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ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC Amputados AVALIAÇÃO DO PACIENTE AMPUTADO História da moléstia: etiologia da amputação e tratamentos anteriores. ⤳ Diabetes é o carro chefe de amputações de MMIIs. Ela causa a amputação, por conta de déficit da circulação periférica e neuropatia. ⤳ Segundo os dados estatísticos 80% dos casos de amputação por diabetes poderiam ter sido prevenidas por coisas simples, tal como, inspecionar diariamente os pés. Condições clínica: estado físico geral, nutricional, hídrico e funções vitais. Estado emocional: Luto x Resiliência, negação, raiva, barganha, depressão, aceitação. 5 fases do luto: negação trabalhar a consciência, raiva trabalhar a empatia, barganha trabalhar custo benefício, depressão não fazer planos a longo prazo, pois o mesmo não consegue ver o futuro, trabalha pequenas conquistas todos os dias, aceitação é nesse período que ele quer melhorar e que está aceitando o processo, ressignificação social descobrir um novo papel na sociedade. MMSS, pelve e tronco: realizar avaliação funcional (força, ADM). Locomoção e transferência: uso de dispositivos auxiliares, autonomia funcional e independência. MMII não amputado: pulso se tiver deficiência não pode ficar imóvel para estimular a circulação e ter muito mais cuidado com a única perna que ele tem (Inspeção, palpação), coloração, temperatura, anexos epidérmicos (diminuição da massa muscular rachadura, contraturas, unha mal formadas, micose, condições da pele, sensibilidade, edema (sistema linfático comprometido) tônus e trofismos, força muscular, deformidade. Orientações: uso do espelho para inspecionar os pés, ir na podóloga para cortar as unhas. MMII amputado: coto ideal Nível funcional; cicatriz livre e não hipertrófica; coxim firme; ausência de neuromas; (áreas de maior sensibilidade, realizar tapas e o paciente vai sentir choque ou na palpação irá sentir choque, (tratar através dessensibilização, TENS), ausência de deformidades. É necessário observar cicatrização, condições cutâneas, enxerto cutâneo (cicatriz sensíveis e devem trabalhar dessensibilização e também como está a FM), coxim (excesso de tecido pele), ADM limitada, tônus e trofismo, neuroma, edema, sensação e dor fantasma (choques, pontadas, queimação). OBS: Tratamento edema de coto: o edema é devido a interferência cirúrgica a uma modelagem de tecidos moles, exercício e enfaixamento compressivo. DOR FANTASMA Sensação membro fantasma: Percepção do membro ausente de forma não desconfortável → Não precisa intervir. Dor fantasma: Percepção desconfortável no membro amputado → Eletroterapia, Massoterapia, dessensibilização, terapia por espelhos, terapias multissensoriais, acupuntura, fitoterapia Dor no coto: Dor na parte anatômica do coto existente (bursites, fratura, neuromas...) → Tratamento conforme a patologia. OBS: o paciente precisa de boas condições de saúde, autonomia, vínculo e acesso à tecnologia. NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO PARCIAIS DE PÉ: articulação interfalangiana (entre as falanges), articulação metatarsofalangiana (entre os metatarsos e as falanges), transmetatarsiana (tira os metatarsos), Lisfranc (deixa apenas o cubóide e o calcâneo) e a Chopart (deixa apenas o calcâneo). DESARTICULAÇÃO DE TORNOZELO: Pirogoff/boyd (parte do calcâneo e vai artrodesar na pinça maleolar - pode fazer descarga de peso) e Syme (teve um ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC comprometimento do calcâneo, só ficou a pinça maleolar - não pode fazer descarga de peso). ⤳ Amputação de Pirogoff = secção vertical do calcâneo eliminando sua parte anterior. artrodese entre tíbia e calcâneo. ⤳ Amputação de Syme = desarticulação tibiotársica e secção óssea abaixo dos maléolos lateral e medial, conservando a sindesmose tibiofibular. TRANSTIBIAL: o melhor nível é o 1/3 médio, menor sem braço de alavanca (1/3 proximal) e o maior prejudicado para a colocação de prótese (1/3 distal). DESARTICULAÇÃO DO JOELHO: preserva todo o côndilo e a patela. É um bom nível para a protetização, pois mantém a propriocepção do joelho e da marcha. TRANSFEMORAIS: Desarticulação de quadril: sai tudo da cabeça do fêmur para baixo, geralmente é acidente ou câncer. MANEJO FISIOTERAPÊUTICO PRÉ-PROTÉTICO FASES DE REABILITAÇÃO: 1. FASE PREVENTIVA: cuidados preventivos principalmente nos pacientes portadores da neuropatia diabética (é uma diminuição da sensibilidade e da circulação. Podemos prescrever o sapato para o pé diabético - não faz pressão sobre o calcanhar, sendo feito sob medida, ajuda na cicatrização e realizado a medição ao final do dia quando o pé já está inchado. Complicações: alterações motoras, sensitivas e autonômicas. 