente ligada ao menisco medial, resultante de desgaste 
crônico, levando à degeneração mucóide de sua matriz. Também pode apresentar-se na 
forma de cisto meniscal, com uma prevalência significativa no menisco lateral.
9
IMAGEM 1: TIPOS DE LESÃO DE MENISCO
Fonte: Goes; Mccormack, 2019. p. 67.
02. Testes Especiais Meniscais
São procedimentos provocativos que, conforme o exame realizado, apresentam alta 
especificidade e sensibilidade.
 – Teste de McMurray: Inicia-se com flexão do joelho, seguida de extensão com rotação 
externa da tíbia para avaliar o menisco medial (MM) ou rotação interna para avaliar o 
menisco lateral (ML). É considerado positivo quando há detecção de um clique palpável 
na interlinha articular.
 – Teste de Bragard: Similar ao anterior, iniciando-se com flexão do joelho e seguido de 
extensão com rotação externa da tíbia, palpa-se a interlinha articular medial. É positivo 
para lesão do menisco medial se houver dor ou clique na interlinha e alívio ao realizar a 
rotação interna da tíbia. A ausência de alívio sugere lesão condral e/ou artrose.
 – Teste de Steinmann: O paciente senta-se na maca com as pernas pendentes, 
mantendo o joelho a 90 graus. O examinador realiza uma rotação súbita da tíbia. Indica 
lesão do MM se houver dor na interlinha medial durante a rotação externa e lesão do ML 
se houver dor lateral durante a rotação interna.
 – Sinal de Smillie:Dor à palpação da interlinha articular do joelho, com sensibilidade de 
até 89% para lesões do menisco lateral. Deve-se realizar a palpação em toda a interlinha 
articular, tanto medial quanto lateral, até as partes mais posteriores do joelho.
 – Teste de Steinmann secundário: Palpa-se a interlinha e nota-se que o local da dor se 
desloca posteriormente na flexão e anteriormente na extensão. A falta de deslocamento 
da dor durante a flexo-extensão sugere lesão condral e/ou artrose.
 – Apley: O paciente deita-se de costas, com o joelho a um ângulo de 90 graus. Aplica-
se uma pressão axial junto com rotação externa para o menisco medial e rotação interna 
para o menisco lateral. É considerado positivo se o paciente relatar dor sob pressão 
que é aliviada quando a distração é aplicada posteriormente. Se a dor persistir após a 
distração, é mais provável que haja uma lesão condral e/ou artrose.
10
IMAGEM 2: TESTE DE APLEY
Fonte: Goes; McCormack, 2019. p. 40.
 – Marcha de pato: O paciente é instruído a caminhar para frente enquanto agacha. 
A presença de dor sugere uma lesão no corno posterior do menisco. Muitas vezes, o 
próprio agachamento já provoca dor.
 – Merke: Com o paciente em pé, ele transfere seu peso corporal para o membro a ser 
examinado e realiza uma rotação interna do corpo, resultando em rotação externa da 
tíbia. Dor na interlinha medial sugere lesão no menisco medial, enquanto dor na lateral 
sugere lesão no menisco lateral.
 – Bohler: Este teste visa reproduzir os sintomas de dor aplicando estresse em varo 
para lesões no menisco medial e em valgo para lesões no menisco lateral.
 – Helfet: Utilizado em joelhos bloqueados, consiste em limitar a rotação lateral fisiológica 
da perna, o que resulta em um ângulo “Q” menor do que o normal quando o joelho é 
estendido, devido a um bloqueio mecânico que impede a rotação lateral da tíbia durante 
a extensão do joelho.
 – Thessaly: Este teste, considerado o mais sensível para avaliação de lesões meniscais, 
envolve o paciente em pé, com um pé apoiado, com o joelho flexionado a 20 graus. São 
realizados movimentos de rotação do membro apoiado.
Os meniscos desempenham uma função crucial na absorção de choque, diminuindo as 
cargas sobre a articulação, e contribuem para a estabilidade e nutrição articular. No entanto, sua 
qualidade declina com o envelhecimento, tornando-os mais propensos a lesões.
Nem todas as lesões meniscais demandam intervenção cirúrgica. Contudo, dado o risco 
de alterações estruturais na cartilagem articular, é crucial avaliar o paciente para determinar o 
tratamento adequado.
Identificar uma lesão meniscal não é suficiente para orientar a conduta terapêutica; é 
necessário identificar sua localização precisa e se há lesões ligamentares ou cartilaginosas 
associadas.
11
As lesões meniscais são classificadas como traumáticas, ocorrendo após um evento agudo 
de dor na linha articular, ou degenerativas, com um desenvolvimento mais gradual em pacientes 
de meia-idade ou idosos.
Pacientes com lesões meniscais traumáticas geralmente respondem melhor ao tratamento 
artroscópico do que aqueles com lesões degenerativas, que podem se beneficiar de abordagens 
conservadoras. No entanto, tanto o tratamento conservador quanto o cirúrgico não impedem o 
desenvolvimento de osteoartrite (Goes e McCormack, 2019).
A escolha entre tratamento conservador e meniscectomia parcial artroscópica (MPA) 
representa um desafio significativo no manejo de pacientes com lesão meniscal, especialmente 
considerando o potencial agravamento da osteoartrite pela artroscopia em joelhos degenerativos.
Apesar disso, a maioria das artroscopias é realizada em pacientes com mais de 40 anos, 
sugerindo que a maioria das lesões meniscais tratadas são de origem degenerativa.
O manejo conservador das lesões meniscais primariamente inclui estratégias como 
observação atenta, controle do peso em casos de sobrepeso, e programas de reabilitação física 
e exercícios, sem uma sequência ou combinação predefinida.
Algumas lesões meniscais têm potencial de cicatrização, evitando assim a necessidade 
de cirurgia. O tipo de lesão e seu suprimento vascular são determinantes importantes para a 
cicatrização e devem ser avaliados juntamente com o tamanho da lesão, sua estabilidade, lesões 
associadas e objetivos do paciente (Goes e McCormack, 2019).
As lesões meniscais com melhor prognóstico de cicatrização estão localizadas na periferia 
(0 a 2 mm da junção menisco-capsular) e apresentam um padrão vertical longitudinal. Lesões 
meniscais longitudinais estáveis, especialmente na região periférica com vascularização 
adequada, geralmente não requerem intervenção, a menos que haja outras lesões associadas.
A presença de sintomas mecânicos não compromete o resultado do tratamento conservador.
Antes de discutirmos os benefícios da fisioterapia para pacientes com lesões meniscais, 
é importante compreender as principais características das abordagens e cirurgias comuns 
nesses casos.
03. Meniscectomia Parcial
A remoção parcial do menisco (meniscectomia) é recomendada quando o tratamento 
conservador não é eficaz para pacientes com lesões meniscais sintomáticas e com baixa 
probabilidade de cicatrização. Geralmente, lesões radiais, degenerativas, complexas e aquelas 
na “zona branca” são tratadas dessa forma (Goes e McCormack, 2019).
Ao realizar uma meniscectomia, vários aspectos devem ser considerados. Estudos recentes 
mostram que o nível de atividade esportiva pré-operatória, gênero e tipo de lesão meniscal não 
afetam os resultados clínicos.
No entanto, a presença prévia de osteoartrite, sintomas crônicos e a remoção de uma 
grande quantidade de tecido estão associadas a piores resultados.
Em pacientes mais jovens, devido à alta taxa de sucesso da reparação meniscal, 
a meniscectomia não é geralmente preferida. Já em pacientes mais velhos com lesões 
degenerativas, a meniscectomia é evitada até que o tratamento conservador falhe ou os sintomas 
se tornem graves.
