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@vemdeodonto Jércily Thaís
Citologia
Jércily Thaís
@vemdeodonto
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@vemdeodonto Jércily Thaís
Essa apostila foi idealizada e criada por Jércily Thaís
Pereira de Souza, atualmente cursando o primeiro período
de Odontologia na Faculdade de Odontologia de
Pernambuco- FOP/UPE, e autora da página @vemdeodonto
no Instagram.
O objetivo desse material é auxiliar universitários que
estão estudando o ciclo básico de saúde para obterem
melhores aprendizados acadêmicos.
Espero que você faça bom proveito dessa apostila que foi
construída com várias noites de estudo e pesquisa. Te
aconselho a imprimir e se debruçar fazendo anotações e
grifando o que seu cérebro achar essencial para aprender
a matéria da melhor forma possível.
É um imenso prazer que você tenha confiado em mim para
entender um pouco mais do que foi visto (ou que deveria
ter sido, rsrsrs) durante suas aulas.
Faz um storie e me marca quando vc estiver utilizando
esse resumo, eu vou repostar. Me chama no direct se
precisar de auxílio para alguma coisa e se quiser fazer
uma crítica construtiva também, eu vou ficar muito feliz
com seu feedback.
Bons estudos!
Prefácio
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@vemdeodonto Jércily Thaís
Sumário
Microscopia ............................................................................................................................................................................ 4
Componentes de um microscópio óptico composto ........................................................................................................ 4
Funcionamento do microscópio óptico............................................................................................................................... 5
Limite de resolução e Poder de resolução........................................................................................................................ 5
Profundidade e inversão de campo .................................................................................................................................... 5
Método Imediato e Mediato ............................................................................................................................................... 5
Membrana Plasmática ......................................................................................................................................................... 7
Generalidades ........................................................................................................................................................................ 7
Funções ................................................................................................................................................................................... 7
Composição ............................................................................................................................................................................. 8
Especialidades ....................................................................................................................................................................... 9
Transportes ........................................................................................................................................................................... 9
Citoesqueleto ....................................................................................................................................................................... 15
Filamentos intermediários ................................................................................................................................................ 15
Microtúbulos ........................................................................................................................................................................ 16
Filamentos de Actina .......................................................................................................................................................... 18
Junções celulares ............................................................................................................................................................... 19
Junção de Oclusão .............................................................................................................................................................. 19
Junção aderente ................................................................................................................................................................. 20
Junções Comunicantes ....................................................................................................................................................... 20
Desmossomos ....................................................................................................................................................................... 21
Hemidesmossomos .............................................................................................................................................................. 21
Junção de Adesão Focal .................................................................................................................................................... 21
Organelas ............................................................................................................................................................................. 22
Ribossomos ........................................................................................................................................................................... 22
Retículo Endoplasmático .................................................................................................................................................... 22
Complexo de Golgi ............................................................................................................................................................... 23
Lisossomos ............................................................................................................................................................................ 24
Mitocôndrias ........................................................................................................................................................................ 25
Peroxissomos ....................................................................................................................................................................... 26
Diferenciação e Cancerização ........................................................................................................................................ 28
Morfógenos e a indução embrionária .............................................................................................................................. 28
Diferenciação e proliferação celular................................................................................................................ 29
Diferenciação e câncer ........................................................................................................................................ 30
Capacidade de multiplicação ............................................................................................................................... 30
Clonagem ................................................................................................................................................................. 30
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=======Microscopia=====
• O microscópio eletrônico (M.E) utiliza um feixe de elétrons para produzir uma imagem ampliada,
enquanto o microscópio óptico (M.0) emprega ondas luminosas;
• Sistema de lentes dos microscópios:dispostas ou nas proximidades do olho do observador
(ocular) ou nas proximidades do objeto a ser observado (objetiva- 4X, 10X, 40x, 100X);
• Microscópio composto: Composto por duas lentes, ou melhor, de sistemas de lentes dispostas ao
longo do eixo de observação;
• Microscópio simples: Constituídos de uma só lente (ou um só sistema de lentes); Ex: Lupa;
COMPONENTES DE UM MICROSCÓPIO ÓPTICO COMPOSTO
• Parte mecânica: Serve de suporte para os componentes da parte óptica, manuseio da preparação,
entrada e controle da parte elétrica.
- Base ou pé, coluna, braço ou estativo, tubo ou canhão, mesa ou platina, Charriot-
presilha, parafuso macrométrico, parafuso micrométrico, parafuso do condensador e revólver.
• Parte óptica: Destinada a formar e ampliar a imagem da estrutura encontrada na lâmina bem
como fornecer iluminação adequada para a observação do material em estudo. Possui dois
componentes:
1. o sistema de formação e ampliação da imagem 2. o sistema de iluminação
- Sistema de ampliação, lentes objetivas, lentes oculares, sistema de iluminação,
fonte luminosa, condensador ou diafragma.
De imersão- óleo de imersão
Índice de
refração- 1,52
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FUNCIONAMENTO DO MICROSCÓPIO ÓPTICO
• O objeto a ser estudado é montado em uma lâmina de vidro, fixado à platina presa às pinças do
Charriot. O material a ser observado é centralizado em relação à objetiva. Faz-se o foco correto
do objeto levantando ou abaixando a platina e levantando ou abaixando o tubo do microscópio. Os
raios luminosos provenientes da lâmpada do microscópio são defletidos e convergem para o
material em estudo. Dessa forma, os raios passam através das lentes da ocular e são novamente
defletidos. Emergindo da ocular, os raios luminosos são dirigidos para a pupila do olho; em
seguida, incidem sobre a retina. Estando o olho em repouso, como na visão a longa distância, deve-
se obter uma clara imagem do objeto, quando a objetiva estiver no foco exato. A posição das
lentes do microscópio em relação ao objeto pode ser mudada, ajustando os focos fino e grosso;
• Um microscópio óptico composto é, portanto, um sistema de aumento em dois estágios. Primeiro
o objeto é aumentado pelas lentes da objetiva e depois, novamente, pelo segundo conjunto de
lentes da ocular. O aumento total é o produto dos aumentos da objetiva pelo da ocular – P.A.S;
• PAS: Poder de ampliação do sistema. Expressa a ampliação utilizada durante a observação de
uma preparação = PRODUTO DA OBJETIVA VS OCULAR;
Características da imagem: Luz branca, invertida verticalmente e horizontalmente.
LIMITE DE RESOLUÇÃO E PODER DE RESOLUÇÃO
• Limite de resolução (LR): Menor distância que pode existir entre dois pontos para que eles sejam
visualizados (riqueza de detalhes);
• Poder de resolução (PR): Capacidade de separar detalhes ou capacidade de distinguir dois pontos
adjacentes.
Quanto menor for o limite de resolução, maior o poder de resolução! P.R. L.R.
PROFUNDIDADE DE CAMPO E INVERSÃO DE CAMPO
• Profundidade de Campo: Consiste num intervalo de distâncias, antes e depois, do objeto que será
focado pelo microscópio. É muito reduzida no M.O e por isso os objetos a serem examinados no
microscópio devem ter a menor espessura possível.
• Inversão de Campo: Fenômeno observado devido à interação entre as lentes gerando uma imagem
invertida da esquerda para a direita e de cima para baixo
MÉTODO IMEDIATO E MEDIATO
• Imediato (ou in vivo): Examinam-se pequenos organismos vivos ou fragmentos de tecidos vivos,
num meio líquido (conservadores biológicos) o mais próximo possível do meio natural desses
organismos.
A fresco: Sem coloração/fixação. (Pode conter água ou soro fisiológico)
Direto-Organismo inteiro Indireto- Parte do organismo
Pós coloração vital: Com células vivas tratas com corantes vitais ( Verde Jânus ou Azul de
metileno)
Intravital- Organismo inteiro, corado. Supravital- Células ou tecidos retirados de um
(podem se movimentar ou não) organismo corado.
O exame imediato é um método restrito dentro de certos limites, uma vez que só se aplica a
materiais finos e transparentes, não permitindo observações prolongadas, além de mostrar, apenas,
uma pequena parte dos detalhes das estruturas, sendo, portanto, um exame relativamente
grosseiro e leva, eventualmente, à morte celular.
(A preparação tem que se deslocar no sentido oposto.)
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• Mediato:
Método Mediato Simples e Longo: Células preservadas- Fixadas e coradas;
- Na maioria dos experimentos as células precisam passar por várias etapas de
preservação da célula para observação- Ex: Coloração de Gram, Coloração de Bouin,
Coloração Papanicolau, Coloração Panótico.
