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Resumo de Órteses e próteses

Material sobre órtese e prótese: avaliação e reabilitação do paciente amputado. Contém avaliação clínica e emocional, inspeção do coto e do membro contralateral, dor e sensação fantasma, níveis de amputação (parciais de pé, Syme, Pirogoff, transtibial, transfemoral) e fases do manejo fisioterapêutico pré-protético.

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ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
 WMDC 
 
Amputados 
 
AVALIAÇÃO DO PACIENTE AMPUTADO 
 
História da moléstia: etiologia da amputação e 
tratamentos anteriores. 
 
⤳ Diabetes é o carro chefe de amputações de MMIIs. 
Ela causa a amputação, por conta de déficit da 
circulação periférica e neuropatia. 
 
⤳ Segundo os dados estatísticos 80% dos casos de 
amputação por diabetes poderiam ter sido 
prevenidas por coisas simples, tal como, 
inspecionar diariamente os pés. 
 
Condições clínica: estado físico geral, nutricional, 
hídrico e funções vitais. 
 
Estado emocional: Luto x Resiliência, negação, raiva, 
barganha, depressão, aceitação. 
 
5 fases do luto: negação trabalhar a consciência, raiva 
trabalhar a empatia, barganha trabalhar custo 
benefício, depressão não fazer planos a longo prazo, 
pois o mesmo não consegue ver o futuro, trabalha 
pequenas conquistas todos os dias, aceitação é nesse 
período que ele quer melhorar e que está aceitando o 
processo, ressignificação social descobrir um novo 
papel na sociedade. 
 
MMSS, pelve e tronco: realizar avaliação funcional 
(força, ADM). 
 
Locomoção e transferência: uso de dispositivos 
auxiliares, autonomia funcional e independência. 
 
MMII não amputado: pulso se tiver deficiência não 
pode ficar imóvel para estimular a circulação e ter 
muito mais cuidado com a única perna que ele tem 
(Inspeção, palpação), coloração, temperatura, anexos 
epidérmicos (diminuição da massa muscular 
rachadura, contraturas, unha mal formadas, micose, 
condições da pele, sensibilidade, edema (sistema 
linfático comprometido) tônus e trofismos, força 
muscular, deformidade. 
 
Orientações: uso do espelho para inspecionar os pés, 
ir na podóloga para cortar as unhas. 
 
MMII amputado: coto ideal 
Nível funcional; cicatriz livre e não hipertrófica; coxim 
firme; ausência de neuromas; (áreas de maior 
sensibilidade, realizar tapas e o paciente vai sentir 
choque ou na palpação irá sentir choque, (tratar 
através dessensibilização, TENS), ausência de 
deformidades. É necessário observar cicatrização, 
condições cutâneas, enxerto cutâneo (cicatriz sensíveis 
e devem trabalhar dessensibilização e também como 
está a FM), coxim (excesso de tecido pele), ADM 
limitada, tônus e trofismo, neuroma, edema, sensação 
e dor fantasma (choques, pontadas, queimação). 
 
OBS: Tratamento edema de coto: o edema é devido a 
interferência cirúrgica a uma modelagem de tecidos 
moles, exercício e enfaixamento compressivo. 
 
DOR FANTASMA 
 
Sensação membro fantasma: Percepção do membro 
ausente de forma não desconfortável → Não precisa 
intervir. 
 
Dor fantasma: Percepção desconfortável no membro 
amputado → Eletroterapia, Massoterapia, 
dessensibilização, terapia por espelhos, terapias 
multissensoriais, acupuntura, fitoterapia 
 
Dor no coto: Dor na parte anatômica do coto existente 
(bursites, fratura, neuromas...) → Tratamento conforme 
a patologia. 
 
OBS: o paciente precisa de boas condições de saúde, 
autonomia, vínculo e acesso à tecnologia. 
 
NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO 
 
PARCIAIS DE PÉ: articulação interfalangiana (entre as 
falanges), articulação metatarsofalangiana (entre os 
metatarsos e as falanges), transmetatarsiana (tira os 
metatarsos), Lisfranc (deixa apenas o cubóide e o 
calcâneo) e a Chopart (deixa apenas o calcâneo). 
 
DESARTICULAÇÃO DE TORNOZELO: Pirogoff/boyd 
(parte do calcâneo e vai artrodesar na pinça maleolar - 
pode fazer descarga de peso) e Syme (teve um 
ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
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comprometimento do calcâneo, só ficou a pinça 
maleolar - não pode fazer descarga de peso). 
 