12
04. Sutura Meniscal
Embora a meniscectomia seja mais comum, houve um aumento nos reparos meniscais 
isolados, esses reparos têm se tornado mais frequentes devido a avanços nas técnicas cirúrgicas 
e na compreensão dos cuidados pós-operatórios.
Na sutura meniscal, a área lesionada é costurada, semelhante a uma costura em um tecido 
rasgado.
Estudos indicam que a sutura meniscal pode ser vantajosa para pacientes que desejam 
retornar a atividades físicas de alto nível (Goes e McCormack, 2019).
4.1 Diferenças entre Meniscectomia e Sutura Meniscal
As principais diferenças estão nos cuidados iniciais. 
Após uma meniscectomia, os pacientes podem retomar a carga total rapidamente, enquanto 
na sutura meniscal, pode ser necessário limitar a carga e a flexão do joelho e usar muletas por 
até 6 semanas.
Vamos rever alguns conceitos acerca do Laser de baixa potência e do ultrassom terapêutico 
para em seguida finalizar o protocolo de reabilitação de lesão meniscal destacando alguns 
exercícios terapêuticos.
05. Laserterapia ou Fototerapia
A expressão terapia com laser de baixa potência descreve o uso da energia luminosa para 
fins terapêuticos. A luz é focalizada no tecido específico e, uma vez absorvida pelos cromóforos, 
desencadeia efeitos primários, secundários e terapêuticos. Esses efeitos são provocados pelo 
fenômeno da fotobioestimulação, levando a região tratada a alcançar a homeostase, isto é, um 
estado de normalidade celular.
Segundo Rodrigues e Petri (2018) a expressão “laser” (abreviação de “light amplification by 
stimulated emission of radiation”) é utilizada para descrever um dispositivo emissor de radiação 
eletromagnética. 
Esse equipamento estimula os elementos constituintes (sejam sólidos, líquidos, gasosos, 
químicos ou semicondutores) através de uma corrente elétrica, resultando na emissão de fótons 
que amplificam a radiação, produzindo, por fim, um feixe de luz com as seguintes características:
 – Monocromático: todos os fótons emitidos possuem o mesmo comprimentode onda, 
determinando a cor específica do laser. Cada comprimento de onda é absorvido por 
moléculas específicas, influenciando os efeitos terapêuticos associados a cada tipo de 
irradiação a laser.
 – Coerente: todos os fótons viajam na mesma direção e, ao mesmo tempo, no espaço, 
resultando em um deslocamento coordenado das ondas.
 – Colimado: o feixe de fótons se move paralelamente, com mínima divergência da 
radiação emitida, mesmo ao atravessar tecidos. Essa característica está relacionada à 
concentração da energia do laser em um pequeno ponto focal.
13
TABELA 1: COMPRIMENTOS DE ONDA DO LASER DE BAIXA POTÊNCIA E
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
Fonte: Rodrigues; Petri, 2018. p. 119.
06. Efeitos fisiológicos
Quando um feixe luminoso é direcionado para o tecido-alvo, parte dessa energia é refletida, 
reduzindo a profundidade de penetração no corpo, enquanto outra parte é absorvida pelos 
cromóforos presentes no tecido-alvo. 
A interação da energia proveniente do laser de baixa potência com o tecido desencadeia 
respostas iniciais no local de aplicação, que podem ser de natureza fotoquímica ou fotoelétrica, 
resultando posteriormente em efeitos secundários. As reações ao estímulo luminoso podem ser 
imediatas, ocorrendo logo após a aplicação, ou podem se manifestar horas ou dias mais tarde.
Durante o processo de reparação tecidual, dois tipos de respostas são observados:
 – Resposta imediata à aplicação, como a redução da dor e do inchaço;
 – Respostas tardias, incluindo síntese celular e proteica.
Os efeitos fotoelétricos, que alteram a membrana celular, aumentam sua permeabilidade e 
estimulam a transferência de elétrons dentro das mitocôndrias. Isso ocorre devido à absorção de 
luz pela enzima Citocromo C Oxidase, presente na mitocôndria, impulsionando a produção de 
trifosfato de adenosina (ATP).
Por outro lado, os efeitos fotoquímicos estimulam a síntese de ATP, glicólise, oxidação fosforilativa 
e a liberação de substâncias pré-formadas, como histamina, serotonina e bradicinina. Além disso, 
aumentam a quantidade de leucócitos, a atividade fagocitária e promovem a produção de tecido de 
granulação. Esses efeitos desencadeiam uma série de respostas celulares secundárias, incluindo o 
aumento da microcirculação, a melhoria do trofismo celular e a cicatrização tecidual em uma área 
mais ampla que a região de aplicação (Rodrigues e Petri, 2018).
Efeitos do Laser de baixa potência:
 – Cicatrizante;
 – Aumenta a síntese de colágeno, útil para reparo tecidual;
14
 – Aumenta a permeabilidade das membranas celulares com eficiência da bomba de 
sódio; 
 – Aumenta o número de fibroblastos e promove tecido de granulação;
 – Aumenta os níveis de prostaglandinas, levando o aumento na ATP celular;
 – Ação anti-inflamatória; 
 – Efeito bioestimulante atérmico (não produz calor);
 – Aumento e manutenção do potencial de membrana celular;
 – Normalização da bioenergia celular;
 – Aumento da ATP intracelular;
 – Aumento da atividade enzimática, acelerando a cicatrização;
 – Neovascularização, estímulo a microcirculação; 
 – Antiiedematoso (ativa a microcirculação, vasodilatação de arteríolas, proliferação 
celular);
 – Ação Fibrinolítica (aumento da reabsorção fibrinogênica); 
 – Estimulante do trofismo muscular.
Técnica de Aplicação:
 – Pontual: consiste na aplicação sobre pontos de 1 a 2 cm, cobrindo toda a área da 
região de tratamento.
 – Varredura: normalmente utilizado em lesões dermatológicas, cobrindo toda a área da 
região de tratamento.
Efeitos e Dosimetria (Rodrigues e Petri, 2018):
 – Efeito analgésico: 2 a 4 Joules/cm2.
 – Efeito regenerativo/cicatrizante: 3 a 6 Joules/cm2.
 – Efeito circulatório: 1 a 3 Joules/cm2.
 – Efeito anti-inflamatório: 1 a 3 Joules/cm2.
 – Fase aguda: não ultrapassar 2 Joules. 
 – Fase sub-aguda: 3 a 4 Joules.
 – Fase crônica: 5 a 7 Joules. 
 – Efeito estimulatório: Doses menores que 8 Joules.
Contraindicações:
 – Na região ocular, devido ao risco de danos irreversíveis na retina.
 – Na região periocular em pacientes com glaucoma.
15
 – Durante a gravidez, sobre o útero grávido, assim como outras formas de eletroterapia.
 – Na irradiação da glândula tireoide, especialmente em casos de hipertiroidismo.
 – Sobre as gônadas.
 – Em tecidos tumorais devido aos efeitos fotobioestimulantes.
 – Em pacientes com epilepsia.
Indicações:
 – Estimular a regeneração dos tecidos;
 – Reduzir a inflamação;
 – Aprimorar a circulação sanguínea nas extremidades;
 – Proporcionar alívio da dor.
Cuidados:
 – Utilizar óculos de proteção no cliente e no profissional.
 – Não deixar objetos metálicos ou espelhos que possam refletir a irradiação.
Laser no local de tratamento:
 – Laser Vermelho: 630 a 690 nm: Luz visível.