Método Mediato Simples e Longo: Preparo permanente com corantes e materiais
específicos- Deve obedecer às seguintes etapas de confecção, onde uma mal
executada acarretará em um material de má qualidade:
1. FIXAÇÃO – Assegura a preservação das estruturas morfológicas das células e tecidos, como
se estivessem “in vivo”, utilizando fixadores químicos ou físicos, exemplos: Bouin, Formol 10%,
Helly ou Zenker.
2. DESIDRATAÇÃO - Retirada de água do interior das células e das substâncias intercelulares.
É um processo progressivo no qual a água é substituída gradativamente por um agente que seja
miscível com ela e com o agente diafanizante. É utilizado o álcool etílico em concentração
crescente: 70%, 80%, 90% e 100%. O objetivo desta etapa é tornar a peça histológica
resistente, indeformável e macia.
3. DIAFANIZAÇÃO - Embeber a peça com uma solução miscível com o desidratante e com a
resina de inclusão (parafina). Também é chamada clarificação, porque os líquidos empregados
conferem à peça histológica um alto índice de refração, tornando-a translúcida. Exemplos:
toluol, xilol, benzol, etc.
4. IMPREGNAÇÃO - É a fase na qual a peça histológica é imersa na parafina líquida (56°C) para
eliminar completamente o xilol contido no material, e garantir total penetração da parafina
nos espaços vazios deixados pela água e gordura antes existentes nos tecidos.
5. INCLUSÃO - sua finalidade é a de obter blocos regulares para serem cortados ao micrótomo.
É feita, utilizando-se moldes apropriados (barras de Leuckart). Comumente é utilizada
parafina histológica.
6. MICROTOMIA – Consiste basicamente em obter cortes sucessivos dos blocos de parafina
contendo fragmentos de órgão. É extremamente importante na microtomia que a faca esteja
muito bem afiada (aparelho- micrótomo)
7. COLORAÇÃO - Após o corte, a maioria das estruturas celulares e teciduais apresenta-se
incolor, dificultando a observação. Assim, além da espessura, a observação da célula requer que
certas regiões do objeto em estudo absorvam mais luz do que outras. Para este fim, faz-se
necessário o uso de corantes, as quais são substâncias que absorvem certos comprimentos de onda
da luz visível e têm afinidade por determinados constituintes celulares. As técnicas utilizadas
procuram associar o caráter básico ou ácido do corante a ser utilizado ao do material a ser
evidenciado. Desta maneira, cria-se o grupamento químico responsável pela cor ou pelo grupamento
cromóforo. A coloração de rotina mais utilizada nos laboratórios de histologia é a Hematoxilina e
Eosina. Utilizando esses corantes, as moléculas ácidas, como o DNA e o RNA, darão ao núcleo uma
coloração azul denominada basofilia, enquanto as proteínas (grupamentos básicos) darão ao
citoplasma uma cor róseo-avermelhada, chamada acidofilia devido à afinidade pelo corante ácido.
8. MONTAGEM - Passará por concentrações crescentes de álcool para remover a água para
aumentar a sobrevida da preparação histológica. Finalmente, o corte será banhado em xilol, antes
de ser montado. Uma gota do meio de montagem será colocada sobre o corte ou na lamínula,e
esta será posicionada sobre o corte de forma delicada para o meio cobrir completamente o corte.
Em seguida, a lamínula será comprimida e o meio de montagem se espalhará formando uma delgada
película entre a lâmina e a lamínula as quais permanecerão firmemente aderidas uma à outra pela
estabilização do meio de montagem, preservando o material por muito tempo.
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=Membrana plasmática=
• O que é: Envoltório externo da célula que separa o meio extra do intracelular, responsável pelo
intercâmbio de substâncias diversas que entram e saem da célula;
o Estrutura semipermeável que permite que algumas substâncias atravessem mais facilmente
que outras: Hidrofobicidade e hidrofilicidade;
GENERALIDADES
o Modelo Mosaico Fluído: Dupla camada
lipídica, com as moléculas apresentando seus
domínios Apolares voltadas para interior da
membrana, enquanto os Polares para o meio
aquoso citoplasmático e extracelular.
o Componentes: Fosfolipídios, colesterol
e diversas proteínas,
• Não é visível no M.O: Como se
Apresenta?
o Ultraestrutura: 7 a 10 nm espessura;
o Visível ao Microscópico eletrônico de
transmissão (MET);
o Estrutura Trilaminar: Três camadas
sobrepostas- unidade da membrana;
o A unidade de membrana é apresentada
por duas faixas escura laterais e a
central clara;
FUNÇÕES
• Individualidade celular;
• Define e serve de contato para os meios intra e extracelulares
• Transporte de substâncias: Permeabilidade seletiva;
• Regulação da permeabilidade seletiva;
• Adesão e ligação do Citoesqueleto;
• Agrupamento com semelhantes para formar tecidos;
• Produção de energia metabólica sob a forma de ATP;
• Receptores para antígenos MHC I (endógenos) e II
(exógenos);
• Inibição por contato;
• Movimento e expansões;
• Compartimentalização: a especialização de certas regiões ou estruturas para o desempenho
de funções determinadas.
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COMPOSIÇÃO
• Estrutura molecular:
o Fosfolipídios: Compõem o tecido básico da membrana celular;
▪ Anfifílicos: Regiões hidrofílicas e hidrofóbicas;
▪ Lipídeos: Porção hidrofóbica (apolar)- dirigidas ao centro da
membrana e com ácidos graxos;
▪ Fosfato: Porção hidrofílica (polar)- dirigidas ao exterior ou
interior da célula;
o Proteínas: Moléculas anfipáticas- parte hidrofílica em contato
com a região aquosa;
▪ INTEGRAIS: Penetram ou atravessam completamente a membrana; (Anfipáticas);
Ex: Glioforina banda 3;
▪ PERIFÉRICAS: Penetram na membrana, mas ficam conectas fracamente;
Ex: Espectrina;
o Carboidratos: Encontrado na superfície
externa da membrana e associado às proteínas;
▪ Glicoproteínas: União de carboidratos e
proteínas- Reconhecimento celular;
▪ Glicolipídios: União de carboidratos e
lipídeos- Reconhecimento celular e estabilização
da molécula;
o Colesterol: Esteroides anfipáticos, fundamentais na estruturação das membranas celulares
animais;
▪ Localizado entre as caudas hidrofóbicas da membrana;
▪ Estabilização e regulação da fluidez.
• Variações na composição:
o Servem para dar flexibilidade às células;
o Insaturação do ácido graxo: Quanto maior o
percentual na membrana mais fluída e menos
viscosa.
• Assimétrica: Composição diferenciada de
lipídeos e proteínas em suas faces;
o Carga elétrica;
o Presença de glicocálice= Face externa, rica
em hidrato de carbonos ligados a proteínas ou
lipídeos;
▪ Reconhecimento;
▪ Controle na dispersão de microelementos;
▪ Proteção celular;
▪ Função enzimática;
▪ Especificidade dos grupos sanguíneos do
sistema ABO;
▪ Exemplos: Fibronectina- Glicoproteínas com função de conectar célula-célula/ célula-
matriz extracelular; Laminina- Secretada pelas células epiteliais- Ligar a célula ao tecido
conjuntivo.
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• Estruturas especializadas: Atuam na união,
vedação e comunicação celular
o Desmossomos/ hemidesmossomos: Placa
lateral arredondada, formada pela
proximidade das membranas das células,
apresentando no seu interior rede filamentosa
elétron-densa para aumentar a adesão entre as
células;
▪ Filamento intermediário:
- Queratina/ vimetrinas;
▪ Caderinas (Ca2+):
- Desmogleínas/ desmocalmina;
▪ Hemidesmossomos: - Lâmina basal
o Junções aderentes: Cinto contínuo,
circunda a região apical das células de
característica elétron-densa dependente
de Ca2+;
▪ As placas em cada lado da membrana e
conectada por rede de filamentos de
actina;
o Junções comunicantes: Sistema de tubos
proteicos paralelos que permitem comunicação célula-célula, possibilitando regulação
simultânea;
o Zônula de oclusão: Junções, compostas de duas proteínas, (claudina e ocludina) entre as
camadas mais externas de células vizinhas, que estabelecem uma barreira à entrada de
macromoléculas (lipídios, proteínas) nas células.
o Geração de potenciais elétricos;
o CAMs: Moléculas de adesão celular- Cadetinas, selectinas e integrinas;
ESPECIALIDADES
• Microvilosidades: Dobras da membrana para aumentar a superfície de contato e a absorção de
nutrientes- como no intestino;
o Expansão citoplasmática recoberta por membranas e constituído por filamentos de actina;
TRANSPORTES
• Transporte de íons com a finalidade de manter a constância do citosol e o equilíbrio osmótico com
meio intersticial;
CLASSIFICAÇÃO
Difusão simples
Difusão facilitada
Osmose
Primário
Secundário
Endocitose
Exocitose
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Difusão simples
Difusão facilitada
• A favor do gradiente de concentração;
• Sem gasto de energia; Da região mais
concentrada para a menor concentrada;
• Difusão: O soluto é transportado para obter
equilíbrio;
o Moléculas que atravessam a membrana
lipídica diretamente: Gorduras e lipídeos;
o Moléculas que não atravessam diretamente: Moléculas polares, íons e lipídeos;
o Podem utilizar canais proteicos (difusão facilitada).