⤳ Amputação de Pirogoff = secção 
vertical do calcâneo eliminando 
sua parte anterior. artrodese entre 
tíbia e calcâneo. 
 
⤳ Amputação de Syme = 
desarticulação tibiotársica e 
secção óssea abaixo dos maléolos 
lateral e medial, conservando a sindesmose 
tibiofibular. 
 
TRANSTIBIAL: o melhor nível é o 1/3 médio, menor 
sem braço de alavanca (1/3 proximal) e o maior 
prejudicado para a colocação de prótese (1/3 distal). 
 
DESARTICULAÇÃO DO JOELHO: preserva todo o 
côndilo e a patela. É um bom nível para a protetização, 
pois mantém a propriocepção do joelho e da marcha. 
 
TRANSFEMORAIS: 
 
Desarticulação de quadril: sai tudo da cabeça do fêmur 
para baixo, geralmente é acidente ou câncer. 
 
MANEJO FISIOTERAPÊUTICO PRÉ-PROTÉTICO 
 
FASES DE REABILITAÇÃO: 
 
1. FASE PREVENTIVA: 
cuidados preventivos principalmente nos pacientes 
portadores da neuropatia diabética (é uma diminuição 
da sensibilidade e da circulação. Podemos prescrever o 
sapato para o pé diabético - não faz pressão sobre o 
calcanhar, sendo feito sob medida, ajuda na 
cicatrização e realizado a medição ao final do dia 
quando o pé já está inchado. 
 
Complicações: alterações motoras, sensitivas e 
autonômicas. 
 
2. FASE PRÉ E PÓS AMPUTAÇÃO: 
onde começa realmente a atuação fisioterapêutica. 
Aliviar o quadro de ansiedade e depressão, 
conscientizar sobre os recursos protéticos, realizar 
exercícios cardiorrespiratórios (utilizar cicloergômetro 
de mãos), realizar exercícios de fortalecimento, 
estimular mobilidade no leito, orientar posicionamento 
e manter ADM. 
3. FASE PRÉ-PROTETIZAÇÃO: 
preparar o paciente para atividades sem prótese, 
maturar o coto de amputação visando a futura 
protetização e realizar orientações posturais. 
Utilizando recursos terapêuticos (cinesioterapia, 
mecanoterapia, massoterapia, hidroterapia e 
eletroterapia), alongamento e fortalecimento, 
transferência sem apoio e com apoio (sentar e 
levantar), treino de equilíbrio (com balanço 
proprioceptivo), saltitamento, locomoção com 
auxiliares. 
 
PERIMETRIA: 
1) escolher um ponto anatômico 
2) medir de 5 em 5cm até a ponto do coto. 
3) monitorar a perimetria, precisar estar estável antes 
de começar a protetização. 
 
Enfaixamento elástico compressivo: fazer em um 
formato de cone - tendo como finalidade dar forma ao 
coto, diminuir a sensibilidade tátil e proteger o coto e 
técnicas de massoterapia e dessensibilização. 
Refaixamento de 3 a 4 horas, dormir com 
enfaixamento. 
 
Objetivos: Preparar o paciente para a atividade sem 
prótese. Maturar o coto de amputação visando futura 
protetização. 
 
POSICIONAMENTO DO COTO NO LEITO: 
 
Coto Transtibial: tem a tendência de ter retração de 
flex de joelho - maior que 20º, não tem como ortetizar. 
 
Orientação: incentivar o paciente a manter ao máximo 
a extensão do joelho, não colocar almofada embaixo da 
fossa poplítea. 
 
Coto Transfemoral: ficou iliopsoas (CCA - flexão) e 
glúteos (CCA - abdução e ajuda na flexão). Tem como 
tendência de retração a realização de rotação externa 
e flexão. 
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Orientação: não se deve colocar travesseiro embaixo 
do coto, ensinar o paciente a ficar uns minutos do dia 
na posição ventral com a cabeça oposta ao coto, 
sentindo o alongamento da parte anterior e outra 
opção é a cinesioterapia. 
 
OBS: 3 texturas para dessensibilizar 1 vez por dia 
durante 5 minutos. 
 
FASE INTER - PROTETIZAÇÃO 
 
Avaliar a prótese: observar se ela está adequada ao 
coto, se precisa de ajustes, prescrever se necessário. 
 