 – Atua na derme superficial;
 – Ativa fibroblastos;
 – Inibe as enzimas colagenase e elastinase.
 – Laser Infravermelho: 790 a 830 nm – 904 nm: Luz invisível.
 – Atua na derme profunda;
 – Ativação de fibroblastos;
 – Ação anti-inflamatória;
 – Antiedematoso e analgesia.
07. Ultrassom Terapêutico 1MHz
Na esfera terapêutica, referimo-nos ao ultrassom (US) como as oscilações cinéticas ou 
mecânicas geradas por um transdutor vibratório que é aplicado sobre a superfície da pele, 
atravessando-a e penetrando no corpo em várias profundidades (Rosa e Lopes, 2018).
Ao aplicar uma corrente elétrica sobre um cristal de quartzo colocado entre duas placas 
metálicas, estes cientistas, constataram a geração de uma vibração de alta frequência, 
posteriormente caracterizada ultrassom.
O processo de transformação da corrente elétrica em energia mecânica ou vice-versa se 
denominou efeito piezoelétrico, ou propriedade de piezoeletricidade.
16
A onda ultrassônica gerada por esse efeito é de natureza longitudinal, ou seja, a direção de 
propagação é a mesma que a direção de vibração.
As ondas elásticas longitudinais causam compressão e rarefação ou expansão do meio à 
metade da distância de um comprimento de onda, conduzindo variações de pressão nesse meio.
Transdutor da onda ultrassônica é o termo que designa todo dispositivo que converte a 
energia eletromagnética em energia mecânica. São materiais que sofrem variação nas suas 
dimensões físicas quando submetidos a campos elétricos, como cristal de quartzo, minerais 
policristalinos, Titanato de Bário.
7.1 Propriedades do Ultrassom Terapêutico
Tamanho do transdutor, conhecido como ERA (área efetiva de emissão).
O tamanho da ERA tem relação direta com o tempo de tratamento, ou seja, quanto menor 
a ERA maior o tempo de tratamento ou vice-versa.
 – Intensidade de emissão do ultrassom: 
 ◦ É a energia / segundo a cada cm² de uma superfície perpendicular à emissão das 
ondas, calculada em W/ cm² 
 ◦ Intensidade: 0,01 a 3,0 W/ cm².
 ◦ Sabemos que a onda do US se desloca longitudinalmente.
Calibragem do US, que significa medir a potência assinalada no equipamento com a 
potência emitida no transdutor.
 – Potência: É a energia total que se produz por segundo, medida em watts.
08. Propagação
As ondas sonoras necessitam de um meio para se propagarem (líquido, sólido e gasoso).
 – Assim, no vazio (ar) ela não é transmitida.
 – Dessa forma, deverá ser depositado entre o transdutor e a pele uma substância que 
apresente propriedades ótimas de condução da onda ultrassônica.
A emissão das ondas ultrassônicas dependem de três fatores:
 – Densidade do meio.
 – Velocidade de emissão do US.
 – Impedância do meio.
 – A velocidade que a onda ultrassônica é transmitida por um meio depende da elasticidade 
e densidade desse meio.
 – Essa velocidade é fundamental, pois é a base para calcular a impedância acústica 
que consequentemente é a chave para a sua absorção.
17
Três fatores determinam a dosagem do ultrassom:
 – Tamanho da área a ser tratada; 
 – Profundidade da lesão; 
 – Natureza da lesão.
Tempo = Área / ERA 
Ex.: ÁREA: Largura = 5 cm; comprimento = 8 cm - área = 40 cm2
ERA: 4 cm2 
TEMPO = 40 / 4 = 10 min 
 – Ultrassom Contínuo: a intensidade sonora permanececonstante ao longo do 
tratamento e a energia do ultrassom é produzida em 100% do tempo.
 – Ultrassom Pulsado: a intensidade é periodicamente interrompida, com nenhuma 
energia ultrassônica sendo produzida durante o período desligado.
Na aplicação das ondas ultrassônicas é possível observar efeitos térmicos e não térmicos 
nos diferentes tipos de tecidos biológicos: células, tecidos e órgãos.
Efeitos térmicos:
 – Aumento na extensibilidade das fibras de colágeno encontrada nos tendões e cápsulas 
articulares;
 – Diminuição da rigidez articular; 
 – Redução do espasmo muscular;
 – Modulação da dor;
 – Aumento do fluxo de sangue.
Efeitos mecânicos:
 – Cavitação: Formação de bolhas gasosas que se expandem e comprimem-se em 
razão da mudança de pressão induzida pelo ultrassom nos líquidos teciduais.
 – Cavitação: estável e instável.
 ◦ Estável: as bolhas se expandem e se contraem em resposta à mudança de pressão 
regularmente repetida durante muitos ciclos. 
 ◦ Instável: existem grandes modificações violentas nos volumes de bolhas de ar 
antes que ocorra a implosão e o colapso depois de uns poucos ciclos.
Na cavitação estável ocorre um movimento localizado e unidirecional de líquido em torno 
da bolha que está vibrando.
18
O efeito, chamado de microcorrenteza, exerce sobrecarga viscosa sobre a membrana da 
célula e, portanto, pode aumentar a permeabilidade da membrana.
Este aumento de permeabilidade pode aumentar a secreção pelos mastócitos, aumento na 
captação de cálcio e maior produção do fator de crescimento pelos macrófagos.
As ondas de compressão e rarefação podem produzir uma forma de micromassagem capaz 
de reduzir o edema.
Indicações:
 – Condições agudas, subagudas e crônicas; 
 – Cura e reparo do tecido mole; 
 – Tecido cicatricial;
 – Contratura articular; 
 – Aumento da extensibilidade do colágeno; 
 – Redução do espasmo muscular;
 – Modulação da dor.
 – Aumento do fluxo sanguíneo; 
 – Reparação do tecido mole; 
 – Aumento da síntese de proteína; 
 – Regeneração do tecido; 
 – Pontos gatilho miofasciais.
Contraindicações:
 – Tromboflebite; 
 – Gravidez;
 – Marcapasso;
 – Câncer; 
 – Áreas epifisárias em crianças; 
 – Próteses; 
 – Infecção.
A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem altamente especializada, 
aplicada com pressões leves, lentas, intermitentes e relaxantes, que seguem o percurso do 
sistema linfático, aprimorando algumas de suas funções.
A Drenagem Linfática Manual é uma técnica de massagem manual descrita, inicialmente, 
como método para tratamento de edemas, especialmente o linfedema. Proposta por Albert Leduc 
e também descrita por Emile e Astrid Vodder, onde Vodder utiliza uma ampla combinação de 
movimentos passivos e técnicas manuais de drenagem linfática. Já Leduc possui uma combinação 
19
mais restrita de movimentos e propõe protocolos de tratamentos baseados no tipo de distúrbio 
encontrado, utilizando bandagens compressivas após as técnicas de drenagem linfática.
A técnica de drenagem linfática manual é complexa, composta por um conjunto de manobras 
muito específicas, que atuam principalmente sobre o sistema linfático superficial, visando drenar 
o excesso de líquido acumulado no interstício, nos tecidos e dentro dos vasos, através das 
anastomoses superficiais linfáticas axilo-axilar e axilo-inguinal.
Segundo Guirro (2004), há duas etapas a serem seguidas na drenagem linfática, sendo 
ambas realizadas sempre no sentido da circulação linfática de retorno e de forma centrípeta. 
Essas duas etapas são chamadas de evacuação e de captação.