• Busca alcançar a isotonia;
• A membrana celular deve ser permeável a substância que será
transportada;
• Deve haver diferenças de concentração dessa substância
entre a célula e o ambiente externo;
• A difusão é um importante processo para as células, pois
permite a entrada de substâncias essenciais ao metabolismo
celular e também permite a saída de excreções;
• Exemplo: Respiração- trocas gasosas.
• É a difusão realizada através de canais proteicos;
• Esses canais movimentam moléculas específicas através da
membrana e não necessitam de energia metabólica;
• Proteínas de canal: Canais iônicos- Estendem-se pela
membrana e formam túneis hidrofílicos através dela,
permitindo que suas moléculas alvo atravessem por difusão;
o Seletividade iônica (Canal): Diâmetro, forma e
distribuição dos aminoácidos;
o A passagem através de uma proteína de canal possibilita que compostos polares e com
carga elétrica evitem o centro hidrofóbico da membrana plasmática, que de outra forma
reduziria ou bloquearia sua entrada na célula;
o Aquaporinas: Permitem que a água atravesse rapidamente e que desempenhe funções
importantes nas células vegetais, nas hemácias e em algumas partes dos rins;
o Algumas ficam abertas o tempo todo, mas outras têm um mecanismo de abertura e
fechamento em resposta a um sinal;
o Exemplos: Células envolvidas na transmissão de sinais elétricos (células nervosas e
musculares), têm canais iônicos dependentes de voltagem de sódio, potássio e cálcio em suas
membranas. A abertura e o fechamento desses canais e as mudanças resultantes nos níveis de
íons no interior da célula desempenham um importante papel na transmissão elétrica através
das membranas (em células nervosas) e na contração muscular (em células musculares).
Transporte passivo
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Osmose
• Proteínas carreadas:
o Atuam no transporte de quase todas as
moléculas orgânicaspequenas através da
membrana celular, com exceção de moléculas
lipossolúveis e pequenas moléculas sem
cargas;
o Podem modificar sua forma para mover
uma molécula-alvo de um lado da membrana
para o outro;
o Assim como as proteínas de canal, são tipicamente seletivas para algumas substâncias;
o Proporcionam às moléculas hidrofílicas um caminho para que possam se mover a favor de
um gradiente de concentração existente (em vez de atuar como bombas);
o Proteínas de canal transportam moléculas muito mais rapidamente do que as proteínas
carreadoras- são apenas túneis e não têm que alterar a forma e voltar ao padrão.
• Movimento da água através de uma membrana semipermeável, de um meio de mais baixa
concentração de soluto para um meio de mais alta concentração de soluto;
• Quanto mais soluto contido na água, menos apta a atravessar a membrana até um compartimento
adjacente ela será. Isso resulta em um fluxo de água de regiões de baixa concentração de soluto
para regiões de maior concentração de soluto= Equilíbrio;
• Osmolaridade: Descreve a concentração total de solutos em uma solução- Uma solução com
baixa osmolaridade tem menos partículas de soluto por litro de solução, ao passo que uma solução
com alta osmolaridade tem mais partículas de soluto por litro de solução;
o Por exemplo, ao comparar duas soluções que têm osmolaridades diferentes, diz-se que a
solução com maior osmolaridade é hiperosmótica em relação à outra, e que a solução com menor
osmolaridade é hiposmótica. Se duas soluções têm a mesma osmolaridade, elas são
consideradas isosmóticas;
• Tonicidade: Capacidade de uma solução extracelular de fazer a água se mover para dentro e
para fora de uma célula por osmose é conhecida como tonicidade. A tonicidade é diferente da
osmolaridade porque leva em consideração as concentrações relativas de soluto e também a
permeabilidade da membrana celular a esses solutos;
o Se uma célula for colocada em uma solução hipertônica, haverá um fluxo resultante de
água para fora da célula, e a célula perderá volume. Uma solução será hipertônica a uma célula se
sua concentração de soluto for maior que aquela dentro da célula;
o Se uma célula for colocada em uma solução hipotônica, haverá um fluxo resultante de
água para dentro da célula, e a célula ganhará volume. Se a concentração de soluto fora da célula
for menor que aquela dentro da célula, então essa solução será hipotônica à célula;
o Se uma célula for colocada em uma
solução isotônica, não haverá fluxo resultante de água
para dentro nem para fora da célula, e o volume da
célula permanecerá estável. Se a concentração de
soluto fora da célula for igual àquela dentro da célula,
então essa solução será isotônica à célula;
o Em sistemas vivos: Hemácias(isotônicas), célula
vegetal (hipotônicas/ Pressão de turgor/ plasmólise).
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Primário
• As células se movimentam contra um gradiente de concentração;
• Pode ser químico ou elétrico, como o transporte de íons- Gradiente eletroquímico.
• Potencial de membrana: Diferença de potencial elétrico através de sua membrana celular;
• Ocorre a partir de um certo custo energético, como o gasto de ATP;
• As proteínas servem como “bombas” = Bomba por ATP;
• Transporte ativo primário e transporte ativo secundário: Usa o gradiente eletroquímico como
fonte de energia.
• Bomba de sódio-potássio: Move Na+ para fora das células, e K+ para dentro;
o Geração de voltagem através da membrana celular dos animais- Bombas eletrogênicas;
o Ciclo repetitivo de variações da conformação. Em cada ciclo, três íons de sódio deixam a
célula, enquanto dois íons de potássio entram;
1. No início, a bomba está aberta para o interior da célula. Nessa forma, a bomba realmente
quer ligar íons de sódio e vai usar três deles;
2. Quando os íons de sódio se ligam, disparam a bomba para a hidrólise (quebra) do ATP. Um
grupo fosfato do ATP é anexado à bomba, que é então chamada de fosforilada. O ADP é
liberado como um subproduto;
3. A fosforilação faz a forma da bomba mudar, reorientando-se para abrir na direção do
espaço extracelular. Nessa conformação, a bomba deixa de ligar-se aos íons de sódio (fica
com baixa afinidade a eles); Três íons de sódio são liberados para fora da célula.
4. Em sua forma voltada para fora, a bomba muda de partido e, agora, gosta muito de se ligar
(tem alta afinidade) aos íons de potássio. Ela vai se ligar a dois deles, e isso aciona a
remoção do grupo fosfato ligado à bomba na etapa 2;
5. Com a saída do grupo fosfato, a bomba vai mudar de volta para sua forma original, abrindo-
se em direção ao interior da célula;
6. Na sua forma direcionada para o interior, a bomba perde seu interesse (tem baixa
afinidade) pelos íons de potássio e, portanto, dois íons de potássio são liberados dentro
do citoplasma. A bomba agora está de volta ao que era na etapa 1 e o ciclo pode começar
novamente.
Transporte Ativo
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Secundário
Endocitose
• Usa a energia armazenada nos gradientes eletroquímicos para mover outras substâncias contra
seus próprios gradientes;
o Exemplo: Supondo que temos uma elevada concentração de íons de sódio no espaço
intracelular. Se uma rota, como uma proteína de canal ou carreadora estiverem disponíveis,
os íons de sódio irão retornar ao interior da célula;
o O movimento dos íons de sódio a favor do seu gradiente de concentração está associado ao
transporte contra o gradiente de concentração de outras substâncias por uma proteína
carreadora compartilhada (uma co-transportadora). Por exemplo, na figura abaixo, a proteína
carreadora deixa os íons de sódio
moverem-se a favor do seu gradiente,
mas simultaneamente traz uma
molécula de glicose, contra seu
gradiente de concentração, para
dentro da célula. A proteína
carreadora usa energia do gradiente de
sódio para dirigir o transporte das
moléculas de glicose;
• Quando duas moléculas se movem na mesma
direção, a proteína que as transporta é chamada de
simportador, enquanto se elas se movem em direções opostas,
a proteína é chamada de antiportador.
• Muitas partículas pequenas, ou partículas grandes, são
movidas através das membranas;
• Processo de gasto de energia;
o Abranger as substâncias a serem transportadas dentro de seus próprios globos de
membrana, que podem separar-se ou fundir-se à membrana para mover a substância de um
lado para o outro.