2. FASE PRÉ E PÓS AMPUTAÇÃO: onde começa realmente a atuação fisioterapêutica. Aliviar o quadro de ansiedade e depressão, conscientizar sobre os recursos protéticos, realizar exercícios cardiorrespiratórios (utilizar cicloergômetro de mãos), realizar exercícios de fortalecimento, estimular mobilidade no leito, orientar posicionamento e manter ADM. 3. FASE PRÉ-PROTETIZAÇÃO: preparar o paciente para atividades sem prótese, maturar o coto de amputação visando a futura protetização e realizar orientações posturais. Utilizando recursos terapêuticos (cinesioterapia, mecanoterapia, massoterapia, hidroterapia e eletroterapia), alongamento e fortalecimento, transferência sem apoio e com apoio (sentar e levantar), treino de equilíbrio (com balanço proprioceptivo), saltitamento, locomoção com auxiliares. PERIMETRIA: 1) escolher um ponto anatômico 2) medir de 5 em 5cm até a ponto do coto. 3) monitorar a perimetria, precisar estar estável antes de começar a protetização. Enfaixamento elástico compressivo: fazer em um formato de cone - tendo como finalidade dar forma ao coto, diminuir a sensibilidade tátil e proteger o coto e técnicas de massoterapia e dessensibilização. Refaixamento de 3 a 4 horas, dormir com enfaixamento. Objetivos: Preparar o paciente para a atividade sem prótese. Maturar o coto de amputação visando futura protetização. POSICIONAMENTO DO COTO NO LEITO: Coto Transtibial: tem a tendência de ter retração de flex de joelho - maior que 20º, não tem como ortetizar. Orientação: incentivar o paciente a manter ao máximo a extensão do joelho, não colocar almofada embaixo da fossa poplítea. Coto Transfemoral: ficou iliopsoas (CCA - flexão) e glúteos (CCA - abdução e ajuda na flexão). Tem como tendência de retração a realização de rotação externa e flexão. ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC Orientação: não se deve colocar travesseiro embaixo do coto, ensinar o paciente a ficar uns minutos do dia na posição ventral com a cabeça oposta ao coto, sentindo o alongamento da parte anterior e outra opção é a cinesioterapia. OBS: 3 texturas para dessensibilizar 1 vez por dia durante 5 minutos. FASE INTER - PROTETIZAÇÃO Avaliar a prótese: observar se ela está adequada ao coto, se precisa de ajustes, prescrever se necessário. TREINAR COLOCAÇÃO E REMOÇÃO PRÓTESE DE PINO: 1. Você vai utilizar um pedaço de malha tubular para ajudar o coto a entrar até o fundo do encaixe. 2. Inicie a colocação na posição sentada com o joelho dobrado e relaxado. 3. Puxe a malha tubular. 4. Verifique se o coto entrou até o fundo do encaixe. 5. A seguir dobre a malha tubular sobre o encaixe flexível. 6. Coloque o encaixe rígido empurrando o coto para baixo. OBS: Deve-se fazer peso no calcanhar e não com a ponta do pé. PRÓTESE A VÁCUO 1. Você vai usar um saco em tecido sintético para colocação do coto no encaixe da prótese. ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC 2. Puxe o tecido partepor parte através do orifício no fundo do encaixe para que o coto penetre por igual. 3. Verifique se a ponta do coto está em contato com o fundo do encaixe através do orifício. 