 – Evacuação: O objetivo da evacuação é proporcionar um aumento do fluxo linfático 
na região proximal, deixando-a descongestionada e preparada para receber a linfa de 
outras regiões mais distantes. Com a melhora da circulação linfática dessa região, não 
haverá sobrecargas maiores sobre os vasos.
 – Captação: O objetivo da captação é absorver os líquidos excedentes da região com 
estase (linfedema, FEG) e transportá-los através dos vasos linfáticos de volta para a 
circulação venosa.
 – Considerações Importantes: A técnica deve ser executada no sentido proximal-
distal, e onde há maior retenção de líquido, ou seja, linfedema, realizar os movimentos 
por mais tempo nessa área. Executar as manobras em ritmo lento, pausado e repetitivo, 
respeitando o mecanismo de transporte da linfa, cuja frequência de contração é de 5 a 7 
vezes por minuto. As manobras não provocam dor ao paciente.
 – Ação da Drenagem Linfática: Aumenta a contração da musculatura lisa dos vasos 
linfáticos, o volume e a velocidade da linfa a ser transportada, melhora as condições de 
absorção intestinal, aumenta a oxigenação dos tecidos, favorece a nutrição celular, elimina 
toxinas e metabólitos, aumenta a absorção de nutrientes através do trato digestivo, aumenta 
a quantidade de líquidos a ser eliminada, reduz o edema, melhora a hidratação e nutrição 
celular, acelera a cicatrização de ferimentos e a reabsorção de hematomas e equimoses.
 – Técnica de Aplicação: A pele do cliente deve estar limpa e sem produtos. Deve-se usar 
cremes moderadamente, com ritmo lento, pressão moderada a leve (jamais deve causar dor 
ou vermelhidão na pele), no sentido proximal-medial-distal. A pressão da mão sobre o corpo 
deve ser leve para não produzir colapso linfático, variando entre 25 a 40 mmHg.
 – Tipos de Movimento: Bombeamento, rotação e drenagem dos linfonodos.
 – Sequência da Drenagem: Deve seguir o trajeto das vias linfáticas, repetindo cada 
manobra de 5 a 7 vezes.
09. Drenagem linfática de MMII (membros inferiores)
 – Passo a passo:
01. MMII em degravitação (elevação);
20
02. Dividir a coxa em proximal, medial e distal;
03. Com movimentos de acordo com a técnica escolhida, inicia-se a drenagem de 
proximal para distal; dando ênfase em região medial do mi (safena);
04. Realizar movimentos de acordo com o escolhido em proximal da coxa 3 - 7 vezes 
(de acordo com a necessidade); repetir o procedimento na parte medial e distal da coxa;
05. Dividir a perna em proximal, medial e distal e realizar o mesmo procedimento da coxa;
06. Drenar os pés em sentido tornozelo, após carrear tudo para inguinal.
07. Finalizar com o movimento optado no início da drenagem até a região inguinal.
IMAGEM 03: DRENAGEM LINFÁTICA DE MEMBRO INFERIOR
Fonte: Imagem adaptada: Guirro; Guirro, 2004. p. 75.
As setas indicam a direção e o sentido das manobras de drenagem linfática manual.
21
RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Bermuda ou shorts Material a ser fornecido pelo aluno 
 Laboratório de fisioterapia Material a ser fornecido pelo aluno 
Maca Material a ser fornecido pela UniFatecie 
Rolo de posicionamento Material a ser fornecido pela UniFatecie 
 
Software/aplicativo/simulador 
Sim ( ) Não ( X ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição do software/aplicativo/simulador: 
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
Kit Laboratório individual de atividade prática
Sim ( X ) Não ( ) 
Em caso afirmativo, qual? 
Pago ( ) Não Pago ( X ) 
Tipo de Licença: Não se aplica 
Descrição dos materiais do kit: Bermuda ou shorts
Caso não seja necessário o uso do recurso, preencher com *Não se aplica (NSA) 
22
Para a realização dessa atividade prática é importante utilizar jaleco, touca e máscara.
A atividade será realizada em um laboratório de fisioterapia simulando atendimentos entre 
os acadêmicos.
ATENÇÃO: SAÚDE E SEGURANÇA
23
O QUE PRECISO FAZER NESSA ATIVIDADE PRÁTICA
Aplicar em duplas, simulando um atendimento, as seguintes condutas:
 – Mobilização da patela no sentido craniocaudal e medial-lateral do joelho direito ou 
esquerdo;
 – Mobilização passiva em flexão e extensão do joelho. Durante o período inicial de 
cicatrização, é recomendada a limitação da flexão a 60 graus, o que implica evitar 
agachamentos profundos e rotação da tíbia nas fasesiniciais da reabilitação após a 
reparação meniscal.
 – Cinesioterapia, por meio de exercícios de fortalecimento isométricos, extensão, 
adução e abdução com o paciente deitado em decúbito dorsal.
 – Drenagem linfática manual de membro inferior, com o intuito de melhorar o quadro de 
edema, comum em pós-operatório de lesão meniscal.
Vídeo - Prática 1
https://youtu.be/sZLZVpNtaEE?si=5Gahlm-59ZEcLQ20
https://youtu.be/sZLZVpNtaEE?si=5Gahlm-59ZEcLQ20
https://youtu.be/sZLZVpNtaEE?si=5Gahlm-59ZEcLQ20
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RELATÓRIO
Caro(a) aluno(a), como resultado desta atividade prática realize um relatório descritivo da 
atividade prática, relatando quais as técnicas e equipamentos foram realizados, descrevendo os 
parâmetros dos equipamentos, e o tempo total de duração da prática.
Você deverá entregar o Relatório tipo Apresentação Simples (Power point). Para isso, faça o 
download do template, disponibilizado junto a este roteiro, e siga as instruções contidas no mesmo.
25
MATERIAISMATERIAIS COMPLEMENTARES COMPLEMENTARES
RIBEIRO, P. M. P. Lesões Meniscais: Tratamento Conservador e Cirúrgico. U-Porto. 
Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/150619/2/632162.pdf. Acesso 
em: 13 maio. 2024.
CÔRREA, P. M. T. et al. Tratamento Fisioterapêutico Em Um Paciente Submetido À 
Meniscectomia Parcial Lateral: Um Relato De Caso. Anais Do 10º Salão Internacional de 
Ensino, Pesquisa e Extensão – SIEPE. Disponível em: https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/
arq_trabalhos/16652/seer_16652.pdf. Acesso em: 13 maio. 2024.
https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/150619/2/632162.pdf
https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/16652/seer_16652.pdf
https://guri.unipampa.edu.br/uploads/evt/arq_trabalhos/16652/seer_16652.pdf
26
ROTEIRO DA APA PARA O DISCENTE
PROTOCOLO DE REABILITAÇÃO PARA LESÃO DE MENISCO FASE CRÔNICA
01. Todos os campos do Formulário Padrão deverão ser devidamente preenchidos.
02. Esta é uma atividade individual. Caso seja identificado plágio, inclusive de colegas, 
a atividade será zerada.
03. Cópias de terceiros como livros e internet, sem citar a fonte caracterizam-se como 
plágio, sendo o trabalho zerado.
04. Ao utilizar autores para fundamentar seu Projeto Integrador, os mesmos devem ser 
referenciados conforme as normas da ABNT.
05. Ao realizar sua atividade, renomeie o arquivo, salve em seu computador, anexe no 
campo indicado, clique em responder e finalize a atividade.
06. Procure argumentar de forma clara e objetiva, de acordo com o conteúdo da disciplina. 
07. Formatação exigida: documento Word, Fonte Arial ou Times New Roman tamanho 12.
ORIENTAÇÕES GERAIS
27
POR QUE PRECISO APRENDER ISSO ?