TREINAR COLOCAÇÃO E REMOÇÃO 
PRÓTESE DE PINO: 
 
1. Você vai utilizar um pedaço de malha tubular para 
ajudar o coto a entrar até o fundo do encaixe. 
 
2. Inicie a colocação na posição sentada com o 
joelho dobrado e relaxado. 
 
3. Puxe a malha tubular. 
 
4. Verifique se o coto entrou até o fundo do encaixe. 
 
5. A seguir dobre a malha tubular sobre o encaixe 
flexível. 
 
6. Coloque o encaixe rígido empurrando o coto para 
baixo. 
 
OBS: Deve-se fazer peso no calcanhar e não com a 
ponta do pé. 
 
PRÓTESE A VÁCUO 
 
1. Você vai usar um saco em tecido sintético para 
colocação do coto no encaixe da prótese. 
 
 
ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
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2. Puxe o tecido partepor parte através do orifício no 
fundo do encaixe para que o coto penetre por 
igual. 
 
3. Verifique se a ponta do coto está em contato com 
o fundo do encaixe através do orifício. 
 
4. Coloque a válvula selando o orifício. A válvula 
permite a saída do ar para manter o coto ajustado 
a prótese. 
 
 
 TREINAR TRANSFERÊNCIAS: 
1. TRANSFERÊNCIA DE PESO SOBRE A PRÓTESE: 
 
 
 
 
REALIZAR DISTRIBUIÇÃO DE PESO: 
Pode-se utilizar uma folha embaixo do pé e da prótese 
com o paciente de pé, o terapeuta deve puxar a folha e 
ver se ela sai ou não. Bem como balanças ou aparelhos. 
 
REALIZAR TREINO DE EQUILÍBRIO: 
Apoio unipodal, realizando marcha látero-lateral 
 
CONHECER OS MECANISMOS DA PRÓTESE: 
Qual o tipo de articulação a prótese tem, a partir disso 
quais movimentos ela permite. 
 
 
FASE PÓS PROTETIZAÇÃO 
 
TREINAR MARCHA: 
A marcha deve ser segura, eficiente e simétrica. 
 
CAMINHAR EM RAMPAS E ESCADAS: 
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MM sem prótese sobe primeiro, MM com prótese 
desce primeiro. Para subir coloque primeiro a perna, 
depois a prótese. 
 
ATIVIDADES COM MAIOR GRAU DE DIFICULDADE: 
É muito importante ensinar os pacientes a se levantar 
sozinho do chão, evitando usar objetos próximos como 
apoio. 
 
ATIVIDADES ESPORTIVAS: 
Auxilie o paciente a achar um esporte que ele goste, é 
fundamental inserir atividade física na rotina dele antes 
da alta para que isso seja mantido após a alta. 
 
Prescrição de Próteses - MMII 
 
CASO CLÍNICO 
 
Joana Darlene, paciente do gênero feminino, 26 anos, 
professora, amputada transfemoral terço médio D por 
acidente de moto. E, relata dor fantasma com sensação 
de queimação no pé ausente, edema e flacidez no coto, 
déficit de equilíbrio e coordenação quando em apoio 
unipodal. Realiza o tratamento de fisioterapia na clínica 
municipal há 2 meses. A avaliação da paciente foi 
baseada na história de moléstia atual (HMA), na 
inspeção visual, nas queixas apresentadas pelo 
paciente, nas avaliações de amplitude de movimento, 
força muscular, testes de retração muscular e avaliação 
de sensibilidade. Considerando todos os dados da 
avaliação fornecido pode-se constatar que há um 
déficit de força muscular em todo hemicorpo esquerdo 
e retrações musculares de tríceps sural, isquiotibiais, 
tensor da fascia, lata iliopsoas, rotadores laterais e 
abdutores do quadril, além de sensibilidade diminuída 
no MMII direito. Déficit de equilíbrio unipodal. 
 
HISTÓRICO 
 
⤳ PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL = próteses 
artesanais: a primeira guerra mundial foi o 
primeiro salto na tecnologia de prescrição de 
próteses. Ela trouxe as primeiras próteses 
artesanais (feitas por artesãos para substituir 
aquela perna) 
 
⤳ SEGUNDA GUERRA MUNDIAL = Pesquisas e 
próteses pre fabricadas: grandes potenciais 
financeiras envolvidas em pesquisa e próteses pré 
fabricadas. Onde muitos jovens sobreviveram sem 
as pernas/braços, então, ouve investimento por 
parte do governo para que esses jovens pudessem 
voltar a vida produtiva. Por conta disso teve um 
grande avanço nas protetisações com alta 
tecnologia. 
 