• Transporte ativo que move partículas para dentro da célula;
• Mesmo com as variações o processo básico é o mesmo: Primeiro a membrana da célula se invagina,
voltando se para dentro, formando um saco ao redor da partícula
alvo. Esse saco é pinçado com a ajuda de proteínas especializadas,
deixando a partículas presas dentro de uma vesícula recém-criada
ou vacúolo dentro da célula;
• Pode ser dividida em Fagocitose, pinocitose e endocitose mediada
por receptor.
• Fagocitose
o Processo em que há uma expansão da membrana plasmática e o
englobamento de partículas sólidas e microrganismos;
o Processo de “alimentação” da célula; Vacúolo alimentar;
o Uma parte da membrana invagina-se, dobra-se para dentro, para engolfar um patógeno.
Transporte em massa
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Exocitose
• Pinocitose
o A célula coleta pequenas quantidades de fluido extracelular e as
partículas menores contidas nele;
o O material pinocitado é retido em uma pequena vesícula, muito
menor que o grande vacúolo alimentar produzido pela fagocitose.
• Endocitose mediada por receptor
o Uma forma de endocitose na qual proteínas receptoras na
superfície celular são usadas para capturar uma molécula-alvo
específica;
o Quando os receptores se ligam à sua molécula-alvo específica, a
endocitose é desencadeada e os receptores com suas moléculas
acopladas são levados para dentro da célulaem uma vesícula;
o As proteínas de revestimento participam desse processo dando à
vesícula o seu formato arredondado e ajudando-a a se desvencilhar
da membrana;
o Embora a endocitose mediada por receptor destine-se a trazer
substâncias úteis para dentro da célula, outras partículas, menos
amigáveis, podem conseguir entrar pela mesma rota. O vírus da
gripe, difteria e a toxina colérica todos usam vias de endocitose
mediada por receptor para entrar nas células.
• Reverso da endocitose;
• Uma forma de transporte em quantidade na qual materiais são transportados de dentro para
fora da célula em vesículas envoltas por membrana que se fundem à membrana plasmática;
• Mecanismo em que a célula é capaz de lançar moléculas maiores que podem ser usadas no resto
do corpo por outras células ou pode ser parte da matriz extracelular, como proteínas e lipídeos;
• Algumas dessas vesículas vêm do aparelho de Golgi e contêm proteínas feitas especificamente
pela célula para serem liberadas no exterior, como moléculas sinalizadoras. Outras vesículas
contêm dejetos dos quais a células precisa se livrar, tais como os resíduos que permanecem após
a digestão de uma partícula fagocitada;
• Essas vesículas são transportadas até a borda da célula, onde elas podem se fundir à membrana
plasmática e liberar seus conteúdos no meio extracelular;
• Algumas vesículas se fundem completamente à membrana e são incorporadas a ela, enquanto
outras seguem o modelo "beijar-e-correr", fundindo-se apenas o
suficiente para liberar seus conteúdos ("beijando" a membrana)
antes de se separar e retornar ao interior da célula.
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======Citoesqueleto=====
• Armação proteica filamentosa espalhada por todo
citosol;
• Possui um conjunto de proteínas acessórias:
o Reguladoras: Controlam o nascimento,
alongamento, encurtamento e desaparecimento dos
filamentos principais do citoesqueleto;
o Ligadoras: Conectam os filamentos entre si ou com
outros componentes;
o Motoras: Movimentos de macromoléculas,
organelas e fibras paralelas (citomusculatura);
• Dá forma à célula;
• Microtúbulos, microfilamentos e filamentos
intermediários;
• FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS:
o Espessura de 10nm e estão entre os microtúbulos e os
filamentos de actina;
o Rede perinuclear que se estende até à membrana plasmática: Sustentação mecânica;
o 5 etapas de formação:
▪ Monômero;
▪ Dímero: Proteína composta por 2 subunidades- Homodímero e heterodímero;
▪ Tetrâmero: Dímeros que se agregam em 4 cadeias;
▪ Protofilamento: Tetrâmeros de 2 a 3nm;
▪ Filamento: 4 protofilamentos enrolados helicoidalmente= 10nm.
6 TIPOS: LOCAL: LIGANTE
Laminofilamentos Face interna do envoltório nuclear -
Queratina (maior diversidade) Células epiteliais e seus derivados Filagrina
Vimentina Comuns em células embrionárias e de
origem mesodérmica
Plactina
Desmina Citoplasma de células musculares Sinamina
Gliais + Periferina Citosol dos astrócitos e algumas
células de Schwan
-
Neurofilamentos + Nestina e α-
internexina
Neurônios
(dentrítos e axônios)
-
o Funções:
▪ Estabilidade mecânica das células e tecidos;
▪ Estabilidade estrutural;
▪ Associação entre filamentos intermédios e desmossomos;
▪ Associação entre filamentos intermédios e
hemidesmossomos;
▪ Resistência a trações e estabilidade estrutural da ligação
entre o tecido epitelial e o mesênquima.
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• MICROTÚBULOS:
o Encontrado em quase todas as células eucariontes;
o Os microtúbulos são cilindros ocos de 25 nm de
diâmetro e cujo comprimento pode alcançar mais
de 20 μm.
o Localização:
▪ Citoplasmáticas- Células em interfase;
▪ Mitóticas- Fibras do fuso mitótico;
▪ Ciliares- Eixo dos cílios;
▪ Centriolares- Corpúsculos basais e centríolos.
o Os microtúbulos de cílios e flagelos são muito estáveis, já os do fuso mitótico são lábeis e
transitórios.
o Polaridade: Na interfase o lado + é voltado para a membrana e o – para o COMT (centro
organizador);
o Formadas no centrossomo (Zona do citoplasma com um par de centríolos), que pode ser
chamado de COMT (local de nucleação dos microtúbulos a partir da tubulina solúvel);
▪ Nas células animais, o centrossoma corresponde a uma zona do citoplasma que contém um
par de centríolos.
o Função:
▪ Transporte intracelular em
razão da associação com
proteínas;
▪ Morfogênese (Forma);
▪ Construção do fuso mitótico-
mobilizam os cromossomos
durante a mitose/ meiose;
▪ Motilidade: A estrutura fundamental dos cílios e flagelos é
dada por uma disposição ordenada de microtúbulos
denominada axonema.
o As paredes são formadas pela agregação de proteínas
globulares, com cerca 5 nm de diâmetro, as tubulinas. As
tubulinas dispõem-se em 13 colunas longitudinais – os
protofilamentos.
o Polímeros de tubulina, que são heterodímeros de β-tubulina e α-tubulina;
▪ Principal componente dos microtúbulos (85%);
▪ Proteína tubular + Proteínas microtubulares associadas= MAPs (5-15% do conteúdo
proteico dos microtúbulos);
♥ Papel estrutural= Proteínas motoras (transporte de organelas e macromoléculas; -
MAPs;
♥ Cinesina= Quando carregada desliza para a extremidade + e se move até 8nm por ATP;
♥ Dineína citoplasmática= Quando carregada desliza para a extremidade -;
♥ Dinâmina= Presente nos neurônios e é uma GTPase;
Centríolos: Estruturas cilíndricas, constituídas por 9 triplas de microtúbulos, que geralmente se encontram
aos pares. Dão origem a cílios e flagelos (exceto os das bactérias), estando também relacionados com a
formação do fuso acromático.
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@vemdeodonto Jércily Thaís
▪ Se polimeriza na extremidade +(α-tubulina) e despolimeriza na – localizada no
centrossomo (β-tubulina);
o A dinâmica da polimerização depende da concentração de heterodímeros, mas não só:
▪ Inibição por: baixas temperaturas e íons Ca2+;
▪ Favorecida pela: presença de GTP, GDP e íons Mg2+;
o A despolimerização é muito mais rápida do que a polimerização;
o Algumas substâncias químicas interferem na polimerização ou despolimerização dos
heterodímeros de tubulina:
▪ Colquicina (colchicina): Despolimerização do fuso mitótico- Agente antimiótico;
♥ Colocada na interfase;
♥ É usada para fotografar os microtúbulos e o cariótipo das células;
▪ Vinblastina e vincristina: Agentes antimitóticos utilizados no tratamento antitumoral.
♥ Ligam-se a uma molécula tubulina impedindo sua polimerização, causando o
desaparecimento rápido do fuso mitótico. Como o rompimento temporário dos
microtúbulos mata preferencialmente as células que se dividem de forma anormal,
essas drogas são usadas no tratamento de câncer= Quimioterápicos;
▪ Taxol: Impede a despolimerização dos microtúbulos, interferindo na separação dos
cromossomas na mitose. Utilizado no tratamento antineoplásico.