A atividade prática proposta na reabilitação pós-operatória ou conservadora posterior a 
lesão meniscal tem como objetivos:
 – Compreender os princípios básicos da reabilitação pós-operatória após lesão de 
menisco.
 – Adquirir conhecimento sobre as diferentes fases da reabilitação e os cuidados 
específicos em cada uma delas.
 – Entender os protocolos de tratamento utilizados na recuperação pós-operatória de 
lesões de menisco.
 – Aprender a avaliar e monitorar o progresso do paciente durante o processo de 
reabilitação.
 – Desenvolver habilidades práticas para realizar técnicas fisioterapêuticas específicas, 
como mobilizações articulares, exercícios terapêuticos e modalidades de fisioterapia.
 – Promover a recuperação funcional do paciente, visando a retomada das atividades 
diárias e esportivas após a cirurgia de lesão de menisco.
 – Compreender a importância da comunicação interdisciplinar com cirurgiões, médicos 
e outros profissionais de saúde no processo de reabilitação.
Habilidades:
 – Capacidade de realizar avaliação física detalhada do paciente, incluindo amplitude de 
movimento, força muscular e padrões de marcha.
 – Aptidão para elaborar um plano de tratamento individualizado com base na avaliação 
inicial do paciente e nas orientações médicas.
 – Competência em realizar técnicas de mobilização articular e manipulação para 
melhorar a amplitude de movimento e a função do joelho.
 – Habilidade para instruir e supervisionar exercícios terapêuticos adequados para 
fortalecer os músculos do quadril, coxa e panturrilha, visando restaurar a estabilidade e 
função do joelho.
 – Capacidade de utilizar modalidades terapêuticas, como crioterapia, ultrassom e laser, 
para reduzir a dor, o inchaço e promover a cicatrização dos tecidos.
 – Competência em avaliar e interpretar os resultados do tratamento, ajustando o plano 
de reabilitação conforme necessário para otimizar os resultados.
 – Aptidão para educar o paciente sobre os cuidados pós-operatórios, instruindo-o sobre 
exercícios domiciliares, prevenção de lesões e retorno gradual às atividades normais.
 – Aptidão para demonstrar empatia e sensibilidade ao lidar com as preocupações e 
necessidades do paciente durante todo o processo de reabilitação.
28
AMBIENTE NA PRÁTICA
Essa atividade será realizada em um laboratório de fisioterapia ou clínica de fisioterapia, 
para isso é importante estar de jaleco.
Obs.: Caro(a) aluno(a), no caso de atividades práticas em ambientes profissionais você 
deve verificar o calendário destas atividades com o seu polo de apoio presencial UniFatecie. 
Caso haja dúvidas, ou não possuir polo, entre em contato com seu tutor.
29
EMBASAMENTO TEÓRICO
O tratamento conservador pode ser eficaz em certos casos de lesões meniscais:
01. Lesões pequenas: Lesões meniscais pequenas, especialmente aquelas inferiores a 
1 cm, respondem bem ao tratamento conservador.
02. Lesões degenerativas: Lesões meniscais relacionadas ao desgaste natural podem 
melhorar com o tratamento conservador, especialmente em casos de dor leve a moderada.
03. Ausência de bloqueio articular: Quando não há bloqueio significativo da articulação, 
o tratamento conservador é adequado.
04. Sintomas não incapacitantes: Se a lesão meniscal não causa sintomas graves, o 
tratamento conservador é uma opção.
05. Estabilidade do joelho: Se o joelho é estável, sem instabilidade significativa dos 
ligamentos, o tratamento conservador é recomendado.
Recomendações Gerais de Tratamento (Logerstedt et al., 2018).
 – A comunicação entre fisioterapeutas, médicos e pacientes é crucial para definir o 
prognóstico e o plano de tratamento.
 – Lesões concomitantes devem ser identificadas e tratadas sintomaticamente.
 – O tratamento inicial visa controlar a dor, o edema e a perda de movimento.
 – Após uma lesão traumática, a recuperação muscular é essencial, incluindo crioterapia, 
contração do quadríceps e exercícios de amplitude de movimento.
 – Atividades terapêuticas progressivas devem ser implementadas, incluindo exercícios 
de equilíbrio, propriocepção e fortalecimento.
 – A volta à atividade física deve ser gradual e supervisionada.
Vídeo Embasamento - Prática 2
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=hzpKAQPSJwKSM1iU
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=hzpKAQPSJwKSM1iU
https://youtu.be/pj3oemKaNJg?si=hzpKAQPSJwKSM1iU
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01. Reabilitação Física e Exercícios
Foi previamente constatado que o tratamento de fisioterapia isolado não era menos eficaz 
do que a MPA combinada com fisioterapia para tratar lesões meniscais degenerativas, sendo 
recomendado como abordagem inicial para esse tipo de lesão. Os programas de reabilitação 
variam nos estudos, com duração de 16 sessões de 30 minutos a sessões de 60 minutos, três 
vezes por semana, por três semanas (Logerstedt et al., 2018).
Da mesma forma, exercícios de fortalecimento e treinamento de resistência com 
progressão gradual foram sugeridos para tratar lesões meniscais identificadas em exames de 
ressonância magnética.
Exercícios para fortalecer os músculos extensores e flexores do joelho também foram 
comparados à MPA, não revelando diferenças entre os grupos em termos de dor, melhora da 
função do joelho ou satisfação dos pacientes após dois anos de acompanhamento. Além disso, 
foi observado que os exercícios resultaram em aumento da massa muscularda coxa, pelo menos 
durante os dois anos de acompanhamento do estudo, sendo considerados como uma alternativa 
para pacientes com lesões meniscais degenerativas e sem sinais radiográficos de OA.
Os protocolos pós-operatórios variam consideravelmente, e não há consenso sobre os 
parâmetros ideais de sustentação de peso e amplitude de movimento (ADM). Por exemplo, 
alguns estudos sugerem que a ADM inicial e a sustentação de peso no período imediato após 
a cirurgia podem não afetar adversamente os resultados clínicos após a meniscectomia parcial 
ou reparo (Logerstedt et al., 2018).
A comunicação com o cirurgião orienta as progressões, mas a dor é o principal indicador na 
fase inicial, e a ADM recomendada não deve ser excedida. Se o paciente não conseguir alcançar 
a ADM recomendada, a progressão deve ser determinada pela avaliação clínica. Medidas 
preventivas, como monitoramento da dor e inchaço pós-exercício e fortalecimento muscular, 
podem minimizar a sobrecarga na articulação afetada (Camanho, 2020).
É essencial compreender o princípio de “progressão com proteção” para garantir o retorno 
seguro do paciente ao desempenho anterior. Isso inclui aumentar gradualmente a carga, variar 
as atividades, aumentar a velocidade e melhorar a estabilidade.
A transição para exercícios de cadeia cinética fechada após o retorno às atividades é 
crucial, pois a maioria dos esportes requer essa forma de movimento. A reabilitação inicial após 
a cirurgia pode incluir exercícios de cadeia aberta, seguidos pela progressão para exercícios de 
cadeia fechada à medida que o joelho suporta peso.
02. Fases da Reabilitação
Cada sessão e semana de reabilitação devem incluir terapia manual e exercícios que visam 
melhorar a propriocepção, força, flexibilidade e função. As fases posteriores são dedicadas às 
demandas específicas do esporte, como corrida, pivôs e saltos (Camanho, 2020).
O início de cada fase pode variar dependendo do tipo de cirurgia realizada. É crucial manter 
uma comunicação aberta com o cirurgião para entender o procedimento realizado e adaptar o 
31
plano de reabilitação de acordo. O conhecimento detalhado do tipo de reparo realizado pode 
orientar a progressão da ADM e carga durante a reabilitação.