4. Coloque a válvula selando o orifício. A válvula permite a saída do ar para manter o coto ajustado a prótese. TREINAR TRANSFERÊNCIAS: 1. TRANSFERÊNCIA DE PESO SOBRE A PRÓTESE: REALIZAR DISTRIBUIÇÃO DE PESO: Pode-se utilizar uma folha embaixo do pé e da prótese com o paciente de pé, o terapeuta deve puxar a folha e ver se ela sai ou não. Bem como balanças ou aparelhos. REALIZAR TREINO DE EQUILÍBRIO: Apoio unipodal, realizando marcha látero-lateral CONHECER OS MECANISMOS DA PRÓTESE: Qual o tipo de articulação a prótese tem, a partir disso quais movimentos ela permite. FASE PÓS PROTETIZAÇÃO TREINAR MARCHA: A marcha deve ser segura, eficiente e simétrica. CAMINHAR EM RAMPAS E ESCADAS: ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC MM sem prótese sobe primeiro, MM com prótese desce primeiro. Para subir coloque primeiro a perna, depois a prótese. ATIVIDADES COM MAIOR GRAU DE DIFICULDADE: É muito importante ensinar os pacientes a se levantar sozinho do chão, evitando usar objetos próximos como apoio. ATIVIDADES ESPORTIVAS: Auxilie o paciente a achar um esporte que ele goste, é fundamental inserir atividade física na rotina dele antes da alta para que isso seja mantido após a alta. Prescrição de Próteses - MMII CASO CLÍNICO Joana Darlene, paciente do gênero feminino, 26 anos, professora, amputada transfemoral terço médio D por acidente de moto. E, relata dor fantasma com sensação de queimação no pé ausente, edema e flacidez no coto, déficit de equilíbrio e coordenação quando em apoio unipodal. Realiza o tratamento de fisioterapia na clínica municipal há 2 meses. A avaliação da paciente foi baseada na história de moléstia atual (HMA), na inspeção visual, nas queixas apresentadas pelo paciente, nas avaliações de amplitude de movimento, força muscular, testes de retração muscular e avaliação de sensibilidade. Considerando todos os dados da avaliação fornecido pode-se constatar que há um déficit de força muscular em todo hemicorpo esquerdo e retrações musculares de tríceps sural, isquiotibiais, tensor da fascia, lata iliopsoas, rotadores laterais e abdutores do quadril, além de sensibilidade diminuída no MMII direito. Déficit de equilíbrio unipodal. HISTÓRICO ⤳ PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL = próteses artesanais: a primeira guerra mundial foi o primeiro salto na tecnologia de prescrição de próteses. Ela trouxe as primeiras próteses artesanais (feitas por artesãos para substituir aquela perna) ⤳ SEGUNDA GUERRA MUNDIAL = Pesquisas e próteses pre fabricadas: grandes potenciais financeiras envolvidas em pesquisa e próteses pré fabricadas. Onde muitos jovens sobreviveram sem as pernas/braços, então, ouve investimento por parte do governo para que esses jovens pudessem voltar a vida produtiva. Por conta disso teve um grande avanço nas protetisações com alta tecnologia. DEFINIÇÃO: Prótese = Componente artificial que tem por objetivo substituir uma parte do corpo de forma a suprir necessidades e funções de indivíduos sequelados por amputações traumáticas ou não em qualquer parte do corpo. TIPOS DE PRÓTESES - MMII Exoesquelética = parte externa é rígida e segura. Tbm pode ser chamada de prótese convencional (feita por artesãos). ⤳ Vantagens: fácil manutenção, grande durabilidade. ⤳ Desvantagem: não permite o intercambio de peças, baixa funcionalidade. Endoesquelética = ou próteses moduladas, ela tem várias partes e eu vou escolher as partes de acordo com a função desejada, para que ela seja o mais funcional possível. ⤳ Vantagens: personalização funcional da prótese, ou seja, a prótese vai ser construída através da funcionalidade do indivíduo, tecnologia melhor para as AVD´s. ⤳ Desvantagens: manutenção e custo mais alto. ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC a) Transtibial b) Desarticulação do joelho c) Transfemoral d) Pelvectomia TIPOS DE PÉS PÉS PROTÉTICOS: Pés artesanais = não tem nenhuma função de movimento é só para compor. Mais comum em mulher que usa mais sandália, porém não ajuda na marcha, só é estético. Só prescreve em amputação parcial de pé, pois é só para compor. Pés articulados = Permite os movimento de planti e dorsiflexão, para que a marcha fique com uma determinante melhor. Sistema Pivô. Pés multiaxiais ou multiarticulado = mais pesado que o articular, permite a dorsi, planti, inversão e eversão. Bom, quando o paciente caminha em terrenos irregulares (terra, grama, calçada, buraco). Sistema Esfera. Pés não articulados/fixo = não permite nenhum movimento, o pé da prótese não convencional, indicada em casos de hemipelvectomia (pois ela já tem muitos componentes para a paciente controlar), outra indicação é o paciente geriátrico amputou o lado direito e fez um AVC do lado esquerdo. Menos pesado. Pés de resposta dinâmica para prática esportiva = absorvem energia e guardam energia para jogar a pessoa para frente, é uma energia de mola. Prescrito com tíbia fibra de carbono pois a tíbia fibra comum não responde bem a energia elástica. TIPOS DE COMPONENTES TIBIAIS Aço = mais usado mais barato e aguenta a pressão, porém é mais pesado. Titânio = inquebrável, mais leve que o aço, mais caro indicado para esportistas que usam o pé multiarticulado). Alumínio = menos pesado, porém não aguenta pressão não indicada para pacientes obesos e esportistas. Fibra de carbono indicada = pé de resposta dinâmica, pacientes esportivas. TIPOS DE JOELHOS Fricção = mais comum, prótese modular onde a velocidade do avanço tibial vai ser controlada pelo atrito de fricção do joelho. Não tem mecanismo de proteção e não pode ter variáveis bruscas durante a marcha. Trava manual = a marcha é com o joelho em extensão, com joelho bloqueado indicado: paciente precisa de auto segurança para andar (a prótese leve e muito fácil de andar). ⤳ Sentar: colocar o peso sobre a perna natural tirando o peso da prótese(transferência para o membro oposto para destravar). ⤳ Levantar: hiperextensão de coto, tira o ar e depois trava. Auto bloqueante = permite flexão e extensão. Ao aplicar o peso tem um pino que trava, determina a velocidade média da marcha e o paciente vai ter que aprender a andar nessa velocidade no avanço tibial. mecanismo de bloqueio ao ter distribuição de peso, logo evita quedas . sentar e levantar é o mesmo mecanismo do de trava manual. ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC Policêntricos = só serve para desarticulação do joelho (retirada do platô tibial para baixo e deixa côndilos femorais e patela). Mais simples de protetizar pois ele não muda a dinâmica da marcha. Controle Hidráulico = adapta e faz uma função variável na marcha o paciente tem que ter um domínio do corpo. controle da velocidade feito pela fricção dada pelo óleo. Quando ele manda rápido ele se ajusta para ir mais rápido. Controle Pneumático = controle da velocidade feito pela fricção dada pelo ar. Quando ele manda rápido ele se ajusta para ir mais rápido. Controle do microchips = Pacientes ativos, atividade social intensa, descida de escada com marcha recíproca, subir é perna boa primeiro, muito caro. TIPOS DE ENCAIXES Encaixes: Peça fundamental para ligar a peça protética ao corpo. Por ela será a transmissão dos comandos para o movimento da prótese. ⤳ SUSPENSÃO = forma que a prótese fica ligada ao corpo contra a gravidade ⤳ DESCARGA DE PESO = mecanismo que segura o peso do corpo sob a prótese. TRANSTIBIAL Mais comuns: KBM e Silicon Line KBM = mais baratae mais usada. A aderência é nos côndilos (degrau) Difícil colocar em pacientes obesos. ⤳ APOIO DE PESO: é Infrapatelar e côndilos pacientes irão referir desconforto. A ponta do coto não foi feita para receber peso e pode gerar lesão. ⤳ SUSPENSÃO: mecanismo que mantém a órtese grudada no corpo mesmo com ação da gravidade oposta. Silicon Line = Apoio de peso infrapatelar, mas não pressiona os côndilos a pressão ocorre abaixo dos côndilos, a suspensão é feita pelo atrito com a pele e pelo parafuso. Melhor para pacientes obesos. TRANSFEMORAL: Quadrilateral = Apoio ântero-posterior. Ponto de pressão inguinal e na tuberosidade isquiática, dor geralmente referida nesses pontos. CAT-CAM = Encaixe flexível, maleabilidade, escaneamento a laser, molde anatômico. Apoio Médio lateral, incomoda menos. ⤳ SUSPENSÃO: vácuo, pressão negativa Encaixe tipo cesto: hemipelvectomia: Pé, tíbia, joelho, fêmur e quadril. RESUMINDO 1. Escolha o tipo de prótese 2. Escolha os componentes nessa ordem: pé, componente tibial, joelho, encaixe. 3. Lembre-se – para transtibiais não há prescrição de joelho! ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC OBS: os componentes deve levar em consideração: o grau de atividade, a condição do coto, a idade, a condição econômica, a mobilidade e a finalidade. Bilateral: ensinar transferências, quedas, banho, ajudar nas atividades do dia a dia para ele ser autônomo. Amputados - MMSS PROCESSO DE CUIDADO FISIOTERAPÊUTICO Espera-se que o paciente lide profunda e conscientemente com a sua condição atual, fazendo ajustes necessários de forma construtiva e participativa no seu processo junto a uma equipe também integrada. CLASSES DE MOVIMENTO: PREENSÃO: ⤳ Precisão pinça oponência ⤳ Força (dedos com a palma) ⤳ Gancho ⤳ Tesoura NÍVEIS DE AMPUTAÇÃO Na extremidade superior, os seguintes níveis de amputação são considerados: ⤳ Amputação de dedo da mão ou polegar. ⤳ Ressecção de raio. ⤳ Ressecção transmetacarpiana. ⤳ Desarticulação de punho. ⤳ Amputação transradial. ⤳ Desarticulação do cotovelo. ⤳ Amputação transumeral. ⤳ Desarticulação do ombro. ⤳ Amputação de quarto dianteiro ⤳ (desarticulação interescapulotorácica). AVALIAÇÃO DO PACIENTE ⤳ Avaliação Geral ⤳ ADM. ⤳ Força do paciente. ⤳ Membros não comprometidos. ⤳ Mobilidade. ⤳ Deambulação. ⤳ Autocuidado. ⤳ Suporte social. ⤳ Atividades vocacionais TRATAMENTO Dividido em pré-operatório e pós operatório. PRÉ-OPERATÓRIO: ⤳ Trabalhar a amplitude de movimento. ⤳ Ganho de força no coto. ⤳ Ganho de força nos membros sadios. ⤳ Treinamento de marcha. PÓS-OPERATÓRIO: Cicatrização da incisão; controle da dor; mobilidade independente; independência no autocuidado e nas AVD’s. Preparação do membro residual para adaptação à prótese. Educação a respeito da adaptação e cuidado da prótese. Apoio para a adaptação às transformações resultantes da amputação. Manutenção da ADM, especialmente nas articulações proximais restantes da extremidade amputada. ⤳ Enfatizar o fortalecimento de determinados grupos musculares (cintura escapular, trapézio, serrátil anterior e peitoral maior, bem como de deltóide e bíceps residuais), que vão levar o paciente a ter uma postura correta. ⤳ Outro ponto a ser observado, inclui a modelagem do membro residual e a redução do volume de tecidos moles. ⤳ Curativos pós operatórios com enfaixamento compressivo. Desequilíbrio muscular; posicionamento inadequado. ⤳ Pode-se evitar ou tratar as contraturas com mobilização manual, massagens fricativas ou exercícios ativos. ⤳ Caso as contraturas sejam mais graves, alongamento é a solução. ⤳ As contraturas de cotovelo são mais fáceis de serem reduzidas do que as de ombro. OBS: a protetização de MMSS não necessita de esperar o coto maturar, tem que precocemente protetizar. Pois se esperar muito tempo e não vai se acostumar com a prótese, por esse motivo devemos trabalhar o processo de cicatrização (laser e US). Outras etapas de tratamento: dessensibilização e Tratamento do membro fantasma. NÃO PREENSÃO: ⤳ Empurrar ⤳ Bater ⤳ Pontear ⤳ Levantar ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC EXERCÍCIOS ESPECÍFICOS PARA FASE PRÉ-PROTÉTICA: O programa de exercícios é individual. As atividades são de coordenação dos movimentos e de ganho de força. Devemos ter como meta, o fortalecimento dos músculos extensores e flexores do cotovelo e os abdutores do ombro (o manguito deve ser fortalecido de uma maneira em geral). Devemos nos lembrar ainda, que o programa de fortalecimento é geral, incluindo o tronco e todos os membros. Até que tenha ocorrido a cicatrização, os exercícios devem ser leves, ativos e de ADM. Se o curativo limitar o movimento articular, iniciam-se as contrações isométricas. Exercícios isométricos peitoral, rombóides e serrátil anterior podem ser ensinados antes da cirurgia e iniciados após a amputação. Fortalecer adutores, rotadores internos e extensores de ombro, quando a amputação for acima do cotovelo, e quando ela for abaixo do cotovelo, fortalecermos o bíceps. Devemos realizar exercícios ativos resistidos para o outro membro, tronco e MMII. São iniciados imediatamente após a cirurgia. Exercícios de coordenação dos movimentos, como a Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (método KABAT) são extremamente valiosos, pois ensinam padrões corretos de movimentos conjugados. O programa de exercícios deve ser sequenciado, para uma maior controle motor e aumentando assim a coordenação e a função. Devemos enfatizar