DEFINIÇÃO: 
 
Prótese = Componente artificial que tem por objetivo 
substituir uma parte do corpo de forma a suprir 
necessidades e funções de indivíduos sequelados por 
amputações traumáticas ou não em qualquer parte do 
corpo. 
 
TIPOS DE PRÓTESES - MMII 
 
Exoesquelética = parte externa é rígida e segura. Tbm 
pode ser chamada de prótese convencional (feita por 
artesãos). 
 
⤳ Vantagens: fácil manutenção, grande durabilidade. 
 
⤳ Desvantagem: não permite o intercambio de 
peças, baixa funcionalidade. 
 
Endoesquelética = ou próteses moduladas, ela tem 
várias partes e eu vou escolher as partes de acordo com 
a função desejada, para que ela seja o mais funcional 
possível. 
 
⤳ Vantagens: personalização funcional da prótese, 
ou seja, a prótese vai ser construída através da 
funcionalidade do indivíduo, tecnologia melhor 
para as AVD´s. 
 
⤳ Desvantagens: manutenção e custo mais alto. 
 
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a) Transtibial 
b) Desarticulação do joelho 
c) Transfemoral 
d) Pelvectomia 
 
TIPOS DE PÉS 
 
PÉS PROTÉTICOS: 
 
Pés artesanais = não tem nenhuma função de 
movimento é só para compor. Mais comum em mulher 
que usa mais sandália, porém não ajuda na marcha, só 
é estético. Só prescreve em amputação parcial de pé, 
pois é só para compor. 
 
Pés articulados = Permite os movimento de planti e 
dorsiflexão, para que a marcha fique com uma 
determinante melhor. Sistema Pivô. 
 
Pés multiaxiais ou multiarticulado = mais pesado que 
o articular, permite a dorsi, planti, inversão e eversão. 
Bom, quando o paciente caminha em terrenos 
irregulares (terra, grama, calçada, buraco). Sistema 
Esfera. 
 
Pés não articulados/fixo = não permite nenhum 
movimento, o pé da prótese não convencional, 
indicada em casos de hemipelvectomia (pois ela já tem 
muitos componentes para a paciente controlar), outra 
indicação é o paciente geriátrico amputou o lado 
direito e fez um AVC do lado esquerdo. Menos pesado. 
 
Pés de resposta dinâmica para prática esportiva = 
absorvem energia e guardam energia para jogar a 
pessoa para frente, é uma energia de mola. Prescrito 
com tíbia fibra de carbono pois a tíbia fibra comum não 
responde bem a energia elástica. 
 
TIPOS DE COMPONENTES TIBIAIS 
 
Aço = mais usado mais barato e aguenta a pressão, 
porém é mais pesado. 
 
Titânio = inquebrável, mais leve que o aço, mais caro 
indicado para esportistas que usam o pé 
multiarticulado). 
 
Alumínio = menos pesado, porém não aguenta pressão 
não indicada para pacientes obesos e esportistas. 
 
Fibra de carbono indicada = pé de resposta dinâmica, 
pacientes esportivas. 
 
TIPOS DE JOELHOS 
 
Fricção = mais comum, prótese modular onde a 
velocidade do avanço tibial vai ser controlada pelo 
atrito de fricção do joelho. Não tem mecanismo de 
proteção e não pode ter variáveis bruscas durante a 
marcha. 
 
Trava manual = a marcha é com o joelho em extensão, 
com joelho bloqueado indicado: paciente precisa de 
auto segurança para andar (a prótese leve e muito fácil 
de andar). 
 
⤳ Sentar: colocar o peso sobre a perna natural 
tirando o peso da prótese(transferência para o 
membro oposto para destravar). 
 
⤳ Levantar: hiperextensão de coto, tira o ar e depois 
trava. 
 
Auto bloqueante = permite flexão e extensão. Ao 
aplicar o peso tem um pino que trava, determina a 
velocidade média da marcha e o paciente vai ter que 
aprender a andar nessa velocidade no avanço tibial. 
mecanismo de bloqueio ao ter distribuição de peso, 
logo evita quedas . sentar e levantar é o mesmo 
mecanismo do de trava manual. 
 