♥ Atuação contrária à vimblastina e vincristina;
o Cílios e flagelos são formados a partir de um corpúsculo basal ou cinetossoma; (Motilidade);
▪ Axonema: Disposição ordenada dos
microtúbulos- Estrutura contrátil dos flagelos e
cílios;
♥ Padrão microtubular duplo de 9+2;
♥ O comprimento do axonema é de vários
micrómetros nos cílios, podendo chegar a mais
de 1 mm em certos flagelos. O seu diâmetro é
de apenas 0,2μm;
♥ O axonema é cercado pela membrana ciliar
externa que é uma dependência da membrana
plasmática com a qual tem continuação;
♥ Proteína radial;
♥ Nexina: Ligação inter-dupleto proteica que evita que
os microtúbulos na camada externa dos axonemas se
movam um em relação ao outro;
♥ Bainha interna;
♥ No movimento ciliar, o deslizamento de pares de
microtúbulos deve-se à ação da dineína: Braço
interno/ externo.
o Os corpúsculos basais e os centríolos são estruturalmente
idênticos;
▪ Origem: Pode se originar dos centríolos ou tem
produção de novo: Um pedaço do corpúsculo basal dá
origem a um novo.♥ 9 trincas + 0 central;
♥ Proteínas ligadoras prendem as trincas;
♥ Proteínas ligadoras centrais;
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• FILAMENTOS DE ACTINA OU MICROFILAMENTOS:
o São mais flexíveis do que os microtúbulos e possuem de
5-8nm de diâmetro;
o Contribuem para o estabelecimento da forma celular;
▪ Nas células conjuntivas, os filamentos
transcelulares são chamadas fibras de tensão.
o Quanto à localização:
▪ Corticais: Abaixo da membrana plasmática;
▪ Transcelulares: Atravessam o citoplasma em todas as direções.
o Se ligam a membrana por uma estrutura chamada Adesão focal;
o São construídos pela soma linear de monômeros formando uma estrutura helicoidal:
▪ Polimerização da proteína monométrica globular ACTINA G, uma proteína abundante em
células eucariotas, originando filamentos de ACTINA F (2 cadeias helicoidais);
▪ Para o início do novo filamento há nucleação com três monômeros de actina G;
▪ Os filamentos se unem entre si e à membrana plasmática pela proteína fodrina.
o Também possui extremidades + e -: Estruturas polarizadas;
o Podem interagir com outras estruturas e adquirir diferentes propriedades através de várias
moléculas denominadas de proteínas de ligação à actina:
▪ Interferem na dinâmica de polimerização ou despolimerização (Promovem movimento):
▪ Promove ligações entre diferentes microfilamentos influenciando a sua estabilidade
estrutural (fimbrina, fodrina, filamina e actina α);
▪ Mediar a interação com membranas celulares: Integrinas e caderinas;
▪ Funcionar como motores, família das miosinas;
o Função:
▪ Localização de estruturas celulares:
Exemplo: Transporte de organelas- A miosina
ancora sua calda na membrana da organela a ser
transportada e sua cabeça move ao longo do
filamento;
▪ Movimentação intracitoplasmática;
▪ Fagocitose;
▪ Citocinese- formação do anel contráctil de actina e miosina;
▪ Locomoção celular: Formação de pseudópodes.
o Microvilosidades: Projeções citoplasmáticas nascidas na
superfície celular;
▪ Aumenta superfície de contato;
▪ Os filamentos estão ligados pelas proteínas vilina e fimbrina;
▪ OS filamentos mais externos se ligam a proteínas integrais
por miosina I.
o Contração muscular: Deve-se ao deslizamento de filamentos
de actina (filamentos finos) sobre filamentos de miosina
(filamentos grossos);
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@vemdeodonto Jércily Thaís
====Junções celulares====
• Habilidade de contato entre as células;
• É o que permite a formação dos tecidos- Evolução da multicelularidade ;
• Células dentro de um tecido se interconectam com outras e com a matriz através de estruturas
especializadas da membrana: Junções intercelulares/ junções célula-matriz;
o Junção de oclusão- Aproximar as membranas; Célula-célula;
o Junção aderente- Aderir as células; Célula-célula;
o Junção comunicante- Tubos proteicos paralelos; Célula-célula;
o Desmossomos- Resistência mecânica; Célula-célula;
o Hemidesmossomos- Aproxima os canais; Célula-Matriz;
o Adesão focal- Capacidade de interagir com vários componentes da matriz; Célula-Matriz;
• Classificação funcional:
• Junção de oclusão:
o Aproxima as membranas;
o Vedação ao redor da célula epitelial;
o Em epitélios que revestem cavidades e superfícies livres do
organismo;
o Em outros tipos celulares há descontinuidade;
o Junções, compostas de duas proteínas, (claudina e ocludina)
entre as camadas mais externas de células vizinhas, que
estabelecem uma barreira à entrada de macromoléculas (lipídios, proteínas) nas células;
▪ Geração de potenciais elétricos: Polaridade;
▪ CAMs: Moléculas de adesão celular- Cadetinas, selectinas e integrinas.
o Manutenção da polaridade: Crucial para epitélios de transporte (ex: intestinal e renal)
o Nem todas as células apresentam essas junções, como as hemácias;
o Disfunção: Infecção bacteriana intestinal, câncer e metástase, doenças dermatológicas de
origem autoimune, neuropatias;
o Regulação: Aumento da permeabilidade, aumento do cálcio intracelular, diminuição do pH
citoplasmático, e do cálcio extracelular, exposição a bradicinina, interferon gama e insulina;
o Diminuição da permeabilidade: Vitamina A, proteases e glicocorticoides;
o Diapedese: Células migratórias induzem mudanças conformacionais.
o Clostrium perfringens: Toxina que interagem com as claudinas reduzindo a função de barreira
do epitélio- intensificação da diarreia;
Junções bloqueadoras: Ocludentes/ compactas;
Proteínas: Claudinas, ocludinas associadas a proteínas ZO (periférica)
(zunula occludens ou tight junctions);
Junções de ancoramento: Conectam as células às vizinhas e à matriz-
junções aderentes, adesões focais (actina), desmossomos e
hemidesmossomos;
Junções comunicantes: Tipo fenda e sinapses químicas (nexus ou gap
junction);
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• Junção aderente:
o Forma cinturão: Cinto contínuo, circunda a região apical
das células de característica elétron-densa dependente
de Ca2+;
o Promove adesão entre as células vizinhas: As placas em
cada lado da membrana e conectada por rede de
filamentos de actina;
o Proteínas: Caderinas que se associam às cateninas;
o Perda de adesividade em células tumorais: Mutação em
genes que codificam cateninas e caderinas, repressão da
expressão, comprometimento da interação entre
caderinas e cateninas;
o Interfere nas funções de outras junções como a de
oclusão;
o Reconhecimento celular- Cell sorting- importante ao processo de organogênese;
o Obs: O mal funcionamento pode induzir ao desenvolvimento tumoral;
▪ Mutação genômica;
▪ Repressão na transcrição dos fatores;
▪ Comprometimentos da integração
molecular das caderinas;
▪ Vírus oncogênico;
▪ Baixo Ca+2 extracelular.
• Junções comunicantes:
o Sistema de tubos proteicos paralelos que
permitem comunicação célula-célula,
possibilitando regulação simultânea;
o Nexus- gap junctions;
o Proteína: conexina;
▪ Conexon: 6 moléculas de conexina;
▪ Dois conexons formam a junção;
o Controle:
▪ Substâncias que in vivo induzem diminuição
da condutividade do canal: Ácido retinóico,
prolactina, glucagon;
♥ Aumento do cálcio intracelular;
♥ Diminuição do pH citoplasmático;
♥ Exposição a certos componentes lipofílicos
(ácido araquidônico).
o Importância fisiopatológica:
▪ Sinapses elétricas- rapidez;
▪ Alteração da função: Doença de Chagas, arritmias;
▪ Catarata: Alteração das junções em células do cristalino;
▪ Mutação na proteína Cx32- Charcot- Marie- Tooth, ligada ao cromossomo X – neuropatia
congênita;
▪ Em glândulas endócrinas e exócrinas: Canais de cálcio.