o fortalecimento muscular e os movimentos funcionais coordenados. A mobilidade precoce é importante para a recuperação fisiológica total, mas devemos tomar cuidado com o processo de cicatrização. As mudanças posturais devem ser trabalhadas. Devemos também nos preocupar com o ponto de equilíbrio do paciente. A estabilidade e o balanceio devem ser considerados no tratamento. ORIENTAÇÃO AO PACIENTE ⤳ Informação sobre o membro residual. ⤳ Informação sobre o benefício dos exercícios. ⤳ Higiene do membro residual. ⤳ Métodos de controle de edema. ⤳ Uso de exercícios para melhora da circulação. ⤳ Cuidados com o outro membro. ⤳ Orientar quanto às dores do pós-operatório e a sensação de membro fantasma. ⤳ Orientar sobre cada fase do tratamento até a protetização. ⤳ Mostrar-lhe o processo patológico que o levou a estar deste modo. OBS: Edema: remodelação muscular: exercícios e enfaixamento. Prótese Para MMSS INTRODUÇÃO ⤳ A prótese tem uma função instrumental ⤳ É uma ferramenta auxilia ⤳ Não substitui o membro!!!! Princípios que garantem um boa protetização: qualidade o encaixe; adequação do sistema de acionamento; treinamento qualificado para seu uso. CLASSIFICAÇÃO ⤳ PASSIVAS: estéticas e passivas (para o trabalho) ⤳ ATIVAS (acionadas mediante a tração de tirantes). ⤳ MIOELÉTRICAS e HÍBRIDAS TIPOS DE PRÓTESES DE MMSS PRÓTESES ESTÉTICAS = podem ser chamadas de próteses passivas; reestabelecem o aspecto externo do membro amputado; são confeccionadas diversos materiais; podem ser indicadas para todos os níveis de amputação. ÓRTESE E PRÓTESE - A2 WMDC PRÓTESES ATIVAS = são acionadas pelo paciente; as funções da prótese realizam-se através do movimento do coto ou do ombro através da ação de tirantes; para coordenação dos movimentos é necessário um intenso programa de treinamento; são indicadas para todos os níveis de amputação, com exceção de amputações parciais da mão. Para próteses ativas de antebraço, o sistema de controle aciona o dispositivo terminal (mão ou gancho) sendo necessário apenasum tirante simples; próteses ativas com um cotovelo livre necessitam de acionamento por dois tirantes; para os demais níveis de amputação necessitam-se de três tirantes; quanto mais alto o nível de amputação, mais difícil é o controle da prótese com auxílio de tirantes. PRÓTESES MIOELÉTRICAS = este sistema de próteses pertence ao grupo de próteses com uma fonte de energia externa; o controle de próteses mioelétricas é feito através de potenciais elétricos na ordem de microvolts, que são detectados na superfície da pele durante a contração muscular do coto; estes potenciais são captados através de eletrodos, amplificados e enviados como sinais de controle aos elementos funcionais. O motor miniaturizado responsável pela abertura e fechamento a mão é suprido através de um acumulador recarregável de 7,2 volts; podem ser empregadas para todos os níveis de amputação; um pré-requisito é a capacidade do paciente em diferenciar a contração de distintos grupos musculares, além da habilidade de contrair os mesmos, emitindo um sinal suficientemente forte. PRÓTESES HÍBRIDAS = mais comum em amputações acima do cotovelo; utiliza-se uma articulação de cotovelo mecânica em combinação com uma mão mioelétrica; trata-se de um complexo mecanismo de compensação de forças, que minimiza o esforço necessário para flexionar a prótese, além de proporcionar um perfeito controle dinâmico do movimento pendular do antebraço. ENCAIXES PARA PRÓTESES DE MMSS CONSIDERAÇÕES GERAIS: a confecção individual do encaixe é de importância fundamental para a boa adaptação da prótese, o que exige uma avaliação minuciosa do coto, como condição muscular, saliências ósseas, sensibilidade da cicatriz e da pele em geral, neuromas etc. Características importantes do encaixe da prótese: conforto; ótima suspensão/fixação da prótese; é responsável pela redução das forças de cisalhamento e fricção. RESUMINDO: 1. Defina a funcionalidade 2. Escolha o tipo de prótese 3. Escolha os componentes OBS: os componentes devem levar em consideração: o grau de atividade, a condição do coto, a idade, a condição econômica, a mobilidade e a finalidade.