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Policêntricos = só serve para desarticulação do joelho 
(retirada do platô tibial para baixo e deixa côndilos 
femorais e patela). Mais simples de protetizar pois ele 
não muda a dinâmica da marcha. 
 
Controle Hidráulico = adapta e faz uma função variável 
na marcha o paciente tem que ter um domínio do 
corpo. controle da velocidade feito pela fricção dada 
pelo óleo. Quando ele manda rápido ele se ajusta para 
ir mais rápido. 
 
Controle Pneumático = controle da velocidade feito 
pela fricção dada pelo ar. Quando ele manda rápido ele 
se ajusta para ir mais rápido. 
 
Controle do microchips = Pacientes ativos, atividade 
social intensa, descida de escada com marcha 
recíproca, subir é perna boa primeiro, muito caro. 
 
TIPOS DE ENCAIXES 
 
Encaixes: Peça fundamental para ligar a peça protética 
ao corpo. Por ela será a transmissão dos comandos 
para o movimento da prótese. 
 
⤳ SUSPENSÃO = forma que a prótese fica ligada ao 
corpo contra a gravidade 
 
⤳ DESCARGA DE PESO = mecanismo que segura o 
peso do corpo sob a prótese. 
 
TRANSTIBIAL 
 
Mais comuns: KBM e Silicon Line 
 
KBM = mais baratae mais usada. A aderência é nos 
côndilos (degrau) Difícil colocar em pacientes obesos. 
 
⤳ APOIO DE PESO: é Infrapatelar e côndilos 
pacientes irão referir desconforto. A ponta do coto 
não foi feita para receber peso e pode gerar lesão. 
 
⤳ SUSPENSÃO: mecanismo que mantém a órtese 
grudada no corpo mesmo com ação da gravidade 
oposta. 
 
Silicon Line = Apoio de peso infrapatelar, mas não 
pressiona os côndilos a pressão ocorre abaixo dos 
côndilos, a suspensão é feita pelo atrito com a pele e 
pelo parafuso. Melhor para pacientes obesos. 
 
TRANSFEMORAL: 
 
Quadrilateral = Apoio ântero-posterior. Ponto de 
pressão inguinal e na tuberosidade isquiática, dor 
geralmente referida nesses pontos. 
 
CAT-CAM = Encaixe flexível, maleabilidade, 
escaneamento a laser, molde anatômico. Apoio Médio 
lateral, incomoda menos. 
 
⤳ SUSPENSÃO: vácuo, pressão negativa 
 
Encaixe tipo cesto: hemipelvectomia: Pé, tíbia, joelho, 
fêmur e quadril. 
 
RESUMINDO 
 
1. Escolha o tipo de prótese 
 
2. Escolha os componentes nessa ordem: pé, 
componente tibial, joelho, encaixe. 
 
3. Lembre-se – para transtibiais não há prescrição de 
joelho! 
 
ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
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OBS: os componentes deve levar em consideração: o 
grau de atividade, a condição do coto, a idade, a 
condição econômica, a mobilidade e a finalidade. 
 
Bilateral: ensinar transferências, quedas, banho, ajudar 
nas atividades do dia a dia para ele ser autônomo. 
 
Amputados - MMSS 
 
PROCESSO DE CUIDADO FISIOTERAPÊUTICO 
 
Espera-se que o paciente lide profunda e 
conscientemente com a sua condição atual, fazendo 
ajustes necessários de forma construtiva e participativa 
no seu processo junto a uma equipe também 
integrada. 
 
CLASSES DE MOVIMENTO: 
 
PREENSÃO: 
 
⤳ Precisão pinça oponência 
⤳ Força (dedos com a palma) 
⤳ Gancho 
⤳ Tesoura 
 
NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO 
 
Na extremidade superior, os seguintes níveis de 
amputação são considerados: 
 
⤳ Amputação de dedo da mão ou polegar. 
⤳ Ressecção de raio. 
⤳ Ressecção transmetacarpiana. 
⤳ Desarticulação de punho. 
⤳ Amputação transradial. 
⤳ Desarticulação do cotovelo. 
⤳ Amputação transumeral. 
⤳ Desarticulação do ombro. 
⤳ Amputação de quarto dianteiro 
⤳ (desarticulação interescapulotorácica). 
 