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• Desmossomos:
o Primeira junção a ser descoberta, aparecendo de forma
descontínua e não interfere na formação de outras
estruturas juncionais;
o 100 a 500 A de comprimento e espaçamento de 250 A
na área perinuclear;
o Resistência mecânica;
o 2 placas circulares proteicas;
o Há concentração de filamentos intermediários que se
inserem e retiram ao citoplasma se interconectando a
outros desmossomos e hemidesmossomos;
▪ Queratina: Epitelial;
▪ Desmina: Muscular;
▪ Vimentina: Mesenquimal.
o Contém moléculas de adesão dependentes de Ca2+:
Caderinas e desmogleína- desmocolina;
o Desmossomos e doenças autoimunes da pele:
▪ Pênfigo:
♥ Bolhas flácidas na epiderme e histologicamente
acantólise (perda de adesão celular dos
queratinócitos);
♥ Tipo vulgar: Lesões extensas e bolhas flácidas;
♥ Tipo foliáceo: Escamações, eritema e erosões
mais superficiais;
• Hemidesmossomo:
o Medeia a adesão das células epiteliais com a membrana
basal;
o Está interconectado aos desmossomos pelos filamentos
intermediários;
o Distribuição limitada;
o Possuem integrinas (alfa e beta) e não caderinas (desmossomos);
• Junção de Adesão Focal
o A célula interage com a matriz extracelular via integrinas
(glicoproteínas);
o Requeremcátions divalentes, Ca+2 e Mg+2; para interagirem com componentes da matriz;
o No geral têm a capacidade de interagirem com vários componentes da matriz como: Colágeno,
fibronectina, laminina e vitronectina: RGD (Arg- Gli- Asp):
o Movimentação da célula: Formação e ruptura constante;
o Integrinas: Heterodímero com 1 subunidade A (18 tipos) e B (8 tipos);
▪ Transdução de sinais mediados pelas integrinas:
♥ Aumento da concentração de cálcio citoplasmático, ativando canais de Ca+2
citoplasmático, ativando canais de cálcio da membrana;
♥ Ativação de co-transportadores Na=/H+ alcalizando os componentes do citoplasma;
♥ Ativação de várias cinases que fosforilam várias outras proteínas;
♥ Regulam a migração, diferenciação, crescimento e morte celular;
♥ Crescimento dependente de ancoragem;
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@vemdeodonto Jércily Thaís
======Organelas=======
• O que é uma organela? São pequenas estruturas localizadas no citoplasma, mergulhadas no citosol
da célula.
• Função celular: Garantir um bom funcionamento das células tais como a digestão, quebra de
moléculas, sintetização e transporte de proteínas, entre outros.
• Na odontologia: O dentista precisa compreender a importância do fibroblasto na sintetização do
colágeno dos tecidos da gengiva e dos dentes;
RIBOSSOMOS
• Definição: São estruturas presentes em todos os tipos celulares, estando, portanto, tanto em
organismos procariontes quanto em organismos eucariontes.
• Características:
o 2 subunidades baseadas no peso microscópico=
Subunidade de tamanho menor 40 S e a subunidade
maior 65 S;
o Polissomos: moléculas de RNAm e ribossomos →
livres ou ligados à membrana do RER.
• Papel dos ribossomos na proteogênese: Sintetiza
proteínas, mas não transporta;
o DNA realiza transcrição que forma o RNAm que vai para o ribossomo que pega e traduz a
informação do RNAm mais o RNAt + aminoácidos formam proteínas;
• O sítio ativo: Onde ocorrem as ligações peptídicas nos ribossomos, é constituído basicamente de
RNA, assim, os ribossomos são atualmente classificados como ribozimas.
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO (RE)
• Amplamente distribuído no citoplasma de células
eucarióticas;
• Rede de túbulos e sacos achatados – do núcleo até a
membrana.
• TIPOS: RE liso (agranular/ não granuloso) e rugoso
(granular/ granuloso);
o Retículo endoplasmático agranular
▪ Fornece a membrana dos autofagossomos eliminação
de organelas envelhecidas;
▪ Principal depósito de cálcio das células bombas de
cálcio entre membrana do REL e MP;
▪ Síntese de esteroides - gônadas e suprarrenais;
▪ Síntese de lipoproteínas: lipídios + proteínas do sangue; Lipoproteínas, ligam-se ao REL dos
hepatócitos;
▪ Desintoxicação → ocorre no REL dos hepatócitos que liberam enzimas que neutralizam
substâncias tóxicas do metabolismo celular/ substâncias exógenas; Aumento da atividade.
o Retículo endoplasmático granular
▪ Possui ribossomos: Síntese de proteínas;
▪ Transporte de substâncias pela célula;
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/celulas.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/celulas-procariontes.htm
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/celulas-eucariontes.htm
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• Alterações na Síntese Proteica:
o Anemia falciforme: Mutação gênica na tradução da cadeia β da hemoglobina- há um códon,
GAG, responsável por traduzir um ácido glutâmico.
▪ Alteração de um único aminoácido= Uma mutação no DNA, o códon se torna, GTG,
traduzindo uma valina - alteração na conformação da hemoglobina, tornando as hemácias em
forma de foice que podem se acumular nos vasos sanguíneos. Essas células têm sua membrana
alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia- Manifestação clínica: CVO/
AVC/UMI/ OSTEONECROSE (morte de um segmento ósseo);
▪ Essa hemácia em foice pode levar a quadros de dor, icterícia, síndrome mão-pé, infecções,
úlceras e cansaço.
▪ Muito comum na África: Senegal, Camarões, Benin e República Centro-africana
▪ Brasil: Forma diversificada e menos abrasiva do que a africana;
▪ Quem tem não desenvolve malária;
COMPLEXO DE GOLGI (C.G)
• É uma pilha de cisternas achatadas e
vesículas associadas;
• Proteínas e lipídios do RE entram no
complexo de Golgi pela face cis e saem
pela face trans;
• Função: Formar as glicoproteínas das
membranas;
o Adiciona radicais nas proteínas,
transformando em outras proteínas
com funções diferentes: lisossomo,
glicoproteína, hormônio; Já sabe para onde a proteína vai;
o Guarda cálcio;
o Colesterol: Atua na célula formando hormônios; Tipo de lipídio; Esteroide;
o É uma pilha de cisternas achatadas e vesículas associadas;
o Proteínas e lipídios do RE entram no complexo de Golgi pela face cis e saem pela face trans;
• Retículo endoplasmático e o Complexo de Golgi:
o Reações para a síntese de triacilgliceróis;
o Biogênese de membranas celulares;
o Glicolisação de lipídios das membranas celulares;
o Síntese de glicosaminoglicanos e proteoglicanos.
• Possíveis erros entre o Golgi e o retículo:
o Síndrome de Ehlers-Danlos: Patologia do colágeno- pele friável, lesão de colágeno dos olhos,
vasos, dentes etc.; Articulação e pele muito elásticas;
o Diabetes: Falha na proteólise nos grânulos de secreção das células beta das ilhotas de
Langerhans -insulina inativa (pró-hormônio pró-insulina).
o Doença de Crigler-Najjar (icterícia): deficiência da enzima alfa glicuroniltransferase -
acúmulo de bilirrubina insolúvel no sangue- icterícia. Acumula bilirrubina-
o Icterícia: Em recém-nascidos - subdesenvolvimento do retículo endoplasmático liso dos
hepatócitos - mau processamento da bilirrubina.
Exposição à luz azul de lâmpadas fluorescentes - bilirrubina em um fotoisômero
hidrossolúvel, que permite a sua eliminação pelos rins. (Curiosidade- Uma enfermeira que
descobriu).
24
@vemdeodonto Jércily Thaís
o Tolerância ao álcool:
▪ Induz a proliferação do retículo não-granuloso
e de suas enzimas;
▪ Aumenta a tolerância do organismo à droga-
necessidade de doses cada vez mais altas.
o Hipertrofia subcelular:
▪ Aumento do R.E.L. após a administração de
barbitúricos (remédios para dormir),
esteroides e hidrocarbonetos.
▪ Tolerância progressiva a estas substâncias -
desintoxicação por aumento da desmetilação
oxidativa;
LISOSSOMOS
• Organelas que digerem material endocitado e elementos da própria
célula.
• Formados a partir do endossoma;
• Enzimas lisossômicas ativas em pH 5,0;
• Participam da fagocitose e da autofagia;
• Enzimas lisossômicas no citosol: Apoptose (morte programada da
célula);
• Doenças lisossômicas:
o Asbestosis: sílica e carvão.;
▪ Ocorre por inalação do pó de amianto causadas pelas fibras de silicato - tenta cicatrizar o
tecido pulmonar.
o Doença de Chédiak-Steinbrinck-Higashi:
▪ Hereditária, autossômica recessiva, filhos de pais consanguíneos; (casamentos entre
primos)
▪ Gene CHS1/LYST (1q42-43) codifica uma proteína regulador do tráfego lisossomal:
regularia a síntese, o transporte e a fusão de grânulos/vesículas citoplasmáticos
▪ Leucócitos com volumosas inclusões: Membrana se fusiona com as de outros lisossomas
(lisossomas gigantes) - complicações hepáticas, de gânglios, olhos .
• Doença por sobrecarga dos lisossomos: Tesaurismoses
o Origem: Genética ou adquirida por ausência de enzimas lisossômicas;
o Genéticas: Membrana normal- Ausência de enzimas por defeito no gene;
▪ Ausência de alfa glicosidase ácida: Mal de Pompe.