O início da evolução nas sessões, pode variar conforme o cirurgião e o procedimento cirúrgico 
específico. É importante ressaltar que, mesmo que o paciente esteja sustentando o peso parcialmente, 
usando muletas e com apenas o dedo grande do pé tocando o chão, é crucial estabelecer a mecânica 
correta da marcha desde o início da reabilitação (Goes e McCormack, 2019).
 – Os pacientes devem tentar imitar a marcha normal. O apoio do calcanhar deve ser 
enfatizado, com tentativa de estender completamente o joelho durante a fase de apoio, 
impulsionando o dedo grande do pé para frente e depois movendo o joelho para frente 
rapidamente, com colocação rápida do calcanhar no chão.
 – Eduque o paciente sobre a atividade geral, destacando a importância de movimentar 
o joelho o máximo possível e evitar dormir com um travesseiro sob o joelho (o que pode 
causar contratura na flexão). 
 – O paciente deve estar ciente das limitações nas primeiras fases da reabilitação, como 
a impossibilidade de realizar pivôs, movimentos laterais, agachamentos com carga, 
extensão do joelho com resistência e, possivelmente, sustentação total de peso até que 
seja aconselhado.
 – A terapia manual pode incluir mobilização articular usando técnicas de contração/
relaxamento ou sustentação/relaxamento para aumentar a amplitude de movimento em 
flexão ou extensão, além de facilitação neuromuscular proprioceptiva (PNF) manual. A PNF 
combina alongamento passivo e isométrico para alcançar a máxima flexibilidade estática.
03. Protocolo de Reabilitação
Fase 1: O trabalho nos tecidos moles dos glúteos, isquiotibiais, banda iliotibial/tensor da 
fáscia lata, quadríceps e complexo gastrocnêmio/sóleo pode ser iniciado. Isso permite que os 
músculos de suporte permaneçam relaxados, evitando a tensão que poderia inibir a amplitude de 
movimento. Alguns cirurgiões podem sugerir que o paciente comece a suportar peso parcialmente, 
dependendo do tipo de cirurgia realizada. A reeducação da marcha pode começar com o uso de 
muletas e apoio apenas do dedo grande do pé no chão, com a quantidade necessária de peso 
sendo suportada pelos braços/muletas.
Durante esta semana, os exercícios geralmente são realizados na cama para minimizar a 
pressão sobre o local cirúrgico. Isso pode incluir elevação de perna, exercícios para isquiotibiais 
e quadríceps, exercícios de glúteos com extensão e abdução do quadril, e fortalecimento do 
complexo gastrocnêmio/sóleo. 
3.1 Reabilitação na fase pós-operatória inicial
Fase Inicial: Etapa Inicial (0-2 semanas)
32
Objetivos:
 – Minimizar a dor e a inflamação.
 – Recuperar a amplitude de movimento (ADM) do joelho.
 – Iniciar a ativação dos músculos quadríceps e isquiotibiais.
Condutas que podem/devem ser adotadas:
 – Aplicação de crioterapia, eletroterapia, mobilizações passivas, contrações isométricas 
e exercícios de bomba de panturrilha.
Critérios para progredir para a próxima fase:
 – Ausência de dor significativa e debilitante.
 – ADM do joelho alcançando 90º.
 – Capacidade de realizar contração isométrica dos músculos quadríceps e isquiotibiais.
Para a fisioterapia de reabilitação pós-meniscectomia, as medidas terapêuticas devem 
visar a redução da dor, ampliação da amplitude de movimento e fortalecimento dos músculos 
quadríceps femoral. Além disso, é crucial promover a melhoria na cicatrização dos tecidos, 
sendo que, a terapia a laser estimula a síntese de ATP intracelular, contribuindo para o processo 
de cicatrização tecidual, o que o torna um componente relevante no tratamento do paciente em 
questão, com o objetivo de potencializar a recuperação do menisco reparado. 
Os movimentos de flexo-extensão do joelho devem ser executados de maneira suave, 
evitando alcançar uma flexão total. Exercícios isométricos e resistidos devem ser realizados 
dentro dos limites de tolerância do paciente, até que a completa cicatrização do menisco ocorra, 
geralmente entre a 6ª e 8ª semana.
O resfriamento e a aplicação de pressão são administrados no período pós-operatório 
utilizando um dispositivo de crioterapia comercial, enquanto para gerenciar a dor e a inflamação, 
são prescritos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs).
A ativação do quadríceps e a elevação do membro inferior em diferentes direções são encorajadas 
imediatamente após a cirurgia para promover o controle motor e prevenir a atrofia muscular. 
Os exercícios de amplitude de movimento ativa e assistida são iniciados para melhorar 
a mobilidade. Recomenda-se o início da reabilitação pós-operatória em ambiente ambulatorial 
assim que possível. 
Uma avaliação completa é realizada, os exercícios pós-operatórios são revisados e 
quaisquer modificações nas atividades são identificadas. 
A marcha é avaliada e um auxílio à locomoção adequado é fornecido. Após o período de 
reabilitação, os pacientes geralmente retomam suas atividades cotidianas normais dentro de 
2 a 4 semanas.
No caso de sutura meniscal por via artroscópica, os pacientes requerem um tempo de 
recuperação consideravelmente mais longo em comparação com a meniscectomia parcial. 
33
Geralmente, o retorno às atividades esportivas de rotação pode ocorrer a partir de 4 meses 
após a cirurgia. No entanto, a sutura meniscal demonstra uma taxa de recuperação mais elevada 
em comparação com a meniscectomia parcial.
A reabilitação pós-cirurgia segue uma abordagem mais conservadora em comparação 
com a meniscectomia parcial artroscópica, visando facilitar uma cicatrização bem-sucedida. As 
diretrizes de reabilitação ainda são motivo de controvérsia, e os programas de recuperação 
devem ser adaptados individualmente de acordo com o tipo de procedimento cirúrgico realizado 
e o tipo de lesão.
A aplicação de cargas compressivas durante o suporte de peso em extensão totalapós uma 
sutura meniscal por ruptura vertical, longitudinal ou em forma de cesta pode estabilizar a lesão.
No entanto, em rupturas radiais, a aplicação de carga deve ser adiada, pois as tensões do 
arco podem comprometer a cicatrização das raízes. Durante o período inicial de cicatrização, é 
recomendada a limitação da flexão a 60 graus, o que implica evitar agachamentos profundos e 
rotação da tíbia nas fases iniciais da reabilitação após a reparação meniscal.
Fase 2: Fortalecimento e Estabilização (2-6 semanas)
Objetivos:
 – Incremento progressivo da força nos membros inferiores.
 – Aprimoramento da estabilidade articular.
 – Aperfeiçoamento do equilíbrio e controle neuromuscular.
 – Condutas que podem/devem ser adotadas:
 – Realização de exercícios graduais de fortalecimento para quadríceps, isquiotibiais, 
glúteos e panturrilha.
 – Treinamento específico de equilíbrio e propriocepção.
 – Prática de exercícios que promovam estabilização dinâmica do joelho e estabilidade 
do tronco.
Critérios para avançar para a próxima fase:
 – Equilíbrio de força simétrico entre quadríceps e isquiotibiais.
 – Demonstração de controle adequado de equilíbrio e estabilidade durante atividades 
funcionais.
 – Ausência de dor durante a realização de exercícios de fortalecimento e estabilização.
 – Progressão gradual da carga e intensidade das atividades.