AVALIAÇÃO DO PACIENTE 
 
⤳ Avaliação Geral 
⤳ ADM. 
⤳ Força do paciente. 
⤳ Membros não comprometidos. 
⤳ Mobilidade. 
⤳ Deambulação. 
⤳ Autocuidado. 
⤳ Suporte social. 
⤳ Atividades vocacionais 
TRATAMENTO 
 
Dividido em pré-operatório e pós operatório. 
 
PRÉ-OPERATÓRIO: 
 
⤳ Trabalhar a amplitude de movimento. 
⤳ Ganho de força no coto. 
⤳ Ganho de força nos membros sadios. 
⤳ Treinamento de marcha. 
 
PÓS-OPERATÓRIO: Cicatrização da incisão; controle da 
dor; mobilidade independente; independência no 
autocuidado e nas AVD’s. Preparação do membro 
residual para adaptação à prótese. Educação a respeito 
da adaptação e cuidado da prótese. Apoio para a 
adaptação às transformações resultantes da 
amputação. Manutenção da ADM, especialmente nas 
articulações proximais restantes da extremidade 
amputada. 
 
⤳ Enfatizar o fortalecimento de determinados grupos 
musculares (cintura escapular, trapézio, serrátil 
anterior e peitoral maior, bem como de deltóide e 
bíceps residuais), que vão levar o paciente a ter 
uma postura correta. 
 
⤳ Outro ponto a ser observado, inclui a modelagem 
do membro residual e a redução do volume de 
tecidos moles. 
 
⤳ Curativos pós operatórios com enfaixamento 
compressivo. Desequilíbrio muscular; 
posicionamento inadequado. 
 
⤳ Pode-se evitar ou tratar as contraturas com 
mobilização manual, massagens fricativas ou 
exercícios ativos. 
 
⤳ Caso as contraturas sejam mais graves, 
alongamento é a solução. 
 
⤳ As contraturas de cotovelo são mais fáceis de 
serem reduzidas do que as de ombro. 
 
OBS: a protetização de MMSS não necessita de esperar 
o coto maturar, tem que precocemente protetizar. Pois 
se esperar muito tempo e não vai se acostumar com a 
prótese, por esse motivo devemos trabalhar o processo 
de cicatrização (laser e US). 
 
Outras etapas de tratamento: dessensibilização e 
Tratamento do membro fantasma. 
 
NÃO PREENSÃO: 
 
⤳ Empurrar 
⤳ Bater 
⤳ Pontear 
⤳ Levantar 
 
ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
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EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS PARA FASE PRÉ-PROTÉTICA: 
 
O programa de exercícios é individual. As atividades são 
de coordenação dos movimentos e de ganho de força. 
 
Devemos ter como meta, o fortalecimento dos 
músculos extensores e flexores do cotovelo e os 
abdutores do ombro (o manguito deve ser fortalecido 
de uma maneira em geral). 
 
Devemos nos lembrar ainda, que o programa de 
fortalecimento é geral, incluindo o tronco e todos os 
membros. Até que tenha ocorrido a cicatrização, os 
exercícios devem ser leves, ativos e de ADM. 
 
Se o curativo limitar o movimento articular, iniciam-se 
as contrações isométricas. Exercícios isométricos 
peitoral, rombóides e serrátil anterior podem ser 
ensinados antes da cirurgia e iniciados após a 
amputação. 
 
Fortalecer adutores, rotadores internos e extensores 
de ombro, quando a amputação for acima do cotovelo, 
e quando ela for abaixo do cotovelo, fortalecermos o 
bíceps. 
 
Devemos realizar exercícios ativos resistidos para o 
outro membro, tronco e MMII. São iniciados 
imediatamente após a cirurgia. 
 
Exercícios de coordenação dos movimentos, como a 
Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (método 
KABAT) são extremamente valiosos, pois ensinam 
padrões corretos de movimentos conjugados. 
 
O programa de exercícios deve ser sequenciado, para 
uma maior controle motor e aumentando assim a 
coordenação e a função. 
 
Devemos enfatizar o fortalecimento muscular e os 
movimentos funcionais coordenados. A mobilidade 
precoce é importante para a recuperação fisiológica 
total, mas devemos tomar cuidado com o processo de 
cicatrização. 
 
As mudanças posturais devem ser trabalhadas. 
Devemos também nos preocupar com o ponto de 
equilíbrio do paciente. A estabilidade e o balanceio 
devem ser considerados no tratamento. 
 