▪ Doença de Gaucher (beta glicocerebrosidase), Tay-Sachs (hexosaminidase) e Fabry (alfa-
galactosidase).
o Síndrome de Pompe: Depósitos de glicogênio– Ausência da enzima alfa glicosidade ácida
(GAA);
▪ Sem força muscular- músculos falidos
o Doença de Gaucher: Ausência da B-glicocerebrosidase (que digere certo tipo de gordura, o
glicocerebrosídeo);
o Tay-sachs: Ausência da hexosaminidase;
o Fabry: ausência da alfa-galactosidase;
o Mucopolissacaridose(MPS): doença genética de depósito lisossômico - acúmulo de
glicosaminoglicano, leva a disfunção na lubrificação dos órgãos.
25
@vemdeodonto Jércily Thaís
MITOCÔNDRIAS
• Organelas intracitoplasmáticas envoltas por duas
membranas e presentes na quase totalidade das
células eucariontes.
• Sua principal função é a de prover energia à célula
o Produz mais de 90% do ATP necessário aos
diversos propósitos biológicos:
o Biossíntese de pirimidinas e do grupo heme da
hemoglobina, metabolismo de colesterol e neurotransmissores.
o Produção de radicais livres para na sinalização celular e
processo inflamatório e na desintoxicação desses radicais.
• Matriz mitocondrial: Possui cópias de DNA circular, 13 tipos de
RNAm, 2 tipos de RNAr- autênticos ribossomos, 23 tipos de
RNAt- 20 aa, grânulos de Ca+, complexo enzimático piruvato-
desidrogenase, enzimas da oxidação, enzimas do ciclo de Krebs -
exceto succinato desidrogenase, CoA, Co NAD+, ADP, fosfato e O2.
• Membrana interna:
o Invaginações para a matriz - cristas mitocondriais.
o Moléculas da cadeia transportadora de elétrons, coenzima FAD e
do ciclo de Krebs (succinato
desidrogenase), ATP sintetase - porção F1 e F0, fosfolipídio duplo-
cardiolipina - impede passagem de solutos- exceto, O2. CO2, NH3 e ácidos graxos, canais iônicos
e permeases- passagem seletiva.
• Membrana externa:
o Permeável a todos solutos, exceto macromoléculas.
o Porinas - proteínas multipasso canais aquosos.
o Espaço intramembranoso- H+
• Genes nas mitocôndrias:
o 1963 - existência de genes nas mitocôndrias;
o Até 1988 - não ligavam os defeitos das mitocôndrias a doenças humanas;
• Doenças mitocondriais: Doenças que alteram a produção de ATP na mitocôndria
o Podem gerar comprometimentos neurológicos, musculares, cardíacos, endocrinológicos e
auditivo;
o Exames bioquímicos que podem auxiliar no diagnóstico: Dosagem do lactato e piruvato,
dosagem de lactato no LCR, dosagem de ácidos
orgânicos urinários.
o Doenças mitocondriais de herança mendeliana: os
defeitos do DNA nuclear afetam enzimas do complexo
proteico da fosforilação oxidativa da mitocôndria;
▪ Defeitos em genes codificadores de proteínas
estruturais da mitocôndria;
▪ Defeitos diretos em genes codificadores de enzimas
da cadeia respiratória;
▪ Defeitos em genes codificadores necessários para a
montagem ou a importação de proteínas
mitocondriais;
Defeitos no DNA mitocondrial: Causam
ou contribuem para o aparecimento de
doenças irreversíveis ou que podem
levar ao óbito; tem papel relevante no
processo de envelhecimento e nas
doenças degenerativas crônicas.
26
@vemdeodonto Jércily Thaís
• Aparecimento esporádico (DNAmt)
o As mutações esporádicas causadoras de encefalomiopatia mitocondrial - acometem apenas o
DNAmt e não são vistas no DNA nuclear.
o Os exemplos típicos: síndrome de Kearns-Sayre (SKS), a oftalmoplegia externa crônica
progressiva (OECP) e a síndrome de Pearson.
• Herança materna
o Grupo de síndromes clínicas clássicas das doenças mitocondriais caracterizadas por mutação
de ponto em diversos sítios do DNAmt;
o Epilepsia mioclônica e miopatia com RRF (myoclocic epilepsy and ragged-red fiber, MERRF);
o Encefalomiopatias mitocondriais, acidose láctica e episódios similares a acidentes vasculares
cerebrais;
o Doença de Leigh e neuropatia;
o Neuropatia óptica hereditária de Leber.
PEROXISSOMOS
• Organelas ovoides, delimitadas por unidade de membrana;
• Presente em células, frequente em hepatócitos e renais;
• Origem: 5 a 6 dias - vida média
• Funções metabólicas - enzimas oxidativas;
o Converter compostos endógenos, da célula, em substratos
que precisam ser metabolizados.
• Recebe as enzimas que vem do Golgi;
o Catalase: Neutraliza o H2O2= Converte H2O2 em H2O e O2.
▪ Ânions superóxidos - radicais livres – Superóxido dismutase - perda de sulfidrilas nas
proteínas, alterações da MP e mutações genéticas,
câncer e envelhecimento;
▪ Outras enzimas: oxida seus substratos= Oxidações
produzem energia térmica;
▪ Degradação de purinas (Ácido úrico);
o Células hepáticas e renais - enzima desintoxicante;
▪ H2O2 + TH2 2 H2O + T;
▪ Fenóis, formaldeído e etanol.
• Alterações nos peroxissomos:
o Mutação no gene que codifica a síntese de proteína da sua
membrana;
o Leucodistrofias: Doenças genéticas que danificam progressivamente a bainha de mielina das
células cerebrais, afetando diversos sistemas do organismo;
o Síndrome de Zelleweger - peroxissomas vazios. Morte precoce;
▪ As enzimas não têm defeitos, mas os peroxissomos não efetuam corretamente o transporte
e a pessoa afetada têm os peroxissomos vazios, sem função;
▪ Alterações: rins, fígado e cérebro funcionam mal e o portador morre no primeiro ano de
vida;
▪ Sintomas: hepatomegalia, níveis sanguíneos de ferro e alumínio elevados, desorganização,
atraso mental, perda auditiva e defeitos na retina com perda de visão, aspecto facial
semelhante aos portadores de Síndrome de Down, ataques epiléticos, fontanelas maiores
que o normal e hipotonia muscular.
▪ Zellweger é subdividida em 3 grupos: Adreleucodistrofia, Refsum e Zellweger clássica.
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▪ Zellweger clássica: Comprometimento da substância
branca e cinzenta do SNC e alteração da função
hepática e renal;
♥ O diagnóstico bioquímico é feito pelas dosagens de
ácidos graxos de cadeia muito longa;
♥ Transtorno autossômico, recessivo;
♥ Defeitos na biogênese dos peroxissomos, mais de 13
genes codificadores de proteínas da peroxina, da
membrana peroxissomal e da matriz;
♥ No período neonatal: crânio dismórfico, hipotonia
muscular, perda auditiva, comprometimento visual,
degeneração progressiva dos rins e fígado;
▪ Adrenoleucodistrofia (ALD):
♥ Herança ligada ao cromossomo X;
♥ Incapacidade de degradar os ácidos graxos
de cadeia longa;
♥ Ocasiona graus variados de
comprometimento neurológico e de insuficiência adrenal;
♥ O diagnóstico é feito pela dosagem plasmática de ácidos graxos de cadeia muito longa;
♥ Filme: O Óleo de Lorenzo.
▪ A doença de Refsum:
♥ Opacidade ao reder do cristalino do olho, problemas ósseos;
♥ Perturbação hereditária rara: o ácido fitânico, produto do metabolismo das gorduras,
se acumula nos tecidos. = Alteração nos depósitos de gorduras;
♥ O acúmulo de ácido fitânico produz: lesões dos nervos e da retina, movimentos
espasmódicos e alterações ósseas e cutâneas;
♥ Transtorno hereditário autossômico recessivo, erro inato do metabolismo: acúmulo de
ácido fitânico no sangue e tecidos;
♥ Defeito herdado: bloqueio da oxidação alfa desse ácido, havendo uma deficiência no
metabolismo pelos peroxissomos;
♥ Acúmulo do ácido fitânico: morte dos astrócitos, ativando a rota de apoptose
mitocondrial;
♥ O ácido fitânico constitui 10 a 30% dos ácidos graxos no plasma, e tem como
precursores substâncias contendo clorofila e fitol.
Recomendação: Estudar Núcleo e Controle do ciclo Celular
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Diferenciação e cancerização
• O que é: Processo que dá origem a células com diferentes características, assim como novas
funções, das células originais;
• Função: Análise de organismos multicelulares, como seres humanos, que são originados de uma
única célula chamada zigoto, mas que desenvolve mais de 200 tipos de células com funções
específicas; Logo, a diferenciação gera especializações celulares a partir do zigoto original;
• Como acontece: Proliferação celular Especialização celular Interação Movimento
• Características gerais: A especialização de células implica em síntese de proteínas
específicas;
o Cada tipo celular tem seu padrão de expressão gênica particular;
o Existem genes que se expressam em todos os tipos de células= genes de manutenção;
o Outros só se expressam nas células especializadas;
o Mesmo especializada, as células permanecemcom todos os seus genes originais.