Fase 3: Retorno à Atividade (6-12 semanas)
Objetivos:
 – Reintegração gradual às atividades esportivas ou funcionais.
 – Aumento da resistência muscular e cardiovascular.
34
 – Condutas que podem/devem ser adotadas:
 – Implementação de um programa de treinamento funcional específico para o esporte 
ou atividade em questão.
 – Realização de exercícios de fortalecimento em cadeia cinética fechada e aberta.
 – Incorporação de treinamento cardiovascular para melhorar a resistência.
Critérios para o retorno ao esporte:
 – Ausência de dor ou presença mínima durante atividades esportivas específicas.
É crucial salientar que o tempo de recuperação pode variar conforme a gravidade da lesão, 
a resposta individual do paciente e a natureza da atividade esportiva. Portanto, este protocolo 
serve como um guia geral e deve ser adaptado de acordo com as necessidades e progresso de 
cada paciente.
04. Tratamento pós-meniscectomia
Após uma meniscectomia, é comum os pacientes enfrentarem diversas alterações que 
podem afetar sua função. Isso inclui redução da força muscular, limitação da amplitude de 
movimento e alterações na marcha. No entanto, uma reabilitação bem planejada, com metas 
claras e alinhadas aos objetivos do paciente, pode otimizar os resultados.
Tratamento após sutura meniscal (Calanna; Duthon; Menetrey, 2022). Após a realização 
de uma sutura meniscal (reparo meniscal), o protocolo de tratamento apresenta características 
distintas. As principais divergências surgem na fase inicial, pois é necessária uma proteção mais 
intensa, com restrição de carga e mobilidade durante as primeiras 6 semanas.
Vários fatores podem influenciar a cicatrização após o reparo meniscal, atrasando o 
retorno às atividades esportivas. Esses fatores incluem o tipo de ruptura, menisco medial versus 
lateral, e a presença de lesões concomitantes. Como não há estudos na literatura avaliando a 
taxa/tempo de retorno a atividades esportivas após o reparo meniscal em rupturas longitudinais 
horizontais ou verticais, recomenda-se o retorno para atividades esportivas competitivas e 
de contato após quatro a seis meses. O retorno precoce e excessivo a atividades de alta 
intensidade é um fator de risco para falhas no tratamento, especialmente em uma população 
mais jovem (Calanna; Duthon; Menetrey, 2022).
O menisco desempenha um papel crucial na funcionalidade e biomecânica da articulação 
do joelho. O aumento da atividade física ao longo da vida aumenta o risco de lesões meniscais, 
e a remoção excessiva do menisco pode levar à degeneração da cartilagem articular. Portanto, 
é amplamente reconhecido que a minimização, reparo ou substituição do tecido meniscal são 
abordagens preferenciais.
 Independentemente da abordagem escolhida, a fisioterapia desempenha um papel 
fundamental na obtenção de resultados funcionais positivos. Com critérios adequados e 
estratégias de tratamento bem definidas, é possível otimizar a recuperação e promover a função 
35
articular a longo prazo para os indivíduos com lesões meniscais. O cuidado individualizado e a 
supervisão de profissionais capacitados são essenciais para garantir uma reabilitação eficaz e 
um retorno seguro às atividades físicas.
É essencial que os fisioterapeutas estejam atualizados com as últimas evidências científicas 
e adaptem o tratamento de acordo com as necessidades de cada paciente.
4.1 Recuperação 
O avanço para esta fase é determinado pelo tipo de intervenção cirúrgica realizada e pelas 
preferências do cirurgião. Em casos de remoção extensiva do menisco (além da borda) ou reparo 
na raiz do menisco, a progressão pode ser adiada até a 4ª semana. 
O treinamento proprioceptivo deve iniciar com o simples equilíbrio do membro afetado. Esse 
treinamento pode progredir na direção caudal/cranial, sendo crucial para a adequada mobilidade 
e deslizamento da estrutura, o que auxilia na prevenção de dor e rigidez retro patelar. 
A amplitude de movimento começa com a extensão total, visando uma marcha mais natural. 
A flexão pode ser iniciada com a simples colocação da perna na beira da mesa, permitindo a 
ação da gravidade. É fundamental não forçar a flexão além desse ponto. 
A realização de atividades normais, como caminhar, executar tarefas diárias e realizar 
exercícios de fortalecimento e alongamento, contribuirá para a recuperação da amplitude de 
movimento ativa total. Ao final dessa etapa, a flexão deve estar entre 90º e 120º. 
A estimulação muscular elétrica (EMS) pode ser empregada para fortalecer o quadríceps. O 
paciente pode realizar exercícios em cadeia cinética fechada, como empurrar uma pequena bola ou 
usar uma toalha atrás do joelho para recuperar a extensão completa, enquanto permanece em pé. 
O uso de bicicleta ergométrica pode ser iniciado para promover a amplitude de movimento 
passiva (AMPP) e manter a capacidade aeróbica. Equipamentos elípticos podem ser introduzidos 
nos exercícios aeróbicos quando o paciente puder suportar o peso totalmente. 
Com a cicatrização dos portais, a caminhada e até mesmo a corrida na piscina são 
recomendadas. 
Os exercícios de fortalecimento incluem:
 – Utilização de elásticos para abdução, extensão, flexão e adução do quadril, e flexão 
dos isquiotibiais.
 – Utilização do aparelho de leg press para fortalecer quadríceps/glúteos/isquiotibiais.
 – Troca da plataforma de propriocepção por uma placa oscilatória (com os dois pés).
 – Início do fortalecimento do gastrocnêmio/sóleo e elevação do hálux no aparelho de 
leg press. 
 – Aplicação de crioterapia por 10 - 15 minutos após cada sessão de exercício.
 – Início da elevação do quadril a partir da região lombar (ponte).
36
IMAGEM 4: FLEXÃO DE QUADRIL
Fonte: Goes; McCormack, 2019. p. 343.
IMAGEM 5: ELEVAÇÃO PÉLVICA
Fonte: Goes; McCormack, 2019. p. 345.
Fase 3: Nesta etapa, o paciente deve estar suportando todo o peso corporal, com o joelho 
em extensão completa e a amplitude de movimento (ADM) deve estar acima de 90 graus e 
próxima a 120 graus. 
Durante essa fase, o paciente deve começar a se sentir à vontade para realizar atividades 
lineares, ainda sem carga na articulação até o final da fase. Se as cicatrizes estiverem endurecidas, 
podem ser submetidas a uma leve fricção.
 Os exercícios de fortalecimento nesta fase são semelhantes aos da fase anterior, porém com 
uma resistência ligeiramente maior e podem ser realizados em uma plataforma mais desafiadora. 
37
Propriocepção: arremessar bola em um trampolim ou parede, ficando em pé sobre o 
trampolim. Pode progredir para ficar em pé sobre uma bola BOSU. Todos os exercícios devem 
ser realizados em uma única perna.
Os exercíciosde fortalecimento podem ser intensificados, incluindo:
 – Abdução do quadril: utilizando elásticos, com a perna de apoio levemente dobrada 
e a perna em abdução deslizando, simulando o movimento de patinação. É essencial 
manter as duas pernas como apoio. Este exercício visa estabilizar a pelve e fortalecer 
os glúteos.
Treinamento de propriocepção: 
Adução do quadril: utilizando elásticos, são incorporados os seguintes três exercícios: 
01. Adução pura do quadril. 
02. Desenho de um círculo no chão com o dedão do pé no sentido anti-horário.
03. Desenho de um círculo no ar no sentido anti-horário.
 – Extensão do quadril: realizando extensão pura em uma plataforma, visando um bom 
alinhamento da pelve.