 
 
 
ORIENTAÇÃO AO PACIENTE 
 
⤳ Informação sobre o membro residual. 
⤳ Informação sobre o benefício dos exercícios. 
⤳ Higiene do membro residual. 
⤳ Métodos de controle de edema. 
⤳ Uso de exercícios para melhora da circulação. 
⤳ Cuidados com o outro membro. 
⤳ Orientar quanto às dores do pós-operatório e a 
sensação de membro fantasma. 
⤳ Orientar sobre cada fase do tratamento até a 
protetização. 
⤳ Mostrar-lhe o processo patológico que o levou a 
estar deste modo. 
 
OBS: Edema: remodelação muscular: exercícios e 
enfaixamento. 
 
 
 
Prótese Para MMSS 
 
INTRODUÇÃO 
 
⤳ A prótese tem uma função instrumental 
⤳ É uma ferramenta auxilia 
⤳ Não substitui o membro!!!! 
 
Princípios que garantem um boa protetização: 
qualidade o encaixe; adequação do sistema de 
acionamento; treinamento qualificado para seu uso. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 
⤳ PASSIVAS: estéticas e passivas (para o trabalho) 
⤳ ATIVAS (acionadas mediante a tração de tirantes). 
⤳ MIOELÉTRICAS e HÍBRIDAS 
 
TIPOS DE PRÓTESES DE MMSS 
 
PRÓTESES ESTÉTICAS = podem ser chamadas de 
próteses passivas; reestabelecem o aspecto externo do 
membro amputado; são confeccionadas diversos 
materiais; podem ser indicadas para todos os níveis de 
amputação. 
 
ÓRTESE E PRÓTESE - A2 
 
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PRÓTESES ATIVAS = são acionadas pelo paciente; as 
funções da prótese realizam-se através do movimento 
do coto ou do ombro através da ação de tirantes; para 
coordenação dos movimentos é necessário um intenso 
programa de treinamento; são indicadas para todos os 
níveis de amputação, com exceção de amputações 
parciais da mão. 
 
 
Para próteses ativas de antebraço, o sistema de 
controle aciona o dispositivo terminal (mão ou gancho) 
sendo necessário apenasum tirante simples; próteses 
ativas com um cotovelo livre necessitam de 
acionamento por dois tirantes; para os demais níveis de 
amputação necessitam-se de três tirantes; quanto mais 
alto o nível de amputação, mais difícil é o controle da 
prótese com auxílio de tirantes. 
 
PRÓTESES MIOELÉTRICAS = este sistema de próteses 
pertence ao grupo de próteses com uma fonte de 
energia externa; o controle de próteses mioelétricas é 
feito através de potenciais elétricos na ordem de 
microvolts, que são detectados na superfície da pele 
durante a contração muscular do coto; estes potenciais 
são captados através de eletrodos, amplificados e 
enviados como sinais de controle aos elementos 
funcionais. 
 
 
O motor miniaturizado responsável pela abertura e 
fechamento a mão é suprido através de um 
acumulador recarregável de 7,2 volts; podem ser 
empregadas para todos os níveis de amputação; um 
pré-requisito é a capacidade do paciente em 
diferenciar a contração de distintos grupos musculares, 
além da habilidade de contrair os mesmos, emitindo 
um sinal suficientemente forte. 
 
PRÓTESES HÍBRIDAS = mais comum em amputações 
acima do cotovelo; utiliza-se uma articulação de 
cotovelo mecânica em combinação com uma mão 
mioelétrica; trata-se de um complexo mecanismo de 
compensação de forças, que minimiza o esforço 
necessário para flexionar a prótese, além de 
proporcionar um perfeito controle dinâmico do 
movimento pendular do antebraço. 
 
 
ENCAIXES PARA PRÓTESES DE MMSS 
 
CONSIDERAÇÕES GERAIS: a confecção individual do 
encaixe é de importância fundamental para a boa 
adaptação da prótese, o que exige uma avaliação 
minuciosa do coto, como condição muscular, saliências 
ósseas, sensibilidade da cicatriz e da pele em geral, 
neuromas etc. 
 
Características importantes do encaixe da prótese: 
conforto; ótima suspensão/fixação da prótese; é 
responsável pela redução das forças de cisalhamento e 
fricção. 
 
RESUMINDO: 
 
1. Defina a funcionalidade 
2. Escolha o tipo de prótese 
3. Escolha os componentes 
 
OBS: os componentes devem levar em consideração: o 
grau de atividade, a condição do coto, a idade, a 
condição econômica, a mobilidade e a finalidade.

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