• Embriogênese: Início da
diferenciação;
o Após a fertilização, o zigoto
passa por clivagens iniciais
dando origem a células
menores (16- mórula);
o Posteriormente passa para a
etapa de blástula- que pode
ser oca ou uma massa sólida;
o Em seguida, esta massa da
célula passa por um
complexo rearranjo
apresentando múltiplas
camadas e um tubo digestivo
rudimentar- gástrula;
▪ Ectoderme, endoderme e mesoderme.
• Morfógenos e a indução embrionária:
o Indução: Interações mediadas por sinais químicos, que partem de um tipo celular e levam
outras células a se diferenciarem;
o Morfógeno: Todo componente que sua presença ou ausência regula a diferenciação da célula=
Composto químico, proteína etc.;
Moléculas relacionadas à formação de diferentes tipos celulares durante a indução são
conhecidos como Morfógenos;
▪ Qualquer substância que induz a célula a se diferenciar;
▪ Atuam por gradientes de concentração;
o Estão distribuídos assimetricamente na célula. Após divisões, esses fatores são agregados
assimetricamente, gerando diferentes populações celulares.
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o Limiar de resposta a um gradiente: A célula responde de forma diferente a cada
concentração desse morfógeno, originando diferentes tipos celulares;
o A interação célula-célula ou célula-matriz pode gerar diferenciações das células pelos
morfógenos que são induzidos por células vizinhas ou que estão disponíveis na matriz
extracelular;
o Uma vez induzidas, as células podem reagir das seguintes formas:
▪ Liberação do mesmo morfógeno, em um sistema de retroalimentação positiva;
▪ Com a liberação de um segundo morfógeno, que, por sua vez criará um novo gradiente dose-
resposta;
▪ Pela inibição de algum fator que a célula esteja produzindo;
o Estes fatores se aplicam a vários morfógenos
simultaneamente, logo, há uma criação de populações celulares
cada vez mais especializadas;
o O feedback positivo é extremamente importante para gerar
assimetria lateral;
o A produção de um morfógeno X aumenta a autoprodução e
inibe na célula vizinha;
o Pequenas diferenças iniciais fazem com que uma produza mais
para si e bloqueie a vizinha;
o Depois de um tempo uma se torna quimicamente diferente
pela alteração no padrão de expressão do morfógeno.
• Determinação celular:
o Uma vez diferenciada, a célula deve permanecer assim para
que o desenvolvimento prossiga e forme um indivíduo adulto;
o A determinação ocorre no desenvolvimento embrionário e são alterações autoperpetuáveis;
o Seu destino celular foi definido, assim como todas as suas descendentes;
▪ Ou seja, gera memória muscular.
• Modificações no estado diferenciado na célula:
o Desdiferenciação: Perda das características diferenciadas de uma célula;
▪ Ocorre em tritões na regeneração de membros amputados; As células musculares formam
o blastema, que se desdiferencia e readquire a capacidade proliferativa e dar origem a
novos tipos celulares;
o Trans diferenciação: Conversão de um tipo celular diferenciado em outro sem haver uma
célula indiferenciada como intermediário;
▪ Ocorre nos tritões após lesão/ perca do cristalino, sendo substituído por células da íris.
• Diferenciação e proliferação celular:
o Em geral, a capacidade de divisão de uma célula é inversamente proporcional ao seu grau de
diferenciação;
o Nos mamíferos, as células estão sujeitas e influências externas sobre o ciclo celular,
principalmente entre as fases G1 e S;
▪ Sinais que estimulam a diferenciação fazem com que o ciclo celular seja bloqueado e a
célula volte ao G0;
o Este bloqueio ocorre no ponto de restrição (R);
▪ Para continuar o ciclo, deve haver estímulos citoplasmáticos/ extracelulares.
A especialização celular: https://www.youtube.com/watch?v=A8TNQxTr3ck
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@vemdeodonto Jércily Thaís
• Diferenciação e câncer:
o O câncer é uma família de doenças em que as células perderam a capacidade do controle da
multiplicação/ diferenciação celular;
o Tumores benignos possuem estrutura celular semelhante ao tecido original e baixa
capacidade de invasão de regiões adjacentes;
o Tumores malignos tem estruturas celulares desordenadas, taxa de multiplicação alta e
grande capacidade de inação tecidual;
o Cânceres com alta taxa de metástases
têm comportamentos proliferativos e
estruturais a células indiferenciadas;
o Este comportamento é a
desdiferenciação, ocorre por
alterações genéticas nas células de
multiplicação
o Proto-oncogenes: Proto-oncogenes
são genes que normalmente ajudam às
células a crescer. Quando um proto-
oncogenes sofre mutações ou existem
muitas cópias do mesmo, torna-se um
gene "ruim", que pode ficar permanentemente ligado ou ativado quando não deveria ser assim.
Quando isso acontece, a célula cresce fora de controle, o que pode levar ao câncer. Este gene
ruim é chamado de oncogene.
o Genes supressores tumorais: Genes supressores do tumor são genes normais que retardam
a divisão celular, reparam erros do DNA ou indicam quando as células devem morrer (processo
conhecido como apoptose ou morte celular programada). Quando os genes supressores do
tumor não funcionam corretamente, as células podem se desenvolver fora de controle, o que
pode levar ao câncer.
• Capacidade de multiplicação
o Células-tronco: Células especializadas em fornecer um suprimento novo de células
diferenciadas onde estas precisam ser substituídas continuarmente, ou quando elas são
necessárias em grande número com o objetivo de reparo ou regeneração;
▪ Totipotentes: Células capazes de originar todos (ou quase todos) os tipos celulares de um
organismo; Zigoto; Ex: Tecidos extraembionários (placenta);
▪ Polipotentes: Capacidade de gerar células dos folhetos embrionários; Extoderma,
medoderma e endoderme. Ex: Células-tronco embrionárias encontradas no blastocisto;
▪ Multipotentes: Dão origem a céulas progenitoras comprometidas, que são específicas a
apenas um ou alguns poucos tipos celulares; É encontrado facilmente no corpo e é
responsável pela renovação de certos órgãos; Ex: Células da medula óssea;
▪ Oligopotentes/ Monopotentes: As células progenitoras; Oligo- poucos tecidos e Mono/
Uni- Um único tecido
♥ Células-tronco adultas: Extraídas dos diversos tecidos humanos (medula óssea), logo,
capacidade de diferenciação limitada;
♥ Células-tronco embrionárias: Encontradas nos embriões humanos (totipotentes ou
pluripotentes), com alto poder de diferenciação.
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o Obtenção:
▪ Clonagem terapêutica: Técnica de manipulação genética que fabrica embriões a partir da
transferência do núcleo da célula já diferenciada, de um adulto ou mebrião, para um óvulo
sem núcleo, e a partir da fusão ele passa a se dividir;
▪ Do corpo humano: Células- tronco adultas fabricadas no corpo humano;
▪ De embriões descartados- Que são inviáveis para implantação e congelados nas clínicas de
reprodução assistida.
o Utilização:
▪ Terapia celular: tratamento de doenças ou lesões com células-tronco manipuladas em
laboratório.
• Clonagem
o Clonagem reprodutiva: Técnica para copiar geneticamente um indíveduo; O procedimento
basea-se na transferência do núcleo de uma célula diferenciada, adulta ou embrionária, para
um óvulo sem núcleo com a implantação do embrião no útero humano. Gêmeos univitelinos são
clones naturais;
o Principal diferença das técnicas de Clonagem Terapêutica e Reprodutiva:
▪ Nas duas situações há transferência de um núcleo de uma célula diferenciada para um
óvulo sem núcleo. Mas na técnica de clonagem para fins terapêuticos as células são
multiplicadas em laboratório para formar tecidos específicos e nunca são implantados em
um útero.
o Utilização de núcleos diferenciadas em citoplasma de ovócitos;
o Mais eficiente do que utilização de zigoto:
▪ Citoplasma de ovócito possuem fatores deregulação de divisão que atuam no núcleo;
▪ No zigoto, estes fatores já foram
exauridos.
o Ovelha Dolly;
▪ Estabilização de células somáticas
até G0;
▪ Enucleação do ovócito;
▪ Fusão de núcleo e célula enucleada;
▪ Gestação em um terceiro animal;
▪ De 277 tentativas, somente 1 deu
certo, mesmo assim, a ovelha sofreu
de envelhecimento precoce.