 – Flexão do quadril: realizando flexão pura, começando na posição de corredor.
 – Fortalecimento dos músculos isquiotibiais: sentado, com aumento da resistência.
IMAGEM 6: PROPRIOCEPÇÃO
Fonte: Goes; McCormack, 2019. p. 348.
IMAGEM 7: ELEVAÇÃO PÉLVICA EM SUPERFÍCIE INSTÁVEL
Fonte: Goes; McCormack, 2019. p. 348.
38
Uma maneira simples de identificar as necessidades do atleta é perguntar diretamente a ele. 
Elabore exercícios específicos em conjunto com o atleta e/ou treinador, conforme apropriado. Os 
pivôs podem representar o último movimento ou direção incluído no processo de recuperação. 
O paciente deve estar preparado tanto fisicamente quanto mentalmente para sua 
reintrodução no programa, considerando que muitas vezes é o movimento que causou a lesão e 
o receio de reproduzi-lo pode ser significativo. 
As progressões podem começar com exercícios de saltos, como 1/4 de giro seguido por 1/2 
giro, com foco no equilíbrio após cada salto. Em seguida, a progressão envolve corrida e cortes 
lentos em um ângulo de 45 graus, seguido pelo giro de 90 graus. Inicialmente, a velocidade deve 
ser baixa e gradualmente aumentada para corridas curtas. Isso deve ser realizado ao longo de 
várias semanas, não em uma única sessão. 
No início, os exercícios devem ser realizados em uma superfície previsível, como o chão, 
antes de passar para grama sintética e, posteriormente, para o gramado. Além disso:
 – Troca de bola BOSU: o paciente realiza alternância de pés na bola BOSU, movendo-
se rapidamente.
 – “V” com bola BOSU: o paciente corre entre duas bolas BOSU, separadas por uma 
certa distância, alternando os pés em cada bola.
 – Fortalecimento dos músculos isquiotibiais: o paciente, em posição supina, coloca a 
bola suíça sob os calcanhares e, ao levantar o quadril, pode puxá-la em direção ao glúteo.
 – Bandas X: exercícios de fortalecimento do CORE que envolvem todo o corpo, 
progredindo de uma posição neutra da coluna para passos laterais com movimento 
correspondente dos braços.
 – Treinamento lateral com bandas de resistência: exercícios de passos laterais e 
deslocamentos laterais com resistência.
 – Treinamento excêntrico em plataforma elevada, começando com saltos excêntricos 
para baixo e aumentando progressivamente a altura para fortalecer os músculos e 
garantir o alinhamento adequado da patela.
05. Exercícios de Reabilitação da Fase 4 
As sugestões anteriores podem variar consideravelmente dependendo do tipo de cirurgia 
realizada. A reparação de uma lesão periférica vertical simples pode permitir o início precoce de 
alguns exercícios em comparação com lesões mais complexas.
 O fundamental é que o paciente inicie com intensidade baixa e avance até atingir a velocidade de 
jogo ou máxima. Os exercícios devem começar em uma superfície estável, como o chão, e progredir 
para superfícies mais desafiadoras e instáveis, como bolas BOSU, bolas suíças e plataformas 
oscilatórias. No caso de transplante de menisco, o processo mencionado anteriormente é similar, 
porém mais lento. Todas as fases têm, no mínimo, duração adicional de 4 semanas. É recomendado 
discutir com o cirurgião, os objetivos e resultados esperados da cirurgia e do paciente.
Os estágios de recuperação após a cirurgia de menisco foram anteriormente delineados, 
porém, às vezes, torna-se desafiador determinar quando avançar com segurança para a próxima 
etapa e quais são os principais determinantes para um resultado satisfatório pós-procedimento.
39
Há uma multiplicidade de fatores a serem considerados, incluindo a natureza da lesão, o tipo 
de intervenção cirúrgica realizada, lesões concomitantes e variáveis relacionadas ao cirurgião. 
Apesar das discussões consideráveis e da falta de evidências de alta qualidade sobre o 
momento ideal para introduzir a carga de peso e a amplitude de movimento após a cirurgia, 
alguns aspectos biomecânicos cruciais devem ser levados em conta. 
Durante a carga de peso em extensão total, as forças exercidas sobre o menisco tendem a 
reduzir a lesão longitudinal vertical. Por outro lado, em casos de ruptura das fibras colagenosas 
circunferenciais que resistem às tensões circunferenciais ou da ruptura da inserção da raiz do 
menisco, a carga de peso pode deslocar o menisco, potencialmente causando extrusão (Goes 
e McCormack, 2019).
Notavelmente, há um aumento substancial na carga sobre o corno posterior do menisco 
durante a flexão do joelho, que é quatro vezes maior a 90 graus de flexão. Além disso, a 
rotação e a translação da tíbia também aumentam consideravelmente as tensões sobre os 
meniscos. Além dessas considerações biomecânicas, as taxas de sucesso de um reparo 
isolado do menisco são de apenas 70 a 80%. 
Com o objetivo de preservar a função meniscal e devido aos resultados menos favoráveis 
da revisão do reparo meniscal, alguns cirurgiões adotam uma abordagem mais conservadora 
para a reabilitação, com atraso na introdução da carga de peso e amplitude de movimento (às 
vezes com imobilização em tala).
 No entanto, revisões sistemáticas não demonstraram benefícios desses protocolos de 
reabilitação conservadora. Além disso, ensaios clínicos randomizados demonstraram que os 
programas de reabilitação acelerada são bem-sucedidos no reparo do menisco. É importante 
reconhecer, no entanto, a considerável heterogeneidade dos dados e o fato de que a maioria das 
evidências e da literatura é de nível 4 (estudos de caso) (Goes e McCormack, 2019).
Também é crucial considerar os fatores que podem influenciar positiva ou negativamente 
o sucesso da cirurgia de menisco e utilizá-los como ajustes para determinar o momento de 
implementação das diversas fases do programa de reabilitação. No caso de meniscectomia 
parcial, a maioria dos profissionais de saúde inicia com carga total de peso e amplitude de 
movimento, progredindo conforme os sintomas e a função permitirem. Entretanto, se a ressecção 
incluir a periferia do menisco, é necessário considerar atrasos na carga de peso para reduzir a 
extrusão do menisco, que prejudica a função biomecânica. 
Diversos fatores devem ser levados em conta nos reparos de menisco. A primeira categoria 
é a natureza da lesão reparada. Em caso de lesão vertical periférica, a carga precoce de peso 
em extensão impõe pouca tensão sobre o local reparado, mas a carga de peso com o joelho em 
flexão pode exercer uma carga significativa no corno posterior do menisco. 
Isso levou alguns autores a sugerir o adiamento de agachamentos e flexão do joelho com carga 
superior a 90 graus após o reparo do corno posterior. No caso de reparo de uma lesão radial completa 
(com extensão pelas fibras da alça circunferencial) ou da raiz do menisco, é defensável o atraso na 
carga de peso para permitir a cicatrização da borda e/ou raiz e evitar a extrusão do menisco. 
Outras considerações podem incluir a natureza aguda ou crônica da lesão, sendo esperada 
uma cicatrização mais eficaz em lesões não degenerativas agudas. A idade do paciente também 
pode ser considerada de duas perspectivas. O suprimento sanguíneo do menisco é melhor em 
indivíduos com esqueleto imaturo, mas, em algumas situações, os jovens precisam ser protegidos 
de si mesmos (Goes e McCormack, 2019).
40
RECURSOS UTILIZADOS
Materiais de consumo: 
Descrição Observação 
Bermuda ou shorts

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